Arquivo da categoria: Muralha

“Mortos”

Leia o post original por Rica Perrone

“Depois da chegada da internet…”, pára! Já tá errado. Internet é meio de transmissão, não uma forma de mídia. Mídia é impressa, video, áudio. A forma com que isso é transmitida às pessoas é outra coisa. Logo, não foi a internet que “fudeu tudo”.  Foi a falta de leitura do cenário. Quando o Flamengo diz …

Opinião: Muralha também é um pouco vítima no Flamengo

Leia o post original por Perrone

Que Muralha tem feito uma temporada irritante para o torcedor do Flamengo não se discute. Porém, o goleiro não é o único vilão nessa história. O arqueiro também é um pouco vítima na Gávea. E a final da Copa do Brasil deixou isso claro.

No segundo jogo com o Cruzeiro, Muralha foi vítima da irresponsabilidade da comissão técnica que no mínimo permitiu a infantil estratégia de pular antecipadamente para o mesmo canto em todos os pênaltis. Lembrou aquela história do estudante que não domina a matéria e escolhe a mesma letra para responder a todas as perguntas do teste.

Era obrigação dos preparadores de goleiro Victor Hugo e José Jober e do técnico Reinaldo Rueda orientar e preparar melhor o goleiro para a decisão. O treinador tem a obrigação de acompanhar os preparativos de cada atleta e deveria ter alertado para a pequena chance de sucesso do mirabolante plano bolado.

A linha definida soa como falta de confiança no trabalho de Muralha e pouco empenho para reverter o histórico de mal pegador de pênaltis ostentado por ele.

O episódio torna legítimo se colocar em dúvida a preparação dada ao arqueiro diariamente, mesmo para quem não acompanha os treinos da equipe como este blogueiro. Será que as recentes falhas de Muralha e Thiago são decorrência apenas de deficiência técnica de ambos ou há algo errado na preparação dos goleiros flamenguistas? Acredito na segunda hipótese. E isso deveria ser levado em conta pelos que massacram Muralha.

Coitado do Muralha

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Até lembra Barbosa-50!

Pobre Muralha.

Humilhado, criticado e ridicularizado por parte do jornalismo do Rio e por quase toda a imensa torcida do Flamengo.

O seu apelido – do que tanto gostamos em nosso futebol a partir do inventor Charles Miller – virou motivo de chacota, e de desconfiança, como não se via na Gávea desde Waldomiro-66.

Aliás, o Flamengo adora crucificar goleiros.

O saudoso paranaense Waldomiro foi acusado de ter sido comprado por Castor de Andrade naquela histórica decisão do Campeonato Carioca de 1966.

Ora, o Bangu de Paulo Borges era muito melhor, goleou o time de Almir Pernambuquinho por 3 a 0 e sobrou para o goleiro que morreu, sempre inconformado, em Curitiba em 1994.

Antes, o icônico argentino Domingues, já veterano, ex-Real Madrid, também havia sido acusado de suborno em um igualmente histórico Fla-Flu.

E mais antes ainda, em 1963, o mineiro Marcial fez a mais espírita e espetacular defesa já vista no “maior do mundo” em chute à queima-roupa de Escurinho em outro memorável Fla-Flu.

Foi 0 a 0, Flamengo campeão com o empate perante o maior público da história do Maracanã e Marcial virou herói “para sempre”.

Nada disso, foi só por pouco tempo.

Andou falhando posteriormente e teve seu passe vendido ao Corinthians de Wadih Helu.

Aliás, Marcial, mineiro de Tupaciguara, foi o primeiro jogador-médico do Timão.

Certo, Dr. Sócrates?

Agora, a vitima do momento é o Muralha.

Injustiça!

O título do Cruzeiro tem vários outros donos, além do mérito dos mineiros.

O Diego “tinha direito” de bater tão mal seu pênalti?

O Luiz Flávio de Oliveira de Oliveira não mandou bater de novo por quê?

Ora, o ótimo Fábio “rogerioceniou”!

Na verdade, os flamenguistas da arquibancada e do teclado deram um tiro no pé ao crucificar o Muralha após aquele Flamengo e Paraná Clube no Espírito Santo.

Forçaram a barra, humilharam seu goleiro e o menino Thiago entrou na fogueira no primeiro jogo decisivo da Copa do Brasil.

Batendo roupa, não deixou o Flamengo ganhar por 1 a 0.

Com o 0 a 0 de quarta-feira o Mengão teria sido o campeão.

Foi vingança dos céus e dos deuses da bola.

Humilharam Alex Muralha e o título rubro-negro desmoronou.

E você, Muralha, deixa para lá, siga sua vida e saiba que logo, logo os flamenguistas arrumarão outro Cristo de camisa 1.

Ingratos, injustos, maldosos.

Foram vice de novo.

Bem feito!

OPINE!!!

As vezes tem lógica

Leia o post original por Rica Perrone

Era óbvio que se um goleiro fosse falhar na final, seria o do Flamengo. Que se um fosse brilhar, seria o Fábio. Mais óbvio que isso apenas a redenção do Muralha nos pênaltis. E quando o juiz apitou, aposto, não teve um brasileiro vivo que não pensou:  “Futebol é foda. O Muralha vai sair herói”. …

As vezes tem lógica

Leia o post original por Rica Perrone

Era óbvio que se um goleiro fosse falhar na final, seria o do Flamengo. Que se um fosse brilhar, seria o Fábio. Mais óbvio que isso apenas a redenção do Muralha nos pênaltis. E quando o juiz apitou, aposto, não teve um brasileiro vivo que não pensou:  “Futebol é foda. O Muralha vai sair herói”. …

O craque, o goleiro, a definição

Leia o post original por Antero Greco

Pênalti, meu amigo, é coisa séria. Momento que consagra ou arrasa, que ergue ou destrói mitos. Ainda mais em decisão de campeonato. Nessas horas, necessariamente haverá um herói e um vilão. Não tem escolha, não existe meio-termo. Sem alternativa. Sem saída.

Numa hora, ocorrerá o erro – a bola na trave, pra fora, por cima chutada pelo batedor. Ou o goleiro que a deixou passar por baixo do corpo. Ou, o que é muito costumeiro, o próprio goleiro que cresceu na frente do cobrador, virou monstro, agarrou, espalmou, mandou o perigo para longe. Garantiu o troféu, arrasou o adversário.

Pois foi esta última imagem que prevaleceu na noite da quarta-feira no Mineirão. Depois do 0 a 0 no tempo normal, com esporádicas jogadas de maior emoção, Cruzeiro e Flamengo foram no tira-teima das penalidades para ver quem ficava com a Copa do Brasil.

A turma celeste foi impecável nas finalizações – cinco cobranças, cinco gols. Os rubro-negros falharam uma, a terceira, na batida de Diego que desviou nas mãos de Fábio. 5 a 3, Cruzeiro pentacampeão. O maior de todos, que de novo se junta ao Grêmio. O Fla ficou no quase. O goleiro saiu como destaque, o craque, o regente rubro-negro, baixou a cabeça…

Foi o fecho de um duelo amarrado, em que nenhum dos dois lados se arriscou. Desde o primeiro minuto, predominou a cautela. Parecia que um e outro sabiam que o menor vacilo seria suficiente para selar a sorte do jogo. O Fla esboçou impor-se nos primeiros minutos, tocou a bola, foi à frente. O Cruzeiro controlou os nervos e aos poucos se soltou.

Equilíbrio, marcação forte de lado a lado, porém sem truculência, tampouco catimba. Só mais cadência e olho vivo. Muralha e Fábio apareceram pouco, passaram batidos – ou perto disso. Já mais perto dos minutos finais, Guerrero fez jogada individual e testou os reflexos do indestrutível goleiro da Raposa. Fábio desviou para escanteio.

E só. O Cruzeiro finalizou pouco, assim como o Flamengo. Diego não brilhou – e, ainda por cima, perdeu a chance dele. Thiago Neves também esteve aquém do habitual, no Cruzeiro. Compensou com o fecho de ouro na quinta cobrança de pênaltis. As duas equipes se ressentiram de jogadas arquitetadas por seus maestros.

Defesas não comprometeram, os meias foram bem, os atacantes andaram no ostracismo. Poderia ter sido uma final mais intensa, com muitos “ohhhsss!” das torcidas. Foi discreta, embora com a tensão implícita em todo jogo desse quilate.

Deu Cruzeiro, primeiro brasileiro já garantido na Libertadores de 2018. Ao Fla, resta a Sul-Americana para ainda neste ano fazer uma festa de título. Se serve como consolo…

 

Eles sabem como vai ser

Leia o post original por Rica Perrone

Devo ter conversado com uns 40 rubro-negros e uns 15 cruzeirenses nos últimos dias. Eles tem absoluta convicção de que só há dois roteiros para a decisão, e não há um só cidadão que tenha coragem de discutir com a história do futebol e dizer que de véspera eles não tem razão. Porque daria Flamengo? …

Eles sabem como vai ser

Leia o post original por Rica Perrone

Devo ter conversado com uns 40 rubro-negros e uns 15 cruzeirenses nos últimos dias. Eles tem absoluta convicção de que só há dois roteiros para a decisão, e não há um só cidadão que tenha coragem de discutir com a história do futebol e dizer que de véspera eles não tem razão. Porque daria Flamengo? …