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Fantasma de 2017 já assusta o SP

Leia o post original por Antero Greco

A torcida do São Paulo foi espetacular no ano passado. Tão logo percebeu o perigo real de rebaixamento no Brasileiro, abraçou o time, lotou estádios, deu apoio incondicional. Foi importante para a reação, no mínimo por não ter cornetado jogadores, treinador e dirigentes. Enfim, deu sossego para que a turma resolvesse dentro de campo.

O comportamento, pelo visto, será diferente em 2018 – e uma prova veio agora há pouco, na noite deste sábado, no Morumbi. Após o empate por 0 a 0 com o Novorizontino, ouviram-se vaias. Não foi uma coisa espantosa tampouco generalizada. Mas o sinal de impaciência foi mandado. Segunda partida da temporada sem vitória, um ponto no Estadual.

O indício de apreensão interna apareceu depois da derrota por 2 a 0 para o São Bento, na abertura da competição. Dorival Júnior e direção haviam programado dar mais tempo de preparação para os principais jogadores. No entanto, recuaram e recorreram à maior parte dos titulares – até com presença de Diego Souza e Cueva.

Com isso, de certa forma se abandonou o cronograma inicial, o que considero interessante. Já que a intenção é montar um time o mais rapidamente possível, que se apele para os melhores. Como não há muita folga na tabela, os ajustes vão sendo feitos durante a competição. E, também, se tenta acalmar o público.

Pois bem, o São Paulo titular teve dificuldade para criar e para marcar, além de sentir o cansaço do meio do segundo tempo em diante. Tudo normal, já que se trata de começo de trabalho. Impossível desejar eficiência em alto grau neste momento.

O problema recorrente será o de lidar, de novo, com o medo de mais fracassos. Para tanto, Dorival e cartolas terão de ter pulso firme e convicção; caso contrário, o caldo entorna logo. Não pode haver pânico, se bem que isso é um tanto difícil.

Como difícil foi chegar à área do Novorizontino. Mesmo assim, Petros e Marcos Guilherme tiveram chances, fora diversos chutes de longa distância. Na segunda parte, a turma visitante melhorou, assustou num lance de gol bem anulado pela arbitragem e soube segurar o empate.

Com o perdão do lugar-comum: pessoal, o São Paulo promete fortes emoções na temporada.

Palmeiras vence e evolui

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

O Palmeiras passou com muita facilidade pelo Novorizontino, no placar agregado 6×1. Muito mais importante do que o resultado e a classificação é a evolução do Palmeiras.

Ninguém tem dúvida sobre a qualidade do elenco do Palmeiras, mas isso não é garantia de bom futebol e nem de resultado. No início da temporada, a cobrança e a desconfiança eram grandes em cima de Eduardo Baptista e o técnico tem mostrado competência no comando do badalado elenco palmeirense.

Eduardo é diferente de Cuca. Prefere um jogo mais cadenciado, troca mais passes, já o técnico campeão brasileiro prioriza um jogo mais direto. No sistema defensivo, Cuca gosta da marcação individual, Eduardo marca por zona, são diferenças que precisam de tempo para serem assimiladas e o time tem evoluído no tempo certo.

O Palmeiras tem o elenco mais forte do continente, mas é sempre bom lembrar, isso não obriga o time a conquistar todos os títulos da temporada, isso é muito difícil de acontecer em um futebol tão equilibrado, principalmente no mata-mata.

Novorizontino perde para o Verdão, mas prova que jogar em casa faz diferença, sim!

Leia o post original por Milton Neves

Novorizontino 1 x 3 Palmeiras

Disparado, foi o melhor jogo da fase quartas de final do Paulistão até aqui.

Disputado, corrido, polêmico, com muitos gols, com virada no placar…

E, claro, com a torcida do Novorizontino empurrando o time no Estádio Jorge Ismael de Biasi.

Com a força de seus torcedores, o time da casa vendeu muito caro a derrota para o todo poderoso Palmeiras.

Viu só, Linense, como jogar em seus domínios (ou pelo menos em um estádio que não seja o do seu adversário) faz MUITA diferença?

Mas, sejamos francos, a classificação do Verdão para a semifinal está praticamente selada.

Afinal, um tropeço alviverde no Pacaembu (o Allianz Parque está recebendo shows) seria uma das maiores zebras da história da bola!

Não é verdade?

Opine!

A reação de Rodrigo, zagueiro de condomínio

Leia o post original por Antero Greco

O futebol apronta cada uma. Veja o caso de Rodrigo Caio. Dias atrás o moço entrou no rolo de uma série de esculhambações feitas por um assessor da presidência do São Paulo. Dentre várias pirações, o rapaz chamou o jogador de “zagueiro de condomínio”. Estrago feito, apagou tudo.

Rodrigo ficou na dele e foi mantido no time pelo técnico Edgardo Bauza. Por ironia do destino – ou seria por trabalho mesmo? -, marcou nas duas últimas apresentações do time. Fez o gol da vitória por 1 a 0 contra o Rio Claro, no domingo, e nesta quarta-feira selou o resultado positivo diante do Novorizontino, ao marcar o segundo gol dos 2 a 0. Deixou o campo aplaudido.

Rodrigo tem mostrado aproveitamento estável no São Paulo desde que foi deslocado para a zaga. Mas, por diversos motivos, não é um dos xodós do público – e, pelo visto, nem de todos dentro do próprio clube. Ficou também na berlinda no meio do ano passado, quando teve frustrada transferência para o Valencia, numa história até hoje com pontos obscuros.

Assim como Rodrigo, o São Paulo também reagiu – e, nesse aspecto, não tem muito o que se queixar do Campeonato Paulista. As vitórias recentes na competição doméstica serviram para aliviar a pressão, após derrotas para o Corinthians e para The Strongest.

A equipe, bem alterada em relação ao final de semana, jogou para o gasto contra o Novorizontino, fez um gol em cada tempo (Michel Bastos abriu o placar, de pênalti) e baixou a adrenalina. Bauza recorreu a diversas alterações, ainda no processo de definição do time titular.

Não foi uma exibição de gala. Ao menos serviu para dar rodagem para gente que chegou não faz muito, caso de Maicon. Uma dúvida ficou no ar: Alan Kardec saiu de campo por se machucar. A fase para ele faz tempo não é favorável.

Novorizontino, de novo

Leia o post original por Fábio Soares

O Novorizontino vai, enfim, reativar o futebol profissional. Voltará este ano a disputar o Campeonato Paulista na Série B, o equivalente à quarta divisão. A efetivação da participação na FPF será feita em fevereiro.

 Fundado em 1973 como Grêmio Esportivo Novorizontino, o clube de Novo Horizonte teve ascensão e queda meteóricas. Sagrou-se vice-campeão na elite do futebol paulista em 1990, campeão brasileiro da Série C em 94 e, em 99, encerrou as atividades. Retornou há dois anos com uma sutil mudança de nome (Grêmio Novorizontino) para competir somente nas divisões de base. 

Na Série B, apenas três jogadores da equipe podem ter mais de 23 anos. E já está acertado que um deles será Alessandro Cambalhota, de 38 anos. O atacante, que iniciou a carreira no próprio Novorizontino, passou por Santos, Atlético-MG, Vasco, Corinthians, futebol português, turco e japonês, defendeu o Linense no ano passado. Além de jogar, o atacante atuará como empresário.

Para sustentar o time profissional, o clube corre atrás de mais patrocinadores. O majoritário está definido. É a Usina Estiva, da família Biasi, de histórica ligação com o time.  Parcerias com Unimed e Poty estão em negociação.

Segundo Genilson Rocha Santos, que assume em março a presidência do clube, as despesas para manter o futebol profissional giram em torno de R$ 80 mil mensais. Isso prevendo teto salarial de R$ 1.500 para os jogadores sub-23. ”A cidade estava carente. Há tempos que a expectativa é grande pela volta do Novorizontino”, disse Santos em entrevista ao blog. 

A FPF ainda não definiu a tabela da Série B. No ano passado o campeonato começou em 30 de abril.

@flsoares73