Arquivo da categoria: Luan

Diferentes. Muito diferentes.

Leia o post original por Rica Perrone

Se um time comandado por alguém de terno, jovem, estudioso e de bom trato com a mídia tocasse a bola como o Grêmio toca e construísse as jogadas que ele constrói, falariam maravilhas do sujeito. Sendo o Renato, “só o Renato”, ídolo dos dois em campo ontem,  pouca gente fala. O Grêmio não tem um …

Botafogo tem 45 minutos de “velhos tempos”

Leia o post original por Antero Greco

Talvez porque o domingo estivesse encoberto ou porque não havia outros jogos do Brasileiro, este Botafogo x Grêmio ficou com jeito de saudade. Uma pesquisa aqui, outra ali, motivada pelo atual técnico botafoguense ser filho de Jairzinho, nos levaram a uma viagem no tempo.

A um Botafogo de magia com Zequinha, Gérson, Jairzinho, Roberto Miranda. E, quando a bola começar a rolar na Arena da Ilha do Governador, as recordações bateram mais forte: o time da Estrela Solitária treinado por Jair Ventura atropelava a equipe gaúcha, com um primeiro tempo admirável, que garantiu a vitória final por 2 a 1.

E o que o time do filho do Furacão da Copa mostrou de tão especial?

Vinha de derrota vexatória para o Cruzeiro pela Copa do Brasil (5 a 2) e estava a apenas dois pontos da zona de rebaixamento. Ao contrário do Grêmio, que chegava descansado e pronto para se aproximar dos líderes do campeonato.

O que o Botafogo mostrou de especial foi o meia Camilo, com toque de bola de primeira e passes perfeitos. Mostrou também um atacante esperto e finalizador como Sassá.

E, de quebra, apresentou o ala Luís Ricardo, com atuação decisiva para a vitória alvinegra. Foi dele o cruzamento para o golaço de Camilo aos 21 minutos: o meia acertou uma bicicleta, sem a menor chance de defesa para o goleiro gremista.

Aos 29 minutos, outro passe de Luís Ricardo. Desta vez para o artilheiro Sassá, que bateu na saída de Bruno Grassi: 2 a 0 – o décimo gol de Sassá na competição.

Pronto!

Terminam aqui as comparações com o velho Botafogo.

No segundo tempo, o time se esforçou. Numa tabela entre Neilton e Sassá, quase saiu o terceiro gol. Mas foi só: o artilheiro se machucou e foi substituído. O ala Luís Ricardo também sentiu contusão e deixou o campo. Camilo perdeu o fôlego.

Aí o Grêmio diminuiu o placar, com um gol de Batista quase da linha de fundo, mas não teve forças para chegar ao empate. O craque Luan, desta vez, teve atuação discreta e os gaúchos deixaram o campo conformados.

O resultado de 2 a 1 acabou com tabu de cinco anos sem vitória sobre o Grêmio. E o velho Furacão deve ter ficado orgulhoso com a terceira vitória do filho, que assumiu o comando do Botafogo desde que Ricardo Gomes partiu para o Morumbi.

Quem tem Robinho não morre pagão

Leia o post original por Antero Greco

O Grêmio jogou mais do que o Atlético-MG, no clássico de dois candidatos ao título. O tricolor dominou, tentou e tentou a sorte, até fazer 1 a 0 com Luan no segundo tempo, para alegria de 32 mil torcedores na arena em Porto Alegre.

A vitória parecida certa, para crescer a sombra em cima do líder Palmeiras. Parecia… Até Robinho estragar a festa, com o gol de empate aos 40 minutos. O décimo gol dele no Brasileiro, que o deixa no comando da artilharia, junto com Gabriel Jesus.

Robinho saiu do banco para acabar com a farra gremista. Marcelo Oliveira havia optado por poupá-lo, sob a alegação de que estava sobrecarregado. O moço ficou ali no canto dele, só a observar o que acontecia em campo. Quando a situação apertou, com o Grêmio a martelar a meta de Uilson, o recurso foi apelar para a experiência.

E lá foi Robinho, para o lugar de Fred, que pouco fez e pouco apareceu. Mudou o jogo: o Galo ficou mais esperto, leve e ágil. Se passou o primeiro tempo e mais um tanto sem um chute a gol, resolveu incomodar Marcelo Grohe. O goleiro da seleção viu Robinho comandar a tropa para cima dele e não pôde fazer nada no empate.

O Galo se deu bem, com a tática arriscada de fechar-se demais. O Grêmio até merecia melhor sorte, pela vontade com que foi à frente, com as três dúzias, ou quase isso, de arremates. Luan cansou de tentar o segundo gol. Porém, estrela é assim mesmo: brilha na hora certa. Foi o caso de Robinho, que não deixou o Atlético ficar pagão nesse desafio.

No fim das contas, Grêmio e Galo continuam flertando com o topo.

Os maiores também em Olimpíadas!

Leia o post original por Rica Perrone

E o futebol nos consegue mais uma medalha. Será a sexta, e pasmem, o Brasil se torna o maior medalhista olímpico no futebol em todos os tempos. Falta o ouro. Mas o nosso “fracasso”, o nosso “trauma”,  é ser o maior medalhista em olimpiadas. É inacreditável a força do futebol brasileiro e nota-se isso quando …

Somos!

Leia o post original por Rica Perrone

Falando em “nós”,  lá na semifinal estamos. Eles e eu, eu e vocês. Os amarelos que queremos, não porque estão jogando o que esperávamos, mas porque estão brigando como brigaríamos nós. A partida contra o Iraque foi absolutamente decisiva para que esse time percebesse o que estava fazendo de errado.  A bola as vezes vai …

Vitória tranquila do Brasil

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: NELSON ALMEIDA/AFP
Foto: NELSON ALMEIDA/AFP

A Seleção Brasileira venceu a Dinamarca com tranquilidade em Salvador e agora enfrenta a Colômbia nas quartas.

Micale iniciou com os quatro atacantes. Manteve Gabriel na direita, abriu Gabriel Jesus na esquerda e colocou Neymar e Luan por dentro, com o gremista dentro da área na maior parte do tempo.

Nos jogos anteriores, o time caiu de produção com os quatro juntos, mas desta vez foi diferente. Neymar fez muito bem a função pelo meio, soube o momento de cadenciar e o momento de acelerar.

O gol cedo deu tranquilidade. Nos outros jogos, a ansiedade tomou conta, conforme o tempo passava e o gol não saía.

Foi a primeira boa atuação coletiva da Seleção, com isso o individual cresce. Gostamos de criar heróis e vilões, claro que existem os destaques negativos e positivos, mas se o coletivo não funcionar o time não anda. O individual pode resolver alguns jogos pontualmente, mas não um campeonato.

Galo cada vez mais na briga pelo topo no Brasileiro

Leia o post original por Antero Greco

Mais ou menos um mês atrás, quando o Atlético-MG começou a acumular vitórias, escrevi que “iria longe”. Muita gente desdenhou e afirmou que a reação se devia ao fato de “só jogar em casa”. Contestei, disse que era time para brigar no mínimo por coisa boa no Brasileiro.

Pois bem, o Galo tem 29 pontos, entrou firme na corrida pelo G-4 e, se mantiver o ritmo, logo terá a liderança como alvo. A equipe de Marcelo Oliveira cresce, encorpa e melhora, com o retorno de algumas peças importantes que ficaram fora por bom tempo. Casos de Lucas Pratto, que começou como titular ao lado de Fred – e ambos foram bem -, além de Luan, que entrou no lugar de Pratto e na primeira jogada fez o gol que fechou a vitória por 3 a 0 sobre o Santa Cruz, na noite deste sábado, no Independência.

Pessoal, o Atlético está vivíssimo, o entrosamento cresce, o equilíbrio também. Há harmonia entre defesa, meio e ataque. Robinho tem jogado muito, e mostrou isso contra os pernambucanos. Foi participativo, criou jogadas e, para variar, deixou o dele. O outro foi marcado por Fred. O Santinha desce a ladeira e não foi páreo.

Pode melhorar? Claro, pode e deve. Mas só agora Marcelo Oliveira tem praticamente todo mundo à disposição. Com isso, ganha alternativas para mudar o jogo, tem opções para montar a equipe de acordo com o adversário. Está em condições de revezar e, dessa maneira, dar refresco para quem sentir mais cansaço.

Em nenhum momento, neste sábado, viu a vantagem ameaçada. Comportou-se como quem confia em si e sabe onde pode chegar. O Galo tem feito pontos sobre times que estão em situação ruim – e isso faz parte da receita de quem luta por título. E, tão importante quanto, ganha também de quem está por cima, como ocorreu na semana passada, com o 1 a 0 no Palmeiras, no Allianz Parque.

Os ventos ruins passam longe do Galo. E ele já está no cangote de Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Santos… A concorrência será forte no returno.

Paulo Bento engole Cuca no Mineirão

Leia o post original por Antero Greco

Parecia que o Cruzeiro era o líder do Campeonato Brasileiro. E que o Palmeiras tentava sair da parte de baixo da classificação.

O time mineiro não só venceu por 2 a 1. Merecia, no mínimo, ter aplicado uma goleada na equipe alviverde, que voltou a ter exibição abaixo da crítica.

O técnico português Paulo Bento engoliu o seu adversário Cuca: a equipe dele marcou em cima, explorou a avenida que se abria pelo setor direito da defesa rival e sempre que possível exigiu que seus jogadores saíssem tocando a bola e evitassem chutões sem direção.

Por incrível que pareça, o começo indicava que seria mais uma noite palmeirense: Dudu ganhou a bola, em vacilo do zagueiro Bruno Rodrigo, e passou para Gabriel Jesus marcar o sétimo gol dele no torneio. Eram passados somente 11 minutos. Abria-se a perspectiva de contra-ataques mortais, pois Moisés e Cleiton Xavier estavam em campo e seriam garantia de bons lançamentos.

Mas não houve tempo de Cuca sonhar com mais uma vitória. Três minutos depois, ficariam evidentes todas as falhas de um time que se perde nos cruzamentos sobre a área, que errava passes tolos com o ala Egídio e que teve o lateral direito Fabiano irreconhecível – errou do começo ao fim.  Aos 14, Willian empatou, após falha geral da defesa palmeirense, em um cruzamento sobre a área.

Aos, 18 Henrique perdeu sozinho o gol da virada. O Palmeiras atacava aos trancos, aos chutões, aos “lançamentos” de Fernando Prass.

Para o segundo tempo, enquanto Paulo Bento mantinha o Cruzeiro, o técnico Cuca colocou Thiago Santos no lugar de Egídio e recuou Tchê Tchê para a lateral esquerda. Seria melhor, muito melhor, se tivesse tirado Fabiano. Logo a dois minutos, num cruzamento de Allison da esquerda, Willian apareceu para desviar de cabeça e marcar o gol da vitória.

Seguiu-se um massacre do Cruzeiro, enquanto Cuca tirava Cleiton Xavier e colocava Luan. A idéia: recuar Dudu para a armação ao lado de Moisés. Também não deu certo. E dá-lhe Cruzeiro em cima de Fernando Prass: Arrascaeta ficou cara a cara com o goleiro, Allison perdeu gol certo, Willian perdeu o terceiro gol, Allison perdeu nova chance.

O menino Gabriel Jesus escapou de contusão séria, ao ser agredido em lance covarde de disputa de bola, pelo zagueiro Bruno Rodrigo. E o Palmeiras escapou de uma goleada. Foi uma noite para Paulo Bento guardar na memória.

Para Cuca?

Melhor esquecer…

(Com participação de Roberto Salim.)

Paulo Bento resiste ao Cruzeiro?

Leia o post original por Antero Greco

Paulo Bento chegou recentemente ao Cruzeiro, não tem dois meses de Brasil e ainda está a adaptar-se à vida em Belo Horizonte. Talvez, a esta altura, o gajo esteja a pensar: “Que raios vim fazer aqui, opa?”

Se isso passar pela cabeça dele, não é nenhuma anormalidade. E faz sentido. O ex-treinador da seleção de Portugal encarou a aventura por aqui disposto a fazer a América. Mas, ao menos por enquanto, quebra a cara.

Ou então caiu no conto do vigário. Vai ver lhe venderam um Cruzeiro forte, competitivo, como aquele do bicampeonato nacional de 2013 e 2014. E Paulo Bento acreditou. Só que agora, passadas algumas rodadas, percebeu que o desafio será maior, muito maior, do que poderia prever.

O Cruzeiro não encontra rumo, está fora do prumo, despenca pelas tabelas, ou pela tabela da Série A. Numa situação inédita, se a memória não é traiçoeira, segura a lanterna. São só 8 pontos, menos de um por rodada, ou duas vitórias, dois empates e cinco derrotas. O ataque marcou 8 gols, a defesa sofreu 14.

Vá lá que a situação não chega a ser dramática, por vários motivos. O primeiro deles: faltam 29 rodadas até o final da competição. Muita grama pela frente. Segundo: o equilíbrio continua grande e há mais quatro companheiros de infortúnio com mesma pontuação: Coritiba, Sport, Botafogo e América. O Coritiba tem 9 pontos, o Vitória 10, o Santa Cruz 11. Ou seja, todo mundo muito perto do céu, do purgatório e do inferno.

Inferno foi o que o Cruzeiro viveu, em novo capítulo, na noite deste domingo, em Porto Alegre. Até que Paulo Bento tentou segurar ao menos o empate e colocou o time bem fechado. Deu certo por um tempo, ao segurar o tricolor. Mas começou a desmoronar no gol de Luan, aos 42 minutos do primeiro tempo. E foi a nocaute com o de Douglas, no início da etapa final. Para complicar, De Arrascaeta perdeu pênalti.

A mistura de complicadores é grande, vai de azar à qualidade do elenco. A questão é: Paulo Bento resiste a novas tempestades no Cruzeiro? A diretoria logo apelará para a saída tradicional da dispensa. Ou, ao contrário, pode ser ele quem demita o Cruzeiro, pegue o boné, levante velas e leve a caravela dele volta pra Portugal?

Vai saber….