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Momento de Decisão

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que a vida é feita de momentos. Há os indigentes, que não servem para nada a não ser para comprovarmos que estamos vivos. Seria, no futebol, os jogos para cumprir tabela. Porém, sempre chega a hora de um momento decisivo e é este que separa os homens dos meninos, os bons dos maus, os valentes dos covardes, os honestos dos ladrões… O momento decisivo define carreiras. Quem se destaca nessa situação limite é lembrado para sempre; mas os que fracassam são repudiados ou esquecidos.

Veja que Pelé não foi Rei Por acaso. Ele jamais perdeu uma decisão, a não ser que estivesse fora de forma física, como ocorreu em 1966. Seus mais de 20 títulos oficiais com a camisa do Santos têm uma explicação clara: na hora agá o homem virava fera e ninguém conseguia superá-lo. Essa é uma de suas grandes diferenças para os outros craques. Pelé não dava xabu. Fez duas finais de Copas do Mundo e nelas marcou três gols, deu duas assistências e foi considerado o melhor em campo. Enquanto outros…

Digo isso porque estamos diante de um momento desses para o nosso Santos, que nesse sábado, às 17 horas, no Pacaembu, enfrenta o São Paulo e uma torcida de mais de 30 mil bocas pela manutenção de seu sonho de ser campeão brasileiro. Ainda é plenamente possível, mas a dúvida dos santistas não é se o medíocre líder fraquejará de novo, mas se o Santos dará uma de Pelé e crescerá no momento decisivo.

Sinto desconfiança entre os torcedores, ainda mais agora que Zeca entrou na justiça contra o clube alegando atraso de salários. Já vimos essa história antes no final da gestão de Odílio Rodrigues. Será que a direção atual reservou o dinheiro para festas eleitoreiras e se esqueceu de pagar os jogadores? O fato é que um ambiente dividido, com jogadores desmotivados, naturalmente diminui o ânimo da equipe para o grande embate. O Luisinho, leitor do blog, sintetizou a expectativa de muitos santistas em um comentário duro, mas realista:

Já dá para imaginar como vai ser o jogo no sábado: o Santos vai ser amassado pelo limitado time do São Paulo, aquele jogo que dá raiva de assistir, e jogar por uma bola no contra-ataque. Se acontecer um milagre e o Santos abrir o placar, os dez jogadores vão ficar atrás da linha do meio-campo, implorando para tomar o empate. Preparem seus estômagos….

Bem, é isso mesmo que tem acontecido nos últimos jogos do Santos. O time não consegue ganhar com facilidade de nenhum adversário e ainda sofre pressão de todos eles. Sem motivação para buscar a vitória, sem ânimo para correr com a bola, ou fechar os espaços quando estiver sem ela, não há time que seja competitivo no futebol atual. Mas será que não podemos esperar nada desses jogadores no clássico?

Bem, eu acredito, no mínimo, na inteligência. Sei que mesmo os jogadores que pensam em sair do Santos em 2018 quererão aproveitar esse confronto para deixar uma boa imagem e despertar o interesse de outros clubes, e só conseguirão isso jogando com vontade, doando-se ao time e conquistando uma grande vitória. Se não podem jogar pela diretoria que lhes atrasa os pagamentos, nem pela torcida que os persegue, que ao menos joguem por seus caráteres e suas carreiras. E que a esperança não morra.

E você, o que pensa disso?

É frequentador deste blog, apoia as ideias do Movimento por um Santos Melhor, sonha em ser conselheiro do clube e quer fazer parte da chapa Somos todos Santos? Envie-me um e-mail para o endereço blogdoodir@blogdoodir.com.br e vamos conversar sobre isso. Você pode ser mais importante na vida do Santos.

E-mail para votar em São Paulo

Muitos sócios têm me perguntado como farão para votar para presidente do Santos, no dia 9 de dezembro, sem precisar ir até a Vila Belmiro. É simples. Basta pedir a mudança de domicílio eleitoral pelo e-mail domicilioeleitoral@santosfc.com .br

No e-mail o sócio deve dizer que prefere votar em São Paulo e incluir o seu nome completo, número do CPF e seu número de sócio do Santos.

O pedido também pode ser feito pessoalmente, na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Mesmo os associados que pediram a mudança de domicílio eleitoral na última eleição deverão fazê-lo novamente, ou deverão votar na Vila Belmiro.

O prazo para pedir a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vai até o dia 24 de novembro. Portanto, se você quer votar na sede da Federação Paulista de Futebol, não perca tempo.

Poderão votar todos os sócios do Santos que tiverem ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estiverem em débito com o clube.

Os associados inadimplentes que quiserem quitar as suas contribuições atrasadas para garantir o seu direito de voto poderão fazê-lo até o dia 4 de dezembro. O clube promete manter a secretaria social e a tesouraria de plantão de 29 de novembro a 4 de dezembro, das 10 às 21 horas, para atender aos sócios.

O Santos tem sido um clube abençoado pelos deuses do futebol, que o escolhem para, regularmente, receber em sua manjedoura meninos escolhidos, especiais, que nascem ali para brilhar no futebol. Está na hora de termos também dirigentes à altura desses craques. Mas essa última parte depende de você, sócio santista. Vote no dia 9 de dezembro, na Vila Belmiro, ou na Federação Paulista de Futebol, e coloque o Santos no reencontro de sua universalidade.

E você, o que acha disso?

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Um apelo à lógica

Leia o post original por Odir Cunha

UM APELO À LÓGICA

Sei que para muitos o futebol deve continuar sendo uma convulsão de emoções e improvisações, mas nos campeonatos mais prósperos do mundo, onde atuam os times de futebol mais atraente e valorizado, o bom senso e a velha lógica preponderam. Digo isso porque o futebol brasileiro e o nosso Santos parecem estar de ponta cabeça. Veja o querido leitor e a querida leitora que eu já ia escrever que o Sansão será nesta tarde de domingo, mas me lembrei que, na verdade, o jogo começa às 19 horas, portanto, à noite.

O único clássico paulista da rodada marcado para o anti-horário das 19 horas! Não sei como os presidentes dos clubes aceitam isso. É evidente que esse horário deprecia o espetáculo. Não é lógico, assim como carece de bom senso o Santos insistir em jogar na Vila Belmiro quando poderia ter escolhido o Pacaembu, já que neste domingo não jogos na capital e na última vez que enfrentou o São Paulo no Paulo Machado de Carvalho o público pagante foi de 19.748 pessoas, com 24.830 no total. No Urbano Caldeira, com sorte, teremos metade disso.

Ouvi por aí que alguém disse não sei aonde que clássico tem de ser na Vila. Eu pergunto: qual é a lógica de se jogar em um estádio menor, que, consequentemente, proporciona menos público e menos renda e no qual o Santos já perdeu cinco vezes neste semestre, ao invés de atuar em um outro que comporta 40 mil pessoas e, devido à determinação de torcida única, só poderia contar com santistas?

No jogo, se der a lógica, o Santos vencerá, pois tem mais time e está mais arrumado do que o adversário, que vive o seu pior inferno astral neste século. Com apenas uma alteração no time que venceu o Atlético Paranaense, a saída de Bruno Henrique para a entrada de Thiago Ribeiro, a equipe de Levis Culpi ainda terá o apoio de sua torcida contra um São Paulo que há mais de um ano é uma sombra do que já foi um dia.

Por falar em Levir Culpi, gostei da enquadrada que ele deu no elenco em uma conversa reservada no auditório do CT. Técnicos despersonalizados ficam amiguinhos dos jogadores para se segurarem mais tempo no cargo e garantirem os altos salários. Sabem que a profissão é incerta. Hoje em um time grande, amanhã podem amargar um ostracismo definitivo. Pelo jeito, Levir não é desses. Não precisa fazer média com as igrejinhas.

Quer os jogadores indo e voltando dos jogos no mesmo ônibus, nada de retornar para casa em seus carros particulares. Estão a serviço do clube na ida e na volta. Está certo. Quer os substituídos sentando quietinhos no banco, educadamente, como qualquer trabalhador, e como esses próprios jogadores fariam em um grande clube europeu. Por que no Brasil, e no Santos, irão desrespeitar o técnico? Quem é Lucas Lima, meia atacante que não faz um gol há uma eternidade, para chutar a garrafinha d’água ao ser substituído? Menos, garoto, menos. Por fim, vai acabar com as gracinhas no vestiário para a Santostv filmar. Realmente, tem hora que é preciso se concentrar na partida. Todas essas medidas são lógicas e visam o melhor rendimento do time.

Melhor rendimento que levou o time feminino do Santos à final do Campeonato Brasileiro, após emocionante vitória sobre o ótimo Iranduba, de Amazonas, por 3 a 2, na Vila Belmiro. O destaque da partida foi a centroavante santista, a argentina Sole James, com dois gols que fariam inveja aos atacantes do time masculino. As Sereias da Vila decidirão o título com o vencedor do duelo entre Rio Preto e Corinthians, que jogarão beste domingo na Arena Barueri. O Rio Preto joga pelo empate.

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E você, acha que vai prevalecer a lógica?


Todos ao Pacaembu!

Leia o post original por Odir Cunha

Nesse domingo à tarde o torcedor do Santos viverá um momento histórico. Pela primeira vez o Glorioso Alvinegro Praiano fará um clássico na Capital diante apenas de sua torcida. Um Pacaembu lotado de santistas confirmará uma grandeza que os pequenos públicos da Vila Belmiro teimam em esconder, e uma vitória contra o São Paulo provavelmente devolverá o Santos ao G4. Sugiro que você faça um esforço para comparecer ao estádio mais carismático e charmoso do futebol brasileiro.

Abaixo repito os locais de venda de ingressos. Lembro ainda que pessoas com 60 anos ou mais e crianças com menos de 12 anos não pagam. Para entrar, é só levar um documento, com foto, comprovando a idade. A entrada mais rápida para esses casos é pelo portão principal do estádio. Chegando meia hora antes é suficiente pare entrar sem atropelo. Idosos e crianças santistas, o Pacaembu espera por vocês domingo!

Soube que a ideia de levar o clássico para o Pacaembu foi do diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, a quem parabenizo. Certamente ele sofreu a resistência dos bairristas de plantão, mais preocupados em manter o domínio sobre o clube do que vê-lo crescer, mas conseguiu que a lógica prevalecesse. Seria importante que o público fosse muito bom para que a ideia de jogar os grandes jogos no Pacaembu prevaleça. Agora que os clássicos paulistas terão torcida única, o Santos se sentirá ainda mais em casa enfrentando os rivais na Capital.

Há muita gente se mobilizando para esse jogo. Nas redes sociais, jovens santistas anunciam a partida para outros, e essa divulgação cresce em progressão geométrica; nas cidades do Interior, grupos de torcedores se organizam para ir ao Pacaembu; quem tinha receio de ir a clássicos do Santos na Capital, agora irá por ser torcida única. O conselheiro Rachid, conhecido pelos santistas pelos vídeos que faz sobre como os torcedores são tratados nos estádios, promete uma edição especial nesse domingo, priorizando mulheres e crianças. Acho que teremos lindas imagens para exibir no blog.

Tem gente que quer ver o Pacaembu lotado e mais uma multidão de santistas do lado de fora, na Praça Charles Miller. Essas pessoas sabem que um comparecimento monstruoso de santistas é a única forma dessa diretoria aceitar o óbvio ululante de que o Santos precisa voltar a mandar jogos em estádios condizentes com sua grandeza. Na Vila Belmiro é voz corrente, entre as pessoas ligadas à diretoria, que o Alvinegro só deve enfrentar times pequenos em São Paulo, deixando os clássicos para o Urbano Caldeira. Penso exatamente o contrário e acho que boa parte dos santistas que pensa no clube antes de pensar em si mesmo concorda comigo.

Reunião do Conselho: gravidade e enrolação

Na quinta-feira à noite tivemos mais uma reunião do Conselho Deliberativo do Santos. Como já havíamos antecipado neste blog, a Comissão Fiscal, que já havia recomendado a desaprovação das contas de 2015, reprovou também as contas do primeiro trimestre de 2016. Mesmo diante de um quadro financeiro gravíssimo, que exige corte radical de despesas e aumento substancioso das receitas, o presidente Modesto Roma e seu sttaf continuam, irresponsavelmente, aumentando a dívida do clube, sem apresentar nenhum plano para aumentar as receitas.

Como já afirmamos aqui, o Santos é um Titatic depois de bater no iceberg e Roma é o violinista mor, tocando enquanto o navio afunda. Um cálculo simples: se a dívida do Santos chegará a cerca de 420 milhões de reais ao final do ano, e se a Vila Belmiro está avaliada, no máximo, em 200 milhões, isso quer dizer que mesmo vendendo o seu estádio o Santos ainda ficará com 220 milhões de dívida, um valor ainda maior do que foi deixado por Marcelo Teixeira em 2010.

Na assembleia, louvo as participações dos conselheiros Quixadá e Daniel Bykoff. O primeiro, de forma clara e precisa, mostrou os equívocos do balanço trimestral; o segundo, elegantemente, apertou o presidente do Conselho, Fernando Bonavides, por ter acatado uma ação contra a decisão do Conselho, que reprovou as contas de 2015.

O presidente Modesto Roma compareceu à assembleia, mas, como sempre, estava despreparado para responder objetivamente às questões. A impressão que o presidente dá é que vai seguir enrolando o CD e os santistas até o final de seu mandato. Não vejo nenhuma vontade séria de tirar o Sant6os dessas crise. O melhor para o clube e, creio, para o próprio Roma, seria ele se retirasse e houvesse novas eleições. Roma deveria se recolher, cuidar de sua saúde e deixar o clube para quem tem mais competência e energia do que ele.

Postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.
Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.
Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.
Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre
Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.
Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e um divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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E então, vamos ao Pacaembu domingo?


Reservas mereciam vencer

Leia o post original por Odir Cunha

Reveja os melhores momentos do jogo e constate que só deu Santos.

O Santos criou chances para ganhar por dois ou três gols de diferença, mas parou nas boas defesas do goleiro Denis. O gol santista só saiu no começo do segundo tempo, em ótima jogada de Joel, que girou em cima do zagueiro e bateu forte, de esquerda, entre a trave e o goleiro.

O mesmo Joel, entretanto, atrapalhou Gustavo Henrique na marcação de um escanteio, e isso permitiu que Alan Kardec subisse primeiro que os santistas para cabecear para o chão e empatar a partida, a menos de 10 minutos para o final.

Com o empate, o Santos foi a 23 pontos e o São Paulo a 18. Só que, por saldo de gols, o Alvinegro Praiano perdeu a primeira posição do Grupo A para o São Bento. Agora o Santos volta a jogar na quinta-feira, contra a Ferroviária, às 21h30, na Vila Belmiro.

O destaque negativo do Sansão foi o público, de apenas 6.239 espectadores. Ou seja, apesar dos ingressos mais baratos, apenas 1/3 da Vila Belmiro foi ocupado. Nem vou lembrar que a partida poderia ter sido realizada no Pacaembu, pois não havia jogos na Capital.

Santos 1 x 1 São Paulo

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju;
Renato (Alison), Vitor Bueno (Neto Berola), Léo Cittadini (Serginho) e Rafael Longuine; Paulinho e Joel.
Técnico: Dorival Júnior.

São Paulo: Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, João Schmidt, Thiago Mendes (Kelvin) e Daniel (Alan Kardec); Centurión (Lucas Fernandes) e Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza.

Gols: Joel aos 13 e Alan Kardec aos 37, ambos no segundo tempo.

Arbitragem: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira.

E você, achou esse empate bom?


Humildade é essencial

Leia o post original por Odir Cunha

O Santos que enfrenta o São Paulo nesse domingo, às 18h30, na Vila Belmiro, pode ser considerado um time misto, já que não contará com os cinco jogadores que servem às Seleções Brasileiras e também está sem o titular David Braz, voltando de contusão. Porém, há um lado positivo: o time terá muitos jogadores querendo mostrar serviço, jogando ao lado de seu torcedor e diante de um adversário que tem sido motivador para os santistas. Por fim, a humildade dos reservas guarda o espírito apropriado que um time de futebol deve ter, sempre, como ficou provado, mais uma vez, no jogo da Seleçãozinha Brasileira diante do Uruguai.

Digo Seleçãozinha porque é um time de jogadores pequenos, no tamanho e no futebol. Um bando de desconhecidos dos quais a gente só reconhece Daniel Alves e Neymar. Os dois únicos grandões, David Luiz e Miranda, me fizeram ver com melhores olhos a dupla de zaga santista. Caramba, nunca imaginei que um dia a Seleção teria dois becões tão ruins.

Engraçado é que Dunga só fez entrar os santistas Ricardo Oliveira e Lucas Lima quando a viola já estava em cacos. Se ganhasse, a glória seria do bando de anõezinhos; como caminhava para a derrota, entraram os santistas. Colocar Lucas Lima em campo aos 41 minutos da segunda etapa é sacanagem. Ricardo Oliveira entrou aos 32 minutos, mas não pegou na bola. Todo mundo embolou na área do Uruguai querendo fazer o gol da vitória e, como ele não recebeu um passe, virou um espectador.

Estamos cansados de saber que a Seleção Brasileira não está mais entre as principais do mundo, mas parece que Dunga e os jogadores ainda não sabem. O individualismo do time é decepcionante. Longe do organizado Barcelona, Neymar volta a ser o moleque irresponsável que foi durante seus últimos tempos no Santos. Ele não tem o mínimo perfil para ser o capitão do time, pois é irritadiço, não sabe comandar pelo exemplo e só joga melhor quando é colocado em uma posição de coadjuvante, como ocorre no Barcelona, time no qual se contenta em ser mais um servidor do Messi.

Com 2 a 0 era para cadenciar o jogo, atacar na boa, marcar bem Suárez e Cavani, os dois uruguaios que poderiam mudar a sorte da partida, como realmente mudaram. Mas todos esses medíocres e egocêntricos jogadores brasileiros querem fazer de cada vez que pegam na bola um momento viralizante na Internet. Falta-lhes autocrítica para reconhecer o verdadeiro tamanho de seu futebol e falta-lhes inteligência para perceber que o sucesso de cada um dependo do sucesso de toda a equipe.

Bem, como os amigos santistas podem perceber, ainda torço e me incomodo com o mau futebol da Seleção, ela que era uma extensão do Santos no período áureo do futebol brasileiro, de 1958 a 1970. Mas, é claro, o jogo mais importante para nós é mesmo o desse domingo, diante do São Paulo.

Leio a escalação e acho que pode ser um bom time, se os reservas aproveitarem a oportunidade para provar que merecem ser titulares. Com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Caju; Alison, Renato, Serginho e Rafael Longuine; Paulinho e Joel o Santos pode jogar e vencer bem. Eu confio.

O São Paulo, com Michel Bastos no lugar de Ganso, deverá ser escalado por Bauza com Denis, Bruno, Lugano, Maicon e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Daniel; Centurión, Michel Bastos e Calleri.

O ingresso está barato, o clima é bom, o time está na liderança de seu grupo, o adversário não passa por uma boa fase, ou seja, as condições são propícias para o torcedor lotar o Urbano Caldeira e empurrar o time para mais uma vitória em um Sansão. Torçamos.

E você, o que espera do Santos no clássico?


A inteligência de Cruyff

Leia o post original por Odir Cunha

Um tributo ao craque incomparável:

Um exemplo do futebol solidário da Holanda na Copa de 1974:

Morreu hoje, a um mês de completar 69 anos, o holandês Johan Cruyff, provavelmente o craque mais inteligente que pisou um campo de futebol. Não falo só da inteligência de jogar, mas de enxergar o todo que envolve o esporte. E mais do que inteligente, Cruyff tinha personalidade e era um líder respeitado. Por isso foi um atleta, técnico e dirigente bem acima da média.

Melhor jogador da Copa de 1974, merecia ter sido campeão. Um título ali o teria colocado em um patamar ainda mais alto na história do futebol. Mesmo assim, nenhum jogador brasileiro – com exceção de Pelé – representou tanto para o esporte como ele.

Maior expoente do estilo revolucionário da Holanda, seleção que foi chamada de “Laranja Mecânica”, mas também de “Carrossel Holandês”, pois fazia o jogo evoluir em círculos, Cruyff era o maestro daquele “futebol total”, em que os jogadores não guardavam posição e os defensores tinham tanta habilidade quanto os atacantes. Depois, como técnico, levou essa filosofia para o Barcelona, que hoje domina seus adversários com muita movimentação e um toque de bola irresistível.

Contrariado com a ditadura que imperava na Argentina, recusou-se a jogar a Copa de 1978, na qual a Holanda terminou em segundo lugar. Antes, sua opinião tinha sido decisiva para impedir o Ajax de disputar o título mundial na América do Sul, contra o campeão da Copa Libertadores. Abominava a violência e as trapaças usadas pelos times sul-americanos para vencer os europeus. A recusa do Ajax acabou com o sistema anterior do Mundial Interclubes e levou a decisão para um jogo só, em campo neutro, no Japão.

Em seu livro sobre a Copa de 74, que li em apenas uma tarde, define a Seleção Brasileira como “Os Gigantes Sul-americanos”. Cruyff, assunto de 80% dos blogs esportivos nesta quinta-feira, resumiu seus conhecimentos sobre o futebol em frases claras e profundas. Abaixo reproduzo as 10 que considero mais importantes:

10 frases de Cruyff

1. Técnica não é poder fazer 100 embaixadas. Qualquer um pode fazer isso, se praticar. Dá até para trabalhar no circo. Técnica é passar a bola com um toque, na velocidade correta, no pé certo do seu companheiro.

2. Escolha o melhor jogador para cada posição e você não terá, obrigatoriamente, a melhor equipe.

3. No meu time o goleiro é o primeiro atacante e o atacante, o primeiro defensor.

4. Jogadores que não são verdadeiros líderes, mas tentam ser, sempre brigam com os outros depois de um erro. Líderes de verdade já sabem que os outros vão errar.

05. Em uma partida de futebol é estatisticamente provado que os jogadores tem a posse de bola por 3 minutos, em média. Então, o mais importante é: o que fazer nos 87 minutos em que você não tem a bola. Isso é o que determina se você é um bom jogador ou não.

06. Não sou religioso. Na Espanha todos os 22 jogadores faziam o sinal da cruz antes de entrar em campo. Se isso funcionasse, todas as partidas terminariam empatadas.

07. Se você tem a posse da bola, precisa fazer com que o campo seja o maior possível, mas se você não tem, precisa fazer com que fique o menor possível.

08. Qualidade sem resultado é inútil. Resultado sem qualidade é entediante.

09. Acho ridículo quando um talento é rejeitado baseado em estatísticas de computador. Baseado nos critérios do Ajax de hoje eu teria sido rejeitado. Quando tinha 15 anos não conseguia chutar uma bola mais de 15 metros com minha perna esquerda e talvez 20 com a direita. Minhas qualidades, técnicas e visões não podem ser detectadas por um computador.

10. Jogar futebol é muito simples, mas jogar um futebol simples é a parte mais difícil do jogo.

Ganso fora do Sansão

Por uma falta boba diante do Botafogo, Paulo Henrique Ganso foi suspenso e desfalcará o São Paulo no clássico de domingo, na Vila. Bom para o Santos, ruim para o Sansão. Quando ele surgiu, me deu a impressão de que finalmente o Brasil teria um meia como os melhores da história. Mas, provavelmente devido aos seus problemas clínicos, além de seu caráter instável e individualista, Ganso poucas vezes justificou o prestígio conquistado naquele primeiro semestre mágico de 2010. Mais uma prova de que para ser um jogador completo, como Cruyff, é preciso muito mais do que ter habilidade e visão de jogo. É preciso ser um craque o tempo todo, dentro e fora do campo.

E você, o que acha disso?


Para tudo pra ver o Santos

Leia o post original por Odir Cunha

Na última vez que jogaram na Vila foi assim:

Hoje o futebol brasileiro vai parar para ver o Santos na Vila Belmiro. Tudo bem que há ainda o São Paulo, forte adversário, e na capital paulista haverá outra semifinal da Copa do Brasil, entre Palmeiras e Fluminense, mas o certo é que o Santos, na Vila Belmiro, tem sido o time brasileiro das melhores exibições este ano. E o melhor disso tudo, como sempre ocorre na vida do Santos, é que essa enorme visibilidade foi conquistada exclusivamente com méritos esportivos, dentro do campo, sem a ajuda ou interferência dos políticos do futebol e da televisão.

De um elenco montado às pressas, em meio à debandada dos que antes juravam amor à camisa, o Santos transformou, mais uma vez, um Exército Brancaleone em um time ofensivo e atrevido que transformou dois jogadores desacreditados – Lucas Lima e Ricardo Oliveira – em titulares da Seleção Brasileira, fez do garoto Gabriel a maior revelação do futebol brasileiro em 2015, viu o renascimento de Renato, a consolidação de Vanderley, David Braz, Marquinhos Gabriel e Victor Ferraz, além do crescimento de jovens como Gustavo Henrique, Thiago Maia, Daniel Guedes, Zeca, Geuvânio. Enfim, o Santos se transformou em um time, e um time forte e vencedor.

Esta noite, se jogar da forma envolvente e dedicada como costuma fazer em seu campo e diante de sua torcida, o Santos será favorito para nova vitória. Creio que não é sensato temer ou pensar no regulamento. Claro que pode até perder por um gol, talvez por dois, mas isso só ocorrerá se pensar pequeno. O ideal é entrar solto e jogar o que sabe, mostrar novamente o seu futebol, que tem sido superior ao dos tricolores durante todo o ano. Não é dia de sentir receio de nada. É dia de sentir o prazer de jogar futebol, marcar gols e sair de campo com a vitória e a vaga na final.

Santos x São Paulo

Hoje, 22 horas, Vila Belmiro, com transmissão da tevê aberta.

Jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil

Santos: Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Werley (Gustavo Henrique), Zeca; Thiago Maia (Paulo Ricardo), Renato, Lucas Lima; Marquinhos Gabriel (Geuvânio), Ricardo Oliveira e Gabigol. Técnico: Dorival Júnior.

São Paulo: Rogério Ceni, Bruno, Lucão, Luiz Eduardo e Matheus Reis; Hudson (Wesley) e Rodrigo Caio; Michel Bastos, Ganso e Alexandre Pato; Alan Kardec (Luis Fabiano). Técnico: Doriva.

Arbitragem: Luiz Flávio de Oliveira, auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse, todos de São Paulo e da Fifa.

E pra você, como o Santos deve jogar hoje?


Nunca foi tão fácil

Leia o post original por Odir Cunha

Não me lembro de ver o Santos vencer o São Paulo com tanta facilidade como ontem, na Vila Belmiro. Com um futebol inteligente, solidário e extremamente eficaz, o Santos marcou três gols, não sofreu nenhum, e teve o controle total da partida. Mesmo sem dois importantes titulares, como Lucas Lima e Geuvânio, e quase sem torcida, pois apenas 5.552 pessoas pagaram ingresso para ver o jogo, o Alvinegro Praiano dominou de cabo a rabo, venceu, convenceu e, com 37 pontos ganhos, ficou a apenas um ponto do São Paulo, o primeiro no G4.

Mesmo que o Flamengo vença o Cruzeiro, em jogo marcado para esta quinta-feira, e chegue a 38 pontos, o Santos poderá entrar definitivamente no grupo dos quatro mais bem classificados no fim de semana, caso vença a Ponte Preta, em Campinas, e São Paulo e Flamengo não vençam seus jogos (o tricolor enfrentará o Grêmio, em Porto Alegre, e o rubro-negro irá a Chapecó confrontar a Chapecoense).

Do Sansão, pouco há a se falar, a não ser que o Santos, apesar de suas limitações, fez uma partida irretocável. Nenhum jogador merece menos do que a nota 7. Talvez Rafael Longuine estivesse um pouco abaixo do nível geral, mas depois do belo e importante gol que fez, mostrou que é uma opção bem melhor do que Neto Berola ou Leandro.

Os laterais foram muito bem, principalmente no apoio. Zeca cruzou na cabeça de David Braz, no primeiro gol, e Victor Ferraz deu um passe açucarado, no ponto futuro, para Ricardo Oliveira fazer 3 a 0 e subir para 16 gols na artilharia do Campeonato, seis a mais do que o atleticano Lucas Pratto. O gol também foi o de número 50 de Ricardo Oliveira com a camisa do Santos. Que Dunga não nos ouça, mas Oliveira é, hoje, o melhor centroavante do Brasil.

No meio, o Santos matou a pau. Thiago Maia e Renato são volantes que marcam em cima e ainda conseguem sair para o jogo, principalmente Renato, ontem em grande noite. E Marquinhos Gabriel substituiu Lucas Lima com louvor, movimentando-se bastante e armando boas jogadas. Se tivesse um bom arremate, também teria feito o seu.

Dispersivo algumas vezes, a ponto de furar a bola em duas oportunidades, Gabriel foi esperto no gol de Longuine, o segundo do Santos, ainda no primeiro tempo. Mas voltou a parar na jogada ao perder a bola e também a reclamar do árbitro. Se não caprichar mais, poderá ir para o banco de reservas quando Lucas Lima e Geuvânio voltarem.

O técnico Dorival Junior vem fazendo um ótimo trabalho, mas mais uma vez sou obrigado a aconselhá-lo a não dar opiniões sobre a questão do público. Após o jogo ele voltou a reclamar do pequeno número de torcedores na Vila Belmiro e pediu que a torcida lote o estádio para que a diretoria não pense em vender mandos de jogos. Ora, vender mando de jogo é uma coisa, jogar no Pacaembu, com 95% de torcedores do Santos, é outra bem diferente. Mas se ele não entendeu, se todo mundo da diretoria finge que não entende, então deixa pra lá. Vamos curtir a vitória, apesar do público de teatro municipal.

Quanto ao São Paulo, não há nada a dizer. Mesmo com as presenças dos badalados Pato e Ganso, foi afogado pelo futebol envolvente do Santos, que ganhou como quis e quando quis. Agora, como diz o voz Ricardo Oliveira, é continuar pensando jogo a jogo, e o próximo é a Ponte, em Campinas, que não deve estar tão bem, pois perdeu em casa para o Vasco. Ou seja, a vitória que pode colocar o Santos no G4 é possível. Continuemos a acreditar.

Santos 3 x 0 São Paulo
Vila Belmiro, 09/09/2015, 22 horas
Renda: R$ 342.290,00. Público: 5.552 pagantes.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Marquinhos Gabriel e Rafael Longuine (Serginho); Gabriel (Marquinhos) e Ricardo Oliveira (Nilson). Técnico: Dorival Júnior.
São Paulo: Renan Ribeiro; Bruno, Lyanco, Edson Silva e Reinaldo; Thiago Mendes, Hudson (Wesley) e Ganso; Wilder (Michel Bastos), Alexandre Pato (Centurión) e Rogério. Técnico: Juan Carlos Osorio.
Gols: David Braz aos 31 e Rafael Longuine aos 42 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 7 minutos do segundo.
Arbitragem: Luiz Flavio de Oliveira (SP-FIFA), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP-FIFA) e Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP-CBF-2).
Cartões amarelos: Thiago Maia e Wesley.

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E você, o que achou do chocolate santista no tricolor paulistano?


Oportunidade de ouro!

Leia o post original por Odir Cunha

Thiago Maia e Ricardo Oliveira

O novato e o veterano que têm agarrado suas chances.

Leandro

Leandro, que hoje terá a sorte de começar a partida (Fotos de Ricardo Saibun)

Há momentos de crise para alguns que se transformam em oportunidades de ouro para outros. Nesta quarta-feira, às 22 horas, na Vila Belmiro, poderemos ver um time e jogadores desacreditados há um mês saltando para bem perto do G4, a zona da Copa Libertadores. Para isso, será preciso jogar com coração e inteligência, superar as ausências de Lucas Lima e Geuvânio e vencer o São Paulo, um rival de peso.

O título deste post serve também para jogadores que estão tendo a chance de mostrar o que valem. Deles, o grande destaque tem sido Ricardo Oliveira, o artilheiro de 35 anos que se empenha como um menino. No outro extremo, está o garoto Thiago Maia, inacreditáveis 18 anos de idade, firmando-se na posição tão disputada de volante.

Mas a maior chance de um santista, no jogo de hoje, será dada a Leandro, atacante encostado no Palmeiras, que está tendo no Santos a sorte de mostrar o seu futebol. Hoje pode ser um dia especial para ele, pois começará a partida, no lugar que seria de Geuvânio, afastado por contusão.

Por incrível que pareça, a posição mais bem preenchida tem sido a da estrela Lucas Lima, atualmente na Seleção Brasileiro. Marquinhos Gabriel tem substituído muito bem o titular e nesta noite poderá se firmar definitivamente entre os preferidos do técnico Dorival Junior.

O adversário também tem os seus desfalques, novidades e casos de superação. O goleiro Rogério Ceni e o atacante Luís Fabiano não jogam, mas os quase desacreditados Paulo Henrique Ganso e Pato estão confirmados, assim como os garotos Hudson, que no começo da carreira já foi um Menino da Vila, e Rogério. Fora do campo, haverá outro duelo, entre os técnicos Dorival Junior e o colombiano Juan Carlos Osorio.

Acredito em um bom jogo torcerei por uma vitória redentora do Santos, pois ela deixará o time a apenas um ponto do São Paulo e a uma rodada do G4, um sonho que há algumas rodadas parecia impossível. Hoje é noite em que a determinação transformará um momento de incerteza em uma epopéia triunfante. Eu acredito! E você?

Diga, o que podemos esperar do Santos neste Sansão?


O Sansão de hoje e uma noite no Conselho

Leia o post original por Odir Cunha

Veja como foi primeira a volta de Robinho, há cinco anos:

Um portal comparou jogador por jogador de Santos e São Paulo e chegou à conclusão de que o tricolor goleará. Acho que não é assim que se analisa as possibilidades de dois times em uma partida. Basta saber pressionar um ou dois pontos fracos do adversário para uma equipe teoricamente inferior vencer. Algo me diz que hoje, na Vila Belmiro, o Santos sairá com a vitória.

O promotor Roberto Senise Lisboa chegou à conclusão de que as torcidas organizadas de Santos e São Paulo não têm um histórico tão violento como Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde e liberou a partida para as duas torcidas. Sei não. Tomara que ele esteja certo. Domingo passado ele queria proibir a torcida corintiana de comparecer ao estádio palmeirense, a juíza Luiza Barros liberou e deu no que deu.

Sobre a partida de hoje, vejamos se o Santos consegue manter um ritmo forte por mais tempo. A sorte é que o São Paulo do Muricy também morde e assopra. Não é um time que costuma pressionar. Acho que vai ter hora que as duas equipes quererão jogar na defesa. Quem terá a iniciativa? E como se sairão os veteranos em um clássico? Boas perguntas que só serão respondidas quando a bola rolar, às 22 horas, com televisão.

O Santos deverá jogar com Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Alison, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho. O São Paulo provavelmente entrará em campo com Rogério Ceni, Bruno, Rafael Toloi, Lucão e Reinaldo; Denílson, Maicon e Michel Bastos; Paulo Henrique Ganso, Pato e Luís Fabiano.

Para ganhar o jogo, o Santos terá de ser mais rápido e agressivo do que tem sido. Terá de marcar o Ganso em cima, pois dele saem as jogadas mais inteligentes do adversário. Michel Bastos, Pato e Luís Fabiano são outros jogadores que merecem atenção especial. Creio que o Santos terá dificuldade para ganhar o meio-campo, mas poderá confundir a defesa são-paulina com as deslocações de Robinho, Geuvânio e Ricardo Oliveira e o apoio de Lucas Lima e dos laterais.

Como tem acontecido no futebol brasileiro, o time que fizer o primeiro gol deve se fechar na defesa e jogar no contra-ataque. Só espero que se isso acontecer o jogo não enfeie definitivamente. Acho que tem tudo para ser um jogo bonito, se os técnicos Enderson Moreira e Muricy Ramalho quiserem, mas temo que beleza é a última coisa na qual eles pensam.

Campanha de associados e fundação de um novo Clube dos Treze

A sessão do Conselho Deliberativo foi boa, ontem. Muitos dos novos conselheiros discursaram e ficou evidente que entraram com muita energia e muita vontade de ajudar o clube. Participações muito aplaudidas do historiador Guilherme Nascimento, da Neli, do Luiz Fernando de Palma, enfim, de todos que fizeram uso da tribuna. O conselheiro Celso Leite alertou para o fato de que Luis Álvaro Ribeiro, indicado para uma comissão de ex-presidentes, ainda não tinha sido julgado por impeachment, pois pediu licença médica antes do julgamento. Foi então proposto que cada nome da comissão fosse votado individualmente e o de Laor foi reprovado por unanimidade.

Acho que este Conselho não pecará por omissão. Um grupo fez um abaixo-assinado pedindo rigor nas apurações dos fatos que levaram o clube a esta situação falimentar. Constatados os responsáveis, estes serão acionados civil e criminalmente. Há rumores de que o dinheiro emprestado pela Doyen já fez gente construir casas em condomínios fechados do Brasil e do exterior. Isso tem de ser muito bem apurado, doa a quem doer.

Falei sobre uma campanha nacional para captar sócios. Antes, discorri sobre as outras formas que um clube de futebol tem para conseguir dinheiro: 1 – Vender jogadores. Só temos Thiago Ribeiro e Cicinho descartáveis. 2 – Arrecadações. Com três rodadas, o Santos já está atrás dos grandes da capital. 3 – Patrocínio. Enquanto o Santos patina, o alvinegro de Itaquera fatura 32,5 milhões e o Palmeiras, 30 milhões. 4 – Cota de tevê. Aí é brincadeira. Só no pay per view foram 10,4 milhões para o Santos, 38,4 milhões para o outro alvinegro e 45,4 milhões para o rubro-negro, uma diferença maior do que o Santos pode conseguir com o patrocínio máster. E ainda há a cota principal, que a partir de janeiro de 2016 será de 170 milhões para cada um dos dois queridinhos e cerca de um terço disso para o Santos. A única forma que depende só do Santos e dos santistas é um plano agressivo de aumentar o quadro de sócios, alternativa usada com sucesso por Internacional, Palmeiras, Cruzeiro…

Por falar em televisão e outros clubes, sugeri que o Santos iniciasse conversações para recriar o Clube dos Treze, ou algo semelhante. Como o presidente Modesto Roma não estava presente, instei o ex-presidente Marcelo Teixeira a usar sua influência e amizades no meio para mobilizar os clubes em torno da criação de uma liga que terá poderes para mudar a forma de distribuição da cota de tevê no Brasil, tornando-se mais justa e democrática, como ocorre no futebol de Alemanha e Inglaterra. Um time que no máximo dá 20% a mais de audiência não pode ganhar o triplo dos outros. Há uma clara ingerência da política do “Pão & Circo” no futebol brasileiro e se os clubes esperarem pela Globo, isso não vai mudar nunca, pois ela é uma das interessadas nessa estratégia populista.

E você, o que acha disso?