Arquivo da categoria: Sassá

O melhor empate possível

Leia o post original por Rica Perrone

Vencer ou vencer é um dos ditados mais idiotas do futebol, especialmente quando se trata de uma fase de pontos corridos.  Se o Botafoguense pudesse escolher entre fazer 2×0 hoje em dois lances isolados ou empatar da maneira que empatou, espero que não tenha dúvidas. Os pontos são consequência de bom futebol. E ir adiante …

Sassá fez falta ao Bota. Melhor para o Santos

Leia o post original por Antero Greco

O Botafogo vinha de uma sequência incrível no Brasileiro, mas entrou em campo, na Ilha do Governador, sem Sassá. Sem o seu artilheiro, ficou também sem presença de área. Não foi um resultado merecido, mas o Santos ganhou por 1 a 0.

O Botafogo martelou até o fim, mas faltou aquele pezinho salvador, a ginga, o chute para fora do alcance do goleiro Vanderlei.

Faltou raça para o Botafogo?

Não. A torcida incentivou a turma. No último lance inclusive, após cobrança de falta, o goleiro Sidão estava na área inimiga e concluiu com uma bicicleta. A bola foi defendida por Vanderlei.

Um pouco antes Leandrinho perdeu o gol na cara do goleiro santista. E Pimpão. E Vinícius Tanque. E Canales – todos os atacantes se empregaram a fundo.

Tudo sem concretizar em gol as jogadas quase sempre armadas pelo meia Camilo. Ele sim fez um grande jogo. Foi melhor até que o outro camisa dez em campo: o santista Lucas Lima.

Mas, e o Santos? Por que não mereceu o resultado? Porque não soube se aproveitar dos contra-ataques para aumentar o placar. Aliás, um placar definido logo aos 4 minutos de jogo, quando o atacante Neilton bobeou, perdeu a bola para o lateral Zeca. O santista avançou e acertou um chutaço de fora da área: 1 a 0, placar final.

O Neilton, que cometeu a falha que resultou no gol santista, até que tentou se redimir. Reclamou de um pênalti que não houve, após a bola se chocar com o travessão de Vanderlei, e teve outra oportunidade para marcar, quando desviou cruzamento e a bola lambeu a trave.

Foi de Neilton ainda a jogada mais feia da partida, quando pisou na perna de Lucas Lima. Sassá não teria chutado Lucas, nem perdido as chances que ele perdeu.

Botafogo tem 45 minutos de “velhos tempos”

Leia o post original por Antero Greco

Talvez porque o domingo estivesse encoberto ou porque não havia outros jogos do Brasileiro, este Botafogo x Grêmio ficou com jeito de saudade. Uma pesquisa aqui, outra ali, motivada pelo atual técnico botafoguense ser filho de Jairzinho, nos levaram a uma viagem no tempo.

A um Botafogo de magia com Zequinha, Gérson, Jairzinho, Roberto Miranda. E, quando a bola começar a rolar na Arena da Ilha do Governador, as recordações bateram mais forte: o time da Estrela Solitária treinado por Jair Ventura atropelava a equipe gaúcha, com um primeiro tempo admirável, que garantiu a vitória final por 2 a 1.

E o que o time do filho do Furacão da Copa mostrou de tão especial?

Vinha de derrota vexatória para o Cruzeiro pela Copa do Brasil (5 a 2) e estava a apenas dois pontos da zona de rebaixamento. Ao contrário do Grêmio, que chegava descansado e pronto para se aproximar dos líderes do campeonato.

O que o Botafogo mostrou de especial foi o meia Camilo, com toque de bola de primeira e passes perfeitos. Mostrou também um atacante esperto e finalizador como Sassá.

E, de quebra, apresentou o ala Luís Ricardo, com atuação decisiva para a vitória alvinegra. Foi dele o cruzamento para o golaço de Camilo aos 21 minutos: o meia acertou uma bicicleta, sem a menor chance de defesa para o goleiro gremista.

Aos 29 minutos, outro passe de Luís Ricardo. Desta vez para o artilheiro Sassá, que bateu na saída de Bruno Grassi: 2 a 0 – o décimo gol de Sassá na competição.

Pronto!

Terminam aqui as comparações com o velho Botafogo.

No segundo tempo, o time se esforçou. Numa tabela entre Neilton e Sassá, quase saiu o terceiro gol. Mas foi só: o artilheiro se machucou e foi substituído. O ala Luís Ricardo também sentiu contusão e deixou o campo. Camilo perdeu o fôlego.

Aí o Grêmio diminuiu o placar, com um gol de Batista quase da linha de fundo, mas não teve forças para chegar ao empate. O craque Luan, desta vez, teve atuação discreta e os gaúchos deixaram o campo conformados.

O resultado de 2 a 1 acabou com tabu de cinco anos sem vitória sobre o Grêmio. E o velho Furacão deve ter ficado orgulhoso com a terceira vitória do filho, que assumiu o comando do Botafogo desde que Ricardo Gomes partiu para o Morumbi.