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São Paulo no sufoco

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Um jogo maluco no Morumbi. O Cruzeiro perdeu um pênalti, o São Paulo saiu na frente, tomou a virada e conseguiu ainda a vitória.

Existem várias formas de avaliar um jogo. Uma delas é o resultado puro e simples, o São Paulo conseguiu pontos fundamentais em uma briga contra o rebaixamento que promete se arrastar até as últimas rodadas. Outra análise é sobre o desempenho das equipes e neste ponto o São Paulo preocupa muito.

O time não conseguiu jogar bem contra o Cruzeiro, sofreu muito para criar oportunidades e quando tomou a virada se perdeu completamente no lado emocional, o time mineiro perdeu a chance de liquidar o jogo e foi castigado.

Uma virada pode ajudar na recuperação pelo menos do emocional, mas a impressão era a mesma depois da vitória contra o Botafogo. Na sequência o time perdeu para Coritiba e Bahia. O emocional é importante, o embalo, o apoio da torcida, mas o time precisa jogar, precisa de desempenho e o São Paulo está devendo muito.

Na próxima rodada, o adversário é o Avaí. O time catarinense é concorrente direto na luta contra o rebaixamento. O São Paulo não tem bom desempenho contra os rivais diretos e isso tem um peso grande na classificação.

The dream is over

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O sonho acabou! Não deu para o Palmeiras. E não há do que reclamar. Foi de doer o primeiro tempo contra o Barcelona equatoriano. Faltou assertividade para quem precisava de uma vitória por dois gols de diferença pra seguir adiante. Travado e pouco inspirado, o anfitrião nada criou e ainda viu o rival chegar com mais perigo. Com a entrada de Moisés no segundo tempo, o time palmeirense melhorou um pouco. E foi o camisa dez, num rápido contra-ataque, o protagonista do único gol do jogo. Ele lançou Dudu, correu pra receber, se livrou da marcação para arrancar o grito angustiado do torcedor palestrino. A questão é que a vantagem no placar não se converteu em supremacia sobre os equatorianos. Teve uma bola na trave para o Palmeiras, mas  também teve do Barcelona. E só! Vitória magra e justa. Aí vieram os pênaltis. E nas penalidades quem brilhou foi Benguera que pegou a última cobrança de Egídio, e que já havia pegado a cobrança de Bruno Henrique. Agora só resta o Brasileirão ao milionário Palmeiras com reduzidas chances de título. Se garantir na Libertadores 2018 é o que resta de palpável, muito pouco pra quem sonhava com o mundo.

Vergonhoso

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Não é a primeira vez que o futebol brasileiro faz esse papelão. Palmeiras e Atlético Mineiro, milionários da América do Sul, foram eliminados, em dois jogos na Libertadores, para times minúsculos no cenário internacional. O Atlético caiu para o Jorge Wilsterman da Bolívia. E o Palmeiras para o Barcelona de Guayaquil. Os orçamentos são incomparáveis. Cansamos de ouvir treinadores, dirigentes e pessoas do nosso país, alegando que os europeus só vencem e dão show por causa do dinheiro que investem. A proporção é a mesma se compararmos o Brasil com as outras nações desse lado do mundo.

Jogadores titulares de seleções sulamericanas jogam em times médios do nosso país, porque a diferença financeira é muito grande. Allione prefere ser reserva no Bahia do que voltar para o Boca Juniors ou River Plate. Mena poderia escolher a equipe que gostaria de atuar no Chile, afinal é da seleção nacional, mas optou pelo Sport Recife. O mesmo vale para Armero da seleção colombiana, que fica de bom grado no Bahia, mesmo sabendo que só lutará para não cair.

Não é a primeira vez que os times brasileiros dão vexames desse porte. Ficam atrás de clubes inexpressivos, quase todos os anos, na Copa Libertadores. Chegam nas fases decisivas na mesma proporção que paraguaios, uruguaios, argentinos ou equatorianos, onde simplesmente não há dinheiro para se investir.

O futebol brasileiro volta para a berlinda. Está claro que o caminho atual é totalmente equivocado. Agremiações com conselheiros párias e presidentes mais preocupados em se perpetuarem no poder do que trabalharem por suas entidades, levam a esse estado de coisas. Passou da hora de termos clubes com donos, com ações na Bolsa de Valores e gente que seja do ramo. Não aventureiros que se dividem em dois grupos, os ladrões e os incompetentes. A maior parte pode ser referência nos dois lados.

 

São Paulo vira o turno entre os últimos

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Rubens Chiri/SPFC

Depois da improvável virada contra o Botafogo, o São Paulo perdeu para dois adversários diretos na luta contra o rebaixamento e jogou fora o que conseguiu no Rio de Janeiro.

A situação é preocupante, claro que o São Paulo não tem um dos 4 piores times do campeonato, mas isso tem um peso relativo no momento. Outros fatores pesam bastante contra o São Paulo.

O time foi montado com o campeonato em andamento, o preço da falta de um planejamento melhor está sendo cobrado e o emocional também pesa bastante. Um time grande ameaçado joga com um peso enorme. As duas derrotas quebram totalmente o emocional que parecia melhor.

 

Corinthians tranquilo

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O primeiro turno do Corinthians é histórico. Time invicto e 47 pontos ganhos em 19 rodadas. Foram 15 vitórias e 4 empates.

No ano passado, o Palmeiras fechou o turno na liderança com 36 pontos. A diferença é de 12 pontos em relação ao líder de 2017.

O Corinthians venceu com facilidade o Sport, que briga por vaga na Libertadores. O time de Carille sofre pouco na defesa, o posicionamento defensivo é quase perfeito, pouco espaço entre as linhas e os jogadores. No primeiro tempo contra os pernambucanos, o Corinthians não fez nenhuma falta e mesmo assim não deixou o adversário jogar.

Normalmente, o campeão no Brasileiro por pontos corridos faz um pouco mais de 70 pontos. O Corinthians já está perto dos 50, ou seja no segundo turno vai precisar de um pouco mais da metade dos pontos que fez no primeiro turno para ficar com o título. Pelo desempenho, pela matemática e por todas as circunstâncias, é muito improvável que alguém ameace o título do Corinthians.

São Paulo volta para a zona de rebaixamento

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O São Paulo perdeu para o Coritiba no Morumbi e voltou para a zona de rebaixamento.

Difícil imaginar que o São Paulo mantenha uma regularidade no Campeonato Brasileiro. O time foi muito modificado com a bola rolando, chegaram alguns jogadores, saíram outros e o técnico foi trocado. Por mais que o time tenha boas individualidades, o jogo é coletivo e um time não é formado de uma hora para a outra.

Neste momento o lado emocional pesa muito. O São Paulo venceu o Vasco depois de 9 rodadas de jejum e recuperou a confiança, conseguiu reverter resultados adversos contra Grêmio e Botafogo, algo que parecia impossível em rodadas anteriores.

Na próxima rodada, o São Paulo vai enfrentar o Bahia, mais um adversário direto. Uma nova derrota pode derrubar o time no lado emocional e isso é perigoso no atual momento.

Sigam o líder

Leia o post original por Celso Cardoso

Foto: Gustavo Rabelo / Photo Press

Sem novidades no front. Aquele Corinthians cirúrgico e sólido deu as caras também em Belo Horizonte. Firme defensivamente e preciso nos contra-ataques, o time comandado por Fábio Carile garantiu a sétima vitória fora de casa neste Brasileirão com gols do artilheiro Jô e do meia Rodriguinho.  Vitória tranquila e sem grandes sustos. Cássio teve pouco trabalho, apesar de o Atlético ter ficado com a bola por mais tempo. Nada de novo, porém. Toca de cá, toca de lá, chuta de longe, tenta no jogo aéreo, mas furar essa defesa corintiana que é bom soa quase impossível. Assim como outros 13 times neste campeonato, o Galo de Minas passou em branco diante do Timão.  A vitória, entretanto, não aumentou a vantagem sobre o vice-líder. Com vitória em Goiânia, o Grêmio segue na perseguição oito pontos atrás.  Santos e Palmeiras vitoriosos na rodada também mantêm a mesma distância. Só o Flamengo perdeu espaço e vê o líder de longe.

O maior negócio da história do futebol

Leia o post original por Flavio Prado

Neymar se foi. Eu gosto muito do Barcelona e como admirador do que se faz lá, em termos de futebol, lamento. E paro por aí. Neymar vai ganhar um dinheiro estratosférico. Vai morar em Paris,  será o principal nome da Liga Francesa e homem de destaque na propaganda da Copa de 2022, o que significa mais dinheiro ainda. Jogar no Barcelona foi maravilhoso. Abrir novos caminhos é um desafio que alguns aceitam e outros não. E isso é muito pessoal.

O PSG tinha oferecido 3 ilhas e um hotel em Copacabana para Neymar, há alguns anos, mudar de time. Ele não quis. Veio a nova oferta, um novo momento e lá se vai ele. Para muitos será mais difícil ser o melhor do mundo. Se eu fosse jogador de futebol não colocaria isso como prioridade. Afinal se na lista dos melhores temos nomes históricos, há também Nedved, Canavaro, Kaká, Figo, Weah, Rivaldo, jogadores brilhantes, mas que se tornaram primeiros por mera circunstância. Não passarão para a história entre os 100 maiores de todos os tempos.

Neymar sim, estará nessa lista com ou sem o título da Fifa. O mesmo vale para  conquista de uma Copa do Mundo. Messi talvez não ganhe. Cristiano Ronaldo também. Mas eles estarão entre os maiores de todos os tempos sem nenhuma dúvida. Muito mais do que o Brito, o Luque, o Podolski, Anderson Polga e outros que venceram esse espetacular torneio, em virtude de estarem no lugar certo, na hora certa. Só isso.

Cada um sabe de si. As críticas feitas a Neymar vão desde o cabelo, as tatuagens, as mulheres com quem sai ou não, a irreverência. Comparam o comportamento dele com o do Messi. Romário sempre teve confusões fora do campo e conseguiu o que bem quis dentro de campo. Já o nosso querido Marcio Araujo é um exemplo de bom comportamento, não cria polêmica e tem um futebol apenas comum, embora cumpra o que dele se espera. Comportamento é algo pessoal.

Cada um é cada um. Neymar tem o jeito dele e é um gênio da bola. Mobiliza multidões, vale cada centavo que recebe e dará novo status não só ao PSG mas também a Liga Francesa. O número de torcedores do clube aumentará no mundo todo, especialmente entre as crianças brasileiras, como já ocorreu com o Barcelona. Eu mesmo passarei a assistir a Liga One, coisa que não me interessava muito, até agora. Que Neymar seja feliz na nova empreitada. E caso não dê certo, ficará mais rico, que é o objetivo de todo profissional, e terá centenas de outros clubes para escolher, quando o contrato com o PSG terminar.

O maior sufoco do ano

Leia o post original por Flavio Prado

Corinthians e Flamengo empataram 1 a 1. A arbitragem errou de forma absurda, prejudicando o Corinthians ao anular um gol mais do que legal de Jô. Mas, apesar desse incrível erro o resultado foi absolutamente justo. O segundo tempo do Flamengo foi muito bom. Sufoco enorme no time de Fábio Carille como não ocorrera até agora no ano todo. O placar foi muito bom para os paulistas. Segurou o Flamengo num partida de briga direta pelo título. E a diferença foi mantida.

O Flamengo cresceu bastante com a entrada de Willian Arão na segunda fase. Berrío impediu Arana de subir e ainda gerou vários momentos de pressão pelo lado direito do ataque carioca. Cássio fez uma defesa incrível numa cabeçada de Juan. Verdade que Diego Alves também salvou o Flamengo no finalzinho em bola de Jô.

O certo é que depois de manter-se invicto, nesse jogo, está muito claro que o Corinthians está testado também na adversidade. O Flamengo soube se impor, usou sua técnica individual e também o jogo coletivo e mesmo assim não venceu. 32 jogos sem perder, não é para qualquer um. Corinthians continua sua trilha rumo ao título.

Corinthians segue na Sul-Americana. Palmeiras e Santos fora da Copa do Brasil

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Djalma Vassao/Gazeta Press

O Corinthians não foi brilhante, tomou alguns sustos, mas passou pelo Patriotas. Mesmo com várias modificações, o time não foi muito diferente do habitual, cria pouco e mesmo nos momentos mais difíceis, Cássio não trabalha muito.

Foto: Fernando Dantas/ Gazeta Press

Na Copa do Brasil, a noite não foi boa para os clubes paulistas. Os jogos de ida foram decisivos, principalmente no duelo entre Santos e Flamengo. O Santos fez um bom jogo em casa, mas é muito difícil reverter um 2×0 contra. No caso do Palmeiras, o 3×3 em casa acabou decidindo na matemática, mas o time jogou mal no Mineirão.

O que mais preocupa no Palmeiras é o desempenho. Eliminações acontecem, ainda mais com muitas competições acumuladas, mas o time não joga bem com sequência em nenhuma competição.

Foto: Washington Alves/Light Press

O Palmeiras investiu pesado no início do ano, vinha de um título brasileiro, claro que é um elenco forte, mas foi criada uma obrigação de vitória acima do normal. Essa cobrança tem um peso grande, a troca de técnico também colaborou com a falta de identidade do time. Não dá para garantir que estaria melhor com Eduardo Baptista, mas a questão é a mudança repentina do estilo. Cuca é muito diferente de Eduardo, assumiu e não teve nenhuma semana de treinamento para colocar suas ideias, isso deveria ter sido pensado pela diretoria.

O time segue na Libertadores, tem condições de passar pelo Barcelona do Equador, mas o desempenho não traz tranquilidade ao torcedor.