Arquivo da categoria: São Januário

Acadêmicos do Vasco da Gama

Leia o post original por Rica Perrone

Ja é quinta-feira.  Chove no Rio de Janeiro como há tempos não chovia. Falta luz, o transito está um caos, há indícios de alagamento e até em show já deu merda.

Há dois lugares na cidade em que não falta luz, não alaga, não há qualquer preocupação e essa “garoa” é só pra refrescar: Nilópolis e São Januário.

A primeira comemora mais um título. O segundo comemora ainda sem saber se já pode. Mas pode. É claro que pode.  Deve.

O Vasco encontrou sem Nenê uma forma de jogar coletiva, que não obriga a equipe a ir numa direção.  Se com saudades do ídolo ou não, outros 500. Mas é fato que o time ficou mais leve.

Fez 10 gols em 3 jogos, não sofreu nenhum.  Está com os pés na fase de grupos, aterrorizando a noite daqueles que juravam que seria um fiasco.

Zé, o “culpado” de lá, pouco pede holofotes. Mas merecia. Seu time sabe exatamente até onde pode ir, como e joga perto do limite.

Não dá pra dar show. Mas dá pra entender que o coletivo é a única salvação deste Vasco. E através dele o time se encontrou, destroçou os dois adversários e segue firme na Libertadores que pra muitos era tombo certeiro.

A luz voltou. A chuva diminuiu.  Não há nada alagado e só não vai abrir o sol porque não tem como.

Avisa lá que altitude é distância do nível do mar. Grandeza é a distância que separa o Vasco do tal do Jorge.

abs,
RicaPerrone

É pra comemorar, sim!

Leia o post original por Rica Perrone

Eurico, eleições conturbadas, time mediocre, dinheiro curto. O Vasco chegou a ser um dos candidatos a rebaixamento.  Quando sondou o Z4, todo mundo esperava que ali, no máximo, se livraria.

E então a bola passou a entrar, São Januário voltou, Zé Ricardo ajeitou a casa e o Vasco fez mais do que dele se esperava. A Libertadores 2018 é motivo pra se comemorar muito. Ao contrário de outros rivais onde cobrava-se essa vaga, o Vasco apenas sonhava com ela.

Quando se alcança um sonho, se comemora. Quando se cumpre uma obrigação, nos aliviamos.

Não era obrigação deste Vasco estar na Libertadores. O que transforma sua vaga em conquista.  E conquista se comemora.

Entrar no clube com uma nova gestão, outra cabeça, outras pessoas e já na Libertadores pode ser o combustível perfeito para que o Vasco retome seu lugar no futebol brasileiro até mais cedo do que o planejado.

A bola já entrou. Falta uma urna cair, e o Vasco terá muito pra comemorar.

abs,
RicaPerrone

Cheio & Vazio

Leia o post original por Odir Cunha

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Cheio & Vazio

Com mais de 15 mil pessoas, o Urbano Caldeira bateu o seu recorde de público no ano para ver o time feminino do Santos, em jogo empolgante, vencer o Corinthians na primeira partida da final do Campeonato Brasileiro. Um detalhe: a entrada foi gratuita. Isso quer dizer que o santista da Baixada adora futebol e iria mais vezes à Vila Belmiro se o preço do ingresso fosse mais barato. A Vila tem de voltar a ser um estádio da massa santista, com menos camarotes e cadeiras cativas e mais lugares populares.

Em um Engenhão sem público, Vasco e Santos empataram em 0 a 0, em um dos piores e mais desanimados jogos do ano. O Vasco está sendo punido pelos incidentes ocorridos na derrota para o Flamengo, em um estádio de São Januário superlotado. Todos sabem que o estádio vascaíno tem uma capacidade apenas um pouco maior do que a Vila Belmiro, que não chega a 20 mil pessoas, mas o presidente do clube carioca, Eurico Miranda, insiste em mandar todos os clássicos lá, assim como Modesto Roma faz no Santos. Isso não traz benefícios técnicos ao time e freia o crescimento do clube, cuja torcida tem diminuído a cada ano.

Para pagar contas emergenciais, o Santos vendeu o passe do promissor Thiago Maia ao Lille, da França, pelo equivalente a 51 milhões de reais, dos quais o Alvinegro Praiano deveria ficar com 70%, ou cerca de 35,5 milhões. Cofres cheios? Nem tanto. Desse valor ainda é preciso tirar a comissão dos intermediários e o que restar será absorvido rapidamente pelas despesas imediatas. O que sobrará dará para pagar apenas três ou meses de salários dos jogadores. Se não vender mais ninguém, as contas não fecharão. Enquanto isso, veteranos em fim de carreira, que nem conseguem ser titulares, são contratados ou renovam contratos com salários que não ganhariam nem na China – o que, logicamente, deixa os cofres vazios.

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Opinião: Vasco precisa proteger seus torcedores pacíficos da ala violenta

Leia o post original por Perrone

Eurico Miranda está certo quando aponta o dedo para Polícia Militar ao falar das bombas atiradas em São Januário neste sábado (8), após a derrota do Vasco para o Flamengo por 1 a 0.

Mas de nada adianta o presidente acusar a PM, cruzar os braços e fechar os olhos. Os policiais falharam na revista, mas eles não são os principais culpados por mais um distúrbio no local.

A maior parcela de culpa, na opinião deste blogueiro, é de uma minoria de torcedores vascaí­nos que sabe se lá por qual motivo teima em prejudicar a equipe. Os caras são reincidentes. Para ficar num exemplo recente, em junho saíram na porrada dentro de São Januário ainda antes de terminar a partida em que o time da casa perdeu por 5 a 2 para o Corinthians, pelo Brasileiro.

Assim, o Vasco precisa se proteger contra esses vândalos. Não pode continuar sendo prejudicado por eles. E se não quiser se defender, tem a obrigação de proteger seus torcedores pacíficos. Deixar tudo na mão da PM não é uma demonstração de respeito aos fãs do time. Pelo contrário, soa como um “tô nem a픝.

No lugar de falar na existência de uma política para prejudicar o futebol, Eurico deveria se esforçar para que o clube ajude a polícia a identificar os baderneiros e a evitar a entrada deles no estádio. Poderia, por exemplo, instalar mais câmeras de segurança e tomar a iniciativa de entregar as imagens para as autoridades quando necessário.

O clube deve também estudar medidas mais drásticas, como não mandar jogos de alto risco em São Januário. Atuar em casa é um direito sagrado de todos os clubes. Mas, a segurança dos torcedores está em primeiro lugar.

O lar vascaíno tem problemas estruturais, por mais que isso corroa o orgulho de Eurico. Seu entorno é estreito e dificulta a atuação da poli­cia. Do lado de dentro, há pouco espaço para o escoamento da massa em caso de emergência. E num estádio maior, talvez, torcedores não tentassem invadir o campo, como aconteceu neste sábado.

Jogar fora de casa uma ou outra vez no Brasileiro por questões de segurança seria menos prejudicial ao clube do que ter sua imagem arranhada por fatos como os que aconteceram na partida contra o Flamengo e que certamente afastam parte da torcida. Mais do que isso, o risco à integridade física do torcedor que só quer torcer seria menor em um local mais seguro em partidas críticas. É o que deveria importar para o Vasco.

A bola pune

Leia o post original por Rica Perrone

O tão discutido estilo “Muricybol” foi, enfim, apresentado ao rubro-negro.  É isso, basicamente isso. O time se fecha, chama o adversário e tenta numa bola parada ou contra-ataque encontrar o gol da vitória.  Contra time grande é assim, especialmente fora de casa. O Flamengo não jogou. Esperou o Vasco dar espaço pra tentar achar o …

O menor perigo é a violência

Leia o post original por Rica Perrone

Não costumo ter esse medo da violência em estádios que outros tantos tem. Em 99% dos casos as brigas acontecem no metrô, nas sedes, bem longe de onde está cheio de cameras e policiais. Em São Januário ou no Maracanã, as brigas dos marginais organizados devem acontecer a consideráveis metros dali. Não, não devemos deixar …

Palmeiras e Santos só pensam naquilo

Leia o post original por Quartarollo

Palmeiras e Santos já se despediram do Campeonato Brasileiro. Jogaram com reservas neste domingo dando chances aos adversários que estavam precisando do resultado por causa do rebaixamento.

Ambos só pensam naquilo. Só pensam nela, a Copa do Brasil, a taça que vale um passaporte para a Libertadores-2016.

O Palmeiras conseguiu se despedir da Arena Palestra Itália, no Brasileiro, com uma derrota por 2 x 0 para o fraco Coritiba.

Entrou apenas com Lucas que é titular e porque está fora do jogo de quarta-feira contra o Santos pela expulsão na Vila Belmiro.

Os demais eram reservas autênticos e jogaram como autênticos jogadores do time B.

Disso se aproveitou o Coritiba para fazer dois gols com Juan, aquele mesmo que foi lateral do Flamengo e São Paulo, e Henrique Almeida, aquele mesmo que foi dispensado do São Paulo depois de aparecer bem nas equipes de base do Brasil.

Marcelo Oliveira admitiu que o time fez menos do que podia no Brasileiro e agora só resta a Copa do Brasil para amainar as críticas.

A equipe perdeu 15 jogos com o de hoje. É muita coisa num Campeonato só.

O Santos foi no inundado e superado estádio de São Januário e conseguiu perder para o Vasco da Gama por 1 x 0, gol do ex-santista e palmeirense, Nenê, que se não jogasse em um time tão ruim estaria na seleção do Campeonato com folga.

Dorival Júnior não teve vergonha nenhuma em deixar todo o time titular de fora. Largou de vez o Brasileiro embora com uma vitória pudesse ainda matematicamente brigar com o São Paulo pelo G-4.

Talvez o treinador soubesse que fora de casa nem mesmo com os titulares tem conseguido vencer. Então os reservas só repetiram o ritual da equipe principal.

Palmeiras e Santos jogaram a toalha no Brasileiro. Mas um deles vai sobrar e não chegará à Libertadores-2016. E daí? Como isso será analisado?

Se for o Palmeiras dizem até que Marcelo corre risco de não continuar. Na Vila, Dorival está mais tranquilo, mas já começaria 2016 sob pressão.

Enquanto o Coritiba fugia da zona do rebaixamento aqui em São Paulo, embora ainda corra risco, o Vasco continua sonhando em sair lá de baixo e não cair pela terceira vez para a segunda divisão.

Culpa de quem? Culpa do Santos que deu a vitória de mão beijada para o time do Eurico Miranda.

Aliás, para começar, não era nem para ter jogo. Túneis inundados, gramado impraticável e a falta de coragem de Leandro Pedro Vuaden para adiar o encontro.

Justamente Vuaden que no começo da carreira era muito mais corajoso.

Mas parece que nada disso vai adiantar para o Vasco. O seu caminho para a segunda divisão já está asfaltado.

Ele tem que vencer o Coritiba, domingo próximo, em Curitiba, e ainda torcer contra Figueirense e Avaí para escapar da Série B.

Mesmo que vença não conseguiria ultrapassar o Coritiba. O seu saldo negativo é de menos 26. Teria que vencer por uma quantidade absurda de gols. Cairia mesmo com uma vitória.

Ao Coritiba resta empatar o jogo com o Vasco que estará salvo. Se perder terá que torcer contra Figueirense ou Avaí, um dos dois não poderia ganhar.

O Avaí tem 41 pontos e poderia ultrapassar o Coritiba, mas terá que vencer o Corinthians, em Itaquera.

O Figueirense mesmo vencendo o Fluminense, em Florianópolis, ainda teria que tirar o saldo de gols que nesse momento é negativo com menos 15, enquanto que o saldo negativo do Coritiba é de menos 11.

Tem ainda o Goiás com 38 pontos praticamente na Série B. Domingo recebe o São Paulo, no Serra Dourada, em Goiânia, e precisa vencer e ao mesmo tempo torcer contra Vasco, Figueirense e Avaí.

Se vencer vai a 41 pontos e como tem um saldo negativo de 9 gols, ou seja, menos que os outros concorrentes, se terminar empatado em pontos com o mesmo número de vitórias, escaparia no quesito desempate.

Mas se o Avaí empatar com o Corinthians, o Goiás cairá de qualquer maneira. O Avaí já tem 41 pontos ganhos e é o primeiro fora da zona do rebaixamento e não seria mais alcançado pelo Goiás que só chegaria a esses mesmos 41 pontos.