Arquivo da categoria: Renato Gaúcho

Diferentes. Muito diferentes.

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Se um time comandado por alguém de terno, jovem, estudioso e de bom trato com a mídia tocasse a bola como o Grêmio toca e construísse as jogadas que ele constrói, falariam maravilhas do sujeito. Sendo o Renato, “só o Renato”, ídolo dos dois em campo ontem,  pouca gente fala. O Grêmio não tem um …

Renato, o mito!

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Craques eternizam seus nomes em clubes. Genios eternizam clubes na história. Este homem de sunga e óculos escuros, que vive jogando futvolei, que não dá a mínima pras cagações de regras da imprensa, que só trabalha onde quer e quando quer, acaba de voltar onde se tornou lenda só pra “reforçar a tatuagem”. O Grêmio …

Caros auditores do STJD;

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Eu não sei quem vocês são e prefiro assim. Na medida em que souber posso fazer avaliações toscas como as que vemos por aí sobre o time de coração de cada um.  Prefiro não. Prefiro partir do princípio de que são pessoas de boa índole e que não prejudicariam esse ou aquele por birra ou …

Carol, Carol, Carol…

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O sonho, a angustia, a conquista. Ao final, o abraço sem protocolo de Carol no seu pai, Renato, onde se consagra pela segunda vez como ídolo de uma nação.  Pai e filha comemoram juntos no gramado e nota-se imediatamente que “A Carol não poderia estar ali”. Não poderia. Mas deveria, e estava. A discussão no …

Os melhores 90 minutos de uma vida

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Eu não sou Fluminense. Sou paulista, embora Tricolor, não sou Fluminense. Nunca fui Fluminense. Mas se um dia me dessem um “passe mágico” para ser outro torcedor por 90 minutos, eu escolheria ser Tricolor naquele Maracanã em 1995. Dizem que nenhum buraquinho do chuveiro falhou naquele domingo. Que todos os carros estavam intactos na saída, […]

Sobrou pro treinador

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Eu detesto política no futebol, especialmente levá-la ao torcedor. Acho que promove quem não interessa, tira uma dose de mística da coisa e joga muita verdade no que é mantido por sonho e paixão.

Não ignoro. Apenas não exploro.

Renato Gaúcho foi demitido hoje pela manhã e discute-se desde então se ele dava treinos ou rachão. Se era melhor com Sobis ou sem, e se o treinador dava o rumo tático ideal pra equipe.

Porra nenhuma.

A demissão do Renato é mais uma no natural processo de troca de ciclo que Flu e Corinthians se recusam a entender.  Todo time campeão após alguns anos pára de ganhar e não há treinador que arrume. Chama-se “acomodação”.

Não tem nada a ver com nada. Na real este grupo só não tem a mesma fome que tinha há 4 anos e nada os fará sair da zona de conforto natural que o ser humano entra após conquistar muita coisa.

Justifica a série B? Não.

Mas passa pela sua cabeça, torcedor, que o Fluminense tenha perdido de 3 pro Horizonte por algum problema tático?

Acho que não, né?

Abel, Luxemburgo, Renato. Pode trocar quantas vezes quiser.  Um departamento de futebol desgasta naturalmente e nenhum time, tirando o Santos de Pelé, ganhou mais de 5 anos (em média)  sem haver uma queda natural até encontrar um novo grupo disposto a recomeçar toda esta fase.

Não são “irresponsáveis”. É natural. Você talvez não tem idéia do que é um ambiente de grupo de futebol, com ego, treino, pressão, mídia, resultados, troca de diretoria, interesses de empresários, etc.  Não é o BBB. Há um desgaste muito forte.

O ciclo talvez tenha terminado. Talvez esteja passando por uma troca de líderes e referências, enfim.

Não é o Cristovão, o Joel, o Renato ou a puta que pariu que vão chegar com uma varinha mágica e resolver desde o problema de relacionamento entre Unimed e clube até a zaga que não se encaixa e o ataque que não se movimenta.

A demissão de Renato é fruto, também, – e eu diria que principalmente –  de uma pressão interna forte para que o Flu se posicione contra as intervenções impostas pela patrocinadora.

É um “recado”. Um posicionamento. Um “basta”.

Não é o rachão. É mais do que isso.  A demissão de Renato Gaúcho é uma ação política interna necessária para estabelecer limites de um dos lados.  Também normal. Acontece em toda co-gestão.

O sensacionalismo com que isso é tratado nem é maldoso.  As pessoas formadas para levar notícia até você não tem idéia do que é gerenciar empresa, negociar situações, gerir marcas, e principalmente administrar paixão.

Nada do que está acontecendo no Fluminense é estranho, pouco previsível e incomum. Ao torcedor vai parecer o fim do mundo, como aliás, toda derrota domingo parece.

Mas o torcedor não pensa, só torce. Quem deve pensar são os que administram. Quem entra no futebol tem que saber que ninguém vence o tempo todo e que nem todo problema é facilmente identificado e solucionado.

Ja faz mais de um ano que o Fluminense está tentando entender porque parou de funcionar. Desconfio não ser o treinador.

E apostaria alto que, no fundo, eles também.  Mas antes de tudo isso há uma satisfação a ser dada entre parceiros, um recado a mídia e uma justificativa pro torcedor.

Essa é tua, Renato.

abs,
RicaPerrone

Não é tão simples

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Renato Gaúcho se apresenta ao Flu

Longe de querer defender que o Flu possa jogar o que vem jogando. Mas não tente me convencer que a derrota para o Horizonte, por exemplo, é um problema tático.

Apesar disso, o Fluminense tem sim um gigantesco problema tático em 2014. E não, o Renato não é burro e nós todos gênios. Neste caso,  a situação não é tão simples assim.

Time se arma conforme as peças. Odeio treinador vagabundo que tem um sistema na cabeça e improvisa times ao seu ideal, não o contrário. Renato não está tentando fazer isso. Ao que parece, ele não tem duas peças determinantes para escolher o sistema ideal de jogo.

Vou tentar ser prático, teórico, sem ser chato e repetitivo como os analistas táticos que tem por aí.

Hoje, a idéia é essa.

Quais os problemas dessa formação?

– Trio de ataque lento e previsível. Toda bola vai passar pelo Conca.
– Dependencia dos laterais para cruzar na área por ter 2 centroavantes
– Pouca movimentação ofensiva
– Apenas um jogador de articulação em campo

Então, surgem as alternativas dadas pelo torcedor. Por exemplo, essa:

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E qual o grande problema em ter os 3 no ataque por exemplo?

– Nem Fred, nem Walter são atacantes que jogam aberto se movimentando. Se o Sobis abrir numa das pontas, quem abre na outra?
– Conca continua sozinho e sem suporte no meio.

Aí você me diz que pode resolver isso colocando, então, o Wagner no meio e usar um 442 simples.

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Pode. Mas honestamente, é fácil imaginar que Wagner, Walter e Fred formem um ataque que se mexa em campo? Você pode ter um jogador no time que não ajuda muito na marcação. Mas três?

Pesado, previsível, de boa técnica, mas muito lento. Ainda assim, uma das alternativas mais viáveis para ter Fred e Walter, dupla que parece intocável pela lógica.

Numa alternativa mais simples, Renato poderia optar por 3 zagueiros e soltar os laterais pra apoiar. Mas eu pergunto: O Flu tem 3 zagueiros?

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É tudo muito mais complexo do que simplesmente uma escolha por esse ou aquele. O time não tem um equilibrio no elenco capaz de preencher dois meias e dois atacantes diferentes uns dos outros. A não ser que jogue Sobis e Fred. Com Walter no banco, Wagner de titular ao lado do Conca.

Desafoga pro argentino, facilita pros atacantes, surge a pancada de fora da área.

Mas a torcida quer Wagner fora, Walter dentro. E pra isso, Renato vai ter que achar um sistema de jogo bem improvável.

Assim surgem os “Cíceros”. Jogadores não tão badalados mas que equilibram um time do qual muito se espera. O Flu está procurando um “Cícero” pra 2014. Não mais um puta reforço.

Este cara pode vir da base, ser um “encostado”, ou até um reforço. Mas com este elenco hoje disponível, dificilmente o Renato vai achar uma formação que apresente bom futebol e seja consistente.

A não ser que apele pro Muricybol, cruze na área o jogo todo e use os 2 centroavantes esperando que um deles resolva sempre.

Não é tão simples arrumar este time do Fluminense quanto parece aqui de frente pra tv.

abs,
RicaPerrone