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River leva o tri e igual São Paulo e Santos

Leia o post original por Fernando Sampaio

riverO Tigres mostrou o melhor futebol da competição.

O River Plate levou.

Faz parte, no mata-mata nem sempre ganha o melhor.

O campeão sempre tem mérito.

Isso é óbvio.

No caso do River não dá pra dizer que seja fraco. Não é como Once Caldas ou outros exemplos da Copa do Brasil. O time argentino foi melhor na final e mereceu o título. Não adianta ser primeiro na primeira fase. Cresceu na hora certa.

O River entrou para o seleto grupo de apenas 9 clubes com mais de dois títulos na competição.

Independiente tem 7 títulos, não ganha desde 1984, há 31 anos.

Boca Juniors tem 6 títulos.

Peñarol tem 5 títulos, não ganha desde 1987, há 20 anos.

Estudiantes tem 4 títulos.

Olímpia, Nacional, São Paulo, Santos e River tem 3 títulos.

Nacional é o único dos tricampeões que sumiu do mapa depois dos anos 80, não ganha há 27 anos.

 

Foto Juan Mabromata / AFP

 

 

 

Vai, Galo, vai ganhar o mundo!

Leia o post original por Antero Greco

Não tem mas, porém, contudo, entretanto, todavia. Tem é Atlético-MG campeão da Libertadores de 2013. O Galo chegou, finalmente. Agora faz parte do grupo de brasileiros que conquistaram a América. E pode sonhar com o mundo – ora, por que não? É o próximo desafio, marcado para o fim do ano, no Marrocos. O lema “Eu acredito”, que marcou a trajetória de agora, estende-se até dezembro.

E foi bonito, épico, emocionante, inesquecível! Veio no último pênalti chutado pelo Olimpia, depois de 2 a 0 no tempo normal e o empate na prorrogação. Vitória por 4 a 3 nesse quesito impiedoso para quem perde; maravilhoso, redentor para quem vence. Quando Gimenez mandou a bola na trave, o Mineirão explodiu, Minas explodiu ¬– ou pelo menos a parte alvinegra. E com razão, com alegria. Chega de agonia!

Não me interessa, agora, analisar o jogo, entrar em questões táticas, técnicas, pormenores estratégicos. Eles, neste momento, são irrelevantes. Não quero saber quem foi o melhor, quem foi o pior, quem pisou na bola, quem roubou a cena. De Victor, que outra vez pegou pênalti, a Jô, que fez o primeiro gol, e passando por Cuca – todos tiveram méritos, todos merecem cair nos braços do povo.

Na hora em que se vence, não vale colocar os “mas, porém…” que usei na primeira frase. Deve-se pular, comemorar, rir, chorar, abraçar, rolar na rua. Ronaldinho Gaúcho, Pierre, Tardelli, Victor, Richarlyson, Alecsandro e outros que, em algum momento da carreira, foram preteridos, viram o resgate com a camisa do Atlético. O Galo vingador justificou a fama ao pegar esse grupo e elevá-lo ao alto da América.

E Cuca, também. Acabou o papo de pé-frio, de técnico que falha na hora “H”. Cuca, com suas rezas, sua crença e seu trabalho, venceu junto com os rapazes. Cuca entra na galeria dos treinadores que podem ostentar uma medalha da Libertadores. Justo.

Vai, Galo, arrisque voos mais ousados! Ganhe o mundo! Só não esqueça do Brasileiro. Afinal, foi onde começou essa jornada vitoriosa.

Eu já sabia! Em jogo épico contra o Olimpia, Galo leva decisão para os pênaltis e, merecidamente, conquista a Libertadores! Quem é o “cavalo paraguaio” agora, hein? E que venha a zebra Bayern do sortudo Guardiola!!!

Leia o post original por Milton Neves

Faltam palavras para descrever o que aconteceu no Mineirão na noite mais importante da história do estádio.

Enfim, o apito deixou de operar o Galo, que merecidamente levou um grande título, que não vinha desde 1971.

E bota merecidamente nisso…

Afinal, quem merecia mais esta conquista do que o injustiçado Cuca? Do que o fora de série Ronaldinho? Do que o competentíssimo Alexandre Kalil? Do que o iluminado Victor? Ou do que a apaixonadíssima torcida do Clube Atlético Mineiro?

Ninguém, meus amigos. Absolutamente ninguém…

Mas a decisão não foi nada tranquila, viu?

O gol atleticano que levou a partida para a prorrogação só saiu aos 41 minutos do segundo tempo, com o zagueirão Leonardo Silva (o primeiro foi de Jô, no início da etapa complementar).

Como na prorrogação ninguém marcou, a final foi decidida nos pênaltis…

E será que eu preciso falar quem operou um novo milagre nas penalidades?

SÃOOOOO VICTOOOOOOR!

Claro que o ataque foi o fundamental para este inédito título, mas o CARA dessa Libertadores, de longe, foi o goleiro atleticano!

Sendo assim: AMÉM, SÃO VICTOR!

MUITO OBRIGADO PELA GRAÇA ALCANÇADA!

E agora, que venha no Mundial a zebra Bayern de Munique, que não terá chance alguma contra o Galo.

Afinal, o nosso ex-azarado Cuca é um milhão de vezes melhor do que esse sortudo Guardiola!

Já no Brasileirão, a fase do São Paulo piora cada dia mais.

Desta vez, derrota para o Internacional, jogando no Morumbi.

Será que o Autuori será demitido sem fazer pelo menos um ponto pelo Tricolor?

E na Copa do Brasil, o Santos venceu o Crac por 2 a 0 e garantiu vaga na próxima fase da competição.

Opine!

Força do Galo impressiona tanto quanto fraqueza do São Paulo

Leia o post original por Perrone

No dia 8 de maio, o Atlético-MG reforçava sua candidatura ao título da Libertadores ao eliminar o São Paulo nas oitavas-de-final com uma vitória por 4 a 1. Começava ali a se formar o abismo que hoje separa as duas equipes.

Nesta quarta, de maneira impressionante, o Galo fez, de novo, o que muitos consideravam impossível: venceu o Olimpia por 2 a 0 nos 90 minutos e conquistou o inédito título da Libertadores nos pênaltis. Isso na mesma noite em que o São Paulo mais uma vez impressionou por sua fragilidade. O time paulista perdeu para o Internacional por 1 a 0 pelo Brasileiro e completou 11 partidas sem vencer. Algo que também para muitos era impossível.

Os são-paulinos deixaram o Morumbi sem saber mais o que fazer para recuperar jogadores como Lúcio, Luis Fabiano e Ganso. Já os atleticanos viram o título coroar um pelotão de jogadores recuperados. Ronaldinho Gaúcho, apesar do fraco desempenho na decisão, Jô, Pierre e Josué fazem parte da lista de atleticanos desacreditados em seus antigos clubes e que deram a volta por cima. Assim como Carlinhos Neves, preparador físico demitido pelo São Paulo no final de 2010.

Apesar da facilidade com que o Galo tirou o tricolor paulista de sua frente no torneio continental, era difícil de imaginar na ocasião que em tão pouco tempo a diferença entre ambos seria do tamanho que se mostrou nesta noite histórica para as duas torcidas.

E não é que o raio caiu 3 vezes no mesmo lugar? Grande ‘São’ Victor!

Leia o post original por Neto

Time que entrou para a história do Atlético/MG

A noite de quarta-feira foi histórica em Belo Horizonte. O Atlético/MG pela primeira vez conquistou a Libertadores da América. E foi com um baita merecimento, sobretudo pela campanha maravilhosa que fez na primeira fase da competição. Ali já dava pra perceber que esse excelente elenco do Galo tinha todas as condições e ficar com o título. Curiosa foi a maneira como a campanha desenrolou na fase final. Pelo amor de Deus! Emoção pura!

Nas quartas sofreu demais para eliminar os mexicanos do Tijuana. Dois empates e uma classificação graças ao gol fora de casa e principalmente ao pênalti defendido pelo goleiro Victor. O lance rolou nos acréscimos. Fez até quem não é torcedor do Galo se emocionar. Nas semifinais o resultado foi ainda mais apertado. Depois de perder por 2 gols na Argentina o Atlético empatou a disputa no Horto com o gol de Guilherme nos acréscimos e levou a disputa para os pênaltis. Lá novamente deu ‘São’ Victor. Um verdadeiro gigante!

A final decisiva contra o Olímpia parecia repeteco da fase anterior. Placares de 2 a 0, prorrogação e pênaltis. Os paraguaios, assim como mexicanos e argentinos, não foram páreos para o Galo e para o goleirão Victor, que mais uma vez fez a diferença no momento crucial.

Pra ser sincero dessa vez não acreditava muito. Mas o lado preto e branco de Minas acreditou demais e essa força foi fundamental para essa conquista. Parabéns atleticanos!!! Um salve especial aos amigos Kalil e Cuca, vocês mereceram mais que ninguém!!! Ah, parabéns também ao ‘São’ Victor, que fez o milagre de fazer o raio cair três vezes no mesmo lugar. Incrível!

A noite do Galo vingador*

Leia o post original por Antero Greco

Jogo que vale título é coisa séria, não permite vacilos, exige concentração total. Os personagens do espetáculo precisam de retiro espiritual, com o devido recolhimento físico e mental, como se fossem receber o papa em casa. Esses preceitos rígidos servem para jogadores, comissão técnica, roupeiro, massagista, bilheteiros, pipoqueiros, torcedores. Até cambistas! Pois nessa hora a união de forças conta pra chuchu. Decisão é sagrada.

Não se brinca com partida que tem taça em disputa – ainda mais se for inédita, como no caso do Atlético-MG, que tanto cobiça a Libertadores. E se não for inédita também. Ou alguém acha que o Olimpia, três vezes campeão continental e três vezes vice, pisará no Mineirão como se fosse para um piquenique? Caia nessa! Os paraguaios entrarão com a adrenalina a mil, mesmo com a vantagem de 2 a 0 alcançada na semana passada.

Confronto derradeiro que se preze provoca calafrios, dor de barriga, deixa todo mundo com nervos à flor da pele. A ansiedade faz o sujeito desandar a falar ou o leva a um mutismo de monge tibetano. Os que têm fé rezam, prometem isto e aquilo, enchem os bolsos de santinhos. Supersticiosos cumprem rituais minuciosos para garantir o sucesso da equipe. Nada pode sair errado. Só quem não gosta de futebol tem a insensibilidade de achar que é tudo bobagem. Jamais fiquei indiferente a finalíssimas, até do campeonato da Ucrânia. Imagina com brasileiro envolvido.

Pois esta quarta vai ser de lascar, e não só para o atleticano. Claro que ele sentirá na alma cada toque na bola dado pelos astros dentro de campo. Os demais pegam uma rebarba, no mínimo como solidariedade, no máximo para secar. Vai dizer para cruzeirenses que o Galo hoje é “Brasil na Libertadores”?! Heresia sem tamanho. Se escuto o locutor exortar um rival com esse lugar-comum, fico com vontade de dar um chute na tevê. Em geral, mudo de canal – gesto sensato e menos desastroso.

Não há receita infalível para os mineiros saírem da saia-justa em que se meteram no Defensores del Chaco. O gol de Pittoni, nos segundos finais dos acréscimos, pesa toneladas nas costas de Ronaldinho Gaúcho e companheiros. Por mais otimismo que exista, complica a turma subir as escadas e botar os pés no gramado com o placar agregado a apontar a diferença. Faz parte da luta.

O Atlético teve sete dias para recuperar-se do baque, preparar-se, traçar estratégia que o leve pelo menos à vitória por dois gols e assim arrastar a disputa para a prorrogação. O raciocínio básico é de que dispõe de tempo semelhante ao do Olimpia – ou quase, a depender dos descontos do juiz – para devolver o placar. E, se tudo correr maravilhosamente bem, marcar um ou outro gol adicional para ficar com o troféu.

O êxito atleticano passa pela defesa, alterada pela suspensão de Marcos Rocha e Richarlyson. O setor ficou vulnerável, nas apresentações recentes, pelas constantes baixas. Victor tem papel fundamental – e que o exerça no tempo normal! Sem pênaltis, amém.

Pierre e Josué têm a incumbência de sustentar o equilíbrio no meio-campo. Mas recai sobre Ronaldinho, Diego Tardelli, Jô e Bernard a missão de transformar em realidade (entendam-se gols) a esperança da torcida. O quarteto de talentos é o recurso maior para entortar o eficiente sistema do Olimpia. Em Assunção, o gaúcho e Jô estiveram aquém do habitual, Tardelli carregou o time e Bernard ficou fora. Se tiverem a afinação de sempre, o nó pode desatar-se já no início, como ocorreu contra o Newell’s na semi.

O Galo pode penar, com o perdão do trocadilho, mas depende só de si para entrar na galeria dos brasileiros campeões da Libertadores. E, por tabela, colocar uma pedra nessa conversa de que Cuca é pé-frio. Espero noite memorável em Belo Horizonte. Que o alvinegro de Minas se espelhe no Corinthians de 2012 e parta também para o Mundial.

Perigo, perigo! Hoje tem São Paulo x Internacional pelo Brasileiro. Fortes emoções no Morumbi…

*(Minha crônica no Estado de hoje, quarta-feira, dia 24/7/2013.)

Eu não acredito, não. EU TENHO CERTEZA! Nada pode atrapalhar a noite mais importante da história do Atlético-MG! E você, torcedor brasileiro, secará ou apoiará o melhor time da América do Sul?

Leia o post original por Milton Neves

Não tem mais essa de “eu acredito”.

Afinal, EU TENHO CERTEZA!

Nada, absolutamente nada dará errado na noite mais importante da história do principal clube de Minas Gerais!

Tenho certeza disso por conta de o Atlético contar hoje com duas ajudas “sobrenaturais”.

A de São Victor, que já promoveu inúmeros milagres durante a Libertadores (aí, la na frente, R10, Jô e Bernard resolvem, né?).

E também a do papa Francisco, que confidenciou a mim outro dia ser eternamente grato ao time que “inventou” a Missa do Galo!

Portanto, atleticano, não se preocupe e já pode preparar o churrasco que varará a madrugada.

Eu garanto!

E você, torcedor brasileiro: vai secar ou apoiar hoje o melhor time da América do Sul?

Opine!