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Para conselheiros do São Paulo, Ceni é o menos culpado por má fase

Leia o post original por Perrone

Rogério Ceni não é o principal culpado pelos maus resultados do São Paulo. Uma série de fatores atrapalha o trabalho do treinador, por isso demiti-lo agora seria uma injustiça. Esse é o pensamento da maioria dos conselheiros do São Paulo. Essa forma de pensar evita a pressão interna na diretoria para demitir o técnico.

A maior parte dos membros do conselho entende que existem falhas estruturais que precisam ser resolvidas para melhorar as condições de atuação do ex-goleiro. A troca do preparador físico José Mário Campeiz é uma delas. Desde maio há pressão por sua demissão.

Os conselheiros também abraçam a tese defendida por Vinícius Pinotti em reunião com eles na última segunda de que existem jogadores descompromissados com o time e que quem não se enquadrar deverá deixar o Morumbi.

Outro argumento é de que as recentes vendas e contratações de jogadores também dificultaram a missão de Ceni. A aposta é de que quando os reforços se entrosarem com o restante do time o rendimento irá melhorar.

Com o apoio da maioria do conselho, Rogério garante o tripé fundamental para sua manutenção no cargo. Ele tem também o apoio público da diretoria e da principal organizada são-paulina, a Independente.

 

 

Eu torço. Portuguesa Red Bull. 

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE FLÁVIO GOMES

O Red Bull, a exemplo da Portuguesa, caiu fora na primeira fase da Série D. Vejo um desperdício de tudo na existência paralela desses dois clubes.
A Red Bull, ao contrário do que fez em outros países (como Alemanha/Leipzig e Áustria/Salzburg), no Brasil resolveu encarar o futebol sozinha.
Hoje, tem uma estrutura fantástica, investimentos e gestão exemplar. Mas ninguém dá muita bola, encara esse clube não como “time-empresa”, mas como “time de empresa”, algo que para o brasileiro ainda é um tabu. Com isso, joga sem torcida para estádios vazios e não desperta admiração, nem simpatia de ninguém.
A Portuguesa, por sua vez, tem história, torcida, mídia, simpatia, zero de rejeição. Basta ver a comoção quando foi rebaixada injustamente para a Série B em 2013 e novamente agora, com todo mundo triste de acompanhar sua queda livre. E por “todo mundo” entenda-se não só a torcida da Lusa, mas as de todos os times de São Paulo e até do Brasil.
Uma fusão Red Bull-Portuguesa seria ótima para todos. O futebol passaria a ser administrado APENAS pela Red Bull e a Portuguesa entraria com seu nome, sua história, seu patrimônio, sua torcida. Tem um estádio muito bem localizado, que com uma ligeira reforma se transformaria numa “Red Bull Arena” facilmente.
Creio que está mais do que na hora de dirigentes das duas entidades se encontrarem para conversar. #PortuguesaRedBull seria uma fusão que daria certo. Muito certo. E a mídia (falo isso porque estou nela) daria 100% de apoio e festejaria o renascimento de uma das entidades esportivas mais queridas do Brasil, com o apoio de uma marca que conseguiria angariar ainda mais simpatia do que já tem. Com a vantagem de chamar a atenção para o futebol de uma molecada que hoje nem tem time para torcer, porque não curte esse “mainstream” dos chamados grandes que, a cada dia que passa, mais se afastam de suas origens.
Pensem nisso, Red Bull e Portuguesa. O bonde da história de ambos pode estar passando sem que vocês se deem conta. No que diz respeito à Lusa, nada de coitadismo. Ninguém precisa ficar com pena dela, e sua torcida, agora, olha para a frente e para o futuro. O verdadeiro torcedor da Portuguesa quer que seu futebol saia das mãos da velharada que a levou para o precipício. Vejam o que aconteceu especialmente em Leipzig. Perguntem se alguém lá ficou chateado.
Eu, se fosse a Red Bull, pensaria muito sério nessa possibilidade. Para não falar do potencial de venda das latinhas nas 6 mil padarias de São Paulo/Grande São Paulo, 80% delas nas mãos de portugueses e descendentes.

ESCREVEU FLÁVIO GOMES

Justiça exime Corinthians de pagar por celular furtado na arena

Leia o post original por Perrone

Em decisão publicada nesta terça no diário oficial de São Paulo, a Justiça eximiu o Corinthians de indenizar um homem que disse ter tido seu celular furtado na arena do clube. O resultado foi em primeira instância e cabe recurso.

Márcio Carvalho Atienza entrou com ação no valor de R$ 5 mil em outubro do ano passado alegando que percebeu a subtração de seu Iphone 6 de seu bolso enquanto estava dentro do estádio corintiano. Ele entendia que o clube tinha a obrigação de cobrir o prejuízo, mas a juíza Marina San Juan Melo, do Juizado Especial Cível, julgou o pedido improcedente.

Ela afirma que em nenhum momento o Corinthians assumiu o dever de guarda do telefone ou dos pertences do autor da ação, por isso não pode ser responsabilizado. Também declara que o fato de existirem câmeras de vigilância na arena não pressupõe a obrigação do clube de zelar pelos bens dos frequentadores.

O imbatível Corinthians

Leia o post original por Michelle Giannella

(Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians)

10ª rodada do Brasileirão invicto.

Um time que começou o ano desacreditado e chamado de quarta força.

O Timão do novato Carille segue imbatível no Campeonato Brasileiro.

No primeiro dos principais embates do ano contra o Grêmio, o Corinthians se mostrou uma equipe organizada e fria para aguentar a pressão da Arena do Grêmio e do forte time gaúcho.

Cássio brilhou contra o melhor jogador do Campeonato Brasileiro até agora pegando o pênalti de Luan, além disso fez excelentes defesas na partida mostrando que está em excelente forma.

Jádson deu o nome fazendo o golaço da vitória corintiana. E precisamos ressaltar ainda Paulo Roberto pelos lances espetaculares do atleta durante o jogo que culminaram com a vitória corintiana.

Um jogaço de tirar o chapéu para a forte equipe alvinegra.

 

 

Corinthians se defende sem desarmar. Apenas se posicionando e se antecipando. 

Leia o post original por Mauro Beting

O Corinthians não desarma. Ele se antecipa, ele intercepta. Ou melhor: ele se posiciona. 
O Timão tem sido o melhor time do campeonato. Disparado. Muito organizado defensivamente. Mas não apenas isso. Quando tem a bola, tem sabido o que fazer com ela mais do que o esperado. Trabalha bem. Aproxima os atletas. Joga apoiado. Ajuda e se ajuda. 

Mas o melhor dele é o jogo coordenado defensivamente. Vem de Mano a partir de 2008 e até agosto de 2010. Passa por Tite do final de 2010 até dezembro de 2013. Um 2014 discreto com o próprio Mano. Um enorme 2015 com Tite até mais uma troca por conta da CBF, em junho de 2016. E voltou com tudo com Carille, em janeiro de 2017. Ex-auxiliar de Mano a partir de 2009, e por todo esse período. 

Carille em pouco tempo armou duas linhas muito próximas de quatro na marcação sem a bola. Com dois atacantes ajudando no combate ao rival. Todos muito próximos e compactos. Sem dar espaços entre essas linhas. Com invejável disposição tática e física de todos. Como se fossem 11 Romeros marcando, 11 Jadsons armando, e 11 Jôs em clássicos finalizando. 
Mas impressiona mesmo é a organização sem a bola. O trabalho para recuperá-la. Ou defender a meta. Ainda mais se comparado ao despedaçado e bagunçado Corinthians que, no BR-16, teve Tite, Cristóvão, Carille e Oswaldo. Um time que, ainda assim, teve o quarto melhor índice de desarmes do campeonato – 19 em média por partida, segundo o Footstats. Acredite: um desarme a mais que o líder de 2017, que hoje tem apenas o 12º desempenho em 20 clubes…
Qual o segredo da eficiência? A capacidade de concentração que leva ao bote correto. À interceptação precisa. Nisso o Corinthians é líder, com 6 por partida. Repetindo o retrospecto do campeão de 2016. O Palmeiras de Cuca tinha as mesmas seis bolas recuperadas por jogo. Muitas delas à frente. Com todo o time. Pela capacidade de concentração. A tal “intensidade” tantas vezes falada, nem sempre vista. 

Embora com filosofias distintas, Carille e Cuca mostram que defender não é só desarmar. Também é ocupar espaços. Maior mérito do Timão de 2017. Time que é 14º apenas em faltas cometidas. 
Uma equipe que comete poucas faltas e não desarma tanto. Mas sabe como se antecipar e se precaver. 

Após agradar torcida, Leco vê organizada contra ele e a favor de Ceni

Leia o post original por Perrone

Ao acertar a contratação de Rogério Ceni como técnico, a diretoria do São Paulo fez uma opção arriscada, pois apostou num novato. A única certeza era de que a medida teria apoio da maior parte da torcida, algo ainda mais importante em período eleitoral.

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, foi eleito, negando que a escolha por Ceni tenha tido cunho eleitoral.

Hoje, o presidente sente na pele o efeito de sua opção. A Independente, principal organizada são-paulina, apoia o treinador e detona o presidente. No twitter, ela usa os slogans “fechado com o mito” e “fora Leco”.

A situação é incomum. No lugar de pedir a queda do treinador do time, que se aproxima da zona de rebaixamento, a torcida pede a renúncia do presidente.

Leco ficou numa posição difícil. Se trocar de treinador agora será massacrado pela uniformizada, o que certamente terá reflexos na política interna.

Assim, o dirigente que adotou outras  medidas simpáticas à torcida, como as contratações de Lugano e Maicon, vê sua estratégia se voltar contra ele.

Sem brilho. Bahia 0 x 1 Flamengo.

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Na entrevista coletiva após o jogo Zé Ricardo reconheceu que a performance foi muito abaixo do que se esperava. E foi pragmático ao arrematar. O que valeu foram os três pontos. Perfeita leitura do que aconteceu na Arena Fonte Nova.

Os dois times entraram em campo num misto de 4-2-3-1 e 4-1-4-1. Evidentemente, a qualidade técnica do Rubro-Negro era superior. Ou ao menos deveria ser. Everton Ribeiro, jogando aberto pela direita, errou praticamente tudo que tentou. Inclusive a finalização que acabou resultando no gol de Berrío. Ao menos tem a desculpa de estar sem ritmo de jogo. Arão e Diego também estiveram muito mal. Guerrero brigou, lutou, mas novamente cometeu mais faltas do que boas jogadas. Thiago quase falhou em um lance capital e algumas saídas. Matheus Sávio era nulo pelo lado esquerdo. De positivo, a ótima atuação do zagueiro Rhodolfo.

Pelo lado do Bahia, a equipe era superior no início. Com Allione pela direita e Zé Rafael pela esquerda, o time levava perigo e criava as melhores chances. Aos 29 minutos, Lucas Fonseca foi justamente expulso. Jorginho rearrumou a equipe no 4-4-1. E mesmo em desvantagem numérica seguiu aproveitando os inúmeros erros do Flamengo e sendo mais perigoso. Entrou na zona do rebaixamento. Porém, não creio que continue lá por muito mais tempo.

O gol Rubro-Negro nasceu por acaso, num lance fortuito. Com um a zero a favor, Zé Ricardo tratou de fechar a casinha com a entrada de Cuellar na vaga de Everton Ribeiro. E mesmo assim sofreu. Sofreu porque errou de mais. E sofreu porque cometeu inúmeras faltas perto da sua própria área. Dando ao Bahia a chance de tentar um abafa na bola parada. Por sorte, nada aconteceu.

O Flamengo chega ao G-4 até antes do que se imaginava. Vai se recuperando lentamente. Contudo, o nível das atuações precisa melhorar. Urgentemente. Não será todo dia que a equipe irá jogar tão mal e cometer tantos erros e sair impune. Com três pontos na bagagem. E uma sensação de alívio na cabeça.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 

Pra Guerra. Ponte Preta 1 x 2 Palmeiras. 

Leia o post original por Mauro Beting

Cuca tem tido mais trabalho do que eu imaginava para remontar o Palmeiras competitivo e forte como os investimentos desde 2015. Ele já esperava as dificuldades pelo grupo diferente que tem em mãos. 
Mas, bem aos pouquinhos, como Cuca fala e gosta de fazer, começa a ter os resultados que não tinha, ainda que nem sempre com os desempenhos possíveis. Em Campinas, onde não vencia desde 2013, e sem Jean, Dracena, Egídio (ou seria Zé Roberto ou mesmo Juninho?), Felipe Melo, Moisés e Dudu (desde o início), conseguiu ótima vitória. Muito pelo futebol de Guerra e pelo espírito dele. 
Gols bem trabalhados, alguns bons lances de ataque, e ainda sustos naturais para um time desentrosado, sem muito tempo para treino, e estreando (bem) um volante de 17 anos como Gabriel Furtado. 
Um quarto lugar ao final das contas da rodada é bom. Mas, como este Palmeiras, ainda tem como e onde melhorar.  

Vitoria de c… Grêmio 0 x 1 Corinthians.

Leia o post original por Mauro Beting

Paulo Roberto saiu a dribles na Arena gremista como se fosse Ronaldinho e quase fez o gol do grande líder invicto do BR-17, no primeiro tempo. Na segunda etapa, o primeiro volante alvinegro que substiuiu Gabriel avançou pela esquerda como se fosse um atacante e deu para Jadson concluir entre as pernas de Marcelo Grohe como se fosse Jô. 

Esses dois lances explicam muito a excelência do Corinthians. E de qualquer equipe que pinta como c… Enfrenta o vice-líder, na casa dele, faz o que o reserva Paulo Roberto fez (e tem feito), e ainda assim sofre pouco diante do time do melhor jogador do campeonato. Luan. Justamente quem bateu o pênalti tolo cometido por Marquinhos Gabriel em Geromel. Luan que não bateu bem. Mas o mérito é maior de Cássio. Outro que calou críticas e desconfianças na bola, não pela boca. 

Como esse Corinthians do Carille. Time que não só ganha de 1 a 0. Quando joga bem, faz muitos gols. Quando não joga tão bem, ganha do mesmo jeito. E como superou o Tricolor gaúcho. Depois do gol de Jadson, por mais que o Grêmio tenha chegado mais vezes, sempre passou a impressão de que o Corinthians não entregaria os pontos.  Nem mesmo no pênalti. 

Equipe muito bem armada. Com 11 Romeros se ajudando. E 11 Jô finalizando. E milhões de fiéis cada vez mais acreditando num time do Car… Com uma vitória de ca… contra um grande rival. Grêmio que vem jogando muito bem. Mas só isso não tem bastado contra o líder invicto. 

Descolorido. São Paulo 1 x 1 Fluminense. 

Leia o post original por Mauro Beting

Jucilei marcou aos 6 minutos o primeiro gol paulista, em lance irregular pela posição adiantada de Rodrigo Caio, que atacou a bola na falta cruzada da direita. Uma semana antes, aos 7, Cazares havia aberto a contagem para o Galo, na derrota tricolor por 2 a 1. Muda muito a marcha da contagem e o andar da carruagem. Mas o São Paulo desta vez jogou menos. Deu a bola e o campo ao Tricolor carioca, que atacou melhor pela esquerda, com a boa dupla Leo e Richarlison em cima de Araruna, que voltou sem ritmo à lateral direita. 
O Fluminense só não empatou no primeiro tempo pela série impressionante de defesas de Renan Ribeiro. O mesmo que chegaria tarde na bela pancada do ótimo Wendel, aos 5 da segunda etapa. Fazendo justiça ao time que melhor e mais buscou o ataque. Mas que depois parou quando o próprio Wendel saiu, dando mais espaço ao dono da casa. Mas não do placar. Por mais que o São Paulo criasse, ainda devia bola e poder de fogo. Finalizou 15 vezes, pelas contas do Footstats. Não é pouco. Mas só três delas no alvo – diferentemente do Flu, que mandou sete das oito conclusões na meta bem defendida por Renan. O São Paulo precisa finalizar 13 vezes para marcar um gol. É o 15º no aproveitamento no BR-17. É muito pouco. 
O São Paulo jogou menos do que nas derrotas contra os Atléticos. Mas desta vez fez o ponto que não conseguiu antes. Merece a análise criteriosa do desempenho e do resultado. Tem atuado melhor. Mas não tem sido suficiente. 
Não fosse Rogério o treinador, já seria ainda mais questionado. No mínimo. Como, do lado carioca, a capacidade e carisma de Abelão garantem um sono mais tranquilo nas Laranjeiras.