Arquivo da categoria: Leandro Damião

Ué, esse cheirinho de título tá longe, hein?!

Leia o post original por Craque Neto

Na temporada passada o torcedor do Flamengo estava confiante que o time rubro-negro passaria o Palmeiras na classificação e ficaria com mais um título do Brasileirão. Vieram até com aquele papinho furado de ‘cheirinho’ que ganhou repercussão monstruosa. E não dá pra negar que o elenco que a diretoria montou era pra sonhar com taça sim. Afinal que clube hoje em dia pode ter a disposição três centroavantes como Guerrero, Damião e Felipe Vizeu? Pelo amor de Deus! Fora Diego e Arão que acertaram esse meio-campo do técnico Zé Ricardo. Até por isso a massa foi confiante que venceria o […]

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Damião, o “novo Damião”

Leia o post original por Rica Perrone

Se você quiser acabar com a carreira de um jogador promissor, lhe dê o rótulo de “novo alguma coisa”.  É estatístico. 90% das vezes, deu merda. Damião era o centroavante do Inter, fazia gol de todo jeito, foi pra seleção, propostas da Europa, badalação e então… “novo Careca”.  Pronto, a praga estava rogada. Vieram contusões, …

Damião no Corinthians: uma boa? Ou repetiria o “DaMICÃO” do Santos?

Leia o post original por Milton Neves

damiao

A notícia se espalhou pelos portais esportivos brasileiros.

O Santos tem interesse em mandar Leandro Damião para o Corinthians e receber em troca um ou mais jogadores do elenco alvinegro.

Segundo o jornalista Jorge Nicola, da Bradesco Esportes FM, os atletas cobiçados pelo Peixe são Marlone e Luciano.

O Timão, por enquanto, vai dando uma de “João sem Braço”.

Precisa de um 9 para competir ou mesmo tomar o lugar de André, que ainda não empolgou no Parque São Jorge/Itaquerão.

Em contrapartida, teme que Damião repita as péssimas passagens que teve pelo próprio Santos, pelo Cruzeiro e pelo Betis-ESP.

Mas, afinal, o que você acha desse possível negócio?

Damião seria uma boa para o Corinthians?

Ou repetiria o “DaMICÃO” do Santos, Cruzeiro e Betis-ESP?

Opine!

Agiotagem da Doyen nos casos de Geuvânio e Leandro Damião

Leia o post original por Odir Cunha

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

Segundo informação do Odir, dependendo de sentença, o “empréstimo” da Doyen para comprar o Damião poderia custar 18 milhões de euros ao Santos. Como o contrato deste “empréstimo” não está à disposição, resolvi ler o contrato da venda dos direitos do Geuvânio vazado pela FOOTBALL LEAKS, para entender o MODUS OPERANDI do fundo. Em face de um rombo de 18 milhões de euros nunca será excessivo chatear aos leitores com textos prolixos e maçantes para tentar expor um ou outro elemento talvez não considerado ainda, quiçá útil para a causa do Santos.

1 – PERGUNTA AO LEITOR

Se você, leitor deste blog, tivesse vendido duas casas geminadas a um fundo imobiliário em novembro de 2014 e a primeira casa tivesse sido revendida no mercado em janeiro de 2016 com prejuízo (em relação ao preço pago a você acrescido de juros de 10% ao ano até a revenda) e o fundo imobiliário tivesse direito de exigir que você o indenizasse pelo prejuízo, e se a segunda casa não tivesse sido vendida ainda em fevereiro de 2017 e você fosse obrigado a aceitar a devolução desta pelo fundo e repagar a ele o valor do preço recebido acrescido de juros de 10% ao ano, pergunto:

…você acha que você vendeu mesmo as duas casas geminadas ao fundo imobiliário em novembro de 2014, como sugere o contrato?

Evidentemente que não, porque a despeito de qualquer falsidade nas denominações dos termos do contrato, a operação que mais se aproxima dos efeitos das cláusulas, é a de que você em 25 de novembro de 2014 não vendeu, mas cedeu as duas casas em consignação ao fundo imobiliário, recebendo deste não um preço de venda, mas um adiantamento financeiro sujeito a juros, sendo que a venda com transferência de propriedade da primeira casa ocorreu apenas em janeiro de 2016, não ao fundo imobiliário, que agiu apenas como agente, mas ao terceiro. Como o preço de venda pago pelo comprador foi inferior ao adiantamento recebido e acrescido de juros, você, proprietário da casa teve que cobrir o déficit do agente. Também a devolução da segunda casa coaduna perfeitamente com esta intepretação.

A contrapartida lógica deste contrato seria que na hipótese em que o valor de venda da casa ao terceiro em 2016 tivesse superado o valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros, o fundo imobiliário sendo apenas agente, teria que lhe remeter a quantia do superávit.

Infelizmente ledo engano meu caro, porque você cedeu uma terceira casa em 2014 ao mesmo fundo imobiliário com um contrato de conteúdo absolutamente idêntico, sendo esta a casa foi revendida igualmente em 2016, mas neste caso com superávit em relação ao valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros de 10% ao ano. Mas o fundo imobiliário, com base no contrato embolsou todo o superávit sem repassar um centavo a você. Neste caso o fundo considerou ter comprado a casa em 2014.

Então você não seria imbecil a ponto de assinar “contratos” que definem a sua verdadeira natureza dependendo de um resultado futuro, seja uma transação de consignação a um agente com adiantamento financeiro deste, ou seja, uma transação de venda efetiva no ato da assinatura do contrato, alternativas que têm a finalidade única de alocar todos os lucros ao fundo imobiliário e todos os prejuízos a você.

Um contrato destes deve ser enquadrado como AGIOTAGEM, com o fundo imobiliário no papel de AGIOTA. E você, vítima da agiotagem, além de ter pagado o custo da construção da casa durante anos, vai pagar juros, manutenção e arcar com todos os riscos envolvendo a casa no período de 2014 e 2016.

Mas as casas das quais falamos, não são casas, correspondem na verdade a 35% dos direitos econômicos do GEUVÂNIO. O imbecil não foi você, mas o Santos Futebol Clube e a imobiliária não foi imobiliária, mas a Doyen.

Evidentemente o mecanismo híbrido não é apresentado no ”Contrato de participação em direitos econômicos” da Doyen na forma em que foi exposto em nosso exemplo imobiliário. É camuflado elegantemente em duas alternativas simplórias. Na hipótese em que houver superávit na venda dos direitos no futuro, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-a, que a propriedade dos direitos foi transferida a Doyen no ato da assinatura em novembro de 2014, ficando o superávit auferido em 2016 com a Doyen. No caso em que no futuro houver déficit na venda dos direitos, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-b que a Doyen jamais assumiu a propriedade dos direitos, ficando o prejuízo constatado em 2016 a cargo do Santos. No caso em que nem mesmo a Doyen consiga encaminhar a “revenda” do jogador no mercado, a obrigação de repagamento do adiantamento financeiro acrescido de juros de 10% ao ano é instrumentado através da “opção” da Doyen para “revender” o jogador ao Santos, conforme a CLÁUSULA 13.

A taxa de juros de 10% ao ano não é barata em euros, é cara, com o risco do benefício que o Santos teria em relação às taxas de juros superiores em reais ser suplantado múltiplas vezes pelo risco cambial da dívida, como de fato foi.

Mesmo sem conhecer o “contrato de empréstimo” firmado entre o Santos e a Doyen para financiar a compra do DAMIÃO, mas a julgar pelas informações fragmentárias publicadas na mídia, como a de que no mínimo 80% do lucros da “revenda” do Damião ficam com a Doyen, é quase certo que se trata igualmente de uma compilação de transações diferentes empacotadas num único contrato, valendo aquela que dependendo do resultado da venda futura beneficiar a Doyen e prejudicar o Santos.

Se o desempenho do Damião, estacionado no Santos, fosse mal e o seu valor não atingisse 18 milhões de euros, o contrato funcionaria como um contrato de empréstimo e o Santos fica devendo 18 milhões de euros à Doyen. Mas se o jogador fosse bem, a Doyen não se considera mais cedente de um empréstimo, mas proprietária de no mínimo 80% dos direitos desde o início da transação em Janeiro de 2014.

2 – GEUVÂNIO: AS CLÁUSULAS 6.3 e 10-C DE EXPECTATIVA DE REVENDA AO “VALOR RAZOÁVEL”

No modelo simplificado não ilustramos a CLÁUSULA 6.3, que define um “VALOR de oferta de transferência RAZOÁVEL e valor mínimo de mercado do jogador” de 4 milhões de euros como parâmetro para uma “revenda” dos seus direitos, o que para a fatia de 35% da Doyen corresponde a um valor de 1,4 milhões de euros, ou seja, um rendimento de 86,7% (1,4 /0,75 milhões). A expectativa de atingir este valor numa “revenda” teria sido considerada “por ambas a partes como essencial para a assinatura do contrato”.

Mesmo que a CLÁUSULA 6.3 não estipule de forma afirmativa uma obrigação do Santos de indenizar a Doyen caso o rendimento não atingir a marca do valor razoável, tal obrigação pode ser deduzida de forma indireta da CLÁUSULA 10.1-c, que usa o artifício da possibilidade de renúncia da Doyen a uma indenização (definida por “valor adicional devido”), nos casos em que ela “concordar voluntária e explicitamente ” em receber apenas o valor da venda efetiva, quando inferior ao “valor razoável”.

Assim a CLÁUSULA 10.1-c parece servir também como instrumento de pressão para oferecer graciosamente ao Santos a renúncia ao valor “RAZOÁVEL” em troca de novos direitos econômicos de outros jogadores. Acrescente-se que o contrato através de extensas cláusulas, aqui não comentadas, é orientado para incentivar o Santos a ceder novas fatias como forma de pagamento.

Considerar o “valor razoável” como base de indenização do Santos à Doyen para garantir a ela uma rentabilidade mínima de 86,7 % na “revenda” da fatia, não passaria de AGIOTAGEM DELIRANTE. O valor de 4 milhões de euros não tem qualquer fundamentação econômica e deveria ser simplesmente ser ignorado pelos tribunais.

3 – GEUVÂNIO: A CLÁUSULA 7.4, LÓGICA, MAS POSSIBILITADORA DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA

A CLÁUSULA 7.4 do contrato do Geuvânio prevê que se houver uma oferta de terceiros pelos direitos econômicos do jogador e o Santos não quiser vender a sua parte ou ceder o jogador, a Doyen terá o direito de exigir do Santos o montante oferecido pela “fatia dela”. Se a Doyen fosse realmente proprietária da fatia, a cláusula seria sem dúvida lógica do ponto de vista econômico, mas com o defeito de teoricamente poder possibilitar a formação de quadrilha contra o Santos. Seria o caso teórico em que Doyen incitar um clube amigo europeu em fazer uma oferta superfaturada para poder superfaturar o Santos.

Ocorreu uma situação na qual houve forte suspeita de que a Doyen tenha fomentado uma oferta falsa. O Olympique Marseille, cujo presidente Vincent Labrune é parceiro do presidente Nélio Lucas da Doyen, sendo que o denominaria por “Jerry Maguire” em alusão ao personagem encarnado por Tom Cruise no filme “A grande virada”, ofereceu 15 milhões de euros pelos direitos do Damião em carta oficial enviada ao Santos. A oferta do Oympique ao Santos foi grotescamente superfaturada em relação a desempenho pífio do jogador no Santos e no Cruzeiro, mas pôde ser feita sem risco de realização, porque naquele momento o Santos não podia aceitá-la, visto que o jogador havia conseguido romper o seu vínculo na justiça. É possível que a Doyen tenha incitado o Olympique Marseille a fazer a oferta superfaturada para justificar “um valor de mercado” irreal como prova para uma eventual contenda judicial com o Santos. A cronologia dos eventos sustenta esta hipótese, porque a oferta de foi feita em 30 de agosto de 2015, três meses após da absurda sentença de 3 de junho de 2015 do juiz Pérsio Luís Teixeira de Carvalho da 4ª Vara do Trabalho de Santos rescindindo o contrato do jogador com o clube, que faturaria 650.000 reais mensais, sem justificar nem 20.000.

Porque o Olympique tão interessado no Damião, não renovou a sua oferta de 15 milhões de euros quando apenas quatro meses após (em janeiro de 2016) o Santos e o Damião entraram em acordo? Em janeiro de 2016 vários sites anunciaram que Doyen foi à Justiça para cobrar uma dívida acima de 80 milhões de reais do Santos. Se a “oferta” do Marseille tiver sido anexada como PROVA nesta ação da Doyen contra os Santos, o que não sabemos, haveria suspeita de formação de quadrilha contra o Santos.

4 – O SUBFATURAMENTO ELOQUENTE DA FATIA DO GEUVÂNIO

O Santos “vendeu” a fatia de 35% dos direitos do Geuvânio em 25 de Novembro de 2014 à Doyen por 750.000 euros, o que corresponde a 2,143 milhões de euros por 100% dos direitos. Naquele momento o jogador já havia superado a fase negra iniciada antes da Copa, recuperando o nível paulatinamente após. Já em 26/9/2014 depois da derrota para o Atlético em Minas por 3×2, o Odir comentava: “Destaques para Lucas Lima e para Geuvânio, que substituiu Robinho muito bem”.

Exatamente 14 meses depois da “venda” da fatia à Doyen, o jogador acabou vendido por 11 milhões de euros ao clube chinês Tianjin Quanjian. Uma “valorização” de 2,2 a 11 milhões em 14 meses seria ainda mais surpreendente se levarmos em conta que até ser vendido, o jogador estava quatro meses ausente dos campos após a sua contusão em setembro de 2015.

Se argumentássemos que o Geuvânio foi vendido a um preço acima das expectativas devido a um “inflacionamento chinês”, e se considerássemos em vez dos 11 milhões pagos, que o jogador valia apenas 6 milhões de euros, este valor seria ainda o triplo do preço fixado de apenas 2,2 milhões de euros.

Tampouco seria honesto recorrer à valorização de jogadores em sites europeus, que incorrem no “bias” sistêmico de atribuir valores extremamente baixos para jogadores brasileiros que não saíram do país e valores mais realistas quando estão na Europa. Pegue-se o caso do site alemão Transfermarkt, que valoriza o Galhardo, eleito melhor lateral direito do Brasileirão de 2015 a 1,75 milhão e o Bruno Peres, seu ex-concorrente no Santos, em 10 milhões de euros. Óbvio que a confirmação da capacidade do jogador em alguns campeonatos europeus aumenta o seu valor, mas jamais nas proporções que transparecem nos sites eurocêntricos; jogador não aprende futebol quando está sentado no avião cruzando o Atlântico, ainda mais quando já tem a idade de 23 anos como o Geuvânio.

O Corinthians andou exigindo uma compensação de 2 milhões de euros pelo juvenil Vitinho, que saiu com 15 anos para o Manchester City, exatamente o valor que o Orlandelli e do Odílio aceitaram pelo consagrado Geuvânio de 23 anos, eleito melhor meia e revelação do Paulista de 2014. É portanto evidente que houve subfaturamento brutal na “venda” da fatia do Geuvânio, lesando o Santos em milhões de euros.

5 – O FERIMENTO DO ESTATUTO DO SANTOS NA VENDA DAS TRÊS FATIAS

Antes dos contratos com a Doyen terem sido vazados, conjecturava-se que a venda das fatias de três jogadores efetuada nos últimos três meses anteriores ao término do mandato, teria ferido no mínimo o espírito do Artigo 91 do Estatuto, que cita apenas direitos “federativos” e não explicitamente os econômicos. Mas a própria redação do Artigo definindo “compra e venda” de direito federativo, implicava que abrange os econômicos, porque os federativos não se vendem, são apenas registros em federação, decorrentes da venda dos econômicos, os únicos vendíveis.

Mas para acabar com as dúvidas, contrato divulgado pela Footbal Leaks revela que o Estatuto foi mesmo violado, porque a Doyen foi solicitada pela CLÁUSULA 7.8 a prospectar “desde já” (portanto desde 25 de novembro de 2015) propostas de transferência do jogador, incluindo a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes aos Santos, a partir do dia 1° de janeiro de 2015. Se a partir deste dia o Santos se recusasse a vender a fatia dos direitos econômicos que ainda lhe pertencem, a Doyen poderia fazer uso da CLÁUSULA 7.4 e forçar o Santos recomprar a fatia “vendida” em 25 de novembro de 2014, o Santos sendo obrigado a ceder por falta de caixa. Portanto concedendo esta configuração de cláusulas, a gestão Odílio deu poderes a um terceiro a encaminhara a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes ao Santos “desde já”, o que equivale à uma permissão para transferência do direito federativo, ferindo o-pé-da-letra do Artigo 91 do Estatuto, porque dar permissão a alguém vender, equivale a vender.

Sendo “ineficaz o ato em contrário” como diz o Artigo 91 do Estatuto, os três contratos de venda de fatias do Geuvânio, do Gabriel e do Daniel Guedes não têm validade jurídica pelo Estatuto.

6 – MEDIDAS A SEREM TOMADAS PELO SANTOS

Imagino que o contrato do Geuvânio seria considerado inválido pela justiça em vários países, porque transgride os mais elementares princípios que regem contratos em geral e transações patrimoniais em particular. Seja pelo fato da verdadeira substância do contrato ser definida apenas retroativamente na dependência de um resultado futuro, sempre para direcionar o lucro à Doyen e prejuízo ao Santos, o que é ilícito, seja com a violação do princípio de que lucros ou perdas na revenda de patrimônio, só podem ser atribuídos aos proprietários do patrimônio, e não como decorre pelas cláusulas 10.1-b e 14 a supostos “ex-proprietários”, ou no caso do Damião ao suposto “cedente de empréstimo financeiro”, seja por falsidades ideológicas na terminologia do contrato e por fixação de valores fantasiosos.

Os termos agiotas e ilícitos do contrato da Doyen não podem ser, como pretendido pelos seus autores, escondidos e desativados pela CLÁUSULA 22 de confidencialidade, dissimulados através da troca dos conceitos de “cessão” e “financiamento por empréstimo”, tampouco serem neutralizados por terminologias ou textos dissimulatórios, como a denominação eufemística de “RAZOÁVEL” da relação entre a “Taxa de concessão” e o valor da CLÁUSULA 6.3, na realidade extorsiva e fantasiosa, ou por alegações falsas nas CONSIDERAÇÕES (2) e (3) que o Santos“ estudou diversas alternativas“ considerando a transação como “a alternativa mais vantajosa do mercado”, pontos que NÃO DISSIMULARÃO a agiotagem perante os tribunais.

Também a intenção dissimulatória das CLÁUSULA 16.2 com a declaração do Santos que o Estatuto não foi ferido, primeiro, não oculta o ferimento do mesmo pelo próprio contrato e segundo não provaria qualquer alegação da Doyen de desconhecimento do Estatuto do Santos, que é do domínio público, obtenível no site do clube, nas federações e qualquer advogado zeloso e digno desse nome como também os advogados da Doyen devem tê-lo no dossiê do “empréstimo” milionário feito ao Santos para financiar a compra do Damião. Finalmente A CLÁUSULA 17 estipulando que a Doyen não tem direito de exercer influência na administração do Santos, visando blindagem do regulamento da FIFA, não dissimula a interferência da Doyen no Santos pelo próprio contrato. Enfim o ”contrato” da Doyen parece um verdadeiro pasquim de compilação de arbitrariedades ilícitas e de cláusulas cosméticas que tentam dissimulá-las.

Inevitável que a bomba dos “contratos” da Doyen em si desequilibrados pelo favorecimento ilícito do fundo, detonaria no dia em que um jogador não desse certo. Foi o caso do Damião. Espera-se que a Justiça limpe o futebol e proteja os clubes brasileiros da agiotagem de investidores nacionais e internacionais, bem como de “empresários” que manipulam causas trabalhistas de jogadores de salários milionários, apenas para pilhar direitos econômicos.

7 – O OBJETIVO DO SANTOS NO CASO GEUVÂNIO

Fato é que o Comitê de Gestão do Odílio pressionado pelo peso das obrigações financeiras geradas pelo Damião, que no ponto 8 que se segue, consideramos falsas, acabou “cedendo“ as fatias dos três jogadores. O Odílo nega que tinha avalizado pessoalmente dívidas com a Doyen, não podendo então ser este o motivo da venda das três fatias. Se confessasse o que o motivou na calada da noite a vendê-las, prestaria um enorme serviço ao Santos na sua ação contra a Doyen.

Mesmo que o Santos tenha sido prejudicado essencialmente pelo subfaturamento na cessão do Geuvânio, que em magnitude absoluta superou todos os demais dispositivos agiotas do contrato, o objetivo de uma ação judicial seria invalidar e “desempacotar” o contrato, que encerra elementos de transações distintas e validar apenas a transação que se aproxima mais da substância real, considerando os preceitos de consistência econômica, obedecendo aos princípios elementares de “arms’ length” e excluindo os elementos extorsivos e agiotas.

Pelas razões citadas, a substância mais realista é que a transação do Geuvânio corresponde a um mero empréstimo financeiro da Doyen concedido ao Santos em euros e a juros de 10% ao ano, permitindo à Doyen obter um futuro benefício pelo clube europeu que comprasse o jogador.

Um elemento suplementar de grande relevância para se concluir de que a suposta “venda” não passa de mero empréstimo financeiro, é o fato do Santos ter arcado durante anos com os custos de formação do jogador, pago o seus salários, sustentado os custos de suas prolongadas contusões e ter faturado em janeiro de 2016 por sua fatia de 35% apenas 3,6 milhões de euros, enquanto que a Doyen nada mais fez que investir 750.000 euros e pretende faturar igualmente 3,6 milhões de euros, quase o quíntuplo do investimento feito 14 meses antes. Tampouco a Doyen investiu na venda do jogador, que foi inteiramente da inciativa do treinador Vanderlei Luxemburgo, que já em janeiro de 2015 pretendia a sua contratação pelo Flamengo, time que então treinava.

Finalizando, o Santos no caso do Geuvânio deve à Doyen apenas o repagamento do empréstimo financeiro de 750.000 euros acrescido de juros e nada mais, sendo esta interpretação realista da substância da transação compatível com o Estatuto do Santos. Também as fatias do Gabriel e do Daniel Guedes jamais foram vendidas à Doyen, como pretendem os respectivos contratos ilícitos.

8 – OBJETIVO DO SANTOS NO CASO DAMIÃO

Se o valor de 18 milhões de euros pelo qual a Doyen estaria processando o Santos, corresponder a um valor definido por “RAZOÁVEL”, como na Cláusula 6.3 do contrato do Geuvânio, deve ser considerado fantasioso. O único valor real da transação são os 12 milhões de euros transferidos.

Já havia opinado em comentário no post do Odir de 27/01/2016 “Somos todos Grande Rio!” que os direitos do Damião jamais pertenceram ao Santos, que serviu apenas de laranja. Sempre com a ressalva de não conhecer o “contrato de empréstimo”, apenas informações derivadas, acho que o objetivo no caso Damião é idêntico ao do caso Geuvânio, “desempacotar” o contrato ilícito que encerra uma confusão de elementos de operações diversas e validar apenas aqueles que correspondem à substância mais realista dos fatos.

O apetite da Doyen em canalizar 12 milhões de Euros através do Santos, sabidamente um dos clubes mais endividados do Brasil, e a exigência contratual do auferimento de 100%, no mínimo 80% dos lucros na “revenda“ do jogador a benefício Doyen e não ao Santos, falsamente considerado“ proprietário” dos direitos, revela de forma incontestável a substância real da transação, de que o Santos serviu apenas de “laranja” para uma fatia de direitos econômicos pertencentes de fato ao fundo maltês. A Doyen teve dúvidas quanto à capacidade do jogador e estacionou os seus direitos no Santos, dissimulando a transação em “contrato de empréstimo financeiro” para o que na verdade é um contrato de empréstimo de direitos econômicos, visando deixá-los definitivamente nas mãos do Santos, caso o jogador não justificasse o valor (o que de fato ocorreu).

O objetivo é uma sentença determinando que no mínimo 80% dos direitos do jogador sejam considerados pertencentes à Doyen a partir de Janeiro de 2014. E que consequentemente os juros eventualmente pagos sobre o falso ”empréstimo”, sejam devolvidos ao Santos, que em contrapartida deverá transferir os direitos econômicos que detém ainda gratuitamente à Doyen.

O risco tomado pela Doyen ao consignar 80% dos direitos econômicos ao Santos deveria ser desmembrado em duas categorias, primeiro o da evolução do valor de mercado dos direitos e segundo, o da perda da fatia de 80% dos direitos em nome do Santos.

O RISCO DE PERDA DE VALOR DE MERCADO afetando no mínimo 80% dos direitos do Damião foi tomado claramente pela Doyen como detentora real destes e o prejuízo de sua desvalorização não pode ser de forma nenhuma atribuído ao Santos, que deu todas as chances imagináveis ao jogador, prejudicando até a classificação nos campeonatos, devido às suas pífias atuações. O mesmo sucedendo no Cruzeiro.

Consignando a sua fatia de direitos econômicos de 80% a um clube financeiramente frágil, a Doyen assumiu também em parte o RISCO DA PERDA DA FATIA PELO SANTOS, porque os direitos poderiam ser perdidos não apenas por negligência e má fé do Santos, como também por iniciativas de terceiros fora de controle do clube, como atos do próprio jogador e do seu ganancioso “empresário” e de sentenças da Justiça de Trabalho Brasileira, que podem ser falhas.

Mas na medida em que a Justiça julgue o Santos responsável pela perda de parte dos direitos (segundo post do Odir, apenas 45% estão registrados em seu nome), a indenização do Santos à Doyen se limitaria ao valor atual de 35% dos direitos que foram perdidos (80%-45%=35%), porque, como opinamos, 45% detidos pelos Santos deveriam ser transferidos gratuitamente para a Doyen.

O valor atual dos direitos do Leandro Damião deveria ser determinado por uma corte arbitral. Supondo como exemplo um valor de 4 milhões de euros, o Santos deveria indenizar a Doyen por 4 milhões x 35%= 1,4 milhão de euros.

E você, o que acha deste artigo de Tana Blaze?


Oliveira, Damião, Kappa etc

Leia o post original por Odir Cunha


Neste sábado, no Pacaembu, às 18h30, a torcida do Santos quebrará o recorde de público do time em 2016. Vá e leve seu filho.

Enquanto você se prepara para participar do recorde de público do Santos este ano, no jogo deste sábado, às 18h30, no Pacaembu, diante do Água Santa, lhe passarei as versões oficiais do clube para a não venda de Ricardo Oliveira para a China, da situação atual do imbróglio com Leandro Damião, o caso de André, a situação do uniforme da Kappa e outros detalhes discutidos ontem na Assembleia do Conselho Deliberativo.

O diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, visitou o Conselho Deliberativo e por cerca de 40 minutos não só explicou como está sendo o negócio entre o Santos e a Kappa, a marca do uniforme do time, como respondeu a outros aspectos envolvendo o marketing do clube, entre eles a campanha de sócios, sempre adiada, e os poucos locais de venda de ingressos em São Paulo.

Ao final da reunião, perto da meia-noite, quando muitos conselheiros já tinham partido, o senhor José Ricardo Tremura, gerente jurídico do Santos, deu um show de transparência ao falar da tentativa de contratação de Ricardo Oliveira pelo Beijing Guoan, da China; da situação do Santos no caso Leandro Damião/Doyen/Bétis e também do caso do jogador André, contratado pelo alvinegro de Itaquera ao Atlético Mineiro a “custo zero”.

O assédio do Beijing Guoan a Ricardo Oliveira

O senhor Tremura contou que a três dias do fim da janela de transferências o empresário de Ricardo Oliveira procurou o presidente do Santos com uma proposta do Beijing Gouan que consistia em um salário de cerca de dois milhões de reais para o jogador e absolutamente nada para o Santos.

Ao ser lembrado por Roma de que a multa para um time estrangeiro contratar Oliveira era de 50 milhões de euros, iniciou-se uma negociação que durou três dias e que, a 15 minutos para o final da janela, estava entre oito milhões de euros que o Santos pedia, e seis milhões que foram a última oferta dos chineses.

Diante do impasse, o negócio não foi fechado e antes disso, segundo Tremura, o departamento jurídico do Santos já tinha acionado a Fifa por assédio, pois o tempo todo o clube chinês não entrou em contato com o Santos, deixando a negociação a cargo do representante do jogador.

A sombra do prejuízo de Leandro Damião

Em determinado momento do processo de Leandro Damião, o Santos teria de pagar 55 milhões de reais ao jogador – pelos seus direitos até o final do contrato, incluindo os atrasados – e mais os 18 milhões de euros à Doyen, em um rombo considerável para os cofres do clube. Após o recurso, julgado pelo jurista Yves Gandra Martins, em Brasília, e após um acordo entre o Santos e o jogador, a situação ficou assim:

Caso Leandro Damião, liberado pelo Santos para jogar, por empréstimo, pelo Bétis, da Espanha, tenha o seu passe comprado no período de um ano e meio que durará o empréstimo, o Santos terá direito a 45% do valor do passe (outros 45% serão do jogador e 10% do Bétis). Caso não seja negociado, voltará ao Santos, com um salário de 650 mil reais por mês.

O Santos processou a Doyen por agir como instituição financeira, cobrando juros e taxas abusivas, e o processo está em curso. Caso vença, o clube estará livre de dívidas com a empresa estrangeira, mas se perder, terá de pagar os 18 milhões de euros a partir de 2018.

André: Santos está cobrando os 25%

Logo que soube da notícia da contratação de André pelo alvinegro de Itaquera, o senhor Ricardo Tremura diz ter acionado o Atlético Mineiro para que pague ao Santos 25% devidos pelo valor da contratação. O alvinegro de Minas diz que venceu Giovanni Augusto por R$ 15 milhões e que André saiu do clube a custo zero, portanto o Santos não teria direito a nenhuma porcentagem. Ora, se a moda pega nenhum clube terá mais nenhuma garantia ao comprar o passe de um jogador.

Kappa, negócio temerário?

O diretor de marketing Eduardo Rezende explicou como funciona o negócio de o Santos administrar a produção e negociação de seus uniformes e disse que nos três anos de contrato com a Kappa, empresa italiana especializada na confecção de roupas e acessórios esportivos, a previsão é de que o clube tenha uma renda líquida de seis milhões de reais por ano.

Alguns conselheiros, como Neli Faria, leram informações da mídia que mostravam números bem mais generosos nos contratos dos outros clubes grandes de São Paulo que, no entanto, não precisam se preocupar com todas as fases da produção de seu uniforme esportivo. Rezende respondeu que aqueles números publicados pela imprensa não eram reais e que o Santos não havia tido propostas em valores similares.

Outros conselheiros lembraram que uma das vantagens de se responsabilizar pelo próprio uniforme, é que o clube poderia oferecer a camisa e outras peças a um preço inferior ao mercado, mas não é isso que está ocorrendo, já que o preço final da camisa oficial está em cerca de 300 reais. Rezende não contestou e disse que agora o uniforme estará em todas as grandes redes, como Centauro, Bayard, A Esportista, pois o clube não mantém mais contrato de exclusividade com a Netshoes.

Minha impressão é a de que, elegante, o diretor de marketing não quis passar a responsabilidade do negócio ao presidente do Santos, pois todos sabemos que foi Roma quem foi à Itália para tentar liberar o passe de Robinho do Milan, no ano passado, e, ao perceber que a viagem tinha sido inútil, pois o jogador acabara de ser liberado pelo clube italiano, o presidente visitou a Kappa e iniciou as tratativas para firmar esse contrato em vigor.

Enfim, como disse o conselheiro Lourenço Lopes, ex-membro do Conselho Gestor destituído por Roma, “oremos para que a economia melhore e o Santos venda muitas camisas”. Eu completaria: e que o time se destaque este ano. Do contrário, ao invés de encontrar uma solução com a comercialização de seus uniformes, o Santos terá mais um problema para administrar.

Campanha de sócios

Mais uma vez foi prometida uma nova campanha de sócios torcedores, para ser lançada brevemente. O autor da promessa foi Eduardo Rezende. Do púlpito, lembrei a ele que quase todos os sites oficiais dos clubes têm, logo na sua home, apelos em letras garrafais para que o torcedor se associe ao clube, mas no site oficial do Santos, por mais que se procure, não há uma única indicação de como o santista pode se associar. Rezende apenas consentiu, com cabeça, e disse que em breve o Santos lançará uma campanha para atrair mais sócios torcedores.

Sugeri, ainda, levando a ele sugestões de leitores deste blog, que o Santos promova uma grande anistia para atrair os 50 mil sócios que se tornaram inadimplentes nos últimos três anos. Ele só ouviu, mas não prometeu nada.

Poucos pontos de venda de ingressos em São Paulo

Como o próprio Rezende tinha dito que o Santos tem, na Grande São Paulo, um milhão de torcedores, lembrei a ele que enquanto em Santos, uma cidade bem menor, o torcedor pode comprar seu ingresso até em chaveiro e sapataria, na gigantesca São Paulo só há três pontos de venda, e que regiões como o extremo Sul da cidade (Capelo do Socorro) e Zona Leste, em que há bairros com 12% de santistas, bem que mereciam ao menos um ponto de venda. Ele concordou e prometeu tomar providências.

Esporte Interativo e Areninha

Antes de me inscrever para falar tive uma rápida conversa com o presidente da mesa, Fernando Bonavides, e tive sua confirmação de que os casos de assinatura com o Esporte Interativo e a participação do Santos na areninha a ser construída no terreno do Portuários terão, antes de serem votados pelo Conselho Deliberativo.
Com relação ao Esporte Interativo, mais de 90% dos santistas estão a favor, porém, assim como ocorreu e está ocorrendo com outros clubes, a assinatura do contrato, ou da carta de intenções, precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo, ou não terá valor legal e poderá ser anulada.

O mesmo ocorre com a participação do Santos na areninha ao lado da Vila Belmiro. Fontes seguras me disseram que caso o estádio realmente seja construído e o Santos realmente entre nessa parceria, o time seria obrigado a mandar 90% de suas partidas em Santos, em um passo gigantesco para a sua eterna regionalização. Sou contra esse comprometimento do clube com um estádio menor, ao lado da Vila, em um mercado que já se mostrou insuficiente para atender a demanda de torcedores do Santos. Que jogue lá de vez em quando, se o estádio realmente sair, mas que jamais assine nenhum documento comprometendo o futuro do clube.

José Carlos Peres está ótimo

Nosso amigo e conselheiro José Carlos Peres, que por apenas 182 votos não se tornou presidente do Santos, passou, há cerca de duas semanas, por cirurgia motivada por uma hérnia abdominal, além de algumas pedrinhas nos rins. Peres está ótimo, recuperando-se em casa e já cheio de planos para o nosso Santos. Temos conversado e é sempre bom ouvir suas ideias. Peres continua pensando à frente dos dirigentes do nosso pobre futebol.

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Uma noite no Conselho

Leia o post original por Odir Cunha

O Conselho Deliberativo do Santos aprovou que um escritório de advocacia comece as investigações para saber se Odílio Rodrigues será processado pelo clube por gestão temerária.

Creio que tenha sido mesmo temerária, principalmente no que se refere à contratação de Leandro Damião, mas temos de ser justos. O grande prejuízo que Damião deve causar ao Santos não é responsabilidade apenas de Odílio Rodrigues.

Eu pedi a palavra e lembrei, embasado em opiniões de conselheiros advogados, como a do amigo Marcello Pagliuso, que se Modesto Roma tivesse pagado os salários atrasados logo que assumiu o cargo, Leandro Damião não teria como ganhar a causa trabalhista que poderá tirar do clube cerca de 160 milhões de reais.

Além de Damião, na passagem de uma gestão a outra o Santos perdeu Arouca, Mena e Aranha.

Portanto, concordo que a gestão de Odílio Rodrigues foi temerária, assim como foi a de Luis Álvaro Ribeiro, a de Marcelo Teixeira e está sendo a de Modesto Roma. Ou seja, nosso pobre Santos tem vivido de gestão temerária em gestão temerária. Torcemos para um time administrado temerariamente há décadas, essa é a verdade.

Abaixo-assinado contra o Santos na areninha

Além do abaixo assinado deste blog – que pode ser assinado simplesmente deixando um comentário, com número de RG, ou de sócio do Santos – um outro abaixo-assinado com o mesmo teor foi passado entre os conselheiros. A maioria dos conselheiros é contra o time jogar em tal estádio e esquecer a capital.

Robinho

Para gente que viveu bem de perto a última passagem de Robinho pelo Santos, o clube não deveria contratá-lo mais. Segundo um ex-diretor, depois de ser reserva do time da China, sem a mesma vontade de treinar dos seus companheiros, ele não está em boa forma e é um mau exemplo para os mais jovens. E 600 mil por mês, nem pensar.

Geuvânio

Houve quem lembrasse a participação de Luis Álvaro Ribeiro na recuperação de Geuvânio, que seria mandado embora do Santos pelo técnico Muricy Ramalho. O ex-presidente resolveu ficar com o jogador e hoje a venda do seu passe é que dará algum respiro às combalidas finanças do clube.

A ditadura dos jogadores

Fonte confiável garante que o time não se esforçou como devia para ganhar do Flamengo pois já havia o interesse de alguns jogadores de pressionar o técnico Dorival Junior para escalar reservas nos jogos finais do Campeonato Brasileiro. A esta fonte Dorival se justificou, dizendo que teria escalado os titulares contra o Coritiba, mas os jogadores o pressionaram para não jogar.

Cabidaço de empregos

Ao assumir, a gestão atual criticava o cabide de empregos em que o clube tinha se transformado desde o presidente Luis Álvaro Ribeiro, com cerca de 360 funcionários. Realmente, era demais para um clube que não oferece nada, além de meia entrada para se assistir ao futebol. Bem, pois hoje, após apenas um ano de gestão de Modesto Roma, o quadro de funcionários do Santos está em 450!

Crise reduzirá ainda mais o público na Vila

Empresário de Santos previu que os jogos do time na Vila Belmiro terão públicos menores do que costuma ter. Ocorre que a crise tem desempregado muita gente na cidade e o poder aquisitivo, que nunca foi alto, está ainda menor. Aí eu acrescento: e por que não marcar a estreia do Santos para o Pacaembu, que teria um público de cerca de 30 mil pessoas?

Três cargos mais importantes

Frase de um santista influente, de cabeça aberta e morador de Santos: os três cargos mais importantes em Santos, são: prefeito da cidade, presidente do Santos e provedor da Santa Casa. Eu concluo: cargos que, além de poder e bom salário, permite empregar os amigos sem exigir qualificação.

Campanha de sócios? Espere sentado

Fontes próximas ao presidente e ao Conselho Gestor confirmam que não há o menor interesse do clube de atrair mais sócios, principalmente de fora da cidade de Santos. Deixar de fazer algo óbvio para melhorar as finanças do Santos não é sinal evidente de gestão temerária?

Visitei a sub-sede de São Paulo, muito bem instalada na avenida Higienópolis, deslumbrei-me, mais uma vez, com o sorriso da Juliana, só que o telefone e o sistema para aceitar novos associados ainda não estão funcionando. Aguardemos…

Fragmentação das chapas

Os grupos de conselheiros estão se fragmentando em subgrupos e já surgem prováveis nomes para a próxima eleição. Uma coisa é certa: se os conselheiros que enxergam o óbvio e querem realmente o bem do Santos não se unirem em torno de um único candidato, a visão oportunista dos que anseiam o poder apenas para sugar o clube prevalecerá novamente.

Falastrão

A opinião de muitos conselheiros é de que o Modesto Roma fala muito e adora um holofote. Anunciar publicamente, dois anos antes de terminar o atual contrato com a Rede Globo, que o Santos assinará com o Esporte Interativo, para muitos foi um tiro no pé. Agora o Santos será ainda mais boicotado pela rede que manda no futebol brasileiro e, se não tiver o apoio de outros clubes, ficará sozinho na parada, arcando com o ônus de tal ato. Agora que o estrago foi feito, creio que não haja volta. O Santos tem de assumir o futuro contrato com o Esporte Interativo, contatar outros clubes para fazer o mesmo e trabalhar muito para não cair no ostracismo em 2016 e 2017.

Homenagem a Gilberto Mendes

Sugeri que, em sua estreia no Campeonato Paulista, o time faça um minuto de silêncio em respeito à norte de Gilberto Mendes, compositor pós-moderno de renome mundial, morador na cidade e autor da obra “Santos Football Music”.

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Já são 150 milhões de preju!

Leia o post original por Odir Cunha

Leandro Damião, o maior bonde da história do Santos. Comprado fiado por Odílio Rodrigues e caloteado por Modesto Roma Junior, o jogador só deu despesas.

O caso Leandro Damião lembra o daquele sujeito remediado que compra uma Mercedes com prestações a perder de vista, mas, como seu dinheiro só dá para a entrada, não faz seguro. Então, o carro é roubado e ele fica a pé e com 200 prestações altíssimas para pagar. Segundo Rodrigo Capelo, da revista Época, o Santos, que perdeu os direitos sobre Leandro Damião, ainda terá 65 milhões de reais para pagar à Doyen, valor que é corrigido mensalmente, em euros. Com isso, este primeiro ano da gestão Modesto Roma Junior, sob o impagável slogan “o Santos é de Santos”, já alcançou 150 milhões de reais de prejuízo ao clube!

Clique aqui para ler a matéria da revista Época.

A compra de cem por cento dos direitos do atacante Leandro Damião, por R$ 42 milhões de reais!, foi um negócio extremamente temeroso praticado pelo presidente Odilio Rodrigues. As chances de dar algum retorno financeiro eram mínimas. Porém, o clube ainda poderia recuperar parte do capital investido se o atual presidente, Modesto Roma Junior, não tivesse deixado de pagar ao menos o maldito terceiro mês de atraso. Esse terceiro mês deu ao jogador o direito de entrar na Justiça Trabalhista pedindo o seu desligamento do clube, o que finalmente acabou conseguindo nesta semana.

Agora estou sabendo que a diretoria pensa em fazer aquele temido segundo amistoso contra o Barcelona a fim de usar o dinheiro para pagar o passe de Marquinhos Gabriel. Acho o rapaz um bom jogador, mas estranho essa disposição da presidência e da diretoria de pagar uma fortuna por ele. Caso o negócio seja concretizado, acho que todo sócio gostaria de ver o extrato real dessa negociação. Entretanto, quando se sabe que a atual gestão só apresentou o balancete do primeiro semestre, creio que o balancete do quarto semestre de 2015 só será entregue depois do mandato de Roma.

Enquanto isso, como o condenado à cadeira elétrica que goza sua última e lauta refeição, a direção do Santos continua fingindo que está tudo bem. Fala-se em construir um inútil estádio para 25 mil pessoas colado na Vila Belmiro – que, ampliada, caberia mais do que isso –, especula-se a compra do caríssimo e mediano Marquinhos Gabriel e já se admite a venda dos principais jogadores, como Lucas Lima, Gabriel e Geuvânio.

Para mim, além da incompetência administrativa assustadora dos últimos dirigentes do Santos, pesa o fato de virarem as costas para o mercado mais rico do Brasil, que é a cidade de São Paulo e o Interior do Estado. A visão bairrista e o imobilismo da administração Modesto Roma Junior está levando o Santos, aceleradamente, para o brejo. Se um dia a torcida santista ficar restrita apenas aos moradores da cidade de Santos e adjacências, teremos, no máximo, a sorte da Ponte Preta, que jamais ganhou um título em sua centenária existência.

Mas se é tão óbvio que, para crescer, faturar mais, ter mais visibilidade, manter-se rico e forte, o Santos precisa extrair o máximo de sua torcida no planalto, por que seus dirigentes não o fazem? Ora, porque não estão verdadeiramente preocupados com o futuro do Santos, mas sim com suas questões particulares. Em uma cidade com poucas grandes empresas, o Santos é um cabidão de empregos que não requer prática nem perfeição, apenas fazer campanha, repetir as palavras de ordem e ser amigo de alguém importante no clube. O Santos é um osso que os aproveitadores do Santos, aqueles que mais tiram do que dão ao clube, não querem largar. E usam o bairrismo para mantê-lo atrelado a práticas escusas e retrógradas, que o afastarão cada vez dos melhores times do futebol.

Em 2015 o clube ainda foi bafejado pela sorte. Em 2016, pelo jeito, será preciso um milagre para mantê-lo entre os grandes do Brasil. Vamos pedir ao pastor Ricardo Oliveira e aos seus colegas religiosos que incluam o Santos em suas rezas. Se bem que, como diz minha sábia mãe, Deus faz a sua parte, mas desde que façamos a nossa.

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Cruzeiro na reação e o Flu faz ensaio ruim

Leia o post original por Antero Greco

Consideremos que o clássico entre Cruzeiro e Fluminense, no final da manhã deste domingo, no Mineirão, teve objetivos distintos. Para o bicampeão brasileiro, tratava-se de nova oportunidade para espantar de vez a zica que o acompanha na competição. Para o tricolor carioca, um ensaio forte para os jogos que terá com o Palmeiras pelas semifinais da Copa do Brasil.

Se olharmos dessa forma, a constatação é óbvia: o Cruzeiro alcançou a meta, com a vitória por 2 a 0, sem contestação. Foi a 41 pontos, respira aliviado (bom lembrar que flertou sério com a parte de baixo da classificação) e deve terminar o ano em posição intermediária. Frustrante, para quem esteve no topo nas últimas temporadas; reconfortante para quem viu a zona do descenso de perto.

Já para o Flu ficou gosto amargo – não pelo placar, que nem sempre reflete o que se passou em campo. Mas por aquilo que jogou, ou que deixou de jogar. Eduardo Baptista recorreu ao que tem de melhor no momento, como ajuste geral para pegar o Palestra e o time negou fogo.

Esteve o tempo todo aquém do Cruzeiro, não incomodou, errou muito no meio e teve ataque nulo – Marcos Júnior pouco apareceu (foi substituído por Vinicius no intervalo) e Fred pegou na bola uma ou outra vez, para ser vaiado pelo público. Desempenho preocupante, com um consolo, por assim dizer: o Palmeiras também tem oscilado demais.

O Cruzeiro construiu os 2 a 0 com naturalidade e, para tanto, de novo contou com o talento de Willian, o melhor em campo e autor dos gols, aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 2 do segundo. O terceiro só não veio porque Leandro Damião, que entrou aos 42, desperdiçou oportunidade absurda, aos 47, ao tocar para fora com o gol aberto. Acontece, mas é chato…

De que adianta vender tantos jogadores se os clubes continuam endividados?

Leia o post original por Quartarollo

São Paulo vai fazer quase 50 milhões na venda de três jogadores nessa janela internacional.

Saíram Rodrigo Caio, Denílson e até o fraco Paulo Miranda.

O São Paulo é o time que melhor vende no futebol brasileiro e já faz um bom tempo.

Conseguir vender Denílson para o Betis, de Sevilha, por quase 30 milhões de dólares na época foi uma proeza.

Vender Lucas por 108 milhões de reais para o Paris Saint Germain outra proeza.

E daí? O clube continua com dívidas. O que fazem com todo esse dinheiro. Ficam sem o jogador e sem o dinheiro.

Cadê o dinheiro do Lucas? Dizem que mais da metade quitou empréstimo bancário, mas quando a nova diretoria assumiu a dívida continuava alta.

O Santos vendeu Neymar e está pobre de novo. Não satisfeito em perder o melhor jogador do futebol brasileiro dos últimos 20 anos, resolveu fazer uma dívida de mais de 40 milhões por um atacante médio chamado Leandro Damião.

Agora vai perder o jogador na justiça por descumprimento de contrato e ficará só com a dívida. Que belo negócio, não?

Palmeiras diz que vai pagar por produtividade, mas contrata um veterano como Lucas Barrios pagando um altíssimo salário.

Uma incoerência para quem dizia que não podia gastar muito. As informações dão conta de que serão 450 mil por mês.

O Corinthians contrata Pato por 40 milhões e agora não sabe o que fazer com ele. A única certeza é que vai perder muito dinheiro.

Deve muito, tem que pagar o estádio e o elenco perde qualidade a cada mês.

Não pagaram Guerrero, mas pagarão o Pato e pagarão muito caro.

O Flamengo veio com aquela mesma conversinha de que agora iria equacionar sua imensa dívida que é a maior do país e que não gastaria mais do que pode pagar.

Essa mesma diretoria vai gastar os tubos para ter Guerrero e Emerson. Durma-se com tanta incoerência.

O problema é que eles não fazem conta de nada. O Santos podia pelo menos tentar segurar Neymar com os milhões que emprestou para ter Damião.

Pelo menos seria uma dívida altamente justificável e o Corinthians poderia dar um pouco do que deu por Pato para manter o Guerrero no elenco.

Isso devia ser feito bem antes. Precisamente quando o Corinthians foi campeão do mundo.

Era sentar e prorrogar o contrato do peruano, mas resolveram investir em Alexandre Pato que era quase um reserva de luxo do Milan que se livrou dele de bom grado.

Salve o pobre rico futebol brasileiro, o paraíso dos maus negócios.

Os empresários agradecem. Eles adoram essa situação. Alguns dirigentes de clube também adoram. São sócios.

 

 

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Há clubes que não podem errar. O Santos é um deles

Leia o post original por Odir Cunha

Alguns clubes de futebol podem cometer grandes erros e mesmo assim continuar competitivos, com as finanças sob controle, um elenco forte e ganhando títulos. Recebem tanto dinheiro dos patrocinadores, da tevê, dos associados, das arrecadações, que agüentam o baque desses maus negócios sem deixar cair muito o nível. Há outros, entretanto, que já vivem no limiar da riqueza e da pobreza, e não podem errar. O Santos é um deles.

Depois do pior negócio do mundo, no caso a compra do limitado Leandro Damião por um valor absurdo, a diretoria do clube ainda cometeu o extremo desatino de atrasar os salários deste jogador por mais de três meses e assim lhe dar a oportunidade de obter o passe livre na justiça, naquela que se cristaliza como a ação técnico-financeira mais deficitária já perpetrada por um clube de futebol em toda a história do esporte.

Na ponta do lápis, somados valor do passe, juros, salários e tudo o que ainda precisa ser pago, Damião provocará um rombão de quase 100 milhões de reais, um absurdo para um clube que já começou 2014 endividado, segundo as próprias palavras do presidente Odílio Rodrigues, e mesmo assim, inexplicavelmente, decidiu entrar de cabeça no negócio.

Pois agora lemos que Cicinho, comprado por seis milhões de reais, será vendido por menos da metade. E o pior é que não há outro jeito, pois o jogador tem tido atuações ruins e irresponsáveis e é um peso morto no elenco santista. Quem sabe se retornando para a Ponte Preta ele volte a jogar algum futebol. No Santos, não dá mais mesmo.

Se tentássemos definir as últimas três administrações do Santos em poucas palavras, diríamos que Luis Álvaro Ribeiro começou bem, montando um time econômico e eficiente, mas logo permitiu que o ego tomasse conta de sua razão, transformou-se em um teomaníaco perdulário e deixou um clube endividado e com poucas perspectivas quando passou o bastão para Odílio Rodrigues. Este, não quis apenas administrar a crise, como seria seu dever. Decidiu fazer loucuras, entre elas a destrutiva contratação de Leandro Damião, no que foi apoiado por seus pares e mentores. O resultado foi catastrófico.

Agora, o clube exige um líder de visão ampla, muito mais administrador do que político. Não é hora de alimentar essa briga sem sentido entre santistas de Santos e da capital, é hora de fazer o que tem de ser feito para se retomar o crescimento: patrocínio, maiores arrecadações, campanha nacional de sócios e otimização do elenco.

No aspecto técnico, eu diria que a partir deste momento, de penúria financeira e pobreza técnica, os clubes brasileiros precisarão dar uma atenção especial à formação de jogadores, pois são estes jovens vindos da base que poderão manter suas equipes fortes e competitivas, já que o dinheiro para grandes contratações deverá escassear ainda mais.

Leio que o goleiro Cássio disse a Mário Sérgio, na Fox, que preferiria continuar jogando no Pacaembu, mas ter os salários em dia. Enquanto isso, os jogadores do Santos preferem jogar na Vila Belmiro, para um público máximo de sete mil pessoas, mas querem também ter os salários em dia. Percebe como essa conta não fecha? O Pacaembu é a vaca leiteira que alimentou o alvinegro da capital por anos a fio, mas é desprezado pelo Santos, que criou para si a crença de que só pode jogar como time grande na pequena Vila.

Como Time dos Sonhos foi escrito e impresso

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Só consegui terminar o livro Time dos Sonhos porque estava semi-empregado, como, infelizmente, é normal na vida de todo jornalista da imprensa escrita. Transformei limão em limonada naquele 2002 e concluí a obra que já tinha me ocupado cerca de 10 anos de trabalho. Conto essa história no link abaixo e aproveito para tentar convencer você, amigo leitor, amiga leitora, a entrar na campanha pela reimpressão do livro que revelou aspectos bem interessantes da história e dos desígnios santistas.

Entrando agora na campanha você garantirá um preço menor pelo livro, o seu nome impresso na obra e ainda poderá assegurar o seu lugar no coquetel de lançamento ou em um bate-papo comigo e outros historiadores do Santos, em um bom bar de São Paulo a ser definido. Garanto que você não irá se arrepender. Se há algo no Santos que é irrepreensível, é a sua história. Então, faça parte dela!

Clique aqui para saber como Time dos Sonhos foi escrito e impresso

E para você, quais têm sido os maiores erros dos dirigentes do Santos?