Arquivo da categoria: marquinhos gabriel

Se arrependimento matasse, hein?

Leia o post original por Craque Neto

Olha como é a vida de comentarista e crítico de futebol… desde o ano passando quando critiquei as contratações milionárias de nomes como Giovanni Augusto e Guilherme muito corintiano virou a orelha pra mim. Ficaram bravos porque eu como ídolo do clube, teoricamente, não poderia falar mal da atitude dos dirigentes. Ou seja, de certa forma os caras ficam bravos comigo e ignoram os desmandos dos cartolas que queimam o dinheiro dos cofres adoidado. Muitas vezes um dinheiro que nem existe, diga-se de passagem! Vejam só o caso do Giovanni Augusto! Há 14 meses esse rapaz se tornou um dos […]

O post Se arrependimento matasse, hein? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Corinthians tomou remédio e matou as tiriças!

Leia o post original por Craque Neto

Lembro que na temporada 2015 fiz questão de passar durante o programa ‘Os Donos da Bola’ uma receita caseira para matar a lombriga do Vágner Love. Levava folha de boldo amassada com suco de limão e tudo mais. Terrível de azedo! E vou falar que acho que surtiu efeito já que o atacante – que era uma ‘nhaca’ só – evoluiu bastante e foi um dos principais nomes do hexacampeonato brasileiro do Corinthians. Agora me parece que o técnico Fabio Carille matou a tiriça na origem. Tirou do time titular nomes como Guilherme, Marquinhos Gabriel, Marlone e Giovanni Augusto. E […]

O post Corinthians tomou remédio e matou as tiriças! apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Corinthians vira e volta a embolar o Brasileiro

Leia o post original por Antero Greco

A torcida do Corinthians andava meio cismada com o time. Nas últimas rodadas, acumulou escorregadelas e corria o risco de ver aumentada a diferença em favor dos líderes. Mas, por uma conjunção de resultados, eis que o atual campeão brasileiro voltou a encostar na ponta. Para tanto, contribuíram os 2 a 1 que lascou em cima do Vitória, na noite desta segunda-feira, em Itaquera, além de tropeços de Santos, Grêmio e Palmeiras. Com a combinação de placares, os alvinegros estão em terceiro lugar, com 37 pontos.

Em resumo, o campeonato continua embolado pra chuchu. O Palmeiras tem 40 pontos, o Atlético-MG está com 38. Junto com o Corinthians vem o Fla (a diferença está no saldo de gols). Logo na sequência, aparecem Santos (36) e Grêmio (35, mas com  um jogo a menos). O Furacão perdeu fôlego, está com 31 e caiu para oitavo lugar. Na frente dele, saltaram Flu e Ponte, ambos com 31. Ou seja, a briga pelo título permanece abertíssima e equilibrada. Difícil apontar um favorito nesta altura da temporada.

O Corinthians, no entanto, teve trabalho para superar o Vitória e ampliar para 33 o número de jogos em casa sem perder. No primeiro tempo, esbarrou numa marcação boa da equipe baiana e ainda amargou o gol contra de Yago, aos 43 minutos, em cruzamento de Marinho. A propósito, Marinho foi o jogador do Vitória que mais deu trabalho, mesmo no segundo tempo.

Cristóvão Borges mexeu no time no intervalo e colocou Marlone no lugar de Romero. E, com isso, obteve a reviravolta. Marlone entrou a todo vapor e logo aos 5 minutos empatou com um chute espetacular de fora da área. Além disso, ajudou na marcação e na armação. Tanto que participou do segundo gol, aos 26, marcado por Marquinhos Gabriel, de peito. O Vitória só criou uma chance, mesmo com boa distribuição em campo. Pouco para quem está perto da zona de rebaixamento.

Ficou claro que Cristóvão mantém a busca de formação equilibrada do meio para a frente. Desta vez, iniciou com Bruno Henrique, Romero, Elias, Rodriguinho. Só perto do final, colocou Giovanni Augusto em campo. O treinador não parece convencido a respeito de alguns jogadores. Mas, resultado à parte, o Corinthians do segundo tempo lembrou, em alguns instantes, aquele do ano passado: trocas de passes, paciência e rapidez no contragolpe.

 

Corinthians mantém a sombra no Palmeiras

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians continua numa toada forte – e até certo ponto surpreendente – na corrida pelo topo do Brasileiro. Em 14 rodadas, está ali, ponto a ponto, fazendo sombra ao Palmeiras na liderança. Neste sábado, bateu a Chapecoense por 2 a 0, foi a 28 pontos, assim como o rival, que joga na terça-feira com o Santos, no Allianz Parque.

O índice de aproveitamento com Cristóvão Borges é extraordinário. O técnico chegou para substituir Tite, perdeu a primeira e depois enfileirou quatro vitórias consecutivas – ou 80% no total. Uma subida incrível, para um time que ainda continua a passar por transformações e que se reconstrói desde o começo do ano.

O resultado foi merecido, pelo segundo tempo. No primeiro, não foi teve nada a destacar. Ao contrário, o Corinthians foi confuso, sem pegada; criatividade lá embaixo. A rigor, construiu uma jogada de gol. O adversário catarinense não ficou atrás; e parece ter perdido aquele ímpeto inicial, que o levou a ser o último a perder invencibilidade.

A mudança veio na etapa final, com o Corinthians ao menos ligado e que buscou o ataque. Tanto que abriu o marcador, com gol de Balbuena, de cabeça, e mal anulado pelo árbitro Ricardo Ribeiro. O juiz errou também no lance do gol de Rodriguinho: ele considerou normal a jogada que abriu o placar, mas Luciano, em impedimento, interferiu na visão do goleiro Marcelo Boeck. Um erro contra e outro a favor dos alvinegros.

Com 1 a 0, o Corinthians desestabilizou a Chapecoense e fechou a conta com Marquinhos Gabriel. Nona vitória e reação forte de quem achava, algumas rodadas atrás, que iria perambular pelo meio da tabela. Agora, jogou mais responsabilidade para o Palmeiras no clássico com o Santos.

 

Corinthians volta a fazer a coisa certa

Leia o post original por Antero Greco

O beabá de qualquer competição por pontos corridos indica que um time que pretende ser campeão não pode vacilar diante de adversário em situação inferior. O Corinthians conhece de cor essa lição e voltou a colocá-la em prática com aplicação. Na noite desta quarta-feira, recebeu o Santos em Itaquera, ganhou por 1 a 0 e se mantém no bloco de cima do Brasileiro. Simples e direto.

O gol custou a sair – veio com Giovanni Augusto lá pelos 36 minutos do segundo tempo. Na origem do lance, uma falta que jogadores do Santos reclamaram não ter existido. Mas a vantagem justificou o esforço da equipe que buscou mais o jogo, tentou a vitória. O Corinthians não foi excepcional; no entanto, não entrou em campo disposto a segurar o empate a qualquer custo, como fizeram os santistas. Dorival Júnior parece ter colocado 20 no gramado, todos atrás.

A desculpa do campeão paulista é aceitável – desfalques de gente como Lucas Lima, Gabriel e Ricardo Oliveira. Apenas a alma do conjunto. Mas não precisava exagera na retranca, à espera de um lance de contra-ataque. Walter praticamente assistiu ao jogo.

O Corinthians sentiu a dificuldade de passar pelo paredão do lado de lá. Dessa vez, o trio Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto e Guilherme não foi tão bem quanto nas vitórias anteriores sobre rivais em situação delicada (3 a 0 na Ponte, 2 a 0 no Sport) e criou menos do esperado. Sobretudo no primeiro tempo.

No segundo, houve melhora, menos para Marquinhos, que saiu aos 15 minutos e deu lugar para Lucca. Depois, Luciano é quem foi para o banco e entrou André. Não mudou muito e a posição de comando de ataque é um enrosco para Tite. O nó foi desfeito com o gol de Giovanni Augusto, que mantém o Corinthians no alto e afunda o Santos.

O Corinthians consegue paz para recompor-se. O Santos sente na pele a ausência de jogadores importantes. Enquanto a dupla Lucas Lima e Gabriel se valoriza na seleção, a equipe está na parte de baixo da classificação. O torcedor deve estar muito satisfeito com a CBF…

 

Corinthians faz o certo e Sport afunda

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians costuma levar ao pé da letra a lição de aproveitar-se de adversário instável. No meio da semana, sapecou 3 a 0 na Ponte Preta e deu uma reerguida. Neste domingo, lascou 2 a 0 no Sport e subiu muito na tabela. Sabe que o caminho para o sucesso passa por não ceder pontos para quem anda por baixo.

Não foi moleza, como se pode supor. Foi necessário um pouco de suor – mais pelo calor de Recife do que pela qualidade atual do Sport. Impressiona como caiu o time pernambucano. Um ano atrás, a esta altura, era das sensações da Série A, frequentava o topo da classificação e assustava rivais de porte.

O Sport de hoje é limitado, assustado e perdido. Não por acaso segura a lanterna, com 1 ponto. E dela não sai nesta rodada. Para complicar, na quarta tem clássico com o Santa Cruz, que o substituiu na condição de destaque do torneio. Oswaldo de Oliveira já é um dos que entram no alvo de mira da crítica e da cartolagem.

No primeiro tempo, houve equilíbrio, diria até com o Sport ligeiramente melhor na marcação. Tanto que impediu que Giovanni Augusto, Guilherme e Marquinhos Gabriel criassem. O Corinthians a rigor teve uma chance, contra ao menos três da turma da casa. Parecia promissor.

No segundo, o ritmo caiu, e ficou evidente que os dois lados sentiram os efeitos da temperatura de início de tarde. O Corinthians, um pouco mais solto, foi à frente e só não abriu o marcador numa finalização de Marquinhos Gabriel por causa de defesa preciosa de Marcão. O Sport tratou de responder e testou Walter.

A mudança veio com a saída de Luciano e a entrada de Lucca. No segundo lance de que participou, aos 24 minutos, o rapaz abriu o placar, ao completar de cabeça bola lançada por Giovanni Augusto. O gol desmontou o Sport, escancarou brechas. O segundo, aos 33, foi numa conclusão impecável de Marquinhos Gabriel. Ficou fácil daí pra frente. O Sport desmoronou e o Corinthians só gastou o tempo.

A tendência: Corinthians sobe, se estabiliza no bloco principal. O Sport entra em turbulência, surge como o primeiro dos candidatos para lutar contra o rebaixamento. E terá dificuldade. Em compensação, tem tempo para reagir.

 

Corinthians e Grêmio, empate sem graça

Leia o post original por Antero Greco

Ao fim dos noventa minutos foi difícil acreditar que os dois times que estiveram na Arena de Itaquera eram respectivamente o campeão e o terceiro colocado no Brasileiro de 2015. A estreia de Corinthians e Grêmio foi morna: 0 a 0 sem graça, indício do que pode vir deles nas próximas rodadas.

Ok, o Corinthians campeão não existe mais. O time teve várias peças principais negociadas antes do Paulistão. Mas já era hora de Tite ter dado um ritmo mais veloz à equipe, que voltou a jogar de  maneira previsível.

No ataque, André tem a antipatia da torcida, desde o pênalti perdido na Libertadores. No meio, Rodriguinho não deslancha. De bom, de expectativa otimista, ficou a atuação de Marquinhos Gabriel.

Aos 30 minutos do primeiro tempo, ele fez uma jogada de cinema: driblou quatro gremistas dentro da área, mas finalizou mal. A bola ainda sobrou para André, que estava impedido. E foi também de Marquinhos Gabriel, no segundo tempo, outro lance de efeito, quando serviu de calcanhar a bola para Fagner.

O Grêmio teve alguns bons momentos no início com Bolaños e Luan, mas foi gostando do empate e da ideia de que um ponto na casa do rival é para ser comemorado.

Nos últimos 15 minutos, o técnico Roger trancou o time para garantir o empate. Conseguiu, mas se expôs em demasia. E já nos descontos quase sofreu o gol. Primeiro numa jogada de Giovanni Augusto, que Luciano quase finalizou para a meta. Depois, quando Marcelo Grohe desviou uma bola traiçoeira cruzada na área.

Foi uma estreia preocupante para as duas torcidas. Pensar em título depois dela é só para os fanáticos. Vamos aguardar, que o torneio é longo…

(Com participação de Roberto Salim.)

Corinthians empata com Grêmio no Itaquerão

Leia o post original por Fernando Sampaio

maiconO Corinthians ficou no empate no Itaquerão.

Bom para o Grêmio.

Acertei o empate no Bolão, coloquei 1×1.

Acreditava em gols, faltou qualidade técnica para colocar a bola pra dentro.

Giuliano desperdiçou uma, Bobô duas…

Marquinhos Gabriel quase fez um golaço.

André saiu vaiado, Romero saiu bravo.

O Timão perdeu muita força ofensiva sem Jadson, Sheik, Guerrero, Renato Augusto…

O Corinthians terá muita dificuldade para chegar no G-4 com este elenco.

Dia de luta, dia de glória

Leia o post original por Odir Cunha


Professores: o clima na Vila para a decisão (Ivan Storti/ Santos FC).

Dia de final do Santos traz sempre uma nuvem de expectativa que nos acompanha o tempo todo. Há a angustiante espera pela vitória consagradora, mas há, também, o receio pela dor da derrota. São irmãos antagônicos que convivem com o torcedor enquanto houver vida e sonho.

Passamos o dia querendo ter a certeza de algo que não nos dá nenhuma garantia. O mundo do apaixonado por um time de futebol é dramaticamente incerto. De seguro só podemos ter a certeza de que nossos jogadores, aqueles que nos representam, usarão seu talento, sua força e sua alma para serem e nos fazerem felizes.

A única certeza que o santista tem nessas horas é a de que o Santos foi criado, há 103 anos, por um bando de garotos visionários para romper limites, ignorar os preceitos preestabelecidos, criar seu próprio caminho. E é isso o que tem feito.

Quando os adversários apostam que não se reerguerá mais, ele ressurge, tão forte, atrevido e imponente como nos seus melhores dias, seus melhores jogos, suas maiores conquistas. E por ser, mais do que todos, apenas futebol, sem o jogo ou a sujeira dos bastidores, o Santos é o lado bom e puro do esporte, o lado de quem acredita no mérito e nas vitórias apenas na bola.

Por isso, torcer para o Santos é uma boa causa. Sabemos que estamos do lado do time que não depende de conchavos políticos, verbas estatais, nem a bajulação da imprensa para continuar especial, predestinado. Sua força, repito, está apenas no futebol. No puro futebol, no futebol puro.

Sei que nesses dias de tensão, em que a angustia nos aperta o peito à espera do grande momento, é essencial conversar, falar e ouvir, colocar para fora nossos pensamentos e sentimentos sobre o jogo que decidirá o campeonato. Nessa hora, venha para cá e desabafe. Este blog existe pra isso. Não espere meu post sobre o jogo. Opine, analise, extravase suas emoções. Uma decisão de título jamais acaba com o apito do árbitro.

O que você tem a dizer sobre o Santos na decisão da Copa do Brasil?


Joguem por suas carreiras!

Leia o post original por Odir Cunha

Se você fosse o técnico do Santos, o que faria para motivar o time de reservas que deve enfrentar o Vasco neste domingo, às 17 horas, em São Januário? Como nem os titulares ganham fora de casa, será que o jeito é escalar qualquer um, falar qualquer coisa e colocar em campo uma equipe preparada para perder? Não, obviamente. Um real competidor jamais entra em campo com a única opção da derrota. E esse jogo contra o Vasco oferece mais alternativas do que parece. Vejamos cinco pontos a serem considerados:

1 – Talvez seja preciso usar os titulares

Não podemos nos esquecer de que neste sábado o Internacional enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, e o São Paulo recebe o imprevisível Figueirense. Se nem Inter e nem São Paulo vencerem seus jogos, o Santos poderá voltar ao G4 com uma vitória sobre o Vasco, amanhã.

Portanto, o Santos jogará já sabendo dos resultados de seus concorrentes, o que será uma vantagem. E como o último jogo do Santos no Campeonato Brasileiro será contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, eu diria que caso volte ao G4 neste domingo, o Alvinegro Praiano terá totais possibilidades de terminar a competição entre os classificados para a Copa Libertadores, tornando a final da Copa do Brasil menos vital para sua temporada de 2016. Assim, caso a vitória retorne o Santos ao G4, Dorival terá de rever a decisão de usar um time de reservas contra o Vasco, pois a partida se tornará importantíssima, uma verdadeira final.

2 – O jogo é decisivo para muitos jogadores

Talvez a partida não seja decisiva para o Santos, mas, certamente, é essencial para a carreira de muitos jogadores reservas, que neste domingo deverão ter mais uma oportunidade de mostrar que merecem continuar no clube em 2016. Fosse eu o técnico, deixaria claro que o desempenho de cada um contra o Vasco seria analisado com atenção e poderia ser determinante para sua permanência no Santos. Em outras palavras, eu diria: “Além de jogar pelo Santos, joguem por suas carreiras!”.

3 – A definição da vaga pode ficar para última rodada

Caso o Santos – toc, toc, toc – perca a final da Copa do Brasil para o Palmeiras, no meio da semana, sua última esperança de conseguir uma vaga na Copa Libertadores pode vir da última rodada do Campeonato Brasileiro, desde que, é claro, ainda conserve ao menos as chamadas chances matemáticas.

Nessa última rodada, o São Paulo irá a Goiânia enfrentar um Goiás que poderá depender da vitória para não ser rebaixado. Para isso, neste domingo, o santista tem de torcer para o Goiás vencer o Chapecoense, em Chapecó, jogo marcado para as 18 horas. A missão é difícil, mas não impossível. Se ganhar os três pontos em Santa Catarina, o Goiás talvez se safe ganhando depois do tricolor paulista.

Em sua última partida o Internacional receberá o Cruzeiro, que tem jogado bem. Um empate não seria nenhuma grande surpresa. Portanto, caso ainda vá para a última rodada com chances, o Santos ainda poderá conseguir a vaga para a Libertadores. Para isso, porém, é aconselhável que ao menos empate o jogo de São Januário.

4 – Dá para escalar um time competitivo, mesmo com reservas

Todo técnico tem as suas preferências, mesmo quando a maior parte da torcida não concorda com elas. Marcelo Fernandes era apaixonado pelo Lucas Otávio, o Batatinha; Dorival Junior gosta do Nilson, o Batatão. Temos de aceitar, já que o técnico é que vê os treinos, acompanha o trabalho diário dos jogadores. Porém, se o professor me permite, creio que mesmo usando reservas, com exceção do goleiro e de um jogador de armação, é possível o Santos montar um time competitivo para enfrentar o Vasco.

No gol manteria o Vanderlei porque é uma posição de enorme responsabilidade e não vejo qualidade suficiente no Vladimir e nem experiência no Gabriel Gasparotto para entrarem em jogo tão importante.

Na zaga, não dá para inventar muito. Werley dá calafrios, mas já jogou várias vezes e até já fez boas partidas. Ao seu lado, o garoto Paulo Ricardo só precisa fazer menos faltas bobas e se colocar melhor para bloquear o atacante antes que ele domine a bola.

Nas laterais, a lógica é Daniel Guedes na direita e Chiquinho ou Caju na esquerda. Não há como fugir disso. Do meio para a frente, não creio que o time de reservas tenha tão poucas alternativas como parece.

Se já está bem fisicamente, Alison tem de voltar. Espero também que o experiente Ledesma esteja melhor de fôlego, pois é outro que pode entrar numa boa. Se não der para o veterano, que volte o Batatinha. Ele é baixinho, tem problemas nas bolas altas, mas não é ruim tecnicamente e, desde que esteja bem motivado, certamente dará o sangue pelo time que aprendeu a amar desde criança.

Enfim, eu teria dois jogadores de marcação no meio-campo e dois que poderiam também ir mais à frente. Um deles seria o Leandro. O Dorival não pediu sua contratação? Então, meu caro, está na hora de o rapaz mostrar porque já foi tão valorizado no futebol brasileiro. Ao seu lado eu escalaria o segundo titular, ou meio titular, que é o Marquinhos Gabriel. Só com o Ledesma para armar, o time ficaria muito lento. O Marquinhos dá mais velocidade à saída de bola da defesa para o ataque.

Na frente, eu escalaria Geuvânio e Rafael Longuine. Ambos já atuaram por times pequenos, estão acostumados a se virar, quase sozinhos, contra um bando de defensores, sabem prender a bola e são atrevidos. Se o Longuine fez sete gols no último Campeonato Paulista jogando pelo Audax, pode muito bem fazer um golzinho em São Januário. O mesmo digo do Geuvânio, que tem repentes de gênio. Deixaria o Neto Berola no banco, como opção para o caso de o Vasco atacar com tudo e deixar muito espaço na defesa. Rapidinho, o Neto – bip, bip – Berola pode ser útil nessa situação.

Então, meu time para enfrentar o Vasco e manter as chances de o Santos conseguir uma vaga no G4 seria Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho (ou Caju); Alison, Ledesma (ou Lucas Otávio), Leandro e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola) e Rafael Longuine.

Pode não ser uma maravilha, mas o Vasco já perdeu, em casa, de times piores. Resta saber se Dorival treinou, preparou bem a equipe de reservas para o jogo deste domingo, ou se vai apresentar os jogadores pouco antes de entrarem em campo.

5 – Um “bicho” especial para motivar os reservas

Estamos carecas de saber que este, contra o Vasco, é o tipo de jogo em que o Santos entra desmotivado, se arrasta em campo e perde. Uma das maneiras de mexer com os jogadores, como eu disse, é destacar que o desempenho de cada um será analisado pela comissão técnica. Outra forma, talvez mais interessante, seja oferecer um “bicho” extra pela vitória.

Mesmo que ofereça, digamos, um prêmio de 10, 20 ou mesmo 30 mil reais para cada jogador que atue contra o Vasco, o Santos ficará no lucro caso eles consigam a vitória, pois a diferença de premiação do sexto lugar, posição que o Santos ocupa no momento, para o quinto ou quarto lugares, já valerá, com sobras, o investimento.

Se permanecer na sexta posição, o Santos receberá R$ 1,4 milhão. Se pular para quinto, R$ 800 mil a mais, ou R$ 2,2 milhões, e se terminar em quarto, R$ 1,8 milhão a mais, ou R$ 3,2 milhões. Portanto, vale muito a pena motivar de todas as formas os jogadores que enfrentarão o Vasco.

E pra você, como o Santos deve ser montado para jogar em São Januário?