Arquivo da categoria: Santa Cruz

Blá, blá, blá

Leia o post original por Rica Perrone

Nós, jornalistas, falamos muita coisas das quais não temos o menor conhecimento. Uma delas é avaliar um time menor que não nos compete no dia a dia.  E quando digo isso me refiro a times grandes mas que não estão entre os 12 gigantes e portanto levam nossa mínima atenção.

Basta um time do interior ou do nordeste vencer 10 jogos para irmos na TV dizer que “grande trabalho faz a diretoria”.  Falamos merda atrás de merda, como as mil referências ao futebol alemão desde 2014, sem saber exatamente o que estamos dizendo. Mas precisamos dizer.

Então o São Caetano é a nova potência do futebol brasileiro. Gestão, visão, trabalho.  Sumiu.

Como ele cito facilmente um por ano nos últimos 100 anos.  E mais recentemente o Santa Cruz, time que todo país adora e respeita pela sua massa comovente.  Da série C para a A, o surto no começo de 2016, os mil comentários sobre chance de título, surpresa, “puta trabalho”, “mentalidade nova”, blá, blá, blá.

Sabe quantos jornalistas do eixo foram lá ver de fato o tal trabalho?

Nenhum.

Mas temos que falar algo. E na falta do que falar, blá, blá, blá. E colocamos tudo no alto quando vence, tudo na lama quando perde.

Hoje o Santa Cruz voltou pra serie C do Brasileirão.

E muitos de nós, que jurávamos ver ali um trabalho diferenciado e sério, vamos fazer uma semana de silêncio em respeito a falta de compromisso com o que se jura poder avaliar.

abs,
RicaPerrone

Corinthians vence e pode aproveitar sequência

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians
Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

O Corinthians venceu o Santa Cruz e no domingo enfrenta o América-MG. Mesmo sem grandes atuações, o time pode aproveitar a sequência contra dois adversários praticamente rebaixados.

Se vier a segunda vitória, o ambiente ficará mais tranquilo para encarar os desafios complicados e o time pode entrar na zona de classificação para a Libertadores. O resultado no futebol sempre é importante e muitas vezes esconde deficiências.

A situação do Corinthians no geral é complicada. Falta dinheiro, problemas políticos cada vez mais evidentes, tudo isso deve atrapalhar o clube nos próximos anos. Sem dinheiro não chegam bons jogadores e com o ambiente pesado, fica ainda mais difícil tirar o máximo dos jogadores disponíveis.

No atual Campeonato Brasileiro, o time ainda aproveita o legado dos anos anteriores, principalmente no primeiro turno da competição. O acúmulo de pontos na primeira parte do campeonato manteve o Corinthians na briga pela Libertadores, mesmo com o péssimo segundo turno.

Se o Corinthians não se reorganizar, os anos vitoriosos ficarão cada vez mais distantes e o time pode sofrer dentro de campo.

Onde estávamos mesmo?

Leia o post original por Odir Cunha

Personalidade e precisão de Zeca decidiram essa partida importantíssima. Novas vitórias como essa tornarão o título possível.

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ONDE ESTÁVAMOS MESMO?

Passar pelo empolgado Botafogo, no Rio, representou uma vitória no sufoco, com o Santos todo recuado, porém um triunfo importante, que volta a colocar o Alvinegro Praiano na briga pelo título.

Há dez rodadas, depois do empate com o Palmeiras, fora de casa, este blog lançou o repto de sete vitórias consecutivas, o que deixaria o Santos na liderança do Brasileiro. Tudo ia bem até que a direção do clube vendeu o mando de campo da partida contra o Flamengo. Vieram derrotas inesperadas a partir dali e o sonho se distanciou. Mas agora ele parece possível novamente. Que tal lançar outro desafio de sete vitórias?

Antes de prosseguir no texto, devo dizer que a análise do campeonato é essencial a cada competidor. Tenistas profissionais estudam a chave antes de iniciar um torneio. Sabem que terão de vencer todos os jogos para serem campeões, mas já estarão preparados física e psicologicamente para os prováveis adversários que terão pela frente. Um time de futebol não foge à regra. Sem planejamento não se chega a lugar algum, e se a meta é muito grande, torna-se necessário fracioná-la.

Lembre-se, querida leitora e querido leitor, que após o empate com o Palmeiras, no Allianz Parque (1 a 1), o Santos venceu a Ponte Preta, na Vila Belmiro (3 a 1), o Vitória, em Salvador (3 a 2) e o Cruzeiro, também na Vila (2 a 0). Uma curiosidade: nesses três jogos, Léo Cittadini atuou apenas contra o Vitória, mas o time só venceu quando ele foi substituído por Jean Mota aos 35 minutos do segundo tempo. Mota fez o gol da vitória santista, no apagar das luzes.

A partir do jogo contra o Flamengo, em Cuiabá, o técnico Dorival Junior cismou que Cittadini, jogador ainda em formação, deveria ser um volante titular, na vaga de Thiago Maia, então na Seleção Olímpica. Opções bem mais plausíveis seriam Vecchio, Jean Mota e Yuri, até porque Cittadini também foi improvisado na posição. A insistência de Dorival com um jogador imaturo em função tática tão importante explica, em parte, os fracassos seguidos diante do lanterninha América Mineiro (0 a 1), Coritiba (1 a 2), Figueirense, na Vila (0 a 1) e Internacional (1 a 2).

Ao admitir a falha e sacar Cittadini, Dorival montou um Santos que voltou a vencer, batendo o Corinthians (2 a 1) e, nessa quarta-feira, o Botafogo (1 a 0). Agora, não é hora de inventar mais. Com planejamento, trabalho e dedicação é possível retomar a liderança do Brasileiro nos próximos sete jogos, talvez até antes. O elenco não é galáctico, mas não deve nada aos dos outros times candidatos ao título. Com dedicação e coragem, é bem possível chegar lá.

Análise das próximas partidas

Santa Cruz, nesse domingo, Pacaembu, 18h30: Contra um dos quatro adversários que o Santos venceu fora de casa, o Alvinegro Praiano tem tudo para conquistar os três pontos. Vá ao jogo e leve amigos e familiares. Crianças até 12 anos e adultos com 60 anos ou mais não pagam.

Sport, 24/09, sábado, Ilha do Retiro, 18h30: Jogo fácil não será. O Sport é um time que joga e deixa jogar, a ponto de ter uma das defesas mais vazadas do Campeonato, mas também um dos melhores ataques. É luta franca. O empate seria o resultado mais lógico, mas a vitória não é impossível.

Atlético/PR, 01/10, sábado, Vila Belmiro, 21 horas: Adversário merece respeito, mas na Vila, como seria no Pacaembu, Santos deve vencer.

Fluminense, 05/10, quarta-feira, Vila Belmiro, 21 horas: Outra vitória esperada, apesar da qualidade do adversário.

São Paulo, 13/10, quinta-feira, Morumbi, 21 horas: Clássico. Sem prognóstico. Porém, mesmo no campo do adversário, o Santos pode se impor e vencer, o que, aliás, tem ocorrido nos últimos anos.

Grêmio, 16/10, domingo, Vila Belmiro: Com todo o respeito aos tricolores do Sul, o Santos é franco favorito para angariar mais três pontos.

Chapecoense, 23/10, domingo, Arena Condá: Santos tem mais time. Se demonstrar a mesma garra do adversário, voltará de Santa Catarina vitorioso e líder do Campeonato Brasileiro.

Após esses sete jogos, o Santos terá mais seis antes do final do Campeonato. Desses, jogará em casa diante de Palmeiras, Vitória e América Mineiro e sairá para enfrentar Ponte Preta, Cruzeiro e Flamengo. A última partida será contra o América, na Vila Belmiro, quem sabe um momento de alegria intensa, não vivido desde 2004.

E você, o que acha disso?


Sport x Santa Cruz, jogo para ser lembrado sempre

Leia o post original por Antero Greco

Sensações, após o clássico pernambucano, na tarde deste domingo, em Recife: o Sport, com 30 pontos, aumenta a chance de permanecer na Série A. O Santa Cruz, com 20, pode preparar-se para mais uma Série B, em 2017.

Uma constatação: foi a partida mais empolgante do Brasileiro até agora. Clássico de enfartar, de provocar emoção até para quem não torce para nenhum dos dois. Uma enxurrada de gols,  mudanças bruscas no marcador. Para quem gosta de futebol como diversão, prato cheio.

Ah, mas a parte técnica não foi grande coisa, pois prevaleceu o nervosismo. Sem contar que são dois times ameaçados.

Ora, e para que ligar para esse tipo de pormenor? Futebol não é ciência nem espetáculo para se assistir passivamente. Quanto mais vibração, tanto melhor. E como teve neste jogo!

Curioso que o primeiro tempo foi “normal”, dentro do protocolo. Keno abriu o placar para o Santinha, aos 4, e ficou nisso. Marcação aplicada de lado a lado.

Na segunda etapa, houve de tudo. Para começar, o segundo gol do Santa, com João Paulo aos 6. Mas Durval, aos 8, diminuiu e acordou o Sport. Que empatou aos 25 com Rodney.

Acomodação? De forma alguma. No minuto seguinte, Bruno Moraes colocou o Santa de novo na frente. Se bem que Ruiz, aos 35, empatou.

Quando parecia que a coisa se arrastaria, vieram os vermelhos para Diego Souza e Derley lá pelos 40 minutos.

E pegou fogo de vez com os dois gols restantes do Sport, com Vinicius Araújo aos 44 e Everton Felipe aos 46.

Jogo inesquecível, para alimentar infinitas discussões de boteco.

Palmeiras volta para a liderança

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Depois de 3 rodadas sem vencer, o Palmeiras derrotou o Vitória e com a derrota do Santos em Minas, voltou para a liderança.

Não foi uma das melhores atuações do time, mas é importante retomar a confiança. Nos últimos anos, o Palmeiras transformou pequenos problemas em grandes confusões. Era importante quebrar a sequência o mais rápido possível. A ausência de Gabriel Jesus é pesada, o time perde muito no poder de decisão no ataque.

Cuca trocou o goleiro, Vágner foi para o banco, entrou Jailson que foi mais firme, deve ter sequência.

Outro que precisava vencer era o São Paulo. Depois de 4 jogos, o time ganhou do Santa Cruz com o comando do interino André Jardine. O time saiu do 4-2-3-1 de Bauza e jogou no 4-3-3, com João Schmidt iniciando a saída de bola e dando liberdade para Hudson e Thiago Mendes, Cueva atuou aberto pela esquerda como faz na seleção peruana e fez boa partida, participou dos dois gols marcados pelo argentino Chavez. Denis, que tem feito boas partidas, defendeu um pênalti cobrado por Grafite.

Galo cada vez mais na briga pelo topo no Brasileiro

Leia o post original por Antero Greco

Mais ou menos um mês atrás, quando o Atlético-MG começou a acumular vitórias, escrevi que “iria longe”. Muita gente desdenhou e afirmou que a reação se devia ao fato de “só jogar em casa”. Contestei, disse que era time para brigar no mínimo por coisa boa no Brasileiro.

Pois bem, o Galo tem 29 pontos, entrou firme na corrida pelo G-4 e, se mantiver o ritmo, logo terá a liderança como alvo. A equipe de Marcelo Oliveira cresce, encorpa e melhora, com o retorno de algumas peças importantes que ficaram fora por bom tempo. Casos de Lucas Pratto, que começou como titular ao lado de Fred – e ambos foram bem -, além de Luan, que entrou no lugar de Pratto e na primeira jogada fez o gol que fechou a vitória por 3 a 0 sobre o Santa Cruz, na noite deste sábado, no Independência.

Pessoal, o Atlético está vivíssimo, o entrosamento cresce, o equilíbrio também. Há harmonia entre defesa, meio e ataque. Robinho tem jogado muito, e mostrou isso contra os pernambucanos. Foi participativo, criou jogadas e, para variar, deixou o dele. O outro foi marcado por Fred. O Santinha desce a ladeira e não foi páreo.

Pode melhorar? Claro, pode e deve. Mas só agora Marcelo Oliveira tem praticamente todo mundo à disposição. Com isso, ganha alternativas para mudar o jogo, tem opções para montar a equipe de acordo com o adversário. Está em condições de revezar e, dessa maneira, dar refresco para quem sentir mais cansaço.

Em nenhum momento, neste sábado, viu a vantagem ameaçada. Comportou-se como quem confia em si e sabe onde pode chegar. O Galo tem feito pontos sobre times que estão em situação ruim – e isso faz parte da receita de quem luta por título. E, tão importante quanto, ganha também de quem está por cima, como ocorreu na semana passada, com o 1 a 0 no Palmeiras, no Allianz Parque.

Os ventos ruins passam longe do Galo. E ele já está no cangote de Palmeiras, Corinthians, Grêmio, Santos… A concorrência será forte no returno.

Inter se desmancha na tabela. E Argel? Hum… dançou

Leia o post original por Antero Greco

Meu amigo colorado, sei que é preciso ter cabeça fria em momentos delicados. Sei, também, que a solução mais manjada, em épocas de crise no futebol, se limita a dar um pé no traseiro do treinador. Mas há ocasiões em que o caldo entorna e fica difícil reparar o estrago, a não ser por meio de mudanças.

A queda do Internacional é assustadora. Não só pelos resultados – cinco derrotas e um empate na sequência -, mas sobretudo pela forma desmantelada como se apresenta. A não ser que se cometia uma injustiça do tamanho do Rio Grande, tudo indicava que Argel Fucks perdera a mão no comando da tropa. Ele e jogadores não conseguiam mais afinar-se.

Não, não estou insinuando que teve boicote. Me refiro à maneira de a equipe atuar. Se não era de encher os olhos, nas rodadas iniciais, ao menos mostrava consistência defensiva. Com 1 a 0 aqui, 1 a 0 ali, se mantinha no topo, na briga por liderança e com esperança de boa trajetória no Brasileiro.

De um momento para outro, tudo desandou, e o Inter começou a perder. Não só para rivais de peso (caso do Grêmio), mas também para adversários de meio de tabela e agora até para quem anda desesperado. Como é o caso do Santa Cruz, e 0 1 a 0 sofrido na tarde deste domingo, no Recife.

O Inter jogou bola pequenininha e se limitou, basicamente, a buscar o novato (na equipe) Ariel, como salvação para o ataque. Não funcionou. Além disso, se expôs na retaguarda e perdeu a luta no meio-campo. Não se salva nada.

Melhor para o Santinha, que precisava de uma vitória como essa, para injetar-lhe ânimo e levar esperança de salvação. Keno foi o herói da vez, com o gol marcado aos 44 minutos do primeiro tempo. E, mesmo sem grande vocação ofensiva, o time pernambucano poderia ter feito mais. O Inter estava batido e abatido.

Argel saiu de campo na berlinda e de olho em oportunidades no mercado.

Sei lá, está com jeito de que este comentário pode estar superado daqui a pouco, após reunião do “professor” com dirigentes. A aguardar…

Atualizado às 22h20: PS. E, claro, depois do papo com a cartolagem, Argel pegou o boné. É mais um técnico disponível

Corinthians continua todo poderoso em casa

Leia o post original por Antero Greco

O Corinthians continua todo-poderoso em casa. Raramente vacila como mandante – cinco vitórias e um empate no Brasileiro. Não foi diferente na noite deste sábado, com os 2 a 1 pra cima do Santa Cruz. Primeira vitória sob o comando de Cristóvão Borges e a volta para o bloco de cima. Pelo menos até este domingo.

O resultado poderia ter sido mais tranquilo. No primeiro tempo, o Corinthians mandou na partida, tocou fácil, fez o que quis, marcou os dois gols e ensaiou diferença maior. Luciano e Romero se encarregaram de abrir a vantagem. No segundo, o Santa tentou a reação, na raça, e conseguiu, mas com colaboração imensa de Cássio. O goleiro trocou passes com Balbuena, na entrada da área, controlou mal a bola e ela sobrou para Grafite empurrar para o gol, livre, sem marcação. O veterano atacante tem 8 e lidera a artilharia.

Falhas acontecem, ora bolas. Já vi lambanças iguais ou piores do que essa do Cássio. O problema é que a fase não anda serena pra ele. Já tinha perdido a posição, ainda com Tite, e só voltou porque Walter se machucou. Precisa de um banho de sal grosso, para tirar a zica. No meio da semana, já tinha vacilado no lance decisivo do jogo com o Atlético-MG. Mas, como a falha maior foi do zagueiro Pedro Henrique, até que passou batido. A propósito, bacana a decisão de Cristóvão confirmar o garoto como titular. E ele foi bem no jogo.

O gol deixou o Corinthians um pouco desnorteado, animou o Santa, que teve chance do empate. Não passou de susto.

Cristóvão tem a base herdada de Tite – e não poderia ser diferente, pois acabou de chegar e o elenco não lhe dá muita variedade. Mesmo assim, começou a fazer experiências. A mais notável foi a de optar por Romero em vez de Guilherme (que entrou no segundo tempo). O paraguaio tentou movimentar-se pelos lados, fez o gol, participou bastante, embora oscile. Rodriguinho foi mantido como substituto de Elias.

O Corinthians teve mais velocidade, porém em alguns momentos ficou atrapalhado, sobretudo na construção de jogadas e na cobertura da defesa. Falhas que podem sumir com o tempo, e com treinos.

Já o Santinha… bem, a empolgação inicial murchou, as derrotas se acumulam e a zona de rebaixamento é ameaça real.

 

Cleiton e Moisés, chaves de Cuca para a vitória

Leia o post original por Antero Greco

Cuca finalmente escalou o Palmeiras como a torcida espera de um grande time: meio-campo veloz, criativo e combativo. Ele conseguiu colocar Tchê Tchê, Cleiton Xavier e Moisés desde o começo da partida contra o Santa Cruz e o resultado foi positivo: 3 a 1 na arena verde. Com 19 pontos, a equipe dorme na liderança do Brasileiro e torce contra o Inter (19 pontos) contra o Figueirense.

Por que Cuca acertou? Porque Cleiton Xavier, bem fisicamente, é um jogador que facilita todo o início de jogadas de ataque. E, a seu lado, Moisés tem mais espaço para iniciar contra-ataques, com passes de primeira, lançamentos e, acreditem,  senso de marcação. Moisés parece ser um jogador raro no futebol brasileiro de hoje, ao mesclar inteligência e vontade de um trator na disputa de bola.

Então o Palmeiras massacrou o Santa Cruz? Não.

No primeiro tempo, o time de Cuca teve 65 por cento de posse bola, abriu 2 a 0, mas sabia que a qualquer momento poderia ser surpreendido. Pois, do lado de lá, estava o técnico Milton Mendes – uma das raras novidades do esporte nacional (é só lembrar da Ferroviária de Araraquara, que brilhou sob seu comando).

Na volta para o segundo tempo, o Santa não se entregou. Mudou o estilo de jogo e Grafite foi mais acionado. Além disso, atacou pelos lados do campo – bem ao gosto de Milton Mendes. Quando Grafite se aproveitou do vacilo da zaga palmeirense, o jogo ficou equilibrado: 2 a 1. O artilheiro estava centímetros adiantado na jogada.

Com a vantagem diminuída, teve palmeirense com receio de tropeço em casa. Além disso, Fernando Prass de novo evitou o pior, com duas defesas decisivas. Mas o Palmeiras se valeu do trio Dudu (que marcou duas vezes), Gabriel Jesus e Roger Guedes. Eles aceleraram e definiram o placar de 3 a 1.

Foi um bom jogo, em que o treinador palmeirense teve a certeza de que com Moisés e Cleiton Xavier sonhar com o título não é impossível.

(Com participação de Roberto Salim.)