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Seis problemas que explicam queda de rendimento do Corinthians

Leia o post original por Perrone

1 – Preparo físico

É visível o desgaste físico do time. Isso afeta a equipe tanto no ataque como na defesa.

No primeiro turno, quando um corintiano tinha a posse de bola na frente, pelo menos dois companheiros se movimentavam perto dele para oferecer opção de passe. Agora, com o cansaço, essa movimentação diminuiu e quem está com a bola nos pés tem menos opções. A distância para os companheiros aumenta a dificuldade na troca de passes e faz crescer a chance de erros.

Por causa da falta de gás de boa parte dos atletas, quando é perdida a posse de bola, a transição para a defesa é mais lenta do que era no turno inicial. Assim, os contra-ataques dos adversários passaram a ser mais perigosos. Procurado pelo blog, o preparador físico Walmir Cruz disse que não poderia dar entrevista por ordem da diretoria.

2 – Laterais

A queda de produção de Guilherme Arana e Fágner tem tudo a ver com a piora de desempenho do Corinthians. Os dois, principalmente o lateral esquerdo, estavam entre as principais armas da equipe no primeiro turno. Atacavam com eficiência e voltavam com rapidez para compor a defesa. Os cruzamentos de Arana eram letais.

A dupla agora é pouco eficiente no ataque. Fágner erra passes em demasia e tem dificuldade para recompor a defesa. Ele foi o corintiano que mais perdeu a bola na derrota do último domingo por 1 a 0 a Ponte Preta, de acordo com o site Footstats. Foram oito bolas perdidas graças a passes errados. Ainda assim, foi um dos mais eficientes no ataque. O lateral-direito também comete falhas de posicionamento defensivo que contribuem para gols adversários.

Por sua vez, o antes perigoso Arana fez apenas dois cruzamentos em Campinas, ambos errados. Sem contar com sua eficiência, o time acertou apenas quatro cruzamentos no jogo inteiro. Dois com Fágner e a mesma quantidade com Clayton. A Ponte fez seis cruzamentos certos.

3 -Meias

Jadson e Rodriguinho eram fonte de criatividade e articulação de jogadas no primeiro turno. Agora demonstram esgotamento físico e repetem atuações apagadas.

Jadson errou cinco lançamentos e acertou só um contra a Ponte. Rodriguinho lançou duas bolas com precisão e uma de maneira errada. Cada meia deu apenas um passe para a finalização de colegas.

4 – Manutenção do time

Apesar de ver despencar o rendimento de jogadores que foram fundamentais no primeiro turno, Carille prefere não tirá-los da equipe. Nomes como Jadson e Rodriguinho repetem más atuações e seguem na equipe. O desempenho coletivo não melhora e a diferença para os rivais vai derretendo.

5 – Contusões

No primeiro turno, o Corinthians também sofreu com lesões, mas quem entrou deu conta do recado. Na etapa final do campeonato, as lesões prejudicaram mais o time. Pablo custou a se recuperar de contusão e o rendimento da defesa sem ele não foi o mesmo. Pedro Henrique não conseguiu manter o mesmo nível da zaga. Pablo voltou contra a Ponte. Arana teve dificuldades para se recuperar de lesão e jogou várias vezes com dores causadas por uma fibrose. O lateral alegou que contra o Botafogo fez a sua primeira partida depois do retorno ao time sem estar dolorido. O departamento médico do clube afirma que a fibrose (aumento de tecidos em processos de cicatrização) é normal após algumas contusões.

6 – Gols sofridos em cruzamentos

Fábio Carille não conseguiu corrigir as falhas que o time apresentava já no primeiro turno nas bolas cruzadas em sua área e o problema parece ter se acentuado agora. Os três gols levados pelo líder do Brasileirão nos últimos dois jogos, contra Botafogo e Ponte Preta, foram a partir de jogadas desta forma.

Muita calma nessa hora

Leia o post original por Craque Neto

O Corinthians estreou no Brasileirão contra a Chapecoense neste sábado e pra falar a verdade fez um joguinho bem meia-boca. Saiu na frente com o gol do Jô mas criou poucas chances ofensivas, sobretudo no segundo tempo. O duelo acabou empatado em 1 a 1 e frustrou os mais de 31 mil torcedores que estiveram na Arena em Itaquera. O time titular corintiano que foi campeão do Paulistão tem qualidade. Não dá pra negar. Ainda mais taticamente onde o técnico Fábio Carille conseguiu encontrar um esquema defensivo consistente. Mas o elenco é pequeno e não tem peças de reposição. E […]

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Galo sobe, e Cristóvão terá trabalho difícil

Leia o post original por Antero Greco

O técnico Cristóvão Borges sentiu no Mineirão como vai ser difícil a caminhada no Corinthians. O grupo é limitado e, mesmo sob o comando de Tite, ainda se ressentia dos craques que partiram no início da temporada. E  o Atlético-MG nem foi extraordinário, embora tenha mostrado potencial para subir bem no Brasileiro.

O Galo venceu por 2 a 1, começa a diminuir as falhas e sabe que jogadores importantes precisam entrar em forma. Robinho, por exemplo, tem errado muitos passes. Fred anda lento, porém compensa com notável presença de área, tanto que fez o gol inicial da partida, ao se antecipar à zaga, num cruzamento de Marcos Rocha..

O segundo gol veio após falha incrível do jovem zagueiro Pedro Henrique, que recuou fraco para Cássio. Quem ficou bonito no lance foi Cazares, que passou a bola no meio das pernas do goleiro corintiano e fez 2 a 0, aos 37 minutos do segundo tempo. Pedro Henrique chorou, num gesto de grandeza e que pode ajudar no amadurecimento dele.

Os gols deram sabor ao clássico, paradão no primeiro tempo e sem muita intensidade no segundo. Quando parecia que o resultado estava definido, Lucca aproveitou cruzamento da direita, para mandar de primeira para o fundo da rede. Nos últimos quatro minutos, o Corinthians foi de fato um time de futebol: Marquinhos Gabriel sofreu falta na entrada da área, mas a cobrança foi mal feita. Na sequência, novo ataque e Luciano tentou o gol com uma bicicleta.

O jogo terminou com a segunda vitória seguida do Atlético, que agora está em décimo, com 13 pontos, e respira aliviado, depois de início desastroso. O Corinthians está em sexto, com 16. Em casa, sobe de produção, mas Cristóvão precisa resolver o problema criado na zaga, com a saída de Felipe.

Depois, é dar tempo ao tempo e muito treino, para que a caminhada como técnico seja tão respeitada como foi a passagem como jogador do Corinthians.

(Com participação de Roberto Salim.)

Corinthians sofre na estreia de Cristóvão como sofreu no fim da era Tite

Leia o post original por Perrone

Na estreia de Cristóvão, o Corinthians sofreu como em seu último jogo sob o comando de Tite, contra o Palmeiras.

Tanto na derrota diante do Galo por 2 a 1 como no clássico paulista, os corintianos passaram sufoco no primeiro tempo com a marcação alta do rival no primeiro tempo. Nos dois casos, o Corinthians levou o empate para o vestiário, demonstrando ser capaz de vencer, mas tomou o gol na etapa final, de novo em lance polêmico. Marcos Rocha estava impedido no momento do cruzamento para Fred marcar, na opinião deste blogueiro, após rever o lance na TV.

Também como aconteceu no jogo derradeiro de Tite comandando a equipe, o Corinthians não teve forças para empatar. Só que dessa vez, tomou o segundo numa falha do jovem zagueiro Pedro Henrique, que pela falta de opções também jogaria com Tite.

No final, o time do treinador estreante fez seu gol e chegou a pressionar o adversário, sem conseguir marcar.

Se não melhorou o time, o que era esperado pelos poucos dias de trabalho, Cristóvão também não fez nenhuma bobagem que tenha prejudicado a equipe. Merece que seu trabalho seja analisado com calma pelo torcedor corintiano (o mesmo vale em relação a Pedro Henrique).

O saldo é que o novo técnico vai ter que corrigir problemas que o antecessor ainda não tinha conseguido sanar, como a dificuldade para fugir da marcação em seu campo de defesa e as falhas nas finalizações.