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Espertos cartolas burros! Não se esconde dinheiro nos EUA!

Leia o post original por Milton Neves

Ao final do Brasileirão – porcaria dos malditos e imbecis pontos corridozzzzzzzz – de 2017, temos ainda alguns joguinhos-cemitério para times com um pé na cova e uma festa pasteurizada em Itaquera.

Até a Série B morreu antes da hora nas duas pontas.

Um mata-mata dos oito piores e dos oito melhores teria inclusive o Papai Noel vibrando na arquibancada de jogos decisivos e emocionantes até a metade de dezembro.

E na Série A foi mais um campeonato-lixo que terminou “antes de acabar”.

Hoje, o que sobrou, só se resume a três velórios ainda indefinidos.

Mas tem festa!

Uma festa pré-marcada e sem a espontaneidade da vitória de um jogo final, porque no dia da explosão natural do título da Fiel, o maldito regulamento impediu a entrega da taça, a tal cereja do bolo.

Mas e se o Galo ganhar do Corinthians neste domingo?

Aí vai ser uma coisa de festa de corintiano cabisbaixo com todos saindo com cara de “santo achado” ou com “cara de tacho”.

E olha que o Galo gosta de colocar mais água do muito que já tem no chope, hein?

Uma vez ele ganhou da seleção do Saldanha no Mineirão e na estreia de Gérson e de Toninho Guerreiro meteu 5 a 2 no São Paulo naquele 25 de janeiro de 1970 no Morumbi.

Mas, deixa para lá, tô logo entrando em férias enquanto parte de nossa ótima mídia esportiva fica aí uns 45 dias batendo lata e falando de assuntos periféricos em belas fábricas de enchimento de linguiça.

Eu vou para os EUA, Ilha de Manhattan, Nova York.

Trata-se do pior lugar do mundo para se esconder dinheiro.

Dinheiro roubado!

Ora, se nem Al Capone escapou, por que os sul-americanos cartolas propineiros dos milionários direitos de transmissão de futebol pela TV foram se “mocozar” justamente lá?

Ouvi outro dia de um figurão, em espera de embarque de aeroporto, “que essa turma escolheu os EUA porque lá eles nem sabem que a bola é redonda”.

Ora, que santa ignorância.

Sim, o tradicional futebol ainda é lá uma espécie de nossos campeonatos de basquete, vôlei de praia, futebol de areia e da F1 atual aqui no Brasil.

Mas se eles não adotaram ainda o futebol da Fifa, em matéria de dinheiros eles são verdadeiros Pelés.

Qualquer dinheiro que entrou lá, que passou por lá ou que saiu de lá, o Leão deles abre os olhos, trinca os dentes, sente o cheiro e afia as garras querendo saber de onde veio, para quem foi, o que comprou e quem mandou.

Sendo assim, tem simplório por aí até alegando que “o enxerido FBI não tem que se meter em assunto que não tem nada que lhe diga respeito”.

Quanta burrice!

Santa jumentice!

E oxalá tivéssemos um FBI desse aqui nos mensalões e petrolões da vida.

Se aqui temos o nosso maldito jeitinho, lá nos EUA é tudo no preto, no branco, no azul, no verde, no amarelo, no cinza, no vermelho e em todas as cores.

Mandou dinheiro para lá?

Dinheiro com origem!

Então use sempre um banco brasileiro como o Bradesco do Brasil ou de Nova York, declarando tudo em nossa Receita Federal.

E, querendo, compre imóvel lá, mas via escritório de advocacia top de linha da capital do mundo e especializado no tema.

Assim, viva esporadicamente num desses imóveis, alugue outro para ricos executivos chineses, curta o Central Park ou o Oculus de Santiago Calatrava de Tribecca do lado do One World Trade Center e seja feliz vivendo tranquilo.

E se você tem direito ainda a uma piscina do Atlântico em Sunny Isles de Miami, aí a coisa esquenta de vez enquanto Nova York gela.

Mas declare tudo para nossa Receita Federal para não ser pego pelas garras implacáveis do FBI dos homens de preto de lá.

De lá e daqui.

Marin, Teixeira, falecido Grondona, Del Nero e outros 10 ou 15 cartolas empepinados em Nova York deveriam ter aprendido o que Al Capone ignorou e o que Pablo Escobar soube evitar.

Um era sonegador e o outro não depositava nada nos EUA, preferia enterrar toneladas de dólares em cantos colombianos.

Todo mundo se ferrou.

Bem feito!

Opine!

Campeonato sem final é como lua de mel sem noiva!

Leia o post original por Milton Neves

E acabou o Brasileirão!

Deu Corinthians desfalcado dessa vez de seu craque Apito Amigo e foi muito merecido.

Graças ao Jô, ao mágico Carille, ao Roberto de Andrade que bancou os dois heróis mais do que improváveis, ao cirúrgico Clayson que entrou na hora certa e à Fiel Torcida, é claro.

E que torcida!

Ela merecia uma festa 1910% melhor!

Não se decide campeonato em noite de quarta-feira ou madrugada de quinta e contra adversário coadjuvante que só serve de paisagem.

O Fluminense, sem culpa, não fará parte da história por presença insignificante, digamos.

Ora, campeonato decide-se no domingo à tarde em jogo de dois times com as mesmas chances de título.

O lixo dos pontos corridozzzzzzzzzz tem também este grave defeito do “campeão de repente” e antes da hora.

O adversário só cumpria tabela e nem valeu a pena tirar sarro dele.

Ao contrário das épicas decisões de Flamengo e Galo em 1980, Santos e Corinthians em 2002, Galo e São Paulo em 1977, Corinthians e São Paulo em 1990, Santos e Flamengo em 1983, Cruzeiro e Vasco em 1974, Inter e Cruzeiro em 1975 e outros trocentos momentos em que o país parava para se saber qual dos dois finalistas seria o campeão.

Campeonato sem final é como lua de mel sem a noiva que virou esposa.

Tem flerte, namoro, beijinhos, abraços, noivado, casamento, igreja, festa para meio mundo e depois o noivo viaja… sozinho!

E agora, por quase um mês, vamos “bater lata” na mídia com assuntos secundários.

E não tivesse o Corinthians pisado na bola, ou tirado o pé no segundo turno, o Brasileirão teria terminado ali por agosto ou setembro.

Teria sido um desastre com direito a mais demissões para todo lado nas redações esportivas.

Quase sozinho, luto pelo mata-mata, pela emoção, pela disputa, pela audiência impulsionada de todos os veículos e diretamente pelo emprego de jornalistas esportivos através da publicidade, o oxigênio de todas as empresas de mídia.

E justo na hora e mês dos departamentos comerciais fecharem no mercado publicitário suas verbas garantidoras das grades para 2018, o ano da Copa, a bola fica murcha com tudo decidido no campo, antes da hora.

Não falo ou luto por mim, porque, com hipocrisia zero, não preciso mais, ao contrário de tanto jornalista desempregado, sub-empregado ou mal remunerado.

Já lancei muita gente boa e até gente ruim que não merecia.

Empreguei e emprego pessoas e sei das dificuldades e tristezas de um chefe de departamento esportivo, de qualquer veículo, ao receber ordem do financeiro da empresa de cortar e… cortar empregos porque, ao contrário de meus programas de rádio e TV, a “publicidade minguou”.

No meio, virou lei o já famoso “custo é como unha, tem que cortar sempre”!

Aprendam, colegas, a publicidade é nosso preparo físico, nossa escalação, nossa remuneração, nosso gol e não podemos entregar para ela uma mídia sem sal em nossos espaços.

E atenção, “radiaiada” por aí.

Botem pilha nesses programas “nhém-nhém-nhém”, em comentarinhos lidos e gaguejantes de som ruim e nos “Terceiros Tempos” curtinhos de vocês.

Quinta-feira levei o meu, o legítimo, até 3h30.

Certo, prezado e querido Everaldo Marques?

Obrigado pela mensagem na madrugada.

Mudem o jeito que vocês fazem rádio esportivo, porque empresário não bota seu dinheiro em produto ruim de mídia, sem disputa, sem emoção, sem audiência ou em campeonato de futebol de perna curta que termina “antes de acabar”.

Cliente coloca um real no ar e quer cinco de volta.

Tem todo o direito e os cartolas são burros!

Futebol é uma atividade multi-econômica e não lúdica, romântica.

Campeonato de futebol não existe só para se apurar o campeão, mas também para sustentar toda a cadeia alimentar percorrida pela bola.

Desde o pipoqueiro da porta de estádio até o custo da taça erguida pelo capitão do time campeão no domingo à tarde em que os dois, com chances iguais, brigaram cabeça a cabeça.

Acordem, sob pena de mais cabeças rolarem por aí…

Opine!

Palmeiras começou 2017 como banco e termina como feira!

Leia o post original por Milton Neves

A Crefisa seria a nova Parmalat.

Djalminha, Cafu, Marcos, Müller, Antônio Carlos, Rivaldo, Zinho, Paulo Nunes, Roberto Carlos, Edmundo, Evair e tantos craques fariam de novo um Palmeiras do tamanho do Barcelona e do Real Madrid.

Torcida do Verdão ficou eufórica e a onda verde não parou de crescer.

Pois a Crefisa jogou mesmo tão bem quanto a Parmalat e escancarou seus grandes cofres com tantos fundos tão profundos.

Enquanto isso o Corinthians era a quarta força e sério candidato ao rebaixamento no Brasileiro.

O São Paulo era uma incógnita e o Santos coadjuvante.

Mas o Palmeiras teve péssimos administradores financeiros.

Alexandre Mattos foi horroroso gerente de banco e aplicou muito mal os recursos a ele confiados.

Teve rentabilidade negativa na base de 19,51% abaixo do CDI, mensalmente.

Uma proeza!

Seus outros gerentes de aplicação de recursos também foram muito mal no mercado financeiro.

Eduardo Baptista, Cuca e Galiotte “brilharam” tanto, tecnicamente, quanto os administradores do Comind, Caderneta de Poupança, Haspa, Papa-Tudo, Banco Santos, Boi Gordo, Bamerindus, Banco Nacional, Mesbla e Mappin.

Mas, é claro, nesta exagerada simbologia, talvez cruel, o Palmeiras não quebrou, jamais quebrará e muito menos um dia desaparecerá.

Mas, que vergonha!

Que fracasso!

Que decepção!

Tanto dinheiro à vontade e tantas derrotas e eliminações.

Era muita cobra a picar a outra em espaço menor a comportar tanta gente.

Não foi por falta de aviso!

Agora é lamber as feridas, como dizem os gaúchos, limpar a “agência”, verificar com verdadeiros profissionais do sensível mercado financeiro quais as melhores aplicações para 2018 e escalar operadores que saibam fazer muito gol jogando do goleiro ao ponta-esquerda.

Isso tudo urge, sob pena de “quebrarem” a inquebrável Crefisa e soterrarem o sonho de “Dona Leila Presidenta” do Verdão.

Gastaram muito mal seu dinheiro, minha senhora, comprando a esmo muita quantidade e pouca qualidade.

Formaram um time de baciada, com muito legume vencido e com frutas passadas.

Que os feirantes também desarmem suas barracas procurando outra freguesia.

Mas na “Feira do Palmeiras” tinha literalmente um barraqueiro muito mal aproveitado e que ninguém notou, prestigiou, escutou ou escalou.

Felipe Melo!

Sim, Felipe Melo, ele mesmo!

E não fiquei louco!

Não souberam aproveitar a rara e única virtude dele: seu poder de acordar os outros 10 jogadores do Palmeiras que andaram perdendo bovinamente dois jogos para o Corinthians e até para o Vitória.

Sim, um destemperado com fio desencapado, mas não uma meiga mocinha como alguns jogadores dóceis que desfilaram vestidos de verde pelos campos do Brasil neste ano de 2017.

Todo time precisa de um líder e o Palmeiras é um amontoado assustado.

Menos o ótimo Moisés, o resto é tudo gente que precisa de líder, maestro ou berrador a acordá-los.

O Porco joga bovinamente à procura do matadouro.

Longe, e bota longe nisso, de um Dudu, Zito, Clodoaldo ou Dunga, mas Felipe Melo é indispensável em jogo pegado, nervoso, decisivo, dramático.

Ele teria eletrificado o elenco do Palmeiras que joga bola praticando ioga.

Virou um fim de feira!

Opine!

Neymar, jogue surdo e mudo que o mundo gritará por você!

Leia o post original por Milton Neves

Agora tivemos a vez do nota 5.58 do tal Dugarry a dizer que Neymar é “insuportável”.

Outros boleiros falam e acham o mesmo.

O primeiríssimo dos primeiros a criticar nosso número 1 foi o treinador René Simões.

“Aqui na Vila está sendo criado um monstro”, cravou.

E acertou na mosca.

Neymar virou mesmo um monstro, em tudo.

Talento, brilho, faturamento, protagonismo, importância, exposição, patrimônio, marketing, liderança, gols, genialidade, em Barcelona, em Paris, na Europa, no Brasil, na Olimpíada e no mundo.

Só dá ele.

Merecido!

E logo passa Cristiano Ronaldo e Messi “que estão velhos”.

Mas Neymar lidera também no quesito antipatia, em patamares inéditos.

Uma antipatia crescente e preocupante.

Sim, tem muita inveja também na vida e nos jogos desse atual gênio que Mogi das Cruzes nos deu.

E já tivemos no futebol muitos e muitos outros jogadores a também inflamar e a fazer crescer em torno de si a antipatia e a inveja, essa dupla perversa, mas tabelando com a irreverência, a irresponsabilidade, a artilharia, a genialidade, a fama, a humildade, a seriedade e o folclore.

Foram os casos de Pelé, Romário, Ronaldo, Tostão, Zico, Sócrates, Rivellino, Ademir da Guia e mais Serginho Chulapa, Edmundo, Neto, Almir Pernambuquinho, Zé Roberto Marques, Gérson, Zizinho, Heleno de Freitas, etc.

Traduzindo, sobram acima adjetivos para estes e aqueles.

Mas, sabia, Neymar, que nenhum deles tinha esse seu insuportável “sorriso irônico” que você sempre destila e destina ao esforçado ou violento beque que te derrubou?

E por que você botou na cabeça que todo árbitro, que lhe dá merecido (ou não) cartão amarelo e vermelho, tem que receber esse seu olhar de desprezo, de deboche e de superioridade inexistente?

Você pratica em todo jogo uma espécie de “Bullying Futebolístico pelo Rosto”, diminuindo a “sua senhoria”.

Isso faz com que, em dúvida, decidam contra você naquele ou nos próximos jogos.

E quem te falou que você está acima de tudo e de todos?

Você não saca que isso está fazendo um mal danado para sua imagem e para o seu rendimento?

Perante seus “companheiros”, como Cavani, e seus adversários em campo vestindo uniforme do time contrário ou da turma do apito e da bandeira!

Os árbitros são solidários e corporativistas: humilhou um, humilhou a todos!

Baixe a bola pessoal que sua bola do mundo ficará ainda mais cheia.

E pare de ouvir o que os beques gringos falam na tua orelha, em português ofensivo e decorado, quando a bola está no ataque do adversário.

Sim, ali, os zagueiros, violentos, carniceiros e desonestos, estão praticando no teu ouvido “fratura exposta da honra” (jornalista Marcos Rosendo).

Retribua com dribles e gols, mas sem suas entradinhas vingativas e maldosas, porque outros Zunigas podem aparecer na sua vida.

E vire surdo e mudo, ouça e fale só com seus 10 companheiros de batalha.

Eles, sim, gostam e precisam de você.

Nós também!

E seja como Pelé, Romário, Ronaldo e Zico, que tampavam o ouvido durante o jogo e abriam só as turbinas dos pés e das canelas.

“Eu nunca ouvi as vozes de Ronaldo e Romário em campo” (Evandro Rogério Roman, ex-árbitro e hoje deputado federal).

E cuidado, Neymar, porque as vozes das arquibancadas do time anfitrião estão cada vez mais gritando contra você.

Já os gênios citados acima, quase todos, eram temidos, muito temidos, mas nunca antipatizados ou odiados!

Ah, acabou meu “Campeonato Brasileiro de Amistosos”.

Agora virei Palmeiras, com um cisquinho de esperança pelo meu Santos FC.

Opine!

Lá se foi o Carboni e que volte o rádio!

Leia o post original por Milton Neves

 

José Carlos Fantini Carboni (1949 – 2017) saiu da vida e foi para a galeria dos imortais da crônica esportiva.

Voz grossa, nunca gostou do microfone, mas muito disciplinava e orientava a quem o utilizava.

Tanto as estrelas, suas “vítimas” preferidas, quanto as revelações de meninos assustados.

Eu o ouvi pela primeira vez, ao telefone, quando ligou para a assessoria de imprensa do Detran, pedindo ajuda.

Tinham roubado o Fusca dele, lá pelos anos 80.

Sumiu!

E logo Carboni apareceu contratado pela Rádio Jovem Pan I AM vindo de “A Gazeta Esportiva”, uma de minhas faculdades de jornalismo esportivo ao lado das rádios Tupi, (saudades de Pedro Luiz e Haroldo Fernandes), Bandeirantes (ave, Fiori Gigliotti), Nacional do Rio (Ah, Jorge Cury…) e das TVs Tupi de Walter Abrahão e Record de Raul Tabajara.

Via tudo o que podia nelas graças aos “televizinhos” Rubens Abrão e Geraldo Coimbra, lá em Muzambinho (por favor, não sou o ganhador único dos R$ 4 milhões da Mega-Sena da última quinta-feira, infelizmente).

Seo Rubens tinha uma Colorado RQ e o “Gerardo Cuimbra”, sua querida Zenith.

Tudo em branco e preto, com muito chuvisco e Bombril na antena.

Era o que dava!

E não era para ter dado tão cedo para o Carboni.

Mesmo com o fato ou lenda de que “os grandões vivem bem menos do que os baixinhos”.

Xiiiii… tô preocupado!

Mesmo!

Estatura moral também nunca faltou a Carboni.

Competência, amizade e ética igualmente não.

Meu amigo Carboni, a quem chamava de Lee Van Cleef (1925 – 1989), ator americano, e de sósia de outro ator, Odilon Wagner, da Rede Globo, reclamava muito do declínio do rádio esportivo.

E com razão!

“Sumiram os generais e urge que soldados, cabos e sargentos subam de patente”, exemplificava.

E sempre ponderei, concordando, que a meninada de hoje precisava parar de usar o rádio apenas como trampolim para a TV.

Eu também fui, só que sem nunca descer do rádio, hoje e ainda em cinco delas.

Mas, Carboni, agora com mais tempo para olhar tudo literalmente de cima, logo, logo ficará contente.

A coisa anda melhorando, pelo menos em São Paulo, a locomotiva.

Mas nos outros 26 vagões pelo Brasil afora…

A Rádio Globo é forte, como tudo no grupo dos Marinhos, e a TV Globo a está alavancando.

A CBN agregou boa equipe de analistas e narradores, mas falta lá o “homem-tronco” do estúdio para, com autoridade e liderança, disciplinar e distribuir a bola no pós-jogo, muito curtinho.

Todas precisam evitar “miados” em microfones de retaguarda, lugar só de gente de voz que enche o rádio!

A Rádio Bandeirantes garimpou e achou João Paulo Cappellanes, Umberto Ferretti, Vinícius Bueno, as borbulhas de Felipe Garraffa, a memória do Bernardo Ramos, a efetivação de Ulisses Costa (que narrador!), ao lado das grifes Silvério e Zaidan e a persistência de produção do raro Guilherme Heredia Cimatti.

Tem havido por lá memoráveis “Terceiros Tempos” como nos áureos tempos da e na Jovem Pan, de 82 a 2005.

Mas que ela, hoje fortíssima na política, bem na bola rolando, nem tanto no comercial, entenda que Wanderley Nogueira não sabe, soube ou saberá apresentar no estúdio e que não adianta procurar similar de Milton Neves para antes e depois dos jogos.

“Como esse caipira não teve, não tem e não terá outro”, Fernando Luiz Vieira de Mello (1929 – 2001).

Louve-se também o esforço de Weber Lima na Rádio Capital e a liderança de Eder Luiz na Transamérica FM.

Mas essa tem um problema muito sério: é muita propaganda!

Até que não sou contra, mas precisa exagerar tanto?

Enfim, vida longa ao rádio esportivo, esse herói que enfrenta “briga desleal” com tantos jogos simultâneos e campeonatos, de futebol ou não, ao vivo pela TV, aberta e fechada.

Fiori, Pedro, Haroldo, Ênnio, Flávio, Edson, Alfredo, Darcy, Joseval, Doalcey, Zé Italiano, Valdir e Jorge só “enfrentavam” o vídeo-tape horas depois.

Certo, Carboni?

E obrigado por tudo!

Opine!

Grêmio x River: Culpa do Culpi!

Leia o post original por Milton Neves

Escrevo de São Vicente-SP, a primeira cidade do Brasil onde nasceram Robinho e Jefferson, goleiro do Botafogo.

É que agora me tornei “Cidadão Vicentino”, uma honra!

Como já era por aqui também de Santos, Guarujá e Itanhaém, a segunda mais antiga do país.

Fazia tempo que não vinha para a terra do Ilha Porchat Clube – hoje nem sombra do passado glorioso dos tempos do saudoso Odárcio Ducci (1942 – 2016) – e do icônico “Seven Seas”, edifício projetado pelos engenheiros alemães que instalaram a Volkswagen na Via Anchieta nos anos 60.

E quando será instalado um time forte aqui em São Vicente?

Difícil, porque a vizinha e forte Santos “não deixa” o futebol crescer nas cidades próximas de nosso litoral.

Santos que segue chorando a dolorosa eliminação da Libertadores pelo… Barcelona!

Ah, não suporto esse nome, viu, Neymar?

Viu, Laor?

Viu, sumido Odílio?

Quanto gol contra, sô!

E que gol a favor que você deixou de fazer na quarta-feira, hein, Ricardo Oliveira?

Mas, não foi culpa dele.

Culpa de Culpi.

Levir escalou mal demais o superado Leandro Donizete e, sem Lucas Lima e Renato, colocou em campo os contundidos Copete e Ricardo Oliveira.

Ele não sabia ainda que “entre dois ótimos jogadores baleados e dois mais ou menos, mas inteiros, opte sempre pelos dois últimos”, dizia Otto Glória (1917 – 1986).

Mas o ano não foi de todo ruim para o Santos que, no entanto, vai sofrer por anos os efeitos da terra arrasada by Laor e Odílio.

Já para o Corinthians “foi boa” a quarta-feira.

Livrou-se da pequena Sul-Americana e agora vai cuidar melhor do restinho que falta para ser campeão do Campeonato Brasileiro de Amistosos.

Mas boa mesmo é a Libertadores, que não tem amistoso.

É porque ela não tem o lixo e a porcaria dos pontos corridos do Brasileirão!

Que acabem logo com o tal turno e returno e com o inconsequente “horário de verão”.

E a Libertadores, hoje disputada em todas as estações do ano, terá uma final entre o River Plate da terra do Maradona e o Grêmio do país do Pelé.

É que o Barcelona de Guaiaquil já esgotou seu estoque de milagres.

E não entendo porque até hoje milagrosamente não morreu ainda um jogador visitante nas alturas da Bolívia.

Jogar lá é desumano e os 3 a 0 em casa do Jorge Wilstermann e os 8 a 0 do River Plate na volta em Buenos Aires provam o tanto que o craque “Altitude” faz efeito.

Efeito que não será nenhum no empate de 1 a 1 de São Paulo e Corinthians deste domingo.

O São Paulo seguirá ameaçado e o atual comum Corinthians ficará livre de mais uma rodada do Brasileirão rumo ao seu título obtido mediante só um turno.

E viva São Vicente!

OPINE!

São Paulo, Corinthians, o emocional, a matemática e os goleiros

Leia o post original por Milton Neves

Sim, ganhou, levou três pontos.

O São Paulo pode ganhar até seis.

Mas a matemática neste domingo perde para o fator psicológico de corintianos e tricolores.

Um está ameaçado de cair e pega “companheiro de infortúnio” que igualmente anda usando gravata na forma de corda no pescoço.

E o outro enfrenta um Vasco nota 4 de camisa nota 9.5.

Mas os dois grandões de São Paulo precisam mesmo é de duas vitórias para estancar a hemorragia técnica e psicológica que anda abalando os nervos de Itaquera e do Morumbi.

Nem sei quem está mais atormentado.

Se o São Paulo com a areia movediça quase batendo no queixo ou o Corinthians apavorado porque parou de ganhar, de jogar, de impressionar, de empolgar e de emocionar sua torcida, então em estado de graça.

Era um time comum jogando como Barcelona, PSG e Real Madrid.

Agora virou só comum jogando como um… Vasco.

E a Fiel anda cabreira e com sete pulgas atrás das orelhas.

“Se a gente perder este campeonato que estava e está ganho, será uma humilhação”, murmuram os fiéis.

E será mesmo!

Sorte que o adversário é só o Vasco, outrora dono de timaços.

Até na estreia do Garrincha, em 1966, com a camisa sete do Corinthians, no Pacaembu, o “quadro” cruzmaltino meteu 3 a 0 no Timão com dois de Célio Taveira e um do saudoso Maranhão.

Mas, além de sete e nove pontos de vantagem sobre os “perseguidores indiretos” Grêmio e Santos, o Timão tem na Libertadores um grande trunfo para se distanciar mais ainda dos times de Renato e Levir.

Sim, com a Libertadores em jogo e pegando fogo, porque tem mata-mata e não esta porcaria de turno e returno com pontos corridozzzzzzzzz, Santos e Grêmio vão se desfalcar bastante no Brasileirão.

Isto para a alegria de Renato Gaúcho, o mais “poupástico” técnico do futebol do mundo.

Mas, por ora, o inferno psicológico vai continuar.

Para mim, o São Paulo perde e o Corinthians empata.

E com Cássio não falhando, como não falhou quarta-feira.

Aprendam, críticos cruéis, que “goleiro, quando espalma uma bola não segurável direto em chute forte e muitas vezes à queima-roupa, não tem tempo hábil e humano de ainda ‘escolher’ um lado para direcionar a bola”, ensina Paulo Pingaiada, “célebre ex-guarda-valas” de Muzambinho-MG.

Yashin, Gylmar, Manga, Félix, Taffarel, Ado, Leão, Gordon Banks, Vanderlei, Cássio, Cabeção, Andrada, Castilho, Dida, Marcos, Barbosa, Waldir Peres, Carrizo, Cejas, Zetti, Rodolfo Rodríguez, Cláudio, Rogério Ceni e Fillol concordam.

Opine!

Minas, Muralha e aula anti-patrulha

Leia o post original por Milton Neves

Escrevo de Guaxupé, Sul de Minas Gerais.

Tudo seco por aqui.

Parece o Nordeste.

Não chove “há séculos” e o café para a safra de 2018 terá quebra de uns 30%.

Mas a região reage com belos eventos.

Juruaia fez na semana sua consagrada Expo-Lingerie.

Caxambu, terra do grande e saudoso narrador Jorge Cury, da Rádio Nacional do Rio, recebeu mais um Festival do Cavalo Mangalarga e grande feira de equipamentos agrícolas.

Muzambinho realizou a sua 1ª Feira do Café.

E São João da Boa Vista, já em São Paulo, mas perto daqui, prepara sua 39ª Expo Nacional 2017 também do Cavalo Mangalarga, uma paixão.

Sou padrinho dos dois últimos eventos citados acima.

E quem foi o padrinho da sacanagem que fizeram com o Alex Muralha, do Flamengo?

São muitos os padrinhos e pais da injustiça que humilhou o goleiro.

Desde jornal carioca até milhares de torcedores do Mengão, enfurecidos nas redes sociais.

O resultado foi um belo “Bem Feito”!

Rifaram o pobre Muralha e escalaram o jovem Thiago, que frangou bonito no gol do Cruzeiro na última quinta-feira.

E me ajudem, por favor, quanto à escalação de Thiago.

Ele entrou numa fogueira ou numa gelada?

É uma eterna dúvida.

Mas quem não deixou nenhuma dúvida em seu texto foi o jornalista-professor Anderson Scardoelli em belo, atual e lúcido artigo anti-patrulha.

Ele retratou bem as evoluções naturais do jornalismo e da vida escrevendo simplesmente em “Comunique-se”, dono hoje do mais importante prêmio do jornalismo brasileiro.

Leiam e aprendam:

“Jornalismo X comercial: vender não deve ser considerado pecado

Jornalista e… vendedor. Nesta semana, fiz algo considerado (infelizmente) como crime por alguns colegas de profissão: fechei a comercialização de espaço publicitário no Portal Comunique-se, veículo em que sou o editor responsável. A negociação, relacionada a uma premiação de jornalismo, me fez concluir o que já vinha há algum tempo na minha mente, de que a parte de redação e o comercial de uma empresa não podem ser rivais. Elas devem atuar de modo conjunto.

Mais do que trabalhar em parceria com a equipe comercial de uma grande empresa, um jornalista precisa ser um bom vendedor para conseguir empreender, por exemplo. Para colocar um negócio de comunicação no mercado, ele por muitas vezes estará sozinho em negociações com possíveis investidores e anunciantes. Ou alguém acha que, no começo de suas atividades, grandes empreendedores contavam com times de vendedores para tocarem essa parte?

Sites segmentados como Administradores.com e WebInsider já abordaram a vertente de que ao decorrer dos próximos anos o profissional a ser considerado um bom vendedor será o chamado “consultivo” – termo a designar quem se especializa em comercializar um determinado tipo de produto ou serviço. E, convenhamos, não há no mercado um “vendedor consultivo” melhor do que um jornalista quando o negócio em questão for compra de mídia e investimentos diversos em projetos da imprensa.

Foi com isso em mente que levei adiante a negociação de espaço publicitário no Portal Comunique-se. O representante da agência de publicidade entrou em contato e, de forma até natural, toquei as conversas. Afinal, ninguém melhor do que eu, editor responsável pelo site, para explicar detalhadamente os espaços disponíveis para divulgação, o perfil do público que costuma acessar a página e a audiência média do domínio. Além disso, como “consultor”, sugeri o melhor formato e período a ser comercializado.

Vender vai além do dinheiro

A minha primeira venda foi realizada nesta semana, momento em que fechei parcerias de conteúdo com o Talk TV e com a jornalista Krishna Mahon, que desde o ano passado comanda o canal “Imprensa Mahon”, no YouTube. O que isso tem a ver com venda? Tudo! Pois tive que ser um bom vendedor para mostrar as vantagens de se ter reportagens e vídeos divulgados por meio do Portal Comunique-se. Pensando nos colegas de forma geral, um bom jornalista tem que saber “vender” suas ideias de reportagens para a chefia e para possíveis entrevistados. Soma-se a isso, o fato de o canal de Krishna ser voltado a dicas de negócios para profissionais da comunicação social.

Também nesta semana, o Comunique-se conquistou o prêmio de melhor empresa de pequeno porte para se trabalhar no estado do Rio de Janeiro. Aqui, ressalta-se que assim com qualquer outra corporação, o Comunique-se só saiu do papel porque um empreendedor – no caso, o nosso CEO Rodrigo Azevedo – não teve receio algum em vender a sua ideia de negócio para investidores e parceiros e, consequentemente, sair vendendo as soluções e os serviços da marca. Se não fosse isso, o Comunique-se não existiria e eu, certamente, não teria fechado a minha primeira venda de publicidade.

Não é a minha opinião. É fato. Vender não deve ser considerado pecado, mesmo se o vendedor for um jornalista!”.

Aula dada, anotem: Santos e Corinthians na Vila será 1 a 1.

OPINE!

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Confissão e dívida do técnico Jorginho, ex-CBF

Leia o post original por Milton Neves

Não assisti ao “Bem, Amigos” da semana retrasada, na noite de 21 de agosto.

Vejo sempre às segundas à noite pelo menos uma parte.

É que, sempre ao microfone, estava executando mais um evento coorporativo em hotel fora de São Paulo.

Programa top, o “Bem, Amigos”: ótimo e bem ao estilo “SuperTécnico” da Band (1999 a 2001) e “Terceiro Tempo” da Record TV (2001 a 2008).

Esses dois foram épicos e emblemáticos em tudo, desde os cenários.

Mas, feliz, li em “Veja” domingo passado que o técnico Jorginho, auxiliar de Dunga na África do Sul e nas Eliminatórias, fez uma confissão ao apresentador Luís Roberto, que estava substituindo Galvão Bueno, o principal jornalista esportivo do Brasil.

Disparado, queiram ou não.

Dia desses, em outro evento, mas em Alphaville, jantamos juntos e disse isso pessoalmente a ele em meio a “trocentos” empresários da região quando da festa de aniversário da “Revista Viva”.

E Jorginho declarou ao “Bem, Amigos” que “vendo por hoje, foi sim um erro não termos levado Neymar para a Copa de 2010”, falou, arrependido.

Só que não tem nada de “por hoje” nisso, e sim “para sempre” e “por ontem”.

Ora, Jorginho, e não foi por falta de aviso, certo?

Naquele 11 de maio de 2010, no Hotel Windsor, da Barra da Tijuca, no Rio, quando vocês anunciaram os 23 convocados, eu disse, perguntando e afirmando pela Band e em todos os canais, ao vivo, que “os meninos do Santos, Neymar e Ganso, jogavam mais do que 40% dos seus convocados”, uma seleção sem banco e sem Adriano, outro injustiçado.

Dunga, sempre vendo jornalista brasileiro como se fôssemos os jogadores da Holanda que o (nos) eliminaram da Copa, retrucou que eu era bom, mas de propaganda.

E sou mesmo, mas bom, não, ótimo!

Aliás, em tudo!

E nós dois, Dunga e eu, éramos “Brahmeiros” à época, e tentei a réplica, mas já tinham arrancado o microfone de minhas mãos.

E mais tarde houve até quem, por milenar inveja crônica até a medula, tenha elogiado Dunga pela má educação para comigo, agredindo e fugindo Dunga do tema convocação.

Mas Cícero Mello, da ESPN, melhor perguntador da TV esportiva, e quase todos os “1000” repórteres presentes lá no hotel me aplaudiram com os olhos.

Emocionante!

Minha pergunta, feliz, corajosa, oportuna e profética, foi a melhor que fiz em quase 50 anos de carreira, sempre empinada.

Tivesse humildade em ouvir meu conselho – eu já falava isso à exaustão um ano antes da convocação em meus “200” espaços -, talvez o Brasil fosse hoje e para sempre o campeão mundial de 2010 na África do Sul.

Afinal, se Dunga via tanto meus merchans invejados, públicos, bem feitos e alavancadores de empregos para mim e para com quem trabalho e trabalhei, ele portanto me via e ouvia também que Neymar (então desconhecido, surpresa na Copa e não seria marcado a ferro e a fogo), Ganso (estava jogando mais que Neymar) e Adriano, espetacular, não poderiam ficar de fora.

E a história também pune, viu, Muricy?

Não é só a bola, não.

Ao invés de Neymar, Ganso e Adriano, então voando, ele, Dunga, levou Josué (…!), Grafite (…!) e Kléberson (…!).

Mal treinaram!

Quando a Holanda fez o segundo gol no Júlio César, destruído, Dunga ficou de pé, olhou para trás e viu… Josué, Kléberson, Grafite…

Xiii… F…

Convocou mal, terminou mal.

Terminamos mal, perdemos mais uma Copa “ganhável” como as de 50, 66, 82, 86, 90, 98 e 2014, não fosse o Felipão 7 a 1.

Uma pena, Dunga não deixou o único jornalista esportivo do Brasil, do degrau de cima, que nunca precisou sair do estúdio para ver o jogo dentro do campo, a alterar de novo a história de nossa seleção para muito melhor.

Coloquei Felipão, voluntária ou involuntariamente, na seleção brasileira em 2001 e “meu trio” Neymar, Ganso e Adriano teria ganho a Copa de 2010.

“Eu garanto”!

Ah, Jorginho, que pena, mas na próxima diga também quem seria o covarde, segundo você, se não perguntasse algo para o Dunga naquela última entrevista coletiva de hotel em Joanesburgo antes da estreia contra a Coréia do Norte.

Não perguntou.

Depois da reconhecida pisada de bola da ausência de Neymar-2010, você ficou devendo mais essa, viu, Jorginho?

***

GRÊMIO 5 X0 SPORT

Em jogo atrasado,válido pela 22ª rodada do Brasileirão, o Grêmio venceu o Sport por 5 x 0… fora o baile! O professor Luxemburgo escalou mal o time pernambucano e também pisou na bola nas substituições. Do outro lado, os gaúchos acordaram muito tarde para o Campeonato Brasileiro. Agora 7 pontos os separam do líder Corinthians, a gordura do Timão poderia ser bem menor. E como poderia!

O Grêmio ainda pode brigar pelo título?

Você acha que o Corinthians vai deixar escapar o Brasileirão?

Opine!

Campeonato Brasileiro de Amistosos II

Leia o post original por Milton Neves

Parabéns ao Grêmio, um bom time que tanto se poupou, que se ferrou.

Grêmio, o “Imortal” que mais morre no mundo, bateu seu recorde na quarta-feira ao morrer… duas vezes!

Eliminado da Copa do Brasil e acabou de matar o pior Campeonato Brasileiro da história.

Parecia até que virou irmão de criação do surpreendente campeão Corinthians.

E poderia agora, com as folgas que adora, lançar a “Caderneta de Poupança Arena Azul”.

Ninguém poupou “tão bem” quanto o tradicional segundo time do Rio Grande do Sul.

Conseguiu perder tudo em 2017, mesmo tendo formado um grupo robusto, aguerrido, centrado, determinado, mas burramente “poupado” e mal escalado.

Não foi por falta de aviso!

E vai perder a Libertadores também para coroar o seu genial ano “Poupástico”.

Até passa pelo Botafogo, mas cai em seguida para um time gringo qualquer.

Bem feito!

Como mal feito foi este corintiano Campeonato Brasileiro de 2017, espremido e espetado por duas copas encorpadas por “exagerados anabolizantes”.

Vai ficar para a história como a competição oficial de futebol do Brasil com o maior número de jogos amistosos, desde 1971.

Não foi também por falta de aviso!

Berrei antes e hoje todo mundo descobriu pelo menos a espoleta.

Nosso futebol não comporta três competições simultâneas e anuais.

Copa do Brasil, como sua mãe Taça Brasil, e Libertadores sempre foram coadjuvantes perante o chamado Brasileirão, mas jamais protagonistas anuais do filme vencedor do Oscar.

Sim, são importantes coadjuvantes e com o fortíssimo ingrediente do indispensável, maravilhoso, indiscutível e emocionante mata-mata, o oxigênio da bola!

Mineirão e Maracanã nos ensinaram isso mais uma vez neste meio de semana.

Que Rede Globo e CBF, donas da bola, acordem e mudem tudo.

Já sei que importantes reuniões das duas entidades cariocas ocorreram e vão se intensificar “como nunca na história deste país”.

Aceito dar consultoria, sem remuneração.

Encurtem quase tudo, proíbam clássicos top fora das 16h ou 17h e sempre aos domingos, instituam dois mata-matas para os oito melhores e para os oito piores repescados do Campeonato Brasileiro e apliquem a “cláusula-multa” da cota-participação para todo time que “gremisticamente” abusar das imbecis “poupações” de jogadores não contundidos.

Estrago feito, e aqui tanto anunciado há “séculos”, vamos juntos curtir meses de modorrentos amistosos travestidos pela “emoção” de se saber se São Paulo e Vasco cairão ou não e quais serão os cinco primeiros “alguéns” atrás do Corinthians.

Juízo, cartolada, precisamos de emoção, disputas ferrenhas, “polêmicas”, pênaltis, audiências e retorno comercial.

Para toda a “cadeia alimentar” da bola, do pipoqueiro até o último pênalti do campeão, no mata-mata, claro.

Afinal, como disse brilhantemente o professor Pedro Trengrouse, da FGV, “é preciso olhar hoje para o futebol como atividade econômica, não mais apenas como lúdica”.

Perfeito, mesmo que o futebol não seja comunista, que teoricamente nivelaria tantos remediados, poucos ricos, alguns milionários, um ou outro bilionário e muitíssimos pobres de espírito e trilhardários de inveja.

Não é, Neymar?

Opine!