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Tik Taka nasceu em 70 encantou 82 e reviveu com a Fúria

Leia o post original por Mion

O alívio de muitos brasileiros ao ver a queda do “império espanhol ” no futebol comprova a mediocridade que cercou o futebol brasileiro tanto dentro quanto fora de campo. Parece até a queda da Fúria solucionar todos os problemas do nosso futebol e recuperar aquilo que perdemos ao longo dos anos. A Espanha derrotada, não significa Brasil voltar a ser país do futebol. Talvez a maior mágoa seja a falta de capacidade de entender: Tik Taka nasceu no Brasil, com jogadores altamente técnicos e talentosos. Largamos porque determinaram que jogar assim era ultrapassado. Espanhóis, como o próprio Pep Guardiola já declarou dezenas de vezes, apenas copiaram e adaptaram ao futebol atual.

Voltando ao passado, a seleção de 70 que encantou o mundo e decretou Brasil como o melhor do mundo, tem muita semelhança à Espanha e muito mais com o Barcelona. A sorte das demais seleções mundiais é Messi ser argentino. Na Copa do Tri a seleção jogava com Clodoaldo único volante, Gerson, Rivelino, Pelé, Tostão e Jairzinho. Todos em seus clubes atuavam como meia armador ou meia atacante. No Barça não foi diferente: Busquets é o único volante, Xavi, Iniesta, Fábregas, David Villa e Messi executavam funções equivalentes. Tostão nunca foi 9 assim como Fábregas também. A diferença da Espanha para o Brasil, é que o Pelé deles, Messi, jogou apenas no Barça. Não estou comparando jogadores, apenas falando em termos de estrutura tática.

As coincidências são interessantes. Busquets (Clodoaldo) dava início às jogadas, passava para Xavi (Gerson) que distribuía ou lançava. Messi (Pelé) partia driblando em direção ao gol. Iniesta (Tostão) esbanjava talento tanto na armação quanto finalização. Veloz, David Villa (Jairzinho) sempre entrava em diagonal para fazer gols e Fábregas (Rivelino) jogava mais pelo lado esquerdo para ludibriar marcação. O desenho parecido e todos talentosos.
O Brasil tem plenas condições de recuperar as suas características, basta largar a tendência europeia de formar jogadores apenas velozes e fortes. Na verdade o futebol brasileiro deve ser grato aos espanhois. Conseguiram acabar com aquela história de que jogando bonito não ganha nada imposta após a derrota daquela seleção maravilhosa de 82. A Fúria quebrou esta escrita e mostrou que dá sim para jogar bonito e ganhar títulos. Em quatro anos venceu duas Eurocopas (melhor seleção europeia) e ganhou a Copa. A dica está aí é só o Brasil acordar e entender a Espanha apenas emprestou algo que naturalmente é brasileiro.

PS. – Pode ser coincidência, mas em 70 o quarto-zagueiro era Wilson Piazza, originalmente volante no Cruzeiro. No Barça o volante Masquerano jogou de quarto-zagueiro com Guardiola.

 

Rejuvenescimento da seleção morreu na casca: Pato, Ganso …

Leia o post original por Mion

 

Pato, exemplo claro de profissional correto, mas virou super star, capa de revista de celebridades. Deveria ser dono da 9 da seleção. Em termos de talento está disparado a frente de Fred.

Pato, exemplo claro de profissional correto, mas virou super star, capa de revista de celebridades. Deveria ser dono da 9 da seleção. Em termos de talento está disparado a frente de Fred.

Após a desclassificação da Copa de 2010, não vou falar em fracasso, porque o Brasil caiu na semifinal diante da excelente Holanda e por falhas individuais de Júlio César e Felipe Melo, a palavra de ordem foi RENOVAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA. Não era a simples troca de nomes, mas sim os garotos teriam vez, ou seja, rejuvenescimento de verdade. O também jovem Mano Menezes foi escolhido para comandar a reformulação. Em menos de dois anos, Mano caiu e deixou pra trás a meta de reformular o selecionado. Foram 102 jogadores testados, isto mesmo 102 e pouco resultou. Felipão assumiu e para a Copa a seleção tem um grupo envelhecido, o mais veterano de todas as conquistas com 28 anos de média. O Brasil precisava correr porque além de disputar a Copa, jogará em sua terra.

Culpa de Scolari ou de Mano, absolutamente não. Quando se pretende fazer trabalho sério, depara-se com a cruel realidade. O Brasil não produziu nada de excepcional nas últimas décadas. A solução emergencial é recorrer aos mais rodados e experientes, principalmente em grandes campeonatos europeus.

Abaixo relaciono os 102 jogadores convocados por Mano e certamente tivemos algumas promessas, mas com o passar do tempo morreram na casca. Alguns por falta de talento outros por enriquecerem muito jovens e tratarem o futebol como negócio. Muitos destes jovens ficaram ricos em um ou dois anos, deixaram de jogar futebol por prazer, pensam em enriquecer cada vez mais, apenas cumprindo profissionalmente que o contrato prevê. Como maiores símbolos desta nova geração que não vingaram cito Alexandre Pato, 24 anos, e Paulo Henrique Ganso, 22. Hoje nem os torcedores do São Paulo levantam a voz para pedir suas convocações. Quanto talento jogado fora!

Por isso concordo com Felipão quando diz que relacionou jogadores que desejam jogar bola porque amam e têm “sangue nos olhos” por conquistas. Infelizmente o tal do profissionalismo anula o comprometimento e a gana por vitórias. Exemplo claro é Robinho, jogando ou não pouco se importa, sempre está alegre tocando o seu pandeiro. Felipão pode chamar de meninos, mas na realidade a seleção é formada na maioria por jogadores com idade avançada que conquistaram principalmente dinheiro, fama e mesmo assim não estão satisfeitos. Querem mais… uma Copa do Mundo.

 

Os 102 convocados por Mano:

 

Goleiros: Jefferson, Renan, Victor, Diego Alves, Gomes, Gabriel, Neto, Júlio César, Fábio, Rafael, Cássio, Renan Ribeiro e Diego Cavalieri

 

Laterais direitos: Daniel Alves, Rafael, Mariano, Maicon, Danilo, Mário Fernandes, Fábio, Lucas Marques e Marcos Rocha

 

Laterais esquerdos: André Santos, Marcelo, Adriano Correia, Kléber, Cortez, Alex Sandro, Fábio Santos e Carlinhos

 

Zagueiros: David Luiz, Thiago Silva, Réver, Henrique, Alex Costa, Breno, Luisão, Lúcio, Dedé, Rhodolfo, Emerson, Juan, Bruno Uvini, Leandro Castán, Leonardo Silva e Durval

 

Volantes: Jucilei, Lucas, Hernanes, Ramires, Sandro, Wesley, Anderson, Henrique, Ralf, Luís Gustavo, Elias, Paulinho, Rômulo, Casemiro, Fernandinho, Arouca, Fernando e Jean

 

Meias: Carlos Eduardo, Douglas Costa, Paulo Henrique Ganso, Éderson, Giuliano, Ronaldinho, Douglas, Jadson, Renato Augusto, Elano, Lucas, Thiago Neves, Oscar, Renato Abreu, Cícero, Elkeson, Diego Souza, Willian, Bruno César, Dudu, Kaká, Bernard e Fellype Gabriel

 

Atacantes: Neymar, Diego Tardelli, Robinho, André, Alexandre Pato, Phillipe Coutinho, Hulk, Nilmar, Leandro Damião, Jonas, Fred, Borges, Kléber, Wellington Nem e Luís Fabiano

 

 

Será que Felipão vai ignorar a melhor zaga do mundo?

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Filipi Luis e Miranda  entrosados no Atlético de Madri formam lado esquerdo defensivo mais seguro do mundo. Felipão respeitará a fase dos dois?

Filipi Luis e Miranda entrosados no Atlético de Madri formam lado esquerdo defensivo mais seguro do mundo. Felipão respeitará a fase dos dois?

Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipi Luis. Se futebol é momento, o técnico da seleção brasileira não pode fugir da coerência ou seja, da formação defensiva acima para iniciar a Copa do Mundo. Não é questão de gostar deste ou daquele. Victor operou milagres mais uma vez e se não fosse ele, Galo teria caído antes. Além disso, é o atual campeão da Libertadores e continua em grande fase transmitindo tranquilidade e segurança. Miranda e Filipi Luis, independente de ganharem a Champions League pelo Atlético de Madri, fazem parte da defesa menos vazada da Europa e a mais completa. Daniel Alves e Thiago Silva são unanimidade como os melhores do mundo em suas posições. Logo, caso Scolari opte por encaixar Daniel, Thiago, Miranda e Filipi terá a melhor retaguarda do mundo em sua seleção.

E os atuais titulares Júlio César, David Luis e Marcelo? O goleiro absoluto (segundo Scolari) da seleção brasileira resolveu disputar o campeonato norte-americano. Defende o Toronto que ocupa a 6ª colocação entre 10 participantes. Júlio César tomou 7 gols em 6 jogos, média acima de 1 por partida. São fatos, não opiniões. O torcedor brasileiro já não confia após lambança contra a Holanda na Copa na África e a fase atual também não recomenda. Estamos falando de uma Copa que começa daqui 40 dias.

Na zaga David Luis foi afastado da defensiva do Chelsea. Mourinho já liberou o brasileiro que deverá seguir outro caminho em agosto. Para não desvalorizar David e por não ter opções para a cabeça-de-área, o escala por ali, inclusive tem jogado bem. Como zagueiro, Mourinho, um dos melhores técnicos do mundo, considera estabanado e responsável por erros básicos. Inclusive, são claros, mas mesmo assim continua sendo um dos líderes de Scolari.

Não é diferente com Marcelo no Real Madri. Carlos Ancelotti, também profissional de alto nível, constatou que pelo lado esquerdo de sua defesa existia uma avenida. Marcelo está no banco e Real passou a ter uma retaguarda segura com português Coentrão, tanto que chegou à final da Champions League. São sinais claros enviados a Felipão, agora depende se está ou não disposto a ver. Só um detalhe, talvez o mais importante: Júlio César, David Luis, Marcelo e Fred, não são Marcos, Roque Júnior, Roberto Carlos e Ronaldo. Não chegam perto do talento dos campeões de 2002, além disso as seleções europeias evoluíram barbaridade em técnica e talento nos últimos 10 anos. Felipão coloca como prioridade a defesa, então o mais lógico é buscar os melhores, já que com exceção de Neymar, não tem talentos do meio pra frente. Nem estou citando Oscar, o meia titular do Brasil. Também reserva no Chelsea: Mourinho já colocou à venda. Entende que o brasileiro não arma, não define e nem marca com equilíbrio. Exerce apenas uma função, o que é muito pouco para uma função tão fundamental. Mourinho tem razão, na seleção já vimos isto.

Todo treinador possui suas concepções e as defende ferrenhamente. Nada contra, porque se abrir espaços para cornetadas, não conseguirá trabalhar. Entretanto um defeito frequente na classe é teimosia. Muitas vezes ‘bate o pé’ só para mostrar que manda ou não aceita mudar de opinião, pois encara como fraqueza, falta de personalidade ou ser influenciável. Declaram ser coerentes com suas convicções. Este pecado se torna capital quando algo está explícito, bem claro até mesmo para torcedores e não passa a ser admitido pelo “professor”.

É o caso de Felipão, infeliz declaração ao afirmar categoricamente Júlio César e Fred são titulares independente de qualquer coisa. Gastou velas boas com defuntos ruins. Parece que a língua fala e o “bumbum “paga (para ser educado). Júlio César não sensibiliza o torcedor e a favor de Fred apenas a excelente Copa das Confederações realizada há um ano, aliás de lá para cá praticamente não jogou. Caso não ocorra nenhum imprevisto, Felipão não mudará nada, levará até o fim sua decisão, mesmo que custe o hexa ou uma melhor campanha brasileira. Afinal, quem são Mourinho, Ancelotti, Brasil e a melhor zaga do mundo para mexer nas opções e decisões de Felipão?

 

 

 

Será que Felipão vai ignorar a melhor zaga do mundo?

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Filipi Luis e Miranda  entrosados no Atlético de Madri formam lado esquerdo defensivo mais seguro do mundo. Felipão respeitará a fase dos dois?

Filipi Luis e Miranda entrosados no Atlético de Madri formam lado esquerdo defensivo mais seguro do mundo. Felipão respeitará a fase dos dois?

Victor, Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipi Luis. Se futebol é momento, o técnico da seleção brasileira não pode fugir da coerência ou seja, da formação defensiva acima para iniciar a Copa do Mundo. Não é questão de gostar deste ou daquele. Victor operou milagres mais uma vez e se não fosse ele, Galo teria caído antes. Além disso, é o atual campeão da Libertadores e continua em grande fase transmitindo tranquilidade e segurança. Miranda e Filipi Luis, independente de ganharem a Champions League pelo Atlético de Madri, fazem parte da defesa menos vazada da Europa e a mais completa. Daniel Alves e Thiago Silva são unanimidade como os melhores do mundo em suas posições. Logo, caso Scolari opte por encaixar Daniel, Thiago, Miranda e Filipi terá a melhor retaguarda do mundo em sua seleção.

E os atuais titulares Júlio César, David Luis e Marcelo? O goleiro absoluto (segundo Scolari) da seleção brasileira resolveu disputar o campeonato norte-americano. Defende o Toronto que ocupa a 6ª colocação entre 10 participantes. Júlio César tomou 7 gols em 6 jogos, média acima de 1 por partida. São fatos, não opiniões. O torcedor brasileiro já não confia após lambança contra a Holanda na Copa na África e a fase atual também não recomenda. Estamos falando de uma Copa que começa daqui 40 dias.

Na zaga David Luis foi afastado da defensiva do Chelsea. Mourinho já liberou o brasileiro que deverá seguir outro caminho em agosto. Para não desvalorizar David e por não ter opções para a cabeça-de-área, o escala por ali, inclusive tem jogado bem. Como zagueiro, Mourinho, um dos melhores técnicos do mundo, considera estabanado e responsável por erros básicos. Inclusive, são claros, mas mesmo assim continua sendo um dos líderes de Scolari.

Não é diferente com Marcelo no Real Madri. Carlos Ancelotti, também profissional de alto nível, constatou que pelo lado esquerdo de sua defesa existia uma avenida. Marcelo está no banco e Real passou a ter uma retaguarda segura com português Coentrão, tanto que chegou à final da Champions League. São sinais claros enviados a Felipão, agora depende se está ou não disposto a ver. Só um detalhe, talvez o mais importante: Júlio César, David Luis, Marcelo e Fred, não são Marcos, Roque Júnior, Roberto Carlos e Ronaldo. Não chegam perto do talento dos campeões de 2002, além disso as seleções europeias evoluíram barbaridade em técnica e talento nos últimos 10 anos. Felipão coloca como prioridade a defesa, então o mais lógico é buscar os melhores, já que com exceção de Neymar, não tem talentos do meio pra frente. Nem estou citando Oscar, o meia titular do Brasil. Também reserva no Chelsea: Mourinho já colocou à venda. Entende que o brasileiro não arma, não define e nem marca com equilíbrio. Exerce apenas uma função, o que é muito pouco para uma função tão fundamental. Mourinho tem razão, na seleção já vimos isto.

Todo treinador possui suas concepções e as defende ferrenhamente. Nada contra, porque se abrir espaços para cornetadas, não conseguirá trabalhar. Entretanto um defeito frequente na classe é teimosia. Muitas vezes ‘bate o pé’ só para mostrar que manda ou não aceita mudar de opinião, pois encara como fraqueza, falta de personalidade ou ser influenciável. Declaram ser coerentes com suas convicções. Este pecado se torna capital quando algo está explícito, bem claro até mesmo para torcedores e não passa a ser admitido pelo “professor”.

É o caso de Felipão, infeliz declaração ao afirmar categoricamente Júlio César e Fred são titulares independente de qualquer coisa. Gastou velas boas com defuntos ruins. Parece que a língua fala e o “bumbum “paga (para ser educado). Júlio César não sensibiliza o torcedor e a favor de Fred apenas a excelente Copa das Confederações realizada há um ano, aliás de lá para cá praticamente não jogou. Caso não ocorra nenhum imprevisto, Felipão não mudará nada, levará até o fim sua decisão, mesmo que custe o hexa ou uma melhor campanha brasileira. Afinal, quem são Mourinho, Ancelotti, Brasil e a melhor zaga do mundo para mexer nas opções e decisões de Felipão?

 

 

 

Uma pena, Ganso e Pato poderiam fazer toda a diferença

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E pensar que há três anos os dois eram nomes certos para esta Copa. Brasil perdeu talento e técnica.

E pensar que há três anos os dois eram nomes certos para esta Copa. Brasil perdeu talento e técnica.

Futebol não é simples e muito menos exato. Falar em hipóteses, suposições, o tal do “Se” então, fora de questão. Entretanto convenhamos, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato poderiam significar fator diferencial na Copa do Mundo. Os dois rendendo aquilo do que são capazes transformariam a seleção brasileira num time poderoso e mais perto daquilo que sonhamos em termos de qualidade.

A meia-cancha peca por faltar talento e o ataque necessita de alguém que acompanhe pelo menos próximo a genialidade de Neymar. Fred é goleador, mas está longe de ser diferenciado. Pato tem inteligência, técnica, força e velocidade para completar o maior craque do Brasil. Pato e Ganso seriam as cerejas que faltam ao bolo.
Felipão poderia tranquilamente jogar com três volantes como deseja, ninguém reclamaria, porque daria liberdade para Ganso criar e enfiar aquelas bolas maravilhosas. Na frente Neymar e Pato não teriam  posições fixas deixariam a defensiva contrária completamente perdida. Quando necessitasse de mais ofensividade poderia retirar um volante e colocar Hulk ou outro atacante. Também um quadrado na meia-cancha com dois volantes, Oscar pela direita e Ganso na esquerda. Enfim o Brasil estaria recheado de opções e o mais importante com talento e técnica de sobra para encantar e ganhar o hexa. Seria uma conquista digna do futebol brasileiro. O brasileiro poderia dizer orgulhoso: sou Hexa…. de boca cheia

Será que Pelé também não sofreu (ou sofre?) com o racismo

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Copa do mundo no Brasil e Pelé  não recebe o destaque que o mundo lhe dá.

Copa do mundo no Brasil e Pelé não recebe o destaque que o mundo lhe dá.

Pelé é Rei. Venerado nos quatro cantos do mundo. Referência internacional quando se trata de Brasil. Conhecemos centenas de histórias vinculando situações complicadas onde Pelé por ter seu nome citado chegou a salvar vidas. O atleta do século (eleito pelos franceses) parou guerras, fez países declarem feriado para recebê-lo. Na década de 80 , pesquisa realizada por uma agência de publicidade americana ficou em terceiro lugar como o nome mais conhecido do mundo, atrás apenas de Jesus Cristo e Coca-Cola. Um negro conquistar tal respeito e honraria há meio século não é para qualquer um. Se hoje o mundo sofre com o racismo imagine nas décadas de 60 e 70? Talvez hoje sofra de outra discriminação: a falta de respeito e consideração aos idosos. Infelizmente assim como qualquer outro ser humano, o Rei envelheceu, passou dos 70 anos. Mais uma razão para o Brasil intensificar as homenagens ao maior do mundo de todos os tempos.

No Brasil, lamento afirmar, jamais Pelé recebeu tal consideração. Se fosse em outras nações até estátua em praça pública teria. Zico, Romário, Alex, e outros brasileiros têm no exterior. Não sei se o fato de Pelé ser negro e jogador de futebol (outra discriminação no passado) não recebeu o reconhecimento merecido. O futebol move bilhões de pessoas e de dólares, euros, reais etc…

Boa parte disso se deve a Pelé. O Brasil sedia uma Copa do Mundo e em poucos momentos sua imagem é vinculada ao maior evento do futebol no planeta. Vejo os meus colegas jornalistas esportivos debatendo cansativamente sobre quem será convocado. Um simples jogador como Fred ocupa espaços de debates intermináveis. A mídia poderia gastar um pouco mais de tempo para questionar a presença de Pelé como carro-chefe desta Copa. Inclusive colocar o Rei em suas chamadas durante a programação. Ainda dá tempo!

Hoje talvez não seja racismo, mas o domínio de grupos financeiros comandados por CBF e FIFA, que botam goela abaixo Ronaldo, Bebeto e Cafu, entretanto o início de tudo pode sim ter como raiz principal o fato de Pelé ser um negro brilhante e genial, mas “apenas ” um negro. E muitos brancos o invejam, são medíocres o suficiente para ignorar e reverenciar alguém iluminado e dotado do poder de estar acima de todos os brancos quando se trata de futebol.

Parece ritual: falta de ritmo, “desconforto” e desgaste físico

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Craque, atleta, trabalhador sério. Com 37 anos, Seedorf jogou 81 jogos pelo Bota.

Craque, atleta, trabalhador sério. Com 37 anos, Seedorf jogou 81 jogos pelo Bota.

Parece ritual nos últimos cinco anos no futebol brasileiro. Além de reclamar da falta de uma pré-temporada mais elaborada, o que é justo, em seguida vem a tal falta de ritmo. Os campeonatos regionais começaram há mais de um mês e ainda tem jogador falando nisso. A partir de março surgem os tais desconfortos musculares e para fechar com “chave de ouro” em outubro o assunto é desgaste físico, final de temporada etc e tal.

Seedorf chegou ao Brasil na manhã do dia 30 de junho de 2012 e à tarde estava treinando. Após 1 ano e meio de Botafogo atuou em 81 jogos, 25 em seis meses de 2012 e 56 no ano passado. Aos 37 anos não entrou em campo poucas vezes. Chegou a reclamar de cansaço, mas nem por isso deixou de atuar.

Escolho alguns casos interessantes: Deivid deixou o Flamengo e assinou com o Coritiba em agosto de 2012. Após o mesmo tempo de contrato de Seedorf, jogou apenas 47 partidas ( pouco mais de 50% do holandês). Deixou o Coxa na semana que antecedeu o Carnaval reclamando de direitos de imagem. Tudo bem, o clube está errado porque não cumpriu o compromisso, mas qual imagem? A de Deivid no departamento médico?

Outro caso, o de Valdivia no Palmeiras. Levou 3 anos e meio para jogar 117 jogos, dá poucos mais de 30 jogos por ano. Menos da metade de Seedorf. Mesmo com problemas físicos permanentes, o Palmeiras renovou seu contrato. Inexplicável para um clube que anda em crise financeira.

Poderia citar muitos outros exemplos. Peguei Valdivia e Deivid por serem jogadores consagrados e bem conhecidos do torcedor brasileiro. Se observarmos a Europa, Messi na temporada 2011/2012 quando o Barcelona ganhou tudo atuou em 61 jogos e Cristiano Ronaldo nas últimas três temporadas atuou em 166 jogos. Somando as 31 partidas defendendo a seleção poirtuguesa de 2011 a 2013, dá 197 jogos, uma média de 65 partidas/ano.

Cito os dois maiores craques do mundo, jogaram mais de que Valdivia e Deivid. Ambos poderiam usufruir de algumas regalias e serem poupados. Não são porque ganham altos salários e precisam trabalhar forte para dar retorno aos seus clubes. Como qualquer atleta de alta performance sofrem com muitas dores, principalmente porque apanham demais em campo. Superam tudo por serem conscientes da necessidade de dar retorno para que os clubes paguem seus compromissos.

No Brasil não há este comprometimento. A responsabilidade com o clube não consta no contrato assinado. No fundo todos querem prolongar as suas carreiras, jogam pouco e vivem da fama construída num início brilhante de carreira. Boa parte vive curtindo noitadas, festas, pouco se importam se isto irá enfraquecer o organismo e ocasionar lesões ou baixo rendimento.

Outro dia estava num restaurante quando cumprimentei empresário de jogadores indignado. Ao acertar novo compromisso de um dos seus principais atletas, esse fez um pedido no mínimo incomum: ” Cara, o meu irmão quer vir do Nordeste. Vê se arranja contrato pra ele. Não precisa garantia de ser titular, qualquer 15 mil tá bom”. Não precisa ser titular? Qualquer 15 mil? Como se fosse um favorzinho qualquer. Este é o mundo da fantasia que vem afundando os nossos clubes e por consequência o futebol brasileiro.

 

Gordinho X chinelinho. Acorda Felipão, aposta no Walter

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Walter já vestiu a 9 na seleção sub-20. No Flu poderá colocar Fred no banco. Só falta Felipão insistir mesmo assim.

Walter já vestiu a 9 na seleção sub-20. No Flu poderá colocar Fred no banco. Só falta Felipão insistir mesmo assim.

Há alguns meses externo o meu pensamento: entre Fred e Walter sou mais o gordinho. Inclusive, se estivessem em plena forma. Respeito a estrela e o poder de finalização do atual 9 da seleção, entretanto os dois estão em, patamares diferentes. Enquanto Fred é excelente centroavante, Walter atingiu a condição de diferenciado. Não precisa ser expert em futebol para constatar o toque mais refinado, a inteligência e capacidade não só de fazer gols, também na armação de jogadas. Enfim, completo pode atuar de várias maneiras proporcionando variação tática ao treinador.

Fred possui colocação impressionante dentro da área e faro apuradíssimo para fazer gols. Paramos por aí, ainda a seu favor experiência, em compensação não tem a força física do jovem Walter. No jogo contra o Flamengo, em apenas 15 minutos (entrou em campo aos 30 minutos do segundo tempo) quebrou todas as teses de incertezas sobre a sua contratação: colocavam dúvida se renderia o mesmo ao defender um time grande do futebol brasileiro, estreou no clássico Fla-Flu como se estivesse enfrentando o Friburguense, fez um gol, botou bola na trave e ainda melhorou a qualidade na posse de bola. Fred em jogos anteriores não somou nada. Se a questão for ritmo e forma física, os dois estão fora do ideal.

Felipão acredita na repetição da épica conquista de 2002. Pode pensar que Ronaldo também estava lesionado e chegou na Copa como incógnita, só que era Ronaldo, Fred teria que nascer um milhão de vezes para chegar ao Fenômeno, sem esquecer que na época a lesão era gravíssima, mas Ronaldo tinha apenas 25 anos, já Fred caminha para 31 anos. Scolari vai apostar num jogador goleador, fraco clinicamente e com mais de 30 para encarar uma Copa do Mundo quando enfrentará zagueiros poderosos física e tecnicamente.

Tudo bem que Felipão queira criar o mesmo clima de 2002, porém escolheu alguns personagens fora deste contexto. Fred o principal, assim como Júlio César no gol. Na época tinha Marcos, Dida e Rogério Ceni, três goleiros diferenciados, em forma e não traziam nos ombros a sina de falhar em momentos decisivos. Por sinal não seria nenhum absurdo se repetisse Dida e Ceni pelo que estão jogando. Ronaldo é o segundo maior artilheiro da seleção e na época estava entre os melhores do mundo. Já Fred não vingou na Europa e hoje não passa do 31º goleador da seleção. Se for para arriscar vale muito mais apostar num garoto de 24 anos talentoso e que já mostrou ser tão decisivo quanto o atual dono da 9.

Libertadores, emoções para todos os gostos e sofrimento

Leia o post original por Mion

A realidade com ou sem dor

A realidade com ou sem dor

    Não precisou ser torcedor do Atlético-PR para viver emoção intensa na partida diante do Sporting Cristal. Já acompanhei milhares de jogos, poucas conseguiram despertar tal sentimento. Os atleticanos fizeram um teste cardíaco, quem passou, pode ter certeza não morrerá tão cedo por problemas no coração. A Libertadores realmente é um torneio diferenciado e para superar obstáculos precisa de algo mais. A meninada do Furacão mostrou que tem este algo a mais e a partir desta classificação suada, amadureceram barbaridade. Já o Botafogo proporcionou emoções bem opostas. Antes do jogo aquele clima de insegurança, entretanto bastou Wallison mostrar porque veio e a galera explodiu de alegria. O clube carioca não só ganhou a vaga como tem um novo candidato a ídolo depois da saída traumática de Seedorf.

A festa brasileira diante de seus adversários sul-americanos deu a largada oficial do ano de 2014. Não há como negar que até então com os campeonatos estaduais desprezados pela maioria dos grandes clubes, o futebol ainda estava naquele período de aquecimento. Logicamente o Botafogo viverá uma nova fase. A saída de Seedorf esfriou a esperança dos botafoguenses. A bela partida de Lodeiro e o surgimento do carrasco Wallison recoloca o Fogão no prumo, estado que permaneceu durante todo o ano de 2013.

Sem dúvida o Furacão tem que comemorar em dobro. Durante a partida por duas vezes estava desclassificado, manteve o equilíbrio para reverter. Uma equipe que tem em média 24 anos poderia tremer, não foi isso que vimos. Ao contrário com maturidade instantânea superou todas as fragilidades, assumiu o espírito de Libertadores e carimbou seu passaporte para a fase de grupos. As duas vitórias comprovam que Furacão e Fogão estão na briga e vão incomodar outros tidos como favoritos.

No reinado de Messi, Cristiano Ronaldo sobrou em 2013

Leia o post original por Mion

Cristiano Ronaldo recebeu a recompensa merecida.

Cristiano Ronaldo recebeu a recompensa merecida.

    Pela primeira vez a imprensa do mundo inteiro foi unânime: Cristiano Ronaldo reinou em 2013. Um ano de ouro, inesquecível para ele e seus fãs, tão leais que sequer conseguem admitir o degrau acima do argentino Lionel Messi. O português mereceu não só por ser craque, venceu todos os obstáculos com determinação e dedicação. Diferente do que falam, Cristiano não tem nada de marrento, treina barbaridade, excelente colega e simpático como poucos com os torcedores. Dentro do gramado faz tipo e muito bem, porque consegue atrair todas as atenções. Bem ou mal nunca passou despercebido, o que no mundo marqueteiro significa sucesso garantido. Messi, Cristiano Ronaldo e Ribéry disputaram a condição de craque do ano de 2013. Acho que Ribéry representou o sucesso do excelente Bayern de Munich no ano passado, mas jamais poderia disputar com os outros dois. Messi e Cristiano estão bem acima, assim como não consigo traçar um parâmetro entre os dois melhores do mundo na atualidade. Messi é craque e gênio, Ronaldo é craque e extraordinário. Messi é único e está acima de todos.

Se na escolha do craque de 2013 houve bom senso, o mesmo não ocorreu na seleção de 2013. No ano passado Daniel Alves, e Xavi não conseguiram repetir o desempenho de anos anteriores. Xavi sofreu problemas físicos e Dani esteve abaixo de Philipe Lahn do Bayern quer foi deslocado para a lateral esquerda, quando há mais de um ano não joga por ali. Em seus lugares com certeza mais dois jogadores do Bayern: o lateral-esquerdo Alaba e o volante Schwasteigger. A política fez como que tirassem mais dois do Bayern que mereciam. No restante a eleição da FIFA seguiu coerente e todos dignos de premiação, em especial o Rei Pelé, finalmente recebeu homenagem digna da FIFA. Já os outros brasileiros que participaram da solenidade não merecem citações. Foi tanta baboseira e erros que não valem comentários. Apenas resumo: uma vergonha brasileira. Aliás, seria de bom tom avisar Ronaldo Fenômeno que faz parte do Comitê Organizador(?) da Copa de que a final sonhada por ele entre Brasil e Alemanha está fora de questão. No máximo poderão fazer uma semifinal, já que o sorteio decidiu o percurso de cada seleção e é impossível Brasil e Alemanha chegarem à final. Um vai sobrar.