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Ousadia é a nossa marca

Leia o post original por Odir Cunha

Ontem o Santos apresentou o lateral-esquerdo Romário, de 25 anos, vindo do Ceará, e hoje, ao meio-dia, na sala de imprensa da Vila Belmiro, apresenta o diretor executivo Gustavo Vieira e o técnico Jair Ventura. São contratações pensadas, discutidas, amadurecidas.

É sabido que a agilidade para negociar é uma qualidade importante no futebol, mas ela não pode ser confundida com precipitação. O Santos não pode mais se dar ao luxo de entrar em negócios relâmpagos, mal explicados, alguns bastante lesivos ao clube, como ocorreu nas últimas gestões que levaram o Alvinegro Praiano à beira do abismo.

Olhemos os outros clubes grandes do Brasil e perceberemos que mesmo os mais endinheirados estão tateando, analisando muito bem o negócio antes de investir em um jogador. E a situação do Santos é um pouco mais delicada, pois em vez do superávit tão propalado pela última gestão, o que se encontrou foi um rombo enorme, com 30 milhões de reais a serem conseguidos em três dias, sob o risco de novamente jogadores e funcionários recorrerem à justiça por falta de pagamento.

Passamos por uma gestão cujos líderes se serviram do Santos. Estamos iniciando outra na qual as pessoas querem servir ao clube e estão empenhadas em fazer o Alvinegro Praiano novamente impor respeito aos adversários, à opinião pública e aos seus próprios sócios e torcedores. Precisamos dessa confiança de todos para dar os passos que sonhamos.

Precisamos de mais santistas nos estádios, de muito mais sócios, de torcedores que exerçam sua paixão com a confiança de que, por mais que hajam pedras no caminho, no final tudo acabará bem. Confie e não se arrependerá.

Mas Ousadia não é temeridade

Se, em outro post, citei Técnica, Disciplina, Garra e Ousadia como os valores perenes do Santos, qual seria o valor desta gestão comandada por José Carlos Peres e Orlando Rollo? Não há dúvida de que será a Ousadia. A imagem de um Pacaembu lotado de santistas no jogo contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, será um exemplo dessa nova postura santista.

Porém, assim como agilidade não pode ser confundida com precipitação, Ousadia não é e jamais poderá ser confundida temeridade. Contratar Leandro Damião e colocar em campo um time improvisado para enfrentar o Barcelona, no Camp Nou, foram exemplos de aguda temeridade, ou mesmo de irresponsabilidade. Ousadia é romper os limites sem colocar em risco a imagem e a sustentabilidade financeira do clube.

Que aguardemos o anúncio dos novos contratados com a ansiedade natural do torcedor que somos, mas que confiemos nas pessoas que hoje representam ao Santos e em sua capacidade de montar o melhor time que a nossa capacidade de investimento pode proporcionar.

E você, o que acha disso?


Entrando nos trilhos

Leia o post original por Odir Cunha

Sabe por que toda nova gestão de um clube de futebol diz, ao assumir, que encontrou “terra arrasada”? Porque é isso mesmo que acontece. O caráter dos dirigentes e a falta de fiscalização nos clubes faz com que os últimos meses de uma administração sejam catastróficos.

No Santos, como se previa, ao invés de um superávit milionário, encontrou-se a necessidade de se conseguir R$ 30 milhões da noite para o dia para pagar salários e o décimo terceiro de jogadores e funcionários. Mas, repito, isso já era esperado. Há muito as despesas superam as receitas no nosso clube.

Conselheiros que fomos, jamais encontramos nos balanços sinais de um crescimento das receitas, muito ao contrário. Assim, temos de ir atrás delas. Não apenas nesse começo de gestão, mas durante os três anos de mandato de José Carlos Peres e Orlando Rollo. Isso implica atuar em estádios maiores e iniciar, logo que possível, a campanha para chegarmos a 100 mil sócios em três anos, iniciativas que trarão muitas outras a reboque.

Se você era sócio do Santos e desistiu por mau atendimento ou por não acreditar nas intenções da gestão anterior, peço que fique agora. Seu voto de confiança será vital para reerguermos o clube. Com mais sócios, atuando mais em estádios maiores, atrairemos também maiores verbas de patrocínio e levaremos menos tempo para colocar o nosso Santos novamente nos trilhos da sustentabilidade financeira.

Sei, também, e como!, que a opção da enquete mais votada (16%) e a que mais preocupa o santista é a montagem de um time forte. De nada adianta fazer tudo certo se no campo o time não corresponder. O torcedor quer saber de nomes e se angustia com a falta de notícias sobre contratações espetaculares. Hoje percebo claramente como a ansiedade do torcedor, legítima por um lado, por outro pode levar um clube à bancarrota.

O santista, nesse ponto igual a todo torcedor, quer o anúncio bombástico: “Fulano foi contratado”, “Sicrano já é do Santos”, “Agora é oficial: Beltrano é santista”. Sabemos que um negócio desses aumenta exponencialmente a popularidade de um dirigente e de uma gestão. Mas, convenhamos, é uma saída fácil e, em boa parte das vezes, irresponsável.

Quantos dirigentes demagogos não gastaram o que o clube tinha e, principalmente, o que não tinha, para encher seus times de jogadores famosos que, mais dia, menos dia, acabaram saindo pela porta dos fundos, com salários e direitos atrasados, agravando ainda mais a situação financeira da instituição?

Uma boa negociação não se faz na primeira sentada à mesa. É preciso analisar todas as circunstâncias. Não é só o Santos que precisa de jogadores. Eles também precisam jogar em um time da história, do peso, da marca e da popularidade do Santos, um time já garantido para a Copa Libertadores de 2018. Uma equipe, enfim, que é uma das mais importantes vitrines do futebol mundial.

Essa gestão só tomará posse dia 2 de janeiro, mas se resolvesse cruzar os braços e não assumir as responsabilidade pelo futuro do clube, provavelmente teríamos um quadro bem parecido com o do final da gestão de Odílio Rodrigues, em que muitos jogadores entraram na justiça trabalhista e conseguiram passe livre. Sabemos que a responsabilidade pelo futuro do Santos, até o final de 2020, será nossa e não fugiremos dela.

E você, o qeu acha disso?


Apenas joguem futebol

Leia o post original por Odir Cunha

Nesse conturbado final de ano, em que fatores que não conhecemos ao certo parecem perturbar os jogadores santistas, o que poderíamos dizer a eles antes do jogo de hoje, às 21 horas, contra o Bahia, na Fonte Nova? Eu pediria que apenas joguem futebol, algo que não fizeram na última partida e fizeram muito pouco contra o Vasco.

Para um time que lutava pelo título, o Santos caminha para um final de campeonato melancólico. Essa tendência pode ser quebrada ou confirmada hoje. Será preciso caráter para sair dessa situação. Até porque o Bahia, em sua casa, tem a tendência de dominar os adversários.

Dizem que a falta de ânimo dos santistas se deve a atrasos no pagamento de seus rendimentos. Se não for de salários, é de direitos de imagem, o que dá na mesma. Em uma administração transparente o sócio e o torcedor seriam informados, mas nesse Santos atual as verdades são encobertas por anúncios fantasiosos, ainda mais agora, às vésperas de uma eleição. Se nenhum jogador colocar a boca do mundo, o problema continuará debaixo do tapete.

Como bem disse David Braz, que deverá voltar ao time hoje, assim como Bruno Henrique, o “Santos precisa de algo mais”. Acho que entendi o que ele quis dizer. Apenas entrar em campo e trotar atrás da bola não garantirá uma vaga direta na Copa Libertadores do ano que vem. Será preciso, nos jogos que faltam, ganhar ao menos três: do Bahia, hoje; do Grêmio, na Vila Belmiro, e do Avaí, na última rodada, também na Vila. E isso exigirá um esforço extra.

Pelo andar da carruagem, o torcedor sabe que essa missão parece impossível. Se os jogadores não se motivarem, será mais fácil o Santos não marcar pontos em nenhum desses jogos. Mas, então, como animar um time que parece esperar impacientemente pelo final da temporada? Bem, eu apelaria para o sentimento atávico de todo jogador de futebol…

Quando crianças, e quando amadores, jogamos futebol por amor, por diversão. Jogamos apenas para viver momentos agradáveis e, se possível, conseguir algumas boas vitórias que depois compartilharemos nas conversas com os amigos. O cestinha Oscar Schmidt me dizia que era um homem realizado, pois adorava jogar basquete e ainda ganhava para isso. Pois esses jogadores do Santos podem simplesmente jogar futebol com o mês mo amor e dedicação que o faziam quando eram crianças, ou amadores.

O torcedor sabe quando o time se empenha, ou quando enrola, faz o tempo passar e finge que joga. E ele também identifica os jogadores que colocam a alma em campo, ou aqueles que apenas batem cartão. No Santos, ele confia na determinação de Vanderlei, Lucas Veríssimo, David Braz, Alison e Bruno Henrique, mas tem desconfiado de muitos, entre eles Victor Ferraz, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Todos os citados jogarão ele, além do lateral Daniel Guedes e o jovem Arthur Gomes, que tem sido escalado insistentemente por Elano. Que todos, simplesmente, joguem futebol.

O Bahia, orientado pelo experiente Paulo César Carpegiani, deverá jogar com Jean;, Eduardo, Tiago, Thiago Martins e Juninho Capixaba; Renê Júnior, Juninho, Zé Rafael e Allione; Edigar Junio e Mendoza. A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (SC), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). A partida será transmitia pelo Sportv e pelo Premiere.

Um caso de abnegação

Sei que parece fácil pedir empenho para quem se sente desrespeitado, mas já passei por situação parecida e decidi, com meus companheiros da revista TêrisEsporte, usar o nosso mês de aviso prévio, no primeiro semestre de 1981, para fazer a última edição daquela publicação mensal que estava chegando ao fim (destino, infelizmente, de todas as revistas esportivas do Brasil).

Minha alegação foi a de que cada um daqueles exemplares seria importante para o nosso currículo de jovens profissionais da comunicação. Todos concordaram e assim foi feito. Hoje, talvez, nenhum leitor se lembre, apenas nós, que trabalhamos religiosamente no mês em que poderíamos ter ficado em casa, mas certamente nossa atitude fortaleceu nosso caráter e nos ajudou a seguir em frente em nossas carreiras.


Como perder sócios

Leia o post original por Odir Cunha

Acho que nem preciso lembrar que a quantidade de sócios de um clube é importante não só para aumentar sua receita direta, como alavancar a arrecadação nos jogos, o valor do patrocínio de camisa e até a cota de tevê. Em alguns clubes brasileiros, como Flamengo e Palmeiras, a arrecadação com sócios está entre as três maiores receitas. Enquanto isso, o Santos, que há quatro anos tinha 65 mil associados, hoje tem apenas 8 mil adimplentes e o número continua caindo. Descobri por quê na sexta-feira passada, quando resolvi ligar para o atendimento ao sócio torcedor.

Sócios e candidatos ao Conselho Deliberativo precisam estar em dia com suas obrigações com o clube. Eu estou, pois pago a anuidade no primeiro semestre. Mesmo assim , resolvi ligar para o telefone (13) 3257-4000 e testar o serviço de atendimento ao sócio do Santos. Queria me colocar na pele do sócio de todo o Brasil, que liga de longe para o clube e tem reclamado muito do mau atendimento.

Detalhe: a ligação não é gratuita. Trata-se de um interurbano que sai do bolso do associado, onerando ainda mais esse benemérito que muitas vezes se associa apenas para ajudar o clube.

11h41 – Liguei para o (13) 3257-4000 e logo comecei a ouvir o hino oficial do Santos. Para resumir, esperei 10 minutos e a ligação caiu sem que eu fosse atendido. Mas eu não desistiria tão facilmente.

11h54 – Liguei de novo, depois de enviar uma mensagem de texto, com o meu e-mail (mensagem que não foi respondida até agora, 11h10 de segunda-feira). Fiquei ouvindo o hino…

12h04 – 10 minutos e nada.
Creio que um ou dois minutos depois não ouvi mais a música. Percebi que tiravam o telefone do gancho. Finalmente falaria com alguém… Mas me enganei. O telefone permaneceu fora do gancho. Passei a ouvir vozes ao fundo, mas ninguém me atendeu.

12h14 – Ouvi, principalmente, a voz de uma mulher adulta e de uma criança.
Tive a impressão de que alguém tinha levado o filho, ou a filha, para o trabalho. Parecia que a mulher estava sozinha para atender às ligações.

12h21 – Passei a ouvir uma voz masculina que conversava com a mulher.

12h26 – Meia hora de espera nessa segunda ligação, e nada.
Percebi que a mulher se despedia de alguém, provavelmente do homem com quem conversava. Em seguida, eu a ouvi dar um “boa tarde”, provavelmente para uma outra ligação. Imaginei que ela estivesse atendendo a apenas um ou duas linhas. A minha, provavelmente a cinco ou seis metros dela, permaneceria fora do gancho.

12h36 – Deixei completar 40 minutos de espera nessa segunda ligação, desliguei e liguei de novo. Quem sabe dessa vez eu não teria a sorte de cair em um dos telefones escolhidos? Mas, depois de ouvir o hino do Santos cinco vezes, resolvi desligar e ligar para a tesouraria. Afinal de contas, somado todo o tempo, eu já tinha ficado uma hora à espera de ser atendido.

A essa altura fiquei imaginando que sócio do Interior de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Brasília, ou qualquer lugar do Brasil e do mundo continuaria esperando na linha. Se enviar e-mail já se sabe que não resolve, ou pode demandar dias, e se o telefone de “atendimento ao sócio”, que não é gratuito, não resolve, é evidente que essa é uma das causas de tanta desistência e inadimplência entre os sócios do Santos, que têm sido totalmente ignorados por essa gestão.

É evidente que não há nenhuma meta e nenhuma preocupação com a qualidade do atendimento. Já liguei para vários serviços idênticos, das mais variadas empresas, públicas e privadas, e jamais fui tratado com tanto desdém. Esse desatendimento fere profundamente o código de defesa do consumidor. Bem, mas resolvi tentar de novo e dessa vez falar com a tesouraria.

Imagino que, às vésperas da eleição para presidente, a ser realizada dia 9 de dezembro, haja muito sócio querendo saber se tem alguma pendência com o clube, ou se está liberado para votar. Após discar o mesmo telefone – (13) 3257-4000 – apertei a tecla correspondente à tesouraria.

14h56 – Uma voz robótica feminina atendeu e me avisou que minha chamada era a 2 e o tempo de espera seria de 15 minutos.

15h07 – A mesma voz avisou que minha chamada era a 1 e o tempo de espera era de 4 minutos.

15h17 – Dez minutos depois eu ainda continuava esperando. No todo, desde o início da ligação, já tinham se passado 20 minutos.

15h25 – 28 minutos de espera e nada.

15h26 – Cai a linha!
Imagine o desânimo de alguém que estivesse esperando tanto tempo e achasse que estava prestes a ser atendido…

15h36 – Ligo de novo e peço tesouraria.
Durante oito minutos ouço apenas o hino do Santos. Depois de ouvi-lo umas cinco vezes, a bateria do meu telefone sem fio descarrega e a linha cai.
Teria de recarregar e levaria tempo. Tive de admitir a derrota.

Ao todo fiquei uma hora e 31 minutos ao telefone, em um interurbano, tentando falar com o Santos Futebol Clube, de quem sou sócio há dez anos.

Não desistirei, apesar de tudo, pois ser sócio é uma maneira de retribuir todas as alegrias que esse time já me proporcionou e também de ajudá-lo a se reerguer. Com 100 mil sócios pagando uma anuidade de 300 reais teríamos um total bruto de 30 milhões de reais por ano, além de todos os benefícios que esse respeitoso quadro associativo nos daria.

Ainda mais agora, a um mês da eleição, um sócio que se preocupa com o futuro do Santos não pode deixar de garantir o seu direito de voto. Porém, se analisarmos bem, sem paixões, veremos que é mesmo compreensível que tantos sócios tenham abandonado o clube, hoje fora da lista dos 10 brasileiros com mais sócios.

Em agosto deste ano a lista dos dez mais do Brasil tinha: 1 – Corinthians, 123.238 sócios; 2 – Palmeiras, 122.778; 3 – Grêmio, 120.945; 4 – São Paulo, 115.791; 5 – Internacional, 112.756; 6 – Flamengo, 104.148; 7 – Atlético-MG, 97.669; 8º – Cruzeiro, 55.021; 9 – Sport, 43.990; 10 – Fluminense, 35.904.

Regras do atentimento “telefónico” usadas em Portugal, que devem ser implantadas no nosso Santos, sob pena de o clube perder todos os seus sócios.

E você, qual é a sua história como sócio do Santos?


Voluntários para Pesquisa

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos, uma pesquisa que chega à conclusão de que a torcida de um time carioca é igual à do Santos no centro de São Paulo no mínimo está de sacanagem com a imensa torcida santista. Mas, como os idiotas da objetividade acham que os números podem provar tudo, até as maiores besteiras do universo, não adianta discutir com eles. O melhor e a única solução verdadeira é fazer a nossa própria pesquisa.

Isso de ouvir 100, 200 pessoas, a gente faz em uma tarde, ou manhã. Só preciso de uns voluntários que, de preferência, morem próximos a Santo Amaro. Não há pagamento em pecúnia, mas divulgarei os nomes das almas bondosas que participarão do evento aqui no blog e darei um exemplar do Time dos Sonhos, ou do Dossiê, para cada um. Vamos fazer história garotada!

A ideia é realizar a pesquisa em um dia da semana que vem. Os interessados devem enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br

Liquidação Total dos livros. 60 dias de aniversário!

Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube nos meses de março e abril. E nessa comemoração, para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi ainda mais os preços dos livros oferecidos na livraria do blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória, claro.

Confira os novos preços e entre na livraria para comprar para você ou para os amigos santistas, ou quase. Divulgar a história é uma forma de manter o carisma, a cultura e a visibilidade do Santos.

Veja só como os livros ficaram baratos

Dossiê Unificação dos títulos brasileiros
39 reais um exemplar, 69 reais dois exemplares
Time dos Sonhos
39 reais um exemplar, 69 reais dois exemplares
Sonhos mais que possíveis
14 reais o exemplar
Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
23 reais um exemplar, 35 reais dois exemplares

A promoção vai até 30 de abril, ou até acabar o estoque.

Para entrar na livraria, tecle aqui
ou entre na sala Comprar Livros, anunciada no alto da home.

E você, o que acha disso?


Fluência. É isso que falta

Leia o post original por Odir Cunha

Fiquei de fazer um post analisando a situação do Santos, e como estou com a cabeça voltada para as excursões internacionais do Alvinegro Praiano nos anos 60, devido ao livro que escrevo em parceria com o amigo Marcelo Fernandes, a tarefa não me parece tão difícil. É só lembrar o que dava certo naquele grande Santos para se chegar à conclusão de que o que falta no Santos atual é fluência.

“Espere aí, Odir”, dirão meus críticos, e não são poucos. “Fluência é um termo muito vago. Você quer dizer incompetência, intransparência, ou qualquer outra “ência” mais objetiva?” Sim e não, responderei. Fluência envolve isso tudo. Mas, para evitar maiores delongas, vou ao ponto.

Veja, querido e querida santista, que o Santos de Athié, Lula, depois de Antoninho, fluía naturalmente. Aliás, fluência quer dizer exatamente o que flui, é natural e espontâneo. Há uma atitude que pressupõe outra consequente, e mais outra e outra. Quanto os atos têm consequências lógicas, fluem e nos dão uma sensação de confortável previsibilidade. Se o processo natural é interrompido, fica a sensação desagradável de incompletude.

Como isso se manifesta no futebol? Olha, é o caso do jogador que faz uma partida bem, ou está em uma sequência boa, e é tirado do time e não volta mais. Ou, caso inverso, do perna de pau que está sempre afundando a equipe, mas é sempre escalado. São coisas que deixam o torcedor, com o perdão da palavra, com o saco na lua (no caso dos torcedores masculinos, claro).

Assim, quando o goleiro Lalá veio do Ferroviário para o Santos, em 1959, já foi integrado à delegação que viajou para a Europa e entrou como titular contra grandes clubes europeus, chegando a conquistar o Troféu Teresa Herrera. O mesmo ocorreu com Orlandinho, ponta-direita do Comercial de Ribeirão Preto, que chegou ao Santos no começo de 1968 e imediatamente viajou com o time para participar do Octogonal do Chile, ajudando a equipe a ser campeã do torneio.

O que quero dizer com isso? Que se o jogador era contratado, era porque merecia a confiança da diretoria e do técnico. Não tinha de esquentar banco. Se não desse certo, iria para a reserva, entraria só de vez em quando e no final do ano seria negociado. Mas, antes disso, teria sua chance. O Santos não ficava com jogadores encostados, como hoje é o caso de tanta gente no elenco. Isso é falta de fluidez.

Foi contratado? Tem de ter as suas chances. Jogou bem? Fica. Não está conseguindo render o esperado? No ano seguinte não estará mais na Vila Belmiro. Isso se chama fluidez, a maneira lógica e justa de administrar um elenco. O que está ocorrendo no Santos, hoje, é uma verdadeiro bagunça.

O técnico Dorival Junior pede contratações nominais, não dá oportunidade ou encosta os jogadores que ele mesmo pediu, e quando o clube pretende negociá-los, casos de Rafael Longuine e do próprio Léo Cittadini, interfere e pede que os jogadores continuem no clube. Ora, essa falta de decisão do técnico incha o elenco, faz o Santos pagar uma fortuna de salários, divide os jogadores em vários igrejinhas e o time não anda.

O grande Santos tinha 18 jogadores, só. E jogava bem mais do que o atual. Você sabe quantos o atual tem? Vinte e cinco? Trinta? O número é incalculável, já que tem muita gente encostada, recebendo salário para não jogar. É o cúmulo do desperdício de dinheiro, de energia e de falta da famosa fluidez.

Agora leve esse conceito para os atos da direção do clube e veja como essa mesma espontaneidade faz falta. Aqui abro um parêntese para dizer que não pode haver naturalidade sem verdade, sem sinceridade. O natural é o óbvio, o que obedece ao inconsciente coletivo do santista. Por que o Pacaembu atrai 24 mil torcedores em um domingo de sol a pino e a Vila Belmiro, em uma agradável noite tropical, não chega a seis mil assistentes? Nem, vou responder, deixarei a pergunta no ar para que as pessoas sintam o quanto é antinatural se pensar em uma arena em Santos.

Na verdade, ninguém está pensando nessa arena, só o presidente, porque ele não segue o pensamento coletivo do santista, só o seu. Uma arena sem espectadores, o que será? Um elegante ou um baleia branca? Ainda bem que quase todos os santistas não acreditam na história da arena do Modesto, como jamais acreditaram na do superávit, pois já perceberam que para essa gestão vale tudo, mesmo as mentiras mais cabeludas, apenas para continuar sugando até a última gota do pobre Alvinegro Praiano, que consideram propriedade sua.

Uma mentira é algo que destrói a fluência de qualquer comunicação, de qualquer projeto, de qualquer relação entre o clube e o associado, entre o time e o torcedor. Não culpo apenas os jogadores pela situação depressiva em que o Santos entrou nesse início de 2017. Sei que têm, sim, sua responsabilidade, mas também estão sendo usados por uma gestão sem… sem… sem… digamos, sem fluência.

E você, o que pensa sobre isso?

A seguir, dois livros meus sendo lançados. O do Guga, que escrevi com o amigo Ricardo Lay, nesta quinta-feira na Livraria Travessa, do Rio de janeiro. E o Lições de Jornalismo, dia 14 de março, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

Convite-Guga

Convite - Lições de jornalismo


Hora de pôr ordem na casa

Leia o post original por Odir Cunha

A derrota para a humílima Ferroviária, na Vila sagrada, ainda ribomba nas nossas cabeças. É óbvio que há muita coisa errada no Santos e é natural que o torcedor se preocupe com a sorte do time na Copa Libertadores, a competição mais importante de 2017 (fora o Mundial, claro).

Não finjamos o contrário, por favor. Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, todos os títulos têm a sua importância, mas a Libertadores vale mais, até porque pode colocar o Santos em um patamar acima de todos os outros clubes brasileiros.

Porém, se a equipe tem dificuldades em sua própria casa, o que esperar do Glorioso Alvinegro Praiano em 9 de março, uma quinta-feira à noite, quando iniciará a competição sul-americana de clubes enfrentando o respeitável Sporting Crystal, do Peru, em Lima?

Se o clima entre diretoria e comissão técnica, comissão técnica e jogadores, jogadores e torcida não melhorar, será mais sensato tirarmos o cavalinho da chuva, ou o peixe do mar, pois nem passaremos da primeira fase da Libertadores. Digo nós porque o momento é de união entre os santistas.

Um espírito de porco pode dizer: “Mas Odir, se o Santos for campeão da Libertadores, você jamais será eleito presidente do clube”. Pois eu respondo: ser campeão da Libertadores em 2017 é de importância fundamental para a história do Santos, perto desse feito quem será o próximo presidente santista não tem importância.

E como a gente critica, mas sugere soluções, apelo para que o presidente Modesto Roma, a direção de futebol, o técnico Dorival Junior e a comissão técnica tenham uma longa reunião para detectar o que está havendo e estabelecer metas e compromissos. Depois, que outra reunião, entre a direção do clube e os jogadores, seja realizada.

É preciso botar para fora tudo que está engasgando todo mundo. Sem lavar a roupa suja e colocar ordem na casa, o Santos vai passar um ano difícil. Não é hora de beicinho, nem de mimimi, nem de mentiras ou desculpas. Quem estiver incomodado, peça para sair. O time está diante de seu maior desafio desde 2012. É hora de ser forte, determinado, corajoso e de fazer jus a ser lembrado, para todo o sempre, na história do Santos e do futebol.

Sete providências recomendadas

1 – Priorizar a Libertadores, Usar o Campeonato Paulista para testar e dar ritmo a todos os contratados e aos garotos da base, mas não estafar os titulares absolutos nos jogos do Estadual.

2 – Criar um sistema de jogo mais precavido para os jogos fora de casa. Que Dorival e seu filho não se iludam. Fora de casa o bicho vai pegar. Mesmo o grande Santos, no seu melhor ano, que foi 1962, empatou em 1 a 1 tanto com o Cerro Porteño, em Assunção, quanto com a Universidad Católica, em Santiago, e só ganhou do Deportivo Municipal, da Bolívia, por 4 a 3, porque virou ao final da partida, após estar perdendo por 3 a 2.

3 – Escolher jogadores com espírito de Libertadores, ou preparar o espírito de quem for escolhido. Além de ter calma, será preciso inteligência, além de tranquilidade para não revidar ao ser provocado, e nem afrontar o árbitro.

4 – Oferecer um bom prêmio em dinheiro a cada jogador em caso de título. Sabemos que eles já ganham bem, mas é uma regra de mercado. Todos os outros clubes motivam, o Santos não pode deixar de fazê-lo.

5 – Ficar atento às arbitragens. Há muito direcionamento nas arbitragens do campeonato sul-americano de clubes.

6 – Promover uma pacificação com a torcida. Se não houver o famoso pacto, o ambiente se degringolará e os jogadores, em vez de motivados, se sentirão enojados e temerosos. Se não der para ganhar o Paulista, dane-se, o que importa é a Libertadores.

7 – O jogador deve encarar cada partida da Libertadores como se fosse a última de sua vida. Para ter força, deve lembrar dos ídolos do passado e se espelhar neles. Enfim, fazer jus a vestir essa camisa.

O quarto título da Libertadores colocará o Santos como o time brasileiro mais vitorioso em competições internacionais. É uma meta difícil e ousada, mas, como diz o outro, se não for para sonhar, é melhor nem viver.

E você, o que acha disso?

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Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

As promoções de dois exemplares também incluem o frete pago. Assim dois Dossiês ou dois Time dos Sonhos saem por 79 reais, sem outras despesas, e dois exemplares de Dinheiro, é possível ser feliz sem ele saem por 39 reais.

E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

Para quem comprar os livros “Time dos Sonhos”, ou “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, o blog ainda enviará, gratuitamente, as versões eletrônicas dos livros Donos da Terra, Ser Santista e Na Raça!

E se você adquirir o “Dossiê Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959” e também quiser os três livros eletrônicos de presente, é só escrever e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que nós lhe enviamos.

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Quanto menor, melhor

Leia o post original por Odir Cunha


Agora Modesto Roma fala em erguer a areninha no Estádio do Jabaquara.

A cada vez que Modesto Roma visita o Conselho Deliberativo, os conselheiros saem com a impressão de estarem sendo enrolados. Na quinta-feira à noite, misturando esquecimentos importantes com discursos batidos, ele deixou claro que não fará nenhum acordo com a Prefeitura de São Paulo para o uso do Pacaembu, reafirmou seu desejo de construir uma areninha em Santos – nem que tenha de fazer uma parceria com o Jabaquara –, justificou o aumento do quadro de funcionários e de sua elevada despesa, tentou explicar, ainda, sua parceria com o empresário Taveira, assim como a fabricação do próprio uniforme, anunciou que hoje iria para Brasília assinar um patrocínio com a Caixa, confirmou que é candidato à reeleição e disse que pretende terminar o ano como campeão mundial.

Digo esquecimentos importantes porque ele não se lembrou da comissão paga a Taveira pela venda de Geuvânio. Falou em sete, depois cinco por cento, e por fim, como faz sempre que esquece os números corretos, convidou quem quisesse para, em outro dia qualquer, ir à sua sala para ver os documentos.

Sempre muito despreparado, Roma dá a impressão de que vai ao Conselho confiante na sua morosa oratória e no fato de ter maioria de conselheiros ao seu lado. Assim, por mais direta e incisiva que seja a pergunta, ele sabe que poderá tergiversar à vontade e no final sempre será aplaudido pelos seus fieis correligionários.

O caso das contas de 2015 reprovadas é tratada pelo presidente do Conselho, o senhor Fernando Bonavides, como sub judice, o que significa o mesmo que seguir em frente, sem nenhuma consequência imediata. Conselheiros advogados têm alertado que não é assim, que o caso deve voltar para a decisão do órgão, mas Bonavides faz ouvidos de mercador.

O acordo do Santos com a Kappa para o clube produzir o seu próprio material esportivo, que, conforme o prometido, deveria gerar produtos bem mais baratos e uma grande lucratividade para o clube, tem sido um enorme fracasso em todos os sentidos, mas o presidente disse que continuará do mesmo modo em 2017.

Sobre o Pacaembu, disse que o Santos só alugará o estádio, e de vez em quando, mas não tem interesse de fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo. Prometeu alguns jogos na capital, “se a PM deixar”, mas não falou mais em 15 partidas neste ano, como se chegou a anunciar.

Um representante da comissão formada para estudar o caso da areninha no terreno do Portuários disse que ainda não sabia nem o nome do pretenso investidor e não tinha elementos sequer para analisar a viabilidade do negócio. Mesmo diante da recusa, por unanimidade, dos conselheiros da Portuguesa Santista, Roma alegou que o clube vizinho ainda está indeciso e que ainda pode fechar o negócio (na verdade, só o presidente da Portuguesa Santista parece indeciso, pois todos os 41 conselheiros da Briosa são radicalmente contrários a essa parceira com o Santos).

Obviamente não se falou em planos de aumentar o número de associados, nem de melhorar as arrecadações, pois isso, inevitavelmente, incluiria jogar mais em São Paulo, o que atrairia mais sócios de fora da cidade e colocaria em risco o plano de poder em curso. Assim, a marca Santos, tão forte e universal, é amputada para caber no tamanho dos medíocres anseios regionais do atual presidente e sua trupe.

E você, o que acha disso?

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Recorde no Pacaembu

Leia o post original por Odir Cunha

Foto tirada por mim no jogo do Santos contra o Deportivo Táchira, pela Copa Libertadores de 2011, em que o Alvinegro Praiano saiu campeão.

Foto do Pacaembu lotado de santistas tirada por mim no jogo do Santos contra o Deportivo Táchira, da Venezuela, pela vitoriosa Copa Libertadores de 2011.

O jogo do dia 28 deste mês, sábado, no Pacaembu, tem tudo para estabelecer mais um recorde histórico do nosso Santos: caso vença o Kénitra Athletic Club, do Marrocos, o Glorioso Alvinegro Praiano estabelecerá 16 vitórias consecutivas no Estádio Paulo Machado de Carvalho, um feito jamais alcançado por outra equipe. A informação me é passada pelo sempre bem informado Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória e estatística do Santos.

Nem mesmo os clubes de capital, os que mais jogaram no Pacaembu ao longo da história do belo estádio, chegaram a essa marca. O Corinthians, segundo o historiador Celso Unzelte, também tem 15 vitórias consecutivas, mas será ultrapassado com a vitória santista sobre o Kénitra. O São Paulo, segundo Michel Serra, historiador do tricolor paulista, tem o máximo de 10 vitórias consecutivas, e o Palmeiras, de acordo com Miro Teixeira, historiador do alviverde, tem oito vitórias consecutivas apenas.

O feito será muito importante e representará mais uma primazia do Santos, que mesmo não sendo oriundo da capital paulista, tem uma torcida enorme e atuante em São Paulo, onde estabeleceu diversos recordes de público, tanto no Pacaembu como no Morumbi.

Informa-me o amigo Guarche que “até hoje o Alvinegro Praiano já disputou 719 partidas contra times estrangeiros, dentro e fora do Brasil. Ao todo, são 450 vitórias, 129 empates e 140 derrotas. A partida diante da equipe do Kénitra Athletic Club (KAC) será a primeira partida uma equipe do Marrocos. No extremo noroeste do continente africano, onde está localizado o Marrocos, o Santos Futebol Clube jogou apenas uma partida amistosa, no dia 1 de junho de 1960, empatando em 2 a 2 com o Deportivo Español, em Casablanca”.

Ainda segundo Guarche, os gols santistas foram amrcados por Dorval e Coutinho, e o time, “dirigido pelo técnico Luiz Alonso Perez, o Lula, atuou com Laércio; Calvet, Mauro e Zé Carlos; Formiga e Urubatão; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Tite. Esta também foi a primeira vez em que o Alvinegro da Vila jogou no continente africano, de um total de 21 partidas, com 15 vitórias, 5 empates e uma derrota.”

Portanto, meus caros e minhas caras, esse importante recorde é mais um motivo para irmos ao Pacaembu no sábado, dia 28 de janeiro, apreciar o Santos em mais um embate internacional. Só esperamos que o técnico Dorival Junior não faça o mesmo que fez contra o Benfica, no jogo do centenário da Vila Belmiro, no qual fez tantas substituições que descaracterizou a equipe e quase provoca sua derrota em um evento que era para ser de festa e alegria. Esse jogo é para ganhar, Dorival!

Dorival dará o bolo

O técnico Dorival Junior foi impedido pelo presidente Modesto Roma de conversar com os conselheiros do Santos nessa quinta-feira, dia 19 de janeiro. Uma pena. Tínhamos muitas perguntas para fazer a ele. Esperamos que alguém represente a diretoria para falar sobre a montagem do elenco e o planejamento do time e do clube para 2017.

Fim da enquete

Após meses, saiu hoje do ar a enquete sobre os prováveis candidatos à presidência do Santos, em eleição a ser realizada no final deste ano. Recebemos um total de 3.138 votos, quase o colégio eleitoral do clube.

Em primeiro lugar ficou esse humilde escriba que vos fala, representando o movimento Por um Santos Melhor, com 1.108 votos, 35% do total. Em segundo, Andres Henrique Rueda Garcia, com 646 votos, ou 21% do total. Em terceiro, Marcelo Teixeira, com 615 votos, ou 20%; em quarto, José Carlos Peres, da Santos Vivo, com 359 votos, ou 11%; em quinto, Modesto Roma Junior, atual presidente do clube, da chapa Santos Gigante, com 108 votos, ou 3%.

Depois, tivemos: Amado Silva (3%, 88 Votos); Orlando Rollo (2%, 61 Votos); Léo Bastos (1%, 41 Votos); Fernando Silva (1%, 29 Votos); Alberto Pfeifer (0%, 14 Votos); Reinaldo Guerreiro (0%, 12 Votos); Milton Teixeira Filho (0%, 7 Votos); José Renato Quaresma (0%, 6 Votos); Cesar Conforti (0%, 5 Votos); Carlos Manuel da Silva (0%, 4 Votos) e Fernando Bonavides (0%, 1 Voto).

Quando estivermos mais próximos das eleições, faremos outra enquete. Considero essas enquetes apenas exercícios do chamado processo democrático. É claro que o fato de eu ser o dono do blog me favorece. Quem costuma entrar aqui ao menos me respeita. Lembro, ainda, que nas últimas eleições a enquete deste blog deu que José Carlos Peres venceria, mas ele ficou em segundo lugar, já que a eleição foi decidida pelos votos dos associados de Santos, que no último pleito preferiam seguir a orientação local.

Jornalista desempregado?

Soube que uma crítica que fazem à minha candidatura à presidência do Santos é que sou um “jornalista desempregado”. Antes que digam que quero o cargo para pagar dívidas e encher os bolsos, como é o normal entre dirigentes de clubes de futebol, devo dizer que há seis anos trabalho na área editorial de livros, como editor e escritor. Quatro livros de minha autoria serão lançados em 2017. Todos já podem se considerar convidados para os lançamentos. É só acompanhar as informações neste blog.

A não ser no trabalho diletante e não remunerado desde blog, não trabalho como jornalista desde que o Jornal Metro encerrou suas atividades na cidade de Santos por falta de retorno publicitário. Por outro lado, se ser jornalista e não trabalhar na área é um empecilho para se tornar presidente do clube, o nobre Modesto Roma também não poderia.

Agora veja os gols e lances de Santos x Táchira:

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Torcer pro Santos. Sempre

Leia o post original por Odir Cunha

eu-e-suzana-tomando-chuva-no-pacaembu-21-03-2015

Um companheiro aqui do blog lembrou que este ano o Santos participará de muitas competições e caso vença alguma dificilmente eu terei chance de ser eleito presidente do clube. Pois eu respondo que jamais torcerei contra o Santos, em nenhuma circunstância, e se por um título em campo o santista preferir continuar com Modesto Roma, paciência. Nesta tarde de quarta-feira, por exemplo, como não sofrer e apoiar os Meninos na Copinha, às 15h30, diante do Flamengo de Guarulhos, em Barueri, com transmissão da Espn Brasil? E se torço na Copinha, como não torcerei desbragadamente no Paulista, na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores e, tomara, no Mundial de Clubes?

Santista acredita no imponderável. Muitas das conquistas do time vieram assim, desacreditadas. Pois falavam maravilhas da base do São Paulo, que já se foi, eliminada pela brava Chapecoense. Do Palmeiras não falavam maravilhas, mas também já se foi. Nem o presidente do Santos acreditava nesse time da base, muito criticado até por frequentadores deste blog em seus jogos anteriores.

Conheço bem as deficiências da equipe, mas, no momento como torcedor, prefiro me agarrar às qualidades, ou potencialidades. O goleiro Fernando Castro é tranquilo, qualidade essencial para um bom arqueiro. Ton Ton faz um monte de coisas erradas, mas é atuante, está em todas e uma hora fará uma jogada espetacular. Léo Souza, que não parece nenhum moleque, perdeu gols, mas deu a bela assistência para o predestinado André Anderson marcar contra o Audax. O pequeno Nicolas é driblador. Tem um receio natural de tomar pancada, mas é habilidoso. E o zagueiro Gabriel Casanova merece um comentário à parte.

Vocês sabem que no futebol, às vezes antes da técnica e da eficiência, vêm a personalidade e o carisma. Pois esse Gabriel Casanova salvou um gol de chaleira e depois quase marcou um lá na frente, com uma arrancada digna de um homem de área. Negro esguio e ágil, o Menino tem até nome de grande zagueiro. Torcerei para que ele se destaque novamente hoje.

Nada sei sobre o Flamengo de Guarulhos, mas basta ser Flamengo pra gente querer ganhar. Só sei que Guarulhos é terra de santistas, como o nosso amigo Bozo e o doutor Marcelo Santos, líder dos santistas da cidade e apoiador de minha campanha. Não tenho ilusões de que o jogo será fácil, como não tem sido nenhum para o Santos nessa Copinha, mas deverá ser mais uma boa luta. Torçamos.

Dizem que num certo clube paulistano o candidato de oposição oferecia prêmios para o adversário vencer o seu próprio time, pois isso faria com que o presidente, seu desafeto, tivesse problemas nas eleições. Quem me conhece sabe que, acima de tudo, tenho caráter, e depois torço para o Santos, sempre, ainda mais em um ano com Copa Libertadores. Quanto não vale o quarto título continental?

Espero que o santista saiba enxergar além dos resultados em campo e queira um Santos campeão, mas bem estruturado, transparente, abrangente, profissional, universal, que não sofra mais esses altos e baixos que o mantém em um segundo pelotão entre os grandes do planeta. Mas não estamos aqui para falar de política. Vamos lá Meninos!

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