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Jornalismo, pitonismo, erros e acertos

Leia o post original por Milton Neves

O milionário Flamengo com sua seleção foi péssimo na Libertadores.

Frustrante!

O rico Galo foi pífio na mesma Libertadores e conseguiu ser eliminado por um time boliviano.

E em casa!

Histórico e decepcionante!

Também… tirou um técnico comum e colocou outro pior, ruim e lotérico!

Sai logo, mas Lucas Pratto não deveria ter saído para Fred ficar sem concorrência.

Parece até a história de goleiro reserva de Rogério Ceni que era proibido de ser bom.

Fred hoje na bola é quase um Fernando Prass do Allianz Parque.

E o Palmeiras?

Bem, aí o “decepcionante” e o “frustrante” são adjetivos simplórios demais para definir seu paupérrimo 2017.

Que tal vergonhoso, novo rico bem brega, arrogante e maior perdedor do ano?

Só faltou colocar o Tio Patinhas de treinador!

Alexandre Mattos foi o pior do time.

Com os cofres abertos da Crefisa, ele se esbaldou.

Mesmo tendo 500 jogadores caros e famosos no elenco, quase trouxe Diego Souza e Diego Costa.

Mais um pouco traria também Messi, Neymar, Suárez, Iniesta, Pelé e Maradona.

Botou na cabeça que quantidade era qualidade.

Deveria ter aprendido com o professor Fábio Carille, o mestre do simples e da competência.

E não soube aproveitar Felipe Melo, na sua melhor e talvez única utilidade: incendiar o time em campo!

Ah, mas agora como é fácil meter o pau no Palmeiras e elogiar o Carille, hein?

Nunca se errou tanto na boa e grande turma da nossa “crônica especializada”!

O ousado Carlos Cereto do SporTV, mais tarde, tornou-se hilário prevendo convicto o total sucesso de Borja no Verdão.

O ótimo e ético André Rizek pregou a consagração de Rogério Ceni e o completo fracasso de Fábio Carille.

Neto também!

Casagrande, no início do ano, viu e sentiu esse mesmo Corinthians de hoje até mesmo como sério candidato ao… rebaixamento!!!

Já Mauro Beting, sempre determinado, “chicolangueou” vendo em Borja o novo Artime, em Guerra um Ademir da Guia baixinho, no Palmeiras o Barcelona de verde do Brasil e em Mina o novo Luís Pereira, igualmente “torto, sem panca e craque”.

Mas eu fui pior.

“Vendi ingressos” para a decisão do Mundial de Abu Dhabi entre Juventus de Turim e Palmeiras “porque os deuses da bola assim decidiram”, ousei.

E acrescentando: “Como em 1951, ano em que nasci, teremos a mesma final daquele primeiro Mundial do Palmeiras no Maracanã e o Verdão será bi do mundo”!

Bem, com o grande desconto proporcional ao clássico “só perde pênalti quem bate”, digo que jornalista esportivo que não erra previsão é só aquele que “mureteia”.

E parar de prever e palpitar é virar um “sem sal”.

Já Marcelo Bechler, antigo jogador de “Fifa” em campeonato de videogame em minha redação do Portal Terceiro Tempo, não palpitou.

Ousou, informou e acertou, em furo mundial, cravando Neymar no PSG exclusivo no Esporte Interativo!

Mas saibam que Ulisses Costa, narrador já quase em ritmo e talento de seu primo-irmão Osmar Santos, deu a informação um pouco antes na Rádio Bandeirantes e na Band.

Só que Marcelo, radicado na Europa, ficou em cima do assunto 24 horas a partir de lá e merecidamente se consagrou.

E Casagrande?

O querido Casão vê Neymar já no “ápice possível” e que o melhor do mundo será Gabriel Jesus.

Discordo.

Quem já bateu no teto, altíssimo, é o genial Messi.

“Disso tudo não passa”.

E Neymar ainda subirá mais 42,67%, tecnicamente.

Aliás, subiria.

Na França, em seu europeu campeonato de Série B, cairá 39,17%!

E Gabriel Jesus será no máximo o Kleberson, o Gilberto Silva e o Denilson da Copa de 2002.

Nunca o Ronaldo, o Ronaldinho Gaúcho ou o Rivaldo.

Espero errar, mas ninguém se lembrará disso e de mim.

Estarei aposentado, vendo e ouvindo os colegas opinando, prevendo, comentando e… palpitando!

Opine!

Uma vez Flamengo, sempre Brasil!

Leia o post original por Milton Neves

 

Ô Flamengo, dê um jeito aí e ganhe “deles” no Itaquerão!

Por favor!

É o que todo mundo espera.

Menos os felizes corintianos, hoje ainda mais fiéis depois de batizados pelo santo milagreiro Carille.

Fábio Carille, o Padre Donizetti de Itaquera!

Mas, e o Verdão, hein?

Tanto dinheiro, e tanta não conquista, que voltou a velha piada em que só se muda o nome do time que foi eliminado pela Raposa.

“O Palmeiras gasta milhões, milhões e milhões de dólares e é eliminado por… 1 Cruzeiro”!

Já o “Caso Neymar” não virou piada na novela mundial estrelada também pelos coadjuvantes PSG e Barça.

“Neymar”, por quase 12 dias, foi disparado o nome ou a palavra mais publicada no mundo pelas redes sociais do planeta quando se trata ou se tratou dos temas “Futebol” ou “Esportes”.

Neymar já virou, se não o melhor, mas o maior referencial e o mais influente jogador do mundo.

E será o melhor também logo, logo.

Mas jogando na seleção brasileira, na Inglaterra ou na Espanha, nunca na França!

Neymar pai, cirúrgico, gelado, numérico e determinado, é o grande parceiro do filho.

Não erra nunca!

Com seu parceiro-pai, Neymar só ganhou e ganha.

Neymar pai, ex-jogador medíocre, mas aprendeu a boleiragem e mais tarde deu uma de quase Dondinho, gerou um “Pelezinho” e virou gestor implacável das coisas do menino.

Todo mundo ganhou com Neymar pai.

Menos o Santos FC!

Também, com seus defensores pernas de pau como Laor e Odílio…

Inventei esses dois e vou me arrepender eternamente por ter dado um presente de grego ao clube que me tirou da sarjeta.

Fui infeliz, mas bem-intencionado.

Também direta ou indiretamente inventei Felipão na seleção brasileira em 2001.

Quanto ciúme de homem gerou e gera!

Fui feliz e o sortudo, coerentemente ao que pregava na Rádio Jovem Pan e no “SuperTécnico” da Band.

E o engraçado de tudo é que Laor muito me agradeceu, mas Felipão-7 a 1, nunca!

Nem me deu a camisa do goleiro Marcos que me prometeu ao telefone direto de Belo Horizonte naquela tarde de segunda-feira, 11 de junho de 2001.

Eu disse: “Mas o que fiz, Felipão, tem um custo, viu?”,

E ele: “O que, tchê?”.

“A camisa do Marcos no jogo final da Copa”.

“E como sabes que o levarei?”.

“Você me disse isso no aeroporto de Fortaleza em 13 de dezembro de 1999 ao lado de seu filho Leonardo. E você, naquele dia, me falou de outras duas paixões suas: Arce e Paulo Nunes”.

Como o paraguaio não poderia ser convocado e com Paulo Nunes caindo de produção, sobrou só o Marcos.

Daí meu “custo cobrado”, prometido e não cumprido.

E agora, mudando de pato para urubu, hoje eu cobro uma vitória do Flamengo contra o surpreendentemente bom Corinthians neste domingo à tarde.

Com oito pontos ou mais de vantagem sobre o ótimo e sobrecarregado Grêmio, de tantas copas simultâneas, nova vitória do imparável Timão será um tiro no coração da emoção de disputa do Campeonato Brasileiro.

Daí minha ladainha pela volta do mata-mata contra os pontos corridozzzzzzzzzzz…

Assim, Flamengo, também pela memória e saudades de Fio Maravilha, Michila, Dionísio Bode Atômico, Paulo Choco, Geraldo Assoviador, Onça e de um tal Zico, ganhe “deles” neste domingão, por favor!

Uma vez Flamengo, sempre mata-mata!

Opine!

O cristal do Timão trincou!

Leia o post original por Milton Neves

Embalado, o Corinthians não poderia ter empatado com o Atlético-PR em casa e com o Avaí em Florianópolis.

Eram dois jogos fáceis, seis pontos no papo e a manutenção do estado de graça de um time comum que tinha virado excelente nas ótimas e surpreendentes mãos de Fábio Carille.

Mas, ao ganhar do “invencível” Palmeiras dentro do Allianz Parque, comemorou demais e se acomodou.

Foi a chamada “letargia pós-orgasmo”, comum depois de um anterior grande sucesso no mundo do futebol.

Agora é segurar a onda, contrariar o profético Renato Gaúcho, recolher os cacos e recomeçar a ganhar.

Mas acho que perde do Fluminense no Rio.

E vou mais longe, adiantando-me ao final do primeiro turno.

Se o Grêmio não voltar com seus times mistos, os “míseros” seis pontos de gordura do Timão irão virar pó.

É que os quatro jogos finais do Grêmio são mais fáceis do que os quatro do Corinthians.

E o Tricolor gaúcho, do agora saudoso jornalista Paulo Sant’Ana, está para cima, embalado.

Enquanto que o líder de Itaquera deu uma perigosa estacionada.

E Paulo Sant’Ana, que estacionou no céu, era o Geraldo Bretas do Rio Grande ou o Mário Moraes de Porto Alegre.

O narrador José Carlos Guedes e eu o entrevistamos no Centro de Imprensa de Grotta Rossa da RAI em Roma, durante a Copa de 90 na Itália.

Nas duas TVs do estúdio da Rádio Jovem Pan rolavam uma luta de judô e a final de Roland Garros com o equatoriano Andrés Gómez sendo campeão.

Foi quando o grande Paulo Sant’Ana disse: “O tênis até que dá para engolir, mas judô nunca. As regras do judô são como cordas do violão, jamais vou entender ou aprender”.

Mas ele sempre ensinou jornalismo polêmico e histórico – o que adoro -, bem como a arte de cronista esportivo não omitir seu time sem perder a imparcialidade.

Paulo Sant’Ana subiu e espera que agora o Corinthians desça mais um pouco para o seu Grêmio encostar ou passar o líder.

Eu também.

Para mim, o Grêmio termina em primeiro lugar no final do primeiro turno!

“Acontecerá” o seguinte:

O Corinthians perde do Flu, do Fla e do Galo.

E empata com o Sport.

E o Grêmio ganha do São Paulo, do Santos, do Atlético-GO e do Galo.

Placar da tabela?

Grêmio líder com cinco pontos de vantagem!

É que o Timão perdeu o embalo, psicologicamente está caído e seu cristal, se não espatifou, trincou.

Não sei se o cristal é da República Tcheca, mas que os dois últimos empates para o Corinthians foram uma… Praga, isso foram!

Opine!

Cuca, Carille, Renato, Luxa, Lula e Moro

Leia o post original por Milton Neves

Cuca perdeu o clássico quarta-feira.

Escalou mal, substituiu mal e justificou pior ainda.

Era o típico jogo para Felipe Melo.

Longe de ser craque, o esquentado volante é um acordador de time com pernas compridas.

Teria chegado na bola e não no Arana no pênalti “dado” pelo Bruno Henrique.

Agitado, ia “bater na cara” dos 10 assustados menininhos de verde que foram a campo para ver o Corinthians jogar.

Ora, Felipe Melo só existe para este tipo de jogo nervoso, tradicional, disputado, importante e decisivo.

Aí ele cresce, lidera e acorda o time e a arquibancada.

Cuca justificou que Melo estava fora de forma.

Então por que o colocou no banco?

Já Carille colocou Cuca no colo, o Palmeiras no bolso e o Corinthians no topo mais ainda.

Virou o melhor técnico do Brasil com a voz mais suave, serena, humilde, convincente e convicta dos treinadores.

Uma voz gostosa de se ouvir.

Ouvido, Renato Gaúcho por sua vez disse que “o oxigênio do Corinthians logo acaba”.

Sei não, “eles” estão “largos” demais pelos lados de Itaquera parecendo água morro abaixo, fogo morro acima e mulher bonita quando quer namorar.

Ninguém segura!

Segurar o São Paulo é fácil.

Só falta perder para a Chapecoense.

Santa Catarina, que já teve quatro times de Série A, vai ficar sem ninguém.

E ninguém acreditava mais no Luxemburgo.

Pois está ressurgindo bonito no Sport com um belíssimo quinto lugar.

Até o Diego Souza refugou e resolveu mandar o Palmeiras embora.

Que a CBF agora mande embora definitivamente a porcaria do “turno e returno com pontos corridozzzzzzzzzzzzzzz…” (Vitor Guedes, brilhante).

Isso não serve para o Brasil e agora virei corintiano para o Campeonato Brasileiro perder a graça de novo já no primeiro turno.

Aí voltará ainda mais forte minha ladainha pelo meu grande amor: o mata-mata!

Ladainha por ladainha a do “perseguido” Lula não acaba nunca!

Onde já se viu um presidente tão bom – nota 9.07 – e reconhecido em todo o mundo ter se enroscado por meros imóveis de Série D?

Ora, quem ganhou milhões com palestras com notas fiscais emitidas e impostos pagos, por que não comprou o tal tríplex e o tal sítio evitando tanto rolo?

E também um apartamento para cada filho, todos moradores em imóvel “de um amigo”.

Algo não “colável”.

Pobre, como fui, adora imóvel em seu nome como realização, segurança, conquista e satisfação pessoal.

Lula não!

Falei isso ao vivo para o Doutor Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente na Rádio Bandeirantes.

“Lula e seus filhos têm vidas independentes, separadas”, desconversou.

Justo ele que não foge de pau.

Nunca vi um advogado tão apaixonado, aguerrido, determinado, atuante, bravo e 1.000% ligado ao seu cliente.

Se conseguir salvar Lula de todos os arremessos, saltos, tacadas, braçadas, corridas, cortadas e chutes a gol do decatleta Sérgio Moro, Cristiano Zanin irá se consagrar como o “Pelé dos Advogados”.

Mas…

Opine!

Excessos afogam a Justiça e o Palmeiras

Leia o post original por Milton Neves

O Palmeiras quer Diego Souza.

O Palmeiras quer Diego Costa.

O Palmeiras queria Richarlison do Flu.

O Palmeiras pretende contratar Messi, Neymar, Pelé, Maradona, Ronaldo Fenômeno, Romário, Rivaldo, Beckenbauer, Cruyff, Di Stéfano, Garrincha, Nilton Santos…

Ei, Palmeiras, que tal primeiro conseguir domar, escalar e disciplinar taticamente essas 800 feras que você já tem no maior e talvez melhor elenco da América do Sul?

Ora, já é jogador em excesso e ainda querem inchar mais um pouco?

Eduardo Baptista não soube e Cuca não está sabendo como fazer um bom omelete com tanto ovo.

O Palmeiras hoje tem quase três jogadores por posição, todos “de nome”.

O Corinthians tem um só jogador por posição e muitos deles até outro dia desconhecidos, antes do fenômeno Fábio Carille.

O Santos mal tem 11 jogadores à altura de 4,67% da tradição do clube.

Já o São Paulo, quinta força do futebol paulista, “não tem nenhum”.

Por este lado e não pelo outro que vou citar, o “Verdão do Parque Antártica” me lembra o atual momento da política e do Poder Judiciário do Brasil.

Se o Palmeiras não se acerta por excesso de jogador, nossas autoridades do Judiciário andam soltando e absolvendo investigados “por excesso de… provas”!!!

Essa sacada foi de Andréia Sadi, “a Neymar do jornalismo político do Brasil”.

E isso já virou febre.

Ela e a sacada.

E é verdade, com tanto prende-solta e condena-absolve.

Se soltam tão rápido, por que prendem?

O primeiro afoito, por mais incrível que pareça, foi o ícone Sérgio Moro, uma paixão nacional e hoje silencioso, cabreiro e ressabiado atrás do toco em seu atacado e sitiado bunker de Curitiba.

Será um novo “Forte Álamo”?

Aquela “predindinha” de Lula, de São Bernardo para o Aeroporto de Congonhas, mas logo liberado, foi o clássico “criou cobra”.

Hoje, perdido o timing e com Porto Alegre fazendo gol contra ele no caso do “meia-armador” Vaccari, Moro já deve ter refeito por muitas vezes sua sentença para condenar Lula e “seu” tríplex do Guarujá.

Estou sentindo sinuca de bico e se ele não condenar Lula “vai pegar mal”, após tanto barulho.

Moro pisa em ovos.

É que o clima mudou para melhor para os investigados e para pior para os investigadores, o que se lamenta e condena.

E mudou também para Rogério Ceni e Aécio Neves, “meu primo”.

Mas com uma diferença: Rogério Ceni tem futuro.

O Nilmar, no Santos, não sei.

Dois joelhos operados, sumido nos Emirados Árabes Unidos e sem jogar há… 14 meses!?!?!?

Difícil!

E como Kayke e Bruno Henrique prometem, a vinda de Nilmar significa que Ricardo Oliveira acabou?

Mas que seja bem-vindo como foi o inverno.

Afinal, “quanto mais frio, melhor” (jornalista Mauro Beting).

Opine!

Garrincha, Ruy Castro e o copo

Leia o post original por Milton Neves

Foi a semana do Garrincha.

Dias tristes.

Incrível a força que ainda tem o “Homem Alegria do Povo” de nos entristecer.

Mané, o bombeiro, Tancredo, Senna, Silvio Santos e São Marcos são as figuras mais queridas do Brasil.

Os políticos, em 91.27%, no outro extremo, os mais detestáveis.

Sim, Marcos pode ter sido exagero meu por questão de profunda admiração e gratidão por 2002 e pelas risadas que sempre provocou no rádio e na TV.

Claro, reconheço, Garrincha, os outros citados e os bombeiros (queridos em todo o planeta) ganham fácil do hoje auto-recluso boiadeiro Marcos Roberto Silveira Reis, lá em Oriente-SP.

Mas e Garrincha e seus “ossos sumidos”?

Só que não sumiram.

Um dos “milhares” de netos de Mané – teve 16 filhos, segundo “Veja Online” – garantiu que os restos mortais de seu avô famoso nunca deixaram o humilde túmulo em que foi sepultado em Magé-RJ naquele 21 de janeiro de 1983.

“A família é complicada”, disse.

E alerta o notável Ruy Castro: “É difícil extrair das filhas de Garrincha um pensamento coerente”.

Ele, o maior “garrinchista” do mundo, sabe das coisas.

Escreveu a brilhante biografia-homenagem ao número 2 do futebol do Brasil e foi… processado por algumas delas!

Queriam indenização!!!

Não sabem ou não sabiam que livro no Brasil não dá dinheiro, Paulo Coelho à parte.

Certo, amigo Marcelo Rezende?

Em meu livro recebi uns 2% do custo bancado de jantares-reunião com complicados editores.

Uma “fortuna”!

Mas valeu a pena e tenho até hoje comprado meus livros para alguns amigos ou para novos conhecidos também.

Só que, agora, passo a bola para Ruy Castro, que crava, com amplo conhecimento, a verdade sobre Mané, “O Inajudável”!

“Mas um fato como este traz de volta o velho mito nacional de que Garrincha morreu abandonado. Nossa vocação para o coitadismo precisa de um modelo, e Garrincha se presta bem a ele. A verdade, no entanto, é outra: Garrincha não morreu abandonado. E foi ajudado por muita gente —exceto por si mesmo”.

E mais: “Ninguém o ajudou mais que Elza Soares. Desde 1962, quando se conheceram, ela tentou organizar suas finanças, lutou para que não bebesse, escondeu seus porres e levou-o para clubes, cidades e países onde ainda acreditassem nele. Elza criou para Garrincha o “jogo da gratidão” no Maracanã, em dezembro de 1973, em que 131.555 pessoas pagaram ingresso, e a renda se destinou a casas para as filhas dele. Elza deu a Garrincha até um filho homem. Mas, ao fim de 15 anos, em 1977, separou-se —ou também seria destruída”.

E mais: “Garrincha foi ajudado por um empresário, um banqueiro, um juiz, o Itamaraty, o IBC (Instituto Brasileiro do Café), a LBA (Legião Brasileira de Assistência), a AGAP (Associação de Garantia ao Atleta Profissional) e até pela CBF, presidida por Giulite Coutinho. Médicos e psicólogos dedicaram-lhe tempo integral, sem cobrar; Garrincha foi assistido pelos grupos de AA do Catete e de Bangu e por jornalistas e ex-jogadores seus amigos; e, em seus últimos três anos, foi internado pelo menos 18 vezes em clínicas psiquiátricas. Todos queriam salvá-lo, mas de nada adiantou. Garrincha foi vítima da brutal ignorância brasileira sobre o alcoolismo”.

Trechos da coluna do notável Ruy Castro publicada pela Folha de S.Paulo na última sexta-feira (02).

Ave, Mané!

Opine!

O Palmeiras e Reinaldo Azevedo

Leia o post original por Milton Neves

Um conheço desde menino, e torcendo contra, pelo que houve nos Paulistões de 59, 63 e 66.

O outro, só “por elevador”, com alguns amigos funcionários contemporâneos dizendo que “Reinaldo Azevedo é o Milton Neves da política” na história da Rádio JP.

Raros encontros, nenhuma palavra, mas com mútuos olhares desconfiados, de curiosidade ou de admiração.

Mais ou menos por aí.

E os dois agora têm uma obrigação: esquecer de Eduardo Baptista e da Rádio Jovem Pan, respectivamente.

Tudo passa.

Mas o que se passou na madrugada de quarta para quinta-feira, o Palmeiras não pode repetir.

Com a seleção verde jogando um futebol só nota 5.99, o que se viu e ouviu no pós-jogo foi um festival de hipocrisia.

Desde o Cuca até os jogadores.

Todos dedicaram e justificaram a vitória e a classificação na Libertadores… ao ex-treinador Eduardo Baptista!

“Ele foi ótimo”, “uniu o elenco”, “sempre fará falta”, “não fosse ele o time não teria chegado”, “é grande treinador” e etc…

Ora, se Baptista era tão bom assim, então por que foi demitido?

E com o time travado!

Que, aliás, continua.

O Verdão da estrela vermelha, com o elenco que tem, precisa jogar 195% mais.

Sob pena de minha “certeza”, de um novo Juventus x Palmeiras em Abu Dhabi, virar mais um mico das previsões de “Milton Pitonisa Neves”, conforme batismo do top dos tops Ricardo Eugênio Boechat.

E não é que o artilheiro rubro-negro Boechat terá agora como companheiro de Morumbi, de “ataque”, de opinião e de BandNews FM o corintiano Reinaldo Azevedo?

Foi grande gol do CEO de Rádio da Band Mário Baccei.

E BandNews FM, só por enquanto, nas tarefas do caipira de Dois Córregos-SP, no Edifício João Jorge Saad.

Lá, adolescente, no interior, Reinaldo plantava limão no fundo da horta de sua avó.

Aqui, nesta semana, virou raro protagonista de tudo, e em todas as mídias brasileiras e até do exterior, ao fazer de um limão a melhor limonada de sua vida profissional.

E essa do limão e da limonada é bem “nova”, né?

Tão azedo, cáustico e demolidor no ar, Reinaldo, não investigado, teve seu sigilo profissional de fonte violentado, estuprado.

E “empatou” na mídia brasileira com Joesley Batista.

Um no lado bom, outro no lado ruim.

A Jovem Pan se precipitou na terça-feira à tarde ao determinar que ele nem precisava ir à rádio, imaginando, pelo noticiário, que talvez seu então número 1 tivesse sido grampeado “recebendo propina”.

Ele estava ao volante na Alameda Campinas, subindo para a Avenida Paulista, em busca de mais um pingo em seu “iiiiiis”.

Chorou, me contou.

E se demitiu.

A grande emissora, onde trabalhei por 33 anos, perdeu o maior craque em sua necessária e recente reposição de mercado, mas seguirá em frente, para o bem do meio.

Mas que tenha calma, porque revelou um Pelé que fez antológicos gols políticos, de imagem, prestígio e audiência, e o perdeu de graça.

Sacando a precipitação, Reinaldo recebeu sinais da rádio de que “as portas continuavam abertas” para ele.

Era tarde.

Agora, sorte para Reinaldo, para os dois grupos de comunicação e para o jornalismo.

Mas será muito difícil a reposição para quem sofreu desfalque tão sério.

Afinal, não é todo dia que se perde Osmar Santos e se ganha José Silvério, em 1977.

E não é todo dia que se perde Estevam Sangirardi e seu “Show de Rádio” e se ganha o histórico “Terceiro Tempo”, em 1982.

E também não é todo dia que se perde Milton Neves e se ganha um profundo vazio profissional esportivo de estúdio, em 2005.

Isso, no entanto, foi ontem, já passou e hoje Reinaldo Azevedo está mais para Fernando Luiz Vieira de Mello, o eterno número 1 do jornalismo de rádio do Brasil.

Ele também um dia saiu e até hoje o lugar está vago, por reposição impossível.

Opine!

Felipe Melo é o novo Almir Pernambuquinho?

Leia o post original por Milton Neves

Foto: REUTERS/Andres Stapff retirada do Portal UOL

Que susto levou o Brasil na quarta-feira pela TV.

Emboscaram o Palmeiras em Montevidéu e mesmo assim o Peñarol perdeu.

De novo!

E mais uma vez por 3 a 2.

E agora querem punir a vítima, o Palmeiras, sendo o culpado de tudo o time uruguaio.

CA Peñarol atual que tem só 1.07% da extraordinária força que tinha nos anos 50 e 60.

E muitos estão ainda pensando que viram “A Mãe de Todas as Batalhas”.

Ora, aquilo foi apenas “café pequeno” diante do que ocorria igualmente nos anos 60 e 50.

A diferença é que hoje, como fez brilhantemente a Fox Sports, temos a TV como testemunha implacável em todos os bastidores e vestiários.

Antigamente, as verdadeiras guerras tribais, romanas ou medievais entre brasileiros, argentinos, chilenos e uruguaios davam de 7 a 1 “naquela briguinha de amigos” que todos vimos em Montevidéu.

Em jogos de clubes ou da seleção brasileira pelas saudosas Copa Roca, Taça Bernardo O’Higgins e Taça do Atlântico, a pancadaria era total, absurda.

Quem nunca viu fotos do massagista Mário Américo dando forte gravata no zagueiro argentino Varacka, ou de Didi – até ele, “uma moça” – disparando não uma folha-seca, mas espetacular voadora no ponta uruguaio Sasía?

Aquilo sim era briga de rua em campo.

1959: Didi acerta voadora no uruguaio Sasía

Mas como tudo era só relatado pelo rádio ou registrado por poucos “retratos”, as batalhas ficavam só na imaginação.

E por falar em briga de rua, falemos de Felipe Melo.

Nunca falei com ele, no rádio ou na TV.

Aliás, só o vi treinando cruzamentos em 2010 na África do Sul – estava sentado do lado de Fátima Bernardes – e em uma saída de condomínio residencial na Grande São Paulo.

Nós dois, entre tantos, ao volante, com vidros abertos, por força de sinalização manual para que os sempre egoístas motoristas da preferencial resolvessem diminuir a velocidade.

E me chamou a atenção, naquele quase um minuto, o tanto que ele é ligado.

O rosto tenso, acesso e crispado do campo é o mesmo do motorista Felipe Melo no seu carrão.

É um autêntico, como vimos no estádio “Campeón del Siglo”.

Foi bravo, heroico, macho, esperto e até calmo no fim do jogo.

Uma calma de “malandro de rua” ou de ringue.

Acossado e acuado, por uns 12 uruguaios, foi se afastando de forma calculada em busca de seu corner com oito olhos em revezamento.

Dois na frente, dois na nuca, dois na direita e dois na esquerda.

Quando não dava mais para recuar, deu um belo golpe de direita à la Sugar Ray Leonard.

Nem pegou, mas os 12 foram a nocaute e a vítima Verdão ganhou na bola e no braço.

Foi a noite de Felipe Melo, nova paixão da “equipe esmeraldina”, fazendo lembrar Almir Pernambuquinho, um dos mais corajosos e polêmicos jogadores de nossa história.

Parabéns ao Felipe e à Ponte Preta, campeã paulista de 2017.

1966: Almir Pernambuquinho, irado, queria acertar contas com Ladeira, do Bangu

Opine!

Neymar precisa de uma fábrica de coroas

Leia o post original por Milton Neves

Ah, ainda os 6 a 1 de Neymar e do árbitro no bundão do PSG!

Afinal, trata-se da decisão de maior repercussão da história do futebol.

Nunca será esquecida e esse jogo jamais terminará.

A era da internet e do satélite a tudo amplia de forma descomunal.

Pelé e Garrincha, coitados, foram divulgados quase que na base das máquinas de escrever, do telex, dos teletipos, do telefone, do rádio e do boca a boca.

Mané não teve TV e Pelé também não lá nos anos 60, seus momentos mais monumentais.

Os mágicos 5 a 2 do Santos no Benfica de Eusébio em Lisboa em 1962 teriam hoje até mais repercussão.

Mas deu Barça 6 a 1 e eu quebrei a cara.

Achava impossível, falei e escrevi mil vezes.

E não foi por vários motivos.

O sem carisma do goleiro do PSG é um frangueiro sem rosto.

O treinador Unai Emery é nota 1,17.

Escalou o fraco Lucas e não tirou o assustado brasileiro ainda no primeiro tempo.

O mesmo Lucas que andaram falando por aí que era melhor do que Neymar.

Só Cavani não fugiu do jogo.

Uruguaio, é claro.

Thiago Silva, o posudo, garboso e soberbo zagueiro, pensa que é Carlos Alberto Torres, Figueroa ou De Boer na área.

Deveria abrir uma rede de óticas porque nem piscou nos três gols em que a bola pintou em sua pequena área.

Depois, declarou que o PSG não teve “personalidade”.

Ora, exatamente o que ele não teve ou tem e era o… capitão do time!

Capitão calado, assustado e cabisbaixo é como um goleiro sem braços.

Com Zito, Carlos Alberto Torres ou Dunga em campo, o Thiago apanharia.

E o árbitro?

Grandão, alemão, pancudo e com olhar impoluto ao entrar em campo, foi uma tragédia.

Assaltou o PSG!

Merece ser banido do futebol.

Não deu dois pênaltis de Mascherano, inventou outros dois para o Barça e não expulsou Neymar no 3 a 1.

“Ah, o PSG já se classificou, o jogo acabou, para que enfurecer esse triste povão todo aqui”, deve ter pensado.

Aí, tudo mudou pela força do talento, da sorte, do imponderável, do jogo da vida do novo Rei Neymar e da magia desta invenção mais do que perfeita chamada futebol.

Nada é mais empolgante, mesmo com tanta gente atrapalhando ou urubuzando.

Obrigado, futebol, você é o Pelé de todas as modalidades!

Nunca joguei nada, mas você me deu 20 milhões por cento a mais do que esperava.

Em tudo!

E você, Neymar, exímio cobrador de faltas, dispensando a força no chute de Pepe, de Éder ou de Nelinho, já pode ir procurando uma fábrica de coroas e fazer logo um molde.

Vai ter que usar uma por um bom tempo.

OPINE!!!

O Oceano Tite 5 a 0 e a cabeça torta de Neymar

Leia o post original por Milton Neves

tite comemorando       Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Trump no mundo.

Tite no Brasil.

Não se fala em outra coisa, em todas as mídias.

E falar bem de Tite é chover no molhado.

Choveu tanto que o gaúcho virou lagoa, açude, represa, Itaipu, Cataratas do Iguaçu, Oceano Atlântico, todos os oceanos e todos os reservatórios de Alckmin.

Mas ficaram na seca e com a cara de pau os azedos crônicos que garantiram que Tite jamais trabalharia com Del Nero.

Era só pano de fundo para atacar ainda mais o cambaleante Del Nero, o saível e caível.

Remei firme no sentido contrário em minhas águas tão tranquilas de 45 anos de cartas náuticas impecáveis e tão gratificantes e raras em tudo.

“Conheço bem o Tite, que já tinha me falado que aceitaria o cargo de treinador da seleção assim que o chamassem. Desde que o cargo de treinador estivesse vago”, falei e escrevi mil vezes.

Bastou Dunga ser demitido e ele assumiu, graças a Deus.

Ético, jamais faria com Dunga o que Felipão teria feito com Mano, suspeita e resmunga o hoje cruzeirense.

E Tite assumiu com um atraso de mais ou menos oito anos.

Quanto tempo e quanta Copa perdemos apostando no Dunga 5.9 na primeira passagem, no superado Felipão 7 a 1, 10 a 1 e nota -0.71 em 2014, e no Dunga 1.82, em seu retorno.

Mano, com 6.01, foi o melhor dos três e não merecia ter sido trocado burra e soturnamente por Felipão 7 a 1.

Azar nosso!

Mas bola para frente e parabéns e obrigado para o “Águia de Haia dos Pampas” (“SuperTécnico”, da Band, em 2000, na estreia do gaúcho em rede nacional)!

Tite, cidadão de cabeça reta!

“Cabeça reta”, coisa que o Neymar “não fez” e “não teve” contra a Argentina.

No gol dele, na cara do goleiro, lembrou do mestre Coutinho, olhou Romero com a cabeça levantada e um pouquinho torta, mas o suficiente para sacar, no reflexo de craque, o posicionamento do pé-base do argentino.

“Frente a frente com o goleiro não é força e não é apenas jeito, mas é preciso olhar para as canelas do adversário. Quando ele fica com as pernas ‘fincadas’ no gramado na clássica posição de defesa, tem que sair um chute rasteiro do ladinho do pé-base do goleiro que é rede na certa, ele não chega nunca. O Pelé fazia isso com os beques, eu fazia com os goleiros”, ensina o maior 9 da história.

E acrescenta: “Chegar na cara do goleiro e dar uma cacetada é prejuízo até para os narradores de rádio e TV que berram: ‘Espaaaaaalma, fulano de tal’. Ora, o cara não espalmou nada, foi carimbado. E aí desligo a TV na hora”, diz Coutinho.

Chico Formiga (1930 – 2012) também fazia isso toda vez que Arnaldo Cezar Coelho aparecia na TV.

“Como pode comentar arbitragem alguém que não deu aquele pênalti escandaloso do Marinho no Pita na final do Brasileiro de 1983? O título seria do Santos”, sempre reclamava o saudoso ex-zagueiro e ex-treinador.

Isso foi ontem, mas hoje que Tite 5 a 0 e Neymar 8.8 continuem crescendo e que virem “ex” só daqui 100 anos.

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