Arquivo da categoria: Ronaldinho Gaúcho

Salve, Robinho matador

Leia o post original por Antero Greco

Não sei você, mas torço para que craques brilhem sempre. Mesmo que tenham passado a curva da juventude e entrem na reta final da carreira. Aplaudo quem sabe jogar bola.

Por isso, uma das melhores notícias do sábado foram os três gols de Robinho nos 7 a 2 do Atlético no Vila Nova, pelo Campeonato Mineiro. Não, não venha com a conversa de que se trata de duelo desproporcional, estadual, contra time pequeno.

Também não vale dizer que os outros cinco gols foram igualmente contra times do interior – três diante do Tombense e dois contra o Tupi. Importa que Robinho marcou oito vezes e assumiu a liderança da competição. Está bem acima do que se imaginava, quando retornou de passagem apagadíssima no futebol chinês.

Robinho não é o mesmo de início de carreira, aquele das pedaladas no Santos e que logo bateu asas para a Europa. Pode não ter a mesma velocidade dos primeiros anos. Mas tem noção de espaço, sabe deslocar-se, aprendeu a economizar fôlego e esforço. Vai na boa, tem senso de colocação, finaliza como quem tem familiaridade com a bola.

Quando desembarcou no Galo, pouco tempo atrás, adverti que não tem a categoria de Ronaldinho; o gaúcho é tecnicamente extraordinário. Mas observei que pode ser tão ou mais útil do que o astro do título da Libertadores. Porque Robinho tem mais regularidade e melhor preparo do que o antecessor na condição de ídolo atleticano.

No plano doméstico, tem dado conta do recado. Agora, falta repetir a proeza de Ronaldinho na Libertadores. Tem pique e qualidade para tanto.

 

Robinho, o sucessor

Leia o post original por Antero Greco

Ronaldinho Gaúcho estava em baixa em 2012 quando aceitou proposta para jogar no Atlético-MG. Mandou-se de mala e cuia para BH e foi feliz e levou alegria ao Galo. Sobretudo na campanha vitoriosa do inédito título da Libertadores de 2013. Em seguida, despencou no desempenho, a ponto de não terminar a temporada de 2014. Mas marcou presença no coração do torcedor.

Agora é a vez de Robinho tomar o lugar de Ronaldinho. E, de novo, o desafio é a conquista da América. O astro maduro desembarcou no clube dias atrás e nesta quarta-feira estreia na competição no jogo com o Independiente Del Valle, no Independência.

Há expectativa em torno do que Robinho pode acrescentar ao grupo dirigido por Diego Aguirre. Ele chega com o status de primeiro solista da companhia alvinegra e com a missão de preencher espaço vago desde a saída do gaúcho. E prometeu dar conta do recado.

Claro que cautela é tão bom quanto caldo de galinha. Mas não se perde nada por apostar num atleta já trintão, rodado, que vai e vem do exterior, e que comprovadamente teve mais sucesso por aqui do que nas incursões na Europa e na China.

Robinho não tem o repertório de Ronaldinho, um dos mais completos malabaristas que já apareceram no futebol.  Não significa que Robinho seja mediano; ele está acima do normal. A questão é que compará-lo com Ronaldinho seria injusto, pois se trata de um fora de série.

A vantagem de Robinho, no entanto, está na regularidade e no histórico de raras contusões. A tendência é a de que defenda o Atlético com mais frequência e, portanto, venha a contribuir por uma trajetória interessante na Libertadores.

A conferir.

Lágrimas de Levir são atitude de Homem

Leia o post original por Antero Greco

 

Deixei baixar um pouco a poeira da saída de Levir Culpi do Atlético-MG para ver o que restava. E, desde a quinta-feira, uma imagem se manteve bem forte: as lágrimas do treinador na entrevista de despedida. Pode ser bobeira para alguns, mas para mim o choro continua a ser uma das manifestações mais humanas que há. E tocantes. Se for de homem maduro, então…

Levir é rodada na profissão, girou o mundo no mundo na bola, ganhou e perdeu campeonatos, recebeu elogios e muitos xingamentos. Deve estar com ouvidos calejados de ouvir “Gênio!” e “Burro!”, dependendo da ocasião. Provavelmente deve ter um belo pé de meia. Merece, pois ganhou dinheiro com o trabalho dele e não o tirou de ninguém.

Ainda assim, com tanta coisa que já viu, teve a capacidade de comover-se ao falar do tempo em que durou a quarta passagem pelo Galo. Ficou tocado ao lembrar das pessoas que o cercaram, dos colaboradores, da imprensa, da torcida. Não é tocante isso? Ou vai ver também estou ficando mais sensível por causa da idade?

Sei lá. Sei que Levir engrandeceu em meu conceito, se é que isso importa em alguma coisa. Como também cresceu pelo trabalho que fez no Atlético. Começou discreto, após retorno de enésima aventura fora do Brasil. Sem muito crédito nem alarde.

E com a responsabilidade de substituir Cuca, o artífice do título da Libertadores de 2013. (Nem levo em conta a brevíssima tentativa com Paulo Autuori, que mal esquentou banco.) Desafio e tanto.

E deu certo. Levir manteve a pegada do antecessor e, mesmo com baixas no elenco, com as aparas que teve de cortar (Ronaldinho Gaúcho se tornou uma delas, infelizmente), conseguiu uma Copa do Brasil vencida na raça. Teve também o Estadual e uma campanha digna no Campeonato Brasileiro.

Impressiona como o desgaste vem rápido. De um momento para outro, a diretoria constatou que acabou o ciclo, que é preciso modernizar. Isso com menos de dois anos de Levir por lá. Os cartolas não têm coragem nem paciência de bancar projetos de longo prazo. Cedem aos primeiros sinais de pressão e recorrem à tradicional solução de trocar de treinador.

E Levir teve a dignidade de emocionar-se em público.

Bacana.

Quem ganhou mais: Timão sem Sheik e Guerrero, Grêmio sem Felipão ou o Galo sem Ronaldinho Gaúcho?

Leia o post original por Milton Neves

bloggg222

Coincidentemente os três melhores do Brasileirão “perderam” suas estrelas em 2015.

Aliás, o Galo desde julho de 2014 é que ficou mesmo sem “maestro”, um maestro mais no nome do que a bola que estava lenta demais.

E o Palmeiras também não lucrou técnica e financeiramente sem Valdivia?

Estes fatos não “provam” que estrelas com brilho do passado não iluminam mais nada?

E aí, o que você acha: medalhão não dá mais faixa no peito?

Opine!

Falem o que quiserem, mas Ronaldinho Gaúcho deixou o Fluminense por cima! E você, torcedor, ainda gostaria de ver o veterano craque vestindo a camisa de seu time?

Leia o post original por Milton Neves

ronaldinho

A notícia pegou a todos de surpresa na noite da última segunda-feira.

Ronaldinho Gaúcho não é mais jogador do Fluminense.

Falem o que quiserem, mas Ronaldinho deixou o Flu por cima!

Afinal, o meia embolsou nada menos do R$ 222 mil por jogo (ao todo foram nove partidas).

Nada mal, não é mesmo?

Mas, e agora, qual será o destino de Gaúcho?

Algum clube brasileiro, norte-americano, árabe ou chinês?

Ou seria melhor pendurar as chuteiras de uma vez?

E você, torcedor, ainda gostaria de ver Ronaldinho, que assombrou o mundo com espetaculares jogadas e gols durante sua passagem pelo Barcelona, de 2003 a 2008, em seu time do coração?

Opine!

Ronaldinho parece que desistiu de vez do futebol. Passou pelo Fluminense sem jogar

Leia o post original por Quartarollo

Um dos maiores jogadores da história do futebol.

Assim podemos definir Ronaldinho Assis, ou Ronaldinho Gaúcho como é conhecido mundialmente.

Jogador de qualidade extraordinária, capaz de inventar jogadas mágicas e que acabou mais cedo do que devia.

De 2002 até o primeiro semestre de 2006 ninguém discutia Ronaldinho. Era ele o número um e acabou.

Era o melhor jogador do Barcelona e o melhor do mundo.

Naufragou com a Seleção Brasileira, em 2006, na Alemanha, e parece que o desgosto nunca mais o abandonou.

Virou um jogador triste, perdeu o encanto e apenas fingia que ainda era o mesmo de antes. Ronaldinho desistiu de Ronaldinho.

Nunca ninguém conseguiu explicar esse fenômeno da queda vertiginosa de rendimento do craque.

Teve um brilho efêmero no Atlético Mineiro como campeão da Libertadores, mas voltou a hibernar depois disso. Foi o último suspiro do gênio.

Se pediu Ronaldinho na Seleção por muito tempo, mas ninguém acreditava mais nele.

Na Olimpíada de Pequim, em 2008, ficou com a medalha de bronze e não foi brilhante.

O técnico Dunga lhe deu ali uma última chance e ele não aproveitou.

A imagem mais marcante dele foi quando falava ao celular no pódio enquanto esperava a entrega da medalha.

Uma imagem degradante para o craque que foi. Por tudo isso ficou fora da Copa de 2010.

Suas últimas passagens por Querétaro, do México, e agora no Fluminense não devem nem entrar no seu glorioso currículo.

Ele apenas passou, não jogou, não fez nada de bom dentro de campo, não agregou valores ao elenco e não ajudou o time e nem a si mesmo.

Parecia mais um morto vivo, um homem vivendo do seu passado sem esperanças de que os dribles e as jogadas geniais de antigamente voltassem aos seus pés.

O Fluminense acreditou nele, mas ele parece não querer mais. Nem Ronaldinho acredita mais em Ronaldinho.

É uma pena. Tinha tudo para ser número um do mundo por muito tempo.

Quando o meia Assis apareceu no Grêmio, um canhoto que era muito bom jogador, já se dizia que o bom mesmo da família era o irmão mais novo.

A profecia se confirmou, Ronaldinho virou gênio mundial.

Mas saiu do Grêmio de uma maneira torta aproveitando-se da Lei Pelé que começava a valer e que acabava com o passe preso ao clube.

Ronaldinho saiu pelas portas do fundo do então estádio Olímpico, virou anti-herói da torcida e foi dar lucro ao Paris Saint Germain que o revendeu por um punhado de dinheiro para o Barcelona.

Foi ingrato ou apenas aproveitou uma lei que lhe beneficiava? Os gremistas jamais perdoaram Ronaldinho.

É uma discussão sem fim, mas os franceses agradecem até hoje o belo lucro que tiveram com um dos maiores jogadores da história que nunca viram igual nas suas supostas fileiras de base.

No Barcelona fez história, mas depois no Milan já não era o mesmo e a volta ao Brasil era inevitável.

Foi mais ou menos igual a Kaká, não tinha mais espaço nos grandes times da Europa e as Américas abriam de novo as portas para o “filho pródigo”.

Talvez seu futuro, se é que há futuro para Ronaldinho, esteja nos Estados Unidos. Lá tem muito dinheiro, um campeonato ruim, mas organizado.

Ele ainda tem futebol para americano ver.

É bom aproveitar agora. O futebol está crescendo nos Estados Unidos e logo, logo vai ser mais difícil jogar por lá.

Os torcedores podem ficar mais exigentes e não aceitarão jogadores em fim de carreira no seu Campeonato.

 

Ronaldo Fenômeno completa hoje 38 anos! Mas, afinal, qual foi o melhor Ronaldo que você viu em campo: o Fenômeno, o Gaúcho, o Cristiano ou o Giovanelli?

Leia o post original por Milton Neves

ronaldos

Hoje é uma data muito importante para o futebol brasileiro.

Afinal, Ronaldo Luís Nazário de Lima, um dos maiores ícones do nosso esporte, completa 38 anos de idade.

E que falta o Fenômeno faz, não é mesmo?

Principalmente quando vemos as recentes convocações da Seleção Brasileira, com nomes quase que desconhecidos.

E o nome Ronaldo é místico para o futebol.

Afinal, quantos verdadeiros craques foram batizados assim!

Por isso, pergunto a vocês: qual foi o melhor Ronaldo que vocês viram em campo:

O Fenômeno?

O Gaúcho?

O português Cristiano?

Ou o Giovanelli?

Opine!

Ponte renasce. Qual a saída para o Flu?

Leia o post original por Antero Greco

O Fluminense brinca com fogo. Mais uma vez. Parece que não aprende com os sustos que leva e flerta com a parte de baixo do Brasileiro. No returno, em oito rodadas, acumula um empate e sete derrotas – a mais recente agora há pouco, no final da noite de sábado, nos 3 a 1 para a Ponte Preta, em Campinas.

O tricolor tem 34 pontos e vê a turma do sufoco aproximar-se. Os campineiros venceram três em seguida e saltaram para 37 pontos. Um alívio e tanto, para quem andava com medo do rebaixamento até uma semana atrás. Oscilações de um campeonato pra lá de maluco e empolgante.

A Ponte repetiu a dose do jogo com o Santos, no domingo pela manhã: bastou-lhe primeiro tempo impecável e implacável para liquidar com a missão. O veterano Borges abriu a conta aos 7, Fernando Bob (pênalti) aumentou aos 26 e Marlon (contra), aos 40, garantiram a vantagem. Scarpa diminuiu no comecinho do primeiro tempo, e só.

A Ponte jogou o básico, segundo plano traçado por Doriva. E o que vem a ser isso: marcação forte, velocidade nos contragolpes e defesa bem firme. Borges e Diego Oliveira, na frente, infernizaram a zaga tricolor. No segundo tempo, cansaram e deram lugar para Keno e Alexandre, mas quando o resultado não corria risco de ser modificado.

O estreante técnico Eduardo Baptista não mexeu muito em relação aos sucessores, embora tenha deixado Marcos Júnior como opção no banco (depois entrou). Também recorreu a Ronaldinho Gaúcho, que saiu da reserva para campo, para ver se ajudava pelo menos a chegar ao empate. O astro foi mais apagado do que a Lua em eclipse. Não fez nada, a não ser toquinhos e cobranças de falta. Como passou em branco Fred.

O Fluminense decepciona a cada apresentação. Para sua sorte, ao menos até agora, teve um período produtivo, na largada do Brasileiro. Por isso, continua em posição intermediária. A gordura, no entanto, está perto do fim. Se mantiver essa ladeira abaixo, logo baterá desespero maior do que aquele que levou a três mudanças de treinador…

Flu perde o prumo e o Sport tira peso

Leia o post original por Antero Greco

O Fluminense não é um time ruim. Mas tem jogado futebol chinfrim. Já há algum tempo entrou numa espiral negativa e não consegue reencontrar o prumo. Foi assim de novo, na derrota por 1 a 0 para o Sport, no início da noite deste domingo, em Recife. Já a equipe pernambucana tirou peso enorme das costas, pois havia dez rodadas não sabia o que era comemorar vitória.

Fred voltou. Eis um ponto de esperança para o torcedor tricolor. O centroavante é líder e artilheiro, referência para companheiros e preocupação para adversários. Isso em circunstâncias normais. Porém, a fase que o Flu vive é tão inconstante que pouco valeu a presença do atacante em campo. Teve atuação abaixo da média e arriscou um ou outro chute sem perigo.

O Sport optou por formação mais agressiva, com Maikon Leite, Hernane, André, como alternativa para encerrar o jejum. O atrevimento de Eduardo Baptista deu certo, com o gol de Danilo e domínio do jogo. Enderson Moreira mexeu o Flu no segundo tempo, colocou gente para pressionar na frente (Osvaldo, sobretudo) sem que conseguisse alterar a forma da equipe se comportar.

Amarga outra derrota, emperrou de vez no meio da tabela e corre risco de fazer apenas figuração daqui em diante. A compensação está no fato de que um bloco significativo de concorrentes frequenta o mesmo setor. Do qual, aliás, faz parte o próprio Sport, que o ultrapassou na classificação (36 a 34 pontos).

E, no meio desse furacão, a dúvida: e Ronaldinho Gaúcho?

Galo mantém crista alta

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians não dá sinais de cansaço na liderança. E só não tem vida mais folgada porque o Atlético-MG continua a fazer-lhe sombra. De que jeito? Simples, com bom futebol. O Galo também não diminui o ritmo, supera desafios e fica à espreita para o bote, se a oportunidade aparecer.

O Atlético que propõe jogo, mesmo fora de casa, reapareceu na tarde deste domingo no Maracanã. E num jogo importante, já que encarava o Fluminense, outro pretendente ao trono nacional. Tropeço significaria, para Levir Culpi e rapaziada, ver o líder ampliar a vantagem. A pressão ficaria maior.

O Galo fez, então, o que devia: tratou de impor-se, de impedir que Flu ficasse à vontade. Comportou-se como mandante ou como convidado impertinente. Deu certo, pois Giovanni Augusto (um dos melhores em campo) abriu o marcador, em jogada que contou com participação de Luan e Lucas Pratto.

A vantagem fez o Atlético respirar, embora não tenha liquidado o Flu, que empatou no comecinho do segundo tempo com Wellington Paulista. A partir dali, a partida ficou mais equilibrada, e o vice-líder teve dificuldade até chegar ao gol decisivo, com Patric, aos 37 minutos. Suado ou não, importa que veio a vitória.

O Atlético teve como aspectos positivos a postura valente, o trabalho no meio-campo, a movimentação de jogadores de frente. Reafirmou, em suma, a vocação para protagonista e não a de simples coadjuvante no Brasileiro. A tarefa é complicada, mas como os resultados aparecem faz até diminuir o desgaste.

Já o Flu deve limitar-se à briga por um lugar entre os quatro primeiros. E ainda assim terá dificuldades. A ausência prolongada de Fred é sentida; ele faz falta não só pelos gols, mas pela liderança. Não se deve esperar muito de Ronaldinho Gaúcho. Pelo visto, continuará a ser participante de luxo da equipe, com um toque aqui, um drible ali, um lançamento acolá, cobranças de falta e escanteio ali na frente. E só.