Arquivo da categoria: Pedro Rocha

Diferentes. Muito diferentes.

Leia o post original por Rica Perrone

Se um time comandado por alguém de terno, jovem, estudioso e de bom trato com a mídia tocasse a bola como o Grêmio toca e construísse as jogadas que ele constrói, falariam maravilhas do sujeito. Sendo o Renato, “só o Renato”, ídolo dos dois em campo ontem,  pouca gente fala. O Grêmio não tem um …

Pedro Rocha e o cartão

Leia o post original por Rica Perrone

Por favor, não confunda o foco. Eu sei que é regra, eu sei que o arbitro a cumpriu e que, diante da regra, Pedro Rocha está errado. Ponto. O meu ponto é o quanto esse lance de hoje explica pra FIFA que ela não entende merda nenhuma de futebol. Pedro Rocha tem 22 anos, passou …

Não durma, Tricolor!

Leia o post original por Rica Perrone

Constrangimento. Talvez seja esse o termo mais forte que encontrei e também o que melhor resume o “baile” do Grêmio no Mineirão.  Parecia um time profissional contra um time de pelada assustado.  Parecia que o Atlético não tinha treinado o ano todo. O Grêmio uniu o bom coletivo deixado pelo Roger com o “gremismo” de …

Palmeiras flertou com eliminação no Sul. Reagiu em tempo

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras vai muito bem, obrigado, no Brasileiro. Lidera com méritos, apesar do “empate técnico” com o Fla, na cola. Mas não levou o alto astral para o duelo com o Grêmio, pela Copa do Brasil. A ponto de ter corrido o risco de voltar do Sul com um pé e meio na eliminação. No final das contas, o placar de 2 a 1 foi o prejuízo menos sentido.

O primeiro tempo foi terrível para a turma de Cuca. O futebol eficiente da Série A sumiu, evaporou. Não conseguiu encaixar uma jogada certa sequer. Dudu, Roger Guedes, Gabriel Jesus, normalmente protagonistas, não deram o ar da graça. Em compensação, o tricolor gaúcho esbanjou garra, esteve ligado desde o apito inicial.

E como futebol às vezes tem lógica, prevaleceu a vontade do Grêmio. Questão de tempo para abrir vantagem, que veio com golaço de Ramiro, que pegou a bola no bico direito da entrada da área e soltou a sapatada, sem chance para Jailson.

Alívio tricolor, preocupação verde. E dá-lhe Grêmio pra cima do Palmeiras, até ampliar a diferença em cobrança de falta que contou com participação decisiva de Geromel, que cabeceou com perigo e no rebote Pedro Rocha mandou para dentro. Impedimento de Geromel? Pode até ser, mas praticamente impossível para a arbitragem ver. Sem polêmica e vida que segue.

O Palmeiras mudou no segundo tempo. Cuca tirou Gabriel e colocou Leandro Pereira, em opção clara por ir à frente. Um gol faria diferença enorme. Só que o Grêmio manteve a toada forte, chegava com frequência à área adversária e assustava.

Só que o talento apareceu… e foi com Gabriel Jesus. O artilheiro andava sumido em campo, até receber uma bola na entrada da área. Driblou Grohe, foi derrubado: pênalti, que Zé Roberto cobrou com perfeição. Pronto, 2 a 1 e o Palmeiras vivo.

Vivo, mas que passou sufoco, pois o Grêmio esteve perto de fazer o terceiro. Não deu e a vaga será definida no Allianz.

Quem leva? Façam suas apostas. Eu fico fora, porque são duas camisas que pesam quando se fala em Copa do Brasil.

Pedro Rocha: o bom exemplo

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 27/05/1981

Pedro RochaUm homem dificilmente consegue abandonar totalmente suas raízes. Pedro Rocha nasceu muito cedo para o futebol e teve momentos felizes ao longo de uma carreira de muitos anos. Foi magoado no Morumbi, foi marginalizado injustamente e afirma não ter esquecido as atitudes inábeis e precipitadas. Deixou o São Paulo de uma maneira inglória. Justamente ele que deu tantas alegrias aos torcedores, dirigentes e companheiros. Não quer identificar responsáveis, diz apenas que não esquecerá.

Tentou depois jogar em grandes clubes e os traços dos seus talentosos lances continuaram ressaltados. Foi para o Bangu de Castor de Andrade e mais duas ou três residências nômades e agora Pedro Rocha assumiu a condição de técnico do Internacional de Limeira.

Há muitos anos que Rocha é independente financeiramente. Tem empresas, uma família unida e alegre e muitos amigos. Mas como um homem como Pedro Rocha poderia viver longe do futebol? Se como jogador pode ser considerado cansado, como técnico tinha conhecimentos suficientes para o sucesso. E está provando isso nos últimos jogos do Inter de Limeira. Fala mansa, olhos sérios, postura de líder, Rocha está conquistando dirigindo o seu novo time, pontos importantes. Uma coisa é ser comandado, outra é comandar. Mas para as duas situações é necessário sabedoria.

“Admito que um homem não pode abandonar facilmente aquilo que gosta. Sempre vivi no futebol, construí minha vida através do futebol, fiz amigos, tive momentos felizes e tristes. Participei de grandes jogos e importantes disputas. Um homem não pode abandonar este círculo de um instante para outro. Há um momento em que a idade promove a interrupção da carreira de um jogador e muitas vezes as pressões provocam uma parada repentina e precipitada”.

“Estou dirigindo o Internacional de Limeira e é realmente um bom time. Os resultados positivos aconteceram e irão continuar acontecendo. Os jogadores são bons e nos damos muito bem. É importante a afinidade entre técnicos e jogadores”.

“Tenho acompanhado o futebol há muito tempo e vejo que é comum atacar-se um jogador com mais de trinta anos de idade. Tachá-lo de velho, de ultrapassado, sem condições de continuar jogando. E são dezenas os casos de jogadores que provam e mostram grande futebol com mais de trinta anos. Não quero citar o meu caso. Hoje sou técnico e espero ter sucesso trabalhando nesta função. Não é fácil. Um treinador tem que ser amigo, sem perder a autoridade. Tem que saber os problemas dos jogadores mas não pode ser um solucionador. Pode colaborar, mas não pode permitir que os jogadores se tornem dependentes. São homens e devem saber separar as coisas, sempre”.

“O Internacional de Limeira enfrenta hoje a Ponte Preta. Uma partida muito difícil mas que poderá reforçar ainda mais o meu time em caso de vitória. Uma equipe tem que saber das suas possibilidades. Tem que estar consciente de suas forças. Não dar um passo maior que a perna. Quando há limitações técnicas, todos os jogadores devem colaborar na marcação, atacar com firmeza, defender com convicção e lutar durante todo o tempo”.

Pedro Rocha vai provando mais uma vez que quem sabe nunca esquece. Pode estar superado fisicamente para jogar futebol, mas tem capacidade suficiente para dirigir um time. Sabe o quer dizer para os jogadores, sabe de suas dificuldades e facilidades dentro e fora de campo.

Fez muitos amigos e os jogadores confiam nele. Sempre foi íntegro, suas atitudes fora de campo nunca provocaram preocupações e é um líder nato. Grita quando acha necessário, conversa nos instantes mais confusos e sabe estar inteiramente ao lado dos jogadores.

“Acho que uma pessoa deve ter consciência daquilo que pode dar. Sem falsa modéstia, entendo que tenho muita coisa para dar aos jogadores do Internacional. Adquiri muita experiência e nada melhor do que transmita-la aos mais jovens”.

“Consegui muitos títulos e como treinador quero conseguí-los também. Sou um vencedor e nada impedirá que as conquistas ocorram também como técnico”.

“Trabalhar em Limeira é bom. A cidade é agradável, a população amiga, a diretoria leal e os jogadores responsáveis. Não estou enfrentando nenhum obstáculo”.

Na última viagem do selecionado brasileiro, os jogadores comentavam que está muito fácil o diálogo com Telê Santana. Diziam que o técnico havia jogado futebol e assim tudo fica mais simples. Fedato é visto da mesma maneira, dirigindo o Palmeiras. Sérgio Clérice, outro que jogou futebol e tem bom ambiente com os jogadores do Santos. São muitos os ex-jogadores que atuam como treinadores e vão arrematando vitórias. Pedro Rocha começa a caminhar por um novo caminho, o de técnico. Já esteve sob o comando de muitos, bons e péssimos. Adquiriu, segundo ele, uma carga de experiência muito grande. Assimilou somente as coisas boas e tem certeza que o Internacional de Limeira será uma equipe vencedora neste Paulistão.

O ex-jogador do São Paulo tem o apoio de todos aqueles que torcem pelo sucesso dos homens honestos e Pedro Rocha é um deles. O futebol precisa de pessoas assim para sua sobrevivência.

Hoje é dia de puxar da memória com a Sandisk! Embate decisivo!

Leia o post original por miltonneves

São Paulo e Corinthians se encontram e fazem do Majestoso, mais uma vez, o grande jogo do domingo na capital paulista. E hoje, dentro do meu pen drive de 128Gb da Sandisk, trago a belíssima foto do Estádio do Pacaembu, palco de disputa de bola entre os maiores camisas 10 de Corinthians e São Paulo nos anos 70: Rivellino, o Reizinho do Parque, e o uruguaio Pedro Rocha(com a bola no pé), também conhecido como “El Verdugo” (o Carrasco).

E você, torcedor? Qual momento você guarda com carinho em sua memória do clássico Timão x Tricolor?