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E a culpa também é nossa

Leia o post original por Rica Perrone

O campeonato carioca já foi o último que fazia sentido. Quando eram 12 times, 5 jogos, semifinal, final. 6 jogos, semifinal, final.  Era rápido, decisivo o tempo todo, com mata-mata no meio e o charme de se manter ainda uma Guabanara. Aí resolveram que tava muito maneiro e tinham que mexer. Mexeram e, óbvio, pioraram. …

O melancólico fim do Campeonato Carioca

Leia o post original por Rica Perrone

Está cada dia mais claro que o futebol caminha pra uma LIGA entre clubes, o fim dos estaduais e um nacional ano todo, com datas mais razoáveis e espaço para seleções, Copa do Brasil e tudo mais. É o óbvio do planeta: cada vez mais pedindo resultados, lucro e cada dia menos aceitando o jeitinho, […]

Faltou luz? E agora?

Leia o post original por Gaciba

Talvez tenhamos visto um recorde mundial de espera pela luz no estádio do Canindé ontem a noite (11.03.2014) na partida válida pela  13ª rodada do campeonato Paulista entre as equipes da Portuguesa e Bragantino.

Primeiro quem manda! Nestas situações o grande chefe das decisões é o REGULAMENTO DA COMPETIÇÃO! Nele deverá constar claramente o tempo que o árbitro deve esperar para que problemas como falta de luz, mau tempo, falta de garantias ou segurança ou qualquer outro que paralisar a partida seja solucionado.

No campeonato brasileiro, é delegado ao árbitro aguardar 30 minutos para solução destes problemas e mais trinta caso veja que a solução possa ser encontrada. Nem por isso, com 1 hora “cravada” de paralisação o árbitro deverá encerrar o jogo. Acontece, por exemplo de um árbitro ser informado quando já há 40 minutos de paralisação que, em meia hora, no máximo, o problema será solicitado. Então, podemos aguardar mais um pouco por uma questão de bom senso e respeito a espectadores locais ou telespectadores virtuais da partida.

O regulamento geral do campeonato paulista (há um específico que trata de fórmulas, pontuação, critérios de desempate etc.) deste ano, prevê no seu CAPÍTULO V, ARTIGO 26, PARÁGRAFO 3º que:

– O árbitro deverá aguardar por, no mínimo, 30 (trinta) minutos a solução dos problemas que deram origem à paralisação da partida e se tal não acontecer determinará a sua suspensão ou encerramento antecipado.

Ou seja, não há previsto um tempo máximo; o que, na frieza da lei, da direito ao árbitro em esperar o quanto quiser para recomeçar o jogo. Mas, 2 horas e 20 minutos? Nossa! Foi demais!

Fico pensando no torcedor que estava nas arquibancadas, no escuro, aguardando a decisão. Independente da série de acontecimentos; não tenho dúvidas em afirmar que foi tempo demasiado de espera; o que causou uma justificada irritação  de todos envolvidos. Neste caso, o “bom senso” mandaria “bater o martelo” dando um prazo limite para solução do problema bem antes do que foi dado. Duas horas e vinte minutos de espera é realmente um excesso!

Como curiosidade, o regulamento prevê que, nestes casos, o restante da partida deve ser disputada no dia posterior as 15:00 horas com cartões e placar mantidos. Ou seja, hoje (12.03.2014), Portuguesa e Bragantino retornaram a campo e jogaram o segundo tempo partindo do placar de 1×0 para Portuguesa. O jogo foi encerrado com a vitória da Lusa pelo placar de 3×1.

Caso a partida fosse paralisada após os trinta minutos do segundo tempo, o regulamento manda que o placar seja mantido e a partida seja dada como encerrada desde que nenhuma equipe tenha dado motivo a paralisação.

“Apitar é a arte do pensar!” Armando Marques

Genial!

Leia o post original por RicaPerrone

Um leitor me mandou um recado via e-mail ou facebook, não me lembro. Li, dei risada, achei que ele tinha ficado maluco ou interpretado errado.

Ele me dizia, veja você, que nas semifinais do carioca 2014 dois empates classificariam o de melhor campanha no turno.

Ok. Justo.

Mas se cada um vencer uma das partidas do mata-mata pelo mesmo placar (ou seja, empate), o jogo vai pros pênaltis.

Fui conferir. E ele  não entendeu errado.

Em resumo:  A vantagem do empate é sua. Desde que você EMPATE OS DOIS JOGOS! Se nos dois confrontos empatar, pênaltis.

Haja paciência!

abs,
RicaPerrone

Paulistinha esdrúxulo é fruto de preocupação política da FPF

Leia o post original por Perrone

Quanto maior a preocupação dos dirigentes com política, mais sofre a parte técnica das competições. Prova disso é o Campeonato Paulista de 2014, que tem o DNA do animal político Marco Polo Del Nero.

A fórmula esdrúxula em que clubes disputam vagas na segunda fase com times que não enfrentam não teria nascido se ao longo dos anos a Federação Paulista desse menos bola para o voto dos clubes e montasse uma primeira divisão enxuta. Manter a Série A com 20 clubes parece ser bom só para quem quer agradar ao maior número de eleitores possível. Mas despejar um monte de times na segundona poderia alimentar o surgimento de uma oposição forte.

Rebaixar numa canetada uns quatro clubes agora seria injusto e legalmente inviável. Porém, o mal deveria ter sido evitado durante os anos, dando ao campeonato o tamanho que ele necessita.

Os quatro grandes do Estado também têm culpa, pois há muito tempo deveriam brigar por um paulista com uma dúzia de times.

Estrago feito e regulamento assinado, os presidentes de clubes ficam proibidos de reclamarem no calor da disputa de eventuais injustiças provocadas pelo regulamento. Isso vale também para os treinadores. Protestem agora e digam se foram consultados por seus  chefes ou se calem para sempre.

A POLÊMICA DOS GANDULAS

Leia o post original por leonardo.gaciba

 A excelente matéria de Alexandre Oliveira, repórter do Sportv, a respeito da “malandragem” dos gandulas no Morumbi deu o que falar. Vamos deixar claro que isso não é uma exclusividade do São Paulo, na verdade, as táticas envolvendo os gandulas acontecem em praticamente todos os estádios de futebol do Brasil.

Muitas pessoas me escreveram para saber qual era o papel da equipe de arbitragem nessa história.

Caso não tenha visto ainda, veja o vídeo abaixo para saber o que aconteceu.

Vamos a lei do jogo. A regra II (A Bola), na parte de interpretações e diretrizes para árbitros diz que:

– Poderão ser colocadas bolas adicionais ao redor do campo de jogo para uso durante a partida, desde que cumpram as especificações estipuladas na regra 2 e seu uso esteja sob controle do árbitro.

Já no RGC (Regulamento Geral das Competições) da CBF, publicado em 10 de Dezembro de 2010, consta apenas uma citação:

CAPÍTULO II – DAS DISPOSIÇÕES ADMINISTRATIVAS:

ARTIGO 7º – Compete ao clube que tiver o mando de campo:

10. Administrar um quadro de gandulas, os quais deverão ser treinados para  os serviços das partidas, com a exigência de rápida reposição de bola e absoluta neutralidade de comportamento em relação às equipes participantes.

A pergunta que mais ouvi esta semana foi: Na prática, o que acontece? Então vamos matar esta curiosidade da galera.

A equipe de arbitragem chega ao campo, no mínimo, 2 horas antes da partida para a verificação de todas as medidas administrativas para o desenvolvimento do jogo. Aí estão incluídos verificação do campo de jogo, uniformes que serão utilizados, aferição das bolas, assinaturas e entrega de relações e entre tantas outras, o recebimento de uma relação com o nome e o RG de todos os gandulas que trabalharão na partida e de um “responsável” por esta equipe.

Normalmente, antes do jogo, dependendo da característica do árbitro (eu particularmente acho profundamente recomendável) os gandulas se apresentam e recebem as orientações a respeito da conduta dentro da partida.

Orientações são passadas como não jogar a bola contra os atletas e sim colocá-las no chão próximo ao local da cobrança, manter a mesma velocidade independente da equipe que pertencer a reposição ou o placar do jogo e deixar bem claro que qualquer conduta incorreta ele poderá ser substituído, seu nome será citado na súmula e o clube poderá responder na justiça desportiva pela sua má conduta.

O controle durante o jogo fica repartido com toda equipe de arbitragem, especialmente o 4º árbitro que permanece fora do campo de jogo. O número de gandulas varia de acordo com os espaços em volta do campo. Caso ocorra alguma conduta incorreta de algum gandula, este é dispensado e citado na súmula do jogo pelo árbitro.

No caso específico do jogo de domingo o árbitro fez a seguinte citação: “Aos 25 minutos do segundo tempo, fui informado pelo quarto árbitro, Rodrigo G F do Amaral, que o gandula Lucas Bento Felix, estava retendo a bola e consequentemente retardando o reinício do jogo, por este motivo o expulsei”.

A partir daí acaba o trabalho dos árbitros e assume o tribunal. Analisando a súmula o procurador pode denunciar o fato e o clube/gandula vai a julgamento.

A respeito de “bolas extras”, não existe nada deliberado no regulamento da competição, mas um procedimento quase padrão é o oferecimento de 9 bolas para a realização das partidas da série “A” do Brasileirão. Estas bolas são distribuídas da seguinte forma: 2 em cada linha lateral (uma em cada metade), uma atrás de cada trave, uma em jogo e duas reservas junto a mesa do delegado da partida.

É bom lembrarmos a origem da palavra GANDULA:

“É o jovem que busca e devolve a bola ao campo ou à quadra durante a disputa de uma partida. A palavra tem origem no nome do jogador argentino Bernardo José Gandulla, que chegou ao Rio de Janeiro em 1939 para jogar no Vasco da Gama. Rapaz educado, tinha o hábito de buscar a bola fora do campo e devolvê-la, ainda que a reposição favorecesse o adversário. A nobreza do gesto comoveu a torcida e a imprensa, que passaram a homenagear o jogador batizando de gandulas os meninos boleiros.”

Fonte: O pulo do gato – Márcio Cotrim (Texto e imagem retirados do Blog do Cristiano Goes) 

 

 Resumidamente é isso, caso tenha mais alguma curiosidade, escreve aí. Estando ao meu alcance terei o maior prazer de bater um papo com você!