Arquivo da categoria: Nenê

Tudo pode quando é “só futebol”

Leia o post original por Rica Perrone

Veja você, torcedor do futebol não caramelizado e sem flocos crocantes, como ainda é fácil reviver uma legítima tarde de futebol. Mesmo que longe do meio a meio do Maraca, que é meu cenário ideal para clássicos, os dois times se enfrentaram sob a dignidade mínima exigida do bom futebol que é permitir a entrada …

Faltou fome de gol

Leia o post original por Odir Cunha

Toma, faz o gol. Não, não, faz você. Não, faz você… O lance embaixo das traves do Vasco chegou a ser hilário. No final, para completar a tragicomédia, o segundo gol do Santos não saiu e a bola foi esticada para Nenê, que ganhou a dividida do dispersivo Victor Ferraz e cruzou para o gol de Ederson, aos 24 minutos do segundo tempo, após falha de Gustavo Henrique. Com o gol da virada, que se iniciou nas frescuras do ataque santista, o jogo mudou e por pouco o time carioca não chega ao terceiro, o que levaria a disputa da vaga para os pênaltis.

Na verdade, fosse mais objetivo e tivesse o chamado homem-gol, o Santos teria vencido o Vasco novamente, em São Januário, e até com facilidade. O time carioca pressionou muito desde o início, a fim de descontar a derrota por 3 a 1 na Vila Belmiro, mas se não faltava garra aos cruzmaltinos, não havia a técnica que o Santos tem, principalmente no meio de campo. De qualquer forma, o empate de 2 a 2 foi justo e o Alvinegro Praiano, mais maduro, segue para as quartas de final da Copa do Brasil.

Assim como no ano passado, a competição caminha bem para o Alvinegro Praiano. Se houvesse um óbvio sistema de cabeças de chave, Santos, Palmeiras e Atlético Mineiro não se encontrariam na próxima fase. Mas o sorteio da CBF para a Copa do Brasil é como bumbum de nenê: nunca se sabe o que vai sair dele. Agora, o jogo em tópicos:

Filosofia de jogo
Mais uma vez, fora de casa, o Santos abdicou de tentar marcar gols e preferiu tocar a bola, sem profundidade. Essa postura complicou um jogo que tinha tudo para ser fácil. O time e seu técnico ainda não estudaram o segundo capítulo do tik-taka.

Destaques
Os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe seguraram as pontas. Gustavo ainda bobeou no segundo gol do Vasco, mas Luiz Felipe não teve falhas.

Menções honrosas
Thiago Maia, Renato, Copete, Vitor Bueno e Lucas Lima garantiram o predomínio santista no meio de campo no primeiro tempo. Mas o jovem Vitor Bueno alternou bons e maus momentos. Falta-lhe maturidade tática.

Pontos fracos
Rodrigão e Victor Ferraz foram os piores do Santos. O primeiro mal conseguiu dominar a bola e Ferraz falhou na marcação dos dois gols, principalmente no segundo, quando chegou a ganhar a dividida de Nenê, mas depois permitiu a recuperação do vascaíno. Era lance para parar a jogada de qualquer jeito.

Meia mussarela, meia calabresa
Zeca, no todo, foi bem, mas levou um baile de Junior Dutra no primeiro gol do Vasco. Vanderlei também foi discreto. Os chutes que foram, entraram. Joel perdeu um gol feito, mas ao menos conseguiu trocar passes. Elano entrou para segurar a bola, e conseguiu.

Destaques vascaínos
Yago Pikachu, Andrezinho e Nenê foram a alma do Vasco, principalmente este último, o melhor jogador em campo. Pena não ter ido para o Santos. Além de jogar muito bem, tem o espírito que se espera de um vencedor.

Arbitragem
Dessa vez os santistas não têm motivos de reclamação. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima não deu os 48 pênaltis pedidos pelos vascaínos (acho que pensam que ainda estão nos tempos do Almirante Heleno Nunes) e não marcou impedimento de Joel no gol de empate do Santos.

Público
Mesmo em seu jogo mais importante este ano, e com ingressos baratos, o Vasco só atraiu 17.393 pagantes, ou 7.193 pagantes a menos do que o Santos no domingo passado, contra o Santa Cruz, embaixo de chuva, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Acho que é mais uma evidência de que a torcida santista cresce, enquanto a do Vasco diminui.

Elenco
Se mesmo desfalcado de Ricardo Oliveira e Jean Mota, e com Vecchio e Yuri no banco, o Santos chegou a dominar o Vasco em São Januário, acho que o elenco santista permite, sim, que o torcedor cobre bons resultados no Campeonato Brasileiro, a começar por uma vitória sobre o Sport, sábado, em Recife. É outra partida em que ou vai, ou racha. Quem estiver cansado ou com dodói, peça para sair.

Modesto Roma
O presidente do Santos pegou 90 dias de suspensão e recebeu multa de 40 mil reais por insinuar que o árbitro de Internacional 2 x 1 Santos entrou em campo com a intenção de prejudicar o Alvinegro Praiano. Essa é o tipo da coisa que só se pode afirmar se tiver provas.

Narrador/ comentarista/ gaúcho/ carioca
O Sportv tem o dom de transformar jornalistas esportivos de todos os cantos do Brasil em amantes dos times cariocas, até mesmo improváveis gaúchos. Este parece ser o caso de Jader Rocha, que narrou “e comentou” Santos e Vasco. O rapaz viu tantas falhas do árbitro contra o time do Rio que esqueceu de comentar algumas agressões a santistas, como a de Diguinho em Lucas Lima. Pensei que essa bajulação aos times cariocas era coisa do passado. Até porque, nos mercados mais desenvolvidos do Brasil, o Santos tem mais torcedores do que o Vasco. Não fosse alguma serenidade do comentarista Ricardo Rocha e a transmissão teria sido ainda mais parcial.

Vasco 2 x 2 Santos
Oitavas de final da Copa do Brasil
São Januário, 21/09/2016, 21h45
Público: 17.393 pagantes. Renda: R$ 469.245,00.
Vasco: Martín Silva, Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Julio Cesar (Alan Cardoso); Diguinho (Madson), Douglas, Andrezinho e Nenê; Ederson e Junior Dutra (Thalles). Técnico: Jorginho.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Elano) e Lucas Lima; Copete e Rodrigão (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Copete aos 10 e Nenê aos 24 minutos do 1º tempo; Ederson aos 24 e Rodrigo (contra) aos 37 minutos do segundo.
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).
Cartões amarelos: Diguinho, Douglas, Rodrigão, Thiago Maia e Zeca.
Cartões vermelhos: Andrezinho e Rodrigo (este, após o final da partida).

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E você, o que achou?


Na Fonte Nova, jogo de Série B com jeito de Série A

Leia o post original por Antero Greco

Os jornais deste sábado em Salvador falavam da morte de um refém e do bandido no bairro de Boa Vista de São Caetano. Traziam também em destaque o incêndio que aconteceu em Conceição do Coité. E anunciavam que o medalha de ouro Robson Conceição vai lutar como profissional lá nos Estados Unidos.

Mas nada, nada mesmo era mais importante do que o jogo marcado para a Arena Fonte Nova: Bahia x Vasco – jogo da série B, com todos ingredientes de Série A. No fim da tarde, os 35 mil torcedores que foram a campo não se decepcionaram e festejaram: os baianos bateram os vascaínos por 1 a 0 e agora sonham de verdade em voltar à elite do nosso futebol.

“Essa torcida mexe com a gente”, admitiu o goleiro Muriel, que fez uma defesa incrível e garantiu a vitória, depois de um chute certeiro de Jorge Henrique.

O Bahia está invicto há cinco partidas e agora a apenas 6 pontos do próprio Vasco, que atravessa fase ruim e inversa à dos adversários: desde o dia 30 de julho, o time de Jorginho não consegue vencer – são três empates, três derrotas e uma crise que se aproxima de São Januário.

Mas o Vasco não foi mal, não. Em um jogo de entradas duras dos dois lados, em que o juiz paraense Dewson Freitas da Silva deixou a violência correr solta, o gol da vitória foi marcado aos 32 minutos do primeiro tempo: Renato Cajá bateu escanteio e o zagueiro Jackson apareceu para cabecear sem defesa para o goleiro Jordi.

Renato Cajá é jogador de série A, que paga seus pegados e sua quase veteranice na série B. Ele foi o maestro dos baianos, que dominaram o primeiro tempo.

Na etapa final,  Jorginho mandou o time para frente. E o Bahia automaticamente se limitou a esperar um contra-ataque decisivo. Mas foram mesmo os vascaínos que mostraram maior competência: no chute de Jorge Henrique, que Muriel pôs a escanteio, nas jogadas que quase sempre começavam nos passes milimétricos de Andrezinho e na cabeçada de Douglas, em que a bola se chocou com a trave.

Com certeza, o Vasco vai se recuperar nos próximos jogos, principalmente se Nenê recuperar a melhor forma física. Contra o Bahia ele foi, digamos, um jogador de série “B” e no fim da partida trocou de camisa com o lateral Moisés – este, sim, saudado pela torcida, com uma atuação perfeita e digna de um jogador de série “A”.

A série B é o menos importante

Leia o post original por Rica Perrone

Qual o objetivo do Vasco em 2016?  Muitos dirão “subir pra série A”, e não deixam de ter razão.  Embora seja óbvio, tanto o objetivo quanto a realização dele, o preocupante pra mim é o que será preparado pra 2017. De que adianta ser campeão da série B e começar 2017 tendo que refazer um …

Palmeiras e Santos só pensam naquilo

Leia o post original por Quartarollo

Palmeiras e Santos já se despediram do Campeonato Brasileiro. Jogaram com reservas neste domingo dando chances aos adversários que estavam precisando do resultado por causa do rebaixamento.

Ambos só pensam naquilo. Só pensam nela, a Copa do Brasil, a taça que vale um passaporte para a Libertadores-2016.

O Palmeiras conseguiu se despedir da Arena Palestra Itália, no Brasileiro, com uma derrota por 2 x 0 para o fraco Coritiba.

Entrou apenas com Lucas que é titular e porque está fora do jogo de quarta-feira contra o Santos pela expulsão na Vila Belmiro.

Os demais eram reservas autênticos e jogaram como autênticos jogadores do time B.

Disso se aproveitou o Coritiba para fazer dois gols com Juan, aquele mesmo que foi lateral do Flamengo e São Paulo, e Henrique Almeida, aquele mesmo que foi dispensado do São Paulo depois de aparecer bem nas equipes de base do Brasil.

Marcelo Oliveira admitiu que o time fez menos do que podia no Brasileiro e agora só resta a Copa do Brasil para amainar as críticas.

A equipe perdeu 15 jogos com o de hoje. É muita coisa num Campeonato só.

O Santos foi no inundado e superado estádio de São Januário e conseguiu perder para o Vasco da Gama por 1 x 0, gol do ex-santista e palmeirense, Nenê, que se não jogasse em um time tão ruim estaria na seleção do Campeonato com folga.

Dorival Júnior não teve vergonha nenhuma em deixar todo o time titular de fora. Largou de vez o Brasileiro embora com uma vitória pudesse ainda matematicamente brigar com o São Paulo pelo G-4.

Talvez o treinador soubesse que fora de casa nem mesmo com os titulares tem conseguido vencer. Então os reservas só repetiram o ritual da equipe principal.

Palmeiras e Santos jogaram a toalha no Brasileiro. Mas um deles vai sobrar e não chegará à Libertadores-2016. E daí? Como isso será analisado?

Se for o Palmeiras dizem até que Marcelo corre risco de não continuar. Na Vila, Dorival está mais tranquilo, mas já começaria 2016 sob pressão.

Enquanto o Coritiba fugia da zona do rebaixamento aqui em São Paulo, embora ainda corra risco, o Vasco continua sonhando em sair lá de baixo e não cair pela terceira vez para a segunda divisão.

Culpa de quem? Culpa do Santos que deu a vitória de mão beijada para o time do Eurico Miranda.

Aliás, para começar, não era nem para ter jogo. Túneis inundados, gramado impraticável e a falta de coragem de Leandro Pedro Vuaden para adiar o encontro.

Justamente Vuaden que no começo da carreira era muito mais corajoso.

Mas parece que nada disso vai adiantar para o Vasco. O seu caminho para a segunda divisão já está asfaltado.

Ele tem que vencer o Coritiba, domingo próximo, em Curitiba, e ainda torcer contra Figueirense e Avaí para escapar da Série B.

Mesmo que vença não conseguiria ultrapassar o Coritiba. O seu saldo negativo é de menos 26. Teria que vencer por uma quantidade absurda de gols. Cairia mesmo com uma vitória.

Ao Coritiba resta empatar o jogo com o Vasco que estará salvo. Se perder terá que torcer contra Figueirense ou Avaí, um dos dois não poderia ganhar.

O Avaí tem 41 pontos e poderia ultrapassar o Coritiba, mas terá que vencer o Corinthians, em Itaquera.

O Figueirense mesmo vencendo o Fluminense, em Florianópolis, ainda teria que tirar o saldo de gols que nesse momento é negativo com menos 15, enquanto que o saldo negativo do Coritiba é de menos 11.

Tem ainda o Goiás com 38 pontos praticamente na Série B. Domingo recebe o São Paulo, no Serra Dourada, em Goiânia, e precisa vencer e ao mesmo tempo torcer contra Vasco, Figueirense e Avaí.

Se vencer vai a 41 pontos e como tem um saldo negativo de 9 gols, ou seja, menos que os outros concorrentes, se terminar empatado em pontos com o mesmo número de vitórias, escaparia no quesito desempate.

Mas se o Avaí empatar com o Corinthians, o Goiás cairá de qualquer maneira. O Avaí já tem 41 pontos ganhos e é o primeiro fora da zona do rebaixamento e não seria mais alcançado pelo Goiás que só chegaria a esses mesmos 41 pontos.

 

Até o fim

Leia o post original por Rica Perrone

Me lembro bem do dia em que li dezenas de pessoas rebaixarem o Vasco faltando um turno pra acabar o campeonato.  Lembrei do Fluminense de 2009 e resolvi duvidar. Não do Vasco, mas da facilidade com que aquele cenário se estabelecia. Times grandes já cairam e cairão em todo lugar do mundo. O ponto não […]

Vasco pode salvar-se. Mas o pênalti…

Leia o post original por Antero Greco

Amigo vascaíno, entendo a angústia e o alívio que sente neste momento. Tensão porque ainda existe o perigo do rebaixamento e esperança de salvação. O time parecia morto, dois meses atrás, e agora vai para a última rodada com possibilidade de manter-se na Série A, se fizer a parte dele e se Avaí e/ou Figueirense tropeçarem. Estou com você, sou solidário.

Mas, aqui entre nós: o pênalti do qual surgiu o gol solitário e salvador no clássico com o Santos foi mandrake. Nenê caprichou na encenação e Pedro Vauden foi na dele. O goleiro Vanderlei saiu para defender, não pegou o atacante, que saltou por cima e caiu espetacularmente. Cobrou, marcou e deixou o time em vantagem que segurou até o final.

Não convence a alegação de que ocorreu “ação temerária do goleiro”. Isso é muleta para justificar a decisão do juiz. Se Vuaden não marcasse nada, diria que não houve falta ou que, no máximo, deveria optar por tiro livre indireto. As regras deixam sempre escapatórias para os árbitros.

Não significa que o Vasco não tenha feito o suficiente para vencer. Fez, e desde o começo. Só no primeiro tempo, teve chances claras com Jorge Henrique, Riascos e com o próprio Nenê. O Santos deu pouco trabalho – e, quando chegou perto do gol, Martin Silva mostrou segurança. No segundo tempo, a equipe paulista sumiu em campo.

O Vasco venceu na raça, no suor, na água, foi a 40 pontos, numa recuperação extraordinária. Talvez nem os fanáticos pudessem imaginar que encontraria alguma brecha para manter-se vivo até a última rodada. Agora, tem de ganhar do Coritiba no Paraná e torcer por tropeços de Avaí e Figueirense. Complicado, mas não custa sonhar.

Rodada para fazer o Vasco sonhar

Leia o post original por Antero Greco

A rodada foi espetacular para o Vasco. Primeiro, por méritos próprios, como o desempenho na vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras, em São Paulo. Em segundo lugar, e não menos importante, pelos tropeços de equipes que estão na briga para fugir da degola. Exceto a Chapecoense (praticamente fora de perigo), os demais pisaram na bola e mantiveram aberta a composição do Z-4.

O Coritiba perdeu para o Corinthians por 2 a 1, no sábado, e com 34 pontos está em 18.º lugar. Também no sábado, o Avaí caiu pelo mesmo resultado na visita ao Atlético-PR; com 35 é o primeiro fora da turma do descenso. Neste domingo, o Figueirense não aguentou o Atlético-MG (1 a 0, em Florianópolis), tem 36 pontos e também vê de perto o fantasma da Série B. O Goiás levou surra de 4 a 1 do Flamengo, no Maracanã, não saiu dos 34 pontos e está em 17.º. O Joinville segura a lanterna, com 31 pontos, depois do empate por 0 a 0 com o Santos.

O Vasco foi a 33 pontos, ainda é o penúltimo colocado, mas pode sonhar por causa do futebol que tem mostrado. A reação é de quem está a caminho de salvar-se. Vários jogadores que andavam em baixa, ressurgiram sob o comando da dupla Jorginho/Zinho e têm sido fundamentais nesta fase. A defesa se ajustou, o meio cresceu com a turma do diminutivo (Diguinho, Andrezinho, Serginho), Nenê tem sido imprescindível pelos passes e pelos gols. Até Riascos se recuperou.

Há esperança para o Vasco, e cada vez mais. Faltam quatro etapas de espera. A ansiedade é normal; mas melhor isso do que o desespero da virada do turno, quando tudo parecia perdido.

#VoceEscolheuOQue?

Leia o post original por Rica Perrone

A maioria escolheu duvidar, e é justo e compreensível.  O Vasco se arrastava em campo, era uma piada imaginar uma reação. Aí surgiu um maluco com uma faixa escrito que “resolveu acreditar” na arquibancada e a piada ganhou slogan. Tá acabando a graça. Do impossível aos fatos há uma distância considerável, mas sempre menor para quem […]

Vasco em dificuldade? Basta pegar o Fla

Leia o post original por Antero Greco

Que sina a do Flamengo nos duelos recentes com o Vasco. Pode estar por cima no que for que, ao topar com o tradicional rival, pisa na bola, tropeça e cai. Não importa em que posição ambos se encontrem.

Foi assim mais uma vez neste domingo: o Fla, de olho no G-4, perde de virada (2 a 1) para o Vasco doido para sair do Z-4. O Maracanã foi palco de novo capítulo de uma novela com roteiro repetido, com final feliz sempre para o mesmo lado. Haja gozação.

A sorte ameaçou mudar de destinatário no começo do duelo. A turma rubro-negra, disposta e rápida, abriu vantagem com Emerson Sheik aos 11 minutos, em jogada que contou com a participação de Guerrero. Pronto, parecia que a ordem se reestabeleceria no confronto.

O Fla bloqueou o meio-campo, com Márcio Araújo, Canteros e Alan Patrick, e tratava de enfiar bolas para Paulinho, Sheik e Guerrero. Era a receita para não deixar o Vasco respirar.

Deu certo no primeiro tempo e se esgotou no segundo. Pois o Vasco inverteu a situação, foi quem empurrou o adversário para o próprio campo e partiu, de novo, para o tudo ou nada, como tem feito nas últimas rodadas. Estratégia arriscada e acertada, que resultou nos gols de Rodrigo aos 12 (falta) e Nenê aos 16 (pênalti).

Mais do que o resultado (importante por si só), anima o Vasco o futebol solidário e menos conturbado de um tempo atrás. Os jogadores abandonaram o medo de errar, recuperaram confiança e não por acaso levaram o time a 4 vitórias e um empate em cinco rodadas.

Os 26 pontos ainda não servem para tirar o Vasco da parte de baixo. Mas fazem vislumbrar uma saída que até recentemente parecia ser uma só: a da Segunda Divisão. Há esperança de salvação – e por méritos do Vasco. O Fla volta à oscilação anterior.