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Corinthians vê proliferação de candidatos de oposição. Melhor para Andrés?

Leia o post original por Perrone

Colaborou Diego Salgado

Faltando cerca de seis meses para a eleição presidencial no Corinthians já existem pelo menos quatro pré-candidaturas. Todos de oposição ao grupo de Andrés Sanchez, que ainda não anunciou seu postulante e espera o deputado federal decidir se vai entrar na disputa. O número é acima da média. Nas duas últimas eleições foram apenas dois candidatos. Nas duas anteriores a elas, três concorrentes disputaram a votação.

Os opositores Antonio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior já são postulantes declarados ao cargo. O blog trata todos como pré-candidatos por ainda não ser possível registro das chapas.

“Nosso grupo também vai lançar um nome. Não definimos ainda porque o mais importante é definir as propostas. Não será algo personalizado em um candidato”, disse Fernando Alba, da ala Corinthians Grande. Essa corrente reúne parte dos dissidentes do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez. Essa turma prega a adoção de regras de compliance, que ajudam a evitar irregularidades na gestão, como proposta principal.

Outros nomes podem entrar na briga. Aliados de Paulo Garcia, antigo opositor, mas que indicou cartolas para atual administração, afirmam que ele também vai concorrer à presidência. O conselheiro não atendeu ao blog para falar sobre o assunto.

“Se a oposição não lançar candidato único, também posso me candidatar”, disse o conselheiro Fran Papaiordanou, que até agora defendeu a união dos opositores. A tese é de que quanto maior o número de candidatos melhor será para Andrés ou quem tiver a bênção dele.

“Concordo em parte com essa teoria. Acho que a situação tenta plantar candidato que nunca foi de oposição”, disse Tuma Júnior. “Eu dei cinco meses para decidirem por um nome (de oposição). Não decidiram. Essa é uma campanha diferente, não dá para esperar até a última hora para lançar candidato. Precisamos de tempo para mostrar nossas ideias e apontar as falhas do grupo que está no poder”, disse Tuma Júnior, justificando sua decisão. Uma gestão com maior participação dos sócios é a principal bandeira ele.

Situacionistas abraçam a tese de que quanto maior o número de pretendes mais fácil será para o grupo se manter no poder. “Avisa a oposição que é melhor eles se juntarem para a lavada não ser maior ainda”, afirmou André Luiz de Oliveira, o André Negão, 1º vice presidente do clube. O cartola assegura que será candidato se Andrés não se apresentar para o pleito. “Se ele se candidatar, vamos conversar”, declarou o dirigente, que ainda disparou contra os opositores. “São todos meus amigos. Mas Citadini presta um grande serviço no Tribunal de Contas do Estado, Romeu é um grande delegado e o Osmar entende de molas (é dono de fábrica). Agora futebol é pra quem é do ramo, não é pra eles”, cutucou o situacionista.

No final de julho, André gerou queixas da oposição por ter convocado conselheiros e sócios para uma reunião a no salão nobre do clube para discutir sobre a eleição. Foi acusado pelos oposicionistas de uso da máquina em favor de seu grupo político. “Usei mesmo a máquina para chamar os associados, foi um convite para todo mundo. Qual é o problema? Sou funcionário do clube?”, disse o dirigente na ocasião à reportagem do UOL Esporte. Opositores também compareceram ao encontro.

A proliferação de pré-candidaturas se deve à falta de união oposicionista e ao esfacelamento do grupo de Andrés. Porém, muitos no clube acreditam que parte dos pré-candidatos só lançou eu nome agora para tentar negociar lugar de destaque numa chapa com mais chances. Ninguém admite tal manobra.

Também há no Parque São Jorge quem credite o aumento dos interessados em disputar a votação, ao fato de o sistema de disputa das vagas ao Conselho Deliberativo ter mudado. Antes, juntamente com o presidente eram eleitos 200 conselheiros. Agora serão formadas chapas com 25 candidatos. Quem acredita que isso influencia na quantidade de presidenciáveis diz que algumas chapas precisam de um concorrente à presidência para atrair eleitores.

“Tem tanto candidato ao conselho que estou com dificuldade para montar a comissão eleitoral. Ela não pode ter candidatos”, disse Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo. Ele pretende marcar a eleição para o início de fevereiro.

Vice corintiano diz que Dualib deixou legado maior do que Matheus

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Com Dielgo Salgado, do UOL, em São Paulo

Quem deixou maior legado para o Corinthians entre os ex-presidentes Vicente Matheus e Alberto Dualib? Essa é a polêmica que despontou na última quinta-feira no Parque São Jorge.

Durante reunião com conselheiros, o 1º vice-presidente do clube, André Luiz Oliveira, o André Negão, afirmou que Dualib, afastado após uma série de acusações de irregularidades, deixou legado maior do que o lendário cartola. Vicente presidia o clube no histórico título paulista de 1977, depois de um jejum iniciado na sequência da conquista do Estadual de 1954.

André, primeiro enumerou os feitos de seu grupo, Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez, como a construção da Arena Corinthians, além de uma respeitável coleção de taças. Entre elas uma da Libertadores e outra do Mundial. Realçando a importância de se deixar um legado, disse que Dualib, praticamente escorraçado pelo grupo de André, fez mais nesse quesito do que Matheus. Citou a construção do auditório onde foi o encontro. O local é uma das melhorias implantadas pelo ex-presidente no Parque São Jorge.

Dualib também tem em seu currículo uma série de títulos, incluindo o Mundial de 2000.

Por sua vez, Matheus era o comandante alvinegro na conquista do Brasileiro de 1990. Além de frases cômicas, tem sua história marcada por manobras astutas nos bastidores. Entre as mais famosas estão a rasteira no São Paulo ao contratar Sócrates e uma troca com o Palmeiras que recebeu o Dida (lateral) e Ribamar cedendo Denys e Neto. O atual comentarista se transformaria em seguida num dos maiores ídolos da história corintiana.

Milionário, Matheus também ganhou fama de ser um presidente que colocava dinheiro do próprio bolso no clube. Dualib diz ter feito o mesmo, apesar de ser execrado por conta dos escândalos ocorridos durante sua gestão.

O carinho com que a maioria dos corintianos trata Matheus e a revolta da maior parte deles com Alberto, gerou indignação entre conselheiros, principalmente da oposição, com a afirmação feita por André.

“Falei mesmo. Disse que o Dualib deixou uma construção. É diferente. O Vicente teve três (títulos) paulistas e um brasileiro. Falei o legado que todo mundo deixou”, afirmou André, confirmando a declaração que gerou polêmica.

“Meu avô deixou um legado moral para o clube. Ele tirava dinheiro de casa, da família para colocar no Corinthians”, disse ao blog Afonso, neto de Matheus, ao ser indagado pelo blog sobre a comparação entre os dois ex-presidentes e envolvendo também a gestão do Renovação e Transparência.

Sócio do Corinthians e integrante do grupo oposicionista Lava Jato, o descendente do cartola campeão em 1977 diz que nos tempos de seu avô não existiam algumas facilidades atuais. “Se ele fez o que fez sem internet, sem 50 patrocinadores na camisa, sem a visibilidade (e as receitas) de hoje, imagina o que teria feito se fosse presidente agora?”, declarou Afonso. Sua mãe é filha do primeiro casamento de Vicente, que depois se casou cm Marlene Matheus, também ex-presidente corintiana.

 

Oposição vê decadência de Andrés e põe em dúvida candidatura

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Enquanto aliados de Andrés Sanchez dão como certa sua candidatura à presidência do Corinthians no ano que vem, como mostrou o UOL Esporte, membros da oposição acreditam na possibilidade de ele não disputar o pleito. E avaliam que se for para as urnas, o ex-presidente chegará bem enfraquecido.

Opositores que fazem reuniões políticas frequentes com associados afirmam detectar uma animadora (para eles) quantidade de eleitores que abandonou Andrés e seu grupo. Entre conselheiros, é sabido que diversos integrantes do Renovação e Transparência, desembarcaram do “partido” de Sanchez. Ex-diretores do clube até montaram outra corrente, chamada Corinthians Grande.

Para uma parcela da oposição, Andrés só registrará sua candidatura se for favorito, mas a análise é de que o desgaste político sofrido por ele e seu grupo não permitirão essa condição.

Os rivais do deputado federal avaliam ainda que será difícil para ele usar o estádio corintiano como puxador de votos, algo que aconteceu na vitória de Roberto de Andrade. Lembram que antes da eleição do atual presidente, Sanchez afirmou que a venda dos Naming Rights da arena estava praticamente fechada, mas até hoje o negócio não saiu. Assim, esse argumento não poderá fazer parte da campanha novamente.

O fato de Andrés, principal responsável pelo estádio, e Andrade não terem tomado atitude sobre especialistas apontarem que a Odebrecht deixou de fazer uma série de trabalhos na arena também é apontado como causador de enfraquecimento político de Sanchez por opositores. Parte dos ex-diretores do Renovação e Transparência pensa assim.

Os problemas pessoais do deputado também são citados pela oposição para justificar a análise de que ele chegará cambaleante à eleição. Segundo a “Folha de S.Paulo”, Andrés foi citado em delação de Marcelo Odebrecht na Lava Jato como recebedor de dinheiro para sua campanha a deputado via Caixa 2. Sanchez nega publicamente a acusação.

Como Andrés não fala com o blog, não pôde ser ouvido sobre as afirmações de seus adversários.

Enquanto aposta na decadência do ex-presidente e de seu grupo, a oposição ainda não tem um cenário definido para a próxima eleição. Por enquanto, só há um candidato declarado: Antônio Roque Citadini, derrotado no último pleito. Existe a possibilidade de outros membros do grupo tradicional de opositores se inscrever na disputa. Há ainda a chance de ex-aliados de Andrés lançarem um nome.

 

‘Não sei de ninguém que roubou o clube’, diz vice corintiano sobre polêmica

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Criticado por conselheiros após gravar mensagem a ex-aliados dizendo saber de todo mundo que levou dinheiro do clube, André Luiz Oliveira, primeiro vice do Corinthians, afirmou que nunca soube de ninguém que tenha roubado a agremiação nas gestões do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez.

“Foi uma sequência de conversas, posso ter falado de uma forma que deu a entender outra coisa. Quis dizer que sei quem trabalhou para o clube, não que o cara roubou. Se eu tivesse visto alguém roubando seria o primeiro tomar providências”, afirmou o vice.

Mas o estatuto corintiano também não permite que membros do conselho trabalhem para o Corinthians ou sejam remunerados de alguma forma pelo clube. Por que André não tomou medidas em relação a essas pessoas? “Eu não preciso mostrar quem são, todo mundo no clube sabe”, disse o dirigente.

Revoltando com o fato de dissidentes do seu grupo político fazerem reuniões montando uma nova ala, André disparou mensagens em tom ameaçador.

Após a revelação feita pelo blog, conselheiros corintianos se mobilizam para indagar ao vice de maneira formal, no Conselho Deliberativo, por qual motivo ele não tomou providências em relação a quem “levou dinheiro” ou trabalhou para o Corinthians. Há também um grupo de conselheiros que promete formalizar um pedido para que o caso seja analisado pela comissão de ética e disciplina do Conselho Deliberativo.

Ameaça? Vice corintiano diz a ex-aliados saber quem levou dinheiro do clube

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Revoltado com dissidentes do grupo situacionista Renovação e Transparência, o primeiro vice-presidente do Corinthians, André Luiz Oliveira, o André Negão, disparou áudios raivosos em tom ameaçador a integrantes que decidiram mudar de lado. Ouça uma das gravações acima.

Num deles, o dirigente promete medidas contra ex-aliados que teriam obtido benefícios no clube, inclusive financeiros.

“Fabinho, não é só anotando na caderneta, não. Eu sei todo mundo que já levou vantagem em alguma coisa, fizeram alguma coisa, trabalharam, levaram dinheiro do clube ou fizeram alguma coisa. Então é o seguinte, eu não tenho problema com ninguém, não. Ou tá a favor ou tá contra. Quem estiver contra vai sentir o peso do cajá. Sabe o que é cajá? Aquele chicote que bate e estala, vai estalar no couro de todo mundo. Quem tem algum problema que se cuide, porque vai estalar o chicote”.

Em contato com o blog, André confirmou a autoria das mensagens, porém não disse quem são os alvos de sua indignação. “Não vou falar agora, eles sabem pra quem foi. Não ameacei ninguém. Só disse que quem não estiver do (nosso) lado vai sentir o peso do chicote democrático. Ou sentar no nabo. É a mesma coisa”, afirmou o vice-presidente ao ser indagado sobre os áudios.

O blog apurou que entre os que causaram a indignação dele estão conselheiros que participaram das gestões do grupo de Andrés e agora criaram uma nova ala chamada Corinthians Grande. Os ex-dirigentes Felipe Ezabella, Fernando Alba e Sérgio Eduardo Mendonça Alvarenga, atual vice-presidente do Conselho Deliberativo fazem parte do novo movimento, porém, nenhum deles foi citado nas gravações.

“Eu tô bravo mesmo, fiquei revoltado com o que eles estão querendo fazer, fazendo grupinho, fazendo reuniãozinha com quatro caras na zona sul e achando que vão mandar no Corinthians. Vão sentar no nabo”, disse André em outra mensagem.

O blog procurou a liderança do Corinthians, que não quis se manifestar, pois o grupo não foi citado nominalmente nas gravações enviadas pelo vice-presidente.

André entende que, de maneira geral, os dissidentes do Renovação e Transparência desfrutaram do poder e agora, num momento de crise do grupo, abandonaram o barco. “São ratos magros”, afirmou ao blog.

Entre os problemas que atingem o partido situacionista estão as menções na Lava Jato a André e Andrés. O primeiro teria sido intermediário de remessa de dinheiro para o segundo usar em caixa 2 de sua campanha a Deputado Federal. Ambos negam as acusações.

“Não tenho rabo preso, pode ir atrás”, declarou o vice-presidente em mensagem na qual cita os feitos da Renovação e Transparência. Ele também tem enviado vídeos a conselheiros e sócios divulgando que já  é candidato à presidência do clube. A eleição será fevereiro de 2018.

Ex-diretores criam grupo para ser “terceira via” no Corinthians

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Ex-diretores do Corinthians nas gestões comandadas pelo Grupo Renovação e Transparência, liderada por Andrés Sanchez, criaram um  grupo político que pretende se colocar como “terceira via” no clube. A proposta é ser uma alternativa entre a situação atual e a oposição tradicional.

O Corinthians Grande, nome do novo “partido”, se concentra primeiro em montar um projeto de gestão para a agremiação e lançar uma chapa de 25 candidatos ao conselho. Mas a tendência é que a mobilização culmine com o lançamento de uma candidatura à presidência na eleição de fevereiro de 2018. Não há nome definido por enquanto.

Entre os líderes da ala estão Fernando Alba, diretor nas administrações de Andrés e Mário Gobbi, Sérgio Mendonça Alvarenga, diretor jurídico de Sanchez e assessor de Gobbi, além de hoje ser vice-presidente do Conselho Deliberativo, e Felipe Ezabella, responsável pelos esportes terrestres na era Andrés. Todos integravam o Renovação e Transparência.

“Existe uma cultura no Corinthians de os grupos políticos serem vinculados a um nome, um líder que personifica o grupo. Queremos mudar isso. Não dá para ter um chefe, se o chefe está em baixa e sucumbe, o grupo sucumbe junto. Nosso grupo não vai ter uma personificação, mas um projeto bem amplo”, disse Alba ao blog.

Ele também rechaça o rótulo de oposição ao Renovação e Transparência. “Não é uma bandeira contra o Andrés, contra ninguém. Quem quiser participar das nossas reuniões, inclusive o Andrés, pode participar. Ele acertou muito. Queremos mudar nos pontos em que nós (do Renovação e Transparência) erramos”, declarou.

Entre os erros apontados está o fato de o clube não ter conseguido se fortalecer financeiramente para aos poucos deixar de depender de empréstimos, principalmente de empresários de futebol.

O blog apurou que também há no grupo conselheiros que permanecem na diretoria de Roberto de Andrade, porém os nomes são mantidos em sigilo.