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Diferentes

Leia o post original por Rica Perrone

Em nenhum lugar do mundo 400 km podem ser tão distantes como os da via Dutra.

Paulistas e cariocas são vizinhos que se completam, mas não podem aceitar isso por mera vaidade. Enquanto um cuida da piscina, o outro chega de terno e pensa: “Vagabundo…”.

De bermuda e chinelo, o outro retruca de boca fechada: “Criado pela vó… “.

Mas convivem em paz. Porque todo “criado pela vó” quer ir na piscina e todo “vagabundo” precisa ganhar dinheiro.

Paulistas contam orgulhosos na sexta-feira o quanto não puderam curtir a semana pelo tanto que trabalharam. Cariocas contam na segunda de manhã o quanto se divertiram.

Em São Paulo nos vestimos pra tudo. No Rio, pra quase nada.

No transito, paulistas são mais educados. Até pelo tempo que passam nele pra aprender a ser. Cariocas tentam tirar vantagem em qualquer troca de pista sem seta.

Paulistas não trocam de pista. Se trocar, matam um motoboy.

Amizade em São Paulo tem etapas. Você conhece, se aproxima, ganha confiança, intimidade até que um dia se tornam grandes amigos e então não se desgrudam mais.

Cariocas te conhecem e se tornam grandes amigos em 15 minutos. Depois, somem e voltam a te encontrar daqui 6 meses. Ainda assim, jurando ser seu grande amigo.

Paulistas saem pra comer. Cariocas, pra beber e petiscar.

Cariocas preferem o dia. Paulistas, a noite. Natural. O Rio mal funciona a noite. São Paulo não funciona entre as 4h32 e 4h35 aos domingos. Só.

“Funcionar” é um termo mais em moda em São Paulo do que no Rio.

“Meu” é o “porra” dos paulistas. “Irmão”, o “velho” dos cariocas.

São Paulo te permite passar uma vida sem ver a pobreza a sua volta. No Rio você não vai a padaria sem nota-la.

Tão longe, tão perto. Tudo tão caro.

Cariocas sorriem mais fácil. Paulistas buzinam na mesma intensidade. Quando um problema não é resolvido, paulistas ficam até resolver. Cariocas resolvem amanhã.

Os dois gostam de Shopping. Só paulistas assumem isso.

Na terra da garoa, garoa. Pra caralho.

No Rio faz calor. Pra caralho também.

Cariocas tem orgulho do Rio por ser bonito. Paulistas tem orgulho de São Paulo pelo PIB. Em Sampa a vida pode ser explicada em números quase sempre.

São Paulo não pára. O Rio pára. Aliás, basta um artista vir cantar aqui que pára tudo.

Paulistas se orgulham da pizza do italiano, do filé argentino, dos restaurantes japoneses, mexicanos e árabes. Paulistas são o mundo em menor escala. Tem tudo. Mas tudo de todos.

Cariocas se orgulham do Rio. Nem se importam em “não ter” uma cantina por bairro. Desde que tenha um boteco, é claro. Um mundo só deles, que não copia quase nada dos outros. É muita marra.

Cariocas se abraçam mais vezes. Paulistas abraçam mais forte.

Aqui, no Rio, o pobre mora no alto. Aqui, não se separa tão fácil. Aqui, o pobre e o rico trocam de papel muito rápido. O patrão paga a empregada e corre pra vê-la sambar mais tarde. É inacreditável.

O maior evento da cidade é quando um morro desce e passa para os aplausos dos patrões e gringos. Pobre, no Rio, é protagonista.

Em são Paulo a pobreza fica longe. Podemos passar uma vida sem ver nada disso de perto e sem saber como é. Lá, na periferia, se canta o ódio contra a “burguesia”.

No Rio, um funk sensual para a morena descer até o chão.

Carioca competem menos. Perdem mais quando competem.

Em São Paulo você sabe onde e quando oferecer uma ajuda a alguém mais humilde. No Rio, não. Ele pode estar apenas mal vestido, o que não implica em ser necessitado.

Roupas dizem muito sobre você em São Paulo. Cariocas precisam tira-las para se julgar.

Futebol no Rio é diversão, ainda. Em São Paulo, competição.

“Negão”, no Rio, é um negro grande. Em São Paulo, já é ofensa.

Sempre a frente, paulistas antecipam tendências. Inclusive as ruins.

Ketchup na pizza é de foder. Mas eles colocam aqui no Rio. É tipo “gelo no sorvete”. Mas, vai entender… Cariocas não ligam tanto para “o que” comem. Talvez para “quem”.

Mulheres paulistas são bonitas. Cariocas, gostosas.

Paulistas vivem olhando pro relógio. Cariocas, pro céu. Não a toa um se atrasa e o outro se estressa.

Ao ler isso aqui, Paulistas contestarão os fatos. Cariocas darão risada deles.

abs,
RicaPerrone

Flórida Cup: Atlético-MG 1 x 0 Corinthians

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

É inicio de temporada. E o torneio da Flórida, nos Estados Unidos é mais do que preparação. É intercâmbio, expansão das marcas, mídias internacionais, etc. Tudo se ajeitando, entrosando. Times ainda sem o preparo físico ideal. Mas o amistoso entre Atlético-MG e Corinthians foi bem interessante.

Sem as peças principais do time campeão brasileiro, Tite colocou em campo o Corintians no 4-1-4-1, com Bruno Henrique entre as linhas de defesa e meio-campo. Na linha de 4, Elias à direita, Rodriguinho à esquerda, como interiores. Nas extremidades, Malcom pelo flanco esquerdo e Romero à direita.

Já o Galão da Massa, comandado por Diego Aguirre, entrou em campo no tradicional 4-2-3-1, com praticamente a mesma equipe do ano passado: Na proteção da zaga, Rafael Carioca e Leandro Donizete. Na linha de três, Thiago Ribeiro pela esquerda, Dátolo centralizado e Luan na direita. Lucas Pratto na frente.

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Jogo começa movimentado, bem disputado. Atlético com mais posse de bola, mais organizado, criando as melhores oportunidades, sempre pelos flancos, principalmente pelo lado direito com Marcos Rocha. Lucas Pratto se movimentando bastante, saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô. Muita movimentação/mobilidade do quarteto ofensivo. Linha ofensiva mais móvel. Pressionando a saída de bola corintiana em blocos altos, triangulações e trocas de passes no campo de ataque. Além, das jogadas aéreas com Lucas Pratto e Leonardo Silva.  Dátolo se movimentando bastante, armando o jogo, jogando entre as linhas. Thiago Ribeiro fazendo o facao pelo lado esquerdo. Defensivamente, 4-4-1-1 com Lucas Pratto e Dátolo na frente, blocos médios, compactos, negando os espaços, encaixes curtos, marcação alta no início com pressão na saída de bola.

Corinthians com bastante movimentação do quarteto ofensivo. Arriscando chutes de média distância. Saindo rápido nos contra-ataques. 4-1-4-1 com muitas mudanças, ainda sem o entrosamento ideal. Mesmo assim, criando oportunidades, trocando bastante passes, boa organização defensiva, aplicação tática, compactação curta em blocos baixos, como pede o futebol moderno. Alternava pressão alta na saída de bola, quando adiantava as linhas, e blocos baixos.

Sem título

Flagrante do 4-1-4-1 corintiano. E vale destacar também a aproximação de Dátolo e Rafael Carioca na saída de bola atleticana para fazer a transição ofensiva.

Na etapa final foi de substituições e novidades. No Galo a principal mudança foi a entrada de Juan Cazares, equatoriano, 23 anos, habilidoso, driblador, chuta bem de fora da área, tem muita movimentação e velocidade. Foi dele o único gol da partida começou com ele, tocando em profundidade para Lucas Pratto, que só rolou para Hyuri abrir o placar. Eduardo, Lucas Cândido, Carlos, Patric e Erazo também entraram na segunda etapa.

Pelo lado do Corinthians, Edilson, Yago, Guilherme Arana, Marciel, Moisés, Cristian, Mendoza, Lucca e Marlone entraram. Tite ainda precisa de reforços, caso de Guilherme que está bem encaminhado.

Ainda é cedo para analisarmos a fundo as equipes. É fase de adaptação, entrosamento, preparação. Nas primeiras observações, o Galo larga na frente, com um entrosamento melhor e base mantida.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Corinthians 6 x 1 São Paulo

Leia o post original por Mauro Beting

Não sei se vocês sabem, mas Steven Spielberg foi contratado pelo Corinthians para fazer o roteiro do jogo das faixas e da festa do hexa em Itaquera.

Em um esforço de reportagem, consegui o roteiro do filme de ficção que ele criou. Realismo fantástico. Só no cinema mesmo…

ARENA CORINTHIANS. DOMINGO. TARDE.

Time reserva alvinegro. Tite mostra empenho. São Paulo quase titular precisa da vitória. O G-4 é possível. Tensão tricolor. Clima de festa do campeão que veio de dois dias de celebração para o gramado em Itaquera.

ARQUIBANCADA CORINTIANA

Torcedores do Corinthians comentam entre si.

FIEL 1: – Romero? O Tite é um cara muito legal mesmo. Bota o Romero de centroavante só para dar a volta olímpica.

FIEL 2: – Eu acho que é promoção de sócio-torcedor para ele estar em campo.

GRAMADO. ÁREA DO SÃO PAULO. TAKE 1

Jogo equilibrado. Corinthians sem Gil, Jadson, Renato Augusto, Malcom, Vagner Love. São Paulo sem Ceni, Pato e Ganso. Felipe cabeceia. Denis faz mais uma grande defesa. Bruno Henrique entra de carrinho. 1 a 0.

ARQUIBANCADA SÃO-PAULINA

TRICOLOR 1: – Não é possível! É muita zica contra eles!

TRICOLOR 2: – Põe o Luís Fabiano! Tira o Wesley!

GRAMADO. ÁREA DO SÃO PAULO. TAKE 2

Corintianos fazem festa. Lucca bate escanteio. Lucão não chega. Romero faz de cabeça. 2 a 0.

ARQUIBANCADA CORINTIANA

FIEL 1: – Car@#h&! GOL DO ROMERO!!!!! PQP!!!!

FIEL 2: – Eles são muito fregueses!

GRAMADO. ÁREA DO SÃO PAULO. TAKE 3

Cruzamento da esquerda. Edu Dracena cabeceia. Denis larga. Edu entra de carrinho. 3 a 0.

ARQUIBANCADA SÃO-PAULINA

TRICOLOR 1: – FORA AIDAR!!!!

TRICOLOR 2: – Ele já foi… Nós também…

SEGUNDO TEMPO. GRAMADO. ÁREA DO SÃO PAULO. TAKE 4.

São Paulo melhorou com as mudanças. Contragolpe corintiano. Danilo dá de letra. Lucca toca na saída de Denis. 4 a 0.

ARQUIBANCADA CORINTIANA

FIEL 1: – PQP! E com os reservas! E com o Romero!!! Mas que golaço! Zidanilo!!!!

FIEL 2: – Quanto foi a maior goleada contra eles?

GRAMADO. ÁREA DO SÃO PAULO. TAKE 5

Ataque do Corinthians. Bola cruzada na área. Gol contra de Hudson. 5 a 0.

ARQUIBANCADA SÃO-PAULINA

TRICOLOR 1: – Quanto foi a maior goleada deles contra a gente?

TRICOLOR 2: – Essa. Igual a de 1996. E a de 2011. Mas eles tinham os titulares… Não os reservas…

GRAMADO. ÁREA DO CORINTHIANS

Alan Kardec cruza da direita. Carlinhos diminui. 5 a 1.

ARQUIBANCADA CORINTIANA

FIEL 1: – Vai, Corinthians! E vai com Lincom!?

FIEL 2: – Vai, Cristian. Vai pra área. E se fizer um gol, já sabe como celebrar!

GRAMADO. ÁREA DO SÃO PAULO. TAKE 6.

Pênalti em Romero. Cristian toma a bola e faz. 6 a 1. A maior goleada da história corintiana no Majestoso. Igual ao maior resultado são-paulino, de 1933.

FIEL 1: – Ele fez o dedo! Ele fez o dedo!!!!

FIEL 2: – Mas foi só o indicador. Isso é respeito. Aqui ninguém fez bolinha. Passou o pé sobre a bola. Aqui é Corinthians.

FIEL 1: – Isso é Tite. Olê, olê, olê, Titê, Titê!!!

FIEL 2: -E fica mais fácil sem Sheik, Jorge Henrique, Edilson. Vai, Corinthians!!!! E imagina se o Rogério estivesse em campo? Sairia o centésimo gol nosso nele!

GRAMADO. ÁREA DO CORINTHIANS.

Pênalti para o São Paulo. Alan Kardec bate rasteiro. Cássio defende.

TRICOLOR 1: – Chega! Fora Milton! Fora Doriva! Fora Osorio! Fora Muricy! Fora Autuori! Fora Ceni! Fora Juvenal! Fora Aidar! Fora Ataíde! Fora Natel! Fora Raí! Fora Telê! Fora Morumbi! Fora São Paulo! Fora Deus!

TRICOLOR 2: – Vergonha! Vergonha! Time sem-vergonha!!!

TRICOLOR 1: -Ferrou… Não tem mais Liberta…

Longo silêncio. Tricolor 2 checa a tabela e os próximos jogos no celular.

TRICOLOR 2: – Cara… A gente é tão zoado que mesmo pedindo para cair em 2015 a gente ainda pode ir pra Libertadores…

GRAMADO. MEIO-CAMPO

Juiz acaba clássico antes dos 45 minutos. Festa total dentro e fora de campo. Rubinho Barrichello chega atrasado para o abraço em Andrés Sanchez, que aparece em todos os telões. Ronaldo, fundamental na campanha, aparece em todos os cantos. Roberto Andrade, como Andrés em 2009, levanta a taça no lugar do capitão Ralf…

(Esse foi o roteiro escrito por Steven Spielberg e entregue ao marketing corintiano no final da tarde de sábado, em Itaquera.

Mas o pessoal do clube não resolveu levar adiante. Segundo uma fonte lá dentro, eles deixaram de lado a ideia de um filme. Ninguém iria ver uma ficção como essa.

– Deus já foi muito bom com a gente. 6 a 1 no São Paulo, e com os reservas, para celebrar o hexa? Não, né… Ninguém iria ver uma ficção dessa).

Rio do Corinthians

Leia o post original por Mauro Beting

Era só uma semifinal. Não era o hexa. Era só um sonho de título brasileiro. Não a quase certeza do hexa. Era um alento para tanto desencanto por 21 anos. Maioridade quase criminal para um crime maior que era uma paixão não ser campeã por tanto tempo.

Dizem que foram 70 mil naquele domingo à tarde. Mas estavam mesmo todos os corintianos do planeta e de outros mundo no Rio de Janeiro contra a Máquina do Fluminense. Time do Rivellino destronado dois anos antes como Reizinho do Parque. Muito mais time que o do técnico alvinegro Duque. Flu que acabou não sendo o que era no lamaçal que virou o Maracanã com a torneira aberta por São Pedro. Nos pênaltis, Tobias foi em 1976 o que seria Ronaldo em 1990. Dida em 1999. Cássio em 2012. O Corinthians de Tite em 2015.

O vencedor.

24 anos depois (mais que os 22 anos de fila), era mais que uma final no mesmo estádio. Valia o mundo entre dois brasileiros. O Vasco jogou melhor na decisão do Mundial. Mas não levou. Nos pênaltis, de novo, o velho Dida. E uma bola pra fora de Edmundo que deu o planeta pela primeira vez ao Timão, dez anos depois do primeiro título brasileiro que só seria do Corinthians 14 anos depois da invasão de 5 de dezembro de 1976.

Também não era a final no Dia da Bandeira de 2015 em São Januário. Faltariam ainda três partidas. Mas foi, afinal, o que se tinha quase certeza depois dos 3 a 0 contra o Atlético Mineiro, no Independência. O Corinthians foi o que não se imaginava em 1990 depois da primeira fase. Em 1998 já era favorito. Em 1999, também. Em 2005, torneio polêmico dentro e fora de campo, decidido só no final. Em 2011, não há o que contestar, quando até Adriano fez o gol que marcou contra o mesmo Galo, em título que também seria decidido na última rodada.

Em 2015, mesmo com uma grande campanha de um vice como o Atlético, o Timão foi campeão antecipado. Muito antecipado. Novamente contra o Vasco. Para não dizer contra todo o Brasil. E mesmo contra muitos filhos fiéis, netos, corneteiros, boleiros, comentaristas, palpiteiros. Tinha alvinegro que achava que depois da queda na Libertadores e no Paulista, da saída de Guerrero, de Sheik e de Fábio Santos, que o “desmanche” seria fatal… Que não daria hexa… Poderia até dar outro rebaixamento…

E eram os próprios corintianos…

Erraram. Feio como quem acha que só é hexa pelos erros de arbitragem – que não foram poucos.
Erraram. Até os que jogaram bonito como Atlético Mineiro, Grêmio e Santos, que fizeram ótimo BR-15 – e ainda assim pode dar São Paulo no final das contas entre os quatro bambas.

Boas equipes que deram ainda mais moral ao campeão antecipado. Merecido. Ótimos times que, porém, não foram um dos melhores Corinthians de todos os tempos.

Timão que entrou em campo campeão em São Januário. Só deixou de ser o que se imaginava com 2 minutos do segundo tempo, quando Luan abriu o placar no Morumbi (aos 11 minutos de São Paulo x Atlético Mineiro). Por 12 minutos a festa estava adiada até Alan Kardec empatar para o Tricolor paulista. O mesmo atacante que, em 2007, pelo Vasco, no Pacaembu, encaminhou o rebaixamento corintiano, na vitória carioca por 1 a 0… Em menos de dois minutos, porém, em lance irregular, mais uma vez Dátolo deu esperanças ao Galo. Mas foram apenas cinco minutos. Até o golaço de Michel Bastos, em bela pancada de longe.

Mais seis minutos e Júlio César, filho do ex-palmeirense e ex-vascaíno César, abriu o placar para o Vasco. Mas o empate no Morumbi era corintiano. Com o terceiro gol são paulino, de Kardec, de novo, quatro minutos depois, o hexa estava mais perto. Mais seis minutos, o predestinado Lucca preparou o gol que Vagner Love, de novo, definiu o empate, segundos antes do quarto gol tricolor, em pênalti discutível.

Minutos antes do apito final de Vuaden no Morumbi… Eram 23h50. O minuto do hexa. No estádio são-paulino, mais uma vez, o corintiano começou a festa.

Eram ainda 39 minutos no Rio. Jogo que só acabou meia noite em ponto. Zero hora de 20 de novembro. Dia da Consciência Negra. Da perda de consciência dos alvinegros em êxtase. Minuto zero da festa que começou em São Januário e vai sempre acabar no Parque São Jorge. Passando por Itaquera. Para não dizer em toda a São Paulo corintiana. Em todo o país pela sexta vez corintiano.

Muito por Tite, penta e hexa. Pela ótima comissão técnica que tem no papel discreto e competente o mesmo cara que corria pelo Neto que em 1990 desequilibrou. O Mauro que fechava o lado esquerdo do time de Nelsinho. O Mauro que hoje ajuda Tite e o Corinthians a observar os adversários que precisam mesmo é ver muito das tantas coisas boas feitas pelo grande campeão de 2015.

Timão que foi de Tite mais que de Jadson e Renato Augusto, os meias que foram todos zagueiros sem a bola, e foram os melhores do BR-15. Como Elias foi mais uma vez o volante que foi atacante com a bola. Como Vagner Love foi o primeiro dos 11 marcadores. Como Cássio iniciou todos os lances dos 11 atacantes com a bola da equipe que treinou como se fosse jogo, que jogou como se valesse a redenção da invasão corintiana em 1976, ou o mundo vencido no Rio em 2000.

O que aconteceu em 1976 não vai mais se repetir. Com o Corinthians, Flamengo ou qualquer outro time. São outros tempos e templos menores. Sem cabimento para tamanha paixão. O que aconteceu em 2000 se repetiu como festa alvinegra em 2012, do outro lado do mundo que voltou a ser corintiano.

O que aconteceu em 2015 pode se repetir mais vezes. Ainda que tenha todo mês que depositar um checão de 5,6 milhões das contas que não fecham pelo estádio aberto em 2014, e mais tantas despesas para manter um elenco poderoso (que não recebeu em dia nos primeiros meses da temporada), os próximos meses dos anos que chegam prometem mais emoções para quem fez festa de título em 1976 sem ser campeão por mais de 20 anos. Para quem ganhou o mundo com muita contestação dos rivais em 2000. Para quem demorou demais para conquistar um título além do Parque São Jorge.

Mas, desde a primeira conquista nacional, em 1990, esse torcedor só sabe ser mais feliz.

Só sabe ser mais corintiano.

Flu 2 x 1 Palmeiras – Por Daniel Barud

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —Twitter: @BarudDaniel

O Fluminense abriu 2 a 0, poderia ter feito mais, perdeu Fred e se complicou no duelo da Copa do Brasil. Zé Roberto, em pênalti duvidoso, descontou para os alviverdes e deixou o confronto entre paulistas e cariocas amplamente aberto. Para se classificar, o Flu só precisará empatar em São Paulo. Já o Palmeiras terá que vencer a partida pelo placar mínimo, caso queira disputar a final da competição com o Santos, que praticamente definiu sua ida à final do torneio, após vencer o São Paulo, no Morumbi por 3 a 1.

CB-15 Semifinal Flu x Palmeiras 10

Disposição das equipes para a etapa inicial.

O jogo começou com o Flu tomando a iniciativa, propondo o jogo. Com direito a paralisação por troca de camisas da equipe palmeirense e por falta de Wellington Silva em Prass, o jogo parou por 8 minutos. Marcando em cima, sufocando o Palmeiras, o Tricolor Carioca abriu o placar aos 29’min. Após cobrança de escanteio, Fred subiu sozinho, cabeceou firme e Fernando Prass deu rebote. Marco Junior não titubeou. Flu 1 a 0. Há de ressaltar que, antes do gol, o Palmeiras havia assustado a meta tricolor, com Vitor Hugo e Gabriel Jesus, que perdeu chance clara de cabeça.

Taticamente, ambas as equipes foram no tradicional 4-2-3-1. Na fase defensiva, o Flu trabalhava bem a bola, trocando passes, sem sair no chutão, enquanto os alviverdes faziam o contrario. Com dificuldades para sair jogando, os comandados de Marcelo Oliveira prefeririam a ligação direta. A fase ofensiva da equipe das Laranjeiras era com intensidade e poderia ter decidido a classificação na etapa inicial. Enquanto o Flu apostava em Scarpa, Marco Junior e Fred, do lado paulista, Dudu, Gabriel Jesus eram as armas para as ações ofensivas.

Aos 42’min, o Flu ampliou. Vinícius rolou para Scarpa bater firme e rasteiro. Flu 2 a 0. Fred ainda fez um corta-luz, confundindo Prass. Gum, parece ter tocado na bola, mas Vuaden assinalou gol para o jovem de Xerém. No final do primeiro tempo, o Flu perdeu sua principal arma: Fred saiu lesionado.

Para a etapa final, Magno Alves no lugar do centroavante tricolor. Marcelo Oliveira também mexeu. Colocou Jackson e Egídio, no lugar de Victor Ramos e Andrei Girotto, respectivamente. Zé Roberto foi para o meio-campo organizar as jogadas ofensivas e o Palmeiras mudou para o 4-1-4-1, como mostra a imagem abaixo.

CB-15 Semifinal Flu x Palmeiras JOGO 1_POSICIONAMENTO 2

Panorama do 2º Tempo: Palmeiras no 4-1-4-1 e Flu no 4-4-2 em 2 linhas.

O Palmeiras melhorou. O Flu continuou tocando a bola, rodando a bola de um lado para o outro, com movimentação no setor ofensivo. O Flu, sem a bola, ficava no 4-4-2, com Vinícius e Magno Alves na frente. Aos 15’min, Zé Roberto sofreu pênalti duvisoso de Gum e diminuiu o placar. Magno Alves perdeu chance, após tocar para Marco Junior, que estava impedido, na saída de Prass. Scarpa fez belo passe e Marco Junior perdeu chance cara a cara com o goleiro palmeirense.

Marcelo Oliveira e Eduardo Baptista ainda mexeram. O comandante do Palmeiras ainda colocou Rafael Marques, no lugar de Allione. Eduardo colocou Higor Leite no lugarde Wellington Silva, que estava sofrendo o 2×1, Zé Roberto e Egídio pelo flanco esquerdo. Gérson entrou no lugar de Marco Junior. E o jogo ficou nisso. Decisão quarta que vem no Allianz Parque.

ESCREVEU DANIEL BARUD — Twitter: @BarudDaniel

Raio X: São Paulo x Vasco

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD — @BarudDaniel

CB-15 SP x Vasco_POSICIONAMENTO 1

Prováveis escalações de São Paulo e Vasco. Osório tem força máxima e Jorginho não contará com Leandrão, que já jogou a Copa do Brasil pelo Brasil de Pelotas-RS.

IDA: Morumbi

VOLTA: Maracanã

Um duelo de opostos. Sem favoritos. Disputando uma vaga no G4 do Brasileirão, o São Paulo comandado por Juan Carlos Osório duelará diante do, agora, ex-lanterna do BR-15, Vasco de Jorginho. Oscilante e irregular no Brasileirão, o São Paulo que vem de derrota, na Ressacada, por 2 a 1, terá força máxima para o duelo contra o Vasco, após poupar os titulares diante dos catarinenses, fora de casa. Lutando contra o rebaixamento, o Gigante da Colina vê na Copa do Brasil, seu alento, para quem sabe, conquistar esse importante caneco e, consequentemente, ir para a Libertadores do próximo ano. A realidade cruzmaltina é muito boa, pois vem de 4 jogos invictos (3 vitorias e 1 empate = 10 pontos de 12 possíveis) e esta há 8 pontos do primeiro time fora da zona (Goiás, com 31 pontos), entretanto, o ideal seria focar na competição mais longa.

Palpite: Vasco

HISTÓRICO:

TOTAL:

80 JOGOS — 29 VITÓRIAS DO SÃO PAULO/21 EMPATES/30 VITÓRIAS DO VASCO

BRASILEIRÃO: 46 JOGOS (20 VITÓRIAS DO SÃO PAULO, 13EMPATES E 13 VITÓRIAS DO VASCO)

TORNEIO RIO-SP: 25 JOGOS (6 VITÓRIAS DO SÃO PAULO, 5 EMPATES E 14 VITÓRIAS DO VASCO)

COPA SUL-AMERICANA: 1 JOGO (1 VITÓRIA DO SÃO PAULO)

TORNEIO ROBERTO GOMES PEDROSA: 4 JOGOS (1 VITÓRIA DO SÃO PAULO, 2 EMPATES E 1 VITÓRIA DO VASCO)

NA COPA DO BRASIL:

– 04 JOGOS:

02 CONFRONTOS EM QUARTAS DE FINAIS:

COPA DO BRASIL 98: SÃO PAULO 1-1 VASCO—VASCO 4-3 SÃO PAULO (VASCO CLASSIFICADO)

COPA DO BRASIL 2002: VASCO 1-0 SÃO PAULO—SÃO PAULO 4-0 VASCO (SÃ0 PAULO CLASSIFICADO)

– ARTILHEIROS:

VASCO:

Luizão – 2 gols

Donizete – 2 gols

Pedrinho – 1 gol

Romário – 1 gol

SÃO PAULO:

Raí – 2 gols

Alexandre Gallo – 1 gol

Bordon – 1 gol

Beletti – 1 gol

Kaká – 1 gol

Reinaldo 1 gol

Souza – 1 gol

Curiosidades: Nos últimos 10 jogos, o Vasco venceu 2, houve 3 empates e o São Paulo venceu 5 (as últimas 4 partidas foram vencidas pelos paulistas).

Apesar disso, o Vasco aplicou a maior goleada do confronto. Pelo Campeonato Brasileiro de 2001, a equipe cruzmaltina fez 7 a 1 no Tricolor Paulista, com 3 gols de Romário. Euller, Dedé, Gilberto e Léo Lima também marcaram. França descontou no final da partida.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Raio X: Internacional x Palmeiras

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD  ————– @BarudDaniel

Na sequência dos duelos das quartas da Copa do Brasil, analisei o duelo entre Internacional e Palmeiras.

IDA: BEIRA-RIO

VOLTA: ALLIANZ PARQUE/PACAEMBU

Outro confronto imperdível. O Inter que começou o ano bem, com Aguirre, venceu o Gauchão, foi até a final da Libertadores mas não foi tão bem no Brasileirão, por ter poupado jogadores para a competição continental. Sofreu no pós-eliminação da Libertadores, tropeçou, trouxe Argel Fucks e agora está disputando uma vaga na Libertadores por duas competições: tanto no Brasileirão (se encontra em 7º) e na Copa do Brasil.

Já o Verdão, começou o ano com Oswaldo Oliveira, reformulou completamente o elenco e foi finalista do Paulistão. Trocou o comando para Marcelo Oliveira, que agora, aparentemente, deu uma cara para o time paulista. No Brasileirão, ambos lutam por uma vaga na Libertadores. Os paulistas estão em 4º, fechando o G-4, enquanto os gaúchos estão em 7º, separados por apenas 3 pontos. Leve favoritismo para os palestrinos, por decidirem em casa.

Palpite: Palmeiras

CB-15 Inter x Palmeiras_POSICIONAMENTO 1

Prévia das escalações para o confronto entre paulistas e gaúchos. Ambas no 4-2-3-1. Palmeiras com a volta de Dudu e o Inter com a volta de Rodrigo Dourado.

HISTÓRICO

TOTAL:

68 JOGOS — 32 VITÓRIAS DO INTERNACIONAL/19 EMPATES/17 VITÓRIAS DO PALMEIRAS

BRASILEIRÃO: 59 JOGOS— 27 VITÓRIAS DO INTER/16 EMPATES/16 VITÓRIAS DO PALMEIRAS

TORNEIO ROBERTO GOMES PEDROSA: 7 JOGOS — 3 VITÓRIAS DO INTERNACIONAL/3 EMPATES/3 VITÓRIAS DO PALMEIRAS

HISTÓRICO NA COPA DO BRASIL:

02 JOGOS – SEMIFINAL DA COPA DO BRASIL 1992

IDA: PALMEIRAS 0-2 INTERNACIONAL

VOLTA: INTERNACIONAL 2-1 PALMEIRAS

ARTILHEIROS DOS CONFRONTOS PELA COPA DO BRASIL:

INTERNACIONAL:

ELSON ROBERTO – 1 GOL

GÉRSON – 1 GOL

MAURÍCIO – 1 GOL

PALMEIRAS:

DORIVAL JR – 1 GOL

Curiosidades:

A última vitória do Palmeiras sobre o Internacional, fora de casa, foi em 06/12/1997. Portanto foi há 17 anos a última vitória dos paulistas sobre os gaúchos fora de seus domínios: 0-1, com gol de Wágner.

ESCREVEU DANIEL BARUD —— @BarudDaniel

RAIO X: Figueirense x Santos

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —————– @BarudDaniel

CB-15 Figueira x Santos_POSICIONAMENTO 1

Provável escalação das equipes para o jogo de ida. Figueirense no 4-3-1-2, com movimentação na frente e o Santos no atual 4-2-3-1, com Ricardo Oliveira na referência.

Em parceria com o Mauro Beting, resolvi fazer um Raio X dos confrontos da Copa do Brasil, detalhando cada duelo. Então, vamos ao primeiro: Figueirense x Santos.

IDA: Orlando Scarpelli

VOLTA: Vila Belmiro

Duelo equilibrado. Com favoritismo para a equipe paulista, pois jogará o segundo jogo em casa. Entretanto tudo pode acontecer, caso o Figueira faça um bom resultado em casa. A equipe catarinense perdeu Argel Fucks que foi para o Inter, acertou com René Simões, que fez bom inicio de trabalho, desandou e perdeu o emprego. Hoje, o técnico da equipe catarinenese será o auxiliar efetivado, Hudson Coutinho.

No Santos, a fase é diferente. Contando com a boa fase de Ricardo Oliveira, artilheiro do Brasileirão e a velocidade de Gabriel pela direita, o Santos também vem forte, apesar de não ter Geuvânio, lesionado, no jogo de ida. Será um interessante duelo.

Na fase anterior da competição, o Peixe eliminou o líder do Brasileirão, o Corinthians, vencendo em casa (2-0) e na Arena Corinthians (1-2). Já o Figueira, eliminou o vice-líder da competição nacional, o Atlético-MG, após empatar fora (1-1) e vencer em casa (2-1).

Palpite: Santos

HISTÓRICO

TOTAL:

23 JOGOS — 8 VITÓRIAS DO FIGUEIRENSE/15 VITÓRIAS DO SANTOS

BRASILEIRÃO: 21 JOGOS — 8 VITÓRIAS DO FIGUEIRENSE/13 VITÓRIAS DO SANTOS

HISTÓRICO NA COPA DO BRASIL:

2 JOGOS:

– COPA DO BRASIL 1997: FIGUEIRENSE 0-1 SANTOS/SANTOS 3-2 FIGUEIRENSE

ARTILHEIROS DO CONFRONTO NA COPA DO BRASIL:

FIGUEIRENSE:

Silva – 1 gol

Carlinhos – 1 gol

Santos:

Baez – 1 gol

Alexandre – 1 gol

Macedo – 1 gol

Vagner – 1 gol

Curiosidades:

Não houve empates nos 23 duelos na história.

O Santos venceu os últimos 5 jogos diante do Figueirense. E também venceu os 2 duelos na história da Copa do Brasil.

Diante do Peixe, o Figueira disputou 11 jogos em casa e venceu 7 seguidos. Porém, vem de 2 derrotas com o seu mando de campo, sobre os paulistas.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

São Paulo 2 x 0 Corinthians

Leia o post original por Mauro Beting

 

Pareciam times trocados no Morumbi. O São Paulo com espírito de Corinthians-15, o Timão murcho como o Tricolor-15.

Desde a primeira bola cruzada na área corintiana (e elas quase sempre têm sido rivais nos últimos jogos), só dava São Paulo. Hudson e Souza adiantados cortando circuitos de Renato Augusto e Elias, Love esquecido na frente, laterais presos, e o Tricolor adiantado. E adiantando essa pressão.

Já era melhor o São Paulo quando Sheik foi exageradamente expulso (ou avermelhado pelo conjunto da obra do polêmico atacante). Era pra amarelo o trança-pé que deu em Toloi – que havia pisado nele. Aos 19 minutos, o jogo virou de vez. Luís Fabiano aproveitou a bobeada geral, e até o chute espanado de Hudson, para abrir o placar, aos 31. Resultado fechado no final do tempo com mais um bom tiro longo de Michel Bastos que quicou na frente de Cássio e tirou o goleiro do lance defensável para a categoria dele.

Indefensável foi o árbitro Sandro Meira Ricci. Na 15a  expulsão infantil de Luís Fabiano (que já poderia ter recebido  outro amarelo logo no início), Mendoza merecia amarelo por ter tentado deixar a mão no artilheiro tricolor. Pelo mesmo critério discutível, Elias poderia ter dançado depois no Majestoso que acabou para o Corinthians no segundo vermelho.

Libertadores que agora começa para o São Paulo pelo espírito que ajudou Rogério Ceni a prolongar a carreira na competição. Libertadores que ainda é viva para o Corinthians, desde que recupere o futebol perdido nos últimos jogos.

O São Paulo mereceu a vitória. Garantiu a vaga eliminando o atual campeão da América e saiu do Morumbi readquirindo o respeito que vinha perdendo.  Talvez seja o segredo de quem é o melhor, o maior. E não o “soberano”. O São Paulo ganhou praticamente tudo e um pouco mais muito mais como “Clube da Fé” ou como o “Mais Querido” do que como o mais detestado ou o mais jactante e alambicado.

O Tricolor se fez tricampeão da América e do mundo tanto acreditando quanto jogando. Como o Galo tem feito desde 2013, na Libertadores, e 2014, na Copa do Brasil. Agora, não fez “aquela” campanha na primeira fase do grupo ainda mais da morte que o do São Paulo. Sofreu mais do que deveria. Perdeu jogos que não poderia contra o Atlas. Mas ganhou partidas que não se esperava contra o Santa Fé. Com aquela fé que só o atleticano tinha. Acreditava. Aquele migalo atleticano. Aquele milagre atleticano. Capaz de superar o pênalti perdido de Guilherme. E de criar de um escanteio que a bandeirinha não deixou a bola sair um cruzamento para Rafael Carioca fazer um gol do tamanho da paixão alvinegra.

Aquele pau de bandeirinha deu uma assistência que Cerezo não criaria. Ele foi a âncora não do sonho realizado, mas, sim, da realidade onírica que essa turma não se cansa de se superar. Time e torcida de novo acreditaram. Eu até acreditava. Meu texto neste blog, no LANCENET!, foi escrito durante mais uma epopeia tão comum ao atleticano. E, pela primeira vez em nove anos de papo com você, foi fechado antes do término do jogo. Esse jogo é sempre o mesmo para esses atleticanos. Eles têm fé. Nós é que fingimos que não acreditamos.

Algo que o São Paulo, o Clube da Fé, tinha perdido em algum lugar. Até entrar no Morumbi enfurecido pelos roqueiros tricolores que botaram fogo em nova versão do hino são-paulino. E recuperar parte do respeito.

Com todo o r-e-s-p-e-i-t-o.

Não, não é o Tite escandido sílabas e letras enquanto fala. É referência extremamente reverente à diva do soul Aretha Franklin – quando divas eram realmente divas e não gralhas cacarejantes, e quando soul era música mesmo. Da época em que não contestávamos tanto o que faziam (ou deixavam de fazer) colossos como São Paulo, Botafogo, Vasco, Palmeiras e outros grandes que não são sempre grandes.

Mas seguem maiores que muitos que o apequenam.

Com todo “respect”.

 

Minas e Rio Grande do Sul seriam favoritos em um torneio de seleções. São Paulo e Rio entrariam como coadjuvantes…

Leia o post original por Milton Neves

Montagem

Pouca gente se lembra dos campeonatos brasileiros de seleções.O último foi em 1987, vitória dos Cariocas sobre os Paulistas.No retrospecto, Rio de Janeiro e São Paulo dominaram esse tipo de competição.

 

Revezaram-se na supremacia em proporção semelhante ao que aconteceu na política do café com leite do Brasil oligárquico, quando eram os paulistas e os mineiros que alternavam-se no poder…

 

Falando em mineiros, se o campeonato de seleções voltasse, um “apanhado” de cruzeirenses e atleticanos seria praticamente imbatível.

 

Para fazer frente à seleção mineira somente a seleção gaúcha.

 

Paulistas e cariocas seriam coadjuvantes. Santa Catarina não faria feio e a Bahia sofreria para armar um time minimamente competitivo.

 

Pensando nos fortes mineiros, quem seria o técnico ideal para esta seleção?

 

Marcelo Oliveira ou Levir Culpi?

 

E o time dos pampas deveria ser comandado por quem?

 

Felipão ou Abel Braga?

 

Quem seria o treinador dos paulistas, cariocas, catarinenses, baianos e demais seleções estaduais?

 

Escale sua seleção!

Opine!