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Vencer é ótimo. Mas Palmeiras precisa melhorar

Leia o post original por Antero Greco

Texto de blog, escrito no calor da hora, ainda tem muito da adrenalina das partidas. Talvez não seja diferente com este que você começa a ler agora. Mas tentemos colocar abstrair e partir para a análise.

O Palmeiras ganhou do Jorge Wilstermann por 1 a 0, no final da noite desta quarta-feira. Primeira vitória em dois jogos na Libertadores. Gol no sufoco, na bacia das almas, marcado pelo zagueiro artilheiro Mina, aos 50 minutos do segundo tempo. Bola chorada, depois de jogada de aperto, da qual participou mais de meio time. Sobrou até reclamação dos bolivianos, sob alegação de impedimento.

Muito bem, três pontos para o campeão brasileiro, que dessa maneira evitou decepção de empatar em casa. O estádio lotado vibrou com o lance final do duelo no Allianz Parque.

Mas logo vêm as questões: o Palmeiras jogou bem? Teve atuação à altura da expectativa com que entrou na competição? Destroçou o adversário? Portou-se como candidato ao título?

Diria que não. A turma de Eduardo Baptista esforçou-se, claro; jogou com seriedade, sem desprezar o adversário. No entanto, esteve aquém do que se esperava de mandante de peso.

Não levou grandes sustos na defesa, como tem sido recorrente nesta temporada. O setor é sólido, tem jogadores experientes e bem protegidos. Não é ali que se encontra o problema.

A emperrada vem do meio para a frente. Nesta quarta-feira, por exemplo, Tchê Tchê não esteve bem, assim como Michel Bastos. E o técnico demorou para tirá-los de campo. Deveria ter tentado antes com Keno e Willian. Com isso, ficou sobrecarregado Felipe Mello, que se saiu bem, depois de um início meio nervoso. Mas Zé Roberto também ficou mais preso à defesa e Guerra não se soltou muito.

Como num efeito dominó, Dudu igualmente se preocupou em ajudar o meio. E Borja passou muito tempo isolado à frente. Foram poucas as bolas que vieram para ele. Tanto que, no primeiro tempo, a rigor o Palmeiras teve uma jogada mais perigosa.

Na segunda parte, tentou pressão sobre o JW, que abusou da enrolação, catimbou o mais que pôde, para voltar com um ponto no bolso. Ainda que Eduardo tenha mexido, não foram muitos os episódios de perigo criado pela equipe dele. Com Roger Guedes no lugar de Guerra (que não foi mal), veio mais velocidade no final. E o gol salvador, depois de muita insistência, pintou como alívio.

Mas o Palmeiras precisa melhorar bastante para confirmar a condição de postulante ao título.

Palmeiras tem elenco e SP não é fim do mundo

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Clássico é  um alento para quem vence e um tormento para o perdedor. Sempre foi assim, não iria mudar agora.

Portanto, se justifica a alegria do torcedor do Palmeiras com os 3 a 0 na tarde deste sábado no Allianz Parque. E se entende a frustração do fã do São Paulo; não é fácil perder pela quarta vez na nova casa do adversário.

Resultado sem reparos nem polêmicas. Não houve lances duvidosos nem erros de arbitragem. Apesar do ritmo truncado, sobretudo no primeiro tempo, as divididas ficaram na média de jogos desse tipo. Um ou outro cartão amarelo, sem maiores consequências.

Mas posturas e constatações diversas. O Choque-Rei foi morno, sem graça até o gol de Dudu, já mais perto do intervalo. A roubada de bola quase no meio do campo, a percepção de que Denis estava adiantado e o arremate longe, certeiro, por cobertura. Para constrangimento do goleiro e de Rogério Ceni, que tomou dois desses, no mesmo local e gol, quando era o titular são-paulino.

O lance mudou a partida, de forma radical.

O Palmeiras voltou mais empolgado e o São Paulo desnorteado. Na segunda etapa, só a turma de verde jogou. Ignorou o adversário, trocou passes, criou mais oportunidades para aumentar a diferença – e conseguiu, com Tchê Tchê e Guerra. No último, contou com a colaboração de Douglas e Denis, que foram moles para a jogada. Mas, àquela altura, o tricolor já estava batido havia muito tempo.

O que ficou evidente no clássico. Primeiro, a importância de elenco variado e grande. O Palmeiras sente na prática como valeu a pena investir nesse terreno nas últimas três temporadas. Eduardo Baptista colocou meio time reserva, ou de jogadores que estão voltando à atividade (Fabiano, Tchê Tchê, Mina), e o desempenho não caiu. E o campeão brasileiro viu que, se for atrevido, pode impor-se em desafios, ao contrário do que ocorreu na derrota para o Corinthians.

Rogério Ceni deparou-se com uma bola cantada: o grupo do São Paulo é limitado. Tem um bloco de titulares e um ou outro reserva. Na hora em que perde jogador importante, como foi o caso de Cueva, a queda é acentuada. O estilo agressivo, ousado, virou fumaça, diante de uma marcação forte.

O melhor ataque do Paulistão não funcionou e a defesa, o setor mais frágil do time até agora, ficou exposta como sempre. Resultado: o desastre dos 3 a 0, que poderiam ser mais, se o Palmeiras forçasse mais a barra. Mas não é o fim do mundo: há tempo para correções, para busca de equilíbrio entre a vontade de fazer gols e o risco de tomá-los.

E o Palmeiras bota o bloco na rua…

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Epa, calma lá. Antes que alguém venha com o papo de que “Estadual não é parâmetro, não mede a força real dos grandes, etc e tal”, adianto que analiso proezas e escorregões no Paulistão com serenidade.

Isto posto, fica a constatação óbvia: ganhar sempre é bom. Se for por goleada, melhor ainda. Por esse prisma, o Palmeiras volta de Araraquara feliz da vida pelos 4 a 0 sobre o Linense, no melhor aproveitamento na temporada até o momento. E, não custa lembrar, temporada ainda bem no início. Muita água vai rolar…

Os quatro gols foram importantes, animam para o clássico de quarta-feira com o Corinthians, em Itaquera. Aliviam a pressão sobre jogadores e sobretudo sobre o técnico Eduardo Baptista. A preparação nestes dias será mais descontraída.

Chamam mais a atenção outros aspectos positivos, que vão além das bolas nas redes mandadas por Willian e Raphael Veiga (no primeiro tempo) e Michel Bastos e Barrios (no segundo). O primeiro deles: o meio-campo com Michel Bastos ficou mais ágil e mais criativo do que com Roger Guedes. O moço não esteve bem nas apresentações anteriores. A tarefa de Felipe Mello na marcação foi facilitada.

Por tabela, cresceu o futebol de Dudu, mais livre para ir à frente. Por extensão, também apareceu mais o trabalho de Willian. Não foi por acaso que Michel e Willian fizeram gols. A presença de Mina tornou a defesa mais sólida. Não que Edu Dracena estivesse falhando. Mas o colombiano, mais jovem e mais seguro, funciona ainda como opção em bolas paradas na área adversária.

Barrios finalmente teve chance, guardou o dele e mostrou que pode ser alternativa e não apenas esquentar banco. A lamentar a contusão de Moisés, um dos pilares na campanha do Brasileiro. O moço talvez fique bom tempo fora após dividida com Zé Antônio que considerou lance de jogo. Em compensação, Keno em campo também funcionou como alternativa para marcação e criação.

Enfim, foi a primeira vez em que o palmeirense pôde ver o time mais coordenado, finalizador, objetivo. Para mim, está dentro do prazo de tolerância para crescimento. O melhor teste virá no dérbi. De qualquer forma, foi um bom baile pré-carnavalesco esse do bloco alviverde em Araraquara.

 

Palmeiras vence. Mas precisa mais para acalmar torcida

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A torcida do Palmeiras não tem a fama de “corneteira” por acaso. Talvez por causa das raízes, ainda hoje carrega características dos italianos: é exagerada, tanto nas comemorações como nas cobranças. Vai do céu ao inferno, e vice-versa, de um momento para outro. Quem jogou lá sabe bem o que é isso.

Pois bem, dá para entender o porquê das vaias que já se ouviam no Allianz Parque antes da metade do primeiro tempo do jogo com o São Bernardo, na noite desta quinta-feira. Não necessariamente concordar com o público. O palestrino anda impaciente no que considera demora para o time deslanchar. E, claro, o alvo preferido por ora é Eduardo Baptista. O técnico chegou sem fama, com currículo modesto, e tem a tarefa árdua de colocar logo a “máquina” para funcionar.

E a verdade é que a máquina verde precisa de ajustes, diversos. A equipe campeã brasileira não se engrenou tampouco se soltou. O que é compreensível, em início de temporada. Mas também não se pode tirar a razão do torcedor, pois a base de 2016 foi mantida e ainda vieram vários jogadores. Ou seja, opções o treinador tem, e de sobra.

Falta encaixar sistema e peças. Eduardo Baptista quer o Palmeiras diferente daquele de Cuca. Para tanto, precisa de tempo – e de resultados. A derrota no final de semana, além da oscilação mostrada até agora, deixou a galera com um pé atrás. E, diante das dificuldades no jogo com o São Bernardo, a impaciência veio à tona.

O Palmeiras não fez bom primeiro tempo. Se a defesa quase não foi incomodada, o meio criou pouco e Willian de novo ficou esquecido no ataque. Chances de gol? Uma ou duas, no máximo e com boa vontade na contagem. No segundo, Eduardo mexeu, e colocou Michel Bastos no lugar de Roger Guedes (saiu vaiado e é candidato a perder vaga no time), Rafael Veiga em substituição a Guerra (não esteve bem) e Keno por Moisés (ainda fora de condições ideais).

As mexidas melhoraram o time, sobretudo na transição da defesa para o meio. A marcação também melhorou, assim como a velocidade. Como resultado, vieram oportunidades de gol, a primeira aproveitada por Dudu (que não comemorou, em protesto desnecessário) e outra completada por Jean, ao cobrar pênalti sobre o mesmo Dudu. Houve espaço para um terceiro gol.

O Palmeiras tende a evoluir, obrigatoriamente até, pela qualidade do elenco. E Eduardo Baptista merece crédito, por questão de justiça. Um teste de fogo será na semana que vem, no dérbi com o Corinthians. E a prova maior virá com as rodadas iniciais da Libertadores.

A dúvida: o palmeirense terá calma, diante de eventuais tropeços? Vitórias animam, mas o Palmeiras precisa mostrar mais para passar confiança para as tribunas.

Atropelaram o Barça. Alguém anotou o número?

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Meu amigo, imagino como esteja a cabeça do torcedor do Barcelona neste momento. Deve ter ficado deeeeste tamanho! Que surra que o premiadíssimo time catalão levou do Paris Saint-Germain, na noite desta terça-feira. Se alguém foi ao Parque dos Príncipes para ver exibição de Neymar, Messi e Suárez, viu um show de Draxler, Di Maria, Cavani e companhia. O placar ficou nos 4 a 0 fora o baile.

O PSG não deu a mínima importância para o peso da camisa do adversário, campeão de tudo. Mandou no jogo, do início ao fim. Fez dois gols em cada tempo – Di Maria e Draxler, na primeira etapa, Di Maria e Cavani, na segunda -, pressionou, criou chances para outros. O Barça, perdido, conseguiu uma bola na trave. E olhe lá.

O resultado foi extraordinário e deixa o clube francês a meio passo das quartas de final da Champions League. A proeza entra para a antologia histórica local. Mas nem o PSG é uma máquina como tampouco o Barcelona é uma fraude. Um teve jornada memorável; outro jogou com bola murcha e escreveu página para ser esquecida.

Mesmo assim se podem tirar constatações interessantes do tira-teima. O PSG parece amadurecer como time, no plano internacional. Já há algum tempo prevalece na França, por conta da alta grana que lhe foi injetada pelo bilionário que o comprou. Falta-lhe ainda o pedigree para entrar no bloco dos grandes do continente e do mundo. Essa vitória sobre os espanhóis tem tudo para empurrá-lo pra cima.

O Barcelona continua com elenco robusto, repleto de estrelas, sobretudo do meio para a frente. Mas não é a força imbatível de tempos atrás. Mudou com Luis Enrique, para bem e para mal. Ficou mais veloz, às vezes letal. Mas, por ter menos a bola, por trocar menos passes do que antes, também se expõe mais. Raro encontrar um rival à altura; quando topa com um, como nesta terça-feira, suas falhas ganham destaque.

Agora, terá de devolver os 4 a 0, para decidir em prorrogação ou pênaltis. Ou construir uma goleada maior. O fato é que foi atropelado e foi para casa sem saber sequer o número do caminhão que o tombou…

Palmeiras sofre derrota para servir de alerta

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O Palmeiras não jogou nada contra o Ituano. Fato. Como também é fato que se trata de início de temporada. Ou seja: reconheça-se a jornada ruim, na derrota por 1 a 0, neste domingo, mas sem pânico. Por enquanto. Há espaço e tempo para ajustes.

O campeão brasileiro foi confuso, de cabo a rabo, na segunda rodada do Paulistão. No primeiro tempo, em Itu,  ainda esboçou alguma coisa. Nada, porém, de extraordinário, que levasse o torcedor a suspirar ou a imaginar outra vitória no Estadual. Atuação comum, normal.

No segundo, em muitos momentos pareceu um catadão e não um time que se supõe candidato a brigar por títulos em todas as competições de que participar. Tomou o gol, marcado por Guly aos 6 minutos, e até os 51 minutos, quando Raphael Claus deu a última soprada, ciscou, girou, errou passes e não assustou Fábio, goleiro adversário. Foi um festival de horrores, uma bagunça generalizada.

Eduardo Baptista veio com Guerra como novidade, além de Jean no meio-campo, para suprir a ausência de Tchê Tchê. Com isso, Fabiano entrou na direita. Com poucos minutos de bola a rolar, o lateral se machucou e teve de sair. Jean recuou para a defesa e Thiago Santos ocupou vaga no meio, ao lado de Felipe Melo, Roger Guedes e Dudu. À frente, Willian Bigode.

No papel, bom time. Na prática, não aconteceu coisa alguma. O Ituano marcou bem, fechou espaços e o Palmeiras zanzou de um lado para o outro. Dois ou três chutes de praxe.

O panorama ficou feio na etapa final, sobretudo depois do gol. Quando se esperava reação, o que se viu foi equipe sonolenta, com uma autoconfiança ainda injustificável. Parecia que os jogadores tinham convicção de que chegaram ao empate na hora em que quisessem.

O tempo passou, não acontecia coisa digna de registro. Eduardo apostou em Keno (no lugar de Roger Guedes) e depois, na tentativa de ser ousado, trocou Edu Dracena por Alecsandro. No papel, ficariam três jogadores ofensivos, além de Dudu e Guerra, os mais habilidosos.

Sabe no que resultou? Em nenhuma jogada perigosa. Nenhuma. Chutões, cruzamentos inúteis e chutes travados – foi a isso que se limitou a pressão verde. Criatividade zero. Para não dizer que não houve um aspecto positivo, fica o registro dos bons toques de Guerra no primeiro tempo. No segundo, ele sucumbiu à desordem total.

O jogo só terá valor didático, se Eduardo fizer uma análise fria e chegar à conclusão de que precisa tirar mais, muito mais, do elenco. Por justiça, merece crédito, pois não se pode esperar time pronto em três ou quatro partidas. O torcedor, também, precisa ter uma dose de paciência. Não é hora de pedir Cuca. Mas uma coisa é certa: o jovem técnico já percebeu o tamanho da responsabilidade que é dirigir o Palmeiras.

 

 

Palmeiras, início com pé direito e no freio

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Havia expectativa a respeito do primeiro jogo oficial do Palmeiras em 2017. Não era para menos. Campeão brasileiro e clube que mais investiu no elenco para a temporada, a torcida queria ver como se comportaria diante do Botafogo, na rodada de abertura do Paulistão. E sob o comando de Eduardo Baptista, a novidade no banco.

No placar, não decepcionou: fez 1 a 0 e embolsou três pontos. No desempenho, não frustrou, também, mas ficou aquém do que se imagina deva apresentar em médio prazo. Deu para o gasto, para usar termo simples. Foi com o pé direito, mas com o freio puxado. Ganhou, o que sempre ajuda nas observações e eventuais alterações que o treinador entenda sejam necessárias.

E Eduardo mexeu, de uma etapa para outra. Na primeira, houve dificuldade no sistema defensivo – tanto que Prass apareceu bem em alguns lances – e oscilações no meio e na frente. Por isso, no intervalo tirou Raphael Veiga e colocou Michel Bastos, assim como optou por Alecsandro na vaga de William. Está na cara que ainda ocorrerão outras modificações, assim que Mina e Moisés puderem jogar. E também quando Guerra estiver  em melhores condições.

O Palmeiras repetiu alguns pontos positivos do ano passado, como não se deixar pressionar além da conta. Tem bom toque de bola e posse também. Conta com jogadores em condições de decidir na jogada individual (caso de Tchê Tchê, autor do gol da vitória, com chute de fora da área). O espírito de conjunto é forte. E o elenco oferece inúmeras alternativas para o técnico.

Enfim, é um Palmeiras em construção. No calor da hora, e com uma partida apenas, podem ser feitos alguns comentários. Prass continuará a ser um dos pontos de referência. Jean e Victor Hugo são imprescindíveis na defesa, assim como Zé Roberto (que no entanto não deve jogar todas); Edu Dracena é o substituto de plantão e sempre pronto.

Felipe Melo trata de tomar conta da proteção à área, e o faz com o estilo costumeiro, de combate. Exagera um pouco na demonstração de garra; ainda vai lhe fazer bem se se livrar da imagem de “xerife”; Tchê Tchê é outra peça-chave, da mesma forma que Dudu. Roger Guedes, Raphael Veiga e William, diria, estão em período de teste. Não vejo nenhum dos três, por ora, como donos das respectivas posições.

Fato: o time vai crescer.

Viva, Chape! Novas caras no Palmeiras

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A Arena Condá teve, no meio da tarde deste sábado, mais uma homenagem para as 71 pessoas que morreram na tragédia de novembro. Desta vez, a honra à memória dos que partiram veio por meio da bola a rolar, uma forma gentil e generosa de mostrar que ficam as lembranças e a vida segue. Viu-se a nova Chapecoense em ação, no empate por 2 a 2 com o Palmeiras.

Bom jogo. Mas acima de tudo fluidos positivos foram enviados para jogadores, dirigentes, funcionários, jornalistas que estavam no trágico avião que caiu perto de Medellin, em 29 de novembro. Momentos de emoção não faltaram, sobretudo com a presença de parentes das vítimas e com a participação de alguns sobreviventes.

A partida foi amena, e não poderia ser de outra maneira. Não havia clima para disputa intensa. Os jogadores, é verdade, levaram o compromisso a sério, sem abusar nas divididas e com o máximo respeito mútuo. O placar é clássico nesse tipo de apresentação.

Claro que se trata apenas de ligeira amostra do que ambos podem fazer em 2017. Qualquer conclusão tem ar precipitado e corre risco de descambar logo para erro. Mas, no calor da hora, se pôde constatar que a Chape terá força, em ano de transição, com um grupo digno. É necessário ter paciência e solidariedade com os que estarão em campo a partir de agora.

O campeão brasileiro não levou todos os titulares. Vários ficaram em São Paulo para aprimorar a forma, casos de Mina, Victor Hugo, Moisés, Zé Roberto, dentre outros. Eduardo Baptista colocou um monte de gente para atuar, para ver como respondem. Valeu pelo teste.

Na observação, o treinador viu desempenho interessante de Keno, Hyoran, Antônio Carlos, Felipe Melo, Raphael Veiga (fez o primeiro gol), do grupo de recém-chegados. Tchê Tchê, Dudu, Jean, Fernando Prass (vacilou num dos gols) confirmaram a condição de titulares, assim como Jailson manteve a forma e está pronto para qualquer eventualidade.

Fabiano, Thiago Santos, Egídio, Arouca, Alecsandro, Mailton estão no bloco das alternativas. E o destaque ficou para Vitinho, jovem atacante que desde o ano passado tem sido lapidado como eventual substituto de Gabriel Jesus. O rapaz não desapontou, confirmou expectativas, fez um belo gol, nos 2 a 2 definitivos e levou esperança ao torcedor de que outra “joia” verde está a despontar.

 

 

Palmeiras, cante e vibre: o Brasil é verde e branco!

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Solte a voz, torcedor do Palmeiras. Grite, sorria, chore, vá pra rua, confraternize. Ignore provocações, fique na paz, pois seu time é campeão brasileiro de 2016!

Vencedor legítimo, limpo, merecido, sem restrições. Ganhou na bola, ganhou no campo, ganhou por competência, estratégia, brilho.

O título, depois de 22 anos de espera, não caiu do céu, não veio por acaso, não foi obra de “Deus do futebol” e outras bobagens do gênero. Foi desdobramento de trabalho, de erros e acertos, de união, de suor e garra. De sorte também, ora por que não? Sorte de quem buscou, desde o início, ficar à frente dos demais.

Ignore quem diz que se trata de equipe limitada, que o nível do torneio foi baixo, que a estrela verde sobressaiu por incompetência dos demais. Não dê a mínima para quem insinuar roubos, esquema, favorecimento, “tabela fácil” e mixarias dessa ordem. Leve na esportiva, considere apenas zoeira ou dor de cotovelo.

O Palmeiras foi o melhor, e ponto! Pode não ser extraordinário, magnífico, uma seleção, uma reunião de craques. Mas comandou a Série A, esteve na ponta em 29 das 37 rodadas disputadas até agora. E ainda se tem a petulância de dizer que não passa de acidente ou coincidência? Isso se chama regularidade, cadência, constância. Algo que só os vencedores tem. E o Palmeiras é vencedor.

Eneacampeão? Pentacampeão? Outro detalhe. O que vale são as centenas de taças, as toneladas de troféus. Conta, pra valer, o fato de que o Palmeiras é o maior colecionador de títulos nacionais. Tanto faz a denominação, a soma sempre indicará quem é aquele que mais deu volta olímpica nestas bandas.

O Palmeiras foi digno, de Fernando Prass e Jaílson a Gabriel Jesus, Moisés, Tchê Tchê. Salve, Dudu, o cabeça quente que amadureceu com a braçadeira de capitão. Salve Zé Roberto, o vovô com fôlego de menino. Salve, Edu Dracena, o veterano que entrou em frias e se saiu bem. Um salve pra Roger Guedes, Jean, Alecsandro, Fabiano, Victor Hugo e sua alegria ingênua. Salve, Cuca, que não é incensado como gênio da estratégia, mas que soube dar harmonia ao time.

Um viva para todos os personagens, famosos ou anônimos, que recolocaram o Palmeiras em destaque. Eles também são campeões.

Comemore palestrino, o Brasil é seu de novo. Não se curve diante da repressão, não se intimide com cara feia de quem mede a vida no porrete.

Mais do que nunca hoje é dia da torcida que canta e vibra.

Viva o Palestra Itália dos imigrantes que deixaram a velha Bota, vieram ganhar a vida na América e há mais de 100 anos fundaram um dos colossos da cultura brasileira, a Sociedade Esportiva Palmeiras!