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Mirem-se no Vasco

Leia o post original por Odir Cunha


Na Copa do Brasil do ano passado foi assim…

O Vasco é o adversário que o Santos precisa vencer logo mais, às 21h45, na Vila Belmiro, para continuar sonhando com o título brasileiro, mas também é o clube que em sua eleição presidencial, concluída ontem, nos deu uma lição do que não fazer para dividir as oposições e deixar o poder novamente nas mãos de um cartola do futebol adepto de velhos e discutíveis métodos de dirigir um clube, como é o senhor Eurico Miranda.

Das três chapas que concorriam à eleição vascaína, uma era a do atual presidente, o eterno Eurico Miranda, e outras duas de opositores: Julio Brant e Fernando Horta. Apenas pouco antes de começar a apuração Horta resolveu desistir e passou a pedir a seus seguidores que votassem em Brant, mas já era tarde. Eurico acabou sendo reeleito com 2.111 votos, contra 1.975 de Brant. O detalhe é que o desistente Fernando Horta teve 421 votos, que somados aos de Julio Brant teriam dado uma vitória folgada a este oposicionista.

Tememos que o mesmo possa ocorrer no Santos. Se Andrés Rueda e Nabil Khaznadar não se unirem a José Carlos Peres em uma chapa única de oposição, a reeleição de Modesto Roma se tornará bastante provável na eleição de 9 de dezembro. Como as filosofias de Peres, Rueda e Nabil são bem parecidas, o mais sensato é que estejam juntos, tornando a eleição santista um embate de ideias e procedimentos opostos e dando aos eleitores duas opções de voto claramente distintas.

Jogo é perigoso, mas Santos é favorito

Quanto ao jogo de hoje, vejo o Vasco com um elenco inferior ao do Atlético Mineiro, que o Santos derrotou sábado, porém com um espírito competitivo maior. Quem sabe aliviado pelo fim da eleição no clube, o time se solte e se empenhe em busca de uma vaga na Copa Libertadores. Respeito o atacante Nenê, que sempre joga bem contra o Santos. Apesar disso, porém, não dá para não considerar o Alvinegro Praiano como o favorito do confronto.

O técnico Elano, até agora com três jogos e três vitórias, deverá escalar o time com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Caju (ou Jean Mota); Alison, Renato e Lucas Lima; Arthur Gomes, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Essa equipe tem um bom sistema defensivo, melhorou muito no meio de campo com o crescimento de Alison e a volta de Renato, e também possui um ataque respeitável, em que a experiência de Ricardo Oliveira combina bem com a impetuosidade do garoto Arthur Gomes e a onipresença de Bruno Henrique, que vive a sua melhor fase no Santos.

O Vasco, do técnico Zé Ricardo, deve iniciar a partida com Gabriel Félix, Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean, Wellington, Pikachu, Mateus e Nenê; Andrés Ríos. A arbitragem será de Rafael Traci, auxiliado por Pedro Martinelli Christino e Rafael Trombeta, todos do Paraná. O jogo será transmitido pela TV Globo para quase todos os Estados.
Caminhada para o título

Faltam seis rodadas para acabar o campeonato e alguém pode dizer, com razão, que é muito difícil o Santos ganhar seis jogos consecutivos, três deles fora de casa. Eu concordo. Porém, a matemática tem as suas mágicas. Analisados um a um, todos os embates santistas até o fim da competição são ganháveis, a começar pela partida de hoje.

Os adversários de melhor técnica serão o Grêmio, na Vila, e o Flamengo, no Rio, porém estes estarão mais interessados em outras competições e provavelmente joguem com times mistos. Considero Chapecoense e Bahia, que receberão o Santos em suas casas, adversários difíceis também, mas é inegável que o Alvinegro Praiano tem mais possibilidades que ambos.

Quanto ao líder da competição, terá apenas um jogo em que é franco favorito: o Avaí, no Itaquerão. No mais, sairá para enfrentar Atlético Paranaense, Flamengo e Sport, e receberá os tradicionais Fluminense e Atlético Mineiro. Como vem cumprindo uma campanha muito fraca no segundo turno, não me surpreenderia se o alvinegro paulistano perdesse pontos em todos essas cinco partidas.

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santostd.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

E você, o que acha disso?

EMPREGO PARA TODOS

chapa cabide gigante pintada

Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?


Planos de nova chapa no Santos: dono estrangeiro, Pacaembu e paz com Neymar

Leia o post original por Perrone

Nas próximas horas, deve acontecer a confirmação de mais um candidato à presidência do Santos. Ele será indicado por uma união de parte dos grupos de oposição. O nome anunciado provavelmente será o de Nabil Khaznadar, empresário apoiado por Odílio Rodrigues na última votação, em 2014, mas que foi o menos votado.

O atual presidente, Modesto Roma Júnior, Andrés Rueda Garcia e José Carlos Peres já definiram que participarão do pleito, marcado para dezembro.

Formam a chapa defendida por Nabil os grupos Autênticos, Santos 2.1, Renovação e Santos que queremos.

Abaixo, vejas os principais trechos de entrevista com Nabil sobre as propostas de seu grupo.

Candidatura

“Tentamos a participação do Walter Schalka como candidato, mas ele declinou. Meu nome está forte, mas preciso ainda esperar a resposta de uma pessoa. Dependendo do que ela dizer, às 12h (desta quarta) serei candidatíssimo”, explicou Nabil.

Venda de ações do Santos

Uma das principais propostas é promover mudanças estatutárias para transformar o clube em empresa e vender ações. “Tudo o que eu queria é um chinês ou um americano comprando o meu clube e investindo nele. Mas é um processo demorado, precisamos preparar o clube legalmente e emocionalmente para isso. Acho difícil conseguir fazer durante o mandato, mas dá para preparar tudo”, disse Nabil.

Novo estádio

Outra medida é nterromper as negociações para a construção de um novo estádio conduzidas pela atual diretoria. Ao mesmo tempo fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo para realizar grandes jogos no Pacaembu, que está em processo de privatização. “O Santos não pode mais ter uma média de público de 7 mil pessoas. Não deixaríamos de jogar na Vila, mas usaríamos mais o Pacaembu e também estádios no interior para aumentar essa média de público para no mínimo 15 mil pessoas”, afirmou Nabil.

Categorias de base

A meta é estabelecer em 70% a fatia mínima do Santos nos direitos econômicos dos “Meninos da Vila”.

Liga de clubes

Transformar o Santos em líder de um movimento para a criação de uma Liga Nacional, reduzindo o poder da CBF.

Santistas notáveis

“Queremos a união de grandes santistas. Nos próximos 15 dias, devemos fazer um jantar, vamos convidar santistas como João Doria (prefeito de São Paulo), Bruno Covas (vice-prefeito) e Geraldo Alckmin (governador de São Paulo) para trocar ideias”, contou Nabil.

Paz com Neymar

Nabil é amigo de Neymar e seu pai desde 2010. Ele pretende acabar com o conflito entre clube e ídolo. A atual gestão acionou o jogador na Fifa, cobrando indenização e pedindo suspensão para ele por suposta irregularidade em sua transferência para o Barcelona. A entidade deu razão ao atleta e o clube anunciou que recorreria da decisão. “Tem que tirar essa ação na hora. A relação está estremecida por culpa das duas partes. Na minha opinião, o Santos não tem do que reclamar.  O clube levou 26 milhões de euros com um jogador que poderia ter saído de graça. Temos que trazer os ídolos para o nosso lado. Se ganharmos a eleição, ele volta (a conviver em paz com o clube). Vamos chamar o Neymar para conversar e dizer: ‘você é nosso ídolo, vai ser nosso parceiro’. Já falei pra ele que vamos fazer isso. O Santos precisa atrair seus ídolos, não afastá-los”, falou Nabil.

 

 

Por que o santista não escolheu o melhor presidente

Leia o post original por Odir Cunha

Com 1.321 votos, apenas 3%, ou 182 votos, a mais do que José Carlos Peres, que obteve 1.139, Modesto Roma Junior foi eleito presidente do Santos para o triênio 2015/16/17. A vitória coube ao candidato mais preparado para o cargo? Não. Sorriu àquele mais habilitado para lidar com a terrível situação que o clube atravessa? Absolutamente não! Então, por que ele foi eleito?

A eleição de Modesto Roma, um empresário a quem falta capacidade administrativa e espírito de liderança, se deve à campanha da ala bairrista da imprensa esportiva de Santos, especificamente da equipe da TV Santa Cecília, e do farto e dispendioso material de propaganda espalhado pela Baixada Santista.

Os mesmos sócios que não vão aos jogos da Vila Belmiro nem em dias de sol, foram votar embaixo de chuva para impedir que “roubassem” o Santos de sua cidade, como se isso fosse possível. Donos de cadeiras cativas que não freqüentam o Urbano Caldeira nem a pau, trocaram seus pijamas por bermudas, chinelos e guarda-chuvas e foram eleger o candidato indicado por Teixeira e seu porta-voz Armando Gomes.

A impressão que se tem é que se o poderoso Marcelo Teixeira tivesse escolhido o pipoqueiro da Santa Cecília para ser candidato a presidente do Santos, ele também seria eleito. É claro que imaginaram que votando em Roma, estariam elegendo Teixeira, pois ninguém em sã consciência acredita que Roma tenha a mínima noção de como tirar o Santos da enrascada em que se meteu, com dois meses de salários atrasados, último lugar em média de público na Série A e décimo-segundo lugar em recebimento de cotas de tevê.

Roma terá de ser humilde e chamar Teixeira para ajudá-lo a governar, ou a nau do Santos irá a pique rapidamente. Não consigo imaginar o novo presidente negociando a vultosa dívida do clube com os bancos, discutindo as cotas de tevê com a Rede Globo e se relacionando com CBF, Federação Paulista de Futebol e presidentes de outros clubes, como Peres faria com um pé nas costas. Com Roma, os sonhos de o Santos liderar a criação de uma liga de clubes, ou tentar alterar a Lei Pelé, ficam adiados por mais três anos.

Na verdade, esta eleição foi o resultado do exacerbado bairrismo do santista de Santos aliado à omissão de boa parte dos santistas da Capital. Se tivessem votado na Federação Paulista de Futebol ao menos 1.700 dos 2.019 associados que mudaram o domicílio eleitoral para São Paulo, provavelmente José Carlos Peres seria eleito, pois obteve 407 votos, ou 37,5%, dos votos registrados na FPF. Mas apenas 1.110 sócios cumpriram o seu dever.

Por outro lado, como prova evidente de sua rejeição pelo santista de São Paulo, Roma conseguiu apenas 35 votos, ou 3% do total, nas urnas da FPF, vexame que nem a presença do ídolo Léo e do chefe de torcida Cosmo Damião conseguiram amenizar. Assim, da mesma forma que na eleição para presidente do Brasil, ficou claro que a torcida do Santos rachou: a da capital ficou com Peres, enquanto a de Santos preferiu Modesto.

Isso fará com que Modesto tenha de mostrar muito jogo de cintura para governar para todos os santistas, e não apenas para os de sua cidade. Se não marcar jogos no Pacaembu, se insistir em ignorar o sócio de fora de Santos, o clube terá os seus dias contados para voltar a disputar renhidas disputas municipais com Jabaquara, Portuguesa Santista e os times de várzea com os quais o novo presidente prometer fazer intercâmbios.

De qualquer forma, a vida e o Santos seguem. Este blog continuará crítico, mas jamais torcerá contra o Glorioso Alvinegro Praiano. A partir de hoje somos fiscais da gestão de Modesto Roma, a quem desejamos sabedoria e energia para tirar o Santos do atoleiro. E se quiser começar com o pé direito, faça o que seria a primeira providência do Peres: contrate uma auditoria para esclarecer a venda de Neymar e a contratação de Leandro Damião. A gente vai se conversando…

Por fim, a eleição mostrou, ainda, que a gestão de Odílio Rodrigues, representada pela candidatura de Nabil Khaznadar, foi amplamente rejeitada, com 735 votos e a quinta e última colocação entre as cinco chapas. Orlando Rollo ficou em quarto, com 855 votos, e Fernando Silva, apoiado por Luis Álvaro Ribeiro e Celso Jatene, em terceiro, com 1.077 votos. Todos os três investiram muito mais na campanha do que José Carlos Peres, que não poluiu as ruas da Baixada Santista com um único cartaz.

Peres, o presidente eleito na Capital, nas urnas da FPF.
1° – José Carlos Peres – 407 votos
2° – Fernando Silva – 338
3° – Nabil Khaznadar – 212
4° – Orlando Rollo – 118
5° – Modesto Roma – 35

Conselho com Roma, Peres e Silva
Como é preciso ter ao menos 20% dos votos para ter representatividade no Conselho, e como o total de votos foi de 5.127, apenas as chapas de Modesto Roma, José Carlos Peres e Fernando Silva terão representantes no Conselho Deliberativo do Santos:
1° – Modesto Roma Júnior – 1.321
2° – José Carlos Peres – 1.139
3° – Fernando Silva – 1.077
4° – Orlando Rollo – 855
5° – Nabil Khaznadar – 735

E você, o que achou dessas eleições presidenciais do Santos?

Peres foi o mais prejudicado com o adiamento da eleição

Leia o post original por Odir Cunha

O fotógrafo Sergio Dutti, autor do magnífico livro “Vencedores”, que fala da epopéia dos atletas paraolímpicos brasileiros, dirigiu 11 horas de Brasília a São Paulo, ao lado da mulher, para votar em José Carlos Peres. Um senhor veio de São José dos Campos só para votar no Peres, mas não poderá vir no próximo sábado, pois será a data do casamento do seu filho. Uma senhora de Mogi veio com seu irmão e marido, também para votar na chapa 1, mas não sabe se poderá vir na próxima semana. Estes foram apenas os casos de pessoas que estavam próximas a mim na entrada do prédio da Federação Paulista de Futebol. É evidente que este adiamento já manchou a eleição para presidente do Santos e prejudicou sensivelmente José Carlos Peres.

Nesta eleição há candidatos que têm seu curral eleitoral em Santos, outros em São Paulo, e há os que atraem sócios de todo o Brasil, como é o caso de Peres. É preciso ter muita credibilidade para fazer alguém viajar milhares de quilômetros para votar na eleição de um clube. Mas o adiamento tirou o ânimo de muita gente.

“É uma vergonha, senhor Odir, uma vergonha. O que a imprensa não vai falar do Santos essa semana? Que a gente não sabe nem fazer uma eleição…”, exclamava, desanimado, o segurança Moisés, que vestiu uma camisa retrô do Santos só para votar no Peres. Ficamos conversando, eu, ele, meu irmão Marcos, e, para reduzir sua frustração, presenteei-lhe com um exemplar autografado do Dossiê, que ele recebeu como a um bem precioso.

Pedi ao Moisés, e agora peço a todos os santistas que lêem este blog, que não desanimem. Em São Paulo deu para perceber que, apesar do aparato das chapas de Fernando Silva e Orlando Rollo, a votação no Peres seria maciça. Um funcionário da Federação Paulista de Futebol me confidenciou que se a eleição prosseguisse, Peres deveria vencer na capital.

É difícil afirmar isso, pois 80% dos eleitores de Peres não usavam camisa de identificação, enquanto os eleitores de Silva e Rollo vestiam camisas da chapa. O certo é que este adiamento fará com que muitos sócios desistam de voltar a São Paulo no próximo sábado, reduzindo a votação da chapa 1.

Para compensar, eleitores do Peres que deixariam de votar neste sábado, devem comparecer em massa na semana que vem, ou o sonho de ter um Santos administrado de maneira mais competente e honesta, irá pelo ralo pelos três próximos anos.

Primeiro as urnas, depois a fraude

A eleição transcorria normalmente em São Paulo, com as chapas convivendo harmoniosamente, quando começamos a saber dos problemas na Vila Belmiro. Primeiro, veio a notícia de que as urnas eletrônicas travavam de 10 em 10 minutos, o que obrigou a passarem a votar por cédulas de papel. Depois, soubemos de uma grane confusão quando um eleitor votou em duas mesas e foi descoberto por um fiscal. Não se sabe se outros já tinham feito isso, o certo é que o clima esquentou e a eleição foi adiada. Posteriormente veio a informação de que se tratava de um eleitor de Nabil Khaznadar.

Foi um gesto isolado, ou fazia parte de um plano coletivo para fraudar a eleição? Isso só se saberá com uma investigação profunda. Se há participação da coordenação da chapa da situação, obviamente esta deverá ser impugnada. Aliás, a responsabilidade pelo bom andamento da eleição é da atual gestão, que ainda comanda o clube. O adiamento da escolha do presidente do Santos, na verdade, prolonga o mandato de Odílio Rodrigues para mais alguns dias.

Projeto de Jabaquarização segue firme

Fiquei sabendo que meu colega Armando Gomes fez um programa inteiro na TV Santa Cecília para repetir os velhos bordões de que “querem tirar o Santos de Santos”, que “o Santos é de Santos” e coisas do tipo. Usou todo o tempo possível para fazer campanha para o candidato do seu patrão. Fico impressionado como ainda haja santistas que acreditam nessas baboseiras.

A esses eu perguntaria: tiraram o Jabaquara de Santos? Não! Tiraram a Portuguesa Santista de Santos? Não! E o que aconteceu a eles? Fracasso atrás de fracasso, decadência e mais decadência, até a pequenez eterna em que vivem hoje. É isso o que se quer para o Santos?

Jogar mais vezes fora da Vila Belmiro não quer dizer tirar o clube da cidade, ou então teríamos de concordar que a pessoa que mais tirou o Santos de Santos foi Athié Jorge Cury, que na década de 1940 levou o time para jogar três meses pelo Norte/Nordeste e sempre preferiu decidir os títulos mais importantes no Maracanã.

E se responderem que o Santos de Pelé jogava na Vila e era o mais rico do Brasil, eu responderei que aquele Santos podia se dar ao luxo de perder dinheiro jogando na Vila porque tinha de dois a três meses por ano para ganhar dólares no exterior. Hoje não se pode mais fazer amistosos milionários lá fora e o único dinheiro que um clube recebe das arrecadações é a dos seus jogos em casa. E um time grande não pode ter média de seis mil pessoas por jogo, a menor dos 20 clubes da Série A, como é o caso do Santos.

E se disserem, como Armando Gomes costuma dizer, que “quem não quer ir à Vila, que fique na sua cidade”, eu responderei que no dia em que o Santos depender exclusivamente de seus torcedores da Baixada Santista, não conseguirá sequer ter uma arrecadação mediana de Série B.

O tesouro maior do Santos, o maior legado que aquele grande Santos deixou, é a torcida que conseguiu cativar fora da Vila Belmiro. No dia em que perde-la, voltará no tempo, na época de Arnaldo Silveira, Adolfo Millon e Ary Patusca, em que o máximo que podia almejar era o campeonato santista. Digo isso com a maior sinceridade e com dor no coração. Quem acreditar nas falácias de Armando Gomes estará sendo cúmplice desta Jabaquarização do Santos que já está em marcha. Podem escrever e me cobrar no futuro.

Um antídoto eficaz contra essa Jabaquarização é eleger José Carlos Peres, um homem honesto, competente, que já mostrou que é capaz de fazer muito pelo Santos, a quem ama além dos limites geográficos e dos bairrismos que só puxam o nosso querido Alvinegro Praiano para baixo. Alguém que saberá fazer o santista, de qualquer cidade, voltar a ter orgulho do Glorioso alvinegro Praiano.

E você, o que achou do adiamento da eleição do Santos?

Prevalece o equilíbrio de José Carlos Peres

Leia o post original por Odir Cunha

Em primeiro lugar, parabenizo a TV Santa Cecília pelo debate e também cumprimento os cinco candidatos pela maneira educada como se portaram. O bom nível foi mantido, apesar de um ou outro arroubo, e o santista ao menos teve a certeza de que cinco pessoas com propostas e comprometimento querem governar o clube a partir do próximo sábado, data das eleições para presidente do Santos.

Na enquete realizada pela TV Santa Cecília logo após o debate,
José Carlos Peres, da Chapa Santos Vivo, ficou em primeiro lugar, com 46,01% dos votos. Orlando Rollo teve 33,99% das preferências; Modesto Roma, 10,09%; Fernando Silva, com 6,47%, e Nabil Khaznadar, 3,44%.

Creio que a maioria dos telespectadores já tinha sua opinião formada antes do debate. Acredito, ainda, que essa enquete deve ser creditada, ao público de Santos e Baixada Santista, já que poucos sócios da capital e outras praças devem ter acompanhado o debate pela Internet.

É importante destacar que muitos que votam nessas enquetes não são sócios do clube, ou não votarão na eleição deste sábado. Portanto, essas porcentagens podem ser aceitas como uma tendência, mas não como um resultado definitivo. Todas as chapas ainda se empenharão até o último minuto atrás dos votos que poderão levá-las à direção do clube.

Vitória do poder conciliador de Peres

O formato da enquete não deu tempo suficiente aos candidatos para apresentar suas plataformas. Creio que antes do debate cada um deveria ter tido uns cinco minutos, no mínimo, para revelar os pontos principais de seus programas. De qualquer forma, acho que José Carlos Peres foi o que passou a melhor impressão, pois foi educado, elegante e mais do que prometer coisas, tratou de ressaltar o momento delicado que o clube atravessa e sugerir uma união das lideranças do clube na hora de administrá-lo.

De todos, Peres é o menos apegado ao poder, e esse detalhe atrai o santista, escaldado de tantos caudilhos que levantam bandeiras revolucionárias antes das eleições, mas depois convidam seus confrades para repartir o bolo. Peres pensa no Santos de hoje e do futuro e por isso, sem vaidade ou revanchismos, já reservou três lugares no Comitê Gestor para integrantes das outras chapas.

Sei muito bem como foi difícil para o Peres desistir de um compromisso que mantém, regularmente, há 40 anos, de jantar com a Lu em todo o dia do aniversário dela, que também é a data de seu casamento. Mas ele sabe que o que está em jogo é o futuro do Santos, e levou sua mulher para o debate, com a promessa de jantar com ela entrando na madrugada.

Creio que o dom para conciliar, que é uma das qualidades inatas do Peres – sem a qual não teria conseguido a Unificação dos títulos brasileiros e muito menos a criação do G4 Paulista -, foi o diferencial do debate na Santa Cecília. Como não daria mesmo tempo para esmiuçar todos os detalhes de sua proposta de governo, que é transparente e ousada, Peres destacou o que considera mais importante no momento: unir os santistas para o grande desafio de reerguer o clube, que nos espera a partir de sábado. Percebi que, a não ser o candidato da situação, Nabil Khasnadar, todos os outros sentem a gravidade da situação que o clube atravessa.

Repito o que tenho dito: em um momento como este, o Santos precisa de um presidente com ideias e cercado de pessoas com ideias e muita capacidade de trabalho, obviamente, mas também precisa saber unir forças, aplacar rivalidades e extrair o melhor de cada grupo, de cada chapa, para fazer o barco alvinegro praiano atravessar a tempestade. Não se quer um líder que jogue mais gasolina na fogueira, nem aquele que adote fórmulas gastas e ineficientes. É preciso saber mesclar ousadia e racionalidade.

Mas, no todo, gostei do debate e dos concorrentes. Como o Peres falou, são, em certa parte, heróis que deixaram sua vida de lado para entrar em uma luta renhida e às vezes dolorosa em busca da liderança no nosso clube do coração. Desejo que ao final da contenda todos saiam mais sábios, mais amigos, mais capazes de se doar para o nosso Santos Futebol Clube.

Hoje, quarta-feira, às 15 horas, haverá novo debate, desta vez na Rádio Jovem Pan. Sem as câmeras de tevê, que costumam inibir quem não está acostumado com elas, creio que teremos os convidados mais soltos. Vale a pena acompanhar novamente o debate entre os cinco postulantes ao importante cargo de presidente do Santos. Desejo serenidade e objetividade a todos eles.

Clique aqui e, às 15 horas, ouça o debate dos presidenciáveis do Santos na Rádio Jovem Pan AM

O que você está achando das campanhas para presidente do Santos?

Por que não se deve ficar em cima do muro nas eleições

Leia o post original por Odir Cunha

Como muitos brasileiros, eu achava que política era coisa que cheirava mal. Não tinha e não tomava partido, não discutia, não queria nem saber. Mas uma eleição não se ganha com low profiles. Acho que muita gente que queria a mudança no Brasil não se empenhou suficientemente para que ela ocorresse e o resultado esta aí: a obrigação de viver mais quatro anos governados pelo partido cujo programa principal é se manter no poder. Se o Aécio tivesse prometido a “Super Bolsa Família” certamente teria vencido, mas aí já viraria a brincadeira do, literalmente, “quem dá mais.”

O mesmo pode ocorrer com as eleições presidenciais do Santos Futebol Clube, se ficarmos esperando que, naturalmente, o santista escolha o melhor candidato. Os eventos, a participação nas mídias sociais e a própria estruturação da chapa, com o número regulamentar se candidatos ao conselho, são detalhes importantes no processo. Não fique alheio a ele.

Para mim, você sabe, o mais gabaritado – profissional e pessoalmente – para dirigir o nosso Santos, é o José Carlos Peres, atual CO do G4 Paulista, meu parceiro no trabalho que impediu o esquecimento definitivo de seis títulos brasileiros do Santos. Mas talvez você goste mais de outro, ou esteja indeciso e queira saber mais sobre cada um. Fique à vontade. Pesquise. Há farto material na Internet sobre os candidatos José Carlos Peres, Fernando Silva, Modesto Roma, Orlando Rollo e Nabil Khaznadar.

Aliás, vejo como algo muito positivo esse grande número de candidatos. Creio que nenhum clube tenha tido uma eleição tão concorrida. Isso é bom, pois mostra a força da democracia, mas, ao mesmo tempo, pode transformar a eleição santista em uma incógnita e acabar elegendo alguém despreparado para ocupar cargo tão importante.

Por isso, se você já escolheu seu candidato e está convicto de que ele é o melhor para o Santos, divulgue sua candidatura, ajude a chapa a se fortalecer para as esperadas eleições de 6 de dezembro. Não espere que o melhor, naturalmente, saia vencedor. Em eleição, nem sempre isso acontece.

E se você apoia José Carlos Peres para presidente, tem mais de cinco anos como associado do clube e quer concorrer a uma vaga para o Conselho do Santos, envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br com breve currículo e o seu número de sócio. Vamos fazer a nossa parte, vamos apoiar de verdade a quem sabemos que é o melhor para o Santos, para, depois, não lamentarmos o que poderia ter sido feito e não foi. Vamos entrar nessa briga juntos, com a garra e a determinação de lutar pela vitória que sempre pedimos aos jogadores do Santos. Abraço!

Peres e o sonho realizado do Octa
Quando José Carlos Peres assumiu o púlpito para, em uma reunião do Conselho do Santos, em 2007, anunciar que os títulos brasileiros conquistados pelo Alvinegro Praiano na década de 1960 seriam unificados, poucos acreditaram. Um ano depois fui engajado no projeto e seguimos a luta, finalmente recompensada em dezembro de 2010. Este filme abaixo mostra o momento em que o Peres falava ao Conselho e representa apenas um dos relevantes trabalhos que ele prestou ao Santos. Alguns outros: criação da Ong Santos Vivo e do prêmio anual de mesmo nome, que premiava os santistas de destaque em várias áreas; lançamento e patrocínio do programa diário do Santos na Rádio Trianon, com apresentação de José Calil; produção e distribuição de um boletim diário sobre o Santos a centenas de milhares de pessoas, incluindo milhares de jornalistas; organização e gerenciamento da subsede do Santos em São Paulo, para a qual cedeu um imóvel próprio; lançamento da primeira grande campanha de sócios do Santos, em São Paulo; descoberta do jogador Gabriel, levado ao Santos sem nenhum custo para o clube e nenhum rendimento ao Peres; criação do G4 Paulista, depois de um almoço em que conseguiu reunir, no CT Rei Pelé, os presidentes dos grandes de São Paulo… Bem, vou parar por aqui. Se o Peres fez tudo isso sem ter um cargo executivo, imagine o que poderá fazer se for o presidente dos santistas e puder montar uma equipe afinada com sua filosofia de trabalho … Agora veja o vídeo:

Que tal entrar na briga pelo seu candidato a presidente do Santos?