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Atlético-GO x Vasco | Pra chegar à liderança

Leia o post original por Bruno Maia

Estadio-Nacional-Garrincha

De volta à Brasília, na mesma situação que estávamos na nossa última partida lá: um time goiano, que não jogava exatamente em casa, mal na tabela, e que nos oferecia a oportunidade de sermos líder caso vencessemos a partida. Da outra vez, perdemos o jogo e a chance. Dali em diante, foi ladeira abaixo, até a saída do G-4 e de Adílson.

Depois das duas últimas vitórias, voltaremos à capital hoje, na mesma situação de quase um mês atrás. Uma vitória nos leva à liderança, que teimosamente ainda não veio nos encontrar neste campeonato. Joel faz bem em repetir um time, seja ele qual for. Entre Pedro Ken e Aranda, óbvio, fico com o primeiro. Na ausência de Kleber, também prefiro Thalles a Edmílson.

Ainda não deu tempo de Joel mexer muito no time. Em breve, vai dar pra afirmar o que representou sua entrada. Mas que a primeira boa mudança venha hoje, levando o Vasco à liderança pela primeira vez.

Vasco x Luverdense | Era Joel

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joel

Já diz o ditado: o pior cego é aquele que não toca sanfona e o que é treinador de futebol. Ai ai… Vamos nós para a “Era Joel”. Espero, desde já, ansiosamente pelo dia em que vou poder escrever isso com o “era” sendo verbo e não como substantivo. Mas por ora, o que temos é que aguentar esse personagem e dar risada. Fui ler para ver como seria o time do “comandante” hoje à noite contra o Luverdense e vi que ele já começa mal. Bonecão de Olinda no gol novamente, enquanto Jordi segue no banco. Ele daria um bom presente a todos os vascaínos se surpreendesse e promovesse a troca de goleiro.

Joel “Só Love” Santana vem cheio de amor e história pra contar, mas ainda sem uma definição clara de meio-campo. Neste momento do campeonato, essa me parece ser a grande incógnita de quem dirige o Vasco. Sim, porque nas laterais, nós meio que já desistimos. Troca uma baranga por outra e as avenidas seguem abertas. O complexo viário cruz-maltino hoje carregará os nomes de “Avenida Lorran” e “Avenida Diego Renan”. A diferença no fluxo delas tem sido a performance do meio-campo. Definitivamente, não sou fã do que o Aranda apresentou em São Januário desde que chegou, mas com ele e Guiñazu, a cobertura dos laterais é um pouco menos precária. Fabrício é um cara de marcação, mas não é tão bom para acompanhar os buracos que nossos laterais costumam deixar.

Ao mesmo tempo, o time precisa de poder de fogo. A articulação para o ataque que Douglas só faz quando lhe convém, numa espécie de Diego Souza versão 2014. Maxí Rodriguez veio com muito mais vontade nas suas últimas aparições, mas ainda carece de regularidade. Ter os dois juntos significa abrir mão de Fabrício ou de um atacante. Acho que Douglas já podia passar umas duas rodadinhas no banco pra ver, tanto se ele acorda um pouco mais, quanto se Maxi consegue roubar de vez a posição. Não vejo como prescindir de Kléber e Thalles na frente.

Do outro lado, novamente, o time de nome estranho, vindo lá do Mato Grosso e com a marca impressionante de ter vencido 100% dos confrontos contra o Vasco no confronto direto entre os dois clubes. Tudo graças aos dois gols ridículos que tomamos no primeiro turno, dos craaaaaaques Reinaldo (!!!) e Misael (!!!!!!!!!!!). Sorte de Papai Joel que os dois estarão fora e também de nós, já que em caso de nova vergonha, precisamos não vamos ter que lidar com tantas exclamações assim.

Vasco x Avaí | Vitória ou 1×1?

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adilson

Mais uma partida em São Januário nesta saga pela segunda divisão. Agora, contra o “poderoso” Avaí. Até aqui, nove jovos com mando de campo vascaíno (alguns fora de S.Januário, é verdade) e o resultado é simples: ou o Vasco vence ou empata de 1×1.

Esse 1×1 em casa é sintomático de uma postura repetida deste time do Adílson: a incapacidade de se impor do tamanho que o Vasco é, sempre com um pé no freio. Desses quatro empates, em três deles o Vasco saiu na frente. Ou seja, saímos na frente, jogando em casa, com adversários visivelmente mais fracos que nós e, no final, não vencemos. Só estes seis pontos já nos colocariam numa situação de ter cinco de vantagem sobre o atual líder, com um jogo a menos. Um cenário muito mais apropriado e real da diferença que separa o Vasco dos demais clubes deste torneio.

Como consequência disso, chegamos a última rodada do turno em condições de sermos os “campeões” dele, mas também com medo de sair do G4. A principal lição que esta primeira metade do campeonato deveria ter deixado para Adílson Batista e para o elenco é de que o Vasco precisa se comportar como Vasco na segunda divisão, ou seja: ter altivez e se impor como maior. Isso não é da boca pra fora, não. Isso tem a ver com a postura em campo, com a busca por mais gols, com o ímpeto de querer golear quando for possível. Nada é bom para o Vasco na segunda divisão. Nada é suficiente. Tem que querer mais em todos os jogos. O receio dos jogadores misturado com a vontade de Adílson de inventar algo novo, de testar seu lado Guardiola-do-pinhão, atrapalha o Vasco e gera mais insegurança nos jogadores. Foi essa insegurança que tomou o empate nesses jogos. A única partida em que o time se portou diferente, venceu o Ceará por 2×0, em São Januário, quando o adversário era o líder da competição.

Hoje diante do Avaí, o time vem todo modificado em função de suspensões. Definitivamente não é a melhor escalação do Vasco e a tendência é vermos uma equipe com ainda menos confiança diante dos catarinenses, que vem subindo na competição. Depois de jogar com Diego Renan, Henrique e Marlon, na ausência deste último, Adílson vem agora com o menino Lorran. Além dele, Aranda e Montoya estarão em campo ao mesmo tempo e desde o início, aumentando minha apreensão. Voltando à pergunta do título do post, infelizmente minha intuição hoje não é de vitória, apesar da esperança ser de que o Vasco do Adílson entenda logo que, na verdade, é o Vasco da Gama.

Náutico x Vasco | É chegar pra não sair!

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treiniPE

Gosto especialmente de Pernambuco. Além de vários grandes amigos naquela terra, lá é o único estado do Brasil que tem um rubro-negro respeitável, campeão brasileiro de 1987, e que nos ofereceu o campo para treinamento ontem. Saudações ao leão. Adoro também jogar contra o Náutico. Gostava mais ainda quando era nos Aflitos, o nome do estádio refletia a cara dos jogadores sempre que viam o Vasco entrar em campo… Os simpáticos adversários, únicos hexacampeões pernambucano, como eles gostam de citar, nunca costumaram nos dar trabalho, nem oferecer resistência. Não importa se é um trem-bala, um expressinho ou um bonde mambembe vascaíno que tá passando, normalmente o Timbu sempre se joga na nossa frente pra ser atropelado sem causar maiores dores de cabeça.

Hoje é dia de visitar nossos grandes amigos e uma leva imensa de vascaínos, no Recife. Nessa caravana rólidei pelo Brasil, o Vasco só é recebido em palco de Copa do Mundo e hoje será assim novamente. Temos a chance de finalmente chegar no G4, diante de um rival que historicamente nunca ofereceu trabalho e que vive uma draga depois de tomar um vareio do rival Santa Cruz. É bater em morto e o Vasco não pode ter pena.

A partida de logo mais foi adiada duas vezes neste campeonato e fez falta para o Vasco. No momento de seu cancelamento, o clube se afastou do G4 e isso abalou emocionalmente o grupo e o torcedor. É justo que cheguemos para este confronto com chance de reestabelecer a ordem das coisas. Provavelmente sem Kléber, mas com a volta de Guiñazu, como escrevi dias atrás, o Vasco não tem condições ainda de prescindir de um volante por um terceiro homem de criação no meio-campo, por mera falta de alternativa de jogo e de regularidade. A experiência diante do ABC mostrou que o capitão argentino segue fundamental ao lado de Fabrício, que por sua vez, consegue criar algumas alternativas.

Se for confirmado, Edmílson voltará a ter uma chance sem a sombra de Thalles, nem de Kléber. Apesar de achar que Thalles é o titular, continuo dando crédito a ele, que de todos os atacantes do elenco atual é o que tem o melhor histórico com a camisa vascaína. Que aproveite os ares pernambucanos para melhorar a disputa por uma vaga no ataque. Kleber ainda não se firmou e não é titular absoluto desta equipe.

A vitória é fundamental. O Vasco não pode desperdiçar a primeira chance concreta que tem de entrar no G4. Não podemos fazer disso uma busca contínua como foi a de sair do Z4 ano passado. Ficamos sempre ali perto de sair, mas nunca saíamos. Deu no que deu. Agora é a vez de inverter a história. Entrar logo na parada, emendar com uma vitória em casa no fim de semana e dar um pouco mais de tranquilidade ao torcedor neste ano tão complicado.

Lucas Crispim e “a boa base”

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crispim

Lucas Crispim vai ter sua chance de afirmação hoje contra o ABC, em Natal. Durante as entrevistas da semana, Adílson valorizou a capacidade do jovem jogador, dizendo que ele teve “uma boa base no Santos” e que já via no horizonte a possibilidade de usá-lo como meia, dados os bons fundamentos e visão de jogo do menino. Que todos já estamos acostumados a ouvir falar dos “meninos da Vila” é fato, mas esse comentário do treinador reforça a noção do trabalho de formação de atletas. Thalles é o titular da posição, veio da base do próprio Vasco e está na seleção. Nos últimos anos, o clube voltou a revelar alguns bons jogadores, que não duraram em São Januário, mas ainda assim não temos a sensação de que o trabalho de formação da base do Vasco seja tão consistente quanto o dos santistas. Talvez pela mídia que Neymar e companhia tiveram – merecidamente – ou ainda pela incapacidade nossa de manter os nossos jogadores mais tempo juntos no profissional a ponto de percebemos uma “geração vascaína”.

Numa rápida comparação entre Thalles e Crispim, vejo jogadores de perfis diferentes. Thalles é mais decisivo, vai mais em direção ao gol, precisa de menos toques na bola. Crispim tem uma condução melhor, abre pelo lado dos campos e também sabe finalizar. O primeiro é mais certeiro, o segundo mais habilidoso. Considerando a presença de Kléber, me parece que Thalles é mais complementar.

Insisto aqui que, em condição de igualdade técnica, quem vem da base do Vasco e tem contrato com o clube deve ter prioridade na escalação. Precisamos valorizar e curtir em campo jogadores com a cara do clube, com identidade. Por isso, acho interessante que Adílson tenha dado prioridade a Thalles nos últimos jogos, apesar do desempenho inconstante. Hoje, com o thallesmã fora de combate, Crispim tapa o buraco. É evidente que o melhor tem que jogar, então se o cara comer a bola, vai ser titular. São dois jovens talentos, com muito potencial, mas que ainda estão rendendo abaixo do que mostram poder. Ambos ainda estão em marcha lenta, tímidos, mas ainda tem a confiança de todos a volta. O que for mais rápido em colocar pra fora tudo que pode, vai se destacar.

Há coisas maiores em jogo

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crispin

Aconteça o que acontecer, 2014 será sempre o ano em que comemos o pão que o diabo amassou na série B pela segunda vez. Isso já é um estrago irremediável. Num momento como esse, a Copa do Brasil é o único torneio nacional no qual poderemos medir força com clubes com um histórico de vitórias semelhante ao nosso. A vitória será importante? Sim. Mas o papel da Copa do Brasil é manter a dignidade do clube no cenário nacional.

O Vasco tem a obrigação de performar bem nesta competição. Independente de o título vir. Em 2011, a conquista foi merecida, bem-vinda, mas acabou como prêmio de consolação em um ano que o time mereceu mais. Este ano, até agora, o Vasco não merece qualquer sorte. Mas futebol não é questão de sorte, então vamos nós.

Pouco (ou nada) me interessa os três confrontos seguidos contra a Ponte Preta. Na Copa do Brasil, O Vasco precisa chegar adiante para medir forças, marcar lugar, diante de grandes clubes. Não podemos passar o ano só enfrentando Luverdenses da vida. Para mim, a dimensão simbólica é muito importante no futebol e o Vasco precisa cuidar disso. O pragmatismo da busca por três pontos cega os jogadores para significados maiores que existem por trás de uma partida. Representar um clube é vestir uma história, é ser mensageiro de uma tradição. É uma série de símbolos e significados que estão representados naquela camisa preta, naquela diagonal branca e, sobretudo, naquela cruz-de-malta.

A percepção de que os jogadores e o técnico se relacionam com essa história faz muita falta nos dias de hoje. Não é só no Vasco, é no futebol brasileiro em geral. Em momentos cinzas como esse, é preciso brio, honra e lucidez para entender que vestir a camisa do Vasco é mais do que ser um atleta profissional que cumpre com o que está descrito em seu contrato.

O Vasco não tem outra opção a não ser passar de fase. Ao elenco, só resta executar essa responsabilidade.

Eleição tem que ser em fim de temporada

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Quando falei que tirar o técnico não adiantaria, a maior parte dos vascaínos que comentam aqui discordaram. A julgar por esse espaço, pode se pensar que a torcida quer a cabeça do Adílson. O que não foi tão bem entendido é que dizer que trocar o técnico não muda nada, não significa nenhum tipo de apoio ao que está aí. Pelo contrário. É uma triste constatação. Vai demitir o cara e vai continuar na merda enquanto o comando não for trocado. É fato: nenhum grande técnico assumirá o Vasco nesse momento. E se assumir, não terá certeza nenhuma de que vai continuar no cargo quando a eleição acabar. Isso é o mais grave. Se nosso problema fosse só trocar de técnico, estava lindo. Mas o caso é muito mais sério.

Nesse sentido, esse intervalo pra Copa nos poupa de perder mais pontos. O ideal era sermos um clube que faz eleição entre uma temporada e outra. Eleição em agosto torna impossível qualquer planejamento sério, profissional. Ainda mais quando o ambiente político e seus interesses se sobressaem à preocupação com o clube. Esta última semana só comprova o que falei, mais do que o técnico, o problema é que ninguém se mexe em São Januário, fora uns empresários que seguem emplacando jogadores que nos constrangem ver chegar.

E assim, vamos nos preparando para enfrentar a Portuguesa amanhã. Esperança de mudanças? Não muitas. Cada dia torço mais para o recesso vir logo e acabar esse processo eleitoral, apesar de temer que o pior venha depois dele.

Trocar o Adílson agora não adiantará

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crédito: Marcelo Sadio (C.R. Vasco da Gama)

A quizumba política que o Vasco vive este ano é o pior inimigo que temos na volta pra série A. Da outra vez que passamos pela segunda divisão, vivíamos um início de mandato, com uma equipe de pessoas que queria fazer dar certo. Se estivéssemos naquela época, tenderia a concordar com quem pede a troca da comissão atual. Porém hoje, o cenário é outro. Estamos no fim da festa, no raspa do tacho da panela velha. Não se vê ânimo de parte alguma. Não há propostas e nem certeza do que será o clube daqui a três meses. Ao contrário do que a maior parte das pessoas que comentam aqui no blog acha, na minha opinião, neste momento político do clube, tirar o Adílson é a pior coisa que pode acontecer. Estamos numa fase em que não há diretoria no Vasco. O problema é esse. O Adílson é o que tem pra agora. É isso aí. A indefinição política do clube é tamanha que é IMPOSSÍVEL um técnico bom assumir agora. Vai entrar rabada. Quem topar, vai ser mais um interesseiro, querendo voltar aos holofotes e aproveitar o Vasco pra catar uns trocados. Ninguém sério assume agora. Adílson vem mal? Sim, não está conseguindo acertar a mão desde a final do Carioca. Infelizmente, trocá-lo é ainda pior. Querer vê-lo fora neste momento é nos cegar para onde está a verdadeira responsabilidade: na falta de rumo que vive o clube.

Depois das duas fracas atuações, é difícil saber o que esperar do time na partida de hoje. O desânimo que toma conta de todo mundo não deveria chegar aos jogadores, mas é pouco provável. De mim, tomou geral. A melhor notícia é que Adílson desistiu da invenção dos três zagueiros e voltou para o que vinha sendo a forma de atuar. Em Bragança Paulista, a presença do Biteco de titular parece que será a única “aposta” desta noite. É válida, já que o cara chegou a pouco tempo e Marquinhos não vem repetindo as boas atuações de suas primeiras entradas no time. O garoto é bom, tem que ser trabalhado com cuidado, mas na comparação, Yago tem jogado melhor e merece seguir.

Hoje é daquelas noites que jogar bem adianta menos do que ganhar. E torcer para setembro chegar logo e a eleição trazer algo de bom…

Entre um selfie e uma entrevista, o Vasco hoje

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Muitas notícias sacudindo o noticiário futebolístico cruz-maltino, no dia em que vamos dar ao Treze o que é de todo alvinegro por direito: a eterna freguesia.

Para começar, não dá pra deixar de comentar a decisão de Felipão de deixar o Mito de fora da Copa para que aprenda que trocar time grande por pequeno tem seus preços. No momento atual, beleza, ele acabou sendo campeão brasileiro enquanto nós fomos rebaixados. Mas em troca, perdeu a Copa do Mundo. Fico triste por ele, como todo vascaíno sou fã do Dedé, mas é o preço, camarada.

Lucas Crispim chegou pra dar alegria ao Instagram vascaíno. Lucas Crispim é o rei do selfie, Lucas Crispim é rock’n roll

Quer dizer, Lucas Crispim é paz-e-amor…

Crédito: Instagram do jogador

Ou melhor, Lucas Crispim é parça (e ex-cunhado!) do Neymar de longa data!! É Tóissss!!

crédito: Instagram do jogador

A parada é saber se Lucas Crispim vai é jogar bola! Bom de redes sociais, ele é. E, de novo, mais um jogador que chega com contrato curto e taxímetro ligado. Vamos ver qual vai ser, mas pro Santos liberar um jogador novo… Humpf, sei não.

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A saída de Bernardo provocou diferentes reações no meu círculo de amigos vascaínos e também nos comentários aqui do site. Particularmente acho que o Vasco não está em momento de prescindir de um jogador como ele que, se não é um gênio, pelo menos já mostrou qualidades com a camisa cruz-maltina que nenhum outro jogador titular conseguiu e, principalmente, tem um espírito de liderança e carisma que tanto falta ao grupo atual. Sangue nos olhos, determinação e brio. Totalmente desregulado e irregular, é verdade. Quando abrimos mão dele na Libertadores de 2012 não achei tão grave, mas agora me parece bem pior.

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Ainda não li a entrevista de Roberto Dinamite para a Placar, mas a julgar pelas aspas que já vi citadas por aí, foi mais um papelão desse senhor que, tal como Pelé, calado era um poeta. “Bobo eu não sou“, teria dito ele. Realmente, ninguém tem a vida política que ele construiu sendo “bobo”. Agora, entre não ser bobo e ter alguma competência, vai uma distância tão grande, mais tão grande, que em seis anos, Dinamite não conseguiu nem começar a percorrer.

Vão passar 50 anos e continuarão dizendo que o Roberto rebaixou o Vasco. Mas será que fui eu mesmo? Futebol é um processo coletivo.” Sim, foi você quem rebaixou em 2013. E junto com Eurico Miranda rebaixou em 2008 – apesar de ter menos culpa na primeira vez. Futebol é um processo coletivo, do qual este senhor era o líder do coletivo. Foi ele quem desconstruiu todo o ambiente criado pelos profissionais que montaram a chapa para elegê-lo e que conseguiram dar uma organizada na casa a partir de 2009, indo até o título da Copa do Brasil. Foi ele quem esvaziou o trabalho deste coletivo que deu título, para enfiar o pé pelas mãos em todas as áreas do clube, colocar uma dezena de amadores em posições estratégicas, por conta de amizades e puxa-saquismos. Transformou o clube num cabide de emprego e o resultado é esse. Vão passar 50 anos e vão continuar dizendo, com razão, que você rebaixou o Vasco e que quando foi para a Portuguesa em 1989, o Vasco voltou a ser campeão brasileiro. Sim, vão dizer. E é verdade. Plantou, colheu.

Uma das conquistas que tive foi recuperar o respeito da instituição Vasco da Gama“. Jura que ele falou isso?! Respeito de quem?! Rebaixamento de valores de cota de TV, patrocínios de marcas incipientes e dependência do apoio do governador para atrair investidores para o clube, jogadores que largam o time quando bem decidem, Celso Barros e Cruzeiro tiram jogadores do Vasco em troca de esmolas, perde-se o maior ídolo do clube em anos numa transação pequena para um clube menor, que com um mínimo de organização, saiu de quase rebaixado em 2011 para campeão brasileiro em 2013. Enquanto isso, o Vasco saiu de quase campeão brasileiro em 2011 para rebaixado em 2013, com requintes de crueldade, com a destruição à imagem do clube numa selvageria em Joinville. O patrocinador dizendo que preferia o Vasco na segunda divisão para aparecer mais e, em seguida, quando o clube é rebaixado, este mesmo patrocinador avisa que está saindo fora, para no momento seguinte, a nossa diretoria em vez de exigir respeito, dizer que vai procurá-los para tentar um acordo. Como assim?! Aonde está o respeito que este senhor fala?! A Federação do Estado dança na cara do Vasco, integrantes de comissões de arbitragem já falaram da falta de força política do clube nos bastidores, o time é prejudicado recorrente e descaradamente por esses mesmos árbitros… E enquanto isso, já tivemos ouvir presidentes de outros clubes se queixarem que marcavam reunião na federação e Roberto deixava todos esperando por duas horas, sem dar satisfação a ninguém e quando chegava agia como se nada tivesse acontecido – prática, esta, useira e vezeira do mandatário cruz-maltino com os mais diversos níveis de profissionais. Respeito dá-se a quem tem, já diria o ditado. E enquanto presidente, Roberto Dinamite não ajudou em nada o Vasco a ter o devido respeito de volta.

Dinamite tem um único mérito, sim. Reabriu o Vasco a todos os vascaínos. Acabou com a noção feudal que Eurico Miranda vinha impondo ao clube, como se fosse dono de uma história centenária e do patrimônio construído ao longo deste tempo. Isso é de extrema importância simbólica e histórica para o clube. Porém, Roberto, o Vasco é tão maior, que isso que você fez era só obrigação. Não é um mérito. O fato é que tanto ele quanto Eurico Miranda foram péssimos presidentes para a história do clube e são diretamente responsáveis por tudo o que vivemos hoje.

O atual presidente do Vasco continua achando que o mundo é o seu círculo de bajuladores, como todo político profissional. Eurico também é assim. E desta forma, nós temos que aproveitar hoje para voltar a São Januário numa competição de primeiro nível, porque no fim de semana os portões já estarão fechados novamente e nosso torneio será a “respeitosa” segunda divisão. E pensar que se hoje já tá ruim, as coisas ainda podem regredir nas próximas eleições.