Arquivo da categoria: pacaembu

Começar de novo. Hoje!

Leia o post original por Odir Cunha

Olho para o céu, está firme, o chamado “de brigadeiro”. O confronto é histórico. Jamais no futebol brasileiro houve um clássico assim, com o Santos de Pelé diante do Botafogo de Garrincha. Hoje faltarão os ídolos, os super craques, mas a rivalidade estará em campo a partir das 21 horas, no aconchegante Pacaembu. O improvisado Elano dirigirá um remendado Santos diante do bom Botafogo de Jair Ventura. O adversário está melhor, mas o Santos está em sua maior casa e lutará pela marca inacreditável de 20 vitórias consecutivas no Pacaembu.

Mais do que nunca o Alvinegro Praiano experimenta a sensação de viver uma crise que pode se transformar em oportunidade. O torcedor já viveu momentos assim tantas vezes, que sente um misto de apreensão e ansiedade. Ha o medo de um novo insucesso, mas também há a esperança de uma vitória redentora.

Com as contusões de Zeca e Caju a lateral esquerda virou um problema e Elano resolveu colocar o ambidestro Matheus Ribeiro por ali. A princípio, é o lado mais preocupante da preocupoante defesa santista, que ainda terá Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz.

No meio, o técnico interino decidiu escalar o experiente Vecchio no lugar de Vladimir Hernandez. Elano conhece aquele pedaço, Vecchio tem um estilo mais cadenciado, como o próprio Elano. O argentino jogará ao lado de Renato e Thiago Maia. Creio que foi uma boa escolha.

A grande novidade no Santos será a entrada do garoto Arthur Gomes como centroavante, ladeado por Vitor Bueno e Ricardo Oliveira, ou Kayke. Gostei. Elano sabe que o torcedor santista gosta de garotos no ataque, pois com eles em campo sempre terá bons motivos para acreditar que um dia surgirá um novo menino de ouro, como Elano já foi um dia.

Mas o adversário é perigoso e destemido. No papel, não é nenhuma brastemp, mas tem um técnico inteligente, que sabe tirar o máximo de seus jogadores. Sétimo colocado, com sete pontos, o time carioca tem quatro pontos ganhos a mais do que o Santos, que é o décimo-sexto na classificação geral. Será um duelo bom de se assistir e de torcer. Todos ao Pacaembu!

Santos x Botafogo – Pacaembu, 21 horas
(Se ainda não tem ingressos, chegue uma hora e meia antes para comprar com tempo de ver o início da partida. Senhores e senhoras com 60 anos ou mais, ou crianças até 12 anos podem entrar de graça. Para isso é preciso levar o RG).
Santos – Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro; Renato, Thiago Maia e Vecchio; Vitor Bueno, Arthur Gomes e Ricardo Oliveira (Kayke). Técnico: Elano.

Botafogo – Jefferson (Helton Leite), Arnaldo, Joel Carli, Igor Rabello e Gilson; Bruno Silva, Rodrigo Lindoso, Matheus Fernandes e João Paulo; Rodrigo Pimpão e Roger. Técnico: Jair Ventura.

Arbitragem:Jailson Macedo Freitas, auxiliado por Alessandro A. Rocha de Matos e Elicarlos Franco de Oliveira, todos da Bahia.

E você, o que espera do jogo de hoje?

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A partir de 7 de julho
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Santos é o melhor parceiro para o Pacaembu

Leia o post original por Odir Cunha

Por Lucas Otero, cientista social

Dando vazão às promessas de campanha do prefeito, foi anunciado hoje um projeto de concessão por no mínimo 10 anos do complexo do Pacaembu, por 9 milhões anuais. Não é só o estádio que está em jogo: são quadras poliesportivas, piscinas, quadras de tênis. A meta desse texto é discutir o valor cultural do complexo, além de cifras financeiras e discussões partidárias.

Não é novidade para ninguém que o Pacaembu passa por uma crise. Sem os jogos que o Corinthians costumava mandar no local, os custos parecem proibitivos para a Prefeitura. Além disso, a maior ameaça é o esquecimento: com menos jogos no ano, o estádio vai perdendo seu significado histórico como lugar de confrontos esportivos.

Na área de patrimônio histórico, sabemos o que isso pode acarretar: menos gente se lembra de sua importância, menos verbas são destinadas para o local, num ciclo de degradação que pode destruir até os lugares que nos parecem mais intocáveis. Sem sensacionalismos, mas cabe colocar os pontos nos is.

É principalmente por isso que é interessante?—?para o Pacaembu!?—?que o Santos o assuma como sua segunda casa e mande regularmente jogos lá. É assim que se manterá sua importância, a mesma que justificou a proteção por órgãos de patrimônio como o CONPRESP e o CONDEPHAAT.

Pense em time com o histórico que o Santos possui, jogando em um lugar tão relevante quanto o Pacaembu. É uma conjunção de forças que as novas arenas, com seus mármores e alumínios, nunca alcançarão. Também seria impossível pensar que essa cena seria tão forte se fosse um time movido por investimento ou empresários de longínquos lugares.

Além de recolocar o Pacaembu no circuito esportivo da cidade, com a regularidade de jogos, o Santos também poderia trazer uma nova vitalidade para o uso do complexo esportivo. Já há programas interessantes acontecendo no local, mas que podem ser complementados por um fluxo maior de sócios do clube. Difícil imaginar que, com facilidades para sócios do Santos, o uso de um complexo tão completo e central não aumentaria. Poderia, até mesmo, ser um atrativo para mais santistas da capital se tornarem sócios, inclusive.

Também cabe falar das famosas dificuldades devido ao tombamento. Creio que a maior dificuldade é o costume de renegar a história das cidades brasileiras, devastando totalmente para depois criar planejamentos que parecem perfeitos.

Para quem costuma lidar com o campo do patrimônio, sabemos que a aparente dificuldade de manter o que já existe é, na verdade, um grande benefício. E, no caso do Pacaembu, as restrições de alteração física são poucas. No fundo, basta respeito à história construída no local para adequar as instalações às demandas atuais.

Caso seja concretizada a parceria entre o Pacaembu e o Santos, a oportunidade que se apresenta é única, pelo tamanho das duas instituições envolvidas. A história do futebol brasileiro, do estádio e do clube seria relembrada e continuada. Enfim, mais um capítulo marcante na história do Paulo Machado de Carvalho?—?o seu, o meu, o nosso Pacaembu.

E você, o que acha da opinião do Lucas Otero?

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A pior derrota

Leia o post original por Odir Cunha

Perder para o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por 1 a 0, é normal. Porque o Santos estava desfalcado de Lucas Lima, o único que se assemelha a um craque nesse time; porque o Cruzeiro é uma equipe de respeito e porque jogar em um estádio envidraçado por camarotes que abafam os gritos do torcedor, com apenas 7.025 pessoas presentes, não mete medo em ninguém. O que não é normal, o que significa a maior derrota do Santos no momento, é a mentalidade vigente no clube de que encastelar-se nos muros de sua cidade vai salvá-lo das tristezas do futebol.

Muitos santistas, até alguns que trabalham para a gestão que domina o clube, alertaram que três jogos seguidos na Vila Belmiro seria uma fórmula pronta de prejuízo. Nesse domingo, por exemplo, não havia jogo na capital, então por que não marcar Santos e Cruzeiro para o Pacaembu? Sabe-se, porém, que os assessores mais radicais do presidente defendem que só jogos sem expressão sejam levados para São Paulo. Como é ano de eleição, Modesto Roma não quer contrariá-los.

Assim, ignorando o bom senso e os mínimos princípios de planejamento que se espera de um clube de futebol profissional, o Santos fez os três jogos na Vila Belmiro, e obteve os públicos de 5.921 pessoas contra o Coritiba, dia 20 de maio, sábado passado; 6.632 espectadores contra o Sporting Crystal, dia 23, terça-feira, e agora, 7.025 torcedores contra o Cruzeiro, em uma média de 6.526 espectadores por partida.

Contra o Coritiba, segundo o balanço financeiro divulgado pela CBF, o jogo proporcionou um lucro líquido de 32 mil e 661 reais, mas só as “despesas diversas” chegaram a 44 mil e 891 reais. É fácil prever, portanto, o montante que o Santos deixou de ganhar ao contrariar a maioria de seus torcedores e marcar três jogos seguidos para o Urbano Caldeira.

Se o Pacaembu fosse um estádio maldito, onde o Santos perdesse todos os seus jogos, ainda se entenderia. Mas no estádio municipal de São Paulo o Alvinegro Praiano é o detentor do recorde de 19 vitórias consecutivas e mantém uma média de público que se aproxima de 25 mil pessoas. É incompreensível, amadora e discriminatória essa aversão ao estádio mais bem localizado do Brasil, onde o Santos tem uma tradição de grandes públicos, vitórias memoráveis e títulos históricos.

No Campeonato Brasileiro do ano passado foram as derrotas na Vila Belmiro que tiraram do Santos a chance de lutar pelo título. Neste ano o time ganhou do Coritiba devido a uma atuação extraordinária do goleiro Vanderlei e agora perdeu do Cruzeiro em um jogo no qual foi dominado boa parte do tempo. Não dá para dizer que o time jogaria melhor e ganharia no Pacaembu, mas também não dá mais para dizer que na Vila ele ganha todas. Nem uma criança acredita mais nessa crendice.

Assim, é irrelevante destacar quem jogou bem ou mal contra o Cruzeiro. Acho que o time todo se esforçou e deu o máximo que pode. Ocorre que os jogadores não podem dar mais do que isso. Falta ao time, principalmente, um armador talentoso e inteligente, que possa substituir ou jogar ao lado de Lucas Lima. Falta também um atacante mais jovem, rápido e com alguma técnica. Ricardo Oliveira tem técnica, mas já lhe faltam pernas. Na defesa, se continuasse de pé e não desse o carrinho, provavelmente Lucas Veríssimo não teria sido driblado. Porém, são detalhes.

O mais importante não é só ganhar os jogos, mas planejar uma trajetória que torne o Santos saudável financeiramente, com possibilidade de contratar melhores jogadores e se manter ainda mais cativante para os jovens, abrindo assim novas possibilidades mercadológicas. Mas não será jogando para um público médio de 6.500 pessoas que ele conseguirá isso.

E você, o que acha?

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Bastaram algumas reclamações de santistas que queriam comprar o livro Time dos Sonhos pelo preço antigo e decidi voltar a promoção para todos os livros da Livraria do Odir até o final do estoque. Agora, tanto o Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959 como o Time dos Sonhos voltam a custar 39 reais o exemplar e apenas 69 reais dois exemplares. Também dá para comprar um exemplar de cada um por 69 reais a dupla. Os PDFs também estão quase de graça.

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O melhor de dois mundos

Leia o post original por Odir Cunha

A Grande São Paulo, com seus mais de 21 milhões de habitantes, permite ao Santos estádios repletos, dezenas de milhares de associados, uma convivência mais próxima com a imprensa e os maiores patrocinadores, o que resulta em incrível fortalecimento de sua marca. A cidade de Santos, a capital da Baixada Santista, região com um milhão e meio de habitantes, significa a base histórica e cultural do Glorioso Alvinegro Praiano, lugar ideal para a construção de um amplo, moderno e exemplar centro de treinamento para infanto-juvenis, município que, otimizando os seus equipamentos voltados ao esporte, entre eles museus, estádios, pontos históricos, deverá se transformar na Cidade do Futebol.

Sem as possibilidades de ascensão empresarial representadas pela Grande São Paulo, o Santos definhará como clube grande; sem a cidade de Santos, o time perderá suas raízes. Ambas as regiões são essenciais. Abrir mão de uma delas significa enfraquecer o Santos, que pode e deve saber utilizar, com inteligência e sem vaidades, o melhor de seus dois mundos. Este é o maior desafio dos futuros administradores do clube, mas tem tudo para ser vencido, desde que as artimanhas da política não superem a lógica, a lucidez e a vontade honesta de trabalhar pelo bem comum dos santistas.

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Uma grandeza puxa outra

Leia o post original por Odir Cunha


Este foi o primeiro jogo que assisti no estádio. Santos e Cruzeiro, os dois melhores times brasileiros na época. Estava lá com meu irmão Marcos, companheiro e amigo eterno, no meio dessa turma que vibrou na geral do Morumbi. Este é o Santos que aprendi a amar e não abro mão. O melhor, o melhor sempre, este é o Santos. Assim deve ser.

Uma grandeza puxa outra

Tenho respondido a alguns santistas sobre qual seria a melhor forma de administrar o Santos para que ele utilize todo o seu potencial mercadológico. Bem, admitindo que hoje o Santos usa apenas uma pequena parte desse potencial não é preciso ser nenhum gênio para encontrar essa resposta, pois todas as iniciativas e fases que levam ao objetivo final estão ligadas ao mesmo princípio.

Basta determinar uma primeira meta e todas as outras se seguirão a esta, naturalmente. Sabendo-se que, com exceção da visibilidade na tevê, as duas condições que expressam a dimensão de um clube são a média de público de seus jogos e sua quantidade de sócios, podemos começar por qualquer um desses dois requisitos e chegaremos às mesmas conclusões quanto à forma correta de se gerir o Santos.

Creio que falo por todos nós quando digo que queremos e podemos aspirar a um quadro de 100 mil associados. Se clubes como o Porto, de Portugal, com 1,5 milhão de torcedores, têm mais de 100 mil sócios, nosso Santos, caso organize um bom programa de recompensas e trabalhe duro e ininterruptamente atrás dessa meta, não chegará a 100, mas a 200 mil sócios. Porém, pensemos em “apenas” 100 mil como uma boa meta para uma gestão de três anos.

O dinheiro que vem do quadro associativo não depende de negociações com a tevê ou com patrocinadores, é uma manifestação direta do amor e da confiança do torcedor no seu time e na direção do clube. Creio que o santista apoiará em peso o clube desde que confie em seus dirigentes, desde que os julgue competentes, trabalhadores, ousados e honestos. Portanto, não tenho dúvida alguma de que esse objetivo de 100 mil sócios em três anos é plenamente viável.

Se um clube tem muitos sócios, chegamos ao segundo passo, que é definir onde mandar seus jogos. Com 100 mil associados o Santos terá de jogar em um estádio que comporte ao menos um terço deles, ou seja, 30 mil torcedores. Esse tem sito o segredo dos bons públicos do alviverde e do alvinegro da capital. É uma receita que pode e deve ser copiada pelo Santos.

Qualquer criança de dez anos sabe que um clube com 100 mil sócios e média de público superior a 20 mil pessoas conseguirá melhores negociações com o patrocinador máster, o patrocinador de material e as empresas interessadas em merchandising, sem contar, obviamente, os acordos com a televisão.

Tudo isso melhorará o faturamento do clube, reduzindo suas dívidas e aumentando a verba destinada a contratações e à preparação de jogadores jovens, ou seja, esse rendimento financeiro se reverterá em um time mais forte e competitivo, fechando um círculo virtuoso que, desde que as premissas da administração não sejam mudadas, manterá o clube em um estágio invejável.

Isso não pode ser olhado como um conto de fadas. Tudo o que citei é plenamente realizável e tenho certeza que o será, por mim, ou por outro presidente com visão, capacidade de trabalho e compromisso de honra com a seriedade e a honestidade. Não faço questão de ser o líder que levará o Santos ao seu melhor caminho, mas faço questão que o nosso querido clube, nosso amado time alvinegro praiano encontre esse caminho.

Como última consequência natural de tudo o escrevi, é óbvio que o Santos deve permitir o voto à distância, deve permitir e saudar a participação de seus santistas de todos os cantos, pois há muito tempo nosso clube não é mais um time de vila, mas um time do mundo. Essa é a realidade do Santos incomensurável que queremos. Espero que essa visão regionalista, que poucos tentam impor a muitos, seja sepultada definitivamente na próxima eleição e que o Santos siga, livre, forte, atrevido, em busca de seu futuro universal.

E você, o que acha disso?

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Grandeza para ser gritada

Leia o post original por Odir Cunha


Em 2006 foi assim. Eu, Suzana, Marcos e Daniel estávamos lá.

Não é surpresa nenhuma que os santistas lotem o Pacaembu na segunda-feira. Lotar estádios na Capital é o roteiro natural do Santos desde que a geração de Pelé deu ao clube a herança preciosa de uma das maiores torcidas do País. Só mesmo quem não quer admitir a enorme popularidade e carisma do Alvinegro Praiano, ou trabalhe contra ela, se interessa por vê-lo se exibindo para uma média de sete mil torcedores.

O Santos é muito maior do que isso, muito maior do que a cidade de Santos e maior até do que a metrópole paulistana. Por tudo que é, foi e representa o Santos merece jogar, sempre, para grandes públicos. E merece ter sua história conhecida e reconhecida de geração a geração. Como, no meu papel de torcedor, só posso ser um, escrevo livros, mantenho um blog a fim de manter viva e eternizar a rica história do nosso clube, com a intenção de contribuir, dentro da minha área, para o aumento de nossa torcida.

Tenho a doce ilusão de que, mesmo após a minha morte, as nossas mortes, se um dia vencerem as forças que querem apequenar o Santos e mantê-lo ad eternum sob o seu jugo, quando a imprensa esquecer definitivamente do nosso time e ele chafurdar por divisões inferiores contanto apenas com torcedores da Vila Belmiro e adjacências, ainda assim, em algum lugar do Brasil, um adolescente pegará em uma prateleira qualquer um livro com a história do Alvinegro Praiano e se apaixonará por ele da mesma forma que nós nos apaixonamos, e a saga persistirá.

Por isso que, dos 27 livros que escrevi e foram publicados, 12 falam do Santos. Destes, os mais importantes foram Time dos Sonhos, que levou mais de dez anos para ser concluído e foi lançado em dezembro de 2003, com a história do clube desde sua fundação até o título brasileiro de 2002; e o Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros, que fiz em parceria com José Carlos Peres e que, para nossa extrema felicidade, conseguiu que os campeões brasileiros de 1959 a 1970 fossem reconhecidos oficialmente, o que recuperou seis títulos brasileiros para o Santos.

Neste mês de abril, no dia 14, o Santos Futebol Clube completa 105 anos e por isso a livraria deste blog está oferecendo os livros Time dos Sonhos e Dossiê a valores inferiores ao preço de custo dessas obras. Tanto Time dos Sonhos, com 528 páginas, cerca de cem mil informações sobre a história do Santos e o perfil detalhado dos onze titulares do melhor time de futebol de todos os tempos, como o Dossiê, 323 páginas de papel couché, com toda a história dos campeonatos nacionais e os fatos e argumentos irrefutáveis que levaram ao reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa estão sendo oferecidos por apenas 39 reais o exemplar, incluído nesse preço a despesa de correio, além de minha dedicatória. Na compra de dois exemplares, em vez de 78 reais, o leitor pagará apenas 59 reais.

Se você já os tiver, por que não comprá-los para presentear uma pessoa sem recursos ou momentaneamente parte das estatísticas terríveis de desemprego no Brasil? Todos nós, engajados na luta pela grandeza do Santos, contrários ao processo de apequenamento movido pela atual direção do clube, temos de fazer a nossa parte. Ir ao Pacaembu e provar que o Santos é time para atrair multidões aos seus jogos, é uma das tarefas obrigatórias. A outra é conhecer e difundir a incomparável história do Glorioso Alvinegro Praiano.

Até a meia-noite do dia 30 de abril, um domingo, manterei esses valores para os livros Time dos Sonhos e Dossiê. Também estou oferecendo, a preços simbólicos, não superiores a quatro reais e cinquenta centavos, os PDFs dos livros Donos da Terra, Na Raça!, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Na compra deste último, oferecido por apenas dois reais e cinquenta centavos, autorizo o comprador reencaminhá-lo para uma criança santista ou indecisa com relação a que time escolher para torcer. Pode parecer pouco, mas atitudes assim é que construirão um futuro melhor para o nosso Santos.

Liquidação Total dos livros até 30 de abril!

Na comemoração dos 105 anos do Santos, reduzi ao máximo os preços dos livros oferecidos na Livraria deste Blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória. Promoção vai até o dia 30.

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Movimento por um Santos Melhor – Encontro em São Paulo

Dia 18, a partir das 18 horas, encontro no Murymarelo Bar

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Boas e más lideranças

Leia o post original por Odir Cunha

De origem humilde, Ricardo Oliveira já pediu esmola nos semáforos da Zona Norte de São Paulo. Hoje, para os padrões brasileiros, é um homem rico. O futebol tem muitos exemplos similares. O maior deles, sem dúvida, é Pelé, Edson Arantes do Nascimento, primogênito de Dondinho e Celeste, nascido em uma pequena casa de tijolos e pintura desbotada de Três Corações, Minas Gerais, que antes dos 20 anos já era chamado de “Rei do Futebol”, título que o acompanha desde então.

Pelé e Ricardo Oliveira têm muita coisa em comum. Ambos, guardadas as imensas proporções, são reconhecidos como bons jogadores de futebol, artilheiros, destacaram-se no Santos e têm espírito de liderança. Porém, adotaram estilos diferentes para liderar. Pelé preferia comandar pelo exemplo.

Determinado a ser campeão do mundo na Copa de 70, ele usou o tempo de preparação para voltar ao seu peso e à sua forma ideais, não permitiu que nada desviasse o seu foco, aceitou sem reclamar as condições do treinamento puxado e a desconfiança de boa parte da opinião pública e mostrou, em campo, que ainda era o melhor do mundo e poderia levar a Seleção Brasileira a mais um título mundial, o que acabou acontecendo.

“Se o bife estava duro, ele cortava em pedacinhos e comia sem dizer nada. Se ele, que era o Pelé, não reclamava, o que a gente podia falar?”, diz Rivellino, lembrando os tempos de concentração para a Copa do México.

De técnica e talento reconhecidamente superiores, Pelé também foi o atleta, ao lado do zagueiro Brito, com o melhor rendimento nos treinos físicos. O resultado do seu empenho pôde ser observado em todos os seis jogos do Brasil, realizados no escaldante horário do meio-dia. Ao final da Copa, em que marcou quatro gols e deu cinco assistências, o Rei do Futebol foi escolhido, justamente, o melhor jogador da competição.

Hoje o Santos está diante de uma decisão infinitamente menor. Às 20 horas de segunda-feira, no Pacaembu, enfrentará a Ponte Preta por uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista – um obstáculo plenamente superável para um time de melhor elenco, de técnica superior e que ainda jogará diante de sua torcida. É jogo para entrar confiante e obter uma vitória consagradora. A liderança do time, porém, está se revelando um problema.

Em uma rápida entrevista após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, Ricardo Oliveira mostrou-se descontente por não ter sido consultado sobre o agendamento da partida de volta para o Pacaembu e deixou a entender que tanto ele como outros jogadores santistas prefeririam enfrentar a Ponte na Vila Belmiro. Ora, esse tipo de reação não contribui nada para motivar a equipe e já deixa uma desculpa pronta – a ser utilizada por outros jogadores e pelo técnico Dorival Junior – em caso de eliminação diante do bom time de Campinas.

Além de não haver explicação técnica para a escolha da Vila, onde o Santos já foi derrotado três vezes neste Paulista, é no Pacaembu, em que o Alvinegro Praiano venceu seus 18 jogos mais recentes realizados ali, que o time terá de jogar mais vezes se quiser dobrar sua média de público e reencontrar o caminho de uma grandeza que tem lhe escapado devido a uma visão limitada e regional que verdadeiros líderes, como Pelé, já tinham deixado para trás.

Sem jamais ser o capitão do time, Pelé inspirava otimismo, destemor, confiança. Em muitas excursões santistas ao estrangeiro, o incansável atacante chegou a disputar cinco jogos em apenas oito dias. Bem diferente do Santos atual, que desde a derrota de sábado terá nove dias para se preparar tranquilamente para a revanche contra a Ponte Preta, no Pacaembu, estádio cujo maior artilheiro é Pelé, com 115 gols.

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Continha de Porcentagem

Leia o post original por Odir Cunha

No meio do trabalho, toca o telefone. É um amigo conselheiro do Santos. Está indignado com o presidente Modesto Roma, que aceitou passivamente a pesquisa depreciativa do Datafolha e disse não sei aonde que o Santos só tem cinco por cento de torcedores na capital. Mais uma vez Roma estava aceitando o primeiro argumento à mão para evitar jogar em São Paulo e assinar um acordo com o prefeito João Dória para fazer do Pacaembu a casa do Santos na metrópole.

– Imagine, Odir – esbravejava meu amigo –, se um grande investidor internacional está chegando ao Brasil para investir no Santos e ouve o próprio presidente do clube falando, com desdém, que São Paulo só tem cinco por cento de santistas. Justo o mercado que mais interessa aos investidores estrangeiros. Será que a Caixa, que está anunciando de graça na sagrada camisa do Santos, vai querer patrocinar um time que tem tão pouca representação no mercado paulistano? Será que esse presidente não conhece nem a quantidade de torcedores do seu time? Será que ele acha que os santistas são só aqueles nove mil, no máximo?

– Acho que é muito mais de cinco por cento – respondi – e o Datafolha está errado. Ouvir mil pessoas e achar que já mapeou as torcidas de uma cidade com 12 milhões e 40 mil habitantes é brincadeira. Mas quanto você acha que o Santos tem de torcedores na capital?

– Pô, Odir, vai dizer que você não sabe? Em 30 de março do ano passado a Pluri Stochos divulgou uma pesquisa depois de ouvir 21.049 pessoas… Eu disse vinte e uma mil e não mil, copiou? Pois é. E nessa pesquisa o Santos tinha 5,3% em toda a Região Sudeste. De lá para cá ganhou mais um Paulista, foi vice Brasileiro, semi da Copa do Brasil, teve vários jogadores na Seleção e agora tem só cinco por cento em São Paulo, a cidade com mais santistas no mundo? Ah….. Olha, em outubro de 2007, antes de ganhar a Libertadores e mais sete títulos, e antes da geração Neymar e Ganso, uma pesquisa da Placar/TNS Sports deu que o Santos tinha 14,5% da torcida de São Paulo. Reduziu quase dois terços de lá para cá? Com todo o respeito, só um animal pode acreditar nisso, seo Odir.

– Mas e se for mesmo cinco por cento? – perguntei só para provocar, pois sei que não é.

– Ah, seo Odir, tá me gozando, né? Pois eu vou lhe dizer. Sabe fazer continha de porcentagem?

– Sei, claro…

– Pois então segura aí e vai copiando, senhor Odir. Se for só cinco por cento, de um total de 12 milhões e 40 mil pessoas, já são 602 mil pessoas. E 602 mil pessoas da maior e mais rica cidade da América Latina… Sabe o que é chamado de “templo do consumo”?

– Shopping?

– Isso aí. Em São Paulo tem 52 shopping centers, senhor Odir. Aqui está a grana. Nosso Santos tem de jogar aqui, senhor Odir…

– Mas a cidade de Santos está colada a São Vicente e há ainda Praia Grande a cerca de 25 quilômetros. Só aí dá uma população de um milhão e 80 mil pessoas, das quais quase 40 por cento são santistas.

– Mas aí o senhor está recorrendo às cidades próximas, senhor Odir…

– Pode parar de me chamar de senhor.

– Quando eu fico nervoso eu chamo de senhor. Segura essa… Se é para contar as cidades próximas, então eu lhe digo que… Nem vou dizer.
Vou ler o que está aqui na Wikipédia: “Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, é a maior metrópole do Brasil, com cerca de 21,2 milhões de habitantes e uma das dez regiões metropolitanas mais populosas do mundo… A Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional. A renda per capita em 2011 atingiu cerca de 38 mil e 348 reais. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, concentrando a maioria das sedes brasileiras dos mais importantes complexos industriais, comerciais e principalmente financeiros que controlam as atividades econômicas no país”. Que tal, senhor Odir?

– E quantos santistas devem ter na Grande São Paulo?

– Voltamos à continha de porcentagem. Dez por cento de 21,2 milhões dá 2,1 milhões. E se for essa miséria de cinco por cento, que não é nem matando, dá um milhão e 50 mil pessoas.

– Mas e se um estádio novo em Santos atrair o torcedor do planalto para lá?

– Odir, acorda. Se nem os maloqueiros conseguem uma média de 20 mil pessoas por jogo, com o preço médio do ingresso inferior a 40 reais, e não tem pedágio para ir para lá, como o Santos vai conseguir média de 18 mil pessoas com ticket de 85 reais?…
– 82…

– Que seja. É uma loucura. Se começar a jogar só em Santos o nosso time vai perder a torcida que tem em São Paulo e depois vai começar a perder também na Baixada. Pode escrever. É isso que muita gente quer. Que o Santos volte para a sua toca e não encha mais o saco com essa mania de ser grande. Querem que volte a jogar o campeonato santista. E esses mentecaptos que dirigem o clube fazem o jogo dos inimigos do Santos…

– Calma, calma… Onde tem de jogar, então?

– No Pacaembu, seo Odir, claro. O Athié levou décadas para tornar o Santos universal e agora vem esse filho do Roma e seus asseclas para querer que ele seja regional de novo. A cidade de Santos não tem para onde crescer, seo Odir. Bem que eu queria, pois você sabe que tenho imóveis lá. Mas a realidade é que não tem para onde crescer. Veja que na Grande São Paulo já tem seis cidades com mais habitantes que Santos. A população da cidade não vai sair disso… Não foi você quem escreveu aquele livro, “Donos da Terra”, falando da final de 1962 com o Benfica?

– Foi.

– E quantos habitantes Santos tinha em 1962?

– Quatrocentos e trinta mil.

– E quantos tem agora?

– Quatrocentos e trinta e quatro mil.

– Viu? Já se passaram 54 anos e só aumentou quatro mil habitantes. Olha, seo Odir, gosto muito de Santos, o pessoal de lá é dez, acho que é uma ótima cidade para muitas coisas, mas não para ter um grande estádio de futebol. Grandes estádios têm de ficar nas metrópoles, nos grandes centros, ou é prejuízo na certa, seo Odir.

– Mas o Santos é de Santos.

– Sei que você está falando isso para me provocar, seo Odir. Pois é uma pena que haja santistas que pensem assim. Se, no futuro, o clube erguer um estádio moderno na Zona Sul de São Paulo, vai dar a mesma média de público que os outros grandes da cidade, pois já deu muito mais e, apesar de tudo, nosso time tem mais história e apelo popular do que os outros. Não podemos deixar que apequenem o Santos, senhor Odir.

– Jamais será pequeno… Alô? Alô?

É sempre assim. Ele liga, desabafa tudo o que quer falar e desliga o telefone. E eu fico pensando no que ele falou…

E você, o que me diria em um telefonema?

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Autor admite gol ilegal

Leia o post original por Odir Cunha

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