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De azarão a protagonista?

Leia o post original por Craque Neto

Nesta terça-feira foi a vez da Seleção de Portugal, atual campeã da Europa, garantir vaga direta na Copa do Mundo da Rússia em 2018. E foi na disputa direta com a Suíça pela liderança do grupo B das Eliminatórias. Um placar de 2 a 0 com direito a muita inspiração do meia Bernardo Silva, que jogou demais! O astro Cristiano Ronaldo, melhor jogador do planeta na atualidade, nem precisou fazer muita força para classificar os lusitanos. A verdade é que Portugal tem uma nova safra de jogadores de muita qualidade, como o próprio Bernardo, o volante Renato Sanchez e o […]

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Os porquês do bairrismo

Leia o post original por Odir Cunha

modesto roma - placar 1
modesto roma - placar 2 Revista Placar de 5 de março de 1976 mostra como pensava Modesto Roma, pai do presidente atual do Santos.

O bairrismo, por si só, não é bom ou ruim. Baseia-se na crença, ou no sentimento, de que as coisas, concretas ou abstratas, de nosso bairro, nossa cidade, nossa região, merecem tratamento superior às de outros bairros, cidades ou regiões. Ser bairrista não significa, necessariamente, odiar o que é de fora, o estrangeiro. Veja que Portugal é o país considerado o mais hospitaleiro da Europa, no entanto é assumidamente bairrista.

O bairrismo de Portugal tem sua lógica. País pequeno, com apenas 10 milhões e meio de habitantes, o quase milenar Portocale teme que sua cultura seja dominada pelos estrangeirismos. Há regras rígidas até para se batizar uma criança por lá. Nomes que não são de origem portuguesa, como Wendel, Willian, Walter, Waldemar e Vivian, entre muitos outros, são proibidos nos cartórios. O português quer preservar, a todo custo, a última flor do Lácio.

Nós, torcedores do Santos que não moramos em Santos, sentimos na pele a força do bairrismo que é alimentado há décadas por alguns grupos da cidade praiana. Que eu me lembre, o grande presidente santista Athié Jorge Cury não era bairrista. Ele levou o Santos para jogar no mundo todo, e com os dólares que trazia manteve o melhor time do mundo por muitos anos. Onde, estaria, então, a origem desse bairrismo que ainda hoje freia os sonhos de crescimento do clube?

Digo “freia” porque é um bairrismo bem diferente do que se vê em Portugal. Não se trata de preservar a cultura ou a tradição de um povo, mas sim de apenas impedir que mais pessoas contribuam para o crescimento de uma instituição que conquistou adeptos em todo o mundo e agora, à força, querem que volte à sua dimensão anterior – algo tão difícil como fazer a rolha da champanhe voltar a tampar hermeticamente a boca da garrafa.

Um amigo santista acaba de me enviar uma revista Placar de 5 de março de 1976 que pode nos dar alguma pista das origens desse sentimento exclusivista que toma conta de alguns torcedores do Alvinegro Praiano. Nessa revista, há uma matéria de cinco páginas sobre o Santos, intitulada “Os feitiços da Vila”, na qual o presidente do clube na época, o senhor Modesto Roma (São Vicente, 15 de julho de 1907 – Santos, 6 de março de 1986), pai do atual presidente, pregava que o mesmo time que conquistou o mundo deveria voltar a ser apenas de sua cidade.

O velho Roma dizia, em março de 1976, que a saída financeira para o Santos era jogar na Vila Belmiro. Porém, conforme as súmulas dos jogos daquele período, impressas no Almanaque do Santos FC, escrito por Guilherme Nascimento, o quadro que se via era o mesmíssimo do atual, com o time conquistando seus maiores públicos nos jogos na Capital Paulista, e ainda colecionando muito mais derrotas na Vila Belmiro do que em São Paulo.

É preciso lembrar, ainda, que naquela época o Urbano Caldeira não tinha camarotes, os ingressos eram mais baratos e se permitia vender entradas para se assistir aos jogos de pé. Isso podia fazer a Vila receber públicos de até 30 mil pessoas, como ocorreu em 15 de fevereiro de 1976, quando, diante de 31.662 torcedores, o Santos foi goleado pelo Palmeiras por 5 a 0. Na maior parte dos jogos no seu estádio, porém, nesse mesmo período de 1976, o público era até menor do que hoje, como diante da Portuguesa Santista (5.104 pessoas), São Bento (3.977), Botafogo (7.838) e nos amistosos contra Saad (1.173), Ponte Preta (1.438) e Marília (4.002).

Mesmo mandando todos os seus jogos na Vila, o Santos não se classificou para a fase final do Campeonato Paulista, ficando em quinto e penúltimo lugar no Grupo C, atrás de Palmeiras, Ponte Preta, América e Noroeste. Os jogos de maior público com mandos do Santos, em 1976, ocorreram no segundo semestre, durante o Campeonato Brasileiro, nas partidas contra o Internacional, no Morumbi (83.995 pessoas) e Bahia, no Pacaembu (42.233 pagantes).

modesto roma - placar - frase

Certamente, Modesto Roma, que presidiu o Santos de 1975 a 1978, queria o melhor para o clube e agiu da maneira que julgou a mais correta para mantê-lo competitivo. Entretanto, depois de um primeiro semestre desastroso, percebeu que não poderia alijar dos destinos do Santos a grande torcida santista da Capital e recorreu a ela para recuperar as finanças do Santos.

Essa visão, abrangente e universal, é a que seria a mais indicada hoje, em que o clube estuda a participação em um empreendimento milionário que exigirá um investimento que ele não tem e ao mesmo o afastará da sua maior massa de torcedores, a mesma que socorreu o Santos quando Pelé parou e a imprensa esportiva de São Paulo já apostava que o Alvinegro Praiano voltaria às suas origens humildes.

Modesto Roma - capa da Placar de 5 de marco de 1976

Felizmente, Modesto Roma, o pai, percebeu a armadilha e aprumou o Santos no caminho que o consolidou, mesmo sem Pelé e os ídolos da década de 1960, como um dos maiores e mais populares times de futebol do Brasil. O que se espera agora é que, nesse momento delicado para a vida do clube, seu filho tenha a mesma visão e sabedoria, e saiba aliar as vantagens de ter o clube sediado na tranquila e aprazível cidade de Santos, com a enorme e apaixonada massa de torcedores que conquistou no planalto.

E você, o que acha disso?

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Portugal, que bela zebra, o oxigênio da bola! E Cristiano Ronaldo soterra Messi!

Leia o post original por Milton Neves

messi x cris blog

França, Alemanha, Itália, Espanha, Inglaterra…

Há um mês, nos “pitacos” da imprensa especializada, esses eram os grandes favoritos para o título da Eurocopa.

Raramente alguém citava Portugal.

E, quando citava, completava com um “é, a seleção portuguesa até pode surpreender ou chegar longe no torneio”.

Foi uma belíssima zebra!

E que bom que ela decidiu “atacar” nesta Eurocopa!

Afinal, a zebra é o oxigênio da bola, responsável pela enorme popularidade do futebol no mundo todo.

E vale lembrar que a zebra só “ataca” no mata-mata.

Por isso, insistindo nos pontos corridos em diversos campeonatos, é provável que o esporte bretão se torne tão chato quando o turfe…

Mas e o Cristiano Ronaldo, hein?

Ele pode não ter participado de todo o duelo final, mas, sem dúvidas, foi um dos grandes responsáveis por este inédito título português.

E, com esta taça, querendo ou não, ele se tornou historicamente um jogador mais completo que Messi, seu grande rival.

Afinal, o argentino, que joga ao lado de craques como Agüero e Di Maria, nunca conquistou absolutamente nada com a forte seleção principal de seu País.

E agora, com as conquistas da Euro e da Liga dos Campeões, a Bola de Ouro deste ano certamente irá para as mãos do português.

Ah, e como perguntar não ofende: Cristiano Ronaldo ou Messi, quem você escolheria para o seu time?

Opine?

Quero ver o Brasil jogando com a seriedade e garra de Portugal!

Leia o post original por Nilson Cesar

Parabéns Portugal. Cristiano Ronaldo demonstrando um amor incrível pela sua seleção e comprometimento total. Claro que a França é superior tecnicamente, mas a aplicação e garra demonstrada pelos portugueses foi fantástica. Hoje temos um futebol bem nivelado no planeta e por isso acredito que o Brasil possa voltar a conquistar títulos em breve com o comando do Tite. Tite sabe fazer que o grupo mostre muito comprometimento e aplicação. Qualidade técnica o Brasil tem. Tomara que tenhamos jogadores comprometidos como Portugal, por exemplo. Neymar precisa ter a responsabilidade e seriedade de Cristiano Ronaldo. Torço que o Brasil acorde e possa voltar a nos dar alegrias. Igualdade entre seleções existe. O comprometimento está sim fazendo a diferença.

Vergonha não é chorar…

Leia o post original por Odir Cunha

Campeões também choram. Pela dor de não lutar a batalha final, por se lembrar de tudo o que passaram até alcançar a vitória. Não é vergonha chorar. A vergonha está em não lutar com todas as forças.

Por ser um time de coragem é que o Santos saiu de uma cidade litorânea para conquistar o mundo. E por isso é que a gente sempre deve confiar nele, mesmo quando sabe que a luta será renhida.

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E você, acha que o Santos vai chorar terça-feira?


Conquista heroica de Portugal

Leia o post original por Fernando Sampaio

portugalIncrível a vitória de Portugal.

Heroica.

A França era favorita na final.

Cristiano Ronaldo machucou aos 17 minutos do primeiro tempo.

Éder de Guiné-Bissau decidiu o título na prorrogação.

Roteiro dramático.

A França foi melhor na partida. Não matou, morreu. O time francês começou melhor e aumentou o domínio após a saída de Cristiano Ronaldo. Portugal lutou na defesa e explorou os contra-ataques. No final do segundo tempo o jogo já estava bem mais equilibrado.

Prorrogação dramática.

As equipes estavam cansadas e perderam eficiência na marcação.

Surgiram oportunidades dos dois lados.

Éder estava iluminado. Decidiu a Eurocopa 2016.

A França fez campanha melhor, mostrou mais futebol, mas a fórmula é mata-mata.

Torci pelos franceses, adoro o país, mas a vitória de Portugal foi maravilhosa.

 

A dor de Cristiano e a alegria de Portugal

Leia o post original por Antero Greco

Exatamente 50 anos atrás, o Brasil entrou em campo para enfrentar Portugal, pela Copa do Mundo, em Liverpool. Os lusitanos promoveram uma caçada a Pelé, que deixou o campo machucado, apoiado no massagista Mário Américo, em uma das cenas inesquecíveis do futebol.

Em Saint-Denis, neste domingo, algum velho torcedor português há de ter se lembrado da velha imagem. Só que os franceses precisaram de um golpe apenas para tirar Cristiano Ronaldo de campo. Uma entrada dura de Payet, que dobrou o joelho direito do craque, logo aos 16 minutos.

Cristiano chorou, tentou voltar, teve a perna enfaixada, chorou de novo, mas acabou saindo da partida 3 minutos e 58 segundos depois. Não, sem antes, passar a faixa de capitão ao parceiro Nani.

Desta vez, o time agressor não foi beneficiado: ao fim da prorrogação, Portugal calou a torcida francesa, venceu por 1 a 0 e conquistou o título europeu – proeza inédita.

Se o herói do título não foi Cristiano Ronaldo, houve um responsável pela taça: o goleiro Rui Patrício que, durante, os 90 minutos normais da partida fez pelo menos sete boas defesas. Sim, a França foi melhor, mas seus adversários sempre podiam surpreender nos contra-ataques.

Na prorrogação, a honra de ser o personagem da conquista coube ao atacante Éder: ele disputou cada bola com incrível vontade, enquanto que na defesa o zagueiro Pepe devolvia tudo. E, quando ele não conseguia o objetivo, aparecia Rui Patrício para neutralizar o ataque francês.

Houve um momento em que parecia que a decisão iria para os pênaltis. Mas, aos 4 minutos da segunda etapa do tempo extra, o atacante Éder dominou a bola fora da área e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro Lloris: 1 a 0 para Portugal.

Ao contrário de Pelé, que saiu de campo em Liverpool envolvido em tristeza e numa coberta, Cristiano Ronaldo voltou ao palco, colocou a camisa 7, enrolou-se na bandeira portuguesa e levantou a taça.

O joelho? Com certeza não doía mais.

“Macumba francesa” não funciona e Portugal, sem Cristiano Ronaldo, é campeão da Eurocopa!

Leia o post original por Milton Neves

Portugal

“La Marselleise” é uma coisa espetacular. Um dos hinos mais lindos do mundo, diferente do que foi a arbitragem do inglês Mark Clattenburg.

É que o jogo começou de maneira esplendida, lá e cá, mas com um perigo maior por parte dos franceses e com Rui Patrício fazendo boas defesas pelo lado lusitano.

Até a entrada duríssima de Payet sobre Cristiano Ronaldo, tirando o craque da final.

A França no coice fez hoje com Cristiano Ronaldo, o que os “cavalos” Morais e Batista de Portugal fizeram com Pelé em Liverpool na Copa de 66!

É que nem sequer um “cartãozinho amarelo”, o juiz deu.

As lágrimas que escorreram pelo rosto do “camisa 7″ português, até pareciam litros de água, já que derramavam juntas com a da esperançosa torcida ali presente no Stade de France.

E assim como na primeira etapa, o árbitro insistiu em não amarelar os franceses na troca dos lados.

Ahhh se fosse nas competições sul-americanas…

Porém, mesmo sem seu ídolo máximo, que joga um pouco menos que o eterno Eusébio, Portugal não “afrouxou as rédeas” e se virou como pôde.

Lá atrás, Rui Patrício fez milagres, um gigante no gol contra o poderoso ataque francês que insistiu demais em abrir o marcador, não muito diferente do rival, que soube ser perigoso da mesma forma em doses menores.

Do início ao fim o duelo foi digno de uma final de Eurocopa.

E mais uma vez, tudo foi decidido nos detalhes. Por um capricho a bola de Gignac não entrou aos 46 minutos.

Na prorrogação, quando os pênaltis pareciam certo, Éder recebeu sozinho e sem saber o que fazer com bola, resolveu chutar e arriscou bem, fez o gol do título.

Nem a “macumba francesa” que liquidou os dois Ronaldos em duas decisões em Saint Denis funcionou: Ronaldo Fenômeno em 98 por convulsão e CR7 hoje na “porrada”.

Mas eu bem que avisei, cravei a vitória de Portugal. Mais uma pra conta do “Pai Milton”, que acertou o resultado em outra previsão.

OPINE!!!

HISTÓRIA EM JOGO – Copa-66 – Brasil 1 x 3 Portugal

Leia o post original por Mauro Beting

GOODISON PARK, LIVERPOOL

19 de julho de 1966. 19h30.

Terceiro jogo do Brasil na Copa da Inglaterra. E último.

George McCabe (Inglaterra). Os dois bandeirinhas atuaram invertidos, acompanhando os ataques pela esquerda das duas equipes.

58.479 torcedores


1966. BRASIL 1 X 3 PORTUGAL_COM A BOLA

BRASIL no 4-2-4 usual, e em um 4-4-2 sem a bola, deixando Pelé e Silva na frente; PORTUGAL mais moderno e eficiente no 4-4-2 do brasileiro Otto Glória, com o recuo de José Augusto, que rodava muito, e Simões, mais fixo à esquerda, com Eusébio vindo de trás, e Torres também sabendo sair da área. Um belo time.

 


PRÉ-JOGO – Vicente Feola mudou nove jogadores da derrota por 3 a 1 para a Hungria, que obrigou o Brasil a vencer Portugal, que atuava pelo empate, depois de duas boas vitórias contra húngaros e búlgaros.

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VICENTE FEOLA. Campeão do mundo em 1958, não pôde ser bicampeão por estar doente. Em 1966, não foi feliz na convocação, armação e escalação do Brasil

Toda a zaga foi modificada. No meio-campo volta Denilson para marcar mais que Gerson. No ataque, Jairzinho enfim atua aberto pela direita na posição de Garrincha. Paraná assume a ponta-esquerda. Poupado por lesão na segunda partida, Pelé retoma o lugar que é dele, substituindo Tostão (o melhor brasileiro contra os húngaros). Silva é o centroavante no lugar de Alcindo. Melhor teria sido com Pelé e Tostão (ambos, à época, era pontas-de-lança).

Orlando, titular campeão do mundo em 1958, joga a sua primeira partida. Será o capitão.

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COLUNA e ORLANDO. Capitães trocam flâmulas no estádio do Everton. Depois, as duas seleções trocariam bordoadas em Liverpool

 


MELHORES MOMENTOS DO FILME OFICIAL DA FIFA


 

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Rildo (Botafogo), Manga (Botafogo), Brito (Vasco), Denilson (Fluminense), Orlando (Santos) e Fidélis (Bangu); Mario Américo, Jairzinho (Botafogo), Lima (Santos), Silva (Flamengo), Pelé (Santos) e Paraná (São Paulo). O Brasil que mudou nove jogadores (exceto Lima e Jairzinho) e perdeu do mesmo jeito o terceiro e último jogo da Copa-66.


 

COMEÇA O JOGO

45s – Eusébio bate falta da meia esquerda, Manga dá rebote feio e, depois da quizomba na área, consegue a defesa. O craque de Moçambique já começa assustando. Manga, assustado. Como todo o mexido Brasil. Mas ainda não mudado.

2min – Eusébio livre às costas de Lima bate à esquerda. O volante Denilson não o acompanhou. Brasil marca muito mal. Começa o jogo como acabou contra a Hungria. Pedindo para levar gol.

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MARIO COLUNA. A própria do Benfica e da Seleção de Portugal. Um dos melhores todo-campistas do futebol. Como Eusébio, nasceu em Moçambique. Como ele, morreu em 2014

4min – Outra falta da meia esquerda. Desta vez Eusébio coloca a bola com perigo, por cima da meta. O atacante português se junta a Torres e bota o terror entre os dois zagueiros e os dois meio-campistas brasileiros. José Augusto e Simões começam em linha no 4-4-2 que domina 0 antiquado 4-2-4 brasileiro. O meio-campo é deles. Para não dizer todo o campo.

5min – Brasil só à base da bola longa. O gigantesco Coluna recua para defender e armar na própria área, inicialmente mais à direita. Bandeira do Benfica, é um todo-campista completo. Marca, arma, desarma, ataca. E manda em campo.

6min – Lima lança Pelé que divide com goleiro e nada acontece. Bola longa. É só isso que faz o Brasil que não pode empatar.

8min – Primeira falta em Pelé, no meio-campo. Rei muito discreto. Pouco joga, e pouco pede bola.

9min –Seleção bate mais que Portugal, que marca em cima no 4-4-2 com poucos espaços. Ótimo trabalho do brasileiro Oto Glória.

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OTTO GLÓRIA. Brasileiro, treinou Portugal em 1966, e entre 1982 e 1983.

9min – Segunda falta em Pelé, a primeira mais dura. Coluna entrou por cima da bola. Massagista Mário América atende o Rei. Na cobrança, o fraco goleiro Pereira (não confundir com o benfiquista Costa Pereira – que também não era grande coisa…) fica sobre a linha. Nem um passo à frente!  A bola bate na barreira, sobe muito, e ele a defende sobre a linha. Na corrida, afobado e não muito bem intencionado, Silva vai para cima do goleiro português e o acerta. Pereira simula como se fosse um ataque aéreo. Jogo muito duro e catimbado.

12min – Eusébio avança pela esquerda, Lima chega tarde, e Fidélis não ganha uma pela lateral direita. Paraná dá um pé a Rildo pelo lado esquerdo, e vem sempre buscar a bola na intermediária. Quando ataca, explora a velocidade e o pé direito, que o fazem cortar muitas vezes para dentro de campo.

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O BRASIL de Feola treinando. Ou tentando.

13min – Coluna pega Paraná em cheio. Jogo fica mais duro.

14min. Eusébio de canhota, Manga bem no lance. Jogada muito boa com Simões pelo lado esquerdo. Mesmo com Jairzinho recuando para dar um pé a Fidélis, é pela esquerda que os tugas chegam com cada vez mais perigo.

14min. GOL. 1 A O PORTUGAL. SIMÕES. CABEÇA. Lance pela esquerda, cruzamento de Eusébio da linha de fundo, Manga larga feio, e Simões completa de cabeça. Jogada manjada pela troca incessante de posição entre o ponta-esquerda Simões e o ponta-de-lança Eusébio. Gol merecido pela qualidade e vontade de Portugal, e pela péssima partida do Brasil.

16min – Falta feia de Brito em Eusébio. Muita discussão entre eles. Jogo em ritmo de Libertadores.

17min – Eusébio bate outra falta colocada, que raspa a trave direita.

18min – Saída de bola ridícula de Orlando no pé do atacante rival. Brasil muito nervoso.

18min – Chute fraco de Pelé fica fácil para Pereira.

18min – Sétima chance portuguesa, tiro de Graça da meia direita. Ninguém marca no Brasil.

18min – Oitava chance lusa. Torres, de fora da área. Manga defende. Brasil engolido pelos portugueses.

19min – Jairzinho faz bom lance contra quatro rivais. Mas era ele contra todos. Ninguém de amarelo por perto. Na cobrança de escanteio, ele bate muito mal, curto. Lance bisonho.

22min – Fidélis pisa na bola e quase cai. Não está fácil para ninguém.

24min – Pereira demora para repor a bola e é vaiado. Portugal tira um pouco o pé.

25min – Falta dura de Rildo em Eusébio. E absolutamente desnecessária, na intermediária.

26min. GOL. 2 a O PORTUGAL. EUSÉBIO. Castigo: a falta foi cobrada lá da direita no segundo pau. O galalau do Torres ganhou de cabeça de Brito e tocou para Eusébio subir mais alto que Orlando e vencer Manga, que não saiu do chão, e nem do lugar. Lance em cima de Brito parecido com o que Leivinha superaria o zagueiro que seria tri mundial em 1970 e daria para Ronaldo fazer o gol do título paulista de 1974 para o Palmeiras.

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Eusébio marca de cabeça o segundo gol português, superando Orlando pelo alto, e Manga que não tirou os pés do chão

 

27min – Faixa da torcida brasileira: “85 MILHÕES ESTÃO AQUI”. Seriam cinco milhões a mais em 1970.

27min – Belo lance de Paraná que passou por dois. Mas só ele joga. Ele e Rildo, apesar da falta do segundo gol.

28min – Denilson erra muitos passes na saída de bola. Brasil muito mal. Pelé sumido.

29min – Terceira falta em Pelé.  De fato, a terceira e, em seguida, a quarta. Duas faltas de Morais no mesmo lance. Ele sentiu mais o tornozelo direito de início, mas o problema mesmo foi no joelho. Levou dois minutos para sair de campo erguido por Américo e pelo doutor Hilton Gosling. Deixou o gramado aplaudido timidamente ao sair de campo. Até então, a nota dele era 4. E pelo respeito real a Pelé.

JOGOS DA SELEÇÃO

PELÉ caído, EUSÉBIO em pé. O que foi o jogo. O que seria a Copa de 1966

Seleção passa a atuar no 4-2-3, sem Pelé.

36min – Pelé enfim retorna, com proteção no joelho direito, e puxando a perna.

37min – Jairzinho sozinho apareceu para boa defesa de Pereira. Primeira chance brasileira.

38min – Paraná comete falta dura. Brasil bate tanto quanto eles. Para não dizer mais.

40min – Paraná e Jairzinho mudam de lado. Mas o jogo não muda.

43min – Silva manda por cima. Brasil só manda balão.

45min – Paraná sofre falta feia.

FIM DO PRIMEIRO TEMPO – Ufa.

PLACAR VIRTUAL – Brasil 1 x 9 Portugal.


 

RECOMEÇOU – Pelé mancando, fazendo número (não eram ainda permitidas as alterações nas equipes nas Copas).

1966. BRASIL 1 X 3 PORTUGAL_PELÉ MACHUCADO

BRASIL no 4-2-3, com Pelé mais à esquerda, Silva passando do comando de ataque para a ponta esquerda; Jair assume o comando de ataque e Paraná vira ponta-direita. O múltiplo Lima sai mais para o jogo, pela direita. PORTUGAL mantém o 4-4-2, mas sem a mesma intensidade

6min – Eusébio faz grande lance pela esquerda e Manga defende bem.

COPA DO MUNDO UOL

EUSÉBIO, artilheiro e um dos craques da Copa de 1966. Fisicamente, quem mais se assemelhou a Pelé

9min – Chance brasileira. Jair cabeceia para fora lance pela esquerda.

14min – Melê na área de Portugal, Jairzinho não consegue diminuir. Brasil aperta mais, e vai se virando mesmo sem Pelé 100%, só tocando de canhota. Lima se solta. Portugal não aperta tanto.

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Valeria muito mais Tostão com Pelé na terceira partida brasileira em 1966

16min – Paraná acerta feio duas vezes o adversário. Juizão só conversa.

18min – Eusébio arranca desde o campo de defesa de modo sensacional, passa por quatro e chuta de muito longe. Ele desequilibra o jogo e a Copa.

19min – Paraná fica mesmo pela direita, Jairzinho por dentro, e Silva abre pela esquerda. Muita pancada de lado a lado. Brasil melhor. Joga mais do que fez contra a Hungria. Mas ainda é muito pouco. Quase nada para um bicampeão mundial.

18min – Jair aparece bem pela direita e manda por cima.

24min – Eusébio manda a bomba de muito longe, de falta. A bola raspa o travessão.

26min. GOL. 1 a 2. BRASIL. RILDO. CANHOTA. De fora da área, ele tabela pela esquerda e bate cruzado. Agora vai?

FUTURO SPORT HISTORIA

RILDO. O melhor do BRASIL na derrota para Portugual. Tinha bola para ter sido campeão do mundo em 1970

27min – Como faz no Benfica, José Augusto sai da direita e roda e joga muito. Brasil se amima com o gol, e a torcida, também.

28min – Lima entra feio na dividida. Juiz deixa seguir.

29min – Pelé joga muito bem mesmo só com a canhota.

29min – Eusébio chuta de longe. Portugal volta a apertar e finaliza muito.

31min – Eusébio retoma a bola na lateral esquerda e sai enfileirando brasileiros a dribles. Joga demais.

35min – Pereira quase toma um gol em bola longa de Jairzinho. Ele mais se preocupa em fazer cera que defender as bolas.

40min – Eusébio agora cai pela direita e enfia o sapato. Boa defesa de Manga para escanteio.

40min. 3 a 1 PORTUGAL. GOL. EUSÉBIO. Ele bate escanteio curto para José Augusto cruzar na área, a zaga brasileira afasta pro mesmo lado direito. Ninguém aparece, e Eusébio enche o pé de primeira. Manga nem viu a bola.

41min – Pelé sobe em bola dividida e cai com rival. Portugueses vão para cima do Rei. Mas não houve maldade.

43min – Brasil não joga bem, mas joga mais do que na partida contra a Hungria. Portugal mantém os 100% de aproveitamento na primeira fase.

FIM DE JOGO – Eusébio celebra como se fosse título. Pega a bola e sai correndo em direção ao vestiário, guarda com alguém da comissão técnica, e volta ao gramado para comemorar com atletas e abraçar os atletas brasileiros. Mesmo Pelé, que apanhou muito, cumprimentou vários adversários.

PLACAR VIRTUAL SEGUNDO TEMPO – BRASIL 4 X 4 PORTUGAL


 

PLACAR VIRTUAL FINAL: BRASIL 5 X 13 PORTUGAL


 

 

 

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Fidélis, Zito, Bellini, Gilmar, Orlando e Paulo Henrique; Jairzinho. Gérson, Servílio, Pelé e Amarildo. BRASIL antes da Copa, empate por 1 a 1 em Glasgow, contra a Escócia, em 25 de junho de 1966. Servílio fez o gol. Amarildo acabou cortado. Servílio, o melhor dos amistosos, titular, também foi inexplicavelmente cortado. Zito, mesmo lesionado, ficou no  grupo.

NOTAS DO BRASIL (4)

Manga (NOTA 4) – Falhou feio no primeiro gol, e em outros lances. Nem as boas defesas ajudaram o ótimo goleiro que foi, mas foi infeliz em 1966.

Fidélis (3) – Horroroso no primeiro tempo, marcou melhor Simões na etapa final, quando Portugal tirou o pé.

Brito (5) – Perdeu pelo alto contra Torres e por baixo contra muitos. Melhorou, como todo o Brasil, na segunda etapa.

Orlando (5) – Errou lances fáceis para um dos maiores zagueiros do Brasil.

Rildo (7) – Não apenas pelo gol, mas foi quem se salvou, ainda que tentando marcar José Augusto.

Lima (6) – Deu muito espaço a Eusébio no primeiro tempo, e melhorou quando saiu para o jogo para tentar correr por Pelé.

Denilson (4) – Marcou e passou mal.

Jairzinho (6) – Foi ponta pela direita, foi centroavante, e jogou muito melhor que na primeira partida.

Pelé (5) – Lesionado com meia hora, ganha a nota pelo esforço. Até sair aos pontapés de campo, estava mal tecnicamente, e pouco buscou a bola.

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PELÉ deixa o gramado com o doutor Hilton Gosling. A única Copa que Ele perdeu.

Silva (5) – Como centroavante, na dele, não foi bem. Pela esquerda, na segunda etapa, correu.

Paraná (7) – O melhor do Brasil. Na esquerda e depois na direita. Pela velocidade e vontade.

Vicente Feola (4) – Muito mal na convocação, pior ainda na preparação, e infeliz nas escolhas a cada jogo.


 

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Batista, Graça, Hilário, Vicente, Morais e Pereira; José Augusto, Torres, Eusébio, Coluna e Simões. O Ótimo time que venceu o Brasil e foi terceiro colocado na primeira Copa que disputou

PORTUGAL (8) – Um ótimo time

Pereira (5);

Morais (5), Baptista (6), Vicente (6) e Hilário (6);

José Augusto (8), Graça (6), Coluna (8) e Simões (8);

Torres (7) e Eusébio (9)

Oto Glória (8)


HISTÓRIA EM JOGO é a sessão inspirada por ANDRÉ ROCHA com os arquivos de GUSTAVO ROMAN