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Neymar tem vitória, e Justiça proíbe sindicato de arranhar imagem de atleta

Leia o post original por Perrone

A 5ª Vara Cível de Brasília concedeu liminar pedida por Neymar e uma das empresas de sua família para impedir que a FAAP (Federação das Associações dos Atletas Profissionais) envie comunicados aos patrocinadores do jogador sugerindo que se afastem dele por conta de processo na Espanha.

A decisão foi tomada no último dia 14 pelo juiz Wagner Pessoa Vieira e pode ser revertida já que será contestada pela ré.

Na ação, a Neymar Sport e Marketing e o atacante acusam a FAAP de enviar carta para pelo menos um patrocinador do atleta argumentado que a empresa pode sofrer dano por associar sua imagem a de um jogador que foi acusado de crime na Espanha. A entidade participa como autora, ao lado da DIS (empresa do grupo Sonda), de ação que acusa Neymar, sua família, Santos e Barcelona de cometerem irregularidades na transferência do jogador para o Barça. A tese da FAAP é de que houve simulação para diminuir o valor a ser repassado ao Santos e, consequentemente, a ela. Por lei, a entidade tem direito a 0,8% do valor de cada transferência de jogador do país. A quantia deve ser paga sempre pelo vendedor.

Como prova de que a federação sugeriu que a parceira de Neymar o abandonasse, os advogados do atacante usam no processo uma carta endereçada a um dos patrocinadores (o blog não teve acesso ao nome da empresa).

Trecho do comunicado enviado pela FAAP ao patrocinador diz o seguinte: “Gostaríamos de enfatizar a conduta pouco exemplar da parte de Neymar no curso de todo esse processo. É razoável se perguntar sobre o possível dano à reputação dos patrocinadores, que seria muito maior em caso de sua condenação. Entendemos que as políticas de responsabilidade social corporativa, cada vez mais importantes, são incompatíveis com a manutenção de uma associação com figuras públicas cuja conduta envolve infrações criminais. Estamos convencidos de que a conduta de Neymar é eticamente errada e iremos trabalhar para demonstrá-la. O patrocínio somente pode ser ético e bem-sucedido quando celebrado com pessoas exemplares. Neymar não merece essa descrição, como esperamos demonstrar perante o tribunal”.

No processo citado na correspondência enviada pela federação, a Justiça espanhola rejeitou a denúncia por simulação contratual contra Neymar, seus pais e uma empresa da família. Mas foi determinado que eles sejam julgados por suposto crime de corrupção em negócios.

Para a Justiça de Brasília, a FAAP cometeu ato ilício ao fazer suas considerações sobre Neymar para um patrocinador por ferir o dever genérico de abstenção. Ou seja, não poderia se intrometer em um contrato alheio. Ainda de acordo com a decisão, não cabe à FAAP questionar à empresa se as condutas do jogador estão de acordo com o que ela espera dos atletas profissionais com os quais tem contrato.

Também no entendimento da Vara, a atitude da entidade ligada aos atletas pode fazer com que patrocinadores não renovem seus contratos com o atacante ou que rescindam os compromissos atuais. Por isso, ele atendeu ao pedido de Neymar para obrigar a FAAP a informar se enviou comunicado semelhante a outras empresas e identificar os eventuais destinatários.  A Justiça deu 15 dias, a partir da notificação, para a entidade cumprir essa ordem sob pena de multa diária de R$ 1 mil acumulativa até R$ 20 mil.

Caso não cumpra a decisão de se abster de enviar comunicados semelhantes aos parceiros do atacante do Barcelona, a federação terá de pagar multa de R$ 20 mil por correspondência.

Outro lado

Márcio Tannús de Almeida, superintendente da FAAP, disse que a entidade não quis denegrir ou prejudicar o jogador. “O pessoal do Neymar pode ter interpretado errado a nossa intenção. Tentamos apenas fazer com que o patrocinador sensibilizasse o Neymar para fazermos um acordo. Só queremos receber o dinheiro que o Santos tem que nos repassar”, afirmou o dirigente.

Por sua vez, o assessor jurídico da entidade, José Cácio Tavares da Silva, declarou que não se manifestaria porque o processo está protegido por segredo de justiça. Porém, ele confirmou que a decisão será contestada.

Flerte com Valdivia marca reviravolta em atuação de parceiros palmeirenses

Leia o post original por Perrone

O fato de os donos da Crefisa, da FAM e da Prevent Senior terem se aproximado de Valdivia no último dia de 2015 demonstra uma reviravolta na atuação dos principais patrocinadores do Palmeiras.

Até então, a posição dos parceiros do alviverde era de não mais colocar dinheiro em contratações, o que eles vinham fazendo aumentado os valores investidos em patrocínio. Foi assim, por exemplo, que a equipe conseguiu contratar Barrios.

Além disso, os patrocinadores sempre disseram não interferir nas contratações sugerindo ou impondo nomes. A posição era de ajudar a trazer atletas indicados pela comissão técnica e pela diretoria sem participar das negociações.

Porém, no encontro em Dubai com o chileno, que agora defende Al-Wahda, dos Emirados Árabes, José Roberto Lamacchia e Leila Pereira, casal dono de três patrocinadores do Palmeiras, conversou com Valdivia sobre a possibilidade de ele voltar a atuar pelo clube. Os empresários também postaram no perfil da Crefisa  no Facebook fotos com o jogador acompanhadas da seguinte pergunta: “qual seu maior desejo para 2016?”

Com a inusitada ação, os patrocinadores deixam no ar a possibilidade de voltarem a ajudar financeiramente em contratações. Mas, dessa vez, dão a entender que tomaram a iniciativa de conversar com um possível reforço. A diretoria palmeirense não está negociando com o chileno.

Valdivia, aliás, está longe de ser uma unanimidade no clube. Grande parte dos conselheiros e dirigentes ficou aliviada com a saída dele. Para esse grupo, o sentimento é de que, em sua última passagem, o chileno não justificou o alto salário que recebia.

 

Seleção troca cara amarrada de 2010 por marketing

Leia o post original por Perrone

Acenos de Felipão (e protestos contra Copa)

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A seleção brasileira trocou a clausura e a cara amarrada de 2010 pelo marketing na preparação para a Copa de 2014. No mundial da África do Sul, a blindagem dos jogadores imposta por Dunga incomodou patrocinadores, que tinham poucas chances de exibir suas marcas nos treinos fechados para a imprensa. Agora, nas primeiras horas de trabalho na Granja Comary, eles foram brindados com a oportunidade de se aproximar dos atletas.

Os parceiros da CBF ficaram encantados com a naturalidade que dizem ter sido demonstrada pelos atletas de Felipão nesta segunda, durante encontro com representantes das empresas que apoiam a Confederação Brasileira de Futebol. “Os jogadores chegaram todos juntos, foram aplaudidos e rapidamente se misturaram a nós. Estavam bem acessíveis”, disse ao blog Tiago Pinto, diretor de marketing da Gatorade.

Por cerca de 30 minutos, os atletas bateram papo, deram autógrafos e tiraram fotos com os parceiros da confederação, algo impensável na era Dunga.

Mas o contato com os jogadores não será constante durante o Mundial. Os parceiros foram avisados pela CBF de que não devem ter mais acesso a eles até o fim da Copa. Porém, os patrocinadores continuarão divulgando seus produtos numa sala na Granja Comary frequentada por jornalistas.

A atenção dispensada pelos atletas aos patrocinadores não foi a única grande diferença em relação ao Mundial anterior. O relacionamento com a Globo também mudou. Isso ficou claro logo de cara, com a primeira aparição de Felipão no gramado de Teresópolis culminando com uma participação de pelo menos 20 minutos no programa apresentado por Fátima Bernardes. Dunga vivia às turras com toda a imprensa, inclusive com a Globo.

Marketing até no avião da seleção

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Finanças: o outro lado da cultura

Leia o post original por Bruno Maia

crédito: Úrsula Nery/FERJ

Vamos ao fim da trilogia que marca minha entrada aqui neste espaço. Tentando cavar linhas entre a raiva do torcedor que sou e uma análise mais ampla sobre o que vem acontecendo – ainda que saiba ser inútil tecê-la.

A pergunta derradeira sobre a final do Carioca 14 é: quem paga a conta do erro? E, acredite torcedor de outros times, é uma pergunta fria, desprovida de paixão. O fato do assistente escalado pela Federação do Estado do Rio de Janeiro não ter visto um impedimento de 69cm custou R$ 2,5 milhões ao clube prejudicado direto. Ali, na bucha, só na premiação do campeonato. Perdeu, pleibói! E gerou R$ 2,5 milhões de receitas indevidas ao clube favorecido. Errar faz parte, mas sei que se um funcionário da minha empresa gera um desfalque desse para um cliente – sim, os clubes são os CLIENTES das federações de futebol -, eu sou responsabilizado pela decisão de tê-lo escalado para determinada função. Seria um caso que tenderia a tomar rumos jurídicos e gerar responsabilidades. Mas no futebol, não.

Imaginem vocês, leitores, independente do time que mova seu coração, se os erros de arbitragem gerassem algum tipo de responsabilidade para as federações, sejam elas quais fossem, como acontece no resto do mundo? “Ah, a Fifa é uma entidade muito tradicional”. Xongas! Tradicional porque não dói no bolso. Se os prejuízos financeiros causados por suas decisões de manter árbitros despreparados em seus quadros, ou, de não recorrer à ajuda eletrônica para situações em que evidentemente o corpo humano não é capaz de ser o melhor juiz, fossem imputadas à digníssima FIFA, o chip na bola seria coisa de 1967 e não de 2014.

A tradição só pode ser entendida em um contexto. Quando o futebol foi criado, não envolvia os milhões e milhões que, não só envolvem hoje mas como, o mantém sendo possível de existir. Tudo se resolvia ali na cancha. Futebol não é sustentado pelo mero interesse na partida in loco há muitas décadas. São os interesses externos, televisão, patrocinadores, etc, que ainda pagam a conta que o torna viável. E essa conta não é paga quando um time é prejudicado em R$ 2,5 milhões por conta de um erro deste tipo. Neste caso, o prejuízo em relação ao rival é R$ 5 milhões, já que estamos falando de um jogo de 6 pontos. É menos R$ 2,5 milhões de um lado e mais R$ 2,5 milhões para o outro. É um time que vai ficar sem pagar sua folha e outro que vai se reforçar ainda mais. É impôr uma distância injusta entre eles e ninguém ser responsabilizado ou achar que “essa é a beleza do futebol”. Acreditem, não é mais. Isso sem falar nos valores indiretos e bonificações envolvidas em todos os contratos dos clubes com as marcas que ainda viabilizam suas existências.

R$ 2,5 milhões é o valor estimado de toda a folha salarial do Vasco, enquanto o clube briga para se manter adimplente e reverter uma situação de grave crise financeira. Um lance num jogo e… pá! Mais um atraso de salário. E jogadores vão embora. E um planejamento é comprometido. E vem derrotas que derrubam um treinador, começa-se de novo do zero e a coisa não anda. Conhecemos bem esse filme, ou alguém esquece o que aconteceu após a perda da Libertadores 2012 no Vasco e o que aconteceu com o Corinthians com aquela vitória? Quando o lance é responsabilidade do clube que escalou o Diego Souza, tudo bem, a responsabilidade é nossa. Mas e quando é de quem escalou um árbitro? E isso não acontece só envolvendo o Vasco. Acontece aos milhões porque as Federações não são responsabilizadas pela sua responsabilidade que é arbitrar os jogos. As coisas estão interligadas.

Neste caso específico do Campeonato Carioca, como falei no texto sobre a cultura do futebol, a quantidade de vezes em que as decisões arbitrais em momentos decisivos favoreceu o Flamengo, ajuda a criar uma injusta diferença entre os clubes. Bem como, o que se viu com pró-Corinthians nos últimos 6, 7 anos, em termos nacionais. Isso aumenta o número de torcedores de um lado, aumenta a cota TV de um time em relação ao outro, se reflete nos elencos, na estrutura e nos resultados futuros. E ainda assim, quando no campo a beleza do time com menos investimento pode vencer o de mais grana se impõe, vem um novo erro, aumenta essa diferença e tá tudo serto. SERTINHO! Quem paga a conta? É suspende o bandeirinha por um mês e vamos em frente. Às vésperas de um novo campeonato brasileiro, ainda nos apoiamos à teórica equivalência dos grandes clubes do país para valorizar nosso certame, sem nos atentar a série de pequenas “coisinhas” (ou irresponsabilidades, se você for mais realista) que nos encaminham para virarmos tudo que a gente se orgulha de não ser. Junte a cultura forjadas, com as finanças direcionadas, com o cinismo e teremos tempos ainda mais dias desleais.

Que venha o resto do ano, enquanto inauguram-se Itaquerões, celebram-se tapetões e cortejam-se federações. A súmula do jogo é alterada e o Maracanã tá faturado, e a pauta do dia é a eleição do novo presidente da CBF. Tá cheio de gente com a mão amarela por aí, enquanto o Vasco é só a bola da vez. Mais uma vez.

Tema livre

Leia o post original por JC

Rapidinhas porque o tempo é curto;

Volta ou aposentadoria: nessa história do Felipe abandonar o futebol ou retornar ao Vasco para encerrar a carreira no clube, fico com a segunda opção. Sou um torcedor assumidamente romântico e acho que nosso velho camisa 6, como patrimônio vascaíno que é, merece um tratamento especial. Mesmo que sua última passagem pelo clube tenha sido problemática, não acho justo que o jogador que mais títulos conquistou com a camisa cruzmaltina pendure as chuteiras dessa forma. E um mero jogo de despedida também é pouco.

Acho que as partes precisam se acertar e ver o que é melhor para todos. Ao invés de se aposentar dessa forma, que se faça um acordo aos moldes do Juninho: Felipe receberia como salário as parcelas da dívida que o clube tem com ele e o jogador faz sua última temporada ajudando seu time do coração em campo.

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Candidatura: a chapa Identidade Vasco oficializou a candidatura de Roberto Monteiro ao cargo de presidente do clube. Entre as propostas do atual VP do conselho deliberativo e ex-presidente da Força Jovem estão a total transparência da gestão – com a criação de ouvidorias externa e internas  – e o desenvolvimento de um planejamento estratégico para o clube, com a criação de comitês gestores e a integração de todos os departamentos.

Lançada a campanha de Monteiro, ela se junta às de Eurico Miranda e Nelson Rocha como postulantes ao cargo máximo vascaíno para as próximas eleições.

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A espera continua: depois de intensa chiadeira por conta da convocação da Junta Deliberativa, seus membros acabaram se juntando e não deliberando nada: a reunião de ontem não serviu para marcar a data das eleições.

A única coisa prática que saiu do encontro foi a entrega de uma lista provisória dos sócios elegíveis que será analisada por uma comissão de sindicância. Dinamite deveria ter estipulado um prazo para esse trabalho terminar ainda ontem. Mas, pelo visto, não o fez.

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A espera continua 2: fontes seguras garantem: a instabilidade política do Vasco já atrapalha a busca por patrocínios. Empresas interessadas em firmar parcerias com o clube não faltam, mas elas preferem que as eleições se definam antes de fechar qualquer negócio (e tem gente que ainda acha que o pleito pode esperar um pouco para ser anunciado!).

E mais: algumas empresas sondadas já disseram que, dependendo de quem for eleito, não haverá nem conversa.

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Tema livre

Leia o post original por JC

No treino de hoje pela manhã, sem a presença dos goleiros, Adilson escalou os titulares com a mesma formação que goleou o Friburguense. Ou seja, continua o 4-3-3 e continua o Fellipe Bastos na equipe, mesmo com Pedro Ken liberado para jogar contra o Audax, após cumprir suspensão na última rodada. E como o jogo já é amanhã, dificilmente haverá surpresas na escalação.

Pelo visto, essas são duas convicções do treinador, pelo menos enquanto o elenco for esse (sem Juninho e sem possíveis novos reforços). Sendo assim, só resta torcer que o esquema continue dando certo e que Bastos, com mais treinos, passe a ter alguma utilidade no time.

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Aliás, falando em possíveis novos reforços, não se fala mais na contratação de um armador ou de um camisa 9 (que nem na numeração do time existe ainda). Quando foi pela primeira vez responsável pelas contratações do Vasco, Rodrigo Caetano costumava avisar quando o “ciclo de contratações” estava encerrado. Espero que esse silêncio sobre o assunto signifique que ainda há negociações sendo feitas.

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O novo vice-presidente de Marketing do clube, Victor Ferreira, chegou tentando mostrar serviço: diz estar próximo de fechar um novo patrocínio (que seria uma outra montadora), promete novidades para o programa de sócios e que trabalhará para reverter a imagem negativa surgida após os incidentes da última rodada do Brasileirão passado.

Ferreira parece estar disposto a arregaçar as mangas para recuperar o tempo perdido. Depois de quase um ano sem um VP – depois da saída de Eduardo Machado , em fevereiro do ano passado, ninguém assumiu a área – essa é uma boa notícia, algo cada vez mais raro quando se fala da gestão Dinamite.

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Quem quiser ler mais a respeito dos temas desse post podem visitar a fanpage do Blog da Fuzarca no Facebook e acessar os links das matérias que tratam desses assuntos. O link também está no meu twitter: @jc_CRVG. Também escrevi uma coluna nova para o site “Ao Vasco Tudo!“, falando sobre a investida eleitoral nas redes sociais.

Acertando (?) a defesa

Leia o post original por JC

Time sofrendo com o calor em Pinheiral, renovação do Pedro Ken e Dakson, Juninho confirmando sua participação no Estadual, as chegadas de Diego Renan e Everton Costa. Como podemos ver, as últimas notícias têm bem a cara de pré-temporada: nada que empolgue muito.

Com 27 jogadores a sua disposição na pré-temporada, Adilson ainda não comandou nenhum coletivo e por conta disso ainda não sabemos a base do time para o Carioca. A única mudança confirmada pelo treinador é a reformulação da zaga, o que seria óbvio diante das contratações de Martín Silva e Rodrigo (que devem ser titulares) e as saídas de Fagner, Yotun e Cris.

Mas a disputa entre quem vai completar o setor não é de encher os olhos. Sem reforços de peso para as laterais e com zagueiros remanescentes de 2013 na briga pela vaga ao lado do Rodrigo, a torcida pode até esperar uma melhora na zaga, mas o time ainda precisará provar em campo que pode vir a ter uma defesa sólida.

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E falando ainda da zaga, se Diego Renan, Marlon e Henrique não são nomes que nos encham de esperança na lateral esquerda, na direita as coisas estão ainda mais complicadas: o único especialista na posição que foi para Pinheiral foi o recém-contratado André Rocha.

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Já a novela jurídica que se transformou o Brasileirão 2013 é o que tem movimentado a imprensa esportiva. Em um país sério, esse assunto não teria qualquer relação conosco. Mas como a bagunça impera no futebol brazuca, as ações vencidas num primeiro momento por torcedores da Lusa e da Mulambada (e que, vale lembrar, mandaram os tricoflores momentaneamente para a Série B de novo), ainda existe a possibilidade do Brasileiro desse ano melar, pelo menos no formato com 20 clubes. A CBF não admite a possibilidade, mas se os torcedores continuarem procurando a justiça comum em um vai-e-vem de recursos, a única solução para que o campeonato aconteça sem esculhambar completamente o calendário para 2014 será um acordo entre todo mundo. E com isso, até o Vasco pode permanecer na Série A.

É óbvio que qualquer torcedor preferirá ver o Vasco na elite, mas isso não quer dizer que essa seja a solução mais ética ou digna (e antes que falem, NÃO, o fato de outros clubes não se importarem com isso não nos dá liberdade para que ignoremos esses valores. A não ser, é claro, que não nos importemos de fazer parte de um grupo que nós mesmos criticamos). Mas como toda essa balbúrdia se desenrola independente de uma atuação do clube, se inventarem um campeonato com 24 clubes, que pelo menos o Vasco não tome qualquer iniciativa para que isso aconteça. Se não tivemos competência para nos manter na elite em 2014, que paguemos por isso. Correr atrás de uma vaga que não teríamos o direito de ter é algo que não combina em nada com a história centenária do Vasco.

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A molecada até venceu a última partida na primeira fase da Copa São Paulo de Juniores, mas o 1 a 0 sobre o União Suzano dificilmente será o bastante para que conquistemos uma vaga na próxima etapa da competição. Mais uma vez o Vasco paga mico na Copinha.

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Vasco e Nissan terão uma reunião na qual tentarão resolver a questão do fim do patrocínio de forma amigável, sem a necessidade de levar o caso à justiça. Se o clube conseguir algum valor pela rescisão, será surpreendente. Depois de assinarem um contrato sem cláusulas por rompimento unilateral, quem imaginaria que o jurídico do Vasco ainda conseguiria uma grana nessa história?

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Indefinições de começo de ano

Leia o post original por JC

Reapresentado o time, começou a temporada 2014 para o Vasco.  Martín Silva e Aranda tirando fotos oficiais e Rodrigo Caetano falando – novamente – como gerente de futebol foram as novidades. De resto, nada definido. Juninho pode jogar pelo menos o Carioca, Pedro Ken pode ficar mais uma temporada, Rodrigo não se apresentou e não há uma confirmação oficial dos outros reforços especulados (os laterais Cortez, André Rocha e Marlon, o meia Junior Dutra e o atacante Maxi Biancucci).

Se levarmos em consideração os primeiro jogadores apresentados em janeiro do ano passado (Elsinho, Fillipe Soutto e André Ribeiro), podemos ver a diferença entre Caetano e Renê Simões, o responsável pelas contratações à época. Além de trazer um reforço para o gol, um problema crônico em 2013, Rodrigo e Aranda têm muito mais potencial que os jogadores trazidos para posições equivalentes. Se Cortez for confirmado, Caetano terá goleado Simões em matéria de contratações para o Carioca.

Mas há outra questão: ainda não está definida qual será a divisão que jogaremos esse ano. Como a Lusa dificilmente desistirá de mão beijada da luta pela permanência na série A, indo apelar na justiça comum, a possibilidade da CBF arregar e acabar com o Brasileirão com 20 times e com pontos corridos é grande. Caetano disse que essa questão cabe ao jurídico do clube e que seu trabalho é montar a melhor equipe possível, independente do que aconteça com o Campeonato Brasileiro.

Se a bagunça prevalecer e inventarem uma vaga para o Vasco na elite esse ano, será que Rodrigo Caetano conseguirá montar um time que se sustente na Série A? Mesmo ainda longe da pendenga se resolver, é preciso pensar nisso o quanto antes.

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Nem a rescisão da Nissan está 100% definida. Apesar do presidente da montadora no Brasil garantir não haver volta no patrocínio, Dinamite, contrariando a normalidade, se posicionou e de forma diferente. Segundo o ainda presidente do clube, o contrato está em vigor e por isso a marca da empresa japonesa ainda está estampada no uniforme vascaíno. Que nenhum torcedor gostaria de continuar a ver a Nissan no nosso uniforme é quase certo. Mas vale lembrar que o Vasco já recebeu uma cota do patrocínio e se a questão for aos tribunais, a montadora pode pedir o ressarcimento proporcional da grana que foi utilizada após o anúncio do fim do acordo. Então é prudente não dar argumentos à empresa deixando de exibir sua marca antes de tudo estar resolvido.

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Indefinida também está a classificação da molecada vascaína na Copa São Paulo. Mas a vitória por 3 a 0 sobre o JV Lideral até que facilitou as coisas para o nosso time. Na segunda colocação com os mesmos 3 pontos que tem o próprio JV, a decisão ficará para a última rodada. Mas enquanto o Vasco pega o já eliminado Usac e o JV encara o líder Audax-SP, em acontecendo o lógico, ficamos com a vaga.

Mas vale dizer: pelo que foi apresentado até agora pela garotada, a lógica é garantia maior de classificação que o futebol. Tanto na vitória de hoje, como na derrota na primeira rodada, o Vasco jogou muito mal.

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Michel Alves, Alessandro, Nei, Renato Silva, Rodolfo, Sandro Silva e Wendel. Entre todas as indefinições desse começo de ano, a lista dos jogadores que não vão para Pinheiral é pelo menos uma boa indicação da barca que deve zarpar de São Januário.

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É sério que a pressão pela antecipação das eleições no clube deve diminuir?  Alguém pode explicar a razão?

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Esperança como presente

Leia o post original por JC

Natal chegando, Brasileiro de 2014 ainda não definido – e isso ainda deve dar muito pano pra manga – e no fim de um ano terrível para o Vasco, surgem notícias sobre “presentes” para a torcida:

Martín Silva – depois dos rumores de que o finalista da Libertadores de 2013 e goleiro reserva da seleção uruguaia tinha acertado com o Vasco, foi noticiado que a negociação ainda continua. Dirigentes do clube e o empresário do jogador parecem otimistas com o acerto, mesmo com a pedida relativamente salgada com relação aos salários. Confirmando-se a contratação (e com a saída de um monte de chupa sangues que há na equipe), podemos dizer com certeza que já temos um time melhor que o desse ano, já que teremos ao menos um goleiro.

Felipe – dizem que o velho camisa 6 estaria disposto até a reduzir seus salários para voltar ao Vasco e terminar sua carreira no seu clube de origem. Diante do deserto de criatividade que assola nosso time, o retorno do Felipe seria um bom reforço. Desde que, claro, o veterano crie menos caso e jogue mais futebol. Até porque, com a permanência do Adilson Batista, pensar coletivamente e evitar problemas disciplinares será a melhor forma de garantir sua presença entre os titulares.

Rodrigo Caetano – só mesmo uma passagem com sucesso por um clube para que a contratação de um dirigente seja considerado um presente. E isso, é inegável que Caetano tem no currículo: em 2009, com o Vasco numa situação muito parecida com a de hoje, o gerente de futebol conseguiu montar uma equipe competitiva sem ter recursos para isso e ainda foi o responsável por montar uma equipe vencedora em 2011. Se confirmar sua volta,Caetano certamente será importante em mais uma temporada complicada para o Vasco (e ainda pode ser o porta-voz dos jogadores na hora de tratar com a diretoria e ainda ser o bombeiro em situações disciplinares, o que seria importante para jogadores como o citado Felipe, por exemplo).

Mas no fim das contas, os presentes que todo vascaíno espera há um bom tempo, ainda não apareceram: antecipação das eleições no clube e o surgimento de opções reais de mudança no comando do Vasco.

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Se o Vasco vai mal, o presidente é que vai mal. (…) A culpa dessa situação é de todos, mas ela cai no meu colo.

E se não caísse “no colo” do MANDATÁRIO do clube, cairia onde, Sr. Presidente?

Com frases desse tipo, Roberto Dinamite deixa clara sua falta de percepção de quais são as responsabilidades de um presidente. Competência para comandar um clube como o Vasco da Gama nem todo mundo tem; hombridade para reconhecer que um comandante é o principal responsável tanto pelo sucesso como o fracasso dos seus comandados, qualquer um deveria ter.

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Por falar em competência, seria interessante que a diretoria explicasse – já que não sabemos como foram as negociações – qual teria sido o motivo para não colocar uma cláusula que previsse multa em caso de rompimento unilateral do contrato de patrocínio da Nissan.

Talvez a diretoria estivesse contando que ela própria fosse romper o contrato no futuro.

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Ainda sobre patrocínios, seria interessante que as empresas pensassem com seriedade sobre a sugestão exposta no vídeo abaixo:

Se os patrocinadores fizessem parte da mudança no cenário de violência nos estádios e não apenas cobrassem as mudanças seria algo muito mais justo. E que também, na hora de romper contratos porque os clubes – ou suas torcidas – não seguem “os valores e princípios sustentados e defendidos” pelas empresas, elas evitassem que suas próprias marcas estivessem envolvidas em roubo de terras indígenas, desmatamento e trabalho escravo.

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Para terminar, não poderia deixar de desejar um ótimo Natal para todos os leitores e principalmente aos vascaínos que acompanharam o blog ao longo desse difícil ano. Que todos tenha uma noite bastante feliz e que Papai Noel traga não um saco, mas todo um trenó cheio de esperança para os torcedores do Vasco. É algo de que precisaremos muito em 2014.

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Tema livre

Leia o post original por JC

Tá lá no Diário Oficial e, portanto, é oficial: a Caixa assinou o contrato de patrocínio com o Vasco. O valor, pela primeira vez anunciado oficialmente, é de R$ 15 milhões . Com isso, o banco estatal divide com a Nissan os espaços mais nobres na armadura vascaína – a Caixa na frente e a montadora na omoplata – e o clube conseguiu uma valorização de quase 45% com relação ao contrato com a Eletrobrás, que ocupava o mesmo espaço (apesar da marcação pesada da imprensa).

Agora é esperar que a diretoria mantenha o clube longe das penhoras e que utilize essa verba com sabedoria.

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Guiña é do Vascão

A Caixa oficializou a parceria e Guiñazu também é oficialmente jogador do Vasco. A apresentação do volante aconteceu ontem.

Não sei se o fato do jogador ter rescindido seu contrato com o Libertad traz alguma facilidade para sua inscrição no Brasileiro, mas seria bom que ela acontecesse rapidamente. Já que Dorival não poderá contar com o meia como opção contra o Criciúma, que pelo menos ele já possa entrar em campo contra o Goiás.

Enquanto isso, os problemas do All Boys com a senha para o sistema de transferências da Fifa vão atrasar ainda mais a inscrição do Montoya. A previsão é que ainda demore mais 10 dias para que o colombiano possa estrear.

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Enquanto uns chegam, outros precisam ir. Dorival já disse que não vai trabalhar com um elenco com 40 jogadores e uma barca deve zarpar em breve da Colina.

O setor mais inchado é certamente o ataque: com 10 jogadores para a posição, é certo que alguns devam deixar o Vasco em breve. Mas é preciso ver isso aí direito…Os três primeiro snomes aventados para a dispensa são Robinho, Leonardo e Thiaguinho. O primeiro era um nome óbvio. Mas e os dois últimos? Leonardo não teve uma sequência por conta de contusões, mas ainda que não seja o atacante dos sonhos, é o único centro-avante de ofício no elenco além do André (o Tenório joga por ali mas não é da função na sua origem) e o Thiaguinho é jovem e já mostrou talento.

Mesmo que não sejam daqueles que façam a torcida morrer de saudades, é preciso ver se, entre os outros sete atacantes, Leonardo e Thiaguinho são mesmo os mais “dispensáveis“.

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Sábado tem jogo em São Januário. Os ingressos já estão a venda. Já compraram os de vocês?

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