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Após fala de cartola da FPF, dirigentes ‘enterram’ nota de apoio a Del Nero

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Durante reunião do Sindicato do Futebol na última segunda, em São Paulo, foi discutida por dirigentes a elaboração de um manifesto de apoio a Marco Polo Del Nero, suspenso pela Fifa. A ideia, porém, foi abandonada após Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, apontar que a iniciativa só serviria para dar mais destaque às acusações contra o dirigente. A interpretação é de que seria um desgaste desnecessário.

Os cartolas acabaram seguindo recomendação de Walter Feldman, secretário-geral da CBF, de darem entrevistas individuais demonstrando apoio e confiança que Del Nero irá reverter a situação.

Por meio do departamento de comunicação da FPF, Bastos negou que tenha sugerido a não realização do manifesto e até que tenha falado sobre o assunto durante a assembleia. Porém, o blog mantém a informação, confirmada por três participantes da reunião.

O cartola de São Paulo é considerado um dos favoritos numa eventual eleição na confederação sem Marco Polo. Porém, os dirigentes ouvidos sobre o episódio disseram que o discurso dele não teve tom eleitoral, mas de preocupação em preservar a imagem do colega. Em nenhum momento, Bastos atacou o presidente punido.

O presidente da CBF foi suspenso preventivamente por 90 dias pela Fifa por conta de denúncias feitas durante o julgamento de José Maria Marin em Nova York. Ele é acusado de receber propinas em negociações de direitos de transmissões de jogos pela TV, mas alega inocência.

Rebeldia

A situação de Marco Polo começou a ser debatida pelo sindicato a partir de críticas à Fifa feitas por Zeca Xaud, longevo presidente da Federação Roraimense. Ele sugeriu que a CBF se rebelasse e não aceitasse a suspensão. Classificou a atitude da entidade internacional como covarde.

Em seguida, José Vanildo da Silva, presidente da federação do Rio Grande do Norte, disse que os representantes das entidades estaduais estavam desinformados e que Feldman seria a melhor pessoa para esclarecer a situação.

Ensaio

O executivo da CBF, preocupado com a chance de jornalistas do lado de fora da sala ouvirem suas palavras por conta de uma porta aberta, tentou falar sem microfone, mas atendeu ao pedido de Mustafá Contursi, presidente do sindicato, para usar o equipamento.

Então, ele disse que Del Nero está tranquilo, confiante de que vai voltar ao cargo e que pediu um discurso de união aos cartolas. Na sequência, Feldman sugeriu que quando fossem abordados pela imprensa os dirigentes demonstrassem confiança em Marco Polo. A maioria abordada pelos jornalistas depois da reunião acatou o conselho.

Procurado pelo blog para falar sobre o episódio, Feldman não respondeu à mensagem de voz deixada em seu celular.

Todos por um

No embalo das palavras do funcionário da CBF, Marquinho Chedid, presidente do Bragantino, sugeriu que o sindicato elaborasse uma nota de apoio a Del Nero com a assinatura dos presentes. Seria uma forma de demonstrar união em torno do dirigente suspenso.

Como presidente da entidade patronal, Mustafá se manifestou. Disse apoiar Marco Polo, mas ter dúvidas sobre se o momento era adequado. O palmeirense passou a bola para o presidente da Federação Paulista, que também é representante brasileiro na Conmebol.

Bastos explicou que não acatar a decisão da Fifa seria inviável por trazer consequências drásticas. Ele também indicou não existir um movimento político na cúpula da federação internacional para derrubar Del Nero. O cartola ainda citou Mauro Carmélio, presidente da Federação Cearense de Futebol, que teria dito ser este um momento de silêncio.

Bastos argumentou que uma manifestação formal e coletiva dos dirigentes representaria oportunidade para a imprensa voltar a falar sobre as acusações contra Del Nero. Ou seja, a ação para mostrar apoio seria desastrosa por deixar de novo nos holofotes as suspeitas contra o presidente da CBF.

Ele também sustentou que a melhor postura, como havia sugerido Feldman, era a defesa individual feita pelos representantes das federações sempre que indagados sobre o tema.

Pouco depois, cartolas davam entrevistas esbanjando confiança e solidariedade a Del Nero, apesar de enterrarem a ideia de um manifesto de apoio coletivo.

Os pontos fortes e fracos dos cotados para eleição na CBF

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,A suspensão de 90 dias aplicada pela Fifa a Marco Polo Del Nero instalou um clima eleitoral na CBF. São vários os nomes cotados para o cargo, caso o atual presidente seja punido definitivamente por um tempo maior. Ele preparava sua candidatura para mais um mandato e era favorito. Mas, se ficar impedido de participar do pleito, o cenário é incerto. Pelo menos cinco nomes já despontaram para o caso de o cartola que nega as acusações de recebimento de propina ficar fora do jogo. No entanto, só Romário declarou ser candidato.

Pelo estatuto da confederação, o vice-presidente mais velho, atualmente o coronel Nunes, assume e completa o mandato em caso de afastamento definitivo de Marco Polo. A eleição pode ser marcada a partir de abril do ano que vem, um ano antes do final da atual gestão. Votam presidentes de federações (com peso 3) e de clubes da Série A (peso 2) e Série B (peso 1).

Abaixo veja os nomes cotados para a sucessão de Del Nero, caso ele não possa se candidatar, seus trunfos e pontos vulneráveis.

Rogério Caboclo, diretor-executivo da CBF

Ponto forte – Pupilo de Marco Polo Del Nero, segue poderoso na confederação mesmo com o interino coronel Nunes no comando. Assim poder fazer polí­tica com medidas que agradem aos presidentes de federações e clubes. Um exemplo foi dado antes de Del Nero ser suspenso. O mandatário da CBF disse aos dirigentes das entidades estaduais que levaria todos para a Copa da Rússia e que a iniciativa era de Caboclo.

Ponto fraco – A rejeição de presidentes de federações que sempre contestaram seu excesso de poder na CBF. Os que não querem mais Marco Polo dando as cartas no futebol nacional já minam a eventual candidatura do diretor alegando que com ele o presidente suspenso continuaria mandando. Cartolas das entidades estaduais também afirmam que por nunca ter presidido um clube ou uma federação ele não tem perfil para o cargo. Os crí­ticos o enxergam como um especialista apenas na área financeira.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista

Ponto forte – Com o isolamento de Del Nero ganhou trânsito na Conmebol e passou a ser o porta-voz de clubes brasileiros na entidade sul-americana. Assim se aproximou dos presidentes dos principais times dos país. Também transita com desenvoltura entre os cartolas de clubes da Série B por cuidar da competição na CBF.

Ponto fraco – O principal é a rejeição a seu nome para a presidência na próxima eleição por Del Nero, apesar do espaço dado a ele na CBF pelo dirigente suspenso. Outro problema é o entendimento de cartolas de outros Estados de que chegou a hora de o poder na CBF sair das mãos dos paulistas. Também deve sofrer graças a antigas rixas com dirigentes resultantes de seu longo tempo no futebol.

Romário, senador

Ponto forte – Apoio popular.

Ponto fraco – Rejeição de dirigentes por não ser um deles. Além disso, para parte dos eleitores o ex-atacante é visto como inimigo dos cartolas brasileiro.

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo

Ponto forte – Bom relacionamento com a maioria dos dirigentes dos principais clubes do país. É descrito por colegas com um cartola que traz ideias frescas para o meio.

Ponto fraco – Já é atacado por dirigentes de federações por nunca ter comandado uma entidade estadual e por ter uma carreira considerada por eles curta no futebol.

Ednaldo Rodrigues, presidene da Federação Baiana

Ponto forte – Boa articulação entre os presidentes de federações e apoio significativo das entidades do nordeste, que formam um numeroso bloco no colégio eleitoral.

Ponto fraco –  Pouca penetração entre cartolas de clubes do Sudeste.

Após suspensão de Del Nero, cartolas nordestinos se articulam por sucessão

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Os 90 dias de suspensão aplicados pela Fifa a Marco Polo Del Nero deram início a um movimento de fortalecimento de federações nordestinas na eventual breve sucessão do dirigente.

O primeiro passo do grupo, com a ajuda de Estados de outras regiões, é tentar neutralizar Rogério Caboclo, pupilo do presidente suspenso, já visando a próxima eleição na entidade. Atual diretor-executivo, ele é tido como o preferido de Del Nero para herdar seu cargo, caso o atual mandatário seja punido de maneira mais dura pela federação internacional.

Caboclo é também apontado como quem comandará a confederação durante a suspensão sob as ordens de Del Nero. Isso apesar de o coronel Nunes, vice-presidente mais velho, assumir o posto oficialmente.

Numa segunda etapa, o plano é lançar um candidato nordestino para a sucessão. Ednaldo Rodrigues, presidente da federação baiana, é o mais cotado. O estatuto da CBF diz que o vice mais idoso completará o mandato em caso de vacância do cargo. A próxima eleição pode ser marcada a partir de abril de 2018, um ano antes do final da atual gestão.

Os entusiastas do fortalecimento nordestino afirmam que a região, por ser numerosa, merece aumentar seu espaço no cenário nacional. E que, desde a saída de Ricardo Teixeira, a confederação teria se transformado em território absoluto de cartolas paulistas.

Até agora, o nome mais forte numa eventual disputa sem Del Nero é justamente o presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos. Lançar uma candidatura nordestina seria a chance de tentar impedir a continuidade do domínio de dirigentes de São Paulo.

Mas Del Nero ainda está no jogo e tem importantes aliados nordestinos. Um deles é Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana. Logo depois de a suspensão ser anunciada. na semana passada, ele divulgou nota de apoio a Del Nero no site de sua entidade. Nela afirmou que nenhum movimento contrário ao mandatário da CBF deverá acontecer. Naquele momento, no entanto, dirigentes nordestinos e de outras regiões já se articulavam.

Outro forte aliado de Marco Polo é Fernando Sarney, do Maranhão e um dos vices da CBF. A entidade tem mais um vice nordestino, Gustavo Feijó, de Alagoas e que mantém relação de altos e baixos com o presidente.

A maioria dos cartolas do país considera as vice-presidências apenas decorativas.

Del Nero foi suspenso e é investigado pela comissão de ética da Fifa por ser acusado de receber propinas na venda de direitos de transmissão de jogos para emissoras de televisão. As denúncias mais recentes foram feitas durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. O presidente da CBF nega ter cometido irregularidades.

Isolado, Del Nero terá dificuldade para reverter situação na Fifa

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Um combinação de fatores torna improvável uma reviravolta na Fifa em relação a Marco Polo Del Nero. A tendência é que o cartola, suspenso preventivamente por 90 dias, sofra uma punição mais dura e vire carta fora do baralho no futebol.

Único dos principais dirigentes suspeitos de receber propina em negociações por transmissões de jogos a seguir em seu cargo, o brasileiro perdeu velhos aliados que poderiam ajudá-lo a dar a volta por cima. Para piorar, por não viajar para fora do país com receio de ser preso, o presidente da CBF não criou vínculos com a nova cúpula da Fifa. Del Nero e Gianni Infantino, atual comandante da federação internacional, só se encontraram uma vez, em agosto do ano passado na CBF, desde que o suíço assumiu o posto de Joseph Blatter. O ex-presidente renunciou após denúncias de corrupção e foi suspenso por seis anos. Ele mantinha boa relação com o brasileiro.

Sem poder colocar os pés na Suíça, Del Nero também não se aproximou da secretária-geral da Fifa, a senegalesa Fatma Samoura. A informação entre cartolas brasileiros é de que ela é uma das pessoas na Fifa mais incomodadas com a permanência de Del Nero. Isso porque, além de não representar o Brasil nos eventos da entidade, ele, involuntariamente, relembra um passado que a Fifa quer esquecer. As notícias sobre acusações contra o brasileiro não colaboram para a federação construir uma nova imagem.

Quem cuida do caso é o Comitê de Ética, em tese, independente da diretoria da federação internacional. O órgão foi o responsável pela suspensão de 90 dias aplicada ao brasileiro e toca a investigação sobre as denúncias feitas contra ele durante o julgamento de José Maria Marin e outros dirigentes em Nova York.

Uma das possibilidades aventadas por cartolas brasileiros é a de que o Comitê de Ética convoque o presidente suspenso da CBF para depor e se defender pessoalmente. Como ele evita viagens internacionais, sua situação ficaria ainda mais complicada.

Além do isolamento enfrentado pelo brasileiro na instituição máxima do futebol internacional, o histórico de castigos severos aos outros acusados no ‘Fifagate” também faz com que a previsão não seja animadora para o ex-presidente da Federação Paulista.

Del Nero nega irregularidades e deve lutar contra uma eventual punição mais dura fora da Fifa, como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos.

 

 

Suspensão gera movimento contra pupilo de Del Nero em sucessão na CBF

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Os 90 dias de suspensão aplicados pela Fifa a Marco Polo Del Nero ativaram o “modo eleição” na entidade. Dirigentes de federações discutiram por telefone nesta sexta (15) a sucessão na confederação. Um grupo que diz ser a maioria entre as entidades estaduais se posicionou contra uma eventual candidatura de Rogério Caboclo, diretor-executivo da confederação. Ele é tido como o escolhido pelo presidente suspenso para ser seu sucessor caso a punição evolua para uma exclusão definitiva.

Essa ala planeja se articular para impedir que Del Nero consiga impor o nome de seu pupilo. Porém, líderes do grupo não querem ter seus nomes divulgados agora. Alegam questões estratégicas para o sigilo.

A rejeição a Caboclo é justificada pelo fato de ele nunca ter comandado uma entidade estadual. Ou seja, não fez carreira como presidente de federação. O homem de confiança de Del Nero começou no São Paulo, assumiu as finanças da Federação Paulista e foi para a CBF com o chefe.

Entre os que não querem Caboclo no comando há quem prometa indagar Del Nero sobre quem de fato vai comandar a confederação: o executivo ou o coronel Nunes. Pelo estatuto, Nunes assume a presidência interina por ser o vice mais velho. Ele ficará com a cadeira presidencial até o fim do mandato se o atual presidente for banido pela Fifa em decisão definitiva.

A próxima eleição pode ser marcada a partir de abril de 2018, um ano antes do final da atual gestão.

Em recente reunião com representantes das federações, Del Nero atribuiu a Caboclo a ideia de convidar todos os presidentes de federações, em nome e na conta da CBF, para viajar para a Rússia a fim de acompanhar a Copa de 2018. O gesto foi interpretado como novo indício de que o executivo está sendo preparado para suceder o atual mandatário. Publicamente, até agora, Marco Polo não se manifestou sobre sucessão. Antes da punição provisória, a aposta da maioria dos dirigentes era de que ele tentaria a reeleição.

Ainda não há um consenso entre os que rejeitam Caboclo sobre um eventual candidato. Mas Reinaldo Carneiro  Bastos, presidente da Federação Paulista, é um nome forte.

Del Nero foi punido preventivamente por causa das denúncias feitas por testemunhas no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas. Ele é acusado de receber propinas em vendas de direitos de transmissão de jogos. O dirigente nega ter cometido irregularidades.

 

Opinião: suspensão de Del Nero pouco muda na CBF

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A suspensão de pelo menos 90 dias imposta pela Fifa a Marco Polo Del Nero, não deve provocar mudanças significativas na CBF e muito menos diminuir o poder do presidente.

Del Nero já não precisava da cadeira para dar as cartas quando Marin era o número 1 da confederação. A estrutura montada pelo cartola permite o controle à distância. Coronel Nunes, vice que assumirá o posto, não tem força política para proclamar sua independência. Mas a tendência é que ele seja dócil em relação ao titular.

Na prática, Rogério Caboclo, diretor-executivo que Del Nero parece preparar para sua sucessão, deve tocar a entidade seguindo os planos do presidente suspenso.

A alteração mais importante durante o período de suspensão deve ser a disputa política pelo controle do futebol brasileiro em caso de queda definitiva de Del Nero. Além de Caboclo, Reinaldo Carneiro Bastos, presidente Federação Paulista e influente na Conmebol, aparece como candidato a novo superpoderoso. Porém, o estatuto atual prevê que em caso de vacância na presidência da CBF o vice mais velho (hoje, o coronel Nunes) complete o mandato. Uma nova eleição pode ser marcada a partir de abril de 2018, um ano antes do fim da atual gestão.

Liminar sobre afastamento de Del Nero espera por decisão desde julho

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Enquanto pipocam na Justiça americana acusações contra Marco Polo Del Nero, no Brasil há mais de quatro meses que o pedido de afastamento do presidente da CBF em caráter liminar aguarda por uma decisão da Justiça.

No final de julho, o promotor Rodrigo Terra, do Rio de Janeiro, entrou com uma ação civil pública contestando assembleia feita em março pela confederação. Ele pede a destituição de Del Nero e toda sua diretoria por irregularidade na reunião que deu peso maior ao voto das federações em relação aos clubes. O representante do Ministério Público solicita também o afastamento do cartola até o resultado definitivo do caso. Porém, a Justiça ainda não tomou uma decisão sobre a o pedido de liminar.

O primeiro entrave enfrentado pela ação foi uma dúvida da Justiça em relação às atribuições do promotor para cuidar do caso. Terra apresentou sua argumentação e conseguiu justificar sua posição.

Em setembro, a Justiça deu dez dias para a CBF apresentar sua versão antes de decidir sobre o pedido de liminar. A decisão desagradou ao promotor. Ele entendia não haver exigência de que a entidade fosse ouvida antes da análise do pedido de liminar.

Um oficial de Justiça foi designado para levar à confederação a citação sobre caso. Porém, o endereço informado à Justiça pelo MP era o da antiga sede da instituição. Então, o documento voltou para a Justiça que devolveu ao Ministério Público com um pedido para que o órgão decida o que pretende fazer agora.

Novamente, Terra ficou insatisfeito. O promotor entende que o oficial de Justiça já deveria ter feito a citação no endereço atual da CBF. Segundo ele, a localização certa foi informada ao oficial já na visita ao local antigo e está dentro da área de atuação do profissional designado para fazer a citação. O promotor vai informar que deseja nova tentativa de citação, mas diz ainda não ter recebido a documentação de volta.

O Ministério Público entende que a confederação não poderia ter feito uma assembleia para alterar as regras eleitorais da entidade sem a participação dos clubes. Na avaliação do promotor, tratou-se de uma manobra para impedir o aumento de poder de decisão dos times.

Por sua vez, a CBF nega ter cometido irregularidades. Assegura que a assembleia seguiu todas as exigências legais.

Del Nero também nega as acusações feitas nos Estados Unidos de que teria recebido propinas relativas a vendas de direitos de transmissões de jogos.

 

 

Opinião: times precisam agir sobre acusações contra Globo e cartolas da CBF

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As recentes denúncias de propinas pagas por emissoras de TV para adquirir direitos de transmissão de jogos na América do Sul deixam claro que os clubes brasileiros estão entre os principais prejudicados. Isso se as acusações forem comprovadas.

Se cartolas de entidades nacionais e da Conmebol receberam suborno na venda de direitos da Libertadores, por exemplo, obviamente, os times perderam dinheiro. Eles sempre reclamaram de cotas baixas na competição continental. O dinheiro que deveria ir para os clubes, teria abastecido contas pessoais de corruptos.

Nesse cenário, dirigentes demoram para agir no sentindo de resguardar os direitos de suas agremiações. Na opinião deste blogueiro, representantes dos clubes brasileiros deveriam primeiro se apresentar à Justiça dos Estados Unidos como parte interessada no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas, no qual acusações têm se tornado públicas.

Domesticamente, eles precisam solicitar à cúpula da Globo detalhes da investigação interna que a empresa afirma ter feito para apurar supostas irregularidades com resultado negativo.

Em outra esfera, deveriam cobrar explicações da CBF e pessoalmente de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e um dos suspeitos.

Também é necessário cobrar Marcelo Campos Pinto, ex-executivo da Globo, tratado como parceiro pelos dirigentes de clubes nacionais, e que estaria envolvido no esquema.

O ex-diretor da Globo Esportes foi acusado por Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, de participar de reunião na Argentina com Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas. A emissora, assim como a CBF, Marin e Del Nero, nega ter cometido irregularidades.

Tais medidas seriam preparatórias para uma eventual ação dos clubes para serem ressarcidos, no caso de comprovadas as irregularidades e prejuízos decorrentes dela. Também seriam uma demonstração pública de que as agremiações repudiam tais atos. Porém, por enquanto, nenhum sinal público de indignação foi dado por pare dos cartolas.

Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF

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Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Justiça quer ouvir CBF antes de decidir sobre liminar para afastar direção

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A Justiça do Rio de Janeiro quer ouvir a defesa da CBF antes de decidir sobre o pedido de afastamento da diretoria da entidade feito pelo Ministério Público em caráter liminar (até que o caso chegue ao final). Em decisão publicada no último dia 22, o Juizado Especial do Torcedor deu dez dias para a confederação se manifestar. Porém, não está especificado quando começa a contar o prazo.

A liminar foi pedida pelo promotor Rodrigo Terra para quem a CBF desrespeitou a Lei Pelé ao marcar assembleia em março sem convocar os clubes para mudar o peso dos votos nas eleições da entidade. Na ocasião, ficou decidido que o voto das federações passam a ter peso três. Para os clubes da Série A do Brasileiro foi dado peso dois e peso um para os integrantes da Série B.

Antes, votos de entidades estaduais e times da primeira divisão tinham peso igual. Os clubes da Série B não votavam. Com a mudança, a CBF manteve o poder de decisão concentrado nas federações, apesar de incluir mais times no colégio eleitoral.

Terra contesta a decisão da Justiça e diz não haver previsão legal para a exigência de que a confederação seja ouvida antes da análise do pedido de liminar. Porém, o promotor não irá recorrer, o que atrasaria a decisão.

Ao pedir o afastamento de Marco Polo Del Nero e seus diretores, ele pede também que seja nomeado um interventor para dirigir a confederação. O promotor também que o afastamento definitivo da diretoria e a anulação dos efeitos da reunião.

Por sua vez, a CBF alega que a convocação e a realização da assembleia contestada seguiram todas as exigências legais.