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Por que chance de reaproximação entre Neymar e Santos é pequena?

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A eleição presidencial no Santos, em dezembro, promove na Vila Belmiro a discussão sobre a relação do clube com Neymar. Pelo menos dois candidatos, Nabil Khaznadar e José Carlos Peres, declaram ser favoráveis à reaproximação da instituição com o atacante. Ambos afirmaram essa intenção ao blog, por isso são citados. Aliado do presidente Modesto Roma Júnior, candidato à reeleição, disse ao blog que a direção também tem interesse em fazer as pazes. Nos bastidores, porém, a diretoria não confirma a intenção.

Apesar do desejo de parte dos conselheiros de que o relacionamento seja reconstruído, hoje a chance de isso acontecer mesmo se Modesto perder a eleição é pequena.

O estafe do jogador considera a reaproximação inviável, mesmo que Nabil Kaznadar, amigo do atacante e do pai dele, seja eleito. O entendimento é de que a instituição feriu Neymar ao pedir sua suspensão na Fifa (a entidade rejeitou o pedido) por suposta irregularidade na transferência para o Barcelona e que não houve mobilização no clube para defender o ídolo. O gesto não é visto como atitude isolada de um dirigente e que possa ser esquecida facilmente com sua saída.

Ao mesmo tempo, a atual diretoria avalia que não há um fato novo que justifique uma aproximação. O sentimento na cúpula ainda é de que Neymar e seu pai agiram com intenção de fazer o Santos receber menos do que deveria com a transferência. A direção também se defende afirmando que seu alvo principal na Fifa foi o Barcelona e que o pedido de suspensão para o atacante era uma obrigação formal decorrente das regras da entidade. Em entrevista ao UOL Esporte, Modesto diz não ver problema no distanciamento em relação a Neymar.

O cenário atual aponta como tendência que, se o atual mandatário for eleito, a situação ficará como está. E se ele perder a eleição, seu substituto terá trabalho para tentar apagar as mágoas carregadas por Neymar e seu pai.

 

Cinco motivos do estafe de L. Lima para ele não topar renovação antecipada

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Os estafe de Lucas Lima aconselhou o jogador a não aceitar a oferta de renovação contratual antecipada com o Santos. O compromisso termina em dezembro e ele já pode firmar pré-contrato com outro clube. Abaixo, veja os principais argumentos usados para convencer o meia.

1 – A oferta do Santos é considerada muito boa para os padrões nacionais pelo estafe de Lucas Lima, porém, a avaliação é de que livre de compromisso com o Santos, não é difícil conseguir uma proposta europeia melhor. Principalmente porque, como o interessado não terá que pagar pelos direitos econômicos, pode oferecer gordas luvas.

2 – Ao afirmar publicamente que Lucas tinha uma data para responder se aceitava a oferta santista, Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, expôs o jogador na opinião dos responsáveis pela carreira do meia. Na ocasião, ele chegou a ser vaiado por torcedores. O argumento passou a ser que é arriscado estabelecer um vínculo longo com um clube que, supostamente, não protege seu atleta como deveria.

3 – Caso aceite o novo contrato válido por cinco anos, Lucas Lima terá 32 anos no final dele. Se o compromisso chegar até o fim, nessa idade, será muito mais difícil, em tese, conseguir um contrato tão bom como o que pode obter agora. Assim, a oportunidade de o jogador lucrar com uma negociação sem que o novo clube tenha que pagar pelos direitos econômicos é vista como única.

4 – Assinar com o Santos agora significa o fim da chance de atuar na Europa antes da Copa do Mundo de 2018. A passagem pelo futebol europeu é vista pelo estafe do meia como importante para melhorar seu nível e aumentar as chances de estar na seleção de Tite.

5 – Para os profissionais que aconselham Lucas, ele não precisa ter pressa para definir seu futuro. Deve esperar as propostas aparecerem e estudar cada uma com calma. A avaliação é de que uma definição rápida só é vantajosa ao Santos. O estafe do jogador nega acerto com Barcelona ou outra equipe. E assegura que a oferta santista foi a primeira a ser recebida. Então, o melhor seria esperar outras proposta para fazer comparações, mas optar pela permanência é uma hipótese considerada bem remota.

Presidente do Santos tenta convencer Dorival de que não existem ‘sombras’

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O presidente do Santos quer aproveitar os dias de convivência com Dorival Júnior no Peru para tentar convencer o treinador de  que a sombra de Vanderlei Luxemburgo ou de outro técnico não ronda a Vila Belmiro.

Modesto Roma Júnior pretende conversar muito com Dorival antes da partida desta quinta contra o Sporting Cristal, pela Libertadores, com a intenção de acalmar o treinador que, como noticiou o UOL Esporte, acredita que há um trabalho de pessoas no clube para promover o retorno de Vanderlei Luxemburgo.

“Enquanto eu for presidente, o Luxemburgo não trabalha no Santos. Acho que a época dele já passou. Não existe treinador melhor do que o Dorival disponível no mercado”, afirmou Modesto ao blog.

Ele deve repetir esse discurso ao técnico, além de já ter dito algo semelhante para o empresário de Dorival, Edson Khodor, que procurou o dirigente para saber se procedia o interesse em Luxa.

No caso específico de uma troca por Luxemburgo, o blog apurou que Modesto tem usado o discurso de que nem Marcelo Teixeira, ex-presidente e alinhado com o atual mandatário defende o retorno do treinador, com quem trabalhou no clube.

Apesar da defesa feita por Modesto, Dorival recebe muitas críticas de conselheiros situacionistas. Também na contramão do discurso do presidente, conforme mostrou o UOL Esporte, Levir Culpi está no radar do alvinegro.

Relacionamento abalado entre elenco e direção faz parte da crise santista

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Entre os ingredientes da atual crise do Santos está o relacionamento abalado entre parte significativa do elenco e a diretoria. O motivo é a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas, que ainda não foi assimilada por muitos do grupo.

O ex-funcionário fazia a ligação entre a comissão técnica e a direção, além de ser próximo do elenco e visto como conselheiro que conseguia contornar eventuais incômodos dos jogadores em relação à diretoria. Essa mediação ficou prejudicada com sua saída.

Após a demissão, em fevereiro, os santistas protestaram não dando entrevistas depois de baterem o Red Bull por 3 a 2, no último dia 12. A manifestação irritou Modesto Roma Júnior. O presidente santista cobrou os atletas por falta de profissionalismo no episódio na opinião dele.

O cartola deixa claro que não aceita interferência dos atletas em questões administrativas.

Parte dos jogadores se sente sem diálogo com a diretoria e desamparada desde a saída do gerente, apesar de nenhuma nova manifestação pública ter sido feita.

Já a direção alega que não foi procurada por nenhum descontente, não acredita em insatisfação e nem vê motivos para jogador ainda fazer bico por causa do afastamento do funcionário.

Presidente do Santos diz que Chape não pagará salários de emprestados

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Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, afirmou ao blog que seu clube vai pagar integralmente os salários de jogadores que eventualmente emprestar para a Chapecoense como parte de uma ação coletiva de agremiações brasileiras para ajudar o time catarinense a se recuperar do desastre aéreo ocorrido na Colômbia.

“Não é uma decisão só do Santos. Inicialmente, foi conversado que todos que participam do movimento vão pagar os salários dos atletas que emprestarem para que a Chapecoense não tenha custos”, disse o dirigente. Os empréstimos também serão gratuitos.

Nesta terça, clubes brasileiros lançaram um pacote de medidas em solidariedade ao time de Chapecó. Até o início da tarde, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Portuguesa, Joinville, Coritiba, Cruzeiro, Vasco, Fluminense, Botafogo, Atlético-PR e Tupi tinham aderido ao movimento. Porém, o blog não conseguiu confirmar com os demais se pagarão na totalidade os salários dos jogadores que emprestarem.

Ainda existem pontos a serem acertados, como por exemplo quantos atletas serão emprestados e quantos cada time vai oferecer. “Está tudo muito recente ainda, mais para frente vamos conversar para definir os detalhes”, disse Modesto.

Neymar, Gabigol e agora Giva: por que a briga Barcelona x Santos não para

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Uma transferência complexa, envolvendo vários contratos, incluindo amistoso, prioridade em jogadores das categorias de base, acordo antes da final do Mundial de Clubes de 2011 e 40 milhões de euros repassados a empresa comandada pelo pai de Neymar é a origem da guerra sem fim vivida por Barcelona e Santos.

Já são pelo menos três ações na Fifa, uma movida pelo clube brasileiro contra o espanhol e Neymar e duas dos catalães em face do Santos.

Desde que Modesto Roma Júnior, presidente santista, foi à Fifa para questionar os valores da venda de Neymar, o Barcelona passou a examinar as cláusulas da negociação com lupa e a tomar medidas consideradas pelo Santos como retaliação. Além de Neymar, o imbróglio já envolveu Gabigol e Giva. A disputa ainda tem reflexos na política santista. A seguir, entenda melhor esse embate milionário e envolto em rancor.

Declaração de guerra

Em maio de 2015 o Santos interpôs uma demanda arbitral na Fifa contra Barcelona e Neymar para pedir indenização equivalente a diferença entre os 17 milhões de euros que cobrou para vender o jogador e 80 milhões de euros, que seria a quantia verdadeiramente desembolsada pelo Barcelona. No entender do clube brasileiro, o time espanhol e o pai do jogador montaram uma operação para beneficiar a família do jogador financeiramente em detrimento ao alvinegro. Barcelona e Neymar pai negam esse procedimento.

Contra-ataque

Sete meses após ser questionado na Fifa, o Barça deu o troco respondendo ao Santos que não pagaria bônus de 2 milhões de euros previsto em contrato pelo fato de Neymar ter sido finalista do prêmio de melhor do mundo dado pela federação internacional. Os espanhóis alegaram que se os santistas contestam o contrato de transferência, não podem exigir o cumprimento de cláusulas dele.

Gabigol

Em setembro deste ano, foi a vez de o Barcelona reclamar na Fifa de o Santos não ter dado o prazo de três dias, previsto em contrato, para os catalães responderem se exerceriam o seu direito de preferência e cobririam a oferta da Inter de Milão por Gabigol. A prioridade havia sido dada na venda de Neymar. Em carta endereçada ao Barcelona, o Santos deu um dia para o clube se posicionar, alegando que havia recebido a proposta dos italianos na véspera e que se esperasse três dias a janela de transferências se encerraria. Só que Gabriel já tinha feito exames médicos na Inter e se despedido na Vila Belmiro antes de a correspondência ser enviada.

Giva

O episódio mais recente é a queixa do Barcelona na Fifa pelo fato de o Santos, ao vender Neymar, ter dado preferência ao Barça na compra de Giva sem ser o dono majoritário dos direitos dele. O Santos detinha apenas 20% direitos econômicos do jogador, que acabou saindo do clube de graça. Agora, os espanhóis pedem na federação internacional que os brasileiros devolvam a quantia paga pela prioridade em Giva, Gabigol e Victor Andrade.

Rixa política

Para dirigentes do Barcelona e membros do estafe de Neymar o imbróglio todo começou por rixa política no Santos. Entendem que os últimos presidentes do clube se acostumaram a contestar decisões de seus antecessores. Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ao assumir a presidência, rompeu com a DIS, parceira do clube na gestão de Marcelo Teixeira, que apadrinha o atual presidente. Modesto brigou com a Doyen, considerando, com o apoio do Conselho Deliberativo, que a gestão anterior negociou jogadores com a empresa de maneira irregular. Em seguida, o cartola atacou Neymar e Barcelona depois de a DIS questionar os valores da transação.

Jogo duro

Após ser denunciado na Fifa, o Barcelona entendeu que não poderia facilitar a vida do Santos. Foi assim na venda de Gabigol. Se a relação entre os clubes fosse boa, como não tinha interesse em contratar o atacante, o clube poderia ter respondido no prazo exigido pelo Santos que não exerceria seu direito, sem fazer questão do período de três dias. Exigir o cumprimento de cada linha dos contratos passou a ser prioridade para os catalães.

Retaliação

A diretoria do Santos não fala abertamente, mas nos bastidores os cartolas dizem que o time espanhol está esperneando por causa da ação na Fifa sobre a venda de Neymar e passou a retaliar o clube brasileiro com ações como o não pagamento de bônus e as queixas referentes a Neymar e Gabigol.

Problema interno

A guerra com o Barcelona pode ter ao menos uma consequência interna para o Santos. Influentes membros do Conselho Deliberativo avaliam que o Barça está certo em sua queixa sobre o prazo para responder a respeito de Gabigol não ter sido respeitado. Só que se o Conselho Deliberativo punir Modesto por poder causar prejuízo financeiro ao Santos, o órgão dará munição ao Barça para receber indenização. Não há consenso sobre o que deve ser feito.

Em carta, Santos admitiu dar prazo menor para Barça decidir sobre Gabigol

Leia o post original por Perrone

 

O blog teve acesso à carta que o Santos enviou no último dia 29 para o Barcelona avisando sobre a proposta da Internazionale de Milão pelo atacante Gabriel. No documento, assinado por três dirigentes, incluindo o presidente Modesto Roma Júnior, o clube brasileiro reconhece que deu menos tempo para o Barça decidir se igualava a oferta do que estabelecido em contrato firmado na venda de Neymar em 2013.

O comunicado gerou novo atrito entre as duas equipes. Ele começa com o Santos explicando que de acordo com o Contrato de Colaboração em Matéria de Futebol de Base e Reconhecimento de Direitos Sobre Jogadores, concede ao Bracelona a opção de preferência pela quantia de 29,5 milhões de euros à vista.

“De acordo com a referida parte 4 (do acordo), o Barcelona teria um período de três dias uteis para exercer sua preferência. Contudo, o Santos FC recebeu a oferta de um terceiro clube ontem, 28 de agosto, e, como o Barcelona está completamente ciente, qualquer transferência para a Europa precisa ser completada não depois de 31 de agosto. Numa situação tão urgente, nós gentilmente pedimos para o Barcelona se manifestar até o dia 30 às 5h (no horário de Santos) ou 10h (no horário de Barcelona). Por favor, apesar de o Santos estar ansioso por receber sua pronta resposta para essa carta, no caso de nenhuma resposta ser recebida até o prazo fixado acima, a falta de resposta será considerada renúncia aos direitos de preferência”, diz trecho do documento que dá um prazo menor do que estabelecido em contrato para o Barça se decidir.

Além disso, na data em que o Santos afirma ter recebido a oferta (a Inter não é citada na carta), Gabigol já tinha ido para Itália, feito exames médicos, tirado foto segurando a camisa da nova equipe e voltado para o Brasil para fazer sua despedida na Vila Belmiro justamente no dia em que o documento foi enviado ao Barça.

Os espanhóis usam esses fatos para alegar que seu direito de preferência não foi respeitado. Estudam uma ação na justiça para pedir de volta 3,2 milhões de euros que pagaram pela prioridade em três jogadores da base santista além de uma indenização. Eles responderam ao Santos no dia seguinte afirmando que precisavam conhecer detalhes da proposta para tomar uma decisão e aconselhando o clube brasileiro a não realizar a transferência para evitar que o acordo de preferência fosse ferido.

Por sua vez, o presidente do Santos disse ao blog que propostas oficiais só chegam após a realização do exame médico e que foi o caso em relação a Gabigol.

Abaixo leia na íntegra reprodução da carta em inglês.

Reprodução

Os porquês do bairrismo

Leia o post original por Odir Cunha

modesto roma - placar 1
modesto roma - placar 2 Revista Placar de 5 de março de 1976 mostra como pensava Modesto Roma, pai do presidente atual do Santos.

O bairrismo, por si só, não é bom ou ruim. Baseia-se na crença, ou no sentimento, de que as coisas, concretas ou abstratas, de nosso bairro, nossa cidade, nossa região, merecem tratamento superior às de outros bairros, cidades ou regiões. Ser bairrista não significa, necessariamente, odiar o que é de fora, o estrangeiro. Veja que Portugal é o país considerado o mais hospitaleiro da Europa, no entanto é assumidamente bairrista.

O bairrismo de Portugal tem sua lógica. País pequeno, com apenas 10 milhões e meio de habitantes, o quase milenar Portocale teme que sua cultura seja dominada pelos estrangeirismos. Há regras rígidas até para se batizar uma criança por lá. Nomes que não são de origem portuguesa, como Wendel, Willian, Walter, Waldemar e Vivian, entre muitos outros, são proibidos nos cartórios. O português quer preservar, a todo custo, a última flor do Lácio.

Nós, torcedores do Santos que não moramos em Santos, sentimos na pele a força do bairrismo que é alimentado há décadas por alguns grupos da cidade praiana. Que eu me lembre, o grande presidente santista Athié Jorge Cury não era bairrista. Ele levou o Santos para jogar no mundo todo, e com os dólares que trazia manteve o melhor time do mundo por muitos anos. Onde, estaria, então, a origem desse bairrismo que ainda hoje freia os sonhos de crescimento do clube?

Digo “freia” porque é um bairrismo bem diferente do que se vê em Portugal. Não se trata de preservar a cultura ou a tradição de um povo, mas sim de apenas impedir que mais pessoas contribuam para o crescimento de uma instituição que conquistou adeptos em todo o mundo e agora, à força, querem que volte à sua dimensão anterior – algo tão difícil como fazer a rolha da champanhe voltar a tampar hermeticamente a boca da garrafa.

Um amigo santista acaba de me enviar uma revista Placar de 5 de março de 1976 que pode nos dar alguma pista das origens desse sentimento exclusivista que toma conta de alguns torcedores do Alvinegro Praiano. Nessa revista, há uma matéria de cinco páginas sobre o Santos, intitulada “Os feitiços da Vila”, na qual o presidente do clube na época, o senhor Modesto Roma (São Vicente, 15 de julho de 1907 – Santos, 6 de março de 1986), pai do atual presidente, pregava que o mesmo time que conquistou o mundo deveria voltar a ser apenas de sua cidade.

O velho Roma dizia, em março de 1976, que a saída financeira para o Santos era jogar na Vila Belmiro. Porém, conforme as súmulas dos jogos daquele período, impressas no Almanaque do Santos FC, escrito por Guilherme Nascimento, o quadro que se via era o mesmíssimo do atual, com o time conquistando seus maiores públicos nos jogos na Capital Paulista, e ainda colecionando muito mais derrotas na Vila Belmiro do que em São Paulo.

É preciso lembrar, ainda, que naquela época o Urbano Caldeira não tinha camarotes, os ingressos eram mais baratos e se permitia vender entradas para se assistir aos jogos de pé. Isso podia fazer a Vila receber públicos de até 30 mil pessoas, como ocorreu em 15 de fevereiro de 1976, quando, diante de 31.662 torcedores, o Santos foi goleado pelo Palmeiras por 5 a 0. Na maior parte dos jogos no seu estádio, porém, nesse mesmo período de 1976, o público era até menor do que hoje, como diante da Portuguesa Santista (5.104 pessoas), São Bento (3.977), Botafogo (7.838) e nos amistosos contra Saad (1.173), Ponte Preta (1.438) e Marília (4.002).

Mesmo mandando todos os seus jogos na Vila, o Santos não se classificou para a fase final do Campeonato Paulista, ficando em quinto e penúltimo lugar no Grupo C, atrás de Palmeiras, Ponte Preta, América e Noroeste. Os jogos de maior público com mandos do Santos, em 1976, ocorreram no segundo semestre, durante o Campeonato Brasileiro, nas partidas contra o Internacional, no Morumbi (83.995 pessoas) e Bahia, no Pacaembu (42.233 pagantes).

modesto roma - placar - frase

Certamente, Modesto Roma, que presidiu o Santos de 1975 a 1978, queria o melhor para o clube e agiu da maneira que julgou a mais correta para mantê-lo competitivo. Entretanto, depois de um primeiro semestre desastroso, percebeu que não poderia alijar dos destinos do Santos a grande torcida santista da Capital e recorreu a ela para recuperar as finanças do Santos.

Essa visão, abrangente e universal, é a que seria a mais indicada hoje, em que o clube estuda a participação em um empreendimento milionário que exigirá um investimento que ele não tem e ao mesmo o afastará da sua maior massa de torcedores, a mesma que socorreu o Santos quando Pelé parou e a imprensa esportiva de São Paulo já apostava que o Alvinegro Praiano voltaria às suas origens humildes.

Modesto Roma - capa da Placar de 5 de marco de 1976

Felizmente, Modesto Roma, o pai, percebeu a armadilha e aprumou o Santos no caminho que o consolidou, mesmo sem Pelé e os ídolos da década de 1960, como um dos maiores e mais populares times de futebol do Brasil. O que se espera agora é que, nesse momento delicado para a vida do clube, seu filho tenha a mesma visão e sabedoria, e saiba aliar as vantagens de ter o clube sediado na tranquila e aprazível cidade de Santos, com a enorme e apaixonada massa de torcedores que conquistou no planalto.

E você, o que acha disso?

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Estafe de Gabigol teme que Europa afete desempenho dele na Rio-2016

Leia o post original por Perrone

O estafe do atacante Gabriel do Santos avalia que se ele acertar agora a ida para o futebol europeu seu desempenho na Rio-2016 pode ser afetado. Esse é o motivo da decisão de deixar para depois da Olimpíada a definição sobre o futuro do jogador, segundo o empresário Wagner Ribeiro.

“Não estou passando nada das propostas para o Gabigol.  Concentro tudo e só depois dos Jogos Olímpicos vamos conversar para ele decidir porque não queremos que o rendimento dele seja afetado. Existe o risco de uma transferência prejudicar o desempenho”, afirmou Ribeiro ao blog.

O posicionamento é diferente do adotado pelo palmeirense Gabriel Jesus, que disputa a Olimpíada do Rio já negociado com o Manchester City e tem jogado menos do que sabe.

Para a diretoria do Santos, porém, outro motivo para o estafe de Gabigol não ter pressa é a expectativa de novas ofertas aparecerem.

Ribeiro afirma ter propostas oficiais de Juventus de Turim, Inter de Milão, Atlético de Madri e Leicester, atual campeão inglês, mas Modesto Roma Júnior, presidente do alvinegro, só confirma ter recebido as ofertas italianas.

Santos não tem pressa com Gabigol por esperar oferta inglesa

Leia o post original por Perrone

O Santos não tem pressa para resolver a situação do atacante Gabriel porque espera uma proposta da Inglaterra. Empresários que não são ligados ao atacante avisaram ao clube que estão tentando colocar o jogador no futebol inglês. Existe a expectativa de que o Leicester apresente uma proposta oficial.

Nesse cenário, Modesto Roma Júnior, presidente santista, não pressiona Gabigol a responder se aceita a uma das duas propostas italianas feitas por Inter de Milão e Juventus de Turim. A demora dá mais tempo para chegar uma eventual oferta inglesa. Como o atacante não demonstra pressa, a avaliação santista é de que ele também aguarda algo dos ingleses.

A situação do Santos é confortável porque os dois clubes que oficializaram interesse em Gabigol já chegaram a números que agradam à diretoria, desde que o atleta aceite deixar 18 milhões de euros nos cofres alvinegros. A Inter ofereceu 25 milhões de euros pelos 100% dos direitos econômicos do jogador, e a Juventus fez proposta de 20 milhões.

Santos e Gabriel têm uma fatia de 40% cada. Mas o alvinegro só é obrigado contratualmente a fechar negócio se ficar com 18 milhões de euros. O clube ainda briga na Justiça por outros 20% pertencentes a Doyen Sports.