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Após fala de cartola da FPF, dirigentes ‘enterram’ nota de apoio a Del Nero

Leia o post original por Perrone

Durante reunião do Sindicato do Futebol na última segunda, em São Paulo, foi discutida por dirigentes a elaboração de um manifesto de apoio a Marco Polo Del Nero, suspenso pela Fifa. A ideia, porém, foi abandonada após Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, apontar que a iniciativa só serviria para dar mais destaque às acusações contra o dirigente. A interpretação é de que seria um desgaste desnecessário.

Os cartolas acabaram seguindo recomendação de Walter Feldman, secretário-geral da CBF, de darem entrevistas individuais demonstrando apoio e confiança que Del Nero irá reverter a situação.

Por meio do departamento de comunicação da FPF, Bastos negou que tenha sugerido a não realização do manifesto e até que tenha falado sobre o assunto durante a assembleia. Porém, o blog mantém a informação, confirmada por três participantes da reunião.

O cartola de São Paulo é considerado um dos favoritos numa eventual eleição na confederação sem Marco Polo. Porém, os dirigentes ouvidos sobre o episódio disseram que o discurso dele não teve tom eleitoral, mas de preocupação em preservar a imagem do colega. Em nenhum momento, Bastos atacou o presidente punido.

O presidente da CBF foi suspenso preventivamente por 90 dias pela Fifa por conta de denúncias feitas durante o julgamento de José Maria Marin em Nova York. Ele é acusado de receber propinas em negociações de direitos de transmissões de jogos pela TV, mas alega inocência.

Rebeldia

A situação de Marco Polo começou a ser debatida pelo sindicato a partir de críticas à Fifa feitas por Zeca Xaud, longevo presidente da Federação Roraimense. Ele sugeriu que a CBF se rebelasse e não aceitasse a suspensão. Classificou a atitude da entidade internacional como covarde.

Em seguida, José Vanildo da Silva, presidente da federação do Rio Grande do Norte, disse que os representantes das entidades estaduais estavam desinformados e que Feldman seria a melhor pessoa para esclarecer a situação.

Ensaio

O executivo da CBF, preocupado com a chance de jornalistas do lado de fora da sala ouvirem suas palavras por conta de uma porta aberta, tentou falar sem microfone, mas atendeu ao pedido de Mustafá Contursi, presidente do sindicato, para usar o equipamento.

Então, ele disse que Del Nero está tranquilo, confiante de que vai voltar ao cargo e que pediu um discurso de união aos cartolas. Na sequência, Feldman sugeriu que quando fossem abordados pela imprensa os dirigentes demonstrassem confiança em Marco Polo. A maioria abordada pelos jornalistas depois da reunião acatou o conselho.

Procurado pelo blog para falar sobre o episódio, Feldman não respondeu à mensagem de voz deixada em seu celular.

Todos por um

No embalo das palavras do funcionário da CBF, Marquinho Chedid, presidente do Bragantino, sugeriu que o sindicato elaborasse uma nota de apoio a Del Nero com a assinatura dos presentes. Seria uma forma de demonstrar união em torno do dirigente suspenso.

Como presidente da entidade patronal, Mustafá se manifestou. Disse apoiar Marco Polo, mas ter dúvidas sobre se o momento era adequado. O palmeirense passou a bola para o presidente da Federação Paulista, que também é representante brasileiro na Conmebol.

Bastos explicou que não acatar a decisão da Fifa seria inviável por trazer consequências drásticas. Ele também indicou não existir um movimento político na cúpula da federação internacional para derrubar Del Nero. O cartola ainda citou Mauro Carmélio, presidente da Federação Cearense de Futebol, que teria dito ser este um momento de silêncio.

Bastos argumentou que uma manifestação formal e coletiva dos dirigentes representaria oportunidade para a imprensa voltar a falar sobre as acusações contra Del Nero. Ou seja, a ação para mostrar apoio seria desastrosa por deixar de novo nos holofotes as suspeitas contra o presidente da CBF.

Ele também sustentou que a melhor postura, como havia sugerido Feldman, era a defesa individual feita pelos representantes das federações sempre que indagados sobre o tema.

Pouco depois, cartolas davam entrevistas esbanjando confiança e solidariedade a Del Nero, apesar de enterrarem a ideia de um manifesto de apoio coletivo.

Os pontos fortes e fracos dos cotados para eleição na CBF

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,A suspensão de 90 dias aplicada pela Fifa a Marco Polo Del Nero instalou um clima eleitoral na CBF. São vários os nomes cotados para o cargo, caso o atual presidente seja punido definitivamente por um tempo maior. Ele preparava sua candidatura para mais um mandato e era favorito. Mas, se ficar impedido de participar do pleito, o cenário é incerto. Pelo menos cinco nomes já despontaram para o caso de o cartola que nega as acusações de recebimento de propina ficar fora do jogo. No entanto, só Romário declarou ser candidato.

Pelo estatuto da confederação, o vice-presidente mais velho, atualmente o coronel Nunes, assume e completa o mandato em caso de afastamento definitivo de Marco Polo. A eleição pode ser marcada a partir de abril do ano que vem, um ano antes do final da atual gestão. Votam presidentes de federações (com peso 3) e de clubes da Série A (peso 2) e Série B (peso 1).

Abaixo veja os nomes cotados para a sucessão de Del Nero, caso ele não possa se candidatar, seus trunfos e pontos vulneráveis.

Rogério Caboclo, diretor-executivo da CBF

Ponto forte – Pupilo de Marco Polo Del Nero, segue poderoso na confederação mesmo com o interino coronel Nunes no comando. Assim poder fazer polí­tica com medidas que agradem aos presidentes de federações e clubes. Um exemplo foi dado antes de Del Nero ser suspenso. O mandatário da CBF disse aos dirigentes das entidades estaduais que levaria todos para a Copa da Rússia e que a iniciativa era de Caboclo.

Ponto fraco – A rejeição de presidentes de federações que sempre contestaram seu excesso de poder na CBF. Os que não querem mais Marco Polo dando as cartas no futebol nacional já minam a eventual candidatura do diretor alegando que com ele o presidente suspenso continuaria mandando. Cartolas das entidades estaduais também afirmam que por nunca ter presidido um clube ou uma federação ele não tem perfil para o cargo. Os crí­ticos o enxergam como um especialista apenas na área financeira.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista

Ponto forte – Com o isolamento de Del Nero ganhou trânsito na Conmebol e passou a ser o porta-voz de clubes brasileiros na entidade sul-americana. Assim se aproximou dos presidentes dos principais times dos país. Também transita com desenvoltura entre os cartolas de clubes da Série B por cuidar da competição na CBF.

Ponto fraco – O principal é a rejeição a seu nome para a presidência na próxima eleição por Del Nero, apesar do espaço dado a ele na CBF pelo dirigente suspenso. Outro problema é o entendimento de cartolas de outros Estados de que chegou a hora de o poder na CBF sair das mãos dos paulistas. Também deve sofrer graças a antigas rixas com dirigentes resultantes de seu longo tempo no futebol.

Romário, senador

Ponto forte – Apoio popular.

Ponto fraco – Rejeição de dirigentes por não ser um deles. Além disso, para parte dos eleitores o ex-atacante é visto como inimigo dos cartolas brasileiro.

Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo

Ponto forte – Bom relacionamento com a maioria dos dirigentes dos principais clubes do país. É descrito por colegas com um cartola que traz ideias frescas para o meio.

Ponto fraco – Já é atacado por dirigentes de federações por nunca ter comandado uma entidade estadual e por ter uma carreira considerada por eles curta no futebol.

Ednaldo Rodrigues, presidene da Federação Baiana

Ponto forte – Boa articulação entre os presidentes de federações e apoio significativo das entidades do nordeste, que formam um numeroso bloco no colégio eleitoral.

Ponto fraco –  Pouca penetração entre cartolas de clubes do Sudeste.

Após suspensão de Del Nero, cartolas nordestinos se articulam por sucessão

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Os 90 dias de suspensão aplicados pela Fifa a Marco Polo Del Nero deram início a um movimento de fortalecimento de federações nordestinas na eventual breve sucessão do dirigente.

O primeiro passo do grupo, com a ajuda de Estados de outras regiões, é tentar neutralizar Rogério Caboclo, pupilo do presidente suspenso, já visando a próxima eleição na entidade. Atual diretor-executivo, ele é tido como o preferido de Del Nero para herdar seu cargo, caso o atual mandatário seja punido de maneira mais dura pela federação internacional.

Caboclo é também apontado como quem comandará a confederação durante a suspensão sob as ordens de Del Nero. Isso apesar de o coronel Nunes, vice-presidente mais velho, assumir o posto oficialmente.

Numa segunda etapa, o plano é lançar um candidato nordestino para a sucessão. Ednaldo Rodrigues, presidente da federação baiana, é o mais cotado. O estatuto da CBF diz que o vice mais idoso completará o mandato em caso de vacância do cargo. A próxima eleição pode ser marcada a partir de abril de 2018, um ano antes do final da atual gestão.

Os entusiastas do fortalecimento nordestino afirmam que a região, por ser numerosa, merece aumentar seu espaço no cenário nacional. E que, desde a saída de Ricardo Teixeira, a confederação teria se transformado em território absoluto de cartolas paulistas.

Até agora, o nome mais forte numa eventual disputa sem Del Nero é justamente o presidente da Federação Paulista, Reinaldo Carneiro Bastos. Lançar uma candidatura nordestina seria a chance de tentar impedir a continuidade do domínio de dirigentes de São Paulo.

Mas Del Nero ainda está no jogo e tem importantes aliados nordestinos. Um deles é Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana. Logo depois de a suspensão ser anunciada. na semana passada, ele divulgou nota de apoio a Del Nero no site de sua entidade. Nela afirmou que nenhum movimento contrário ao mandatário da CBF deverá acontecer. Naquele momento, no entanto, dirigentes nordestinos e de outras regiões já se articulavam.

Outro forte aliado de Marco Polo é Fernando Sarney, do Maranhão e um dos vices da CBF. A entidade tem mais um vice nordestino, Gustavo Feijó, de Alagoas e que mantém relação de altos e baixos com o presidente.

A maioria dos cartolas do país considera as vice-presidências apenas decorativas.

Del Nero foi suspenso e é investigado pela comissão de ética da Fifa por ser acusado de receber propinas na venda de direitos de transmissão de jogos para emissoras de televisão. As denúncias mais recentes foram feitas durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. O presidente da CBF nega ter cometido irregularidades.

Suspensão gera movimento contra pupilo de Del Nero em sucessão na CBF

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Os 90 dias de suspensão aplicados pela Fifa a Marco Polo Del Nero ativaram o “modo eleição” na entidade. Dirigentes de federações discutiram por telefone nesta sexta (15) a sucessão na confederação. Um grupo que diz ser a maioria entre as entidades estaduais se posicionou contra uma eventual candidatura de Rogério Caboclo, diretor-executivo da confederação. Ele é tido como o escolhido pelo presidente suspenso para ser seu sucessor caso a punição evolua para uma exclusão definitiva.

Essa ala planeja se articular para impedir que Del Nero consiga impor o nome de seu pupilo. Porém, líderes do grupo não querem ter seus nomes divulgados agora. Alegam questões estratégicas para o sigilo.

A rejeição a Caboclo é justificada pelo fato de ele nunca ter comandado uma entidade estadual. Ou seja, não fez carreira como presidente de federação. O homem de confiança de Del Nero começou no São Paulo, assumiu as finanças da Federação Paulista e foi para a CBF com o chefe.

Entre os que não querem Caboclo no comando há quem prometa indagar Del Nero sobre quem de fato vai comandar a confederação: o executivo ou o coronel Nunes. Pelo estatuto, Nunes assume a presidência interina por ser o vice mais velho. Ele ficará com a cadeira presidencial até o fim do mandato se o atual presidente for banido pela Fifa em decisão definitiva.

A próxima eleição pode ser marcada a partir de abril de 2018, um ano antes do final da atual gestão.

Em recente reunião com representantes das federações, Del Nero atribuiu a Caboclo a ideia de convidar todos os presidentes de federações, em nome e na conta da CBF, para viajar para a Rússia a fim de acompanhar a Copa de 2018. O gesto foi interpretado como novo indício de que o executivo está sendo preparado para suceder o atual mandatário. Publicamente, até agora, Marco Polo não se manifestou sobre sucessão. Antes da punição provisória, a aposta da maioria dos dirigentes era de que ele tentaria a reeleição.

Ainda não há um consenso entre os que rejeitam Caboclo sobre um eventual candidato. Mas Reinaldo Carneiro  Bastos, presidente da Federação Paulista, é um nome forte.

Del Nero foi punido preventivamente por causa das denúncias feitas por testemunhas no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas. Ele é acusado de receber propinas em vendas de direitos de transmissão de jogos. O dirigente nega ter cometido irregularidades.

 

Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF

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Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Promotor dá prazo para FPF implementar identificação biométrica em estádios

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O promotor Marcelo Camargo Milani (Patrimônio Público e Social) enviou na última sexta-feira (12) recomendação administrativa para o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, no sentido de que em até 30 dias a entidade elabore um projeto e que em 90 dias comece a implementar sistema de identificação biométrica nos estádios do Estado.

Caso a recomendação não seja atendida, o Ministério Público vai entrar com uma ação na Justiça pedindo a destituição de Reinaldo sob a alegação de ferir o estatuto do torcedor. No documento, Milani lembra ser a prevenção da violência relacionada a esportes responsabilidade de federações, poder público e clubes e que o descumprimento das regras pode “ensejar como sanção até mesmo a destituição de seu dirigentes”.

“Ele (Reinaldo) vai ser obrigado a cumprir (as medidas propostas). Pelo bem ou nas barras do tribunal”, declarou o promotor ao blog.

 Procurado, o departamento de comunicação da FPF afirmou que ainda não tinha recebido a recomendação do promotor.

Milani pede que instalação do sistema de identificação digital comece pelos estádios de Corinthians, Palmeiras, Portuguesa, Santos e São Paulo. Também pede que a FPF estude com a prefeitura como implementar o método no Pacaembu. A entidade deve ainda estabelecer prazos com os demais clubes do Estado a fim de que todos os estádios tenham o sistema.

O promotor recomenda que seja feito o cadastramento dos torcedores que estão proibidos de assistir aos jogos. A despesa seria menor do que no caso de coletar dados de todos os frequentadores de estádios. Ele pede um sistema ágil, que evite tumultos nas entradas dos jogos.

Milani também recomendou que em 30 dias sejam instaladas nos mesmos estádios câmeras junto às catracas e sistema de arquivamento de imagens.

As medidas são resultado de inquérito que tem como objetivo apurar atos de violência praticados por torcedores e eventual omissão por parte de organizadores e da Secretaria de Segurança Pública.

O promotor afirma que “ao longo do presente inquérito civil foi apurado que não constam na referida lista nomes de torcedores envolvidos em casos de violência nos estádios – muitas vezes torcedores que até foram presos”. A falha, segundo ele, fere o estatuto do torcedor.

Uma recomendação administrativa também foi enviada no mesmo dia para o comando da Polícia Militar de São Paulo. Nela o promotor pediu que em 30 dias seja elaborado um plano abrangente e detalhado com o intuito de coibir a violência entre torcedores. Até a publicação deste post, a assessoria de imprensa da PM não respondeu ao questionamento do blog sobre o assunto.

Briga no Uruguai testa presidente da FPF como defensor de clubes paulistas

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A briga entre jogadores e torcedores de Palmeiras e Peñarol no Uruguai se transformou em teste de confiança de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol, junto aos clubes paulistas.

Ele é membro do conselho da Conmebol e ganhou espaço na entidade desde que Marco Polo Del Nero deixou de viajar em decorrência de investigação feita pelo FBI sobre corrupção no futebol.

Reinaldo se “vendeu” para os cartolas de São Paulo como seu legítimo representante na confederação sul-americana. Por pelo menos duas vezes, Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos deixaram de se unir a movimento de outros clubes contra Conmebol, numa oportunidade, e CBF, em outra, para deixar suas solicitações nas mãos do dirigente.

O conselho do qual o presidente da FPF faz parte tem entre suas funções adotar medidas disciplinares contra  jogadores e técnicos que violem regulamentos do torneio. Porém, os julgamentos de Felipe Melo e de outros envolvidos na confusão estão a cargo do tribunal disciplinar, presidido pelo brasileiro Caio Cesar Vieira Rocha.

Em tese, as decisões do tribunal são técnicas e não políticas. Mas, Reinaldo pode fazer os argumentos palmeirenses serem ouvidos com atenção pela entidade, uma vez que se ofereceu como porta-voz dos clubes paulistas na confederação.

Apesar do caráter técnico do julgamento, tradicionalmente questões desse porte na Conmebol são acompanhadas de cuidados nos bastidores. Mauricio Galiotte, presidente palmeirense em início de mandato, naturalmente, não conhece os caminhos na confederação, o que aumenta a importância de Reinaldo para o Palmeiras. Será a prova de fogo para o voto de confiança pedido pelo presidente da FPF aos clubes em termos sul-americanos.

Opinião: ajuda ao São Paulo e golpe em clubes mostram cartolas mais ousados

Leia o post original por Perrone

Passado o susto da operação do FBI que atingiu duramente Fifa e CBF, além de outras confederações, os cartolas brasileiros demonstram estar mais ousados após um período de timidez.

Marco Polo Del Nero, presidente da CBF, e Reinaldo Carneiro Bastos, comandante da Federação Paulista, são provas disso.

Del Nero deu uma banana para os clubes, descumpriu a promessa de ampliar a participação deles na confederação, feita quando estava mais acuado pela caçada do FBI a dirigentes. Fez uma reunião sem chamar as agremiações e aumentou o peso dos votos das federações, mantendo o poder na mão delas.

 Agora, o cartola vê o Ministério Público ser acionado pelo deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ), que tenta anular a assembleia responsável por dar peso três aos votos das entidades estaduais, dois aos dos clubes da Série A e um aos da série B na eleição da CBF. Antes só votavam membros da Série A e federações com o mesmo peso, mas a nova legislação obrigou a entrada dos integrantes da segunda divisão no colégio eleitoral, que diminuiria a força das instituições estaduais. Relator do Profut, o parlamentar alega que a não convocação dos representantes dos times para a reunião é ilegal.

Parecendo querer competir com o colega, Reinaldo roubou os holofotes ao permitir dois jogos do São Paulo como mandante no Morumbi diante do Linense pelas quartas de final do Campeonato Paulista. É claro o desrespeito ao equilíbrio da competição e o favorecimento ao clube do Morumbi, apesar de o time do interior ter feito questão de jogar duas vezes como visitante alegando não ter estrutura para receber a partida e estar de olho numa arrecadação maior. O mais deprimente nesse caso é a reação favorável de  parcela da torcida são-paulina. Exemplo do condenável sentimento de que “a meu favor tudo vale”.

Com a afronta à lisura do certame, o presidente da FPF joga na lata do lixo sua tentativa de se vender como um cartola reciclado. Após anos como vice de Del Nero, ele assumiu a entidade promovendo mudanças, contratando profissionais que teriam a missão de modernizar a federação. Fez um esforço para tentar convencer a todos de que não era mais um dinossauro engravatado no futebol brasileiro. Porém, na canetada benéfica ao São Paulo, Reinaldo destroçou a campanha por uma imagem diferenciada. Comprovou ser mais do mesmo e que a FPF ainda exala um cheiro de embrulhar o estômago.

O golpe duplo no fio de esperança de novos tempos no futebol brasileiro indica que, apesar do FBI, tudo continuará igual. Se no campo as coisas forem bem, caso da seleção de Tite, a cartolagem age como se ninguém enxergasse suas atitudes retrógradas e antiéticas. Sempre foi assim e não há tira que dê jeito.

Novas vagas brasileiras na Libertadores fazem fama de presidente da FPF

Leia o post original por Perrone

Para parte dos cartolas de clubes brasileiros, o fato de o Brasil ter conseguido duas novas vagas com o aumento de times na Libertadores é fruto do trabalho de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol). O dirigente é o responsável por negociar reivindicações de equipes paulistas junto a Conmebol.

Dois presidentes de agremiações, uma de São Paulo e outra do Rio, falaram ao blog, sem gravar entrevista, que estão convencidos de que Reinaldo tem influência na entidade sul-americana. Ter prestígio na Conmebol, em tese, fortalece o presidente da FPF numa eventual disputa pela presidência da CBF. Embora não tenha admitido que será candidato, ele é apontado por cartolas como provável postulante. O mandato de Marco Polo Del Nero vai até 2019.

Porém, a tese de que foi ele o principal responsável pelo fato de o Brasil agora ter sete vagas no torneio continental não é unanime. Diretor de primeiro escalão de um clube paulista que conversou com o blog sob a condição de não ser identificado contestou essa afirmação alegando que o resultado é consequência da pressão dos times brasileiros e do receio da Conmebol de ver decolar a Liga Sul-Americana.

Procurada, a assessoria de imprensa da FPF confirmou que Reinaldo é o responsável por levar as reivindicações dos times paulistas para a Conmebol, mas afirmou que todas as mudanças no torneio, incluindo concessão de duas novas vagas na Libertadores do Brasil, foram tomadas de acordo com estudo feito por auditoria contratada para analisar alterações na competição.

Os times paulistas deixaram o projeto da Liga Sul-Americana após Reinaldo prometer ser a voz deles na Conmebol.

Além de mais vagas, os brasileiros, como outros times do continente, pedem maior remuneração pelos direitos de TV do campeonato, mais participação nas receitas de marketing e acesso a todos os contratos.

Por que o maior medo dos santistas é a arbitragem

Leia o post original por Odir Cunha


Marcelo Rogério e Valdívia, ambos do time da Crefisa, durante jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Sinto que muitos santistas ficaram bem desconfiados depois do primeiro jogo da decisão, no estádio palmeirense. A arbitragem de Vinicius Furlan, extremamente danosa ao Santos, foi decisiva para a vitória do time da casa e aumentou o temor de que as coisas já estejam encaminhadas neste Paulistão.

Por tudo que se ouve e se lê, parece que os “astros” estão convergindo para tirar o Palmeiras de uma fila sem títulos. Do site Yahoo Esportes leio a seguinte frase de um artigo do colunista Jorge Nicola: “O mais curioso é que nenhum outro clube tem tão boa relação com a cúpula da FPF quanto o Palmeiras. A sintonia tem a ver com a amizade entre Nobre e Marco Polo Del Nero… Del Nero votou em Nobre nas últimas duas eleições presidenciais do Verdão. Sucessor de Del Nero na Federação, Reinaldo Carneiro Bastos também é alinhado ao Palmeiras…).

Então, temos uma Federação simpática ao Palmeiras? Isso não é novidade, já que se chegou ao cúmulo de o clube da Água Branca e a equipe de árbitros estampar no uniforme o mesmo patrocínio da Crefisa. Imagine o Museu Pelé com seu nome nas camisas do trio de arbitragem e o Santos, com o mesmo patrocínio, decidindo o título em casa, ao lado do Museu do Rei do Futebol… Seria uma falta de ética incrível, não é mesmo? Pois é o que está havendo, só que do outro lado.

O que posso dizer, sem tirar os méritos do Palmeiras, é que o alviverde realmente tem tido, digamos, muita sorte com as arbitragens, que têm errado em lances capitais a seu favor. Na partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelas quartas-de-final, já se anulou equivocadamente o gol do time do Interior, que terminaria o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0.

Sei que alguns árbitros, como Sálvio Spínola, mais um que veio do futebol para virar jornalista esportivo, dizem que houve falta em Fernando Prass, porque ele já estava com a bola dominada naquele gol do Botafogo. Mas não mesmo. Quantas vezes você já não viu, querido leitor e leitora, um goleiro fazer uma ponte, dominar a bola com categoria, e soltá-la ao cair ao gramado? Pois a defesa só está completa quando o lance termina e o goleiro tem a bola totalmente dominada.

Naquela jogada da partida do Botafogo, ato contínuo ao pegar a bola, Prass se chocou contra o jogador adversário e a soltou, propiciando o gol contra sua equipe. Em nenhum país do primeiro mundo do futebol seria marcada falta naquele lance.

Dois pesos e duas medidas

Vamos, agora, ao jogo deste domingo, em que Vinicius Furlan aplicou dois pesos e duas medidas em várias jogadas, invariavelmente beneficiando o time patrocinado pela mesma empresa que patrocina o departamento de árbitros da Federação Paulista de Futebol. Logo no início, causou espécie a inversão de dois laterais, um deles contrariando a sinalização do bandeirinha, que confirmava o arremesso para o Santos.

Cobrado rapidamente, quando os jogadores do Santos já tomavam posição de ataque, o lateral pegou a defesa santista desprotegida e quase provoca um lance de gol para o Palmeiras. Depois, houve o impedimento mal marcado de Geuvânio, que teria a oportunidade de penetrar pela esquerda, levando perigo à meta palmeirense.

Isso tudo logo nos primeiros minutos, enervando os jogadores do Santos e criando um clima de insegurança na equipe. Pois, experientes que são, jogadores profissionais de futebol sabem que no dia em que a arbitragem está errando muito para o adversário, tudo fica muiiito mais difícil.

Então, aos 29 minutos de um jogo equilibrado e até certo ponto amarrado, em que o Palmeiras não tinha dado um único chute ao gol, veio o lance que abriu o marcador. Já falei sobre ele e volto a repetir: um jogador que recebe a bola naquelas circunstâncias e faz um corta-luz que engana o defensor e favorece a penetração de seu companheiro, obviamente influiu na jogada e, como estava em impedimento, a jogada deveria ter sido imediatamente paralisada pelo bandeirinha – que, diga-se de passagem, estava a dois metros dela.

Depois, em outro lance decisivo, tivemos a marcação do pênalti e a expulsão do zagueiro do Santos, Paulo Ricardo. Nessa hora, todos nós sabemos que a marcação depende dos humores do árbitro. Se ele quiser, marca quando a falta começou, bem fora da área; se também quiser, dá o cartão amarelo. Mas, se preferir, dá pênalti e expulsa o defensor, usando da maior severidade que a regra lhe confere. Okay. Vamos aceitar que tenha agido corretamente neste caso.

Porém, se a intenção do árbitro era seguir a regra à risca, deveria, no mínimo, ter aplicado o cartão amarelo, por simulação, ao jogador palmeirense que deu um salto acrobático quando foi marcado por Geuvânio na área santista. Você já viu um jogador ser calçado e, ao invés de cair ao chão, voar pelos ares? Pois foi exatamente isso que o palmeirense fez, tentando forçar um pênalti no qual nem foi tocado, jogando o estádio lotado contra a arbitragem.

Aliás, vendo e ouvindo as reclamações de alguns palmeirenses da mídia, fico aqui pensando quantos gols irregulares, quantos pênaltis e quantas expulsões de santistas eles ainda queriam para achar que a arbitragem de Vinicius Furlan foi boa para eles?

Enfim, como todo santista, eu só quero que a arbitragem na Vila Belmiro seja justa, imparcial, e que ganhe o melhor time. E, é claro, que o título fique com a melhor equipe ao longo de todo o campeonato. E quero também que o Santos entre em campo com o mesmo espírito que o levou ao título brasileiro de 2004: que às vezes é preciso marcar dois gols para valer um.

Vladimir

Contra o Palmeiras, por duas vezes Vladimir foi abalroado por jogadores adversários ao interceptar um cruzamento. Esta foi uma delas. Em nenhuma das oportunidades foi marcada falta no goleiro santista. Fernando Prass já teve mais sorte contra o Botafogo de Ribeirão Preto (Ivan Storti/ Santos FC).

E você, acha que o santista tem motivos para temer a arbitragem na Vila?