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10 lições da grande vitória

Leia o post original por Odir Cunha

Assim como gosto de sugerir a reflexão após uma derrota, faço o mesmo agora, após a importante vitória sobre o Palmeiras, no estádio do adversário lotado por 37.527 torcedores. Quais são as 10 lições que nós,santistas, podemos tirar desse resultado? Vem, vou listar as minhas e aguardo pelas suas.

1 – Estádio não ganha jogo

Vimos isso na semana passada, quando o Santos, mais uma vez, foi eliminado de uma competição importante na Vila Belmiro. Sabemos que ele perdeu na Vila assim como poderia ter perdido no Pacaembu, no Morumbi, em qualquer lugar. Perdido ou vencido, pois o que perde ou vence uma partida é a atuação dos jogadores, sua atitude, sua confiança, não o lugar em que atuam.

Mesmo dominado na maior parte do segundo tempo, o Santos se manteve tranquilo e focado, à espera de uma oportunidade que realmente veio e foi aproveitada magnificamente. E se venceu pela primeira vez no Alianz Parque, com o estádio todo torcendo contra, obviamente poderia vencer com um público tão imenso torcendo a seu favor.

2 – Grandes jogos têm de ser em grandes estádios

A arrecadação da partida foi de R$ 2.760.716,34. Ou seja, o Palmeiras perdeu o jogo, como poderia ter vencido, mas seus cofres receberam, em uma única partida, o que o Santos tem demorado vários jogos para angariar. Mandasse também os seus clássicos em estádios maiores e o Glorioso Alvinegro Praiano estaria em uma situação financeira bem melhor – até porque teria mais facilidade para aumentar seu quadro de sócios, melhores argumentos para fechar bons contratatos de patrocínio de camisa e de fornecimento de material, e com a tevê…

Então, se estádio não ganha jogo, mas grandes estádios arrecadam mais dinheiro e permitem ao clube dar passos mais largos rumo à sua estabilidade financeira, logicamente os clássicos e os grandes jogos do Santos devem ser realizados em estádios maiores.

3 – Quando falta técnica, a garra decide

Como santistas, preferimos o jogo técnico, a bola tratada com carinho. Mas é inegável que o espírito de luta faz milagres no futebol, principalmente em jogos com o campo pesado. O Santos fez o clássico com um meio de campo improvisado, sem dois de seus jogadores mais técnicos: Lucas Lima e Renato, substituídos pelo voluntarioso Jean Mota e o jovem Matheus Jesus. No entanto, acompanhados por Alison, que tem usado mais a cabeça do que a força, o setor resistiu ao domínio palmeirense, se empenhou na tarefa de desarmar e bloquear o adversário e acabou sendo o grande responsável pela vitória. Sem contar, é claro, a dedicação de todo o time na marcação.

4 – Trio de ouro na defesa

Mais uma vez constatamos que o ótimo desempenho do sistema defensivo do Santos – e aí entenda a zona do agrião, o último obstáculo antes da meta – se deve a três jogadores que passam por grande fase: o goleiro Vanderlei e os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz. O entendimento dos três tem sido exemplar. O fato de a santista ser a defesa menos vazada no segundo turno do Campeonato Brasileiro se deve a eles.

Dos laterais, é preciso dizer que Daniel Guedes tem melhorado a cada jogo. Não só no ataque, mas também na defesa, onde ao menos guarda o seu lugar e não permite bolas nas costas, o que era frequente com Victor Ferraz. Já Zeca continua instável. Desde sua experiência olímpica, no ano passado, ainda não voltou ao seu bom futebol. Assim seu passaporte italiano permanecerá virgem.

5 – Sorte existe

O técnico Levir Culpi, no livro “Um burro com sorte”, fala da influência do imponderável na carreira de um técnico de futebol. O fenômeno realmente existe e afeta a todos nós, de torcedores a analistas. Em um lance decisivo, se a bola bate na trave e entra, está tudo ótimo, se bate na trave e sai, está tudo péssimo. Testemunhamos o que ocorreu esta semana com o goleiro Montanha, do Flamengo, execrado por não ter pegado nenhum pênalti na decisão da Copa do Brasil com o Cruzeiro.

Sobre o jogo do Santos, no item 4, ao elogiar a tríade Vanderlei-Veríssimo-Braz, eu já ia escrever “agora escasseiam aqueles gols bobos, antes tão comuns, resultados de bolas levantadas na área”. Mas aí me lembrei que no finzinho do jogo o baixinho Dudu apareceu livre para cabecear na marca do pênalti e só não empatou a partida por muita sorte. O mesmo Dudu perdeu um gol, por centímetros, na boca do gol. Se essas bolas tivessem entrado, agora provavelmente estaríamos esculhambando a defesa santista.

Então, o que a reflexão sobre a sorte no futebol nos traz? Bem, ela nos ensina a analisar todo resultado com uma certa distância, pois sem a conjunção dos astros e a benção dos deuses do futebol nada se consegue no futebol, essa é a verdade.

6 – Matheus Jesus veio para ficar

Pode ser precipitado afirmar isso agora, mas quem já gastou boa parte de sua infância, adolescência e juventude nos campos de terra batida do futebol amador, sabe ao menos identificar quem tem um pouco mais de familiaridade com a bola, e esse garoto tem. Mostrou tranquilidade nos momentos em que foi apertado, soube proteger a menina e deu um destino certo à jogada. Em determinado momento empreendeu uma arrancada na qual demonstrou surpreendente personalidade, em outro conseguiu enganar dois marcadores em um espaço diminuto e no campo encharcado. Como é muito jovem (apenas 20 anos!), ainda poderá ter altos e baixos, o que exigirá paciência dos torcedores, mas algo me diz que se firmará no time.

7 – A importância dos brigadores Jean Mota e Copete

Depois que eu quebrei a perna duas vezes e em uma delas fiquei dois meses e meio de cama, confesso que passei a evitar as divididas com cheiro de sangue. Ver aquelas pernas vigorosas dos zagueiros, cravos das chuteiras à frente, saltando na direção de meus ossos e cartilagens não era uma visão agradável e me trazia lembranças traumáticas. Ainda mais em um campo molhado, em que os choques são comuns e os jogadores violentos se aproveitam para bater mais. Por isso, valorizo o jogador brigador, que se entrega à luta de corpo e alma. Nesse particular, tiro meu chapéu para Jean Mota e Copete.

Mesmo o time mais técnico do mundo precisa de um jogador raçudo, mormente nos grandes jogos. Perceba, queridos leitor e leitora, que a bela jogada do gol santista começou com o espírito de luta de Jean Mota, que roubou a bola do adversário e, mesmo sofrendo a falta, tocou para Copete, iniciando a sequência que terminou no fundo das redes de Fernando Prass.

Com o me disse, um dia, Flávio Costa, técnico do Brasil na Copa de 1950, “todo time precisa de um Obdúlio Varela”. Sim, a técnica também depende da fibra. Mota e Copete brigaram o tempo todo pela bola e pelo espaço, o que foi fundamental para que o Palmeiras não tivesse mais tempo e tranquilidade para programar os seus ataques. Esse foi o espírito que levou o Uruguai ao título de 50 e o Santos à vitória no Alianz Parque.

8 – Um gol de quem sabe o que faz

“Golaço!”. Minha reação ao ver a cabeçada de Ricardo Oliveira para o chão, no contrapé de Fernando Prass, concluindo a bela jogada iniciada por Jean Mota, foi espontânea. Realmente, pela tranquilidade, consciência e conclusão, esse gol foi um dos mais bonitos do campeonato. Pois não se tratou de um chute esporádico ou do resultado de um lampejo de genialidade de apenas um jogador. Os quatro participantes agiram de forma exemplar.

Jean Mota roubou a bola e tocou, entre as pernas do adversário, para Copete, na direita, que ergueu a cabeça e viu Bruno Henrique no lado oposto da área, passando-lhe a bola com precisão. Bruno matou a bola com calma e a colocou na cabeça de Ricardo Oliveira, que cabeceou perfeitamente, no chão, como manda a cartilha.

O Santos soube sofrer a pressão palmeirense e esperou o momento de chegar ao gol. Quando ele apareceu, agiu com calma e precisão. Não é qualquer time que, no campo do adversário, com tanta pressão contra, faz o gol da vitória com tanta tranquilidade e categoria. Nessa hora, a camisa alvinegra praiana pesou.

9 – O fator Ricardo Oliveira

Ele não tem marcado tantos gols como antes, mas nos clássicos paulistas continua sendo decisivo, como mostrou contra o Palmeiras. Um dos grandes artilheiros em atividade no Brasil, Ricardo Oliveira já marcou 315 gols na carreira, que começou em 2000, na Portuguesa de Desportos, e se marcar mais seis com a camisa do Alvinegro Praiano chegará a 93 e superará os 92 que fez pelo Al-Jazira, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde jogou de 2009 a 2014.

Aos 37 anos, é inegável que Oliveira está no fim da carreira e não demonstra mais a mesma vitalidade física, tem dificuldade para marcar a saída de bola do adversário e até para alcançar lançamentos, como ficou evidente diante do Barcelona de Guayaquil. Porém, sua presença ainda provoca respeito nas defesas adversárias e sua categoria e visão de jogo permite que possa definir a partida em uma jogada.

O futebol moderno exige a participação de todos os jogadores, tanto no ataque, como na defesa, e nisso Oliveira fica devendo. Porém, na área ele ainda pode ser decisivo. A decisão de renovar seu contrato, ou não, é delicada. Quando o time perde, a crítica é de que com ele o Santos joga com um a menos; quando ganha com um gol seu, volta a ser olhado como herói. O que você faria, leitor e leitora? Renovaria com Oliveira ou buscaria um centroavante mais jovem e participativo?

10 – Fechados no pacto com Levir

O empenho com que os jogadores se entregaram ao jogo mostrou que parecem ter concordado com o pacto proposto pelo técnico Levir Culpi. Estão jogando por suas carreiras e pela melhor colocação possível no Campeonato Brasileiro. Isso é ótimo. Resta saber se essa determinação, de terminar a competição sem mais nenhuma derrota, não será abalada pelos chamados incidentes de percurso.

É óbvio que é mais inteligente e produtivo, para um jogador profissional, entrar em campo sempre disposto a mostrar suas qualidades. Só assim será valorizado com propostas de outros clubes ou com aumentos de salário. O desânimo e o corpo mole levam à desvalorização e ao fim precoce de carreiras eventualmente promissoras.

Creio que, para o bem do Campeonato Brasileiro, até os amantes dos queridinhos estão torcendo para o Santos diminuir a diferença para o líder, pois isso aumentará o interesse pela competição, gerando mais espaço na mídia, maiores arrecadações nos jogos e muito mais audiência na tevê, o que, em suma, significará maior faturamento. Assim, da mesma forma que em 2016, só o Santos pode trazer alguma emoção para um dos Brasileiros mais esvaziados dos últimos tempos.

E você, o que acha disso?


O Santos reabre a disputa. E o Palmeiras…

Leia o post original por Antero Greco

Não bastasse a chuva de início de noite, o Santos ainda despejou balde de água gelada sobre o Palmeiras. A vitória por 1 a 0, no clássico no encharcado gramado do Allianz Parque, deixa o atual vice-campeão brasileiro ainda vivo na disputa pelo título, ao mesmo tempo em que diminui muito, mas muito mesmo, as chances de bi alviverde.

E, de quebra, coloca alguma pressão no Corinthians, que neste domingo pega o Cruzeiro. Agora, são sete pontos que separam os alvinegros – 54 a 47. Tem tempo para ser anulada.

O jogo não foi grande coisa, longe de ser memorável. Ok, o mau tempo atrapalhou um lado e outro. Mas, se houve méritos do Santos, eles ficaram para a capacidade de marcar o adversário e para a eficiência de aproveitar uma das raras oportunidades que apareceram. Ficou na conta do talento de Ricardo Oliveira (e no cochilo da zaga) o gol decisivo.

Se houve falhas do lado perdedor, mais uma vez elas se concentraram na incapacidade para criar, impor-se em casa, acuar o rival. Vanderlei, o excelente goleiro santista, passou despercebido no duelo. Isso diz muito a respeito da ausência de apetite palestrino. A rigor, Dudu & Cia estiveram duas vezes mais próximos do gol. E ainda assim sem aquele perigo…

E Cuca viu desempenho muito bom do time dele. Acha que o placar adverso influi nas análises negativas. Ora, negativo é cruzar 42 bolas para a área, para a festa dos zagueiros do Santos e sem nenhuma conclusão, sobretudo nos minutos finais, na base do desespero.

Negativo é rodar a bola sem ser produtivo. Negativo é não emendar uma sequência convincente de vitórias, ao contrário de 2016. Negativo é finalizar até mais do que o Santos, mas apenas para preencher estatísticas, porque o alvo, mesmo, não acertou.

O campeonato entra no terço final com a perspectiva do Palmeiras reduzida à luta para ficar entre os quatro primeiros. Já o Santos tem o direito de voltar a sonhar com uma reviravolta, por enquanto ainda improvável, mas não impossível.

Por que o ano já acabou

Leia o post original por Odir Cunha


Vanderlei fez boas defesas, a zaga santista não jogou mal, mas o Barcelona foi melhor e mereceu a vitória. Santos terminará 2017 sem títulos.

Faltam 101 dias para terminar 2017, mas para o santista o ano já acabou. A 12 pontos do líder do Campeonato Brasileiro, com problemas no elenco e sem ânimo para empreender uma recuperação, ao Santos resta apenas tentar permanecer no G4 da competição nacional. A derrota e a eliminação diante do Barcelona de Guayaquil, em plena Vila Belmiro, ainda ecoam em nossas cabeças. O que deu errado nessa temporada em que o Santos disputou quatro competições e em todas ficou longe do título?

Bem, as explicações para o fracasso estão nos comentários do post anterior, alguns de uma lucidez impressionante. Por mais que o futebol seja imprevisível, é evidente que faltou planejamento, seriedade, profissionalismo. Perder para um time estrangeiro, na Vila Belmiro, após 33 anos de invencibilidade, não foi obra do acaso.

Há meses temos visto o Santos jogando mal e sendo dominado, mesmo no Urbano Caldeira. Já tinha sido assim contra o Atlético Paranaense, nas oitavas da Libertadores. Aquele time que, em sua casa, pressionava e às vezes goleava os adversários, há muito tempo não dá o ar de sua graça. Falta-lhe a habilidade, a energia e a ousadia de um Geuvânio, um Gabigol, um Thiago Maia, meninos que se foram precocemente para o exterior, trocados por dinheiros para pagar a folha salarial.

Mais uma vez a alegação de que o velho e acanhado estádio é carismático e nele o Santos não perde, caiu por água abaixo. Negligenciou-se novamente a oportunidade de se jogar para 30, 40 mil pessoas no Pacaembu ou mesmo no Morumbi, o que resultaria em uma pressão muito maior sobre o adversário, além de mais dinheiro em caixa.

Se alguém tiver a pachorra de somar os milhões de reais que já foram perdidos pelo preconceito dessa diretoria de utilizar os grandes estádios da capital nos jogos importantes do Santos, verá que o montante já alcança uma pequena fortuna. Um clube profissional não pode se dar a esse luxo.

Um clube profissional que queira ser competitivo não pode vender precocemente seus jovens valores, como os citados Geuvânio, Gabigol e Thiago Maia, apenas para pagar as folhas salariais, e contratar jogadores inconsistentes, sem condição de serem titulares em um time grande do Brasil, como Leandro Donizete, Kayke, Cleber, Vladimir Hernandez, Fabián Noguera, Copete, Vecchio…

O departamento técnico de um clube profissional deve ter um rígido programa de treinamentos, a fim de transformar jogadores em atletas capazes de suportar os 90 minutos de uma partida de futebol. Mas no Santos só se ouve falar de descanso e de poupar jogadores. E justo na hora agá, no jogo decisivo, dois titulares importantes, do mesmo setor do campo – Lucas Lima e Renato – acabaram desfalcando o time.

A administração de um clube profissional não pode passar três anos só aumentando as dívidas, transformando o clube em um grande cabide de empregos e não deixando, de legado, nem um centavo a mais em seu patrimônio. Pode parecer que não, mas tudo isso estava em campo, na noite de quarta-feira, diante do Barcelona de Guayaquil – um clube que talvez pareça humilde, mas é bem estruturado e tem um estádio, o Monumental Isidro Romero Carbo, com capacidade para 57 mil pessoas.

A falta de opções no banco de reservas refletiu a péssima montagem do elenco santista para 2017. Com alguma capacidade técnica, havia apenas Jean Mota, que fez o que pôde. Essa não é a hora de culpar os jogadores, eu sei. A responsabilidade por vestirem a camisa do Santos é de quem os contratou e escalou.

Mas, por falar neles, é óbvio que, como a partida confirmou, alguns não poderão mais estar nos planos do clube em 2018. Assim como faltou categoria a muitos já citados, o ex artilheiro Ricardo Oliveira mostrou que não tem mais pernas e por falta delas perdeu a maior oportunidade do Santos no segundo tempo. Renovar contrato com ele seria mais uma temeridade. O próprio caso de Lucas Lima tem de ser analisado com carinho, pois parece que ele não tem mais a menor motivação de continuar no Santos. E sem motivação o jogador finge que joga, toma cartões de graça e está sempre no departamento médico.

Não se pode, ainda, tirar a responsabilidade do técnico Levir Culpi, que depois de um início firme, em que chegou a discursar contra os cultos religiosos na concentração, parece ter seguido o roteiro de Dorival Junior e sucumbido à vontade, ou falta dela, de alguns líderes do elenco. De que adiantou, por exemplo, poupar todos os titulares contra o Botafogo? Usasse um time misto e hoje o Santos estaria a nove pontos do líder, com alguma chance de tentar alguma coisa no Brasileiro.

Porém, acima do técnico há o departamento de futebol. E se ele é frouxo, não impõe regras claras e não consegue cobrar ou amparar os jogadores, o que se tem é um elenco sem comando, em que não há espírito coletivo e muito menos motivação para grandes conquistas.

Por fim, acima do departamento de futebol há a presidência do clube, que tem a obrigação de definir as metas, os procedimentos e os rumos da entidade. Se ela é correta, responsável e transparente, essa credibilidade passa para todos os setores do clube e chega até o elenco.

Após um fracasso, os torcedores costumam descontar sua frustração nos jogadores, como ocorreu na Vila Belmiro, mas os atletas são apenas o primeiro elo da cadeia e, por isso, quase sempre os menos culpados. Muitas vezes são obrigados a jogar com salários atrasados, o que é desmotivador para qualquer profissional.

De qualquer forma, com ou sem chance de título, o Campeonato Brasileiro ainda não terminou e o Santos tem a obrigação de seguir lutando em busca da melhor colocação possível. Afinal de contas, o verdadeiro profissional tem de estar sempre disposto a dar o melhor pela empresa que lhe dá o sagrado pão de cada dia. E para o sócio do clube restará, até o começo de dezembro, a inadiável tarefa de analisar muito bem e decidir o que quer para o Santos a partir de 2018.

E você, o que acha disso?

Somos todos Santos

Enfim, chegou o momento de anunciarmos a chapa Somos todos Santos, encabeçada por José Carlos Peres, Orlando Rollo e por mim. O anúncio ocorrerá hoje, quinta-feira, a partir das 19 horas, no Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu. Na oportunidade falaremos de nossas propostas, resumidas em um conjunto de 11 pontos principais.

Você é nosso convidado(a) para esse evento importante para o futuro do Santos. Confirme sua presença com a Mariana, pelo telefone (13) 99136-3264 e venha viver conosco esse momento que pode ser decisivo na história do clube. Estarei lhe esperando de braços abertos.

cartaz - anuncio chapa

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A realidade do futebol

Leia o post original por Odir Cunha

Com grandes times brasileiros priorizando outras competições, o alvinegro da capital se distanciou na liderança do Campeonato Brasileiro e, como era de se esperar, acabou endeusado por cronistas-torcedores. Nesse domingo, porém, com os times descansados e completos, tivemos uma boa ideia da realidade do nosso futebol: o Santos dominou, criou mais chances de gol, ganhou de 2 a 0 e ainda teve um pênalti não marcado. Jogadores badalados do adversário pouco ou nada fizeram, enquanto muitos santistas mostraram uma qualidade que os levaria até à Seleção nacional caso o técnico desta fosse neutro, como deveria ser.

Bruno Henrique, por quem passou quase todas as chances de gol do Santos, fez o que quis com Fagner, lateral que Tite inventou na Seleção (depois não chorem se vierem outras goleadas na Copa da Rússia). Lucas Lima se destacou no meio de campo, em que sua classe e noção de tempo destoa das caneladas dos demais. Ricardo Oliveira mostrou presença de área e a defesa santista se saiu melhor do que a adversária, o ponto forte do adversário.

O primeiro tempo terminou 0 a 0, mas a maior oportunidade foi do Santos, aos 42 minutos, com passe de Bruno Henrique e arremate de Ricardo Oliveira que Cássio defendeu à queima-roupa. No segundo tempo, Lucas Lima marcou aos 12 minutos, após Bruno Henrique deixar Fagner sentado e cruzar para a área.

Depois, o adversário tentou pressionar, mas provou do seu próprio veneno, pois criou muito pouco no ataque e viu o Santos chegar mais perto do segundo gol em diversas oportunidades. Ricardo Oliveira estava realmente impedido quando fez o segundo gol, mas o pênalti de Fagner sobre Bruno Henrique deveria ter sido marcado. A jogada de ombro a ombro é permitida, mas jogar o corpo contra o tronco do adversário, desequilibrando-o, como fez Fagner, é falta.

Por fim, para corar a ótima atuação e a cristalina superioridade santista, Lucas Lima viu Bruno Henrique Livre e este tocou para Ricardo Oliveira, mais livre ainda, só empurrar para as redes, aos 47 minutos. Vitória justíssima, assistida por 12.567 espectadores em uma Vila Belmiro em festa, primeira derrota do medíocre líder em campos adversários e sinal de que, se desse ao Brasileiro o valor que ele merece, o Santos bem que poderia estar na liderança.

A delegação santista viajaria para Guayaquil logo em seguida, onde, como único invicto da competição, enfrentará o Barcelona local, pelas quartas de final da Copa Libertadores. É evidente que se trata do jogo mais importante para o futebol brasileiro nessa semana. Por mais que alguns veículos da imprensa tentem fantasiar as coisas, com interesses indecifráveis, a verdade é que o Clássico Alvinegro deste domingo mostrou qual é, no campo, a realidade do nosso futebol.

Faltam quatro dias para se encerrar a campanha de pré-financiamento de uma das obras mais importantes da história do Santos e, por incrível que pareça, ainda não conseguimos alcançar metade do valor necessário para imprimir 2.000 exemplares do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”. Da meta de R$ 48 mil, quando escrevo esse post não se chegou a 24. Mas não desistiremos, pois assim como correu com o Dossiê, sabemos que se trata de uma obra fundamental para documentar para sempre as façanhas que só o Santos realizou por gramados de todo o mundo.

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O Corinthians é humano!

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians perdeu pela terceira vez em quatro jogos no returno, depois de 19 rodadas de invencibilidade. O tropeço desta vez foi diante do Santos, no clássico disputado na Vila Belmiro. Sabe o que essas recentes derrapadas mostraram? Que o líder é formado por gente e não a máquina intransponível da primeira parte do campeonato.

A turma de Fabio Carille tem valor – e isso ficou provado na larga vantagem que ainda tem sobre os demais concorrentes. Mas se “humanizou” com a oscilação. O retrospecto anterior era absurdo, fora do comum, improvável até para gigantes como Barcelona, Real Madrid, Bayern de Munique e outros do mesmo quilate. Ter índice de mais de 80% de conquista de pontos significava proeza para entrar no Livro dos Recordes.

A tal turbulência inevitável para qualquer equipe em qualquer competição longa finalmente deu as caras. Porém, veio num momento em que a distância para o restante se mantém folgada. E, mais do que isso, no início da segunda metade da Série A. Ou seja, há tempo suficiente para retomar o equilíbrio e, se tiver calma, para a festa do título.

Este o lado otimista da análise. O outro, mais realista: o Corinthians não consegue surpreender. A estratégia de jogo foi apreendida pelos rivais, tem sofrido marcação forte (que era uma de suas especialidades), vê os principais jogadores anulados, os laterais descem pouco e não cria chance de gol com facilidade. Por ora, virou time comum, como prova a apresentação de Rodriguinho, Jadson, Fagner, Gabriel, Jô, Romero, para ficar em pontos de referência.

Isso ficou evidente no duelo na Baixada. O Santos soube conter o toque de bola corintiano, trocou passes, teve paciência para esperar brechas. Além disso, contou com atuação excelente de seus atletas experientes. E teve em Lucas Lima o regente que o torcedor aprecia. A defesa esteve segura, o meio foi bem, o ataque funcionou na hora certa.

O Santos teve mais “vontade” de ganhar, apesar de poucas finalizações. No primeiro tempo, a melhor chance parou em defesa de Cássio. No segundo, ganhou ânimo com o gol de Lucas Lima aos 12 minutos (o primeiro dele no campeonato) e fechou a conta com Ricardo Oliveira aos 48. Está a 9 pontos do Corinthians (50 a 41), com direito a sonhar.

 

O que esperar de 2017?

Leia o post original por Odir Cunha

Pelo décimo primeiro ano consecutivo o Santos perdeu na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Dessa vez o jogo era no Maracanã, campo neutro, com apenas nove mil torcedores e o adversário, mediano, estava há três partidas sem vencer. Três gols sofridos em um único jogo mostra bem o descontrole e as indecisões da improvisada defesa do Santos. Titulares, como Victor Ferraz, Vitor Bueno e Ricardo Oliveira estão devendo e Dorival Junior precisa ter coragem e visão para mexer no time. Bem, vamos aos vídeos e quero saber suas opiniões nos comentários.

Matéria da Fox sobre o jogo:

Análise de Gustavo Roman:

Começou o Brasileiro, voltou a promoção do Dossiê

Convencido por insistentes pedidos, especialmente de palmeirenses e santistas, em homenagem ao início de mais um Campeonato Brasileiro estendo até o final de maio a promoção do Dossiê da Unificação dos títulos brasileiros. Um exemplar, com frete pago e dedicatória exclusiva, volta a custar apenas R$ 39,00.

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Quem é a grande decepção do Paulistão?

Leia o post original por Craque Neto

Naquele famoso papo de boteco discutimos no ‘Os Donos da Bola’ da Band sobre quem teria sido a grande decepção do Campeonato Paulista 2017, que se encerrará no próximo domingo com a final entre Corinthians e Ponte Preta. Muita gente acha que coletivamente o Santos deixou muito a desejar. E é verdade. A equipe do técnico Dorival Junior manteve a base que fez sucesso nas últimas temporadas. Mas caras como Lucas Lima e Ricardo Oliveira fizeram muito pouco. O artilheiro do Peixe fez apenas um gol na competição. Poxa vida! De fato é muito pouco para um cara como ele. […]

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A gente consegue o que quer

Leia o post original por Odir Cunha

Garfield descansando

Um atleta que queira muito ser campeão e trabalhe com afinco por isso, um dia atingirá sua meta. Um estudante que sonhe ser doutor, chegará lá caso estude e se dedique o suficiente para alcançar esse objetivo. Com raras exceções, qualquer um de nós conseguirá realizar seu sonho desde que esteja disposto a pagar o preço.

Não há sucesso sem querer e por isso devemos valorizar os vencedores sem inveja nem senões. Em 1985 Boris Becker, um alemão de 17 anos venceu Wimbledon. Foi uma surpresa para todos, menos para ele. Pois ninguém conquista Wimbledon sem querer. No íntimo, ele sabia que poderia, e pôde. Isso vale para todos os campeões do esporte, das artes, da vida…

Entre o final dos anos 50 e início dos 60 o Santos tinha um time que queria jogar, precisava jogar, pois o salário era pequeno e o maior rendimento vinha dos “bichos”, o prêmio por vitória. Então, veja você, mesmo atuando em quatro países diferentes, o Santos fez cinco jogos em sete dias, entre 3 e 9 de junho de 1959.

Confira: dia 3 de junho venceu o Feyernoord, na Holanda, por 3 a 0; dia 5 perdeu da Internazionale, em Milão, Itália, por 3 a 2; dia 6 derrotou o Fortuna, de Dusseldorf, Alemanha, por 6 a 4; dia 7 empatou com o Nuremberg, em Nuremberg, Alemanha, por 3 a 3 e dia 9 derrotou o Servette, de Genebra, Suíça, por 4 a 1.

Bem, aquele era o Santos de Ouro, que não escolhia adversários e tinha jogadores que não reclamavam da dureza da profissão. Nestes cinco jogos citados, Pelé e Pepe participaram de todos. Pelé marcou cinco gols e Pepe, seis. Bem, mais isso era naquele tempo. E hoje, o que querem os jogadores e o técnico do Santos, qual é o objetivo que os move?

A se depreender das entrevistas que têm dado nos últimos meses, a grande meta desses jogadores e do técnico Dorival Junior tem sido o “descanso” – palavra mais usada nas entrevistas após os jogos e no intervalo entre um compromisso e outro. Pois bem. Como está dito no título e no lead deste post, as pessoas acabam conseguindo aquilo que querem muito…

Do jogo com a Ponte Preta, em Campinas, no dia 1º de abril, até a estreia no Campeonato Brasileiro, em 14 de maio, diante do Fluminense, no Rio de Janeiro, o Santos terá jogado apenas cinco partidas: ida e volta com a Ponte, ida e volta com o Santa Fé, pela Libertadores, e o jogo contra o Flu.

Portanto, em um período de 44 dias o Alvinegro Praiano terá o invejável intervalo médio de 8,8 dias entre um jogo e outro e jogará apenas três vezes em abril, podendo descansar à vontade. Enfim, mais uma prova de que os sonhos, por mais estranhos que seja, acabam sendo realizados.

E você, o que acha disso?

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Boas e más lideranças

Leia o post original por Odir Cunha

De origem humilde, Ricardo Oliveira já pediu esmola nos semáforos da Zona Norte de São Paulo. Hoje, para os padrões brasileiros, é um homem rico. O futebol tem muitos exemplos similares. O maior deles, sem dúvida, é Pelé, Edson Arantes do Nascimento, primogênito de Dondinho e Celeste, nascido em uma pequena casa de tijolos e pintura desbotada de Três Corações, Minas Gerais, que antes dos 20 anos já era chamado de “Rei do Futebol”, título que o acompanha desde então.

Pelé e Ricardo Oliveira têm muita coisa em comum. Ambos, guardadas as imensas proporções, são reconhecidos como bons jogadores de futebol, artilheiros, destacaram-se no Santos e têm espírito de liderança. Porém, adotaram estilos diferentes para liderar. Pelé preferia comandar pelo exemplo.

Determinado a ser campeão do mundo na Copa de 70, ele usou o tempo de preparação para voltar ao seu peso e à sua forma ideais, não permitiu que nada desviasse o seu foco, aceitou sem reclamar as condições do treinamento puxado e a desconfiança de boa parte da opinião pública e mostrou, em campo, que ainda era o melhor do mundo e poderia levar a Seleção Brasileira a mais um título mundial, o que acabou acontecendo.

“Se o bife estava duro, ele cortava em pedacinhos e comia sem dizer nada. Se ele, que era o Pelé, não reclamava, o que a gente podia falar?”, diz Rivellino, lembrando os tempos de concentração para a Copa do México.

De técnica e talento reconhecidamente superiores, Pelé também foi o atleta, ao lado do zagueiro Brito, com o melhor rendimento nos treinos físicos. O resultado do seu empenho pôde ser observado em todos os seis jogos do Brasil, realizados no escaldante horário do meio-dia. Ao final da Copa, em que marcou quatro gols e deu cinco assistências, o Rei do Futebol foi escolhido, justamente, o melhor jogador da competição.

Hoje o Santos está diante de uma decisão infinitamente menor. Às 20 horas de segunda-feira, no Pacaembu, enfrentará a Ponte Preta por uma vaga na semifinal do Campeonato Paulista – um obstáculo plenamente superável para um time de melhor elenco, de técnica superior e que ainda jogará diante de sua torcida. É jogo para entrar confiante e obter uma vitória consagradora. A liderança do time, porém, está se revelando um problema.

Em uma rápida entrevista após a derrota para a Ponte Preta, em Campinas, Ricardo Oliveira mostrou-se descontente por não ter sido consultado sobre o agendamento da partida de volta para o Pacaembu e deixou a entender que tanto ele como outros jogadores santistas prefeririam enfrentar a Ponte na Vila Belmiro. Ora, esse tipo de reação não contribui nada para motivar a equipe e já deixa uma desculpa pronta – a ser utilizada por outros jogadores e pelo técnico Dorival Junior – em caso de eliminação diante do bom time de Campinas.

Além de não haver explicação técnica para a escolha da Vila, onde o Santos já foi derrotado três vezes neste Paulista, é no Pacaembu, em que o Alvinegro Praiano venceu seus 18 jogos mais recentes realizados ali, que o time terá de jogar mais vezes se quiser dobrar sua média de público e reencontrar o caminho de uma grandeza que tem lhe escapado devido a uma visão limitada e regional que verdadeiros líderes, como Pelé, já tinham deixado para trás.

Sem jamais ser o capitão do time, Pelé inspirava otimismo, destemor, confiança. Em muitas excursões santistas ao estrangeiro, o incansável atacante chegou a disputar cinco jogos em apenas oito dias. Bem diferente do Santos atual, que desde a derrota de sábado terá nove dias para se preparar tranquilamente para a revanche contra a Ponte Preta, no Pacaembu, estádio cujo maior artilheiro é Pelé, com 115 gols.

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2017 começa quinta-feira

Leia o post original por Odir Cunha

Uma vitória em Lima sobre o Sporting Crystal
e nosso técnico, de besta, virará bestial.
O ano começa agora, após o Carnaval,
tudo o que ocorreu antes não faz mal.

Diziam que ganhar o Paulista era banal,
mas agora querem a cabeça do Dorival.
Ora, a Copa Libertadores é que é a tal,
Não vale desistir antes do pontapé inicial.

Vamos sofrer? Para o torcedor é normal.
Em 2011 o começo também não foi legal
mas o time melhorou e ganhou no final.
Então, por que não acreditar igual?

Quinta-feira deve mudar o astral.
O pastor e o homem que veste tergal
Devem voltar nesse jogo essencial
Para o nosso planejamento anual.

Acreditemos ao menos no sobrenatural.
Mas, se persistir esse futebol marginal,
Aí não haverá controle emocional
Para suportar o professor Pardal.

E vocês, o que acham disso, pessoal?

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