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‘Constrangedora’, foto de Lula é retirada de gabinete de Roberto de Andrade

Leia o post original por Perrone

Na última segunda, um grupo de conselheiros do Corinthians entrou no gabinete de Roberto de Andrade e deu de cara com uma foto do ex-presidente Lula na parede. Um deles perguntou ao cartola se ele não era constrangedor ter por perto a imagem do personagem central da operação Lava Jato. No dia seguinte, conforme relataram duas pessoas que costumam frequentar o local, o retrato já não estava lá.

Segundo uma pessoa próxima ao presidente corintiano, ele está mudando o visual de sua sala e retirou todos os quadros, mas não se sabe se definitivamente. Desde segunda, o blog tenta ouvir Andrade, porém não obteve sucesso.

A retirada da fotografia do ex-presidente  coincide com a queda de prestígio de Lula no clube desde que a Lava Jato começou. O petista foi um dos articuladores do projeto que culminou com a construção da arena corintiana. O retrato, que já estava no gabinete da presidência antes de Andrade assumir o cargo, simbolizava a gratidão do clube ao ex-presidente e ao mesmo o status do alvinegro com ele.

Lula já havia enfrentado uma apuração feita por comissão do Conselho Deliberativo para saber se ele e outros conselheiros tinham extrapolado o número de ausências permitidas sem justificativa em reuniões do órgão, o que pode provocar eliminação. O ex-presidente acabou renunciando ao cargo. Ele nunca compareceu aos encontros.

Sócio move ação para Corinthians provar trabalho de filho de Lula no clube

Leia o post original por Perrone

Colaborou Pedro Lopes, do UOL, em São Paulo

O sócio do Corinthians Roberto Willian Miguel entrou na Justiça com uma ação para tentar obrigar o clube a mostrar documentos que comprovem as atividades de Luis Claudio Lula da Silva, filho de Lula, no Parque São Jorge.

Ele quer saber se Luis Claudio fez jus a mais de R$ 500 mil entre 2011 e 2013 ou se recebeu sem trabalhar.

Miguel, conhecido no clube como Libanês, já havia pedido documentos referentes ao filho de Lula para a diretoria, mas alega na ação que nem todas as suas solicitações foram atendidas. Assim, recorreu à Justiça para pedir a papelada que não foi apresentada.

Entre os documentos pedidos estão notas fiscais emitidas pela empresa de Luis Claudio, relatório dos negócios realizados e serviços prestados, relação de jogadores que ele representou ou representa no clube e comprovantes de pagamento.

Procurado, Rogério Mollica, diretor jurídico do Corinthians informou ao blog desconhecer a ação. Declarou também que o sócio já tinha pedido os documentos ao presidente Roberto de Andrade e que teve acesso a eles no departamento jurídico do clube.

O associado pede para serem dados cinco dias à diretoria para a exibição dos documentos sob pena de multa de R$ 5 mil diários, além de busca e apreensão. Agora ele aguarda manifestação da Justiça.

Suspeita

Na ação, os advogados de Libanês falam em suspeita “de desvio de dinheiro do clube através de contratos que não tiveram a respectiva contrapartida, fazendo com que o clube pagasse por serviços que não foram prestados”.

A desconfiança começou quando Luis Paulo Rosenberg, ex-dirigente que atuou no marketing corintiano, afirmou à Folha de S.Paulo não se lembrar de trabalhos realizados pelo filho de Lula no departamento.

Tanto clube como Luis Claudio negam que tenham existido pagamentos sem prestação de serviços.

Quais os documentos que o Corinthians já mostrou?

Miguel anexou na ação relatório sobre a papelada que foi exibida pelo clube a ele. De acordo com esses documentos, Luis Claudio foi admitido pelo Corinthians em agosto de 2009 com carteira assinada para ganhar R$ 15.000 por mês como auxiliar de preparação física. Sua demissão aconteceu em agosto de 2010, quando ele recebeu R$ 20.471,19 a título de rescisão contratual.

Em julho de 2011, o filho de Lula voltou ao clube por meio de contrato com sua empresa LFT Marketing Esportivo. O compromisso teria duração até setembro de 2012, mas foi prorrogado por Mário Gobbi, ex-presidente do clube, até o final de 2013.

A direção corintiana também informou ao associado que os objetos desse novo contrato eram “divulgação de projetos – formação de atletas”. A empresa recebia R$ 20 mil reais por mês.

Abaixo, veja documentos referentes à ação.

Reprodção

Reprodução

Acima, a relação de documentos que o associado quer que o clube seja obrigado a mostrar

 

Reprodução

Acima, trecho da ação em que o sócio relata informações que recebeu do Corinthians sobre o filho de Lula

Acima, trechos da ação em que o sócio relata informações que recebeu do Corinthians sobre o filho de Lula

 

Trecho da ação que fala das suspeitas sobre a contratação de Luis Claudio

Trecho da ação que fala da suspeita sobre a contratação de Luis Claudio

Lula corre risco de perder cargo de conselheiro do Corinthians por faltas

Leia o post original por Perrone

O ex-presdiente da República Luiz Inácio Lula da Silva pode perder o cargo de conselheiro vitalício do Corinthians. Isso porque a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do clube vai analisar a situação de todos os membros do órgão que faltaram mais do que o permitido e checar quem não apresentou as devidas justificativas. Desde que foi indicado por Alberto Dualib para o cargo em 2003, quando presidia o país, Lula nunca compareceu às reuniões.

O estatuto alvinegro diz que o conselheiro vitalício pode perder seu cargo por abandono caso falte a cinco reuniões consecutivas ou a dez alternadas sem justificativas.

Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo, confirmou ao blog que Lula não compareceu a nenhum encontro, mas disse que não tinha em mãos os dados para saber quantas ausências não foram justificadas. Na última sexta, Strenger enviou relatório sobre a frequência de todos os conselheiros para a Comissão de Ética decidir quem deve ser afastado por excesso de faltas. O grupo deve se reunir na próxima semana para começar a discutir o assunto. A pena de perda do cargo de conselheiro vitalício só poderá ser imposta pela comissão após instauração de processo com direito de defesa, cabendo recurso no plenário do Conselho Deliberativo.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Instituto Lula primeiro disse ter a informação de que o ex-presidente não faz parte do conselho corintiano e de que talvez tenha havido algum cargo de honra concedido a ele. Diante da informação do blog de que o nome de Lula aparece no site oficial do clube como conselheiro vitalício a resposta foi a seguinte:

“Na nossa concepção o cargo foi concedido como uma distinção honorífica. O ex-presidente não participa das deliberações do Clube, o Conselho Deliberativo é um órgão específico que inclui a possibilidade de participação dos conselheiros vitalícios do clube, um título que foi concedido ao ex-presidente sem que ele o tenha requerido. Lula é um torcedor do Corinthians, não um dirigente do clube. Entendemos que a postagem com Lula esquenta a sua história, costuma dar capa do UOL e muitos cliques, mas de fato é um mero factoide. É do jornalismo “manchetar” e da internet atrair cliques. Faz parte”.

Este blogueiro, então, respondeu discordar respeitosamente da opinião, já que existe um caso concreto sendo analisado pelo comitê de ética, há um estatuto que dita os deveres dos conselheiros e não é estabelecida diferença entre as obrigações de Lula e as dos demais vitalícios. Apesar de pessoalmente entender ser muito difícil o ex-presidente da República comparecer às reuniões de um clube, mais ainda durante o período em que era presidente, a avaliação é de que isso não anula a notícia.

O afastamento de Lula é um antigo pedido de pequena ala do conselho que defende a exclusão de todos os conselheiros que não comparecem às reuniões. Não se trata de uma queixa direcionada apenas ao ex-presidente.

Lula virou figura emblemática no clube desde que ajudou a convencer a Odebrecht a construir o estádio corintiano.

Veja o que quatro conselheiros do Corinthians têm a ver com a Lava Jato

Leia o post original por Perrone

Entre os mais de 250 conselheiros do Corinthians, quatro têm alguma relação com a operação Lava Jato. A situação é reflexo da aproximação do clube com o PT, que começou ainda na administração Alberto Dualib. Claro que isso não significa suspeita de atos irregulares por parte do clube. Veja abaixo quem são os quatro conselheiros.

Lula – Alvo mais ilustre da Lava Jato, ele foi indicado para ser conselheiro vitalício quando ainda era presidente da República, em 2003. Na ocasião, o presidente do clube (Alberto Dualib) podia indicar quem ocuparia o cargo. Não havia votação como hoje. O petista foi importante para convencer a Odebrecht a construir o estádio corintiano, como ele mesmo chegou a admitir em discurso no Parque São Jorge. Mas, desde que foi nomeado, nunca compareceu a uma reunião do Conselho Deliberativo. A informação é confirmada por Guilherme Gonçalves Strenger atual presidente do órgão. Conselheiros vitalícios podem perder o cargo se faltarem a cinco sessões seguidas ou a dez alternadas sem apresentar justificativas. Strenger não soube dizer se todas as ausências de Lula foram justificadas.

Luiz Paulo Teixeira Ferreira – Deputado federal pelo PT, Paulo Teixeira acompanhou Lula como testemunha no depoimento do ex-presidente à Polícia Federal após condução coercitiva. Ele também aparece no processo como testemunha do ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto. Segundo o “Blog do Josias”, Teixeira precisou explicar ao juiz Sérgio Moro como um repasse de R$ 190 mil feito pela empreiteira Enegevix parou na contabilidade de sua campanha em 2014. Ele afirmou se tratar de um engano. Teixeira também se tornou um dos principais críticos da Lava Jato. Segundo colegas de conselho, ele costuma comparecer às reuniões do órgão no Corinthians, para o qual foi indicado com vitalício.

Vicente Cândido – Também, deputado federal pelo PT, ele foi eleito para um período de três anos como conselheiro em 2014, quando Mário Gobbi venceu a eleição para presidente. O político entrou na chapa principalmente pelo bom relacionamento com Andrés Sanchez e por seu trânsito em Brasília. Na ocasião, ele era relator da lei geral da Copa. Em 2014, a “Folha de S.Paulo” publicou que o nome dele aparecia em relatório da Lava Jato por causa de uma declaração do doleiro Alberto Youssef, um dos principais personagens do escândalo de corrupção. Ele teria afirmado que, a seu pedido, um executivo esteve com Cândido em São Bernardo em busca de recursos, mas não obteve êxito. Na ocasião, o deputado disse ao jornal ter conhecido o doleiro numa viagem para Cuba, mas afirmou não se lembrar de ter encontrado com um emissário dele. No clube, Vicente costuma participar das reuniões do Conselho. No final de 2015, ele foi destaque do site oficial do Corinthians por entregar uma camisa do time ao presidente do Banco Industrial e Comercial da China, apresentado na nota como o maior banco do mundo.

André Luiz Oliveira, o André Negão – Vice-presidente do Corinthians foi alvo de uma condução coercitiva para explicar à polícia porque seus endereço e telefone apareciam numa suposta planilha de pagamentos de propina da Odebrecht, que construiu o estádio corintiano,  sob a alcunha de Timão. O valor registrado era de R$ 500 mil. Ele acabou detido por algumas horas por ter em casa duas armas irregulares. André não tem ligação umbilical com o PT, mas atuou na linha de frente da campanha de Andrés Sanchez a deputado federal e hoje trabalha no gabinete dele em São Paulo. O dirigente nega ter recebido propina. Seu sonho é ser o primeiro presidente negro do Corinthians.

 

Lava Jato chega ao Itaquerão

Leia o post original por Odir Cunha


A presidente Dilma visita o estádio, ciceroneada por Andres Sanchez. Marcelo Odebrecht, de terno preto, comandava a distribuição de propinas.

Em entrevista para a revista Época, Andres Sanchez diz que a Odebrech recebereria menos do que o custo total das obras.

Como muitos já previram neste blog, ao investigar as corrupções da Odebrecht a Operação Lava Jato chegou aos estádios construídos para a Copa e, entre eles, ao Itaquerão. Muitas evidências já apontavam por irregularidades na obra, que usou dinheiro público, custou bem mais do que o orçamento original e teve participação direta da Odebrecht, do ex-presidente Lula e do dirigente esportivo Andrés Sanchez.

Como meus companheiros jornalistas não se interessaram por esta interessante matéria investigativa, agora os agentes da Polícia Federal poderão nos responder por que o Governo Brasileiro fez questão de fazer muito mais estádios do que os previstos pela Fifa, muitos deles elefantes alvíssimos; por que Andres Sanchez disse, na entrevista para a Época, que a obra ficaria bem mais cara do que o orçamento original da Odebrecht; por que o mesmo Andres disse também que se a história vazasse, isso complicaria seu compadre Lula…

Enfim, mesmo vivendo em uma democracia, algo que muitos jornalistas parecem não valorizar suficientemente, a imprensa brasileira se tornou seletiva em suas pautas, provavelmente movida por ideologias e clubismos particulares. A questão não é de quem é o estádio, mas o fato de ele ter se tornado, desde seu nascedouro, mais um monumento da corrupção no Brasil.

Garanto que estaria indignado da mesma forma se o Santos e o amor de milhões de santistas tivessem sido usados para favorecer aos poucos que se envolveram em mais essa trapaça com o dinheiro público. Sim, porque fica evidente que a Odebrech aceitou ganhar menos pelo Itaquerão porque teria uma contrapartida compensadora, muito provavelmente vinda do decantado propinoduto da Petrobras.

A corrupção, meus amigos, é indefensável, vinda de partidos da direita, da esquerda, do centro, de onde vier. A corrupção é uma mistura de desonestidade aguda e dinheirismo latente, é a prática de levar vantagem colocada acima de todos os valores morais e cívicos de um povo. Nenhum cidadão de bem deveria aprovar um governo corrupto, mesmo que o presidente fosse o seu pai.

Clique aqui para ler mais sobre a chegada da Lava Jato aos estádios da Copa.

Números absurdos da corrupção

Pesquiso e constato que um estudo realizado pelo Decomtec, o Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, revelou que os prejuízos econômicos e sociais causados pela corrupção no País chega a R$ 69 bilhões de reais por ano.

Para se ter uma vaga ideia do que se poderia fazer com esse dinheiro, lembro que um hospital de médio porte, com toda a tecnologia a que tem direito, com a mão de obra concursada e terceirizada, incluindo médicos, enfermeiros, anestesistas, seguranças, recepcionistas etc, com capacidade para atender 600 pacientes por dia, custa R$ 62 milhões. Ou seja, só com o que se gastou para erguer o Itaquerão seria possível construir mais de 30 hospitais. Imagine com uma verba 69 vezes maior…

Se levarmos o budget anual da corrupção para a construção de moradias, teremos mais dois milhões e 150 mil casas populares, ou seja, praticamente metade do déficit habitacional do Brasil. O mesmo resultado assombroso se dá quando calculamos o que esse dinheiro reverteria em escolas, bibliotecas, transporte, novos empregos…

Um dia perguntei a um ministro da República o que ele faria se tivesse como orçamento o total desviado pela corrupção em apenas um ano, e ele me respondeu que solucionaria não só os problemas de sua área, como a verba seria capaz de resolver boa parte das dificuldades sociais do Brasil.

Então, a corrupção precisa ser banida definitivamente da vida pública – e privada – do brasileiro. Perto dela, as preferências políticas ou futebolísticas são perfumaria, o chamado pêlo em ovo. Vigiemos contra a corrupção, não só no quintal dos outros, mas também no nosso, e o Brasil andará bem melhor em busca de seu merecido futuro.

E você, o que acha disso?


País de ladrões ministros

Leia o post original por Odir Cunha

frase de Lula

Se tiver um tempo, assista a este filme, “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), baseado na obra de George Orwell, escritor inglês que a publicou em agosto de 1945, e entenderá melhor a revolução socialista promovida pelo PT no Brasil. Aconselho substituir “o homem” por “elite branca”.

Peço desculpas aos que procuram este blog apenas para ler temas relacionados ao Santos e ao futebol, porém, diante da gravidade dos acontecimentos que acometem o Brasil, é preciso dar nossa contribuição para o entendimento geral da situação. Analisem, reflitam e percebam que a não se trata de uma questão partidária. Abraços.


O nosso jogo, e o jogo deles

Leia o post original por Odir Cunha

Enquanto o povo do Pará pedia saúde e educação, a presidente Dilma Roussef sorria e defendia os “benefícios” de se gastar fortunas com os estádios da Copa.

Dilma discursa na inauguração do estádio Mané Garrincha, mas não fala do preço. Terceiro mais caro do mundo, o estádio foi construído em uma cidade que não tem futebol e já nasceu fadado a ser um elefante branco.

A presidente inaugurando a Arena Pantanal, que tem dado o maior prejuízo dentre todas construídas para a Copa. Dilma ressalta a “beleza” do estádio.

Sábado, às 19h30, serão dia e hora de ir ao Pacaembu e levar as crianças para ver o Santos contra o Água Santa. A semana que começou com uma vitória tranqüila contra o maior rival, pode terminar com uma bela exibição no maior estádio santista. Vamos lá. Esse é um jogo que depende da gente. Pena que haja outros, tramados nos gabinetes, dos quais não tivemos a mínima possibilidade de intervir.

Nesses dias o blog discutiu se deve abordar assuntos políticos, ou apenas se restringir ao nosso Santos. Bem, no dia em que a política não interferir no Santos, ou no esporte, ou no País em que vivemos, talvez possamos ser tão especialistas. Mas é impossível silenciar diante do que ocorre. Agora mesmo estamos às portas dos Jogos Olímpicos e é certeza que nos depararemos, assim como ocorreu com a Copa do Mundo, com casos de corrupção e malversação do dinheiro público.

Abaixo reproduzirei uma matéria escrita por Adriano Belisário e publicada portal Terra em 1º de julho de 2014 que já mostrava que as construtoras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, todas condenadas na operação Lava Jato, se revezavam e ainda se revezam nos contratos para as grandes obras da Copa e da Olimpíada.

Portanto, há dois anos essa relação promíscua do Governo com essas empreiteiras era tão evidente que foi exposta, em detalhes, pela matéria do Adriano Belisário. Lembro, ainda, que a própria Fifa, menos gulosa do que o Governo brasileiro, sugeriu que o País reformasse estádios apenas nas maiores capitais do futebol – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre –, mas os articuladores da Copa no Brasil, entre eles Lula e Dilma Roussef, fizeram questão de que fossem erguidas arenas suntuosas e caríssimas em cidades com pouca tradição no futebol.

No longínquo abril de 2012, o repórter Rodrigo Durão Coelho, do UOL, já reproduzia uma análise do Instituto Dinamarquês de Estudos do Esporte pela qual quatro estádios construídos para a Copa do Mundo no Brasil, justamente aqueles não previstos pela Fifa, mas erguidos pela insistência do Governo brasileiro, se tornariam elefantes brancos. Dizia a matéria:

Todos os 12 estádios a serem usados na Copa do Mundo de 2014 devem ter, após o evento, público menor que as médias internacionais, e quatro deles estão condenados a se tornarem “elefantes brancos” – expressão popular usada para designar arenas esportivas quase sempre vazias. É o que diz levantamento feito pelo IDEE (Instituto Dinamarquês de Estudos do Esporte), que criou um índice mundial de estádios.

Os quatro estádios apontados pelo IDEE como os mais problemáticos da Copa 2014 são o Nacional, em Brasília, projetado para comportar mais de 70 mil pessoas, a Arena Amazônia, em Manaus, a Arena Pantanal, em Cuiabá, e o Estádio das Dunas, em Natal, todos com cerca de 42 mil lugares.

O IDEE afirma que a grande capacidade desses estádios contrasta com as médias de público das séries B, C e D do Campeonato Brasileiro, torneios habitualmente disputados pelos clubes que irão usar os candidatos a “elefante branco”. As divisões inferiores do Brasileirão têm médias que oscilam entre 2.100 mil a 4.500 mil torcedores.

Dois anos depois, em abril de 2014, Andre Carvalho, do site da Editora Abril, mostrava como, além de supérfluos, alguns estádios construídos para a Copa estavam entre os mais caros do mundo:

O custo total dos estádios (sete novos e cinco reformados) ficou orçado em R$ 8,005 bilhões, segundo a Matriz de Responsabilidades consolidada, divulgada pelo Ministério dos Esportes em setembro de 2013. Em 2007, uma semana antes de o Brasil ser confirmado como sede, a previsão era de que os gastos com obras em estádios fossem de R$ 2,2 bilhões. Houve, então, um aumento de 263% em seis anos!

Comparando com os gastos em estádios realizados nas Copas da Alemanha, em 2006, e da África do Sul, em 2010, o Brasil tem os assentos mais caros, na média. São R$ 8,005 bilhões investidos em 664 mil lugares, o que dá um valor de R$ 12.005 para cada cadeira instalada nas arenas. Na Alemanha o valor médio de cada assento foi de R$ 6.412 e na África do Sul, R$ 7.021.

Um pouco antes da publicação da matéria do Andre Carvalho, em março de 2014, nosso polêmico Cosme Rímoli já denunciava o enorme elefante branco que seria a arena de Manaus:

A inauguração do mais puro elefante branco da Copa no Brasil. A Arena Manaus. Estádio que custará mais de R$ 670 milhões dos cofres públicos. E que não terá a menor utilidade depois do Mundial. Triste capricho dos políticos brasileiros… O estádio custou cerca de R$ 670 milhões. Todo dinheiro público. O estado do Amazonas pagará por ele. O BNDES emprestou R$ 400 milhões com taxas abaixo do mercado.

Finalmente, em 1º de julho de 2014, no portal Terra, em matéria extensa e pormenorizada de Andre Belisário, escancara-se a relação suspeitíssima entre as construtoras chamadas quatro irmãs- Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – com a construção não só dos estádios, mas das obras todas prometidas para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Com o título “Jogo para poucos: 4 construtoras se revezam em obras da Copa”, a matéria começava começava alertando: Levantamento do Reportagem Pública mostra como as “quatro irmãs”, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, se revezam nos contratos para as grandes obras da Copa e Olimpíadas no Rio de Janeiro. E prosseguia:

Nas maiores intervenções urbanas no Rio de Janeiro em função da Copa e Olimpíadas mudam os objetivos das obras, os valores, os impactos e as suspeitas de ilegalidade na condução dos projetos. Só não mudam as empresas beneficiadas. Por meio de consórcios firmados entre si e com outras empresas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e OAS se revezam nos dez maiores investimentos relacionados aos Jogos.

De acordo com um levantamento feito pela reportagem, chega a quase R$ 30 bilhões o valor oficial das dez maiores obras. São elas: a Linha 4 do Metrô; a construção do Porto Maravilha; a reforma do Maracanã e entorno; os corredores expressos Transcarioca, Transolímpica e Transoeste; a Vila dos Atletas e o Parque Olímpico; o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT); e a Reabilitação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá.

A Odebrecht é a grande campeã: está presente em oito dos dez projetos. Já a OAS e a Andrade Gutierrez dividem o segundo lugar, com participação em seis projetos cada uma. Em 7 dos 10 projetos a licitação foi ganha por consórcios com presença de duas ou mais das “quatro irmãs”, como são conhecidas. Em dois destes, a concorrência pública foi feita tendo apenas um consórcio na disputa.

Nem sempre a participação das “quatro irmãs” se dá diretamente através das construtoras. Participam também empresas controladas por elas como a CCR e a Invepar. Os acionistas da primeira são Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, aliadas ao o Grupo Soares Penido (Serveng-Civilsan), com 17% de ações cada um. No Rio de Janeiro, a CCR detém o monopólio das travessias na Baía de Guanabara, administrando ao mesmo tempo os serviços das barcas e da Ponte Rio-Niterói. (As duas concessões responderam por quase 5% da receita operacional bruta da empresa, em 2013).

A Odebrecht, que também era sócia na CCR, vendeu sua participação para criar sua própria empresa no ramo de mobilidade urbana, a Odebrecht Transport, que hoje administra o serviço de trens na região metropolitana do Rio de Janeiro através da Supervia. Já a gestão do metrô carioca fica por conta da Invepar, cujos controladores são a OAS e os fundos de pensão da Caixa Econômica (FUNCEF), Petrobras (PETROS) e o Fundo de Investimento em Ações do Banco do Brasil.

Na história recente dessas empresas acumulam-se obras que mereceram a atenção das autoridades – dentro e fora do pacote da Copa. Executivos da Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez já foram investigadas pelo Ministério Público de São Paulo no chamado “cartel do metrô”, que envolveria o acerto de preços para licitações de obras, fornecimento de carros e manutenção de trens e do metrô em São Paulo. O órgão exige uma indenização aos cofres públicos de R$ 2,5 bilhões. Empresa da Camargo Corrêa, a Intercement também aparece em investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre cartel no setor de cimentos.

Clique aqui para ler a matéria completa sobre o monopólio das “quatro irmãs” nas obras da Copa e da Olimpíada.

O que se depreende dessas matérias? Que já se previa que esses estádios da Copa dariam um prejuízo imenso à nação, que o dinheiro estava sendo usado de forma irresponsável. Constate que o sagrado dinheirinho dos fundos de pensão da Caixa Econômica (FUNCEF), Petrobras (PETROS) e o Fundo de Investimento em Ações do Banco do Brasil entraram no rolo. Por isso hoje o Governo fala em recriar o IPMF e diminuir a pensão de milhões de aposentados. Isso é zelar, é cuidar da vida do povo brasileiro?

Tudo isso prova que além dos casos da Petrobras, que está sendo esmiuçado, e de outros, que logo estourarão, é evidente que a insistência do Governo brasileiro para fazer a Copa do Mundo e a Olimpíada em nosso País não tinha qualquer interesse no desenvolvimento do esporte nacional. Esses dois megaeventos serviram e ainda servirão para se gastar um dinheiro que os cofres do tesouro não suportam mais e para enriquecer pessoas que superfaturaram em cima das obras.

Como conseqüência, haverá menos dinheiro para saúde, educação, moradia, transporte, geração de empregos. E depois esse governo ainda se diz popular e preocupado com o trabalhador. Mentira das mentiras! Fico espantado de perceber como ainda tem gente que acredita nessa demagogia populista e criminosa.

Por isso é que o esporte, o futebol, e o nosso Santos não podem ser analisados separadamente da conjuntura política do Brasil, hoje imerso na maior onda de corrupção que já o afligiu. Corrupção que sempre existiu, concordo, que não é privilégio do PT, nem do PMDB ou do PSDB. Na verdade, é difícil citar um único partido que não esteja ligado a ela. Corrupção que muita vez nem chegou a ser investigada, mas que agora ganhou proporções gigantescas e contamina todas as áreas da vida nacional. Ou o Brasil acaba com ela, ou ela acabará com o Brasil.

Garanta o seu ingresso. E leve seu filho

Quer saber os valores e onde comprar os ingressos para o jogo de sábado, entre Santos e Água Santa, no Pacaembu? Está bem. Dessa vez está mais barato do que contra o Mogi Mirim. As arquibancadas amarela, verde e lilás (portão 21) custarão 40 reais a inteira e 20 a meia. O tobogã custará 20 reais a inteira e 10 reais a meia. Idosos com 60 anos ou mais e crianças até 12 anos não pagam. E é muito importante levar as crianças santistas nesses jogos! Há ainda a cadeira especial laranja (80 a inteira, 40 a meia), a cadeira descoberta manga (100 e 50) e a cadeira coberta azul, a mais cara (120 e 60).

Percebe-se que o Santos ouviu os reclamos da torcida e diminuiu o preço dos ingressos. Ótimo. Mas ainda não solucionou a questão dos raros postos de venda em São Paulo. São apenas três e só funcionam em dias úteis e das 11 às 17 horas: Estádio do Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal). Ginásio do Ibirapuera – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1. Sub-sede do Santos FC/SP – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista – São Paulo – Tel.: (13) 3257-4000 / Ramal 5000.

Para quem mora no ABCD, o posto de venda de ingressos mais próximos é o do Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul. O curioso é que a maioria dos lugares de venda estão em Santos, onde até chaveiro e loja de calçados vendem as entradas para os jogos do Santos, enquanto na Capital regiões enormes, como as Zona Leste, Norte e Extremo Sul, não têm um posto sequer (já falei que se venderem ingressos na Cidade Dutra vão ter uma surpresa bem agradável. Lá tem mais santistas do que são-paulinos e palmeirenses).

Roma pedirá o adiamento de três jogos do Santos

Como o Santos tem cinco jogadores, todos titulares, convocados para as Seleções nacionais: Lucas Lima e Ricardo Oliveira para a principal, e Gabriel, Zeca e Thiago Maia para a Olímpica, o presidente Modesto Roma solicitará à presidência da Federação Paulista de Futebol que três dos jogos do time sejam adiados. Muito justo.

Time reserva uma ova
Para desmerecer a vitória santista, tem jornalista escrevendo que o alvinegro perdedor do clássico usou um time reserva na Vila Belmiro. É mentira. Nada menos do que oito jogadores atuaram contra o Santos e também contra o Santa Fé, da Colômbia, em jogo pela Copa Libertadores. Foram eles: Cássio, Fágner, Yago, Bruno Henrique, Lucca, Willians, André, Edilson (Danilo, Luciano e Romero).

E você, o que acha disso?


Filho de Lula e arena fazem direção corintiana ser pressionada

Leia o post original por Perrone

Se o time vai bem, a diretoria não é contestada. Essa máxima do futebol não serve para o Corinthans atualmente. A equipe está invicta no Campeonato Paulista e tem 100% de aproveitamento em duas rodadas da Libertadores, depois de se sagrar campeã brasileira no ano passado. Mesmo assim, os cartolas enfrentarão protestos de sócios e torcedores, além de questionamentos de conselheiros na reunião do Conselho Deliberativo do próximo dia 7.

Eles devem dar de cara na entrada do clube com uma manifestação preparada por sócios e membros de torcidas organizadas que já divulgam manifestos com críticas aos cartolas e devem distribuir panfletos com as cobranças horas antes do encontro. Entre as exigências estão pedidos de explicação sobre a atuação de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula no Parque São Jorge. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a empresa dele recebeu R$ 500 mil do clube, entre 2011 e 2013, sem prestar os serviços para os quais foi contratada pelo departamento de marketing.

O grupo também cobra a apresentação das contas da construção da Arena Corinthians, medidas para diminuir o poder de agentes nas categorias de base, esclarecimentos sobre o contrato com a Omni, que gerencia o programa de sócio-torcedor do clube e gera altos custos, e solução para o imbróglio entre a empresa SPR e os franqueados da rede de lojas oficiais do alvinegro, entre outras reivindicações.

Depois de enfrentarem barulho do lado de fora, os dirigentes também devem ser pressionados dentro da sala de reuniões. Conselheiros querem explicações sobre os recentes problemas no estádio alvinegro, que teve em janeiro dois buracos abertos por infiltrações e, no mês passado, cerca de dez lanchonetes afetadas pelo mesmo problema, além de um pedaço do teto da entrada do setor vip ter desabado.

Na oposição, há quem prometa também indagar o ex-presidente Andrés Sanchez sobre declaração dada por ele a respeito de a construção da arena ser investigada pela lava jato.

A pauta da reunião prevê explicações da diretoria sobre a arena, porém, a convocação não dá detalhes sobre o que será abordado.

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