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Arrancada final

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje, às 14 horas, inauguração do Comitê 2 em Santos.
Compareça!

Logo mais, a partir das 14 horas deste sábado, José Carlos Peres, Orlando Rollo e eu estaremos recebendo os amigos, apoiadores e simpatizantes na inauguração do Comitê II da chapa Somos todos Santos. Quem acredita nas nossas ideias e na nossa disposição para colocar o Santos nos trilhos, será bem-vindo. O endereço é Avenida Frederico Machado, 301, Vila Belmiro, ao lado do estádio. Vai rolar um chopinho, muito bate-papo e novamente discutiremos boas ideias para o futuro do nosso Santos.

Eneacampeão, por que não?

Por Guilherme dos Santos

Procuro sempre escrever pensando em todas as possibilidades, racionalmente e sem ilusões ou fantasias. E por que o Santos não pode ser eneacampeão?

Primeiramente é fundamental analisar o nível lamentavelmente baixo do nosso campeonato, onde os times todos são parelhos, tendo grandes nomes ou não, pois em campo entram 11 jogadores para cada lado, e ali dentro de 90 minutos tem levado a melhor aqueles que realmente desejam ganhar, com vontade e dedicação. Ah, mas os times estão levando a melhor porque vem fechado lá atrás e só joga no contra ataque… Meu caro, para marcar uma equipe 90 minutos também exige muito de um jogador, ou seja, os times são pouco criativos e erráticos.

Dessa forma, acredito sim no potencial dessa equipe do Santos, que num tempo não tão distante já fizeram grandes partidas e vestiram com sabedoria nossa camisa. Estão precisando de confiança. Cadê aquelas triangulações nas laterais, que mesmo o adversário sabendo, não conseguia parar? Cadê aquela pressão na frente com o time todo avançando e ganhando as chamadas segunda bola, onde saía muitos gols? Com o Elano, eu confio que muito dessa confiança possa voltar a aparecer.

Na época elogiei a contratação do Levir, mas mesmo com números bons, ele não soube treinar a equipe e dar um padrão de jogo efetivo. Não se pode sacrificar dois atacantes como Bruno Henrique e Copete para ficar marcando lateral. Acabou sendo um retrocesso num campeonato que já poderíamos estar na ponta e com folga. Tarde demais para ter trocado? Teremos mais 7 rodadas para descobrir.

E são nessas 7 partidas que me inspirei a escrever. Num olhar otimista, lembrei-me do campeonato brasileiro de 2004, quando o então técnico Vanderlei Luxemburgo traçou uma meta de vencer 7 partidas seguidas para assumir a liderança do campeonato ainda no primeiro turno. Por que não traçar 7 vitórias nessa reta final de campeonato? Como o próprio Odir analisou os jogos no blog, eu concordo e acho possíveis as vitórias. Mas, a começar pelos jogadores e comissão técnica até os torcedores, todos precisamos acreditar e querer muito mais do que os outros. Nesse nível de campeonato, mais do que talento e técnica, garra, força de vontade e superação também ganham títulos.

Eu ainda confio sim que esse grupo de jogadores pode fazer coisas boas. Vanderlei, David Braz, Lucas Veríssimo, Alison, Jean Mota, Bruno Henrique, Ricardo Oliveira, já é uma boa espinha de um time. No mérito Lucas Lima, ele pode sim fazer a diferença claramente porque qualidade tem de sobra. Precisamos saber até onde ele realmente está focado nessas rodadas finais ou no próximo contrato. Acredito que boa parte dos jogos, o esquema tático que tínhamos não ajudava o seu futebol, assim como o de outros jogadores, mas também já senti por algumas vezes certa displicência. Posso estar enganado, por que não?

Comissão técnica: é hora de juntar os cacos e tentar passar a confiança necessária e unir todos num só objetivo. Jogadores: são vocês que podem trazer esse título histórico, seus maiores fãs estão em vossas casas esperando por isso. Torcedores: tem que apoiar, tem que estar junto, se abraçar só quando tudo está bem é muito fácil. Quando vem a dificuldade, temos que nos empenhar ainda mais. Já a diretoria, eu espero ansiosamente pelo pleito dia 09/12 para derrubá-los.

E você, acredita no eneacampeonato?


Em 2017 o santista quer…

Leia o post original por Odir Cunha

Olho a enquete aí do lado direito do blog e vejo que meu nome chegou à preferência de 1000 (hum mil) votos. É um fato marcante e relevante, que me emociona e envaidece. Sei que nem todos os que votaram são sócios ou terão condições para votar nas eleições presidenciais deste ano, muitos me escolheram porque têm simpatia por mim, pelos meus livros, talvez pelo Dossiê e pelo ambiente harmonioso criado neste blog, mas mesmo assim é evidente que esse é um número expressivo.

Na última eleição para presidente do clube, no final de 2014, Nabil Khaznadar (735) e Orlando Rollo (855) não chegaram a 1000 votos. Fernando Silva alcançou 1077; José Carlos Peres, 1139 e Modesto Roma, o eleito, apenas 1321 votos.

Como estamos bem no início do processo eleitoral, e ainda virá a fase de expor os programas de cada candidato, acredito que o movimento Por um Santos Melhor, que eu represento e que já conta com o engajamento de muitos santistas e seres humanos exemplares, terá grande possibilidade de concorrer no pleito com boas chances, apesar de não contar com a ajuda de nenhum mecenas, de nenhum empresário de jogadores, de nenhum grupo econômico. Somos apenas o movimento de santistas que acreditam em um Santos melhor, maior, sem discriminações e sem fronteiras; um Santos, enfim, que busque utilizar todo o seu potencial.

Queremos o Santos ficando sua bandeira e ocupando definitivamente os espaços importantes que já conquistou no mercado brasileiro e internacional.

Nesse reveillon fiquei sabendo de algo que me preocupou: o Flamengo criará divisões para disputar os campeonatos paulistas amadores, com vistas a ter um time jogando em São Paulo. Encantado com a recepção que teve no Pacaembu, o rubro-negro carioca visa, no futuro, ter um time também no rico mercado paulistano. Ou seja, se não fizer valer seu direito histórico, o Santos, gradativamente, perderá seu quinhão e sua valiosíssima massa de torcedores na Grande São Paulo.

Isso me preocupa porque entre as muitas propostas recebidas que estão sendo analisadas para a elaboração do Programa Administrativo de nosso movimento, está a elaboração de um estudo aprofundado das dimensões e importâncias das massas torcedoras do Brasil, estudo esse que visará colocar o Santos em outro patamar na divisão de cotas da televisão.

Só para se ter uma ideia dos fatos e argumentos que nortearão esse trabalho, basta lembrar que um ponto do Ibope na Grande São Paulo significa 69.417 casas com tevês ligadas, ou 197.814 espectadores. O mesmo ponto no Ibope equivale, na Grande Rio de Janeiro, a 43.346 tevês ligadas, ou 116.038 espectadores.

Ou seja, além do Ibope da Grande Rio de Janeiro representar apenas 62% dos lares e dos telespectadores da Grande São Paulo, o maior poder aquisitivo dos paulistas é outro fator importante para uma análise mercadológica mais justa da importância de cada time para a televisão. Os experts do Flamengo descobriram isso e querem, por que não, ocupar na capital paulista um lugar que hoje é do Santos.

Bem, esse é apenas um dos muitíssimos detalhes ignorados por essa gestão, que ainda esnoba o Pacaembu e continua com o sonho louco de construir uma arena caríssima em Santos que só dará 12,5% da renda líquida para o nosso clube, mergulhando-o em uma dívida que durará décadas a ser paga. Não sei quem, em sã consciência, poderá entrar em uma aventura dessas, pois o Santos é que não ganhará nada com ela.

Mas voltemos à enquete deste blog. Para mim, consciente de minha insignificância, ela não quer dizer que sou um grande líder, ou um ser iluminado pelos deuses, como têm acreditado os últimos presidentes santistas. Essa preferência demonstra, apenas, que o santista quer mudança nos rumos do clube e vê em mim o instrumento que pode iniciar essas mudanças.

Não sou milionário, não posso sair distribuindo empregos ou benesses (com o dinheiro do clube) a quem me apoiar, nem tenho empresários de estimação. Apenas posso oferecer trabalho, competência, transparência, meritocracia e tolerância zero para sacanagens e falcatruas. Enfim, um Santos de todos, democrático, com um Conselho Deliberativo forte e atuante, e não um time de meia dúzia que vive acima da lei.

Digo que posso ser o instrumento que pode iniciar essas mudanças porque não basta uma gestão de três anos para colocar o Santos nos eixos. Outros presidentes me suceder deverão vir com os mesmos propósitos de trabalho, competência e transparência para alçar nosso querido Alvinegro Praiano ao lugar que ele merece, livre de quaisquer tipos de amarras. Grato aos que confiam em mim e no movimento Por um Santos melhor. Acreditemos. Nenhum poder financeiro pode ser maior do que a justiça e a verdade.


Por um Santos melhor

Leia o post original por Odir Cunha

Eu e Pelé II
Pelé transformou o Santos em universal. Esse é o nosso legado.

Como, na enquete aí do lado, mais de 50% dos que a responderam afirmam que votariam em mim caso eu seja candidato à presidência do Santos, e como outros santistas me disseram que ficarão sócios apenas para votarem em mim, o mínimo que posso fazer, por enquanto, é expor minhas ideias sobre algumas áreas cruciais do nosso clube. Não são ideias definitivas, pois é preciso estar aberto às boas opiniões contrárias, mas são aquelas que, sem dúvida, norteariam uma gestão que me tivesse como o seu maior responsável. Bem, vamos a elas:

Filosofia

Um Santos de todos
O Santos é de todos os santistas, não de uma casta especial, e assim deve ser dirigido.

Amador x Profissional
Manter a paixão do amadorismo, mas ser administrado de forma profissional. Este será o desafio e o ponto ideal a ser perseguido.

Democracia
O Santos tem torcedores e sócios em todo o Brasil. Já passou da hora de instituir o voto à distância nas suas eleições presidenciais. E as decisões do presidente têm de ser compartilhadas com o Comitê Gestor e o Conselho Deliberativo, conforme o estatuto do clube.

Marketing voltado ao sócio e ao torcedor
Se o Santos é o produto, o seu sócio e o seu torcedor devem ser o foco principal de suas ações.

Transparência
O sócio tem o direito de saber como o clube é administrado. Além dos balanços trimestrais, é preciso criar um canal de comunicação direto com os associados. Para ter o mesmo direito, o torcedor deve se associar.

Vantagens aos sócios
O sócio do Santos tem de ter muito mais vantagens do que têm hoje, já que o clube nada pode oferecer, no momento, além de desconto no preço dos ingressos. Brindes anuais, ou mensais, exclusivos para sócios, devem ser incluídos entre as recompensas aos associados.

Respeito ao torcedor
O torcedor será tratado com atenção e carinho desde o momento em que se interessar pela compra do ingresso, até sua ida ao estádio. Em discussão aberta, estudaremos em detalhes a possibilidade de utilizar carnês de ingressos para todo o campeonato.

Cuidados com a base
A base é o futuro e tem sido o presente do Santos, por isso merece atenção e cuidados permanentes. O contato com os pais dos garotos será feito pelo clube. O Santos deverá ter 100% ou a maior porcentagem dos passes de todos os garotos formados em suas divisões de base.

Relação com os jogadores
Os contratos do clube com os jogadores deixarão claros os direitos e deveres de cada uma das partes. Jogadores fazem parte do endomarketing do clube e estarão disponíveis para divulgar, positivamente, a imagem do Santos, assim como estarão à disposição dos jogos onde o clube achar mais conveniente. Haverá controle maior no aspecto disciplinar.

Administração financeira
Para começar, o clube não gastará mais do que recebe. Devido à sua temerária situação financeira, todos os esforços serão feitos para torná-lo sustentável e atingir um saudável padrão administrativo que se mantenha nas gestões seguintes.

Comunicação
O Santos investirá trabalho e criatividade na comunicação pela Internet, a fim de alcançar e estreitar o relacionamento com seus torcedores de todo o mundo, reafirmando-se como uma referência no setor. Ao mesmo tempo, oferecerá melhores condições de trabalho à imprensa tradicional.

A universalidade do Santos
A genialidade de Pelé e a visão de Athié Jorge Cury tornaram o Santos universal. Não podemos permitir que ele se desvie de sua missão.

Sem reeleição
Um presidente não poderá ser reeleito em hipótese alguma.


Hoje, 8 de agosto, é o dia de aniversário do eterno líder José Ely de Miranda, o Zito, que faria 84 anos se ainda estivesse vivo. Com seus gritos e sua liderança, Zito fazia Pelé jogar o máximo. Será que muitos dos melhores jogadores brasileiros atuais não precisariam de um Zito gritando em suas orelhas?

Detalhes de cada item

Um Santos de todos
O público consumidor principal do produto Santos está avaliado entre seis e sete milhões de pessoas no Brasil, com um poder aquisitivo acima da média do povo brasileiro. Porém, esse alvo está esquecido ou subestimado. É preciso uma gestão que traga o santista para junto do clube, que ouça o torcedor e procure satisfazer seus desejos. Essa sinergia é o espírito que deve embalar o novo Santos.

Amador x Profissional
Não queremos ver o Santos nas mãos de um grupo internacional de empresários com interesses escusos, mas também não podemos administrar o Santos como se fosse um time de várzea. Para que se torne independente, sustentável e não corra riscos de um dia pedir falência ou cair em mãos suspeitas, é preciso adotar rígidos preceitos profissionais e torná-lo uma empresa saudável e próspera. Para isso, a prioridade para a montagem de sua equipe de trabalho deve ser a competência, não a amizade.

Democracia
Esta bela palavra é muito pronunciada em todas as campanhas políticas, mas a primeira a ser esquecida quando se conquista o poder. Mas o Santos pode ser um clube realmente democrático, e não é difícil. Basta que o candidato a presidente cumpra o que prometeu e deixe sua vaidade de lado para servir ao clube e ouvir a comunidade santista. Hoje, com a Internet, o sócio pode participar de várias decisões do clube. Isso precisa ser feito.

Marketing voltado ao sócio e ao torcedor
O ideal dos mundos seria que todos os santistas fossem sócios do clube. De qualquer forma, uma pequena porcentagem desse total já equivaleria a um generoso patrocínio máster. Agora, pergunto: será que se houvesse planos para a realidade de cada torcedor, não poderíamos contar com um número incalculável deles como associados? Acredito que sim. Na gestão anterior o Santos chegou a 60 mil sócios, hoje restritos a 10 mil adimplentes. Ou seja: nada foi feito para manter os associados e muito menos ainda para atrair novos sócios. Esse, para mim, é o maior erro do Santos atual, virar as costas para seu associado e para seu torcedor. Trata-se de um erro incomensurável de um clube que já é ignorado pela mídia e tem enorme dificuldade de conseguir patrocínios e merchandisings. O dinheiro, a participação de seu sócio e torcedor é que vai elevar o Santos a um novo patamar. Em uma gestão responsável, a busca para atrair e conservar associados consistirá em um trabalho diário e permanente.
Incluo aqui o marketing histórico e cultural, imprescindíveis quando se trata de um clube como o Santos, com história tão rica e tanto carisma. Esse aspecto do marketing precisa ser tratado com atenção especial. O Santos tem a sorte de ter vários pesquisadores, além de ser o time preferido de vários artistas. Isso será utilizado em benefício do clube, no apoio a obras que preservem sua história e o divulguem.

Transparência
Hoje o santista fica sabendo de contratações pela imprensa. Ele também não sabe por que tal jogador é dispensado, enquanto um que está na enfermaria há um ano tem o seu contrato renovado. O sócio precisa ter essas explicações, já que ele investe no clube. Outra questão, que não é só do Santos, mas de todo clube brasileiro de futebol: você sabe como um presidente de clube pode viver sem salário? É claro que não pode e é claro que todos os presidentes recebem alguma coisa por fora, valor que, às vezes, é bem maior do que seria um salário regular. Pois hoje o CND autoriza os clubes a pagarem salários para seus dirigentes. Eu sou a favor disso, e que essa remuneração seja conhecida por todos, e que nenhum centavo a mais possa ser ganho por esses dirigentes, que não receberão comissão por nenhum trabalho que fizerem e nem poderão aceitar bônus ou presentes de qualquer espécie. Hoje há muita coisa por baixo do pano nos clubes de futebol. É possível acabar com isso. Basta vontade e caráter. O Santos pode dar o primeiro passo nesse sentido.

Vantagens aos sócios
Imagine o efeito que teria todo sócio do Santos receber uma camisa oficial por ano feita especialmente para o sócio do clube? Em qualquer canto do Brasil, aquele torcedor exibiria sua camisa única, prova de sua fidelidade e apoio ao time do seu coração. Isso é possível. Basta boa vontade e trabalho. Assim como a camisa, o torcedor pode receber outros brindes, que, somados, já compensarão o seu investimento para ser sócio do Santos. Dará despesa e trabalho? Reduzirá a margem de lucro de cada plano de sócio? Sim, mas atrairá muitos mais e reduzirá a inadimplência e a desistência.

Respeito ao torcedor
Hoje o torcedor sofre para comprar ingressos e sofre, no estádio, para conseguir sentar no lugar para o qual pagou. Isso exige prioridade, pois o torcedor é a razão de o Santos existir. Ingressos colocados à venda por mais tempo, mais postos de venda, mais funcionários do clube atendendo ao público no dia dos jogos, sorteios durante as partidas, brindes para as crianças e consulta permanente ao torcedor são medidas urgentes. Por que não a instituição dos carnês de ingressos para todo o campeonato?

Cuidados com a base
Os jogadores da base do Santos, seus pais, suas famílias, merecem uma atenção especial. Esses meninos não podem continuar sendo “raptados” por empresários que se insinuam no clube para adquirir cotas dos passes de garotos que devem tudo o que são no futebol ao Santos. Essa relação precisa acabar. O passe de jogadores criados no Santos desde criança tem de ser do Santos. Na Europa é assim. É preciso copiar o que é bom para os clubes. Os garotos também precisam ser orientados com relação à história do clube, já que no futuro, provavelmente, poderão e deverão divulgar os feitos do Santos em suas entrevistas.

Relação com os jogadores
Jogadores, mesmo os ídolos, passam, ou um dia se transferem para clubes rivais. Isso é normal e o profissionalismo tolera essas atitudes. Porém, enquanto servirem ao Santos e forem remunerados pelo clube, os jogadores terão toda a estrutura para desempenhar o seu trabalho, mas também terão as funções de divulgar positivamente a imagem do clube e não interferir nas decisões da diretoria. Onde jogar, por exemplo, é um assunto para o qual poderão ser consultados, mas a decisão final caberá, sempre, à direção do Santos.

Administração financeira
Se um clube pode ser bem gerido por uma equipe menor e mais eficiente, o que justifica aumentar o quadro de funcionários? Agradar aos amigos, aos que ajudaram na campanha eleitoral? Pois isso precisa acabar no Santos. À primeira vista reduzir o inchado quadro de funcionários será visto como uma medida antipopular, pois será preciso demitir pessoas, mas com o tempo o clube funcionará melhor e com uma saúde financeira que não apresenta hoje. Um presidente com coragem para fazer isso não poderá ter o rabo preso com nenhum grupo com interesses financeiros ou de poder político. Será preciso fazer, simplesmente, o que todos sabem que é o melhor para o Santos.

Comunicação
Todo santista sabe que, por sua história, importância e mesmo número de torcedores, espalhados por todo o País, o Santos deveria ter mais espaço na mídia. Mas a verdade é que não tem. Talvez o fato de não estar em uma capital influa, mas essa não é a discussão. Hoje a Internet é o meio de comunicação mais usado e eficaz, o Youtube é a tevê mais assistida do mundo, e sabendo usar com eficiência e criatividade essas ferramentas, o Santos não precisará ficar mendigando espaço na chamada grande imprensa, pois terá canais diretos para dialogar com seus seguidores, anunciar seus jogos e campanhas, manter o interesse de seu público.

Santos é universal
Fisicamente o Santos está baseado em Santos e assim prosseguirá. Estar em uma cidade mais tranquila, à beira mar, faz bem aos jogadores e lhes dá a tranquilidade para fazer seu trabalho e buscar seus objetivos. Isso não pode ser mexido. Porém, como a maior parte de seus torcedores não estão na sua cidade, o Santos precisa se planejar para atuar mais em regiões nas quais é muito querido e tem grandes legiões de torcedores, como a Grande São Paulo e o Norte do Paraná, por exemplo. Isso tornará mais viável o fechamento de contratos com grandes patrocinadores. E a ideia de atuar mais fora de Santos não é nova. O grande presidente Athié Jorge Cury começou a colocá-la em prática ainda na década de 1940. O Santos tem de ter a mentalidade do exército que vai, conquista, e volta para descansar em sua casa. Em 1962, ano de ouro de seu ciquentenário, em que conquistou todos os títulos oficiais que disputou, o Glorioso Alvinegro Praiano só jogou 30% de seus jogos na Vila Belmiro.

Reeleição
Após uma gestão eficiente, temos a tendência de querer que o mesmo presidente se mantenha no comando do clube. Porém, experiências anteriores mostram que as gestões subsequentes nunca são tão eficazes como a primeira. Além do mais, a renovação de ideias e processos areja e faz bem ao clube. O dirigente responsável é o primeiro a não querer se perpetuar no poder, pois ele não coloca sua vaidade pessoal acima dos interesses do clube.

Bem, para cada item ainda haveria muitas outras ideias e considerações. Mas isso que expus é o essencial do que penso. Gostaria, agora, de conhecer a opinião dos participantes deste blog, dos que acreditam, ou que não acreditam em mim como um futuro bom presidente para o Santos.

Promoção Time dos Sonhos prossegue só até o Dia dos Pais!


Dê um presente que o velho jamais esquecerá!

Atendendo a insistentes pedidos, a promoção do livro Time dos Sonhos volta até o Dia dos Pais. Portanto a partir de agora até 14 de agosto, compre 1 e ganhe 2 exemplares do Time dos Sonhos, mais a versão eletrônica do Donos da Terra, com direito a pedir dedicatórias para os dois livros e sem despesa de correio. Tudo isso por apenas 68 reais. Clique aqui e compre apenas um exemplar de Time dos Sonhos. O outro eu mando de graça para você. Acho que seu pai vai gostar.
Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Aí do lado há uma enquete que pergunta: em quem você votaria hoje para presidente do Santos? O blog pinçou os nomes de outras enquetes de blogs de santistas. Fique à vontade para escolher quem lhe passa mais credibilidade.

Quais são as suas ideias para um Santos melhor?


A alegria está na luta

Leia o post original por Odir Cunha

Amigos leitores do Blog do jornalista Odir Cunha: a todos informo que ele passou por cirurgia para colocar duas mamárias e agora está no delicado processo pós-operatório. Como todos os santistas, tem acompanhado a difícil situação do clube, mas continua muito otimista. Pediu para fosse repetida a frase que ele usou no seu último post antes da cirurgia, de mestre Mahatma Gandhi: A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita.

Mais alguns dias e poderemos contar com os textos do Odir. Os comentários podem ser enviados normalmente.


Pepe, Wladimir, Unzelte e eu no Sesc Belenzinho – Hoje às 19h

Leia o post original por Odir Cunha

Parabéns ao Neymar pelos seus 21 anos muito bem vividos!

Por que os técnicos estão usando esquemas táticos tão defensivos? Será que não há mesmo outro jeito? Que tal discutirmos juntos este assunto hoje às 18 horas no Sesc Belenzinho?

E discutirmos muito bem acompanhados, pois teremos a companhia de Pepe, o Canhão da Vila; Wladimir, o lateral da Democracia Corintiana e o jornalista e historiador Celso Unzelte.

O Sesc Belenzinho fica próximo à estação de mesmo nome, na rua Padre Adelino, Belenzinho, telefone (11) 2076-9700, São Paulo.

Se puder ir, pode levar os livros do Celso Unzelte, do Pepe e os meus que a gente autografa. O bate-papo, que depois será aberto para a participação do público, deverá terminar às 19h30m.

Vamos conversar sobre essa tendência defensivista no futebol?

Mundiais de Clubes: desta vez Juca Kfouri concorda comigo

Leia o post original por Odir Cunha

Nos votos para um novo ano sempre falamos de paz, tolerância, compreensão, mas depois dificilmente praticamos o que dissemos. Em 2013 resolvi, humildemente, colocar em prática esses nobres augúrios e tentar entender até àqueles que não tenho conseguido. Sempre tive muitos amigos na imprensa esportiva, mas os últimos acontecimentos, como meu trabalho no Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros, parecem ter abalado o respeito e o carinho que alguns sempre demonstraram por mim.

Uma das pessoas com quem, digamos, tive um ruído na comunicação, foi o blogueiro José Carlos Amaral, mais conhecido como Juca Kfouri. Muitos de vocês devem se lembrar que no tema Unificação dos Títulos Brasileiros ficamos em campos opostos. Não sei se por ser inimigo de Ricardo Teixeira, o antigo presidente da CBF; por torcer por um time que não se destacou entre meados da década de 1950 e final da década de 1970, ou realmente por acreditar no que dizia e escrevia, Juca Kfouri, mesmo sem ler o documento, mostrou-se um crítico feroz do Dossiê que, após analisado por três departamentos da CBF, conseguiu a Unificação dos Títulos Brasileiros, em uma decisão irrevogável que impediu que um capítulo precioso da história do nosso futebol fosse apagado.

Mas isso é, ao menos para mim, coisa do passado. A vida é muito curta para carregar rancores por assuntos que, comparados aos que realmente interessam, chegam a ser irrelevantes. Tudo passa e, em uma linguagem comum, mas sábia, do povo, a grande verdade é que o tempo cura todas as feridas.

O futebol, entretanto, está no nosso sangue, na nossa alma, e analisar sua história – principalmente quando ela se confunde com a do Santos, assunto principal deste blog – faz parte do meu ofício. Assim, novos temas delicados surgem e é impossível deixar de comentá-los. E quando isso acontece, só me resta torcer para que as discussões se restrinjam ao campo das ideias, sem nunca avançar para aspectos pessoais, como o caráter, a honra, ou a ética, que, a princípio, todos os formadores de opinião têm, ou devem ter.

A questão dos Mundiais de clubes

Pois agora faz-se necessário discutir a questão dos mundiais de clubes. Como a Fifa se apega à nomenclatura para considerar oficiais apenas os torneios que ela realizou – o de 2000 e a partir de 2005 –, muitos torcedores compraram a idéia de que para ser considerado um campeão mundial de verdade, um clube tem de competir com representantes de todos os continentes (da poderosa Oceania, inclusive).

A tese é de uma incoerência total, visto que a própria Fifa só conseguiu reunir seleções de todos os continentes na Copa de 1982, na Espanha, depois de realizar nada menos do que 11 Copas do Mundo. Isso quer dizer que todas as Copas anteriores devem ser batizadas de Copas Intercontinentais? O Brasil, portanto, seria apenas duas vezes campeão Mundial e três vezes campeão Intercontinental?

É claro que não vejo assim e, modestamente, acho que o bom senso nos pede para continuar considerando todos os países campeões do mundo, mesmo sabendo que na Copa de 1930, a primeira, só participaram equipes da América do Sul e da Europa, e que nos quatro primeiros Mundiais o campeão só realizou quatro partidas, o que dá bem a idéia da precariedade daquelas primeiras competições.

Um blog dedicado a assuntos relacionados ao Santos não pode aceitar passivamente a versão de que os títulos de 1962 e 1963, que tornaram o Alvinegro Praiano o primeiro bicampeão mundial, são menos relevantes do que os atuais. Acho até que eram mais importantes (pela época, pelos craques, pelo nível de futebol jogado), mas, tudo bem, ano novo, vida nova, paz, compreensão, sem polêmicas…

Assim, pesquisando mais ainda sobre o tema e procurando conhecer a opinião de alguns colegas sobre ele, deparei-me, surpreso e feliz, com a coluna de Juca Kfouri de 12 de dezembro de 2011, no UOL, intitulada “Ora, a Fifa…”. Nela, Juca escreve:

Diz a Fifa que o Corinthians é o primeiro campeão mundial de clubes, em 2000.

Diga o que a Fifa disser, mas o primeiro campeão é o Real Madrid, em 1960.

Como o segundo é o Peñarol, o terceiro o Santos e assim por diante.

E em 2000 tem outro campeão mundial, junto com o Corinthians, o Boca Juniors.

A Fifa e a CBF, e qualquer outra entidade dessas, podem dizer o que quiserem, mas não mudarão aquilo que o torcedor comemorou…

A íntegra da coluna pode ser lida no link: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/12/ora-a-fifa/

Pois eu também afirmo que o primeiro campeão mundial é o Real Madrid, em 1960, seguido por Peñarol, Santos, Santos, Independiente… E também concordo plenamente com Juca Kfouri quando ele escreve que “A Fifa e a CBF, e qualquer outra entidade dessas, podem dizer o que quiserem, mas não mudarão aquilo que o torcedor comemorou…”

Enquanto isso, vá saboreando os gols e as belas jogadas de André “Pinga” Luciano, no ótimo trabalho de pesquisa e edição dos amigos do COMANDO SANTISTA. Olha, se o moço jogar tudo isso, vamos queimar nossa língua. Ou melhor: vamos pedir limão, gelo, açúcar e comemorar:

Que tipo de sentimento pode fazer alguém negar que o Santos é o primeiro bicampeão mundial?

Eu, presidente? Não, você!

Leia o post original por Odir Cunha

Alguns de vocês devem ter sido surpreendidos por um e-mail do amigo Luciano, do Arujá, presidente de uma empresa na área de cosméticos, que está arregimentando pessoas para lançar minha candidatura à presidência do Santos, nas eleições de 2014.

Provavelmente bem impressionado com as ideias e atitudes que demonstramos principalmente neste espaço, o Luciano está convicto de que sou a pessoa certa para comandar os destinos do Santos, amparado pela estrutura que já existe no clube e pelas pessoas que trabalham ou que estejam dispostas a trabalhar – bastante – pelo sucesso do nosso Alvinegro Praiano. É claro que não posso me opor a isso.

A presidência é um cargo especial, mas exige o mesmo que um outro cargo qualquer: competência, ética, honestidade e dedicação. Mas não creio que eu seja o único que possa encabeçar um trabalho consistente para levar o Santos, definitivamente, ao lugar que ele merece.

A revolução pela democracia

Na verdade, não creio que a solução dos problemas dos clubes brasileiros esteja em um ou outro nome, mas em milhares de nomes. Ou seja: o aficionado, os milhares, milhões de torcedores (sócios, principalmente) é que precisam ser ouvidos. Essa entidade coletiva é sábia e geralmente encontra as melhores soluções para cada etapa da vida de um clube. Veja o caso do Santos…

A torcida torceu o nariz para Bill e João Pedro, que foram contratados mesmo assim. E o que está acontecendo com eles? Nada. Despesas inúteis, dinheiro jogado fora por arrogância, por se achar que a opinião do torcedor não tem importância alguma.

Assim como esse blog andou praticamente sozinho (bem coordenado pelo amigo Vítor Queiroz de Abreu, é verdade) durante as minhas férias, tocado pela opinião sensata dos santistas, o que impede um clube de basear suas ações na opinião da maioria de seus torcedores?

Fala-se muito em democracia, mas quem a pratica? Quem comanda o futebol brasileiro, paixão de tantos milhões, a não ser algumas raposas pingadas que assumiram a CBF?

Nos clubes se vê o mesmo panorama. É só assumir o poder e o novo líder dá as costas a quem o elegeu. Bem, para mim esse é um dos maiores erros que um clube pode cometer e a razão de muitos estarem em uma situação tão difícil. Falta ouvir o torcedor.

E o santista não é qualquer um. Convivo com a opinião dos torcedores do Santos há muitos anos e sei exatamente o que ele quer e o que ele espera do time, dos jogadores e dirigentes. Acho que sei exatamente em que ponto de sua história o Santos está e em qual pode chegar.

Mas, fique tranquilo, não estou fazendo campanha. Apenas redigi este post para dizer que sei bem do interesse de alguns santistas para que eu organize uma chapa e me candidate em 2014. Não serei falso modesto. É uma honra ser lembrado para cargo tão importante. Mas, se um dia eu chegar lá, amparado pelos que acreditam em mim, vocês tocarão o Santos comigo. Esse time é de todos nós.

Você não acha que o santista deve participar mais das decisões do clube?

O pedido de um santista ao Papai Noel

Leia o post original por Odir Cunha


No Natal passado foi a Unificação dos títulos brasileiros. Este ano, o que será?

Por Gustavo Kosha

Faz algum tempo que eu não te escrevo. Aliás, MUITO tempo, eu sei disso. Na época em que conversávamos ainda eram usadas as cartas ao invés dos emails… Os tempos mudaram Papai Noel, e muito…

Sei que, depois que cresci, fiquei “um pouco” descrente em relação a sua pessoa. Não vou ser hipócrita e mentiroso, realmente deixei de acreditar na sua existência, e peço desculpas por isso, mas acho que chegou o momento certo para o senhor me mostrar o quanto eu estive errado por todos esses anos.

Eu me comportei muito bem em 2011 Papai Noel. O senhor sabe que nunca fui de “cornetar”, e, este ano menos ainda, quase não reclamei. Tudo bem, sejamos sinceros, uma vez ou outra, no início da Libertadores, reclamei do Possebon e das invenções do Adílson. Eu sei, eu sei, critiquei um pouco os gols perdidos pelo Zé Love também, mas o senhor há de convir comigo Papai Noel, não dava para aguentar aquilo em silêncio. Ele perdeu cada gol que o senhor, com essa barriga e o saco nas costas, não perderia.

O senhor pode argumentar que não tínhamos muito do que reclamar esse ano, aliás, nos últimos anos eu concordo, vivemos em estado de graça, mas fui um cara tão legal e tão bom, que pouco tirei sarro dos meus amigos que torcem por outros times. Claro que uma piadinha ou outra é saudável e faz parte do jogo, mesmo porque torcer para um time que consegue ser eliminado na pré-libertadores por um “apanhado” da Colômbia, merecia o ano inteiro de piadas, mas eu fui contido Papai Noel, e tudo isso porque eu tinha certeza da onde nós chegaríamos…

…e chegamos.

Sexta-feira agora eu embarco para o Japão em busca da nossa tão sonhada terceira estrela. Isso por si só já é um sonho realizado, mas o senhor sabe Papai Noel que nós, santistas, sempre queremos mais. Estamos acostumados com o melhor, e o melhor, só pode ser o título. A consagração de uma geração vencedora. O reconhecimento do mundo de que o Brasil e, principalmente o Santos Futebol Clube, continua sendo o maior celeiro de craques do mundo.

O senhor nunca me decepcionou Papai Noel, e tenho certeza de que não vai ser agora que o senhor vai me decepcionar, mesmo porque posso ser até um pouco “agnóstico” em relação a sua existência, mas no Santos Futebol Clube eu nunca deixei de acreditar.

Eu e toda a torcida santista espalhada pelo Brasil e pelo mundo contamos com o senhor Papai Noel. Prove para todos nós que o senhor realmente existe!

Muito obrigado,

Gustavo.

Gustavo Kosha é publicitário, pai da Nina, sócio remido e torcedor do Santos Futebol Clube.

Sexta o Dossiê será lançado na Vila. Apareça!

Leia o post original por Odir Cunha


Não deu para ir ao Museu do Futebol, em São Paulo? Tudo bem. Mas sexta-feira o lançamento do Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959 será no salão de mármore da Vila Belmiro, com a presença de ídolos do Santos, dirigentes e jornalistas. E o José Carlos Peres e eu, claro. Ficaremos felizes se você for.