Arquivo da categoria: Renato Gaúcho

Luan e Geromel precisam ir à Copa

Leia o post original por Rica Perrone

Eu nem acho o Thiago Silva tão fundamental assim. Aliás, a história prova ano após ano que sua apurada técnica não basta para ser o que ele almeja.

Acho que ele é melhor que o Geromel se você der a mesma bola na altura do joelho para ambos. O Thiago vai dominar melhor, sim.

Se der a bola nos pés de um rival frente a frente, na velocidade, possivelmente o Thiago roube a bola antes do Geromel.

Mas se você for jogar uma grande partida, fora de casa ou contra um time muito forte, eu também não tenho a menor dúvida em quem confiar mais.

Luan é a mesma coisa. Não deve jogar mais que o Jesus, Coutinho, Firmino, talvez.  Mas se você precisar jogar contra o Boca em Buenos Aires, desses todos o único que vai entrar na área dos caras andando e dar um tapa por cima é o gremista.

“Bandido”.

Não o que comete crimes. O que não tem medo de cara feia. O que adora o desafio. O sujeito que quanto pior, melhor.

Copa do Mundo são 7 jogos, 3 pedreiras, sem jogo de volta. É matar ou morrer. E toda vez que ganhamos isso tivemos em campo ou ao menos no grupo diversos jogadores que se divertiam com o pânico.

Não me interessa quem vai sair. Me interessa saber que teremos na defesa e no ataque os jogadores mais decisivos possível. E que eles não gostem tanto de brilhar no domingo a tarde.

Craque brilha na quarta-feira.

abs,
RicaPerrone

Entre a lenda e o homem

Leia o post original por Rica Perrone

Nada muda o tamanho de Renato na história do Grêmio.  Sua decisão de renovar ou não no Grêmio não deve ser só financeira. Ali há mais do que uma escolha por salários, e qualquer final dessa negociação deve ser respeitado.

Imagine você que o herói do clube volta lá com 15 anos sem títulos e lhes devolve a América.  Imagine agora se ele sai e é ovacionado num aeroporto em Porto Alegre pela sua gente. E então a história acaba ali, com Renato virando uma lenda sem igual.

Ou ele renova. Corre o risco de ser bi, quem sabe? Mas corre também o risco de ter crise, vaias, demissão, aquelas coisas que todo ser humano no cargo sofre.  Mas que como “lenda” ele não sofreria mais.

O que quer Renato? Ser Portaluppi, do Grêmio, apto a ser vaiado e exaltado, ou ser a lenda maior do clube sem espaço para o lado ruim?

É perto da filha, que claramente é sua paixão, no Rio de Janeiro, que é “seu lugar” que ele quer ficar ou no aeroporto toda semana em busca de uma praia? Renato não é gaúcho. Só nasceu no sul.   As suas escolhas sempre foram de muita personalidade, inclusive as de nem trabalhar quando não está afim de mudar de cidade mesmo com boas ofertas.

Não tem nessa discussão um valor na mesa e nada mais. Tem muito mais do que isso. E acho que seja qual for a decisão do Renato, ele deve se apresentar no Grêmio ou se despedir no aeroporto sob aplausos de muita gente.

Ah! Se eu fosse o Renato? Sairia. O que ele acaba de fazer no Grêmio nem Pelé no Santos, nem Zico no Flamengo. Renato se tornou o maior ídolo de um clube no país.

Santo não reza missa domingo. Quem faz isso é padre, até o Papa. Mas santo não.

Renato virou santo no Grêmio.  Sua saída agora seria apoteótica.  E por mais que o gremista odeie pensar nisso, ele sabe que tenho razão.

Abs,
RicaPerrone

Sim, é possível discutir

Leia o post original por Rica Perrone

Vou comparar com algo mais simples e próximo: Quem foi melhor, Raí ou Socrates?

Qualquer pessoa que viu os dois, o que exclui por completo essa geração de fãs de esporte que são 90% da web e portanto distorcem qualquer pesquisa virtual a respeito, dirá que o Socrates era mais talentoso, o Raí mais jogador.

E então a pergunta se torna interpretativa. Afinal, pra você, o que é ser melhor? Dirão que preferem ter os títulos do Raí. Mas a pergunta não é o que você prefere ter. É quem foi melhor.   Ser melhor é brilhar mais individualmente num esporte coletivo ou ser parte de um coletivo vencedor?

Todas as idéias sobre são válidas, porque não se trata de uma ciência exata. Apenas de uma pergunta de bar, divertida, sem consequências, logo, banal.

O que o Renato talvez tenha dito é que se você jogar uma bola no peito dos dois, na melhor fase, o Renato dominaria mais fácil. E concordamos. O Renato tinha mais talento NATURAL que o Cristiano.  O que não quer dizer tudo, já que o Messi também tem e com treino o Cristiano se igualou a ele.

Números no futebol são biquini. Mostram tudo menos o que interessa. Logo, foda-se quantas bolas de prata ganhou um, quantas bolas de ouro ganhou outro. Estamos falando de uma década onde ser o melhor do Brasil era consideravelmente superior a ser o melhor da Europa.

Porque hoje alguém discute “ele não deu certo na Europa”  sobre o Renato?  Seria como dizer que o Van Basten não é tudo isso porque não jogou no Boca.

Os dois com 19 anos, o Renato era melhor. Com 30 anos, o Cristiano se tornou melhor.  Não pelo que ganhou, porque joga numa potência absurdamente desigual com seus adversários, mas porque chegou perto do limite do seu tempo.

O que o Renato tem em mente, imagino eu, é o seguinte: Se eu treinasse o que ele treina hoje, no time que ele tem hoje, eu seria melhor que ele.

E sim, seria.

Mas não é o caso. Então não tem como apagar o que fez o Cristiano Ronaldo e toda a mídia que existe hoje em cima dele pelo que imaginamos que poderia ser caso, talvez, quem sabe, fosse assim com o Renato.

Assim sendo, é uma hipótese contra um fato. O Cristiano foi melhor.

Mas por incrível que pareça, por mais incoerente que seja, se me der os dois num par ou ímpar… eu escolheria o Renato.

Sou apaixonado pelo talento natural. Respeito demais o treino, o mérito é ainda maior. Mas eu sou daqueles que ficava vendo o Djalminha jogar e achava ele muito melhor que o Kaká. Mas quem foi além? Quem fez mais? Quem tornou real? O Kaká.

Mas… a pergunta não é quem foi além. É quem foi melhor. E aí você decide o que é “melhor”, se o que conquistou ou se o que fez com a bola.

Eu não acho o Cafu melhor que o Leandro. Mas …

abs,
RicaPerrone

Renato ou Cristiano Ronaldo? Não é assim tão simples…

Leia o post original por Craque Neto

Nesta semana o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, deu entrevista atestando o que o próprio Renato já havia dito: que dentro de campo o atacante do Grêmio dos anos 80 era melhor que o português Cristiano Ronaldo, atual melhor jogador do mundo. Posso falar? A mídia europeia e os amantes mais jovens do mundo da bola vão achar que está todo mundo louco. Afinal o CR7 tem dezenas de premiações individuais e vem batendo todos os RECORDES de jogos e gols vestindo a camisa do Real Madrid. Mas sinceramente não é tão simples de fazer essa comparação. Eu vi […]

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O último dos moicanos

Leia o post original por Rica Perrone

Quem faz muita questão do que parece ser é porque talvez não seja mas precise.  Eu cresci sendo o aluno da ultima fileira e vi muito aluno burro ser exaltado por parecer dedicado. Passei de ano igual a todos eles, cheguei no mesmo dia na mesma formatura, mas professor nenhum confia em aluno de chinelo na última fileira.

Renato é o menino que corre no intervalo, que sai antes do sinal tocar, que pede presença e sai da aula. Que passar 20 minutos no banheiro, que começa a guerrinha de papel.  Renato não parece inteligente. É o típico aluno que o professor jura que “não vai dar em nada”.

Neste caso pode trocar professor por imprensa esportiva. Com a diferença que professor estuda pra dar aula.

Jornalistas são chatos por vocação. E os esportivos mais ainda, pois são invariavelmente frustrados por terem feito de sua paixão o mais próximo que conseguiram sem ser protagonistas.  Nós contamos a história de analfabetos de fama e poder, o que irrita qualquer sujeito formado que ganha 1% do que ganha o “maloqueiro”

“O futebol é uma benção”, a gente fala quando vê um imbecil rico com um mulherão. Mas e quando nos dá o rotulo de “especialista”, não é?

Coloque lado a lado Renato e Rene Simões, sem conhece-los bem, 99% da imprensa contrataria o Rene. 99% da imprensa erraria.

Renato gosta de mulher, de praia, bebe, não usa terno, ri, brinca com situações que levam a sério demais,  vence, perde, empata, e se banca.  Não tem medo do que acham dele. Do ódio a idolatria, ele é o mesmo Renato de 1980.  Autêntico. Alguém que é e não alguém que parece ser.

O título da Libertadores não coroa apenas um mito que já era mito antes do jogo. Refaz perspectivas e ensina que nem sempre o melhor é o menino da fileira um.  Ser dedicado, ser vestido pela avó e não falar palavrão não faz daquele menino uma promessa de sucesso.  Diria que ate o contrário.  Ele provavelmente será o bobo da turma.

O bobo da turma é o neto que toda vó queria, que toda mãe se orgulha e que todo pai se preocupa.

Renato parece ser o que é. E de sunga, na praia, tomando uma gelada olhando bunda passar enquanto ouve um samba, ele entrega o que hoje, de terno, falando bonito e agradando jornalista, ninguém entrega.

Entreguem-se.  Vocês erraram!

“Aquele neguinho que andava
Descalço na rua e ao leo
Assobiando beethoven, chopin
Porém preferindo noel
Foi assim se trasformando
Num singelo menestrel”

abs,
RicaPerrone

Grêmio, tri impecável

Leia o post original por Antero Greco

O Grêmio fez uma final de Libertadores de manual de como ser campeão na casa do adversário. Desde o início mostrou que não se incomodava com o fato de ser visitante e se comportou como se estivesse na própria arena: tocou a bola, fechou espaços e foi pra cima do Lanús. Uma forma de mostrar que estava disposto a mandar na decisão.

Os argentinos sentiram logo que a parada seria muito, mas muito mais complicada do que imaginavam. Na verdade, acusaram o golpe, pois Marcelo Grohe passou o primeiro tempo como espectador dentro de campo. Nem apareceu no vídeo, parecia inexistente. O Grêmio foi à frente, como havia prometido na véspera o técnico Renato Gaúcho.

Enquanto isso, Artur, Jaílson, Ramiro, Fernandinho controlavam o meio-campo, protegiam a defesa e davam tranquilidade ao time. Luan prendia bem a bola, Barrios abria espaços. A consequência dessa postura confiante foram primeiro tempo irretocável, dos melhores que vi nos últimos anos em finalíssima da competição.

Para completar e enroscar de vez o Lanús, vieram os dois lindos gols – de Fernandinho aos 27 minutos e Luan aos 41. Dois golpes certeiros, mortais, que jogaram o rival nas cordas. Praticamente um nocaute técnico. Só uma reviravolta histórica para tirar o tri tricolor.

O Grêmio cadenciou o ritmo na segunda parte, atraiu o Lanús, teve o pênalti (bem marcado) contra si, tomou o gol na cobrança de Sand (aos 27) e nem deu bola para isso. Continuou na dele, apostou no tempo e no nervosismo da turma local para fazer a festa. Ramiro ainda deu sopa para o azar, ao reclamar muito do juiz, depois de tomar amarelo, e foi expulso.

Mudou o astral do Grêmio? Nem um pouco. Deixou o tempo passar e esteve mais próximo do terceiro gol do que de levar o empate. Enfim, teve a consciência, a eficiência de campeão.

Com um detalhe importante, que fica para o fim mas merece ser destacado: o que se viu no La Fortaleza foi um jogo de futebol e não uma guerra. Felizmente, não teve a bobagem de que Libertadores é provocação, catimba, violência, baixaria. As duas equipes se preocuparam em jogar – e quando isso acontece brasileiros costumam se dar bem.

Alegria merecida para o Grêmio. E agora, por que não sonhar também com o Mundial? Por acaso é proibido? Avante!

“Puta que pariu…”

Leia o post original por Rica Perrone

Douglas era o “último 10”, o ponto central do Grêmio na articulação e peça insubstituível pra 2017.  Aí um dia um gremista me disse: “Puta que pariu, perdemos o Douglas…”.

O ano começou sem ele, o time manteve o padrão, Renato mexeu no Luan, e o Grêmio se ajeitou.

Nessa época o Grêmio já havia anunciado a volta de Fernandinho. E então o garoto que perdia muitos gols era uma opção ainda contestável, o reserva mais ainda.

“Puta que pariu, o Fernandinho…”

Preciso lembrar dos “dois gols do Pedro Rocha!?”. Nem os do Fernandinho, imagino eu.

Vem Léo Moura, que o Flamengo achou “inútil”.  E “Puta que pariu, o Léo Moura…?”.

Vem Cortez, nada cotado. E “puta que pariu… O Cortez!?”

Veio Barrios. Outro “refugo” que saiu espinafrado do Palmeiras.  “Puta que pariu, o Barrios…”.  E ele resolveu a vaga contra o Botafogo.

Perde-se Wallace.  “Puta que pariu, sem o Wallace…”. E surge Arthur.

Perde-se o Pedro Rocha. E “puta que pariu, como vai ser sem o Pedro Rocha….”.

A bola na área, o atacante cara a cara, “puta que pariu, fudeu…” e o Grohe estica o braço e faz um dos maiores milagres da história do futebol.

Vem Jael. Vem Cícero.

Mas “puta que pariu…. O Cícero!?”

E aos 35 do segundo tempo na decisão surge a plaquinha:  Entra Jael!

“Puta que pariu, o Jael!?”

Ele escora, Cícero empurra, o planeta treme.  É mais um gol do Grêmio.

Mas não está resolvido. Tem o jogo da volta, a grande final, e será lá.

Ouvi alguém dizer “puta que pariu, a final será fora de casa…!”?

abs,
RicaPerrone

Finalmente o BOLEIRÃO deu certo

Leia o post original por Craque Neto

Não nego que há algum tempo andei criticando o Renato como técnico de futebol. Afinal a forma descompromissada como ele se comportava na posição de comandante era absurda. Quero dizer, toda vez que algo dava errado ele pegava o boné e se mandava para as praias do Rio de Janeiro. Aquele popular ‘dane-se!’. Só que desde que assumiu o Grêmio pela terceira vez, em setembro do ano passado, ele tem se mostrado diferente. Com uma postura profissional mais dedicada e atenciosa. Renato Portaluppi para os gaúchos é ídolo ETERNO do Grêmio. Campeão da Libertadores e do Mundial pelo clube que […]

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O MAIOR do Sul busca o Tri!

Leia o post original por Craque Neto

Que coisa linga a Arena do Grêmio na noite desta quarta-feira, hein? Lotada para acompanhar a partida do maior time do Sul do País contra o Barcelona de Guaiaquil pela semifinal decisiva da Libertadores. E com a vantagem de ter vencido por impressionantes 3 a 0 no Equador, o Renato acertadamente expôs pouco a equipe ofensivamente. Jogou como se diz na gíria do boleiro ‘com o regulamento embaixo do braço’ e apesar da derrota por 1 a 0 garantiu a classificação para a decisão da maior competição do continente. Fico sinceramente contante com o desempenho do Grêmio nessa temporada. Aliás, […]

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