Arquivo da categoria: Romário

O í”cone” da injustiça

Leia o post original por Rica Perrone

Não convém fazer de Fred um jogador do tamanho que ele merece.  Talvez porque não seja de um dos times mais populares do país, talvez porque parte da mídia tenha vergonha de reconhecer o exagero no massacre de 2014.

Seja pelo motivo que for, Fred coleciona títulos, artilharias, números e argumentos que só mesmo um desequilibrado pode contestar.  Mas esses não faltam. E ontem Fred escreveu mais um capítulo na história do futebol brasileiro que será citado com menos entusiasmo que um gol de Benzema em Madrid.

Passou Zico, encostou em Edmundo e Romário. O artilheiro do Galo deve encerrar a carreira perdendo, talvez, só para o Dinamite, artilheiro maior da competição.

E quando ultrapassar Romário usarão uma nova mentira para menosprezar o melhor 9 que tivemos desde a curta carreira de Adriano.

Gostemos ou não, Frederico não tem culpa de não estar na linhagem Careca, Romário e Ronaldo. O que não faz dele menor, apenas não lhe dá a condição de gênio.

Sabe aquele filme muito bom mas que você sai frustrado do cinema porque você criou uma expectativa sobre ele ainda maior? Então. A culpa normalmente não é do filme.

Pelé teve média de 0,57 gols por jogo no Brasileiro.  Zico de 0,54. Edmundo 0,48. Fred tem 0.53.  Longe de ousar compara-los, mas será possível que a gente vá passar a carreira toda desse cara contestando e colocando “poréns” ao invés de curtir a história sendo escrita e poder dizer, em alguns anos, “Eu vi o Fred jogar”?

abs,
RicaPerrone

‘Caso Rio-16’: Romário sugere CPI para gastos com esporte de alto nível

Leia o post original por Perrone

Em meio à acusação do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro sobre suposta compra de voto na escolha da sede da Olimpíada de 2016, o senador Romário defende a realização de uma nova CPI. A sugestão dele é a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue não só os gastos públicos na Rio-16, mas todo o financiamento público para o esporte de alto rendimento.

Nesse cenário, seriam avaliados todos os convênios do Ministério do Esporte, programas e leis, como a de Incentivo ao Esporte e a Agnelo/Piva, que prevê repasses de dinheiro arrecadado com loterias federais para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro).

Só da Lei Piva, o COB recebeu R$ 137,4 milhões em 2016, de acordo com o balanço financeiro da entidade. Essa receita beneficia também as confederações ligadas ao Comitê Olímpico, presidido por Carlos Arthur Nuzman, dono do mesmo cargo no comitê da Rio-2016. De acordo com a acusação dos procuradores, o dirigente foi o elo com o grupo do ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, na operação que teria permitido a compra de pelo menos um voto africano para a cidade brasileira.

A defesa de Nuzman nega que ele tenha cometido irregularidade. Vale lembrar que, em sua denúncia, o MPF-RJ ressalta as verbas federais usadas para a realização da Olimpíada do Rio.

Romário, que presidiu a CPI do Futebol no Senado, teve um indicado seu (Marcos Braz) 0cupando a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio em 2015, durante preparativos para os Jogos Olímpicos.

Eterno artilheiro, Romário parabeniza Tite pelo trabalho na Seleção

Leia o post original por Craque Neto

Além de falar sobre alguns detalhes de sua carreira e analisar o momento da Seleção, Romário fala sobre sua vida após o nascimento de sua filha, Ivy, que tem síndrome de Down.

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Desafio para Gabriéis*

Leia o post original por Antero Greco

Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa, o popular Gabigol, tiraram bilhetes premiados e serão milionários com menos de 20 anos. Ambos mal saíram da fase de juvenis e já conseguiram fixar-se nos respectivos clubes, ganharam medalha de ouro olímpica, caíram nas graças do público e de Tite. Mais do que isso, receberam cheques gordos para concordar com a transferência para a Europa. O primeiro vai para o Manchester City em janeiro; o segundo se deixou seduzir por proposta da Internazionale de Milão.

Ambos se veem diante de guinada estupenda na vida e com pouquíssimo tempo de carreira. Jesus completou 19 anos em abril e Gabigol assoprará 20 velinhas depois de amanhã. Mas devem preparar-se para defrontar-se com o desafio de vencerem em dois centros glamourosos, porém difíceis e exigentes do futebol. Itália e Inglaterra oferecem muito, com a contrapartida de exigirem demais de profissionais.

Até aí, ok. Eles logo terão consciência do tamanho da responsabilidade. Além disso, terão de superar o estigma que acompanha jovens atacantes brasileiros que se aventuram no exterior. Não são muitos os que, na era moderna do futebol, vingaram digamos, com tenra idade. Em média, se deram bem na arte de fazer gols aqueles que bateram asas um tanto mais maduros.

Foi assim com Careca (Napoli), Bebeto (Deportivo La Coruña), Jardel (Porto), Jonas para lembrar um quarteto importante – e só o último está em atividade, a divertir-se no Benfica. Primeiro cansaram de carimbar redes por estas bandas; só então, calejados e com cicatrizes de botinadas nas canelas foram encarar zagueiros europeus.

Mesmo emigrando com alguma experiência, nem todos brilharam. Roberto Dinamite saiu com 25 anos, passou uma temporada no Barcelona e fez o caminho de volta para casa. Luizão tinha 22 anos, quando se mandou para o La Coruña e resistiu a um campeonato. Adriano partiu para a Inter com 19 anos, mas rodou por Fiorentina e Parma até se fixar em Milão, entre os 22 e os 26 anos. Dali em diante, vida e obra entraram em parafuso. Pato saiu quase adolescente do Inter e nunca foi ídolo no Milan. Aos 21, Keirrison se maravilhou com a perspectiva de vestir a camisa do Barcelona e quebrou a cara.

Com 18 anos, Jô embarcou para o CSKA, de Moscou, e parecia exceção à regra. Desandou a fazer gols até despertar interesse do Manchester City. Na Inglaterra, travou. Ainda passou pelo Everton antes de ir para o Galatasaray. No regresso ao Brasil, jogou no Inter, teve o melhor momento no Atlético-MG – defendeu a seleção na Copa de 14! –, até ir pra Arábia e de lá pra China.

Exceção pra valer só Ronaldo. Não por acaso ganhou o apelido de Fenômeno. Saiu do Cruzeiro para o PSV, com 18 anos; e, da Holanda, ganhou mundo com Barcelona, Inter, Real Madrid, Milan. Conquistou títulos e prêmios, superou duas contusões terríveis e terminou a carreira no Corinthians.

A conversa toda nesta crônica não é para secar, agourar, zicar os Gabriéis (com o perdão do plural que magoa os ouvidos). Serve para mostrar que a Europa implica riscos para atacantes em formação. Ressalve-se que os rapazes são talentosos e atualmente o amadurecimento se processa de maneira rápida.
Na teoria, a missão de Jesus será menos árdua, pois jogará numa equipe que tende a ter sistema leve e de muito toque de bola, à maneira de Guardiola. Já Gabigol entrará num clube com dinheiro farto (de indonésios e chineses) e pressionado pela ausência de títulos, após o penta italiano entre 2006 e 2010. Gabriel pode esquivar-se do comando do ataque, com a alegação, correta, de que funciona bem na armação. Assim não o verão como homem-gol.

Por ora, resta curtir o que for possível. Gabigol voltou da Itália e jogou o segundo tempo do jogo com o Figueirense. Gabriel Jesus desfila a arte dele no Mané Garrincha, no clássico que o Palmeiras faz hoje com o Fluminense. E a torcida verde já começa a ter saudades dos prodígios dele…

*Crônica publicada em parte da edição deste domingo do Estadão.

Não acho Neymar gênio. Está distante dos melhores que já vi jogar.

Leia o post original por Nilson Cesar

Sinceramente acho Neymar distante dos melhores jogadores que já vi atuar. Pelé não conta. Zico, Sócrates, Rivelino, Ronaldo, Romário,  Ronaldinho Gaúcho , etc , foram muito melhores do que Neymar. Hoje  vivemos uma carência de grandes valores no futebol do Brasil e ele acaba se destacando dentro dessa mediocridade. No Barcelona Messi, Iniesta e Suarez para mim são mais importantes para o time do que Neymar. O seu comportamento fora de campo também não me agrada, mas isso não é problema meu. Não vejo verdade em suas ações. Acho tudo muito ensaiado e artificial. Tomara que o tempo ajude o Neymar amadurecer. Chamou pessoas de babacas e agora diz que teremos que engolir. Existem pessoas que são pobres demais e na verdade a única coisa que possuem é só muito dinheiro. Torço muito pela seleção brasileira , aliás Neymar é muito pequeno perto da história da seleção de futebol do Brasil.

Tostão foi generoso e exagerado com o aniversariante do dia

Leia o post original por Quartarollo

Romário completa 50 anos hoje. Parabéns a ele. Foi um dos maiores atacantes da história.

Fisicamente não era atleta, não gostava de treinar, mas nas noitadas não bebia, aliás, dizem os seus companheiros de balada, que jamais bebeu.

Era esperto, ficava sóbrio e também podia escolher melhor as mulheres.

Bêbado topa qualquer coisa. A bebida turva as ideias e a visão e isso traz problema quando se acorda mal acompanhado no dia seguinte.

Normalmente o cara diz: “Não foi com isso aí que eu dormi, não. Trocaram ela enquanto eu dormia”

Se bem que para boleiro não falta Maria chuteira de boa qualidade. Algumas vivem disso.

Mas baladas sem bebida à parte, Romário foi gênio como jogador.

Como pessoa eu não confio. Acho que soa muito falso muitas vezes e depois virou político e eu não confio nesse classe.

Estava na foto que confirmou o Brasil como sede do mundial-2014 ao lado de Dunga, Ronaldo, Ricardo Teixeira e Lula.

Era época do apoio total esperando uma boquinha no Comitê Organizador que acabou sobrando para o Fenômeno e não para ele.

Daí virou inimigo e até bateu certo em muita gente, mas já era para ter batido antes. Eles estavam do seu lado.

Parece político que se esquece onde está ou onde esteve até ontem.

Só como dois exemplos de como isso acontece. Temer faz parte do governo e diz que o PMDB quer ser governo em 2018. Oras, o que ele é agora?

Marta Suplicy foi ministra desse governo e agora faz de conta que nunca esteve lá.

É tão responsável quanto os que lá estão, aliás demorou demais para sair e ingênua ela não é. Vai convencer quem?

Em meio a tudo que se pode falar de Romário como jogador e agora político no Senado, surge a voz sempre inteligente do Dr. Eduardo Gonçalves de Andrade, popularmente conhecido como Tostão e me surpreende.

Ele respeita muito o gênio Romário e diz que na Seleção de 70 o baixinho seria titular no seu lugar. Duvido, Tostão foi o criador das principais jogadas daquele time ao lado de Gerson.

Era um Iniesta mais completo. Jogou com problema na retina que o tirou do futebol aos 26 anos de idade, em 1973, uma pena para ele e para o futebol.

Tostão era mais completo que Romário. Jogava armando pelo meio, pelos lados e dentro da área.

Tão baixinho também se meteu a fazer gols de cabeça em algumas ocasiões como contra a Argentina no ano seguinte à conquista da Copa, em amistoso, em Buenos Aires.

O passe para o quase gol do drible de corpo de Pelé contra Mazurkiewicz, do Uruguai, foi de Tostão.

O passe para Clodoaldo empatar o jogo contra o mesmo Uruguai, foi de Tostão.

Aquela obra prima desmontando a defesa da Inglaterra no gol de Jairzinho, foi obra de Tostão.

Até mesmo o arremesso lateral para Rivelino levantar a bola para Pelé abrir a contagem contra a Itália, foi de Tostão.

Numa época que lateral tinha que ser batido pelo lateral do time, Tostão pegou a bola e resolveu a situação ele mesmo.

Pegou os italianos ainda se arrumando após a bola sair e tomaram um gol de Pelé.

Se Romário jogasse naquele time de 70, meu caro Tostão, ele não ia querer o seu lugar.

Do jeito que é marrento, iria querer o lugar de Pelé. Nesse time ele não jogaria.

Nesse, eu que tanto concordo com suas observações, eu não concordo com você. Naquele time o 9 tinha que ser você mesmo. Romário seria um bom reserva assim como foram Paulo César Caju, Edu e outros que nem foram.

Tostão foi generoso e exagerado com Romário, é o que eu penso. Mas o baixinho de Minas sempre jogou mais para o time do que para ele mesmo, ao contrário do baixinho carioca.

Ausência de senadores atrasa trabalhos da CPI do futebol. Bom para Marin

Leia o post original por Perrone

Na última quinta, a CPI do Futebol realizou uma sessão com apenas três senadores presentes. Além de ouvir o depoimento do jornalista escocês Andrew Jennings, o encontro serviria para a votação de uma série de requerimentos, como a quebra dos sigilos bancário e fiscal de José Maria Marin. Só que a ausência da maioria dos integrantes impediu a votação.

Para os pedidos serem aprovados são necessários um parecer favorável de Romero Jucá (PMDB-RR), relator da CPI, e seis votos a favor. A comissão tem 11 senadores titulares.

Responsável pelo pedido de quebra do sigilo bancário de Marin, Paulo Bauer (PSDB-SC) diz não acreditar em boicote arquitetado pela bancada da bola para prejudicar os trabalhos. Por meio de sua assessoria de imprensa, ele afirmou avaliar o baixo quórum como normal, apesar de ruim. Creditou o esvaziamento ao fato de sempre existirem outras sessões acontecendo ao mesmo tempo.

Além da abertura dos dados financeiros de Marin, preso na Suíça, estão na gaveta os pedidos para que sejam convocados o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, e Ricardo Teixeira, ex-ocupante do cargo. Os dois requerimentos foram feitos em 4 de agosto pelo senador Romário, (PSB-RJ).

Também não foram apreciados ainda pedidos para que a comissão receba informações sobre movimentações financeiras da confederação com empresas internacionais. Ao todo, são oito pedidos que aguardam votação.

A CPI tem 180 dias contados desde 14 de julho para concluir os trabalhos.

Adoniran eterno*

Leia o post original por Antero Greco

Passou meio batido, mas ontem foi dia especial: 105 anos de nascimento de João Rubinato, conhecido pelo nome artístico de Adoniran Barbosa. Um dos grandes sambistas brasileiros, valinhense de origem, jundiaiense de criação e paulistano por adoção, cantou como ninguém a alma da cidade de São Paulo. Pois Adoniran – também pode chamar de “Charutinho”, seu principal personagem dos tempos de rádio -, compôs clássicos que se adaptam ao futebol nacional.

“Pafunça” se aplica à relação de Valdivia nos últimos dias de contrato com o Palmeiras. O chileno desandou a cutucar o (ainda) patrão, e em todas as entrevistas – virou figurinha fácil nos programas – dá a entender que a saída dele é injusta. O clube responde com indiferença, como na música. “Pafunça que pena Pafunça que nossa amizade virou bagunça.”

Pior deve sentir-se neste momento Diego Aguirre. O treinador uruguaio chegou ao Inter no início do ano e conviveu com cobranças diárias. Teve breves momentos de paz – o principal deles com a conquista do Estadual sobre o Grêmio – e ontem foi demitido sem maiores explicações. Pesaram contra si a eliminação na Libertadores e a trajetória de oscilação no Campeonato Brasileiro. Pode botar na vitrola, ops no smartphone, “Não me deu satisfação” e cantar: “Tenho vontade de chorar/Sei que tenho minhas razões/A mulher que eu amava/Resolveu me abandonar/Não me deu satisfações.”

O Colorado busca substituto, dias antes do Gre-Nal 407, marcado para domingo, e tem a listinha de preferidos, com nomes manjados como os de Mano Menezes, Oswaldo Oliveira e Muricy Ramalho. O ex-técnico do São Paulo não se manifesta, mas declarações de parentes próximos dizem que ele prefere descansar. Isso lembra “Um samba no Bixiga”, no trecho em que os convidados se viram no meio de uma briga na casa do Nicola, na Rua Major Diogo. “Nóis era estranho no lugar/E não quisemo se meter…”

Mano também prefere postura discreta, como convém a candidatos bem cotados para um emprego. Apesar da parada forçada já de oito meses, tem certeza de que a qualquer instante aparecerá um convite, pois no futebol, ainda mais o daqui (houve 20 demissões na Série A até agora), é melhor seguir o conselho da canção. “Não seja bobo, não escracha/Mulher, patrão e cachaça, em qualquer canto se acha.” Ô…

O que sobra, ao menos para os lados do Vasco, são provocações de Eurico Miranda. O todo-poderoso, dia sim outro idem, rouba a cena nas entrevistas e deita falação. Seja a respeito de projetos para tirar o time do buraco, ou para provocar adversários ou para apresentar jogadores. Ou tudo junto ao mesmo tempo. Uma estratégia para mostrar serviço e fazer o povo crer que a situação não é tão ruim assim. 

Ontem foi a vez de dar as boas-vindas a Nenê, outro veterano que rodou mundo e que agora aporta em São Januário para tentar evitar o naufrágio da nau. Eurico não perdeu a chance de alfinetar o Flamengo. Cai-lhe bem “Tiro ao Álvaro”, porque com a cara de mau que faz… “Teu olhar mata mais do que bala de carabina/Que veneno e estriquinina/que peixeira de baiano./Teu olhar mata mais que atropelamento de automóver./Mata mais que bala de revórver.”

Os jogadores do Santos tiveram motivo para alegrar-se. A diretoria os avisou ontem que os salários atrasados seriam quitados. Com tal medida afastou risco de ação coletiva do sindicato e Dorival Júnior e rapazes puseram pés à obra para o jogo de amanhã com o Coritiba. Os santistas já se sentiam como os músicos de “Tocar na Banda”, aqueles se esfolavam “pra ganhar o quê/ Duas mariolas e um cigarro Yolanda.” 

E o senador Romário teve de ir à Suíça para mostrar que não é dono de conta sonegada ao Fisco, conforme se publicou. Voltou de lá a cantarolar versos de “Prova de Carinho”, como “Quanto sacrifício/Eu tive que fazer/Para dar a prova pra ela/Do meu bem querer.”

Adoniran é sempre atual.

 *(Texto de minha crônica no Estadão impresso desta sexta-feira, dia 7/8/2015.)

E Romário foi mesmo à Suíça e mostrou o que a Veja não viu

Leia o post original por Quartarollo

No último texto aqui no Blog, aconselhei, bem entre aspas, é claro, Romário a ir sozinho a Suíça e não levar nenhum dos seus companheiros da CPI do Futebol para não correr risco de perder alguns por lá por ação da exigente polícia daquele país.

Mas ele foi antes para desvendar o mistério da conta que de tão secreta era falsa.

A revista Veja, sempre tão elogiada, comeu barriga como se diz no jargão jornalístico e denunciou, ela adora uma denúncia, o baixinho de ter uma conta no BSI no valor de 7 milhões e meio de dólares.

O senador recebeu um documento do banco explicando que o extrato apresentado pela revista era falso.

A Veja reconheceu o erro só à noite nesta quarta-feira, pediu desculpas aos leitores e também a Romário.

Romário ganhou essa parada e saiu mais forte para concorrer à prefeitura do Rio de Janeiro no ano que vem e para conduzir as investigações na CPI.

A Veja saiu chamuscada e fica a pergunta no ar: Será que a denunciante revista já errou outras vezes também?

No jornalismo pode acontecer. Você vive de fonte e às vezes é usado pela fonte.

Que a Veja tem boas fontes não se discute, mas fontes são fontes. Algumas só vertem água.

Gol de Romário que agora ameaça um processo de vários milhões contra a dita revista.

Seria uma indenização de 75 milhões de reais.

Se Romário ganhar toda essa grana vai poder abrir uma conta na Suíça e daí, finalmente, a manchete da revista terá alguma razão.