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Dirigente calça 40 ou não?

Leia o post original por Craque Neto

Na última quinta-feira, dia 26 de outubro, o Sr. Modesto Roma Jr., presidente do Santos, esteve nos estúdios da TV Bandeirantes para ser sabatinado sobre as coisas que estavam acontecendo no clube. Logo de cara o ex-goleiro e comentarista Velloso perguntou sobre a incrível história da demissão e recontratação do técnico Levir Culpi em questão de minutos. Algo que nunca tinha visto na minha vida. E não é que dirigente falou que tinha se precipitado? Que errou na atitude e corrigiu a tempo? Pois no jogo seguinte, a derrota no clássico para o São Paulo, ele pega e DEMITE de […]

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A culpa de Levir

Leia o post original por Antero Greco

Descer a ripa em cartola é esporte de preferência nacional. Em grande parte das vezes, merecem; eles fazem muita lambança. Vez ou outra acertam, oras, porque ninguém é de ferro.

Modesto Roma, do Santos, não foge à regra.

Desta vez, porém, tendo a não discordar dele, na “segunda” demissão de Levir Culpi em menos de dez dias – agora pra valer. A decisão irrevogável foi tomada no sábado, depois da derrota por 2 a 1 para o São Paulo. Elano, como era previsto, assume interinamente até o final do Brasileiro.

Na verdade, Modesto errou de novo. Porque deveria ter mantido a dispensa de Levir na outra semana. Havia voltado atrás a pedido dos jogadores, então fechados com o “professor”. Dera um voto de confiança ao chefe da equipe e ao elenco.

Levir, no entanto, chegara ao limite. O Santos empacou de uns tempos para cá. Embora tenha 53 pontos e teoricamente continua na briga pelo título, o futebol que mostra está longe de empolgar. Ah, os números com o treinador não são ruins: 14 vitórias, 12 empates, 5 derrotas.

Desculpem-me os que acham essa estatística satisfatória, mas não é. Por quê? Porque há excessivo número de empates. E está mais do que provado de que empate não leva a lugar nenhum. No máximo, serve para curiosidades do gênero “Time tal está há tantos jogos sem perder”…

O Santos não sai do lugar, mesmo com a ressalva de que “está na zona de Libertadores” etc e tal. Também não vale alegar que “Levir foi longe demais com esse elenco”. O grupo de atletas não é de primeiríssima grandeza – e, como demonstra o campeonato, ninguém tem uma tropa fora de série. Está o líder Corinthians para comprovar.

O Santos não é de agora que se comporta de forma indolente. Vive mais de lampejos individuais do que de estratégia bem definida. Depende da inspiração de Lucas Lima (que anda em baixa), da instabilidade de Bruno Henrique, do oportunismo de Ricardo Oliveira, dos milagres de Vanderlei no gol.

A oscilação tem sido enorme, e não há como aliviar para Levir; ele tem culpa, com perdão do (quase) trocadilho involuntário.

Para quem gosta de cifras: não é por acaso que deixou para trás a imagem de “equipe ofensiva”. Com 33 gols a favor, é o 15.º ataque da Série A. O fato de a defesa ser a segunda menos vazada (22 gols) ameniza, mas não tranquiliza. Para ser campeão precisa, também, fazer gols, de preferência muitos.

Levir merece descanso. E Elano necessitará de sorte para mostrar competência na emergência.

 

Tricolor não cai mais! E eu avisei o Levir, hein?

Leia o post original por Craque Neto

São Paulo e Santos entraram no Pacaembu para fazer o duelo dos invictos no estádio. O Peixe não perdia ali desde 2014, um baita recorde de mais de 20 partidas sem saber o que era derrota! O Tricolor esse ano também só acumulava bons resultados por ali. Eu sinceramente acreditava mais no poder ofensivo santista que até então era vice-líder do Brasileirão ao lado do Palmeiras. Mas não é que o São Paulo começou o clássico com tudo? Já abriu dois gols de vantagem rapidamente e dificultou demais a vida do time do Levir Culpi. Deu pra notar inclusive que […]

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Opinião: desempenho não justifica demissão de Levir, mas técnico deu brecha

Leia o post original por Perrone

Apesar de o Santos ter jogado muito mal na derrota por 2 a 1 para o São Paulo neste sábado, a situação da equipe no Brasileirão não justifica a demissão de Levir Culpi. É desnecessário trocar a comissão técnica de uma equipe que está na terceira posição a seis pontos do líder. Parece gesto de cartolas pressionados por torcedores e conselheiros.

Porém, o treinador deu brecha para sua demissão independentemente da posição na tabela. Levir poderia ter sido maleável na questão das folgas do elenco. Por mais convicção que ele tenha na necessidade de descanso dos jogadores, se os patrões estavam reclamando, ele poderia ter cedido. Bastava uma conversa franca com a diretoria expondo os riscos para os atletas em caso de mudança de programação e deixar claro para os cartolas que faria a alteração a pedido deles.

Mas o treinador manteve-se irredutível e ainda cutucou os dirigentes ao dizer neste sábado que se eles não quisessem repouso para o time poderiam trazer outra comissão técnica. Acabou demitido.

A decisão de manter a reapresentação do elenco para a próxima terça mesmo depois de ter sido criticado no clube por dar dois dias de folga na semana passada, sinaliza que Levir não estava preocupado com o risco de perder o emprego. A leitura é de que ele entende que se for para fazer concessões, prefere deixar o cargo.

O saldo da dividida com os cartolas é a degola com 13 vitórias, 12 empates e 5 cinco derrotas. Se foi bom ou ruim para o Santos a curto prazo, os próximos resultados dirão.  A certeza é de que o episódio mostra falta de jogo de cintura por parte do técnico e do presidente Modesto Roma Júnior para lidar com a situação. Carência incompatível com o nível de profissionalismo exigido pelo futebol.

 

São Paulo mereceu, venceu e convenceu

Leia o post original por Fernando Sampaio

São Paulo mereceu, venceu e convenceu, Santos empaca

O São Paulo venceu e convenceu.

Mereceu.

Foi um belo clássico.

O Tricolor dominou o primeiro tempo, fez dois a zero, dois golaços, levou um no rebote de escanteio, teve a chance de matar o jogo no segundo tempo mas a trave deixou o Peixe vivo no jogo até o final.

Hernanes e Cuevas fizeram a diferença.

Apesar dos cornetas, Dorival está ganhando jogos importantes e fugindo do rebaixamento. É óbvio que treinador não é o principal responsável pelas vitórias, assim como não é também o principal culpado nas derrotas. Portanto, se metem o pau nas derrotas precisam agora elogiar nas boas vitórias.

Hernanes foi a contratação que salvou o São Paulo.

Fez total diferença. Hoje duas grandes assistências. Petros, Jucilei, Arboleda, Militão, Pratto, Caio… O time atual é bom. Poderia estar numa situação bem melhor mas sofreu muito durante a temporada. Rogério Ceni foi um atraso. A diretoria está perdida há anos. Algumas contratações foram ridículas. Agora sim, finalmente o clube está vendo uma luz no fim do túnel.

Se o São Paulo mantiver elenco e treinador poderá sonhar mais alto em 2018.

O Santos está ficando mais longe do título. Ricardo Oliveira ainda luta mas Lucas Lima foi uma piada. Está insatisfeito ou boicotando o treinador? Levir Culpi está levando a culpa. Incrível, sempre a culpa é do treinador. O Peixe está numa colocação bem acima do esperado com este elenco.

 

 

Por que NINGUÉM dá o FAVORITISMO para eles?

Leia o post original por Craque Neto

Não tem como mudar o foco! A única coisa que se fala nas rodas de futebol é a queda de rendimento do Corinthians e a ascensão do Palmeiras nessa reta final. E aí, quem vai faturar esse Brasileirão??? O curioso é que uns defendem a vantagem que o Timão ainda tem de seis pontos na liderança. Outros apontam o Verdão como provável campeão por estar embalado e ainda ter o confronto direto. Mas NINGUÉM lembra que o Santos também está firme e forte nessa disputa. Isso mesmo! Para os mais desavisados o Peixe tem os mesmos 53 pontos e divide […]

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Levir nunca pediu para sair do Santos, diz Modesto Roma Jr.

Leia o post original por Craque Neto

Para Modesto Roma Jr., presidente do Santos, a polêmica que envolveu a suposta demissão de Levir Culpi, técnico santista, foi uma precipitação da diretoria.

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Por respeito, pede o boné!

Leia o post original por Craque Neto

Tenho um respeito enorme pelo Levir Culpi. É reconhecidamente um dos grandes técnicos do futebol brasileiro. Vem fazendo um trabalho de razoável pra bom com a equipe do Santos. Mas aceitar a atual situação que lhe foi imposta é muito humilhante. Poxa vida! O cara é demitido pela diretoria do clube e poucas horas depois é readmitido por pressão dos jogadores? O que é isso? Claro que mostra a moral que ele tem com a boleirada e que ninguém quis derrubá-lo (ao contrário do Cuca no Verdão, por exemplo!), mas conviver com esses dirigentes é difícil de engolir. Eu não […]

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Fosse o Levir, pegava o boné no Santos…

Leia o post original por Antero Greco

Cada um sabe de sua vida e conhece onde apertam os calos. Portanto, deve explicações a si próprio e a pessoas chegadas. Ninguém tem de dar palpite, sobretudo em questões profissionais.

Mas, como o ser humano é palpiteiro por natureza, não há como evitar. Daí digo neste espaço meu e democrático: se fosse o Levir Culpi, pegava o boné e saía do Santos hoje. Isso mesmo, ia pra casa, descansar até o final do ano, comer muita castanha e panettone no Natal e depois pensar no futuro.

Por que essa conversa?

Porque ele passou por situação constrangedora nesta sexta-feira. Chegou do Recife demitido, conforme havia antecipado a direção. Estava rifado, para ficar no Português cru e direto. Os jogadores, cobrados por torcedores no aeroporto, souberam da dispensa e intercederam em favor do chefe. A cartolagem aceitou e ficou tudo igual, como se nada tivesse acontecido.

Como assim? Claro que aconteceu – e algo grave. Bem grave.A cúpula santista tirou o voto de confiança do responsável pela preparação da equipe. Na avaliação do grupo, Levir não atendia mais aos objetivos do clube e deveria ser trocado. Mais claro do que isso impossível.

A instabilidade da equipe, a queda na Copa do Brasil, na Libertadores e agora os empates seguidos nos últimos três jogos seriam indícios suficientes para reprovar Levir e justificar a mudança na reta final da temporada.

Pode-se discutir o acerto da medida, e há argumentos a favor e contra. A favor: Levir teve tempo para arrumar a casa e não o fez, mesmo com longa série invicta. Contra: Levir conta com grupo restrito e tirou o máximo, talvez além do que o Santos poderia esperar.

Um fato, porém, é inegável: a eficiência do “professor” foi colocada em dúvida, optou-se pela saída, ela foi anunciada – ou vazou. Tanto faz, questão de sutileza linguística. Um profissional rodado como Levir não precisa submeter-se a constrangimento do gênero. Quem sabe a grana que deixaria de receber tampouco pesasse demais no orçamento doméstico.

Mas cada um é dono do próprio destino. Levir fica, apesar do olhar enviesado da direção alvinegra? Ok. Que este mês e meio até a última rodada não lhe seja pesado.

 

10 lições da grande vitória

Leia o post original por Odir Cunha

Assim como gosto de sugerir a reflexão após uma derrota, faço o mesmo agora, após a importante vitória sobre o Palmeiras, no estádio do adversário lotado por 37.527 torcedores. Quais são as 10 lições que nós,santistas, podemos tirar desse resultado? Vem, vou listar as minhas e aguardo pelas suas.

1 – Estádio não ganha jogo

Vimos isso na semana passada, quando o Santos, mais uma vez, foi eliminado de uma competição importante na Vila Belmiro. Sabemos que ele perdeu na Vila assim como poderia ter perdido no Pacaembu, no Morumbi, em qualquer lugar. Perdido ou vencido, pois o que perde ou vence uma partida é a atuação dos jogadores, sua atitude, sua confiança, não o lugar em que atuam.

Mesmo dominado na maior parte do segundo tempo, o Santos se manteve tranquilo e focado, à espera de uma oportunidade que realmente veio e foi aproveitada magnificamente. E se venceu pela primeira vez no Alianz Parque, com o estádio todo torcendo contra, obviamente poderia vencer com um público tão imenso torcendo a seu favor.

2 – Grandes jogos têm de ser em grandes estádios

A arrecadação da partida foi de R$ 2.760.716,34. Ou seja, o Palmeiras perdeu o jogo, como poderia ter vencido, mas seus cofres receberam, em uma única partida, o que o Santos tem demorado vários jogos para angariar. Mandasse também os seus clássicos em estádios maiores e o Glorioso Alvinegro Praiano estaria em uma situação financeira bem melhor – até porque teria mais facilidade para aumentar seu quadro de sócios, melhores argumentos para fechar bons contratatos de patrocínio de camisa e de fornecimento de material, e com a tevê…

Então, se estádio não ganha jogo, mas grandes estádios arrecadam mais dinheiro e permitem ao clube dar passos mais largos rumo à sua estabilidade financeira, logicamente os clássicos e os grandes jogos do Santos devem ser realizados em estádios maiores.

3 – Quando falta técnica, a garra decide

Como santistas, preferimos o jogo técnico, a bola tratada com carinho. Mas é inegável que o espírito de luta faz milagres no futebol, principalmente em jogos com o campo pesado. O Santos fez o clássico com um meio de campo improvisado, sem dois de seus jogadores mais técnicos: Lucas Lima e Renato, substituídos pelo voluntarioso Jean Mota e o jovem Matheus Jesus. No entanto, acompanhados por Alison, que tem usado mais a cabeça do que a força, o setor resistiu ao domínio palmeirense, se empenhou na tarefa de desarmar e bloquear o adversário e acabou sendo o grande responsável pela vitória. Sem contar, é claro, a dedicação de todo o time na marcação.

4 – Trio de ouro na defesa

Mais uma vez constatamos que o ótimo desempenho do sistema defensivo do Santos – e aí entenda a zona do agrião, o último obstáculo antes da meta – se deve a três jogadores que passam por grande fase: o goleiro Vanderlei e os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz. O entendimento dos três tem sido exemplar. O fato de a santista ser a defesa menos vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro se deve a eles.

Dos laterais, é preciso dizer que Daniel Guedes tem melhorado a cada jogo. Não só no ataque, mas também na defesa, onde ao menos guarda o seu lugar e não permite bolas nas costas, o que era frequente com Victor Ferraz. Já Zeca continua instável. Desde sua experiência olímpica, no ano passado, ainda não voltou ao seu bom futebol. Assim seu passaporte italiano permanecerá virgem.

5 – Sorte existe

O técnico Levir Culpi, no livro “Um burro com sorte”, fala da influência do imponderável na carreira de um técnico de futebol. O fenômeno realmente existe e afeta a todos nós, de torcedores a analistas. Em um lance decisivo, se a bola bate na trave e entra, está tudo ótimo, se bate na trave e sai, está tudo péssimo. Testemunhamos o que ocorreu esta semana com o goleiro Montanha, do Flamengo, execrado por não ter pegado nenhum pênalti na decisão da Copa do Brasil com o Cruzeiro.

Sobre o jogo do Santos, no item 4, ao elogiar a tríade Vanderlei-Veríssimo-Braz, eu já ia escrever “agora escasseiam aqueles gols bobos, antes tão comuns, resultados de bolas levantadas na área”. Mas aí me lembrei que no finzinho do jogo o baixinho Dudu apareceu livre para cabecear na marca do pênalti e só não empatou a partida por muita sorte. O mesmo Dudu perdeu um gol, por centímetros, na boca do gol. Se essas bolas tivessem entrado, agora provavelmente estaríamos esculhambando a defesa santista.

Então, o que a reflexão sobre a sorte no futebol nos traz? Bem, ela nos ensina a analisar todo resultado com uma certa distância, pois sem a conjunção dos astros e a benção dos deuses do futebol nada se consegue no futebol, essa é a verdade.

6 – Matheus Jesus veio para ficar

Pode ser precipitado afirmar isso agora, mas quem já gastou boa parte de sua infância, adolescência e juventude nos campos de terra batida do futebol amador, sabe ao menos identificar quem tem um pouco mais de familiaridade com a bola, e esse garoto tem. Mostrou tranquilidade nos momentos em que foi apertado, soube proteger a menina e deu um destino certo à jogada. Em determinado momento empreendeu uma arrancada na qual demonstrou surpreendente personalidade, em outro conseguiu enganar dois marcadores em um espaço diminuto e no campo encharcado. Como é muito jovem (apenas 20 anos!), ainda poderá ter altos e baixos, o que exigirá paciência dos torcedores, mas algo me diz que se firmará no time.

7 – A importância dos brigadores Jean Mota e Copete

Depois que eu quebrei a perna duas vezes e em uma delas fiquei dois meses e meio de cama, confesso que passei a evitar as divididas com cheiro de sangue. Ver aquelas pernas vigorosas dos zagueiros, cravos das chuteiras à frente, saltando na direção de meus ossos e cartilagens não era uma visão agradável e me trazia lembranças traumáticas. Ainda mais em um campo molhado, em que os choques são comuns e os jogadores violentos se aproveitam para bater mais. Por isso, valorizo o jogador brigador, que se entrega à luta de corpo e alma. Nesse particular, tiro meu chapéu para Jean Mota e Copete.

Mesmo o time mais técnico do mundo precisa de um jogador raçudo, mormente nos grandes jogos. Perceba, queridos leitor e leitora, que a bela jogada do gol santista começou com o espírito de luta de Jean Mota, que roubou a bola do adversário e, mesmo sofrendo a falta, tocou para Copete, iniciando a sequência que terminou no fundo das redes de Fernando Prass.

Com o me disse, um dia, Flávio Costa, técnico do Brasil na Copa de 1950, “todo time precisa de um Obdúlio Varela”. Sim, a técnica também depende da fibra. Mota e Copete brigaram o tempo todo pela bola e pelo espaço, o que foi fundamental para que o Palmeiras não tivesse mais tempo e tranquilidade para programar os seus ataques. Esse foi o espírito que levou o Uruguai ao título de 50 e o Santos à vitória no Alianz Parque.

8 – Um gol de quem sabe o que faz

“Golaço!”. Minha reação ao ver a cabeçada de Ricardo Oliveira para o chão, no contrapé de Fernando Prass, concluindo a bela jogada iniciada por Jean Mota, foi espontânea. Realmente, pela tranquilidade, consciência e conclusão, esse gol foi um dos mais bonitos do campeonato. Pois não se tratou de um chute esporádico ou do resultado de um lampejo de genialidade de apenas um jogador. Os quatro participantes agiram de forma exemplar.

Jean Mota roubou a bola e tocou, entre as pernas do adversário, para Copete, na direita, que ergueu a cabeça e viu Bruno Henrique no lado oposto da área, passando-lhe a bola com precisão. Bruno matou a bola com calma e a colocou na cabeça de Ricardo Oliveira, que cabeceou perfeitamente, no chão, como manda a cartilha.

O Santos soube sofrer a pressão palmeirense e esperou o momento de chegar ao gol. Quando ele apareceu, agiu com calma e precisão. Não é qualquer time que, no campo do adversário, com tanta pressão contra, faz o gol da vitória com tanta tranquilidade e categoria. Nessa hora, a camisa alvinegra praiana pesou.

9 – O fator Ricardo Oliveira

Ele não tem marcado tantos gols como antes, mas nos clássicos paulistas continua sendo decisivo, como mostrou contra o Palmeiras. Um dos grandes artilheiros em atividade no Brasil, Ricardo Oliveira já marcou 315 gols na carreira, que começou em 2000, na Portuguesa de Desportos, e se marcar mais seis com a camisa do Alvinegro Praiano chegará a 93 e superará os 92 que fez pelo Al-Jazira, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde jogou de 2009 a 2014.

Aos 37 anos, é inegável que Oliveira está no fim da carreira e não demonstra mais a mesma vitalidade física, tem dificuldade para marcar a saída de bola do adversário e até para alcançar lançamentos, como ficou evidente diante do Barcelona de Guayaquil. Porém, sua presença ainda provoca respeito nas defesas adversárias e sua categoria e visão de jogo permite que possa definir a partida em uma jogada.

O futebol moderno exige a participação de todos os jogadores, tanto no ataque, como na defesa, e nisso Oliveira fica devendo. Porém, na área ele ainda pode ser decisivo. A decisão de renovar seu contrato, ou não, é delicada. Quando o time perde, a crítica é de que com ele o Santos joga com um a menos; quando ganha com um gol seu, volta a ser olhado como herói. O que você faria, leitor e leitora? Renovaria com Oliveira ou buscaria um centroavante mais jovem e participativo?

10 – Fechados no pacto com Levir

O empenho com que os jogadores se entregaram ao jogo mostrou que parecem ter concordado com o pacto proposto pelo técnico Levir Culpi. Estão jogando por suas carreiras e pela melhor colocação possível no Campeonato Brasileiro. Isso é ótimo. Resta saber se essa determinação, de terminar a competição sem mais nenhuma derrota, não será abalada pelos chamados incidentes de percurso.

É óbvio que é mais inteligente e produtivo, para um jogador profissional, entrar em campo sempre disposto a mostrar suas qualidades. Só assim será valorizado com propostas de outros clubes ou com aumentos de salário. O desânimo e o corpo mole levam à desvalorização e ao fim precoce de carreiras eventualmente promissoras.

Creio que, para o bem do Campeonato Brasileiro, até os amantes dos queridinhos estão torcendo para o Santos diminuir a diferença para o líder, pois isso aumentará o interesse pela competição, gerando mais espaço na mídia, maiores arrecadações nos jogos e muito mais audiência na tevê, o que, em suma, significará maior faturamento. Assim, da mesma forma que em 2016, só o Santos pode trazer alguma emoção para um dos Brasileiros mais esvaziados dos últimos tempos.

E você, o que acha disso?