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Faltam apenas oito dias!

Leia o post original por Odir Cunha

Faltam apenas oito dias para se encerrar a promoção de livros em homenagem ao 105º aniversário do Santos. Aproveite!

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Santos da Argentina derrotou veteranos santistas por 8 a 5. Veja:


É preciso ter fé

Leia o post original por Odir Cunha

Escrevo este artigo poucos minutos antes de o Santos entrar em campo para enfrentar o Santa Fé, na Colômbia. Nem preciso dizer que do nosso time esperamos garra do começo ao fim, esperamos honra à nossa camisa, coragem, ousadia e uma vitória, pois somos melhores que o time colombiano. Se algum santista fizer corpo mole, pode crer que será cobrado, e muito. Não queremos torcer para santos, mas para homens, com suas fraquezas e forças humanas, mas destemidos. Não é preciso ser santo para ser guerreiro. Lutem e não nos venham com desculpas caso fracassem. Não queremos ouvir mais desculpas. Queremos ouvir histórias de vitórias e heroísmos.

Mas escrevo, principalmente, para agradecer a todos que foram ao encontro no Bar Murymarelo, na noite de terça-feira, que, além de se expressarem livremente e darem suas ideias para um Santos Maior, provaram que o clube tem, sim, uma forte e organizada oposição, e ela não assistirá passivamente à tentativa de uma minoria incompetente e temerária de se perpetuar no poder usando o dinheiro do clube para comprar consciências e continuar a se servir do clube, ao invés de servi-lo.

Agradeço, particularmente, a Francisco Hidalgo, santista de Santos, que compareceu ao Murymarelo com seus familiares Tamara, Cipriano, Murilo e Matheus. Mesmo proprietários de cadeiras cativas na Vila Belmiro, os Hidalgo apoiam mais jogos em São Paulo e apoiam a minha candidatura. Não tenho palavras para agradecê-los pela confiança.

Agradeço também aos amigos e conselheiros influentes Marcello Pagliuso, Clóvis Cimino, Rachid Bourdokan (tão conhecido pelos santistas pelos filmes que faz em defesa da torcida alvinegra), Nelson Jafet, Alex Bessa, Luiz Louzada, Oscar Leite, Carlos Eduardo Cunha e Rafael Fidelis.

Envio um agradecimento especial aos amigos Norberto de Jesus Marques e Daniel da Graça Griggio, representantes do mais importante e independente fórum de torcedores do Santos, o Santos Total, independente e ético.
Não posso esquecer do amigo Adalberto Matiusso de Camargo e seus filhos Gustavo e Leonardo. Muito menos da amiga de infância Suely del Costo Lopes, que verei em breve no lançamento do livro “Lições de Jornalismo”, em Cidade Dutra.

Mais agradecimentos ao sempre brilhante santista Nivaldo Saraiva, que nos brindou com um brilhante discurso. Ao amigo Edwin Perez, sempre com ótimas ideias. Um fortíssimo abraço a Paulo Cabral, que compareceu e ainda trouxe sua esposa, Vera, e sua cunhada, Lúcia.

Um agradecimento especial aos amigos deste blog, o ponderado Ian Rocha, o afável Adauto Gudin e meu irmão Marcos Magno. Um agradeimcnneot super especial à minha mulher, Suzana Silva Gonzaga Cunha.

Abraços fortes a Ana Maria de Souza Nascimento, Mario Francisco Moreira Gonçalves Dias, Leonardo Maklouf, Gean Marcelo, Antonio Carlos Nascimento, Daniel Caldeira Brant, Guilherme Kastner, João Batista do Nascimento, Marcos Maldonado, Rodrigo Alvarez, Silmar Batista, André Ferreira, Rodrigo Neves, Tawan Victor de Oliveira, José Francisco e Victor Augusto Ferreira.

O mais importante é que todos vieram para dar e discutir ideias, não para receberem brindes ou terem a despesa paga. Vieram porque estão fartos de ver essa presidência empurrar o clube para o apequenamento. Foram discutidas ideias para transformar Santos na Cidade do Futebol, para se incrementar o turismo de Santos voltado ao futebol, para se construir um CT amplo e moderno para a base e a possibilidade de se dividir os jogos com o Pacaembu. Nem precisei proibir as palavras “provincianos” e “forasteiros”, pois ninguém as usou. Todos estão compreendendo que o momento é de união dos santistas, pois nessa junção de forças está o nosso futuro.

Nova reunião será marcada para São Paulo, a fim de consolidar os pontos de um plano estratégico, e depois nos reuniremos em Santos. Contamos, desde já, com o comparecimento dos santistas livres de preconceitos, que pensem um Santos de todos, sem fronteiras.

As ideias sugeridas na reunião estão sendo catalogadas e serão divulgadas nos próximos posts. Peço desculpas por não ter postado sobre o encontro apenas hoje. Estou trabalhando em ritmo acelerado para a próxima exposição no Museu Pelé, um museu que honra o maior jogador de todos os tempos, de todos os santistas, e o grande catalisador na cidade de Santos.

E você, o que pensa disso?

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Bom renascimento para nós

Leia o post original por Odir Cunha

Costumo dizer que a vida é feita de renascimentos. Se as coisas não andam como você quer, não se amofine. Continue trabalhando, fazendo a coisa certa, porque logo uma nova etapa, repleta de possibilidades, surgirá à sua frente. Como santista, vivi algumas Páscoas, ou renascimentos. A mais marcante delas ocorreu em junho de 1979, quando um time recheado de garotos, nominados Meninos da Vila pelo seu Chico Formiga, venceu o São Paulo na final e conquistou o Paulista de 1978, primeiro título importante do Alvinegro Praiano após Pelé. Neste vídeo podemos desfrutar a narração incomparável de Osmar Santos, de quem me tornei redator e amigo nas rádios Globo/Excelsior. Boa Páscoa a todos os frequentadores deste blog e obrigado pelos comentários sinceros.

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Feliz aniversário Santos!

Leia o post original por Odir Cunha

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A gente consegue o que quer

Leia o post original por Odir Cunha

Garfield descansando

Um atleta que queira muito ser campeão e trabalhe com afinco por isso, um dia atingirá sua meta. Um estudante que sonhe ser doutor, chegará lá caso estude e se dedique o suficiente para alcançar esse objetivo. Com raras exceções, qualquer um de nós conseguirá realizar seu sonho desde que esteja disposto a pagar o preço.

Não há sucesso sem querer e por isso devemos valorizar os vencedores sem inveja nem senões. Em 1985 Boris Becker, um alemão de 17 anos venceu Wimbledon. Foi uma surpresa para todos, menos para ele. Pois ninguém conquista Wimbledon sem querer. No íntimo, ele sabia que poderia, e pôde. Isso vale para todos os campeões do esporte, das artes, da vida…

Entre o final dos anos 50 e início dos 60 o Santos tinha um time que queria jogar, precisava jogar, pois o salário era pequeno e o maior rendimento vinha dos “bichos”, o prêmio por vitória. Então, veja você, mesmo atuando em quatro países diferentes, o Santos fez cinco jogos em sete dias, entre 3 e 9 de junho de 1959.

Confira: dia 3 de junho venceu o Feyernoord, na Holanda, por 3 a 0; dia 5 perdeu da Internazionale, em Milão, Itália, por 3 a 2; dia 6 derrotou o Fortuna, de Dusseldorf, Alemanha, por 6 a 4; dia 7 empatou com o Nuremberg, em Nuremberg, Alemanha, por 3 a 3 e dia 9 derrotou o Servette, de Genebra, Suíça, por 4 a 1.

Bem, aquele era o Santos de Ouro, que não escolhia adversários e tinha jogadores que não reclamavam da dureza da profissão. Nestes cinco jogos citados, Pelé e Pepe participaram de todos. Pelé marcou cinco gols e Pepe, seis. Bem, mais isso era naquele tempo. E hoje, o que querem os jogadores e o técnico do Santos, qual é o objetivo que os move?

A se depreender das entrevistas que têm dado nos últimos meses, a grande meta desses jogadores e do técnico Dorival Junior tem sido o “descanso” – palavra mais usada nas entrevistas após os jogos e no intervalo entre um compromisso e outro. Pois bem. Como está dito no título e no lead deste post, as pessoas acabam conseguindo aquilo que querem muito…

Do jogo com a Ponte Preta, em Campinas, no dia 1º de abril, até a estreia no Campeonato Brasileiro, em 14 de maio, diante do Fluminense, no Rio de Janeiro, o Santos terá jogado apenas cinco partidas: ida e volta com a Ponte, ida e volta com o Santa Fé, pela Libertadores, e o jogo contra o Flu.

Portanto, em um período de 44 dias o Alvinegro Praiano terá o invejável intervalo médio de 8,8 dias entre um jogo e outro e jogará apenas três vezes em abril, podendo descansar à vontade. Enfim, mais uma prova de que os sonhos, por mais estranhos que seja, acabam sendo realizados.

E você, o que acha disso?

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Este é o tamanho do Santos

Leia o post original por Odir Cunha


Braz, de heroi a vilão em alguns minutos.

Mais de 37 mil pessoas dentro, umas oito mil do lado de fora do Pacaembu. Esta foi a resposta do santista a quem, mesmo dirigindo o clube, trabalha contra a popularidade e a visibilidade do clube. No jogo, a equipe começou a 100 por hora e foi diminuindo o ritmo até trotar nos minutos finais. A maioria dos jogadores se dedico0u inteiramente à partida, outros pareciam alheios à sorte do time, como se a eliminação no Pauloista fosse até algo bom, já que agora podertão se dedicar apenas à Libertadores.

Acompanhei o jogo do lado de fora do estádio, como milhares de outros santistas. Queria sentir o que passam aqueles que não conseguem ver o jogo do seu time. Vi um casal jovem, com uma filhinha de menos de dois anos no colo, que não conseguiu entrar mesmo com os ingressos comprados. Vi pai e filho sofrendo ao lado do celular-rádio, vi torcedores puxando os mesmos coros das arquibancadas. Muita gente com ingresso não entrou. Falta esclarecer o torcedor, tratá-lo como gente. Nosso futebol ainda está na pré-história.

Depois, em casa, vi que David Braz fez um golaço e o árbitro não amrcou um pênalti claro em Bruno Henrique. Mas a Ponte teve os seus méritos, o Santos não mostrou a garra e a vontade que deveria, e pênalti eu não comento. Sorte à Ponte e sorte ao Santos agora na Libertadores. Que haja coragem para se separar o joio do trigo. Quem não está a fim de ser campeão sul-americano, peça para sair. A imensa massa santista merece mais entrega.

E você, acha que o time será outro na LIbertadores?


Grandeza para ser gritada

Leia o post original por Odir Cunha


Em 2006 foi assim. Eu, Suzana, Marcos e Daniel estávamos lá.

Não é surpresa nenhuma que os santistas lotem o Pacaembu na segunda-feira. Lotar estádios na Capital é o roteiro natural do Santos desde que a geração de Pelé deu ao clube a herança preciosa de uma das maiores torcidas do País. Só mesmo quem não quer admitir a enorme popularidade e carisma do Alvinegro Praiano, ou trabalhe contra ela, se interessa por vê-lo se exibindo para uma média de sete mil torcedores.

O Santos é muito maior do que isso, muito maior do que a cidade de Santos e maior até do que a metrópole paulistana. Por tudo que é, foi e representa o Santos merece jogar, sempre, para grandes públicos. E merece ter sua história conhecida e reconhecida de geração a geração. Como, no meu papel de torcedor, só posso ser um, escrevo livros, mantenho um blog a fim de manter viva e eternizar a rica história do nosso clube, com a intenção de contribuir, dentro da minha área, para o aumento de nossa torcida.

Tenho a doce ilusão de que, mesmo após a minha morte, as nossas mortes, se um dia vencerem as forças que querem apequenar o Santos e mantê-lo ad eternum sob o seu jugo, quando a imprensa esquecer definitivamente do nosso time e ele chafurdar por divisões inferiores contanto apenas com torcedores da Vila Belmiro e adjacências, ainda assim, em algum lugar do Brasil, um adolescente pegará em uma prateleira qualquer um livro com a história do Alvinegro Praiano e se apaixonará por ele da mesma forma que nós nos apaixonamos, e a saga persistirá.

Por isso que, dos 27 livros que escrevi e foram publicados, 12 falam do Santos. Destes, os mais importantes foram Time dos Sonhos, que levou mais de dez anos para ser concluído e foi lançado em dezembro de 2003, com a história do clube desde sua fundação até o título brasileiro de 2002; e o Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros, que fiz em parceria com José Carlos Peres e que, para nossa extrema felicidade, conseguiu que os campeões brasileiros de 1959 a 1970 fossem reconhecidos oficialmente, o que recuperou seis títulos brasileiros para o Santos.

Neste mês de abril, no dia 14, o Santos Futebol Clube completa 105 anos e por isso a livraria deste blog está oferecendo os livros Time dos Sonhos e Dossiê a valores inferiores ao preço de custo dessas obras. Tanto Time dos Sonhos, com 528 páginas, cerca de cem mil informações sobre a história do Santos e o perfil detalhado dos onze titulares do melhor time de futebol de todos os tempos, como o Dossiê, 323 páginas de papel couché, com toda a história dos campeonatos nacionais e os fatos e argumentos irrefutáveis que levaram ao reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa estão sendo oferecidos por apenas 39 reais o exemplar, incluído nesse preço a despesa de correio, além de minha dedicatória. Na compra de dois exemplares, em vez de 78 reais, o leitor pagará apenas 59 reais.

Se você já os tiver, por que não comprá-los para presentear uma pessoa sem recursos ou momentaneamente parte das estatísticas terríveis de desemprego no Brasil? Todos nós, engajados na luta pela grandeza do Santos, contrários ao processo de apequenamento movido pela atual direção do clube, temos de fazer a nossa parte. Ir ao Pacaembu e provar que o Santos é time para atrair multidões aos seus jogos, é uma das tarefas obrigatórias. A outra é conhecer e difundir a incomparável história do Glorioso Alvinegro Praiano.

Até a meia-noite do dia 30 de abril, um domingo, manterei esses valores para os livros Time dos Sonhos e Dossiê. Também estou oferecendo, a preços simbólicos, não superiores a quatro reais e cinquenta centavos, os PDFs dos livros Donos da Terra, Na Raça!, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Na compra deste último, oferecido por apenas dois reais e cinquenta centavos, autorizo o comprador reencaminhá-lo para uma criança santista ou indecisa com relação a que time escolher para torcer. Pode parecer pouco, mas atitudes assim é que construirão um futuro melhor para o nosso Santos.

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Boas e más lideranças

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De origem humilde, Ricardo Oliveira já pediu esmola nos semáforos da Zona Norte de São Paulo. Hoje, para os padrões brasileiros, é um homem rico. O futebol tem muitos exemplos similares. O maior deles, sem dúvida, é Pelé, Edson Arantes do Nascimento, primogênito de Dondinho e Celeste, nascido em uma pequena casa de tijolos e pintura desbotada de Três Corações, Minas Gerais, que antes dos 20 anos já era chamado de “Rei do Futebol”, título que o acompanha desde então.

Pelé e Ricardo Oliveira têm muita coisa em comum. Ambos, guardadas as imensas proporções, são reconhecidos como bons jogadores de futebol, artilheiros, destacaram-se no Santos e têm espírito de liderança. Porém, adotaram estilos diferentes para liderar. Pelé preferia comandar pelo exemplo.

Determinado a ser campeão do mundo na Copa de 70, ele usou o tempo de preparação para voltar ao seu peso e à sua forma ideais, não permitiu que nada desviasse o seu foco, aceitou sem reclamar as condições do treinamento puxado e a desconfiança de boa parte da opinião pública e mostrou, em campo, que ainda era o melhor do mundo e poderia levar a Seleção Brasileira a mais um título mundial, o que acabou acontecendo.

“Se o bife estava duro, ele cortava em pedacinhos e comia sem dizer nada. Se ele, que era o Pelé, não reclamava, o que a gente podia falar?”, diz Rivellino, lembrando os tempos de concentração para a Copa do México.

De técnica e talento reconhecidamente superiores, Pelé também foi o atleta, ao lado do zagueiro Brito, com o melhor rendimento nos treinos físicos. O resultado do seu empenho pôde ser observado em todos os seis jogos do Brasil, realizados no escaldante horário do meio-dia. Ao final da Copa, em que marcou quatro gols e deu cinco assistências, o Rei do Futebol foi escolhido, justamente, o melhor jogador da competição.

Hoje o Santos está diante de uma decisão infinitamente menor. Às 20 horas de segunda-feira, no Pacaembu, enfrentará a Ponte Preta por uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista – um obstáculo plenamente superável para um time de melhor elenco, de técnica superior e que ainda jogará diante de sua torcida. É jogo para entrar confiante e obter uma vitória consagradora. A liderança do time, porém, está se revelando um problema.

Em uma rápida entrevista após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, Ricardo Oliveira mostrou-se descontente por não ter sido consultado sobre o agendamento da partida de volta para o Pacaembu e deixou a entender que tanto ele como outros jogadores santistas prefeririam enfrentar a Ponte na Vila Belmiro. Ora, esse tipo de reação não contribui nada para motivar a equipe e já deixa uma desculpa pronta – a ser utilizada por outros jogadores e pelo técnico Dorival Junior – em caso de eliminação diante do bom time de Campinas.

Além de não haver explicação técnica para a escolha da Vila, onde o Santos já foi derrotado três vezes neste Paulista, é no Pacaembu, em que o Alvinegro Praiano venceu seus 18 jogos mais recentes realizados ali, que o time terá de jogar mais vezes se quiser dobrar sua média de público e reencontrar o caminho de uma grandeza que tem lhe escapado devido a uma visão limitada e regional que verdadeiros líderes, como Pelé, já tinham deixado para trás.

Sem jamais ser o capitão do time, Pelé inspirava otimismo, destemor, confiança. Em muitas excursões santistas ao estrangeiro, o incansável atacante chegou a disputar cinco jogos em apenas oito dias. Bem diferente do Santos atual, que desde a derrota de sábado terá nove dias para se preparar tranquilamente para a revanche contra a Ponte Preta, no Pacaembu, estádio cujo maior artilheiro é Pelé, com 115 gols.

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9 dias de descanso!

Leia o post original por Odir Cunha


Após uma semana de descanso, o Santos terá mais nove dias para descansar antes do jogo de volta contra a Ponte, no Pacaembu.

Pelo que se depreende de suas entrevistas, a grande notícia que o técnico Dorival Junior deu aos seus jogadores após a derrota de 1 a 0 para a Ponte Preta, na qual o adversário dominou o tempo todo e merecia mais gols, é que agora o Santos terá nove dias de descanso até o jogo de volta, dia 10, segunda-feira, às 20 horas, no Pacaembu.

Há quem diga que o time de reservas que enfrentou o Novorizontino é melhor do que aquele que jogou em Campinas e deveria ser o escalado contra a Ponte, na partida que decidirá uma vaga na semifinal. Eu não chegaria a esse extremo, mas admito que jogadores como Victor Ferraz, Lucas Lima e Ricardo Oliveira não estão bem.

De qualquer forma, o Santos tem a obrigação de vencer o mediano time da Ponte e passar para a semifinal do Paulista. Estou certo de que a torcida santista fará a sua parte e empurrará a equipe para a sua 18ª vitória consecutiva no Pacaembu, o estádio no qual o Santos tem tido os seus melhores desempenhos.

Notas dos santistas em Campinas

Vanderlei: 9. O melhor do time. Evitou um placar mais dilatado.
Victor Ferraz: 4.
Lucas Veríssimo: 3.
David Braz: 3.
Jean Mota: 4.
Renato: 4 (Rafael Longuine: 5).
Thiago Maia: 4.
Lucas Lima: 4.
Bruno Henrique: 4.
Vitor Bueno: 4 (Copete: 5).
Ricardo Oliveira: 2 (Kayke: sem nota)
Dorival Junior: 4.
O melhor da Ponte Preta foi William Pottker, autor do único gol do jogo, aos 20 minutos do primeiro tempo.

E você, acha que o Santos se classificará no Pacaembu?

Enfim Globo admite o óbvio

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Desde que vença, tudo bem

Leia o post original por Odir Cunha

preto no branco - filme
Ontem à noite, no Cine Belas Artes, aconteceu a pré-estreia do filme Preto no Branco, o Clássico do Século, que com belas imagens e uma edição fantástica conta a história do grande jogo Santos e Corinthians. Participei do filme, assim como o historiador Plínio, do Corinthians, o conselheiro santista Carlos Cunha, e outros. Uma ideia genial do diretor Kim Teixeira, que na foto é o que aparece de pé, bem no centro. Em outro post falarei mais desse filme produzido pela Limonada Suíça, com coprodução da Canal Azul, pois mistura as artes populares do rap e do futebol de uma maneira harmoniosa, envolvente e emocionante. Saí de lá com a certeza de que podemos ser rivais, sim, mas sem ser inimigos, que um complementa o outro, que assim como o Corinthians é importante para o Santos, o Santos é essencial para o Corinthians. Preto no Branco, Branco no Preto. Se puder, assista. Você vai gostar.


Participação especial dos rappers Ice Dee, Xis, Criminal D e Fernandinho Beat Box, alvinegros da Vila e do Parque, que se misturam para cantar a história desse embate, em clima de paz e bom humor.

Desde que vença, tudo bem

Mesmo sem seis titulares, poupados pelo técnico Dorival Junior, é aconselhável que o Santos vença o Novo Horizonte hoje, às 21h45, na Vila Belmiro, para ter a vantagem de fazer o segundo jogo das quartas de final em casa e criar possibilidades de também jogar a segunda partida da semifinal diante de seus torcedores.

Com os mesmos 19 pontos da Ponte Preta, o Santos terminará essa fase atrás da rival caso esta vença o Palmeiras, em Campinas, e o Santos não consiga o mesmo diante do Novo Horizontino. A lógica indica que o Santos vencerá, e a Ponte, mais enfraquecida este ano, alcance no máximo o empate. Porém, para não depender de outros resultados, o Alvinegro Praiano precisa mesmo é da vitória.

Sem Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo,Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira, Dorival deve escalar o time com Vanderlei, Matheus Ribeiro, Cleber, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete e Vitor Bueno; Copete, Kayke e Vladimir Hernández.

As dúvidas que devem afligir a muitos santistas são:

Se Yuri é um quebra-galho na zaga, por que não escalar o argentino Fabián Noguera? E se a ideia é não colocar mais o gringo para jogar, por que relacioná-lo para o jogo?

Se o goleiro João Paulo é o terceiro reserva, por que não foi ao menos relacionado? Caso não haja nenhuma confiança no rapaz, por que mantê-lo no elenco?

Se Jean Mota e Rafael Longuine se saíram bem na última vez em que entraram no time, por que não podem começar o jogo agora?

Por que o Santos precisará de dois volantes – Leandro Donizete e Thiago Maia – contra um time que, previsivelmente, irá à Vila Belmiro para se defender? Isso não é queimar uma substituição logo de cara?

Não seria melhor colocar LD ou TM e depois substituir um pelo outro?
Pelo que foi pago por seu passe, Kayke tem de jogar, claro, mas a verdade é que o torcedor quer ver mesmo o jovem atacante Arthur Gomes.

Os atacantes Rodrigão, com inflamação no pé direito, e Bruno Henrique, gripado, estão fora do jogo. Thiago Ribeiro está relacionado.

O Novo Horizontino, que já está classificado e nas quartas enfrentará o Palmeiras, deverá ser escalado pelo técnico Silas Pereira com Michael, Moacir, Domingues, Diego Sacoman e Igor; Doriva, Jéci (ou Caíque) e Fernando Gabriel; Cléo Siva, Everaldo e Roberto. A arbitragem será de Salim Fende Chavez, auxiliado por Risser Jarussi Corrêa e Vitor Carmona, todos de São Paulo.

Creio que a possibilidade de o Corinthians não vencer o Linense, no Itaquerão, é pequena, mas o time de Lins vem jogando bem e caso consiga ao menos o empate hoje poderá ajudar o Santos a se tornar o time com a segunda melhor campanha na competição, posição que, se for mantida com os jogos das quartas, dará ao Alvinegro Praiano a vantagem – nada desprezível – de fazer o segundo jogo da semifinal também em casa.

Uma particularidade que ajudou o Santos em quase todas as campanhas que o levaram às finais dos oito mais recentes Campeonatos Paulistas foi jogar os jogos decisivos em casa. Este ano ele tem, até agora, apenas a terceira campanha, o que o faria decidir a vaga para a final no campo do adversário caso a situação não seja mudada nos próximos três jogos. Porém, como os pontos das diversas fases são cumulativos, vitórias hoje, diante do Novo Horizontino, e contra a Ponte Preta, nas quartas, podem devolver-lhe essa vantagem. Torçamos.

E você, o que acha disso?

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A seguir, apresento um artigo de um notável historiador do Esporte Clube Bahia. O amigo Antônio Matos, jornalista e delegado de Polícia, que está finalizando o livro ‘Heróis de 59’, sobre a conquista pelo Bahia da I Taça Brasil, escreve sobre dois ídolos esquecidos do grande Tricolor Baiano.

HENRIQUE E CARIOCA, DOIS ÍDOLOS ESQUECIDOS DO BAHIA
Por Antônio Matos*

Meio desengonçado nos seus quase dois metros, o zagueiro de área Henrique, revelação do campeonato carioca de 1956 pela Associação Atlética Portuguesa, chegou a Salvador em janeiro de 1957, juntamente com o volante Joe, também da Portuguesa, por indicação do treinador Lourival Lorenzi, o ‘Mariposa’.

Vestiu a camisa três do Bahia por quase 10 anos e em 405 jogos. Foi campeão brasileiro de 1959, vice em 1961 e 1963 e conquistou os títulos estaduais de 1958, 1959, 1960, 1961 e 1962, no primeiro pentacampeonato do clube.

O ‘Gigante de ébano’, apelido cunhado pelo consagrado radialista baiano Carlos Lima, numa referência a cor e ao seu tamanho, era quase imbatível pelo alto e tinha um bom desarme no chão. Nascido em 30 de agosto de 1933, o carioca Henricão se distinguia pela lealdade, jamais utilizando o porte físico para intimidar os adversários.

Para que os torcedores mais novos tenham ideia de quem se tratava, ele lembrava, por ser negro e alto e pelos poucos recursos técnicos que dispunha, os também zagueiros tricolores Advaldo, o ‘NBA’ (1994), e Rafael Donato (2012/2013). Possuia, entretanto, uma garra incomum e um futebol melhor do que os dois juntos.

Na I Taça Brasil, machucado e afastado dos gramados por mais de 70 dias, só entrou no time a partir do primeiro jogo contra o Sport, na Fonte Nova. Na partida decisiva contra os pernambucanos, foi um dos destaques, marcando implacavelmente o perigoso centroavante Osvaldo, artilheiro do Sport, com quatro gols, nos dois primeiros compromissos diante do Bahia.

Formou dupla de zaga com inúmeros companheiros dos mais diversos estilos, a exemplo de Bacamarte, do lendário Juvenal Amarijo, Vicente, Pinheiro, Russo, Gonzaga, Ivan, Pepeu, Hílton, Thiago, Dario e até com a então jovem promessa Roberto Rebouças.

Sob o comando do folclórico treinador Pedrinho Rodrigues, atuou pela Seleção Brasileira, representada por jogadores em atividade no futebol baiano, contra o Chile, em 1957, pela segunda edição da Taça Bernardo O’Higgins. Ficou no primeiro jogo na reserva de Valder, do Fluminense de Feira, substituindo-o no decorrer da partida. No segundo compromisso, já era titular.

Sofrendo de Alzheimer, Henricão atualmente mora no Rio, para onde retornou em maio de 1967, após encerrar a carreira em meio a um sério desentendimento com o presidente Osório Villas-Boas.

Embora mineiro de Ponte Nova, José Paulo de Souza, ponta esquerda inteligente e driblador, era conhecido como Carioca. Participou dos dois primeiros jogos (Bahia 5 x CSA 0, no Mutange, e Bahia 2 x CSA 0, na Fonte Nova) na campanha do time baiano na Taça Brasil de 1959 e foi dele, aos 20 minutos do segundo tempo, o terceiro gol no chocolate aplicado à equipe alagoana, em Maceió.

Revelado pelo Sete de Setembro (Belo Horizonte) e com apenas 22 anos, teve, em maio de 1959, o passe adquirido a peso de ouro ao Cruzeiro.
Uma memorável partida, com direito a ‘baile’ no marcador Leone, num jogo diante do Bahia em Salvador, foi o suficiente para os dirigentes baianos abrirem o cofre e desembolsassem Cr$ 250 mil: Cr$ 150 mil à vista e Cr$ 100 mil equivalentes a renda de um amistoso com o próprio Cruzeiro, na Fonte Nova.

Carioca chegava para ser titular da extrema esquerda, mas uma discussão com o dirigente Benedito Borges mudou seu destino. Transtornado, alegando saudades da família e doença da mulher, voltou – por conta própria e com apenas quatro meses de clube – para Belo Horizonte.

Como a legislação esportiva da época, lastreada em conservadoras resoluções da Confederação Nacional de Desportos (CND), era muito pouco protetiva para os jogadores, o jovem rebelde Carioca teve o contrato suspenso e jamais conseguiu o atestado liberatório.

O Bahia exigia que ele devolvesse os Cr$ 100 mil que recebera de luvas e, como isto não aconteceu, foi obrigado a encerrar precocemente as atividades profissionais como atleta.

Filho de um motorista de táxi e com muito tino comercial, teve um restaurante na capital mineira, chamado ‘Recanto da Bahia’, com a cozinha dirigida por pessoas recrutadas em Salvador. Em seguida, esteve à frente de postos de gasolina e, também ligado a setor hoteleiro, chegou a comandar uma rede de motéis.

Embora com um agressivo glaucoma, que lhe reduziu bastante a visão, continuou trabalhando até que um câncer de pâncreas lhe tirou a vida em junho de 2015.

Dentre outras coisas, os filhos de Henricão se queixam que ele, ainda lúcido, não foi convidado para participar do filme ‘Bahêa Minha Vida’, que registrou depoimentos de Nadinho, Leone, Vicente, Marito e Léo, seus companheiros de jornada na I Taça Brasil.

Apesar de apenas dois jogos e de um gol naquela competição, Carioca legitimamente sempre reivindicou o título nacional. Reclamava de ser esquecido nas diversas comemorações promovidas pela conquista da TB/59 e lastimava não ter uma foto sequer com a camisa tricolor. “O Bahia vem, pelo menos, uma vez por ano a BH e ninguém me procura. Acho que o pessoal pensa que eu não integrei aquele elenco campeão”, lamentava.

Hoje, 29 de março de 2017, faz 57 anos em que o capitão Beto levantou, no Maracanã, o troféu de campeão brasileiro de 1959, após uma indiscutível vitória do Bahia sobre o Santos, por 3 x 1. Em relação a Carioca isto já não é mais possível, mas ainda é tempo de se homenagear em vida Henrique.

*Antônio Matos, jornalista e delegado de Polícia, está finalizando o livro ‘Heróis de 59’, sobre a conquista pelo Bahia da I Taça Brasil.