Arquivo da categoria: pacaembu

Grandeza para ser gritada

Leia o post original por Odir Cunha


Em 2006 foi assim. Eu, Suzana, Marcos e Daniel estávamos lá.

Não é surpresa nenhuma que os santistas lotem o Pacaembu na segunda-feira. Lotar estádios na Capital é o roteiro natural do Santos desde que a geração de Pelé deu ao clube a herança preciosa de uma das maiores torcidas do País. Só mesmo quem não quer admitir a enorme popularidade e carisma do Alvinegro Praiano, ou trabalhe contra ela, se interessa por vê-lo se exibindo para uma média de sete mil torcedores.

O Santos é muito maior do que isso, muito maior do que a cidade de Santos e maior até do que a metrópole paulistana. Por tudo que é, foi e representa o Santos merece jogar, sempre, para grandes públicos. E merece ter sua história conhecida e reconhecida de geração a geração. Como, no meu papel de torcedor, só posso ser um, escrevo livros, mantenho um blog a fim de manter viva e eternizar a rica história do nosso clube, com a intenção de contribuir, dentro da minha área, para o aumento de nossa torcida.

Tenho a doce ilusão de que, mesmo após a minha morte, as nossas mortes, se um dia vencerem as forças que querem apequenar o Santos e mantê-lo ad eternum sob o seu jugo, quando a imprensa esquecer definitivamente do nosso time e ele chafurdar por divisões inferiores contanto apenas com torcedores da Vila Belmiro e adjacências, ainda assim, em algum lugar do Brasil, um adolescente pegará em uma prateleira qualquer um livro com a história do Alvinegro Praiano e se apaixonará por ele da mesma forma que nós nos apaixonamos, e a saga persistirá.

Por isso que, dos 27 livros que escrevi e foram publicados, 12 falam do Santos. Destes, os mais importantes foram Time dos Sonhos, que levou mais de dez anos para ser concluído e foi lançado em dezembro de 2003, com a história do clube desde sua fundação até o título brasileiro de 2002; e o Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros, que fiz em parceria com José Carlos Peres e que, para nossa extrema felicidade, conseguiu que os campeões brasileiros de 1959 a 1970 fossem reconhecidos oficialmente, o que recuperou seis títulos brasileiros para o Santos.

Neste mês de abril, no dia 14, o Santos Futebol Clube completa 105 anos e por isso a livraria deste blog está oferecendo os livros Time dos Sonhos e Dossiê a valores inferiores ao preço de custo dessas obras. Tanto Time dos Sonhos, com 528 páginas, cerca de cem mil informações sobre a história do Santos e o perfil detalhado dos onze titulares do melhor time de futebol de todos os tempos, como o Dossiê, 323 páginas de papel couché, com toda a história dos campeonatos nacionais e os fatos e argumentos irrefutáveis que levaram ao reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa estão sendo oferecidos por apenas 39 reais o exemplar, incluído nesse preço a despesa de correio, além de minha dedicatória. Na compra de dois exemplares, em vez de 78 reais, o leitor pagará apenas 59 reais.

Se você já os tiver, por que não comprá-los para presentear uma pessoa sem recursos ou momentaneamente parte das estatísticas terríveis de desemprego no Brasil? Todos nós, engajados na luta pela grandeza do Santos, contrários ao processo de apequenamento movido pela atual direção do clube, temos de fazer a nossa parte. Ir ao Pacaembu e provar que o Santos é time para atrair multidões aos seus jogos, é uma das tarefas obrigatórias. A outra é conhecer e difundir a incomparável história do Glorioso Alvinegro Praiano.

Até a meia-noite do dia 30 de abril, um domingo, manterei esses valores para os livros Time dos Sonhos e Dossiê. Também estou oferecendo, a preços simbólicos, não superiores a quatro reais e cinquenta centavos, os PDFs dos livros Donos da Terra, Na Raça!, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Na compra deste último, oferecido por apenas dois reais e cinquenta centavos, autorizo o comprador reencaminhá-lo para uma criança santista ou indecisa com relação a que time escolher para torcer. Pode parecer pouco, mas atitudes assim é que construirão um futuro melhor para o nosso Santos.

Liquidação Total dos livros até 30 de abril!

Na comemoração dos 105 anos do Santos, reduzi ao máximo os preços dos livros oferecidos na Livraria deste Blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória. Promoção vai até o dia 30.

Confira os novos preços e entre na livraria para comprar para você e para os amigos. Conhecer e divulgar a história é uma forma de manter o carisma, a cultura e a visibilidade do Santos.

Veja só como os livros ficaram baratos (e todos com frete grátis)

Dossiê Unificação dos títulos brasileiros
1 exemplar: 39 reais.
2 exemplares: 59 reais.

Time dos Sonhos
1 exemplar: 39 reais.
2 exemplares: 59 reais.

Sonhos mais que possíveis
1 exemplar: 14 reais.

Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
1 exemplar: 23 reais.
2 exemplares: 35 reais.

A PROMOÇÃO VAI ATÉ 30 DE ABRIL OU ATÉ ACABAR O ESTOQUE

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A história do Santos em PDFs a preços simbólicos

DonosdaTerraNa Raça!Ser SantistaPedrinho escolheu um time

Diante de constantes pedidos de livros já esgotados em papel, como Donos da Terra, Na Raça, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time, o blog está oferecendo cópias em PDF dessas obras por apenas R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos) e apenas R$ 2,50 para o livro Pedrinho escolheu um time. O PDF é enviado pelo e-mail que o comprador designar no endereço para a entrega.

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Movimento por um Santos Melhor – Encontro em São Paulo

Dia 18, a partir das 18 horas, encontro no Murymarelo Bar

Venha conhecer nossas ideias e também dar as suas para um futuro melhor para o Santos Futebol Clube

Entrada gratuita. Você só paga o que consumir.

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Boas e más lideranças

Leia o post original por Odir Cunha

De origem humilde, Ricardo Oliveira já pediu esmola nos semáforos da Zona Norte de São Paulo. Hoje, para os padrões brasileiros, é um homem rico. O futebol tem muitos exemplos similares. O maior deles, sem dúvida, é Pelé, Edson Arantes do Nascimento, primogênito de Dondinho e Celeste, nascido em uma pequena casa de tijolos e pintura desbotada de Três Corações, Minas Gerais, que antes dos 20 anos já era chamado de “Rei do Futebol”, título que o acompanha desde então.

Pelé e Ricardo Oliveira têm muita coisa em comum. Ambos, guardadas as imensas proporções, são reconhecidos como bons jogadores de futebol, artilheiros, destacaram-se no Santos e têm espírito de liderança. Porém, adotaram estilos diferentes para liderar. Pelé preferia comandar pelo exemplo.

Determinado a ser campeão do mundo na Copa de 70, ele usou o tempo de preparação para voltar ao seu peso e à sua forma ideais, não permitiu que nada desviasse o seu foco, aceitou sem reclamar as condições do treinamento puxado e a desconfiança de boa parte da opinião pública e mostrou, em campo, que ainda era o melhor do mundo e poderia levar a Seleção Brasileira a mais um título mundial, o que acabou acontecendo.

“Se o bife estava duro, ele cortava em pedacinhos e comia sem dizer nada. Se ele, que era o Pelé, não reclamava, o que a gente podia falar?”, diz Rivellino, lembrando os tempos de concentração para a Copa do México.

De técnica e talento reconhecidamente superiores, Pelé também foi o atleta, ao lado do zagueiro Brito, com o melhor rendimento nos treinos físicos. O resultado do seu empenho pôde ser observado em todos os seis jogos do Brasil, realizados no escaldante horário do meio-dia. Ao final da Copa, em que marcou quatro gols e deu cinco assistências, o Rei do Futebol foi escolhido, justamente, o melhor jogador da competição.

Hoje o Santos está diante de uma decisão infinitamente menor. Às 20 horas de segunda-feira, no Pacaembu, enfrentará a Ponte Preta por uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista – um obstáculo plenamente superável para um time de melhor elenco, de técnica superior e que ainda jogará diante de sua torcida. É jogo para entrar confiante e obter uma vitória consagradora. A liderança do time, porém, está se revelando um problema.

Em uma rápida entrevista após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, Ricardo Oliveira mostrou-se descontente por não ter sido consultado sobre o agendamento da partida de volta para o Pacaembu e deixou a entender que tanto ele como outros jogadores santistas prefeririam enfrentar a Ponte na Vila Belmiro. Ora, esse tipo de reação não contribui nada para motivar a equipe e já deixa uma desculpa pronta – a ser utilizada por outros jogadores e pelo técnico Dorival Junior – em caso de eliminação diante do bom time de Campinas.

Além de não haver explicação técnica para a escolha da Vila, onde o Santos já foi derrotado três vezes neste Paulista, é no Pacaembu, em que o Alvinegro Praiano venceu seus 18 jogos mais recentes realizados ali, que o time terá de jogar mais vezes se quiser dobrar sua média de público e reencontrar o caminho de uma grandeza que tem lhe escapado devido a uma visão limitada e regional que verdadeiros líderes, como Pelé, já tinham deixado para trás.

Sem jamais ser o capitão do time, Pelé inspirava otimismo, destemor, confiança. Em muitas excursões santistas ao estrangeiro, o incansável atacante chegou a disputar cinco jogos em apenas oito dias. Bem diferente do Santos atual, que desde a derrota de sábado terá nove dias para se preparar tranquilamente para a revanche contra a Ponte Preta, no Pacaembu, estádio cujo maior artilheiro é Pelé, com 115 gols.

Liquidação Total dos livros até 30 de abril!

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Dossiê Unificação dos títulos brasileiros
Por 39 reais um exemplar, ou 59 reais dois exemplares

Time dos Sonhos
Por 39 reais um exemplar, ou 59 reais dois exemplares

Sonhos mais que possíveis
Por 14 reais o exemplar

Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
Por 23 reais um exemplar, ou 35 reais dois exemplares

A PROMOÇÃO VAI ATÉ 30 DE ABRIL OU ATÉ ACABAR O ESTOQUE

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A história do Santos em PDFs a preços simbólicos

DonosdaTerraNa Raça!Ser SantistaPedrinho escolheu um time

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Movimento por um Santos Melhor – Encontro em São Paulo

Dia 18, a partir das 18 horas, encontro no Murymarelo Bar

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Continha de Porcentagem

Leia o post original por Odir Cunha

No meio do trabalho, toca o telefone. É um amigo conselheiro do Santos. Está indignado com o presidente Modesto Roma, que aceitou passivamente a pesquisa depreciativa do Datafolha e disse não sei aonde que o Santos só tem cinco por cento de torcedores na capital. Mais uma vez Roma estava aceitando o primeiro argumento à mão para evitar jogar em São Paulo e assinar um acordo com o prefeito João Dória para fazer do Pacaembu a casa do Santos na metrópole.

– Imagine, Odir – esbravejava meu amigo –, se um grande investidor internacional está chegando ao Brasil para investir no Santos e ouve o próprio presidente do clube falando, com desdém, que São Paulo só tem cinco por cento de santistas. Justo o mercado que mais interessa aos investidores estrangeiros. Será que a Caixa, que está anunciando de graça na sagrada camisa do Santos, vai querer patrocinar um time que tem tão pouca representação no mercado paulistano? Será que esse presidente não conhece nem a quantidade de torcedores do seu time? Será que ele acha que os santistas são só aqueles nove mil, no máximo?

– Acho que é muito mais de cinco por cento – respondi – e o Datafolha está errado. Ouvir mil pessoas e achar que já mapeou as torcidas de uma cidade com 12 milhões e 40 mil habitantes é brincadeira. Mas quanto você acha que o Santos tem de torcedores na capital?

– Pô, Odir, vai dizer que você não sabe? Em 30 de março do ano passado a Pluri Stochos divulgou uma pesquisa depois de ouvir 21.049 pessoas… Eu disse vinte e uma mil e não mil, copiou? Pois é. E nessa pesquisa o Santos tinha 5,3% em toda a Região Sudeste. De lá para cá ganhou mais um Paulista, foi vice Brasileiro, semi da Copa do Brasil, teve vários jogadores na Seleção e agora tem só cinco por cento em São Paulo, a cidade com mais santistas no mundo? Ah….. Olha, em outubro de 2007, antes de ganhar a Libertadores e mais sete títulos, e antes da geração Neymar e Ganso, uma pesquisa da Placar/TNS Sports deu que o Santos tinha 14,5% da torcida de São Paulo. Reduziu quase dois terços de lá para cá? Com todo o respeito, só um animal pode acreditar nisso, seo Odir.

– Mas e se for mesmo cinco por cento? – perguntei só para provocar, pois sei que não é.

– Ah, seo Odir, tá me gozando, né? Pois eu vou lhe dizer. Sabe fazer continha de porcentagem?

– Sei, claro…

– Pois então segura aí e vai copiando, senhor Odir. Se for só cinco por cento, de um total de 12 milhões e 40 mil pessoas, já são 602 mil pessoas. E 602 mil pessoas da maior e mais rica cidade da América Latina… Sabe o que é chamado de “templo do consumo”?

– Shopping?

– Isso aí. Em São Paulo tem 52 shopping centers, senhor Odir. Aqui está a grana. Nosso Santos tem de jogar aqui, senhor Odir…

– Mas a cidade de Santos está colada a São Vicente e há ainda Praia Grande a cerca de 25 quilômetros. Só aí dá uma população de um milhão e 80 mil pessoas, das quais quase 40 por cento são santistas.

– Mas aí o senhor está recorrendo às cidades próximas, senhor Odir…

– Pode parar de me chamar de senhor.

– Quando eu fico nervoso eu chamo de senhor. Segura essa… Se é para contar as cidades próximas, então eu lhe digo que… Nem vou dizer.
Vou ler o que está aqui na Wikipédia: “Região Metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, é a maior metrópole do Brasil, com cerca de 21,2 milhões de habitantes e uma das dez regiões metropolitanas mais populosas do mundo… A Região Metropolitana de São Paulo é o maior polo de riqueza nacional. A renda per capita em 2011 atingiu cerca de 38 mil e 348 reais. A metrópole detém a centralização do comando do grande capital privado, concentrando a maioria das sedes brasileiras dos mais importantes complexos industriais, comerciais e principalmente financeiros que controlam as atividades econômicas no país”. Que tal, senhor Odir?

– E quantos santistas devem ter na Grande São Paulo?

– Voltamos à continha de porcentagem. Dez por cento de 21,2 milhões dá 2,1 milhões. E se for essa miséria de cinco por cento, que não é nem matando, dá um milhão e 50 mil pessoas.

– Mas e se um estádio novo em Santos atrair o torcedor do planalto para lá?

– Odir, acorda. Se nem os maloqueiros conseguem uma média de 20 mil pessoas por jogo, com o preço médio do ingresso inferior a 40 reais, e não tem pedágio para ir para lá, como o Santos vai conseguir média de 18 mil pessoas com ticket de 85 reais?…
– 82…

– Que seja. É uma loucura. Se começar a jogar só em Santos o nosso time vai perder a torcida que tem em São Paulo e depois vai começar a perder também na Baixada. Pode escrever. É isso que muita gente quer. Que o Santos volte para a sua toca e não encha mais o saco com essa mania de ser grande. Querem que volte a jogar o campeonato santista. E esses mentecaptos que dirigem o clube fazem o jogo dos inimigos do Santos…

– Calma, calma… Onde tem de jogar, então?

– No Pacaembu, seo Odir, claro. O Athié levou décadas para tornar o Santos universal e agora vem esse filho do Roma e seus asseclas para querer que ele seja regional de novo. A cidade de Santos não tem para onde crescer, seo Odir. Bem que eu queria, pois você sabe que tenho imóveis lá. Mas a realidade é que não tem para onde crescer. Veja que na Grande São Paulo já tem seis cidades com mais habitantes que Santos. A população da cidade não vai sair disso… Não foi você quem escreveu aquele livro, “Donos da Terra”, falando da final de 1962 com o Benfica?

– Foi.

– E quantos habitantes Santos tinha em 1962?

– Quatrocentos e trinta mil.

– E quantos tem agora?

– Quatrocentos e trinta e quatro mil.

– Viu? Já se passaram 54 anos e só aumentou quatro mil habitantes. Olha, seo Odir, gosto muito de Santos, o pessoal de lá é dez, acho que é uma ótima cidade para muitas coisas, mas não para ter um grande estádio de futebol. Grandes estádios têm de ficar nas metrópoles, nos grandes centros, ou é prejuízo na certa, seo Odir.

– Mas o Santos é de Santos.

– Sei que você está falando isso para me provocar, seo Odir. Pois é uma pena que haja santistas que pensem assim. Se, no futuro, o clube erguer um estádio moderno na Zona Sul de São Paulo, vai dar a mesma média de público que os outros grandes da cidade, pois já deu muito mais e, apesar de tudo, nosso time tem mais história e apelo popular do que os outros. Não podemos deixar que apequenem o Santos, senhor Odir.

– Jamais será pequeno… Alô? Alô?

É sempre assim. Ele liga, desabafa tudo o que quer falar e desliga o telefone. E eu fico pensando no que ele falou…

E você, o que me diria em um telefonema?

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Liquidação Total dos livros em 60 dias de aniversário!

Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube nos meses de março e abril. E nessa comemoração, para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi ainda mais os preços dos livros oferecidos na livraria do blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória, claro.

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Dossiê Unificação dos títulos brasileiros
Por 39 reais um exemplar, ou 69 reais dois exemplares

Time dos Sonhos
Por 39 reais um exemplar, ou 69 reais dois exemplares

Sonhos mais que possíveis
Por 14 reais o exemplar

Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
Por 23 reais um exemplar, ou 35 reais dois exemplares

OS PREÇOS FINAIS SÃO ESSES AÍ, NENHUM CENTAVO A MAIS. O FRETE É POR CONTA DO BLOG. APROVEITA QUE NUNCA ESTEVE TÃO BARATO.

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E você, agora vai comprar um livro meu?


Autor admite gol ilegal

Leia o post original por Odir Cunha

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Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

As promoções de dois exemplares também incluem o frete pago. Assim dois Dossiês ou dois Time dos Sonhos saem por 79 reais, sem outras despesas, e dois exemplares de Dinheiro, é possível ser feliz sem ele saem por 39 reais.

E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

Para quem comprar os livros “Time dos Sonhos”, ou “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, o blog ainda enviará, gratuitamente, as versões eletrônicas dos livros Donos da Terra, Ser Santista e Na Raça!

E se você adquirir o “Dossiê Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959” e também quiser os três livros eletrônicos de presente, é só escrever e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que nós lhe enviamos.

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Onde o povo está

Leia o post original por Odir Cunha

Devemos agradecer ao Red Bull Brasil por dar aos santistas da Capital e do Interior próximo a oportunidade de ver o Santos mais uma vez. Será neste domingo, às 11 horas da manhã, no aconchegante e belo Pacaembu.

Todo clube que quer consegue jogar no Pacaembu, o único que alega problemas insolúveis com a Polícia Militar é o Santos. Está mais do que evidente que o problema não é a PM e sim a profunda má vontade dessa diretoria com o santista que não mora em Santos.

Como Renato não jogará, será uma boa oportunidade de assistir ao meio-campo do Santos com uma nova formação. Ricardo Oliveira, com uma caxumba braba, também ficará de fora, dando nova oportunidade para Rodrigão, Thiago Ribeiro ou outros que possam ser escalados no ataque.

O Santos foi o time que mostrou o melhor futebol na primeira rodada do Campeonato Paulista e, ao menos para quem gosta de futebol bem jogado e bonito, é a equipe a ser assistida no Estadual. Não acredite quando boa parte da imprensa quer transformar times e jogadores medíocres naquilo que não são.

O Pacaembu é o caminho natural de crescimento do Santos e toda oportunidade de jogar nele deve ser aproveitada pelos santistas. Sabemos que se depender da gestão atual o time volta para o casulo e de lá não sai mais, perdendo dinheiro com arrecadações de jogos, novos associados, patrocínios e merchandisings.

E se você, sócio do Alvinegro Praiano, concorda que o Santos deve jogar mais vezes no Pacaembu, prepare-se desde já para votar nas próximas eleições presidenciais do Santos, a serem realizadas no final deste ano. Para isso, mantenha suas mensalidades, ou anuidades em dia.

Caso você seja um dos milhares de inadimplentes que abandonaram o clube por falta de motivação pessoal e de atenção da diretoria, peço que faça um esforço e deixe suas taxas em dia para que possa votar.

O clube está sugerindo aos inadimplentes que esqueçam as dívidas e se tornem associados novamente. Parece bom, mas com isso o inadimplente perde o direito de votar, e como a maioria dos inadimplentes é de fora de Santos e quer o Santos jogando mais vezes na Capital e mesmo no Interior, a estratégia favorece a gestão regional que hoje comanda o clube e prefere que ele arrecade menos, mas continue sobre o seu poder.

Vá domingo ao Pacaembu, assista a mais um bom jogo desse bom time do Santos e testemunhe como é gratificante assistir a uma partida do Santos com mais de 15 mil pessoas no estádio, o que nunca ocorre quando o time joga na querida Vila Belmiro.

E você, o que acha disso?

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Você pretende ser jornalista, ou se interessa pela profissão? Quer saber o que aprendi de mais importante em 40 anos de jornalismo? Então fique atento porque logo mais será lançado o livro LIÇÕES DE JORNALISMO. Ele vai fazer o bichinho do jornalismo entrar no seu sangue. Clique neste texto para saber um pouco mais.

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O futuro leva ao Pacaembu

Leia o post original por Odir Cunha

Apresentação de quatro jogadores contratados, estreia do novo uniforme, exposição da maior bandeira do mundo e a grande possibilidade de estabelecer um invejável recorde de 16 vitórias consecutivas no Pacaembu: todas essas atrações esperam o torcedor santista que for ao estádio paulistano neste sábado assistir a Santos e Kenitra, de Marrocos, a partir das 18h30.

Será uma ótima oportunidade de apreciar, em seu primeiro jogo oficial, os atacantes Kayke e Vladimir Hernández, o lateral-direito Matheus Ribeiro e o volante Leandro Donizete. Outro contratado, o zagueiro Cleber, está machucado, e Bruno Henrique, o mais recentemente contratado, viajará para a Alemanha a fim de resolver problemas pessoais. Ele deve ser apresentado na segunda-feira.

Quem quiser comprar a nova camisa poderá fazê-lo em uma loja móvel instalada em um caminhão, resultado de uma parceria entre a Santos Store e a Truckvan.

Tratar um jogo de futebol como um evento é um dos planos do gerente de marketing Eduardo Rezende para este ano. Tomara que ele consiga.

A voz do torcedor

Já cansei de dizer que o torcedor do Santos, muitas vezes, tem uma visão ainda mais aguçada até do que muitos jornalistas que falam do Santos. É o caso de Sérgio Castro Junior, que acaba de me enviar um e-mail que dispensa apresentações. Ele diz tudo sobre essa desculpa usada pela atual direção do clube para impedir o Santos de jogar mais vezes no Pacaembu.

Bom dia caro Odir!

Ontem à noite fiquei por horas debatendo com amigos do blog Santos Total a importância, inclusive por você ressaltada, do Santos FC jogar no Pacaembu.

Muito dos amigos, assim como Modesto e seus pares, justificam o veto da Policia Militar como fator principal da ausência de jogos na Capital.

Meu caro, gostaria muito que fizesse as seguintes perguntas para aqueles que defendem essa tese furada:

– Há quatro anos e por muito tempo, a Capital também abrigava a Portuguesa, e não me recordo da PM vetar jogos do time do Canindé. E que não venham com a desculpa de que a Lusa tem uma torcida pequena, pois mesmo com a média de três mil por jogo requer ação do efetivo da PM.

– No Rio de Janeiro, cidade com problemas de violência mais acentuados do que a Capital paulista, se abriga quatro grandes torcidas. Quando dois grandes jogam no Rio na mesma rodada, um joga no sábado, outro no domingo, e outros dois jogam fora do Rio. Sempre foi assim, sendo de quarta e quinta também.

– Recordo o período em que o Santos ficou um ano ou mais longe da falida Vila Belmiro. Nos anos de1996 e 1997 mandou seus jogos no estádio do Ibirapuera, na Capital, e sempre com ótimos públicos. E nesses anos a Portuguesa também jogava na Capital e tinha um belo time e disputava títulos.

– Ano passado, tivemos o Flamengo mandando jogos no Pacaembu, um inclusive no mesmo dia do jogo do Santos e Santa Cruz, e com grandes públicos, sendo Flamengo um grande rival dos clubes de São Paulo.
Portanto, caro Odir, penso que a tese de veto da PM é pregada por Modesto e seus pares para manterem distância do Pacaembu.

Sinceramente isso nunca me convenceu e se um representante da PM me dissesse que veta o Santos na Capital, eu lembraria os quatro tópicos acima e ainda citaria o exemplo de Buenos Aires, que abriga seis grandes torcidas (Boca, River, San Lorenzo, Velez e pertinho dali, em Avellaneda, Racing e Independiente), todas dentro de um raio de 30 quilômetros.

Gostaria muito que respondesse sobre isso, caro Odir, e que fizesse esses mesmos questionamentos no conselho e na imprensa.

Saudações alvinegras!

Sérgio Castro Junior


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Novo estádio em Santos?

Leia o post original por Odir Cunha

O presidente Modesto Roma continua insistindo na ideia de o Santos ter um novo estádio em sua cidade. Como o projeto da arena no terreno do Portuários foi barrado, unanimemente, pelos conselheiros da Portuguesa Santista, Roma agora quer fazer uma parceria com o Jabaquara para erguer o estádio santista onde fica o tradicional Caneleira, do Jabuca.

Toda ideia empresarial, em princípio, é válida, e pode ser concretizada desde que estudos prévios e um bom planejamento comprovem que ela tem possibilidades reais de sucesso. Do contrário, o empreendimento terá grande possibilidade de se transformar em uma fonte de grande prejuízo. No caso de um novo estádio de futebol na cidade de Santos, nada indica que o mercado local comporte mais um, ou que atenda aos interesses do Santos.

A primeira informação que se tem hoje, de concreto, é a frequência da Vila Belmiro, que em 2016 não chegou a 10 mil pessoas por partida. Em 34 jogos com seu mando de campo o Santos alcançou a média de 10.469 pagantes, mas nesse total estão incluídos os jogos no Pacaembu, que atraem um público bem maior do que no Urbano Caldeira.

Porém, como a Vila Belmiro reduziu sua capacidade, pesquisei o ano de 1962, considerado o melhor em toda a história do clube, pois nele o Santos ganhou todos os títulos oficiais que disputou. Nele o time jogou uma final de Copa Libertadores no Urbano Caldeira, além de jogos importantes do Campeonato Paulista, que lhe deram o tricampeonato estadual.

Em 1962, ano do seu cinquentenário, o Alvinegro Praiano realizou 26 jogos no Urbano Caldeira, entre oficiais e amistosos. Seu recorde de público ocorreu no dia 2 de agosto, pela final da Libertadores, em que perdeu para o Peñarol por 3 a 2. Naquele dia, 23 mil pessoas se apertaram para testemunhar o título sul-americano, que viria com um empate, mas não veio e só foi conseguido na terceira partida, em Buenos Aires, quando o Santos venceu por 3 a 0.

Pois bem. Naquele ano mágico de 1962, em que era considerado o melhor time do mundo e tinha o lendário ataque Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, o Santos teve a média de público, em jogos na Vila Belmiro, de 11.923 pessoas. Uma curiosidade: no primeiro jogo no estádio, após a conquista do título mundial, com todas as feras em campo, o público foi de 7.600 pessoas.

A conclusão que se chega, ao estudar a média histórica de público dos jogos do Santos em Santos, é que esperar uma média superior a 18 mil pessoas, como seria o necessário para se pagar, em décadas, a arena no Portuários, seria uma grande temeridade, quase um loucura. E ainda haverá o agravante do preço médio dos ingressos.

Infelizmente o País passa por um crise de empregos e salários, e a Baixada Santista não é exceção. Ao contrário. O cancelamento das operações do pré-sal frustrou a economia da região. No final de 2016 a a crise econômica atingiu em cheio o Porto de Santos, que demitiu 10 por cento, ou 1.500 dos seus 15 mil empregados. Outra empresa que gera muitos empregos na cidade, a Cosipa, também está em má situação. O sucesso de um estádio na cidade teria de se basear em uma grande frequência dos santistas de fora da Santos, mormente de São Paulo. Porém, os custos da viagem, somados aos dos ingressos, mais caros do que o normal, não permitem boas perspectivas.

Sem os mais elementares estudos prévios, o negócio seria fechado unicamente pelo feeling e pela vontade do presidente Modesto Roma, que, entretanto, não tem se mostrado um empresário bem sucedido em suas ações individuais.

Como já foi dito inúmeras vezes, a solução do problema “média de público” do Santos passa, obrigatoriamente, por mais jogos no Pacaembu – alternativa que tem sido descartada pelo presidente Roma simplesmente por motivos políticos, pois sabe que os santistas da capital nutrem grande rejeição pelo seu nome. Parece que ao menos nesse ano eleitoral de 2017 esse quadro mudará. Porém, ao anunciar um novo estádio, agora no terreno onde fica o Caneleira, do Jabaquara, Roma mostra que não desistiu de sua onerosa fantasia.

E você, o que acha disso?

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A verdade e a politicagem

Leia o post original por Odir Cunha

Em conversa com Tana Blaze, há duas semanas, oportunidade em que o conheci pessoalmente, ele disse que para evitar as desagradáveis reações que geralmente acompanham opiniões sinceras sobre o aspecto administrativo dos clubes, no caso o nosso Santos, não escreverá mais para o blog. Uma pena, claro. Pois o mundo da Internet e o mundo em geral seriam melhores se as pessoas pudessem ser sinceras e, mesmo assim, respeitadas. Evitaria a politicagem, a babação de ovo e também as dores de cotovelo tão comuns nas relações atuais. De qualquer forma, aproveitei nossa conversa e quis extrair dele, um homem experiente, acostumado a acompanhar o bem sucedido futebol europeu, quais seriam as saídas reais para o nosso Santos no quesito estádio.

Mesmo criado em São Vicente, Tana é um homem universal, cujas ideias não estão restritas a limites geográficos. Respondeu que o momento é bom para se comprar um belo terreno no melhor lugar para se erguer um estádio do Santos. Argumentei que o clube tem mais de 400 milhões de reais em dívidas, como poderia fazer isso? Ele explicou que não precisa comprar, mas conseguir uma opção de compra. Com essa opção de compra na mão, o clube atrairia empresas interessadas na parceria, pois quem não quer ser sócio de um estádio do Santos na Capital?

Na Capital?, estranhei, sabendo como essa informação mexeria com os humores de algumas pessoas. Tranquilamente, ele explicou que um investidor quer se envolver em um negócio à espera do maior retorno possível, e em São Paulo o Santos teria um público médio similar ao dos outros três grandes do Estado. Sempre foi assim, por que mudaria agora?

Como Tana mora em Munique e conhece muito bem o futebol alemão, argumentei que a cidade de Dortmund tem 580 mil habitantes, apenas 160 mil a mais do que Santos, e o estádio do Borussia Dortmund, que comporta exatos 81.359 espectadores, está quase sempre lotado. Por que Santos não poderia lotar um estádio com, ao menos, 28 mil pessoas, por exemplo?

Tana explicou, pacientemente, que, na verdade, Dortmund fica em uma região formada por outras cidades que no total somam cinco milhões de habitantes. Lembrou, ainda, que cerca de 15 mil lugares do estádio estão reservados para quem se sujeita a assistir aos jogos de pé. Geralmente os jovens optam por essa alternativa mais barata. Além do mais, cada jogo é muito bem promovido, com muitas facilidades para o torcedor.

Confessei a ele que torci muito para o pré-sal dar certo, pois Santos ganharia milhares de assalariados bem pagos pela Petrobrás e isso, certamente, aumentaria a média de público nos jogos na Vila Belmiro, hoje uma das menores da Série A do Brasileiro. Para complicar, a Usiminas e o Porto estão com dificuldades e aumentou o número de desempregados na cidade, assim como aumentou na Capital. Sem o rodízio de jogos entre Vila e Pacaembu, ressaltei, a média de público das partidas do Santos cairá ainda mais.

Tana só ouviu. Com o pragmatismo de um brasileiro-alemão que agora é, já tinha dito o mais importante que tinha a dizer e se calou. Concordei que o melhor lugar para um novo estádio do Santos, diante do momento econômico que o País atravessa e diante das projeções de crescimento para a metrópole e para a Baixada Santista, seria mesmo a região da Grande São Paulo, mas disse que ainda achava mais econômica a possibilidade de alugar o Pacaembu, quando preciso.

Quanto à formação dos Meninos da Vila, continuaria sendo feita na Vila Belmiro. Assim como a Flórida é a região das academias de tênis, por que Santos não poderia se transformar na cidade do futebol, atraindo jovens de todo o mundo para se aperfeiçoarem ali no esporte mais popular do planeta? Isso geraria empregos para os profissionais do futebol santista e movimentaria ainda mais o turismo da cidade. Tana gostou dessa ideia. A formação de jovens continuaria na aprazível Santos e os jogos seriam na efervescente São Paulo. O clube usufruiria o bom das duas regiões.

O patrocínio da Caixa

Tenho sido inquirido sobre esse provável patrocínio da Caixa ao Santos, que deve se confirmar no ano que vem. Para ser coerente com tudo o que já expusemos aqui, não sou favorável a que uma empresa estatal, ainda mais em situação financeira difícil, invista em clubes de futebol. Sei que alguns queridinhos pagaram e pagam suas dívidas graças a essas benesses, mas há tantas empresas privadas no mercado, que não vejo necessidade de se buscar dinheiro em uma estatal.

Presidente do Conselho aceitou abaixo-assinado

O presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Fernando Gallotti Bonavides, deferiu o documento assinado por 80 conselheiros, pedindo que dê andamento ao processo de rejeição das contas do clube em 2015, o que exigirá as devidas explicações da diretoria presidida por Modesto Roma. Segue abaixo a íntegra do documento:

Santos, 5 de outubro de 2016.

Ofício nº 476/16.

Ilustres Senhores Conselheiros:

Considerando o requerimento assinado por 80 membros do Conselho Deliberativo, encaminhado à Presidência da Mesa Diretiva deste Egrégio Conselho, pelo Nobre Conselheiro Alberto Pfeifer Filho, no dia 30 de setembro p.p., solicitando a reconsideração da decisão da Mesa de se aguardar o trâmite processual da citada ação, em grau de recurso, alusiva as Demonstrações Financeiras do ano de 2.015 e examinado a invocação do “trâmite legal estabelecido no Estatuto Social do Clube”, em consonância a existência do interesse do Santos Futebol Clube na solução do impasse, a Mesa defere esse requerimento, encaminhando para o Conselho Fiscal, nos termos do artigo 93, § 6º; letra “e”, com os esclarecimentos prestados pela Gerência Jurídica do S.F.C., datada de 9 de maio de 2.106, para após, análise do respeitável Conselho Fiscal e expedição de “novo parecer”, conforme previsão Estatutária.

Atenciosamente;

Fernando Gallotti Bonavides
Presidente

Bolívia ou Alemanha?

Quem tem acompanhado as manifestações de júbilo de nossa imprensa esportiva pode até imaginar que o Brasil não goleou a débil Bolívia, mas sim a poderosa Alemanha. Com todo o respeito aos bolivianos, até este Santos, com suas conhecidas limitações, enfiaria um chocolate goela adentro dos nossos queridos vizinhos. Já tem gente comparando o Tite ao Rinus Mitchel. Menos, menos… Como não está dando para falar do alvinegro da capital, falam do Tite, do Renato Augusto e, às vezes, do Gabriel Jesus. Mas quem está arrebentando é o Neymar, como sempre.

Festa na embaixada de São José dos Campos

Alô, alô, santistas de São José dos Campos e região. Neste domingo, dia 9, a partir das 9 horas, a Embaixada do Peixe em São José dos Campos promove a festa “Futebol e Churrasco”, com a exposição da Taça de Campeão Paulista de 2016 e a apresentação da Nova Camisa III.
O evento será realizado na Associação Sabesp, na Travessa Lineu de Moura, 522, próximo ao Clube Santa Rita.
Contribuições para participar da festa:
Futebol: 10 reais.
Churrasco individual: 25 reais. Churrasco dupla: 40 reais. Número da rifa, com diversos prêmios: 10 reais para Sócio e 15 reais para não sócio.

Promoção dos livros Time dos Sonhos e Dossiê acaba neste domingo

Só para lembrar que nesse domingo, às 24 horas, acaba a promoção do livro Time dos Sonhos. Até lá, quem comprar apenas um exemplar do livro que é chamado A Bíblia do Santista, receberá mais um exemplar gratuitamente, ou, se preferir, um exemplar do Dossiê, além de três livros eletrônicos: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Tudo isso por apenas 68 reais, com as despesas de correio incluídas.

A partir de segunda-feira a livraria do blog zerará o seu estoque e só voltará a funcionar em novembro. Se quer receber um livro nesse período, vá à página “Comprar Livros” neste blog, ou clique no link abaixo para comprar apenas um exemplar do livro Time dos Sonhos e receber outros quatro de presente:
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E você, o que acha disso?