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Faixas e instrumentos de organizadas serão liberados em SP

Leia o post original por Perrone

Com Danilo Lavieri e Guilherme Costa, do UOL, em São Paulo

Reunião nesta segunda, na sede secretaria de Segurança Pública de São Paulo definiu que haverá uma flexibilização em relação a proibições que afetam as torcidas organizadas. Itens como faixas, instrumentos musicais e bandeirões serão liberados nas arenas paulistas desde que as uniformizadas atendam às exigências que serão feitas.

Uma reunião entre torcedores e a Polícia Militar no próximo dia 1° vai sacramentar a liberação.

Cada torcida terá que indicar um responsável para chegar com antecedência e apresentar o material para fiscalização, algo semelhante ao que já acontecia antes do veto.

Participaram do encontro desta segunda representantes de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, e integrantes do Ministério Público, entre outras autoridades ligadas à segurança pública.

A volta desses itens aos estádios é uma antiga reivindicação das uniformizadas. As proibições ocorreram em razão de atos de violência.

FPF e dirigentes de clubes enxergam a liberação com bons olhos. A federação se apoia em pesquisa encomendada por ela que mostrou a aprovação de quase todos os torcedores ouvidos à festa feita pelas organizadas durante os jogos.

Quem é que sobe? Fluminense 0 x 1 Corinthians

Leia o post original por Mauro Beting

O primeiro tempo não foi bom. Como são muitos jogos do BR-17. E foram dos últimos anos do Brasileirão, entre líderes ou não.

O segundo tempo foi melhor entre os jovens e promissores atletas do Fluminense e o absurdo líder do campeonato. Timão que abriu o placar em bela cabeçada de Balbuena e, como no empate contra o Avaí, sofreu mais do que vinha sofrendo. Levou bola na trave, foi ameaçado. Mas, de novo, quando a bola passava pelo sólido sistema defensivo, tinha Cássio. E nada acontece. A não ser mais uma grande vitória corintiana, num clássico fora de casa.

O Corinthians segue impressionando. Abrindo vantagem ampla demais para campeonato tão equilibrado.

 

 

Conselho de Administração do SPFC adota media por transparência

Leia o post original por Perrone

Na avaliação de membros do Conselho de Administração (CA) do São Paulo falta ao clube ser transparente em relação às decisões do órgão. Seus membros assinaram termo de confidencialidade se comprometendo a não comentar sobre o que é decidido pelo grupo.

A insatisfação deu origem à reivindicação de que o clube se manifeste oficialmente sobre os principais temas debatidos pelo CA. Assim, ficou decidido no encontro da última quinta-feira que serão publicados no site oficial tricolor resumos sobre cada reunião. O primeiro material pode ser divulgado já nesta segunda.

A medida, no entanto, não revoga a cláusula de confidencialidade. Os conselheiros mantém o compromisso de não revelarem detalhes das sessões.

Além do pedido por mais transparência, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, ouviu na reunião de quinta solicitação de explicação sobre os motivos que o levaram a aceitar o pagamento de multa rescisória de R$ 5 milhões para Rogério Ceni, técnico estreante.

O presidente deu justificativa semelhante à que já tinha dado em entrevista, afirmando que o ex-goleiro tinha medo de o opositor José Eduardo Mesquita Pimenta vencer a eleição e optar por sua demissão. Por isso pediu a previsão de multa como forma de se proteger.

Waldir Peres

Leia o post original por Mauro Beting

 

 

Eu só torci uma vez por você. E foi maravilhoso. Mesmo que eu preferisse na estreia da Copa de 1982 o ex-goleiro do meu time no seu lugar (o gremista Leão). Você falhou horroroso no primeiro torneio em que estivemos do mesmo lado, no tiro longo de Bal. 1 a 0 para a URSS. Mas o Brasil de Telê virou lindo como jogava aquele time que não ganhou o Mundial, mas conquistou o mundo há 35 anos (veja como no belo documentário de Dudu Magnani na ESPN – “Aos Campeões”).

Você não poderia ter defendido o golaço da Escócia na nova virada por 4 a 1. Não levou gol da Nova Zelândia nos 4 a 0. Nos 3 a 1 na Argentina, outro tiro no ângulo, de Ramón Diaz, e belas defesas garantiram a vantagem do empate contra a Itália, no Sarriá, em 5 de julho… Quando Paolo Rossi cabeceou uma bola sem defesa para abrir o placar. Quando Paolo Rossi fez 2 a 0 em tiro forte da entrada da área. Quando Paolo Rossi aproveitou novo vacilo individual para acabar com um sonho.

Você não tinha o que fazer, Waldir. E eu voltei a nunca mais torcer por você. No São Paulo, América, Guarani, Corinthians, Portuguesa, Santa Cruz, e de volta ao berço na Ponte Preta. Claro que eu era Brasil em 1974, quando você foi o terceiro goleiro do quarto colocado na Alemanha. Eu era Brasil em 1978, quando você foi o reserva de Leão e não perdemos na Argentina, quando acabamos terceiros. Eu torci muito por você naquela excursão na Europa, em 1981. Quando vencemos a Inglaterra pela primeira vez em Wembley, ganhamos da França e da Alemanha, quando você defendeu dois pênaltis do Breitner.

Nunca vi um goleiro como você nos pênaltis. Você não foi o que melhor defendia pênaltis. Mas foi o melhor para azucrinar os batedores. Na decisão do SP-75, contra a Portuguesa, o Dicá refugou na primeira cobrança porque sabia que você se adiantava. Não adiantava tentar bater. Na segunda, você mandou bem e defendeu. Na cobrança do Wilsinho, ele deu uma paradinha e isolou a bola. Coisa e culpa sua. Como você fez ao atazanar o Tatá na cobrança dele, correndo ao lado do centroavante da Lusa quando ele estava buscando a bola. Na hora de bater, você defendeu com os pés no meio do gol e o São Paulo foi campeão estadual.

E seria brasileiro pela primeira vez graças a você. No tempo normal e na prorrogação da final do BR-77, em março de 1978, no Mineirão, você segurou bem o melhor time do campeonato. O Atlético megafavorito. Vice-campeão invicto muito por sua causa.

Getúlio, ex-Galo, bateu o primeiro pênalti que João Leite defendeu. Enquanto o Mineirão festejava, você se posicionava na marca penal, esperando o batedor rival só para tirá-lo do eixo. Arnaldo César Coelho o tirou dali. Pediu para você não adiantar. Não adiantou. Você continuava apoquentando os batedores atleticanos. Toninho Cerezo mandou por cima, no canto esquerdo, onde você pulou.

Chicão, futuro atleticano, escorregou no enlameado gramado quando bateu o dele. João Leite acertou o canto e encaixou a bola. Ziza, cobrador oficial do Galo, mandou alto, à direita. Você acertou o canto. Mas não tinha como. 1 a 0 enfim para o Atlético.

Peres, que não era Waldir, bateu no canto direito, o ótimo João Leite ainda tocou, mas o São Paulo empatou. Alves mandou a bomba no meio do gol, e você preferiu cair à esquerda. 2 a 1 Galo. Antenor encheu o pé e empatou. Joãozinho Paulista mandou por cima a bola que você nem viu, caindo para o outro lado. Aliás, ninguém mais viu. Demorou um tempão para ela voltar para Bezerra marcar o terceiro gol tricolor, no canto esquerdo de João Leite, que quase defendeu.

Na última cobrança da série, o zagueiro alvinegro Márcio. E você enchuriçando o batedor adversário. Passando a mão na cabeça dele, falando bobagem, enervando ainda mais o rival.

8min18s depois do chute de Getúlio, Márcio não só mandou para fora do gol. Mandou por cima. Você foi para o outro lado. Mas, em seguida, todos os são-paulinos foram para o seu lado te abraçar na entrada da área. Na entrada do São Paulo na zona de títulos além de São Paulo. O primeiro dos seis nacionais. E viriam mais três Libertadores (a primeira também nos pênaltis) para o São Paulo a partir de 1992. Mais três Mundiais. Muito mais títulos. Alguns até com goleiros melhores do que Waldir, como Zetti e Rogério.

Mas o primeiro Brasileiro foi do goleiro que nem precisava sujar a roupa para lavar a alma tricolor. Nem precisava pegar os pênaltis para ser temível como foi no Mineirão.

 

Como seria na semifinal do SP-78, quando viu uma bola de Jorge Mendonça bater duas vezes no travessão e não entrar. Assim era Waldir Peres. O goleiro que não me deixou gritar gol na final do SP-73, no Morumbi. Saí do estádio bicampeão brasileiro. Mas frustrado pelo empate sem gols apenas porque Waldir foi o goleiro elástico de sempre. De defesas de muito reflexo. Algumas impossíveis para aquela figura que, à distância, não inspirava tanta confiança.

Mas que, de perto, quem o enfrentou sabe muito bem. E quem foi muito bem defendido por ele sabe ainda melhor. O que sei é que não era fácil escutar o Fiori, o Osmar e o Silvério narrando defesas do Waldir naquelas bolas que não entravam a partir de 1976. Não era fácil ver o Solera, o Silvio Luiz, o Luciano, o Galvão, o Noriega e o Cicarelli narrando tantas defesas e títulos do goleiro do São Paulo. 

Waldir, só torci mesmo por você num maravilhoso sonho de verão europeu em 1982. De 1973 até o final de sua carreira, em 1989, sempre torci contra. E, desde 1976, você foi um dos caras que impediu meu time de ganhar qualquer coisa até você pendurar suas luvas vencedoras.

Fosse só torcedor, não gostaria de você. Sendo jornalista e pesquisador do futebol, só posso admirar você.

Se já dói demais saber de sua partida, imagine a de quem teve a honra de ser defendido por você.

Os adversários costumam saber o tamanho dos rivais. Posso te dizer, Waldir, aqui do outro lado da arquibancada.

Você é gigante.

Qualquer time que começasse com Waldir Peres tinha grandes chances de terminar muito bem.

 

Bruno Henrique! Santos 3 x 0 Bahia. 

Leia o post original por Mauro Beting

O Santos é interessante. Não joga bem, é cornetado além da medula pela própria torcida, e segue invicto na Libertadores. Terceiro colocado no BR-17. E com perspectivas de crescimento em todas as competições. 

Mesmo sem Ricardo Oliveira em grande parte da temporada. Mesmo sem Renato com lesões que não são normais para a carreira irrepreensível. Mesmo sem a dupla titular de zaga desde janeiro. Mesmo sem os dois titulares das laterais. Mesmo sem o agora negociado Thiago Maia. 

Ainda assim fez 3 a 0 contra o Bahia em jogo que o próprio Levir disse ter sido um placar maior do que o merecido. O time de Juninho marcou direitinho. Chegou com perigo à meta do ótimo Vanderlei. Mas não fez o gol que Bruno Henrique aproveitou no rebote de Jean, em posição de eletrônico impedimento. Placar ampliado em belíssimo lance de Lucas Lima no final da primeira etapa. 

Os mais de 36 mil santistas que mais uma vez provaram que o Santos precisa subir mais vezes a serra para dar espetáculo de gente – não necessariamente de futebol. Santistas que têm razão quando exigem mais do Santos. Mas podem celebrar outro bom resultado. E mais uma boa atuação de Vecchio fazendo a de Renato. 

Opinião: torcida do Inter é a que mais tem motivos para se preocupar

Leia o post original por Perrone

O risco do São Paulo de ser rebaixado, o milionário elenco palmeirense que não decola, a irregularidade do também caríssimo time do Flamengo. Todos esses clubes dão dores de cabeça aos seus torcedores, mas nenhum tanto quanto o Internacional. Entre as maiores torcidas do país, a colorada é a que tem o principal motivo de preocupação neste momento na opinião deste blogueiro.

Não só pelo sexto lugar na Série B, fora da zona de acesso à elite, mas pela falta evolução do time e ainda mais por não existir hoje perspectiva de um futuro decente.

Conquistar o título da Segunda Divisão é obrigação por conta a diferença de orçamento entre o Inter e seus adversários. Subir em quarto lugar, por exemplo, pode ser considerado um pequeno vexame. Não voltar ao Brasileirão em 2018 seria um fiasco maior ainda do que a queda.

Porém, mesmo que o Colorado suba, o cenário não é dos mais animadores para o próximo ano. Não se vê no Internacional um planejamento que possa ter continuidade na elite. Guto Ferreira pena para permanecer no cargo hoje e, mesmo que consiga se firmar e reconduzir o time à Série A, parece improvável que a diretoria aposte nele para a próxima temporada. Ou seja, a tendência é que o Inter tem comece do zero no ano que vem, o que representa a expectativa de mais sofrimento. E isso no melhor cenário possível, o de retorno à principal divisão do país.

Faltou aos dirigentes do Inter ousadia. Principalmente no que diz respeito ao comando técnico. Antônio Carlos Zago e Guto Ferreira dificilmente seriam escolhidos para treinar o time se o clube estive na Série A. Um treinador de ponta provavelmente teria feito a diferença.

Em termos comparativos, o Corinthians contratou Mano Menezes, que poderia comandado um clube de ponta na Série A, para jogar a Segundona de 2008. Foi campeão da Série B sem sustos e vice-campeão da Copa do Brasil. No ano seguinte,  ganhou a principal competição nacional disputada no sistema de mata-mata. O alvinegro pensou não só em subir, mas em retomar a trajetória condizente com sua tradição.

Por sua vez, o Inter parece ter se preparado para fazer o mínimo. E até aqui nem isso tem feito. O clube ficou estagnado. Não basta subir. É preciso voltar com força para disputar títulos de expressão na volta à elite. A falta dessa perspectiva de rápida retomada de crescimento é o que mais deve preocupar os colorados hoje.

Na base do abafa. Flamengo 2 x 1 Coritiba.

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Valeu pelos três pontos. Com certeza, o torcedor que foi a Ilha do Urubu ou assistiu a partida pela televisão não gostou da performance da equipe. Escalada num 4-4-2 pelo pressionado Zé Ricardo, o Flamengo contou com Rômulo e Arão centralizados. Berrío na direita. Geuvânio na esquerda. Everton Ribeiro com liberdade para armar o time e encostar em Guerrero no comando do ataque.

O primeiro gol, marcado por Berrío logo aos sete minutos de jogo deu a impressão que seria fácil. Não foi. O time carioca deu a bola para o Coritiba. Passou a atuar de forma mais reativa. Se fechou atrás e buscou explorar os contragolpes. Não sofreu na defesa como vinha acontecendo nas últimas rodadas. E ainda criou pelo duas boas oportunidades de ampliar a vantagem.

O Coxa voltou com Neto Berola na vaga de Alan Santos. E empatou com menos de um minuto. Tomas Bastos deu ótimo passe nas costas dos pesados zagueiros Rubro-Negros. Henrique Almeida aproveitou-se da lentidão da zaga e marcou. É o quarto gol seguido que leva o Fla da mesma fora.

Mais organizada, a equipe paranaense foi melhor coletivamente. Incomodou com a velocidade de seus atacantes. Zé Ricardo mostrou uma certa dose de desespero. Começou a empilhar jogadores de meio para frente. Vinícius Júnior, Felipe Vizeu e Lucas Paquetá entraram nos lugares de Berrío, Geuvânio e Rômulo.

O time ia a frente de qualquer forma. Cruzava inúmeras bolas sobre a área. Numa delas, Juan mandou uma cabeçada no travessão de Wilson. Mas dava espaços perigosos ao adversário. Estivesse o Coritiba numa melhor fase ou se contasse com atletas mais qualificados a coisa poderia ter ficado feia. De tanto insistir, Vinícius Júnior, que até então errara tudo, sofreu pênalti bobo de Márcio já nos acréscimos. Everton Ribeiro cobrou com categoria e deu a vitória aos donos da casa.

O Flamengo venceu porque tem um time melhor individualmente. E também porque apesar de todas as dificuldades nunca desistiu. Mesmo que só cruzando bolas. O coletivo ainda é muito pobre. E quando isso acontece, só mesmo o talento individual pode salvar. Porém, é preciso jogar muito mais. E logo.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 

Na base do abafa. Flamengo 2 x 1 Coritiba.

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Valeu pelos três pontos. Com certeza, o torcedor que foi a Ilha do Urubu ou assistiu a partida pela televisão não gostou da performance da equipe. Escalada num 4-4-2 pelo pressionado Zé Ricardo, o Flamengo contou com Rômulo e Arão centralizados. Berrío na direita. Geuvânio na esquerda. Everton Ribeiro com liberdade para armar o time e encostar em Guerrero no comando do ataque.

O primeiro gol, marcado por Berrío logo aos sete minutos de jogo deu a impressão que seria fácil. Não foi. O time carioca deu a bola para o Coritiba. Passou a atuar de forma mais reativa. Se fechou atrás e buscou explorar os contragolpes. Não sofreu na defesa como vinha acontecendo nas últimas rodadas. E ainda criou pelo duas boas oportunidades de ampliar a vantagem.

O Coxa voltou com Neto Berola na vaga de Alan Santos. E empatou com menos de um minuto. Tomas Bastos deu ótimo passe nas costas dos pesados zagueiros Rubro-Negros. Henrique Almeida aproveitou-se da lentidão da zaga e marcou. É o quarto gol seguido que leva o Fla da mesma fora.

Mais organizada, a equipe paranaense foi melhor coletivamente. Incomodou com a velocidade de seus atacantes. Zé Ricardo mostrou uma certa dose de desespero. Começou a empilhar jogadores de meio para frente. Vinícius Júnior, Felipe Vizeu e Lucas Paquetá entraram nos lugares de Berrío, Geuvânio e Rômulo.

O time ia a frente de qualquer forma. Cruzava inúmeras bolas sobre a área. Numa delas, Juan mandou uma cabeçada no travessão de Wilson. Mas dava espaços perigosos ao adversário. Estivesse o Coritiba numa melhor fase ou se contasse com atletas mais qualificados a coisa poderia ter ficado feia. De tanto insistir, Vinícius Júnior, que até então errara tudo, sofreu pênalti bobo de Márcio já nos acréscimos. Everton Ribeiro cobrou com categoria e deu a vitória aos donos da casa.

O Flamengo venceu porque tem um time melhor individualmente. E também porque apesar de todas as dificuldades nunca desistiu. Mesmo que só cruzando bolas. O coletivo ainda é muito pobre. E quando isso acontece, só mesmo o talento individual pode salvar. Porém, é preciso jogar muito mais. E logo.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 

Desempenho do Corinthians e sonho com seleção fizeram Pablo reduzir pedida

Leia o post original por Perrone

Ao acertar sua renovação com o Corinthians até dezembro de 2021, Pablo aceitou bem menos do que seu empresário, Fernando César, havia pedido. O bom desempenho do líder do Brasileirão e a esperança de conquistar uma vaga na seleção brasileira fizeram com que o jogador se contentasse com a proposta alvinegra. O acordo foi feito nesta quinta, um dia antes do anúncio de que ele ficará parado seis semanas por causa de uma lesão, e só vai ser assinado se os corintianos chegarem a um acordo com o Bordeaux pela compra dos direitos do atleta.

Desde o início das negociações, o empresário do beque, disse que a pedida seria a mesma que ele fez quando Pablo chegou por empréstimo até dezembro. Ele havia sugerido que as quantias de salário e luvas ficassem prevista em contrato para o caso de Pablo ter seus direitos comprados. Porém, a diretoria corintiana se recusou a deixar os valores ajustados. Quando a negociação recomeçou, de cara o clube avisou que não poderia atender ao pedido, pois estouraria seu teto salarial.

A avaliação de Pablo e de seu agente, então, foi de que seria difícil encontrar um clube agora que lhe desse maior visibilidade que o Corinthians em termos de seleção brasileira. O fato de a campanha do primeiro colocado no Campeonato Nacional ter a segurança defensiva como um de seus pontos principais valoriza o trabalho do zagueiro. Ir para Europa na atual janela de transferências ou até para um clube de qualquer país no ano que vem poderia exigir tempo de adaptação e talvez prejudicasse o sonho de disputar a copa de 2018. Esse foi o pensamento.

Além disso, pesou também o fato de o jogador se sentir feliz e em casa no Corinthians.

As duas partes não falam em cifras, mas confirmam a redução significativa em relação ao primeiro pedido do representante do jogador.

Para a diretoria, o trato foi uma vitória por conseguir a permanência do zagueiro sem afetar seu plano financeiro. O principal objetivo dos cartolas neste momento é não perder jogadores durante a disputa do Brasileiro. Caso o Bordeaux recebesse uma oferta de 3 milhões de euros, o clube brasileiro teria que pagar essa quantia imediatamente para evitar a saída de Pablo. Agora, tentará um parcelamento. Na próxima semana deve enviar um dirigente para negociar na França.

 

Marcão do povo e os que defendem sem precisar atacar 

Leia o post original por Mauro Beting

Marcão, você lembra dessa foto. Faz pouco mais de 5 anos, na casa do Cafu. Quando eu tirei, disse pra vocês: “os dois caras que melhor me defenderam na vida”. Menos de cinco meses depois o meu Babbo partiu. Sobrou pra você, Marcão! Segura mais uma aí! A nossa sorte é que quem cuida do seu coração (além da Sonia e dos seus) é quem cuida do meu também (além da Sil e dos meus). É o doutor Cesar Jardim. Craque. Indicado por outro craque, o Rubens Sampaio. Por mera coincidência, todos doutores palestrinos. 

Na véspera da sua operação eu passei consulta com o doutor César. Horas antes do jogo com o Flamengo. Quando o Jailsão da Massa jogou como e pelo Prass. Como você. Tô sabendo que você fica zoando o Jailson por causa de uns títulos a mais do que ele que você conquistou… Mas aí o anjo negro da nossa guarda manda pra você: – E você já ganhou um Brasileiro invicto?
É, Marcão… Ponto pro Jailsão da Massa. Mais um digno herdeiro de suas mãos. Ou melhor: do seu coração. Ele é verde. Doutor, eu não engano, seu coração é palmeirense. 

Por isso sofre quando ganha, quando não ganha. Por isso quase teve de trocar a válvula. Mas não precisou. O doutor sabe o que faz. E, se precisasse trocar alguma coisa, tinha mais gente para te dar um outro coração do que aqueles mais de 8 mil que foram pegar seu autógrafo no lançamento do nosso livro, lá em 2012. 

Não eram só irmãos de credo e de cor na última vez que meu pai saiu de casa sem ser para o trabalho. Eram fãs da pessoa mais que do goleiro do rival. O que tinha de não-palmeirense que ficou dez horas na fila por um autógrafo seu era absurdo. Do tamanho da corrente de gente que reza para você, vagabundo, sair daqui uma semana e voltar pra continuar trabalhando duro para não fazer merecidamente nada. 

Sorte nossa que temos o doutor César para tratar dos nossos corações tão bem cuidados por nossas famílias. Sorte nossa que há 25 anos chegou ao Palestra um cara que tem no peito tudo aquilo que não se troca.

Outra coisa: 

Qualquer coisa hoje atrita rubro-negros e alviverdes. Irrita e futrica. 

Pênaltis não marcados e discutíveis. Faltas que aconteceram e juiz deixou rolar. Muitos amarelos mostrados. Arranhões mostrados até demais. 
Choros e cheiros. Mimimis e memes de todos os lados. 

A graça da rivalidade às vezes perde a graça por procurar tanta desgraça. 

Segue o jogo, amigos. 

Lembrem a Copa União de 1988. Quando o Zetti quebrou a perna num choque com o Bebeto. No lance seguinte o atacante rubro-negro empatou, vencendo o goleiro-centroavante Gaúcho que teve de ir para a meta do Palmeiras. 

Na disputa dos pênaltis regulamentares de um campeonato que impedia empates, Gaúcho defendeu um pênalti

do Zinho e outro do Aldair. Titulares tetracampeões do mundo seis anos depois. 

Zinho bicampeão do Brasil pelo próprio Palmeiras em 1993 e 1994. Campeão do Brasil em 1992 pelo Flamengo ao lado do mesmo Gaúcho que defendeu o tiro penal dele em 1988.  

A rivalidade é maravilhosa. Move a gente pra frente. Mas o ídolo de hoje pode ser o rival de amanhã. O adversário de ontem pode ser o nosso craque de amanhã. 

Respeitar um pouco mais a história e as pessoas é melhor do que ganhar no grito ou se perder no choro. 

O Zinho que tanto torcemos contra Gaúcho em 1988 é o pé direito que abriu a contagem em 12 de junho de 1993. O Gaúcho que tanto torcemos pela mão em 1988 é o mesmo que foi campeão rubro-negro em 1992. Trocando os pés pelas mãos. Trocando de camisa como quem troca de camisa. 

Vamos desarmar espíritos, profissionais da bola e amadores do futebol.