Arquivo da categoria: Na Cara do Gol

Que venha o Real Madrid!

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: Lucas Uebel/GFBPA

Que seria um jogo difícil já esperávamos, mas com tamanha dramaticidade, incluindo prorrogação, foi pra lesar o coração gremista. O mexicano Pachuca em alguns momentos do confronto chegou a estar melhor que o Grêmio. O time gaúcho só assumiu as rédeas da partida no final da etapa regulamentar. O gol salvador, porém, só mesmo na primeira etapa do tempo extra com Everton, coelho tirado da cartola de Renato. Gol bonito, digno de repetições mundo afora. O embate, entretanto, esteve longe de ser bonito. Exceção feita à elegância do meia japonês Honda e da ousadia de um nem tão brilhante (hoje) Luan, tudo muito burocrático. Contra o Real Madrid, que deve passar com certa facilidade pelo Al Jazira, o Grêmio vai ter que se superar e Renato terá que ampliar seu repertório mágico.  Haja coelho na cartola.

Moleza? Que nada!

Leia o post original por Celso Cardoso

Estou na contramão daqueles que consideram que o Brasil pegou um grupo “molezinha” na Copa do Mundo da Rússia. Não trata-se de pessimismo, mas de serenidade. A Suiça, embora tenha se classificado na repescagem, perdeu apenas um jogo, para Portugal, depois de uma sequência de nove vitórias seguidas. Na estreia, contra a Brasil, deve armar aquele ferrolho parecido com o utilizado contra a favorita Espanha na África do Sul quando venceu por um a zero; e no Brasil, a Argentina suou pra eliminar os suiços nas oitavas pelo magro placar de 1 a 0.

A Costa Rica que surpreendeu o mundo em 2014 ao ficar em primeiro num grupo que tinha Itália, Inglaterra e Uruguai fez bons jogos nas Eliminatórias, perdendo apenas para o México e para o Panamá (na última rodada). Venceu os favoritos Estados Unidos duas vezes, uma delas por 4 a 0.  Outra que deve montar uma retranca daquelas pra encarar a seleção.

E pra fechar, a Sérvia que também fez ótima eliminatória. Perdeu apenas um jogo, na penúltima rodada, fora de casa, para a Austria.  Dependendo dos resultados, talvez tenha que atacar o Brasil para sobreviver. Se bem que independentemente dos outros resultados, vitória brasileira seja a única maneira de evitar os alemães já nas oitavas-de-final. Não há dúvida de que a Alemanha, pra variar, é maior favorita para a conquista do título.

Além dos adversários, as viagens longas são outra barreira a ser ultrapassada pelos comandados de Tite. Quase 2.600 quilômetros em 11 dias. Muita “estrada” pra pouco tempo disponível. Voos frequentes e cansativos. Mas se dia 15 desembarcar para a festa em Moscou, é o que vale! Valeu todo esforço!

Teremos G9?

Leia o post original por Celso Cardoso

Uma questão pode influenciar na torcida (ou não) para times que não são os escolhidos para morar no coração do torcedor: a abertura de vagas extras na próxima edição da Libertadores. Com a conquista do Grêmio ontem na Argentina já temos G8. A nova vaga poderá ser aberta se o Flamengo logo mais passar pelo Atlético Junior em Barranquilla, na Colômbia e assim continuar na briga pelo título da Copa Sul-Americana. Em caso de classificação o Mengão brigará pela taça na final contra o argentino Independiente. Botofogo e Vasco, rivais tradicionais do rubro-negro têm interesse nesta conquista, uma porta que poderá se abrir para a competição mais importante do continente. Mas pra garantir o troféu e fazer a festa, o Flamengo precisa jogar muito mais do que tem jogado. Tem bom elenco, porém não joga à altura da expectativa da plateia. A hora é agora!

Foto: Lucas Uebel/Grêmio

Grêmio campeão!

A conquista do tri da Libertadores pela equipe gaúcha merece mais do que apenas uma leve citação no texto acima. O Grêmio de atuação digna de orgulho nos dois jogos da final. Se no primeiro tempo da partida de Porto Alegre foi aquém do esperado e quase viu o Lanús marcar, no segundo tempo daquele jogo e nos dois tempos da decisão em La Fortaleza, o tricolor gaúcho deu nó no adversário, soube agredir quando teve chance e fechar a porta como o nome do estádio do rival sugeria. O Grêmio foi cirúrgico, preciso e forte como um campeão deve ser. Ratifica a fama de copeiro e se junta a Santos e São Paulo como os brasileiros mais vencedores na Libertadores. Agora é tentar a sorte no Mundial de Clubes. Uma final contra o Cristiano e companhia é um sonho prestes a se tornar realidade. Parabéns, Grêmio e “até a pé nos iremos!”

A taça é da Fiel

Leia o post original por Celso Cardoso

O título já tinha vindo na vitória sobre o Fluminense. Faltava a taça, tão cobiçada, tão querida, objeto de desejo quando há 37 rodadas foi dada a largada da corrida pelo Brasileirão 2017. Entre a conquista do título e a entrega da taça, a pior derrota da temporada imposta pelo Flamengo: 3 a 0. Nada, entretanto, que tirasse o brilho da campanha e a alegria do torcedor. Hoje em Itaquera, mais de 46 mil torcedores pagaram ingresso pra ver o empate contra o Atlético Mineiro, em jogo agradável e de boa performance corintiana. A vitória não veio, mas nada que minimizasse o prazer da festa. Romero, Jô, Fagner, Carille e companhia encheram a taça de beijos. Posaram pra fotos orgulhosos do feito. E devem se orgulhar mesmo. Surpreenderam com uma campanha histórica no primeiro turno e administraram no segundo quando o rendimento caiu. Ainda há o desfecho contra o Sport, no próximo domingo, porém já é hora de pensar no futuro. Dois campeões não continuarão no ano que vem. Pablo e Arana estão de saída.  Há de de se reforçar, afinal o Timão não começará 2018 como a quarta força.

Adeus rebaixamento!

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O São Paulo minimizou os risco de rebaixamento quando emplacou três vitórias seguidas algumas rodadas atrás. E mesmo sem vencer nos últimos quatro jogos, o empate de hoje com o Botafogo livrou matematicamente o Tricolor de uma vexatória queda para a Série B. A notícia serve de alento para o torcedor que pagou ingresso para assistir à partida no Pacaembu. Foi um 0 a 0 modorrento típico de divisão inferior. Tirando uma chance que Pratto desperdiçou ao chutar na trave, o que se viu foi um show de horrores. Passes errados, displicência e total incompetência pra organizar minimamente uma jogada. O São Paulo melhorou um pouquinho quando Cueva entrou na partida, ele que não se apresentou conforme combinado depois de servir à seleção peruana e tem sua situação discutida internamente. Foi pro jogo, mas segue com a barra suja. Sobre o campeonato, ainda faltam dois jogos e a Libertadores é um sonho que poucos ousam sonhar. Praticamente impossível. O que vale é que o Tricolor escapou do pior, mas precisa reavaliar os rumos do clube. Se não mudar a maneira de ver o futebol tende a passar perrengue em 2018. Como diz o mestre Muricy “a bola pune”.

Fluminense, Flamengo ou Atlético?

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: divulgação/SCCP

Por mais que Grêmio, Santos e Palmeiras mantenham chances matemáticas de conquistar o título, raros são aqueles que acreditam realmente que o Corinthians não será o campeão do Brasileirão 2017. Se ao vencer o Palmeiras numa espécie de final antecipada a conquista parecia certa, com os tropeços dos rivais ontem, enquanto o líder ampliava vantagem em Curitiba, só falta programar a cerimônia de entrega das faixas. A pergunta que fica é quando será oficializado o feito. Caso o Grêmio, novamente maior concorrente corintiano, tropece diante de Vitória ou São Paulo, os dois jogos em casa, o Timão pode sagrar-se campeão se vencer o Fluminense na próxima quarta-feira, desde que tenha vencido também o Avaí no próximo sábado.  E são boas as chances! Os dois próximos jogos do líder serão em Itaquera, onde a equipe tem conquistado os melhores resultados nos últimos meses. Seria uma justa festa por tudo o que fez o time de Carille, especialmente no primeiro turno com aproveitamento histórico. Ok, o segundo turno foi lamentável, ainda assim mantém oito pontos de vantagem faltando cinco rodadas para o desfecho do campeonato. Como questionar uma campanha dessa, por mais que se discuta o nível técnico do principal torneio do País?  Caso venha a tropeçar em seus domínios, a festa pode até acontecer no Rio contra o Flamengo ou em São Paulo contra o Atlético Mineiro. O Corinthians finaliza o torneio contra o Sport no Recife, certamente campeão pela sétima vez na história. Quanto a isso, não há dúvidas!

Nova cara, velhos modos.

Leia o post original por Celso Cardoso

Não há dúvidas de que quando o árbitro erra e prejudica seu time, a situação gera revolta, inconformismo e descontentamento. Também não há dúvidas de que existem erros e “erros”, por mais que na essência tenham o mesmo efeito destrutivo. A questão em pauta é se o equívoco é escandaloso ou se é absolvível do ponto de vista humano. Quando não há a necessidade de recorrer ao apoio eletrônico pra ver que determinado lance foi irregular, trata-se de clara incompetência ou má fé. Já quando se faz necessário recorrer a uma linha pra verificar que o peito do jogador está à frente por centímetros, como ocorreu ontem, trata-se de erro passível de absolvição.

Por conveniência ou serenidade, Carille usou justamente esse argumento pra analisar a conduta da arbitragem no clássico. O técnico corintiano já teve postura semelhante quando sua equipe fora prejudicada por detalhes que escapam da capacidade do olhar humano.

Do outro lado, Alberto Valentim usou o erro como principal argumento pra justificar a derrota para o rival: ” … Tudo começou por um erro muito grande da arbitragem. E depois ainda teve o Gabriel. Nunca vi um jogador que está fora entrar e depois voltar, sinceramente”, disse ele após o clássico.  Antes ele já usara a expressão “muito irregular” pra definir o gol de Romero, realmente impedido, mas só constatado com imagem repetida e congelada. Sobre Gabriel, não poderia ser punido se o auxiliar autorizou a entrada dele em campo, conforme relatado ao árbitro Anderson Daronco. Lances compreensíveis se houver o mínimo de serenidade. O chororô e a revolta verbalizada parecem mais estratégia pra esconder o real motivo da derrota para o Corinthians: o time palmeirense jogou pior, simples assim. Seria mais digno!  Valentim, mesmo que pese o calor do momento, perdeu a chance de mostrar que realmente é uma inovação, como tem feito o colega Carille. Desculpas escondem frustrações, mas não por muito tempo. A máscara nunca demora a cair. Que pena! Uma nova cara, mas com os velhos modos.

Dérbi memorável

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O jogo de hoje em Itaquera indubitavelmente ficará pra sempre na memória de corintianos e palmeirenses. Para os palestrinos, um gosto amargo, certo inconformismo com a arbitragem e frustração por ver o título escapar para as mãos rivais. Já para a Fiel torcida, será lembrado pela postura da equipe que encarou o jogo como final de campeonato e levou a melhor sobre o histórico inimigo, e mesmo sem evitar o peculiar sofrimento que acompanha o corintiano ao longo dos tempos soube vencer com futebol convincente e com maturidade de campeão.

A partida se desenhava equilibrada, o Palmeiras começou ligeiramente melhor, porém o Corinthians foi se soltando e em dois minutos construiu uma vantagem e tanto. Romero, milimetricamente impedido (só perceptível na repetição lenta da imagem), e Balbuena se encarregaram de abrir 2 a 0. Mina diminuiu e Jô, de pênalti, ampliou – por mais que questionem, Daronco acertou na marcação da penalidade. Tudo isso em 10 minutos, num jogo eletrizante e cheio de alternativas. No segundo tempo, Moisés, num rebote do bom Pablo, marcou um golaço pra botar o Palestra no jogo. O Timão, entretanto, soube se segurar e construir uma vitória que praticamente lhe garante o título de campeão brasileiro. Performance surpreendente para quem vivia fase de crise e campanha de rebaixado. Vitória pra dar moral e recolocar as coisas no lugar. São seis pontos de vantagem sobre o Santos e oito sobre Palmeiras e Grêmio faltando seis jogos pra terminar o Brasileirão. Matematicamente, bastam quatro vitórias pra soltar o grito. Talvez nem precise disso. O tempo dirá!

Ares de final

Leia o post original por Celso Cardoso

O bom senso diz que a taça num sistema de pontos corridos é conquistada ao longo da competição, da primeira à última rodada todos os jogos são decisivos. Insanidade discordar da tese, por mais do contra que você seja. Por outro lado, inegável também o fato de que Corinthians e Palmeiras decidem o campeonato neste domingo. “Mas e o Santos?” deve estar perguntando o santista ou qualquer outra pessoa mais sensata. O Santos está na briga sim, pode até tirar proveito deste confronto, ao mesmo tempo que é uma incógnita agora sob o comando de Elano. O futebol apresentado pelo quadro da Vila  também não o credencia como postulante ao título. Por isso, as atenções se voltam à Itaquera e seus ares de final.

O Corinthians ainda goza de boa vantagem considerando que faltarão apenas seis rodadas depois do clássico. Uma vitória sobre o rival, domingo, praticamente sela a disputa. Aumenta a vantagem que já é grande e enche de moral equipe cuja confiança está abalada com a forte aproximação dos rivais, fruto da queda já prevista lá trás pelo gremista Renato Gaúcho. Derrota, entretanto, vai aprofundar o estrago psicológico e as estruturas do Parque São Jorge vão sofrer abalos sísmicos avassaladores. Mesmo mantendo ainda dois pontos à frente do arqui-inimigo difícil imaginar que a equipe de Carille encontre forças pra sair dos escombros. É morte certa, derradeira.

Por outro lado, o Palmeiras sabe que só a vitória pode salvar uma temporada que parecia morta, mas que acordou do coma com a chegada de Valentin. O mérito do novo comandante, abrir as portas pra Keno e Borja, jogadores que estão fazendo a diferença nos últimos jogos. São as maiores esperanças de sucesso no clássico de domingo. Se mantiverem o ritmo, podem colocar fogo de vez num campeonato morno na maior parte do tempo. Salvam a si mesmos e, de quebra, o combalido Brasileirão 2017.  Se em Itaquera a energia será corintiana com mais de 40 mil apoiadores, fora dela, o Palmeiras será gritado por centenas de milhares que querem ver o circo pegar fogo. Aos santistas, um empate será de bom tamanho, desde que vençam o Atlético Mineiro de Robinho, tarefa aparentemente muito mais difícil. De certo mesmo, é que o clássico de domingo será disputado do início ao fim de maneira tensa e emocionante. Uma final antecipada! Que esteja à altura das expectativas nele colocadas.

São Paulo sobe, já o Santos…

Leia o post original por Celso Cardoso

Lucas Lima. (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

O clássico de hoje no Pacaembu foi bem movimentado, especialmente no primeiro tempo quando saíram os gols da partida, todos golaços, diga-se de passagem. Mas se os gols foram bonitos, o mesmo não se pode dizer da partida. Muitos erros de passes, poucas chances criadas e rara inspiração. Melhor para o São Paulo que soube aproveitar os vacilos santistas e agora respira bem mais tranquilo na briga pra fugir da degola. Venceu a segunda seguida, ganhou confiança e moral nesta luta pela sobrevivência.

Sobre o Peixe… Se alguém acordou do coma e assistiu ao jogo não vai acreditar que o Santos está na briga pelo título. O futebol do time apresentado por Levir Culpi foi de tirar a paciência até de monge budista. Erros absurdos de passes, muitas vezes fruto de displicência e falta de concentração. Lucas Lima nem de longe lembra aquele atleta que teria despertado o interesse do Barcelona (segundo dizem) e que chegou à seleção brasileira. Foi o pior da partida e em alguns momentos ficou a sensação de que realmente ele não estava afim de jogar. Mais digno seria deixar o clube de vez, caso essa sensação corresponda à verdade. Não é a queda técnica apenas que chama a atenção, mas sim a falta de entrega, a pulsação ausente que beira à falta de profissionalismo.  Não se trata apregoar amor ao clube e sim de justificar o que se ganha com suor e vontade.