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MP e PM aprovam torcedor infiltrado em clássico de torcida única em SP

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Os clássicos de torcida única em São Paulo criaram uma legião de torcedores que vai ao estádio do adversário sem camisas de seu time e que torce em silêncio. Esses infiltrados estarão presentes nos dois clássicos entre são-paulinos e corintianos pelas semifinais do paulista, mas não preocupam as autoridades de segurança pública. Assim, não serão “caçados” pela Polícia Militar.

“Se percebemos que um torcedor está com a camisa do visitante escondida, ele não entra. Mas não podemos tirar do estádio quem comprou ingresso e não está criando problema. Se identificarmos visitantes que estão torcendo em silêncio, vamos dar atenção à proteção deles. Só vai ser convidado a se retirar quem criar tumulto ou tiver a sua segurança ameaçada pela torcida da casa”, afirmou o tenente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior, do segundo batalhão de choque da Polícia Militar.

Por sua vez, o promotor Paulo Castilho, ferrenho defensor do modelo de torcida única, espera um grande número de corintianos neste domingo no Morumbi. “Chutando, acredito que de 15% a 20% do público vai ser formado por torcedores do Corinthians”, declarou ele.

Castilho também não se preocupa com os infiltrados. “Esse torcedor não é violento, não é desordeiro. Vai, assiste ao jogo em silêncio e volta para casa tranquilo. Não temos nada contra a presença dele nos estádios”, disse Castilho.

Tanto o tenente-coronel como o promotor descartam a ideia de as instituições nas quais trabalham concordarem em breve com a volta dos clássicos com duas torcidas. Eles apontam uma redução drástica na violência em jogos entre os principais rivais estaduais desde a implantação do modelo atual para justificar a decisão.

MP cobra Corinthians por obras sociais ligadas à arena. São até R$ 12 mi

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O Ministério Público de São Paulo cobra na Justiça o Corinthians e a prefeitura por não cumprimento de acordo que manteve a cessão ao Corinthians do terreno em que foi construído o estádio do clube.

A cobrança pode chegar a R$ 12 milhões (mais correção), valor total das contrapartidas prometidas, que incluíam a construção de uma creche ainda não entregue. A quantia deve ser paga pelo clube, de acordo com o que está escrito em sentença de 2011 pela qual o trato foi homologado.

No último dia 9, a Justiça deu 20 dias para Corinthians e prefeitura se manifestarem. E ainda pediu para o MP esclarecer se o Tribunal de Contas do Município não pode entrar no caso. Uma cópia da decisão foi enviada também para a BRL Trust, que cuida do fundo que administra a arena corintiana.

Por sua vez, o departamento jurídico do alvinegro confirmou a cobrança ao blog e afirmou que vai explicar nos autos todas as contrapartidas que já foram entregues. Disse ainda que a creche exigida no acordo está sendo finalizada.

O acordo previa que o Corinthians precisava reservar R$ 300 mil mensais para obras sociais (como hospitais e escolas, além de creches). Assim, assumiu uma dívida com a prefeitura referente às contrapartidas até 2019. Seriam R$  4 milhões em obras sociais até 2014 e o restante nos cinco anos seguintes. Como há o entendimento por parte do MP de que o investimento não foi feito, o valor total deve ser cobrado antecipadamente conforme prevê o acordo.

O clube pode conseguir descontar da cobrança o valor que já foi gasto.

MP pede instauração de inquérito policial sobre denúncias no Corinthians

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A promotora de Justiça Maria Cláudia Andreatta Hirt determinou instauração de inquérito policial para apurar denúncias de supostos crimes cometidos nas categorias de base do Corinthians.

O caso deverá ser recebido na próxima sexta-feira pelo Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), que vai definir se as investigações serão feitas por um distrito policial próximo ao Parque São Jorge ou ficarão sob responsabilidade de uma delegacia especializada em lavagem de dinheiro.

Serão investigadas principalmente denúncias do empresário americano Helmut Nik Apaza, que afirma ter sido vítima de golpes aplicados por um funcionário do clube, que deixou o cargo após ser acusado, e pelo menos um conselheiro.

 Apaza declara que pagou US$ 60 mil por 20% dos direitos econômicos de Alisson, atleta que tinha menos de 16 anos na ocasião, assim não tinha contrato profissional e não existia o que ser vendido. Ele também alega que desembolsou US$ 50 mil por uma carta que lhe dava permissão para representar o Corinthians nos Estados Unidos. Esse dinheiro nunca entrou nos cofres do clube.

As acusações chegaram ao Ministério Público pelas mãos de Romeu Tuma Júnior, conselheiro alvinegro que protocolou uma representação criminal no Juizado do Torcedor. No entanto, o órgão entendeu que o caso era complexo demais e deveria ser analisado pelo Gaeco, especializado em crime organizado. Por sua vez, o Gaeco não viu indícios de organização criminosa nas ações e acionou a promotoria criminal.

Gaeco não vê crime organizado no Corinthians e repassa denúncias sobre base

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O Gaeco, divisão do Ministério Público de São Paulo especializada em crime organizado, não viu indício de organização criminosa no Corinthians e repassou as denúncias que recebeu sem abrir uma investigação. As acusações de supostas irregularidades nas categorias de base alvinegras foram encaminhadas para promotoria criminal comum, que agora vai decidir o que fazer.

É a segunda mudança de mãos no MP no caso que envolve acusações do empresário americano Helmut Niki Apaza.  Ele diz ter sido vítima de golpes aplicados nas categorias de base do clube por um funcionário, que deixou o Corinthians após a confusão, e pelo menos um conselheiro.

Primeiro, Romeu Tuma Júnior, membro do Conselho Deliberativo alvinegro, entregou representação pedindo investigações ao Juizado Torcedor. O órgão, porém, entendeu, que as denúncias eram complexas e fugiam de seu campo de atuação. Assim, repassou o pedido ao Gaeco.

Nesta semana, a promotoria criminal deve decidir que rumo dará ao caso.

Após SPFC se sentir prejudicado, PM muda venda de ingressos em clássicos

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No primeiro clássico com torcida única na capital paulista, no último domingo, contra o Palmeiras, o São Paulo acredita que foi prejudicado por uma antiga determinação que, para evitar confrontos entre torcedores, veta a venda de ingressos horas antes das partidas envolvendo os principais rivais do Estado. A proibição faz parte de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado pelos clubes em 2006 em acordo com o Ministério Público.

Foram 21.016 ingressos vendidos até às 12h, quando as bilheterias tiveram que ser fechadas. Desse total, cerca de 5 mil foram comprados no dia do jogo. O São Paulo calcula que deixou de negociar de 3 mil a 5 mil bilhetes com a proibição. Na partida contra o Internacional, por exemplo, foram comercializados 8 mil tíquetes no dia do jogo.

A queixa dos são-paulinos é de que a Polícia Militar deveria ter liberado a venda até a hora do clássico já que a partida era de uma torcida só.

Um dia depois do jogo, a PM avaliou que não há motivos para determinação continuar valendo e informou ao blog que nos clássicos de torcida única os bilhetes poderão ser comercializados sem interrupção a partir de Corinthians x Santos, nesta quarta.

“Tivemos uma reunião (nesta segunda) e conversamos com o Ministério Público. Não faz sentido encerrar a venda antes em clássicos de torcida única. Não houve problema nenhum no jogo de domingo, mas não poderíamos tomar uma decisão sem falar com o Ministério Público”, disse ao blog o tentente-coronel Luiz Gonzaga de Oliveira Júnior.

Ele também informou que a Polícia Militar não tem registros de brigas entre torcedores no entorno do Morumbi e nem em outros pontos da cidade no dia do clássico. A ocorrência de confrontos fez com que a Secretaria de Segurança Pública determinasse os clássicos de torcida única em São Paulo.

Em 2016, organizadas paulistas zombam uma vez por mês de autoridades

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Em 2016, pelo menos uma vez por mês membros de torcidas organizadas paulistas debocharam das autoridades de segurança pública do Estado. Até abril, foram registrados ao menos quatro casos em que esses torcedores agiram como se estivessem caçoando de policiais militares e civis, promotores e juízes.

A sequência começou na final da Copa São Paulo. Integrantes da Gaviões da Fiel acenderam sinalizadores no jogo contra o Flamengo no Pacaembu. Além de mostrarem que não estavam nem aí para o fato de Federação Paulista punir torcidas nesses casos, eles desmoralizaram a revista feita pela PM. Deixaram claro que quando querem entrar com algo vetado nos jogos têm boa chance de conseguir.

No final de fevereiro, para o espanto de juízes, promotores e policiais, o ex-presidente da Gaviões, Douglas Deúngaro, o Metaleiro, ameaçou Alex Sandro Gomes, o Minduim, também integrante torcida, dentro de uma sala do fórum de Santana. Diante de policiais militares ele chegou a dizer que arrancaria o pescoço de desafeto, que é assessor do deputado federal Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians.

Prova maior de ousadia seria dada apenas dois dias depois, no início de março. Minutos após deixarem o fórum da Barra Fundo, onde as principais torcidas paulistas tinham se reunido com o Ministério Público, o presidente da Gaviões, Diguinho, e seu secretário, Cris foram espancados no estacionamento do centro de compras em que tinham deixado o carro. Ou seja, o MP acabou sendo usado para um acerto de contas entre torcidas rivais, já que o ataque foi perto do fórum.

Os agressores mostraram não terem nenhum receio de serem pegos ao agirem debaixo do nariz do Ministério Público. E os agredidos não tiveram constrangimento, segundo investigação da polícia, de recolher objetos que teriam sido usados na ação. Para os policiais, eles não têm interesse em que os rivais sejam punidos pela Justiça. Preferem a vingança.

Em abril, a polícia prendeu um membro da Mancha Alviverde acusado de participação na emboscada a Diguinho. No mesmo dia, policiais reviraram a sede da Gaviões em busca de porretes que teriam sido usados na agressão e recolhidos. Nada foi encontrado, mas a demonstração de que as autoridades estavam apertando o cerco sobre torcedores violentos tinha sido dada.

A sensação de que a situação estava sob controle, porém, virou pó dois dias depois, quando palmeirenses e corintianos protagonizaram pelo menos quatro brigas na cidade antes e após o jogo entre os dois times no Pacaembu. O serviço de inteligência não foi capaz de evitar os confrontos. Assim como o esquema de segurança montado para tirar os corintianos do Pacaembu não impediu que eles agredissem palmeirenses perto do estádio.

O saldo do domingo sangrento foi uma pessoa, que não era ligada à torcida organizada, morta longe do Pacaembu, antes do jogo.

Apesar de os líderes das organizadas negarem que as brigas tenham sido combinadas pelas cúpulas das torcidas, é possível interpretar as confusões em diferentes cantos da cidade como mais um desafio às autoridades e demonstração de que os vândalos não temem ser punidos.

 

Testemunha diz ter sido intimidada, e MP decreta sigilo no “caso Maidana”

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O procedimento do Ministério Público paulista que investiga se houve lavagem de dinheiro na transferência de Iago Maidana para o São Paulo no ano passado teve seu sigilo decretado.

A medida foi tomada pelo promotor Arthur Pinto de Lemos Júnior, do GEDEC (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos), porque ao menos uma testemunha afirmou ter sido intimidada. Assim, o segredo sobre o que for dito e apurado tem a intenção de proteger os envolvidos, de acordo com o MP.

Por conta do sigilo, não é possível saber quem alega ter sido intimidado, a identidade do suposto intimidador e o que foi feito exatamente. O certo é que agora a promotoria investiga também essa acusação.

Enquanto o procedimento era público, o blog teve acesso a ele e revelou que houve uma denúncia de suposto uso do dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) para a compra de Maidana pelo Monte Cristo, de Goiás, junto ao Criciúma, com dinheiro da Itaquerão Soccer. O clube goiano e a empresa afirmaram ao blog que a origem do dinheiro é lícita.

O atleta foi comprado pelo Monte Cristo por R$ 400 mil e revendido em seguida para o São Paulo por R$ 2 milhões. Como mostrou o blog, Maidana disse ao MP que acertou seus salários com o São Paulo antes de rescindir o contrato com o Criciúma e assinar com o Monte Cristo, clube no qual ele admite que nem chegou a pisar.

Maidana é chamado no MP para esclarecer transferência para SPFC

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O Ministério Público paulista iniciou investigação sobre o caso Iago Maidana, jogador contratado pelo São Paulo no ano passado, após registro em um clube ponte e investimento de empresários, procedimento vetado pela Fifa.

Foram notificados para prestar esclarecimentos no MP no próximo dia 24, Maidana e, na condição de testemunha, Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu, ex-candidato à presidência do clube tricolor e um dos conselheiros que enviaram uma série de denúncias envolvendo a administração de Carlos Miguel Aidar para a promotoria.

A notificação foi pedida pelos promotores Arthur Pinto de Lemos Júnior, Roberto Victor Anelli Bodini, Marcelo Batlouni Mendroni e Joel Carlos Moreira Silveira, todos do  Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão à Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos). O MP pretende estender a investigação a clubes pequenos do Estado que supostamente serviriam como pontes para empresas. Por isso, também tomou providências em relação ao Brasa, clube de Mirassol.

O promotor ainda determinou que o departamento jurídico a CBF envie documentos referentes a todos os jogadores negociados por Monte Cristo, de 2010 a 2015, e Brasa, de 2008 a 2013. Dirigentes do Criciúma e do Monte Cristo também serão ouvido.

Antes de desembarcar nas categorias de base do São Paulo, Maidana foi envolvido numa operação em que a empresa Itaquerão Soccer admitiu ter pago R$ 800 mil por 30% de seus direitos econômicos junto ao Criciúma. Ele ficou dois dias registrado no Monte Cristo, de Goiás, e viu 60% de seus direitos econômicos serem vendidos ao São Paulo por R$ 2,4 milhões.

 

 

Opinião: Neymar pai erra ao deixar filho exposto

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Acuado por autoridades espanholas e brasileiras, Neymar pai não pode ser considerado culpado até que os processos terminem. Ele, sua mulher, e seu filho, também acusados de sonegação, não podem ser julgados precipitadamente.

Porém, na opinião deste blogueiro, um grave erro já foi cometido pelo pai do craque: expor seu filho.

Não havia necessidade de o craque do Barcelona aparecer numa entrevista para o Fantástico rebatendo o Ministério Público. Também não era necessário o atleta publicar no site oficial do jogador uma nota fazendo questionamentos ao procurador Thiago Lacerda. Essa poderia ter ficado na conta só das empresas da família envolvidas na denúncia. Seria melhor deixar o atleta longe da trincheira.

Por mais que o atacante tenha agido por vontade própria, era dever de seu pai, que se preocupou com a carreira do filho desde pequeno, blindá-lo.

Enquanto se debate, o Neymar mais velho pode quebrar a redoma que ele mesmo criou para proteger o atacante e ver o desempenho dele em campo ser prejudicado por questões externas.

O pai já tinha exposto desnecessariamente o filho quando assinou um compromisso com o Barcelona em plena vigência do contrato com o Santos. Apesar de legal, a manobra, depois de revelada, despertou a ira de parte da torcida santista por saber que o jogador enfrentou o Barça na humilhante derrota na final do Mundial de Clubes já vendido para o clube catalão.

Não teria sido melhor deixar de ganhar alguns milhões e preservar a imagem do filho de ídolo no Vila Belmiro? Tanto naquele episódio como agora, o pai de Neymar falhou na missão de deixar o atacante tranquilo para jogar futebol. Afinal, não é para isso que suas empresas são muito bem remuneradas?

MP acompanha investigação sobre briga envolvendo torcida ajudada pelo SPFC

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O Ministério Público paulista decidiu acompanhar de perto as investigações da Polícia Civil sobre a briga de torcedores “organizados” do São Paulo com a Polícia Militar, em partida contra o Rondonópolis, no último domingo, em Mogi das Cruzes, pela Copa São Paulo.

O MP poderia aguardar a conclusão do inquérito, mas preferiu indicar dois promotores para acompanhar os trabalhos desde o início. Com isso, pode atuar na investigação fazendo solicitações aos investigadores. A missão ficará com Kleber Henrique Bastos, do Juizado Especial Criminal, e Leandro Lippi, da promotoria do júri.

Cerca de 15 pessoas ficaram levemente feridas após integrantes de pelo menos uma uniformizada, a Independente, principal torcida do São Paulo, entrarem em confronto com guardas civis e a Polícia Militar. A briga começou depois de torcedores serem impedidos de entrar no estádio lotado. A entrada era gratuita.

Câmeras registraram na confusão membros da Independente, que recebe ingressos do clube e dinheiro para seu desfile de Carnaval, conforme disse à “Folha de S.Paulo”, o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em entrevista publicada nesta quarta.