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A farra continua na direção do Corinthians

Leia o post original por Craque Neto

Fico ”P” da vida quando ouço torcedor na rua bravo comigo porque só fico criticando o Corinthians. Peraí! Minhas críticas quase sempre foram direcionadas aos dirigentes, que mandam e desmandam e fazem mudanças bem suspeitas de funcionários. Além de causar um baita prejuízo ao cofres alvinegros. Uma dessas trocas achei curiosa e esquisita (pra não dizer outra coisa!) ao mesmo tempo. Vejam bem, após o pedido de demissão do diretor Fausto Bittar, que comandava as categorias de base do Timão, a cartolagem agiu rápido e contratou o ex-goleiro Yamada. Até aí nenhum problema, certo? Errado! Yamada já há algum tempo […]

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Empresa do pai de Neymar quer aumento para Marcelo Fernandes

Leia o post original por Odir Cunha

Colocação Clube UF TOTAL % Total
1º FLAMENGO RJ 2.812.460 5,21%
2º CORINTHIANS SP 2.510.343 4,65%
3º SANTOS SP 1.868.435 3,46%
4º SAO PAULO SP 1.858.871 3,45%
5º PALMEIRAS SP 1.730.957 3,21%
6º GREMIO RS 1.634.263 3,03%
7º VASCO DA GAMA RJ 1.484.235 2,75%
8º INTERNACIONAL RS 1.433.252 2,66%
9º CRUZEIRO MG 1.366.659 2,53%
10º BOTAFOGO RJ 1.314.431 2,44%
11º ATLETICO MG 1.225.020 2,27%
12º BAHIA BA 1.184.462 2,20%
13º FLUMINENSE RJ 1.166.020 2,16%
14º FORTALEZA CE 1.031.526 1,91%
15º GOIAS GO 910.063 1,69%

O futebol é mesmo um campo vasto para experiências e descobertas. Quando a gente pensa que já viu tudo, eis que surge mais uma. Agora ficamos sabendo que a empresa do pai de Neymar assinou contrato com Marcelo Fernandes, técnico do Santos, para gerenciar sua carreira. E uma das primeiras medidas para valorizar o treinador santista é conseguir um aumento de salário para ele. Ao menos é o que diz a matéria de A Tribuna:

A empresa quer fazer com Fernandes o que foi feito com Neymar, um modelo de gestão. O objetivo é que a carreira do treinador cresça junto com a marca. A primeira ação é a busca por um aumento no salário de Marcelo, que ainda está longe do padrão brasileiro.”

Pera aí. Vamos por partes. Valorizar um profissional começa por qualificá-lo melhor, fazendo, por exemplo, com que estude métodos modernos de treinamento, de trabalho em equipe, cumpra estágio nos grandes clubes do mundo, participe de congressos e por aí vai. Pedir aumento de salário é a última etapa desse processo.

Neste trecho que tirei da matéria de A Tribuna lemos que “o salário de Marcelo ainda está longe do padrão brasileiro”. E eu digo que ainda bem, pois é justamente por isso que ele foi efetivado e é o técnico do Santos. Sem nenhuma experiência na direção de equipes profissionais, ele foi uma aposta que, com a ajuda dos jogadores, da direção, de todos – até este blog, humildemente, deu sua parcela de apoio ao novo técnico – conseguiu se firmar no cargo. Mas daí a falar em aumento vai uma grande diferença.

Até porque o rapaz já teve um reajuste. Sei lá se ganha 20, 30 mil por mês. De qualquer forma, está excelente para quem ainda está aprendendo os macetes da profissão e ainda se diz discípulo de Muricy Ramalho e Oswaldo de Oliveira. Em outras atividades a pessoa trabalha bem durante um ano, dois, três, para ter um pequeno aumento. O futebol parece a terra prometida de leite e mel. Começou, conseguiu alguma coisinha, já quer mais dinheiro.

Pois, com toda a sinceridade, eu digo que se o Santos não estivesse na penúria em que está, se houvesse muito dinheiro em caixa, Marcelo Fernandes não seria o técnico contratado. Contribuiu demais para sua oportunidade o fato de o clube estar vendendo o almoço para comprar a janta. Espero que, em despeito dos conselhos que deve estar recebendo dos expertos da empresa de Neymar pai, ele não perca de vista que só está no cargo porque é barato e porque o universo santista conspirou a favor dele.

O padrão brasileiro de salários de técnicos de futebol está totalmente fora da realidade. Pelo que sabem, pelo que produzem, pelo que trabalham, os técnicos nacionais jamais deveriam receber salários superiores a, digamos, cinqüenta mil reais por mês. Sei que a experiência, o feeling, o trato com os jogadores é importante, mas um técnico deve ser um especialista em métodos de treinamento, em táticas, em relacionamento com atletas e trabalho em equipe, e isso, quantos treineiros brasileiros são?

Para se manter atualizado com o que se faz de mais moderno no primeiro mundo do futebol, é preciso, no mínimo, entender Inglês e Espanhol para acompanhar as publicações especializadas, participar de congressos, manter contato e intercâmbio com os melhores treinadores do planeta. Se a empresa do pai de Neymar pretende fazer isso com o técnico do Santos, ótimo, mas primeiro realmente faça, mostre resultados, e só depois pense em conseguir-lhe uma melhor remuneração.

Tudo também é uma questão de resultados, de cumprir metas. Ganhar o Paulista foi ótimo, mas o prêmio pela conquista já foi dado e o primeiro contrato assinado. Agora vem a prova de fogo, ou as provas de fogo, que são a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. A estréia já foi decepcionante, amargando um empate com um time que quase foi rebaixado no Campeonato Catarinense. Agora virá o Cruzeiro, em casa. Vamos desenhando… De acordo com o andar da carruagem veremos até onde vai a competência e o jogo de cintura de Marcelo Fernandes para montar um time competitivo apesar das dificuldades financeiras do clube.

Pois, se já nesses dias, o técnico entrar na sala de Modesto Roma e pedir aumento, acho que não restará outra opção ao presidente do que pegar o celular e chamar o Serginho. E se o Chulapa também quiser ganhar muito, que chame o Pepinho. Em vez de se pagar fortunas aos técnicos, que se reserve o dinheiro para manter os melhores jogadores.

E você, acha que Marcelo Fernandes já merece aumento?


Ansiedade por garotos craques e por dinheiro para pagar as contas

Leia o post original por Odir Cunha

O santista vive dias ansiosos. Vê o Santos na Copa São Paulo com a esperança de testemunhar o surgimento de novos Pitas, Juarys, Robinhos, Diegos… E ao mesmo tempo faz as contas para que o clube não fique inadimplente. A primeira parte é com os Meninos e só nos resta torcer. A segunda depende de agilidade, criatividade e trabalho, mas parece que a diretoria está optando pelo caminho mais fácil: o de empurrar com a barriga, ou seja, antecipar cotas de tevê.

No campo, mesmo com um jogador a mais durante a maior parte do tempo, o Santos chegou a estar perdendo por 1 a 0, virou para 3 a 1, sofreu mais um gol, e só no final fechou a vitória em 4 a 2 sobre o voluntarioso, mas limitado, Babaçu.

Alguns jogadores santistas têm habilidade, mas o time se embanana quando se aproxima da meta adversária. Falta decisão e uma finalização melhor. Um time treinado por Pepinho, filho do “Canhão da Vila”, tem a obrigação de ter uma melhor aproveitamento nos arremates.

Infelizmente, tive a impressão de que nenhum desses garotos parece pronto para o profissionalismo, se bem que para alguns parece faltar pouco – casos de Serginho, Caio, Matheus Augusto, Fernando… Talvez seja mais uma questão psicológica, uma falta de orientação, o certo é que dificilmente fazem uma jogada perfeita.

Mas alguns não parecem merecer a camisa de titular do Santos. Esperarei os próximos jogos para ter uma ideia melhor antes de descer a lenha. Na sexta-feira o Santos enfrenta o Linense, o time da casa, e se não vencer com folga poderá perder o primeiro lugar do grupo e talvez até ser eliminado. Não me surpreenderia esse desfecho triste, pois este time é bem mais imaturo do que os que deram o bicampeonato da Copa ao Santos.

Como fazer dinheiro em pouco tempo?

Com as contas se amontoando na mesa do presidente, o Santos está fatiando os passes de seus principais jogadores e tentando antecipar cotas de tevê. Isso condenará o time também nas próximas temporadas. Será que não há outro jeito de fazer dinheiro?

As arrecadações, as ações de marketing e uma nova campanha de sócios podem remediar a situação, mas não dá tempo para esperar. Os credores querem os pagamentos para ontem. Os últimos milhões emprestados pela Doyen pagaram só um dos quatro meses de atrasos.

O que não se entende é o clube falando em contratar jogadores. Ora, se não tem nem como pagar os jogadores atuais, por que não dar uma boa enxugada no elenco e experimentar uma equipe mais jovem e barata no Campeonato Paulista?

E você, sabe como o Santos deve fazer dinheiro em pouco tempo?

A popularidade de Robinho. E os críticos de prancheta

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje à tarde a volta de Robinho e a grande rivalidade entre Santos e Corinthians darão o maior ibope deste Campeonato Brasileiro.

Veja como os Meninos do Santos foram campeões na África do Sul:

Santos vence Benfica por 2 a 0 e é campeão em Durban

João Igor, o herói do título

A equipe Sub-19 do Santos, orientada por Pepinho, filho do grande Pepe, venceu o Benfica por 2 a 0, com dois gols de João Igor, que entrou no segundo tempo, e se tornou campeã do Torneio de Durban, África do Sul. Mais do que a vitória e o título internacional, os meninos do Santos espalharam alegria na África do Sul e sentiram um pouco do carinho que o grande Santos sentiu quando jogava pelos cinco continentes. Este é o destino do Santos – ser um time do mundo e cativar torcedores de todo o planeta. Isso foi esquecido ou abandonado, mas precisa voltar. Veja e se emocione com uma visita dos Meninos da Vila a uma escola de Durban:

Confira aqui a cobertura no site Supersports, da África do Sul

A popularidade de Robinho. E os críticos de prancheta

Quem não gosta de Robinho e de Neymar provavelmente não teria gostado de Garrincha

Quando voltou ao Santos, em 2010, Robinho, como todos sabem, estreou fazendo, de letra, o gol da vitória diante do São Paulo. Na saída, um repórter ouvia pequenos fãs que esperavam pelo autógrafo do ídolo. Entre os meninos, havia um com a camisa do São Paulo. O repórter lhe perguntou: “Mas você não é são-paulino? Por que quer o autógrafo do Robinho?”. Ao que o garoto, demonstrando uma espontaneidade e uma sabedoria que geralmente escapam das mesas redondas das tevês, respondeu, com um sorriso: “Ué, Robinho é Robinho, né?”.

É difícil encontrar essa mesma sensibilidade em um jornalista, mas há muito tempo conversei com um que a tinha. Não me lembro exatamente quem foi, mas me recordo em detalhes a sua expressão sincera e arrebatada ao falar da dificuldade de ser um jogador de futebol: “Pô, os caras analisam como se jogar futebol fosse fácil. Eu acho que uma das coisas mais difíceis do mundo é ser jogador de futebol. Já pensou entrar naquela estádio lotado, os caras querendo te arrebentar, e você ter de dominar a bola, correr, fazer jogadas, gols… Pô!… (ele sorria, sarcástico, como se interiormente completasse: “Esses caras não sabem de nada!”).

Veja o desafio a que Robinho se impôs: o de ser um artista, um criador de jogadas, um criativo em meio a um bando de burocratas militarizados com a faca dos dentes. Sim, pois hoje o futebol é isso. Trocentos zagueiros, trocentos volantes, todo mundo ajudando na marcação, todos com ordem de matar o contra-ataque adversário, nem que seja na porrada e só um ou outro para fazer o que o torcedor realmente quer, que é o drible, o gol, a irreverência. Robinho, meus amigos, é um sobrevivente.

É importante que haja jornalistas esportivos especializados em números e estatísticas. Também é interessante que existam outros essencialmente críticos, como se estivessem sempre mal-humorados. Das críticas sempre se tira algo proveitoso. Porém, se todos forem assim, as pré-históricas mesas-redondas da tevê virarão uma chatice. Foi o que ocorreu sexta-feira na ESPN.

Não me pergunte o nome do programa. Estava zapeando entre o clássico “O Encouraçado Potemkin”, um documentário sobre Luis Carlos Prestes e o jogo entre Roger Federer e David Ferrer, quando me deparei com o programa comandado pelo José Trajano. Falavam de Robinho. Fiquei pra ver. E percebi o que muitos leitores do blog também perceberam: a má vontade, a indiferença, a quase falta de respeito com um ídolo popular do nosso combalido futebol.

Clubismo? Falta de respeito com um ídolo do Santos? Não chegarei a tal ponto. Mas posso afirmar que se meus colegas de ESPN julgassem todos os jogadores brasileiros com a mesma severidade com que julgaram Robinho, sobraria muito pouca gente para contar a história.

Um jogador que está há nove anos na Europa – jogou três anos no Real Madrid, dois no Manchester City e está desde 2010 no Milan – e recebe um salário equivalente a um milhão de reais por mês, está muito longe de ser um fracassado. Não foi o número um do mundo, como queria, e como todos nós queríamos, mas daí a dizer que passou em branco pelo continente que tem os mais poderosos clubes do planeta, vai uma grande diferença.

Se usarmos o mesmo rigor para analisar a passagem de outros brasileiros pela Europa, como faríamos para definir o estágio de Sócrates, que jogou apenas um ano pela Fiorentina, em 1984/85 e em 25 jogos dez apenas seis gols (um a menos do que marcou pelo Santos em 1988/89)? Ou Junior, que entre 1984 e 1989 defendeu os pequenos Torino e Pescara e voltou para o Flamengo sem nenhum título, nem mesmo em torneios regionais? Ou Roberto Dinamite, que ficou apenas uma temporada no Barcelona (1979/78), fez 8 gols em 17 jogos e voltou correndo para o seu Vasco? Ou mesmo Zico, que defendeu apenas o humilde Udinese por dois anos e, por não receber proposta de nenhum grande europeu, voltou para o seu eterno Flamengo?

Está certo que nos quatro anos em que defendeu o Santos, Robinho fez mais gols (94) do que nos nove de Europa (81), mas mesmo assim seu desempenho no futebol europeu não pode ser desprezado. Foi seis vezes campeão, três pelo Real Madrid e três pelo Milan.

Sem contar sua participação na Seleção Brasileira, pela qual fez 102 jogos (8 pela Sub-23) e marcou 32 gols (3 pela Sub-23). Em 2007 foi artilheiro (6 gols) e considerado o melhor jogador da Copa América, vencida pelo Brasil. Também foi bicampeão da Copa das Confederações, em 2005 e 2009.

E Robinho é o tipo de jogador que não pode ser analisado apenas pelo currículo. Ele pertence a uma classe especial e em extinção, que é aquela que reúne os artistas, os palhaços, aqueles que fazem rir com arte. Ele, como Neymar, é da mesma estirpe de Garrincha, capaz de alegrar o povo sem fazer gol. É isso o que faz tão querido pelo torcedor comum, mesmo pelo adversário.

E veja que, ao contrário de Garrincha, Robinho levou o seu time, o Santos, a dois títulos brasileiros e a uma final da Libertadores, enquanto o título mais importante que o grande Mané ganhou com o seu Botafogo foram três estaduais. Por aí se vê que os números, o currículo, nem sempre definem a relevância da carreira de um jogador.

Na verdade, todos esses jogadores que citei foram grandes, enormes mesmo, para o futebol brasileiro, e é isso que mais deveria interessar aos jornalistas esportivos nesse momento de penúria, e não o desempenho que tiveram na Europa. Quem está com o pires na mão, quem não tem ídolos e nem jogadores carismáticos, quem vê seus times mais populares caindo pela tabela, o público se afastando dos estádios e da tevê, é o pobre futebol que já se considerou o melhor do mundo.

A volta de Robinho ao Brasil deveria ser saudada ao menos como um sinal de esperança, pois, ao contrário de outros que, como o salmão, sobem o rio e voltam às origens para terminar sua história, Robinho ainda tem físico e habilidade para mostrar um futebol que não se vê mais por aqui. E se Alex, aos 36 anos, pode ser uma das últimas reservas de categoria e inteligência que ainda se vê em nossos campos, Robinho ainda tem alguns anos de boa lenha para queimar.

Será que o Robinho está em forma?

E pra você, como a imprensa tem tratado a volta de Robinho?

Verdades e mentiras sobre o bicampeonato do Santos na Copa São Paulo

Leia o post original por Odir Cunha

copinha - santos campeão 2014
Os Meninos da Vila comemoram mais uma Copa São Paulo, a segunda consecutiva. O volante Lucas Otávio, ao centro, foi escolhido como o melhor da competição.(Foto: Pedro Azevedo/ Santos FC)
serginho
Serginho, um meia canhoto de futuro, comemora o seu gol (Foto: Pedro Azevedo/ Santos FC)

Com gols de Diego Cardoso e Serginho, ambos no primeiro tempo, o Santos se tornou bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Junior ao vencer o Corinthians por 2 a 1, no Pacaembu. Ao menos um terço dos 31.481 espectadores saíram do estádio com a sensação de que a justiça foi feita e, mais uma vez, o Alvinegro Praiano superou tudo e todos para conquistar mais um título.

O estranhamento dos santistas começou com a confecção da tabela. Como explicar que, dentre as 104 equipes participantes, justamente os dois finalistas da recém-terminada Copa do Brasil – Santos e Criciúma – tenham caído na mesma chave, sendo que o Santos foi o campeão da Copa São Paulo em 2013?

Bem, o Santos se resumiu a jogar futebol, e o fez com maestria. Líder do seu grupo, o caminho do Alvinegro Histórico prosseguiu difícil, pois teve de enfrentar a sensação do torneio, o time japonês do Kashiwa Reysol, ao qual acabou goleando por 4 a 0. Depois vieram os respeitáveis Grêmio Osasco, Taboão e Atlético Mineiro, todos batidos inapelavelmente. Por fim, o Corinthians, em seu campo e com o apoio de sua fanática torcida. Nada impediu, porém, que o melhor futebol prevalecesse.

Ainda com o frescor dessa revigorante vitória na cabeça, vamos tentar fazer uma análise fria do desempenho dos jogadores, do técnico Pepinho, da organização do torneio, enfim, das circunstâncias que cercaram a participação do Santos na competição e suas implicações futuras. Para encurtar a história, brinquemos de verdadeiro ou falso utilizando afirmações que normalmente ouvimos ou lemos por aí.

Ganhar um título como esse não quer dizer que os jogadores estejam prontos para o profissionalismo.
Verdadeiro. Um time pode ser campeão da Copa São Paulo e não revelar um único bom jogador profissional. Costuma haver uma distância – técnica, física, tática e psicológica – entre garotos dessa idade e profissionais. Se esse trabalho de transição não for bem feito, se o jovem não se dedicar com seriedade e afinco, sua carreira fica só no sonho.

O Santos teve sorte. Usou a base do ano passado e foi campeão, mas isso não significa que o trabalho com a divisão de base está sendo bem feito.
Falso. A sorte não teve nada a ver com a história. O Alvinegro Praiano ganhou oito jogos consecutivos, batendo fortes equipes, com um time-base que só tinha dois jogadores campeões do ano passado: o volante Lucas Otávio e o atacante Stéfano Yuri. Nem o técnico era o mesmo.

O Santos chiou à toa para receber metade dos ingressos, já que a torcida não influiu.
Falso. O Santos reclamou porque tinha o direito, pela campanha e pelo tamanho de sua torcida, de receber metade dos ingressos da final. Nessa idade os garotos são muito sugestionados pelos gritos do público e o adversário jogou como se estivesse em casa, o que o motivou mais e provavelmente tenha influenciado a arbitragem. Neste particular, devemos fazer uma menção honrosa ao comentarista Luiz Ademar, do Sportv, que também criticou a divisão de ingressos feita pela Federação Paulista de Futebol.

Os santistas têm mania de perseguição e já diziam que o árbitro iria ajudar o alvinegro da capital, mas isso não ocorreu.
Falso. Flávio Rodrigues Guerra inverteu tantas marcações que quase muda o resultado da partida. Não viu um pênalti claro do goleiro Henrique em Stéfano Yuri quando o Santos já vencia por 2 a 0. Não viu Fabiano pisar na perna de Diego Cardoso, mas viu motivo para dar cartão amarelo para esse mesmo Diego Cardoso em uma reclamação banal. Viu uma falta inexistente de Stéfano Yuri quando a bola sobrava livre para o ataque santista. Não viu o relógio e só terminou o primeiro tempo depois de um longo bate-rebate na área do Santos. Enfim, viu muito mais para um lado do que para o outro.

Pepinho mostrou que é um técnico pronto para o profissional.
Falso. É um ótimo técnico para a garotada, mas ainda falta muito para assumir um time grande. No segundo tempo não soube mudar a cara do jogo, que caminhava para o sufoco que se viu no final. Tirou três jogadores de mais habilidade, que sabem atacar, para encher o time com defensores e com isso chamou o adversário para a sua área. Não quis colocar o rápido Mateus Augusto, que poderia preocupar a defesa e criar boas jogadas pela esquerda, como já tinha feito contra o Atlético Mineiro. O Santos só não sofreu o empate por sorte, pela atuação surpreendente do goleiro João Paulo e pela ruindade do colombiano Bryan, que perdeu um gol feito.

Este título deve fazer o Conselho do Santos esquecer os problemas com a venda de Neymar.
Falso. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Parabéns aos Meninos, ao técnico Pepinho e aos responsáveis pelas categorias de base do Santos, mas o caso da venda de Neymar tem de ser esclarecido, custe o que custar, doa a quem doer. Não só pelo dinheiro, mas porque Neymar era a grande oportunidade de o Santos se consolidar como um dos times mais fortes e populares do planeta. Que os números reais e os responsáveis apareçam.

Santos 2 x 1 Corinthians

Primeiro tempo: Santos 2 x 0 Corinthians

Pacaembu, São Paulo

25/1/2014, 10 horas

Público: 28.438 pagantes (público total de 31.481)

Renda: R$ 333.360,00

Santos: João Paulo, Daniel Guedes, Paulo Ricardo, Naílson e Zé Carlos; Lucas Otávio, Fernando (Diego Santos) e Serginho (Gustavo Eugênio); Diego Cardoso (Gustavo), Jorge Eduardo e Stéfano Yuri. Técnico: Pepinho.

Corinthians: Henrique, Lucão, Pedro, Luiz Gustavo e Guilherme; Fabiano, Ayrton (Matheus), Zé Paulo e Malcom; Léo (Yan) e Lucas (Bryan). Técnico: Osmar Loss.

Gols: Diego Cardoso, aos 21 e Serginho, aos 30 minutos do primeiro tempo; Malcom, aos 31 minutos do segundo.

Arbitragem: Flávio Rodrigues Guerra (SP), auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Alex Angi Ribeiro.

Cartões amarelos: Diego Cardoso, Paulo Ricardo, Zé Carlos e Gustavo (Santos); Lucão (Corinthians).
Cartões vermelhos: Henrique (Corinthians) e Nailson (Santos).

E pra você, o que é verdadeiro ou falso neste título do Santos?