Arquivo da categoria: Santo André

Blá, blá, blá

Leia o post original por Rica Perrone

Nós, jornalistas, falamos muita coisas das quais não temos o menor conhecimento. Uma delas é avaliar um time menor que não nos compete no dia a dia.  E quando digo isso me refiro a times grandes mas que não estão entre os 12 gigantes e portanto levam nossa mínima atenção.

Basta um time do interior ou do nordeste vencer 10 jogos para irmos na TV dizer que “grande trabalho faz a diretoria”.  Falamos merda atrás de merda, como as mil referências ao futebol alemão desde 2014, sem saber exatamente o que estamos dizendo. Mas precisamos dizer.

Então o São Caetano é a nova potência do futebol brasileiro. Gestão, visão, trabalho.  Sumiu.

Como ele cito facilmente um por ano nos últimos 100 anos.  E mais recentemente o Santa Cruz, time que todo país adora e respeita pela sua massa comovente.  Da série C para a A, o surto no começo de 2016, os mil comentários sobre chance de título, surpresa, “puta trabalho”, “mentalidade nova”, blá, blá, blá.

Sabe quantos jornalistas do eixo foram lá ver de fato o tal trabalho?

Nenhum.

Mas temos que falar algo. E na falta do que falar, blá, blá, blá. E colocamos tudo no alto quando vence, tudo na lama quando perde.

Hoje o Santa Cruz voltou pra serie C do Brasileirão.

E muitos de nós, que jurávamos ver ali um trabalho diferenciado e sério, vamos fazer uma semana de silêncio em respeito a falta de compromisso com o que se jura poder avaliar.

abs,
RicaPerrone

Corinthians afobado. E Santo André aproveita

Leia o post original por Antero Greco

Os últimos dias não foram bons para o Corinthians. Primeiro, o furo n’água na tentativa de trazer Drogba como atração de 2017. Depois, teve a Ponte que pouco se lixou para negociações com Pottker, botou o moço em campo na Copa do Brasil e, com isso, tornou impossível a transferência.

Para fechar a semana ruim, veio a derrota por 2 a 0 para o Santo André, na noite deste sábado, em Itaquera. Resultado pouco comum no confronto entre os dois times. Mas o que aumenta a preocupação da torcida foi o futebol da equipe: confuso, ainda descoordenado, com a agravante de ter sido frágil no sistema defensivo. A turma do ABC desceu três vezes com perigo, em duas aproveitou e fez a festa.

Claro que há méritos para o rival. O Santo André foi aplicado, correto, atento na marcação. Nada excepcional, porém eficiente. Dentro das limitações, cumpriu à perfeição o papel dele e teve no goleiro Zé Carlos um dos pontos altos. Ele fez defesas importantes, a maior delas ao parar pênalti chutado por Jô no primeiro tempo.

É preciso sempre levar em consideração que se trata de início de temporada, o segundo jogo oficial, fora três amistosos de preparação. Ainda tem gente para ser aproveitada, como o jovem Maicon (na desastrada seleção Sub-20) e o veterano Jadson, que deve assumir o papel de astro da companhia. A ressalva vale para que o público não se desespere logo de cara.

Mas o desempenho não foi grande coisa, independentemente do resultado. Comum uma equipe jogar bem e perder. Não foi o caso. O Corinthians mostrou-se afobado, pouco prático e com criatividade baixa. Abusou dos cruzamentos, a maioria na tentativa de encontrar Jô para as finalizações. Uma ou outra, apenas, foi bem sucedida; de resto, só serviu para fazer o nome da zaga do Santo André.

A defesa corintiana não foi incomodada além da conta. Porém, em dois lances decisivos vacilou, e justamente nos gols de Edmilson (no primeiro tempo) e Claudinho (no segundo). Fagner e Moisés desceram muito ao ataque, sem perigo. Pablo e Balbuena necessitam de ajuste no entendimento. No meio, Gabriel tratou de fechar espaço, e só. Felipe Bastos procurou o jogo, mas sem regularidade. Tanto que saiu no intervalo para a entrada de Guilherme, que passou em branco. Marquinhos Gabriel esteve muito aquém do que pode, Marlone e Rodriguinho andaram perdidos à frente e não encostaram em Jô. Ainda entraram Kazin e Romero, sem acrescentar grande coisa.

A tarefa de Fabio Carille é enorme. Será necessária paciência, e ele precisará de mão forte para apoiá-lo. Terá?

Só o São Paulo na fila!

Leia o post original por miltonneves

A Portuguesa ganhou a última Série B do Brasileirão.

O Juventus promoveu-se e o São Bernardo FC foi o campeão na Série B do Paulistão-2012.

O Grêmio Osasco também subiu de divisão no Paulista.

O Santos sagrou-se tricampeão estadual.

O Corinthians finalmente conquistou a América.

E  o Palmeiras voltou a ser campeão ganhando o Brasil.

Assim, dos paulistas da Grande SP, que não ganharam nada, sobraram o Nacional, o outro São Bernardo, o Santo André, o Grêmio Barueri e o … São Paulo!!!

Desse jeito, Juvenal,  a torcida não aguenta nem a pau!

Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, depois de dois anos auspiciosos, também está vivendo momentos de turbulência com o Atlântico ameaçando invadir o continente do Gonzaga até a Vila Belmiro.

Para escapar de um possível tsunami em seu navio, que ele se livre definitivamente de qualquer pena de ganso e consiga melhores marinheiros do que o sofrível Renteria, dos esforçados Borges e Alan Kardec, do pífio Fucile,  dos  comuns Ibson, Henrique e Juan e dos velhos corsários Durval e Elano.

Além de achar um tesouro em algum lugar no fundo do mar da Bacia de Santos.

Já Arnaldo Tirone fez belo gol aos 44 minutos do segundo tempo.

Ele e Felipão.

Estavam muito mal – e bota mal nisso –, mas a última impressão é a que fica.

Duas “máximas” do futebol favorecem ao São Paulo no clássico  deste domingo entre o Verdão e o Tricolor:

“Quem estreia técnico sempre ganha”.

“Depois de épica conquista todo time completo perde a primeira partida por letargia pós-orgasmo”.

O Corinthians, diante do Botafogo, que o diga.

Assim, mesmo desfalcado, Ney Franco ganha de Felipão por 2 a 0 em Barueri.

O ameaçado Mano Menezes colocou Ganso na reserva menos pelo fator Oscar e mais pelo que considerou um cano do jogador ao se operar e se livrar daqueles amistosos da seleção que tanto cansaram Neymar.

Agora feliz, sem jogos ou treinos, ganhando do Palmeiras e da publicidade e com tempo para tudo, o eterno goleiro Marcos vai ser pai pela terceira vez.

A Fox Sports, mesmo após sua bela e até agora única estrela que foi a Libertadores, continua tentando contratar fazendo ofertas e valorizando jornalistas da concorrência.

Um dos casos foi o de Rogério Micheletti, da Band, o melhor profissional de edição e memória-esportiva dos anos 80 prá cá, de nosso meio.

Só que a Fox não conseguiu levar para o Rio essa rara e “secreta” figura.

Secreta, mas que é mais importante do que muita gente famosa de vídeo e microfone por aí.

Imagem: @CowboySL