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O que poderia ter sido. Flamengo 3 x 0 Corinthians.

Leia o post original por Mauro Beting

O Flamengo jogou o que fez no primeiro tempo na Ilha por ausência de foco e Fagner, Arana, Jadson, Rodriguinho e Cleyson na equipe rival ou por ser mais um time no Brasil corintiano que não se pode confiar?

O Flamengo fez bonito no primeiro tempo. Golaço de Mancuello, pênalti vem convertido por Diego, e belo gol de Vizeu instantes depois em que ele e Rhodolfo poderiam ter sido expulsos de bobeira em discussão juvenil em posicionamento de escanteio. E já estava 2 a 0 a favor em jogo quase amistoso. Ou pouco amistoso pela treta entre companheiros.

O dedo, aquele, em riste do atacante para o zagueiro na celebração já é cena antológica. #CenasLamentáveis. Claro que é. Mas para guardar em memes.

O jogo, pelo segundo tempo, pode ser esquecido. A atuação rubro-negra, na primeira etapa, para guardar com carinho. Mote para a Sul-Americana ainda possível.

Como era para ser um 2017 muito melhor na Gávea, no Ninho, no Maracanã, em quase todo lugar. Elenco desse, folha de pagamento daquela, casa arrumada e estruturada, não era para jogar tão pouco. E ainda conquistar tão pouco pelo investimento.

Diferente do rival vencido. Aliás, só o Flamengo não foi ao menos uma vez batido pelo Corinthians no BR-17. Exemplo de superação e trabalho em campo e no banco de reservas, na infra-estrutura de primeira, na manutenção de uma filosofia de jogo desde 2008. Mas com dívidas impagáveis a curto prazo e investimentos limitados, mas bem feitos. O melhor dos mundos teria a capacidade de investimento do Flamengo com o desempenho do Corinthians. Mas não se engane. Não foi Brasileiro do tostão x milhão.

Opinião: times precisam agir sobre acusações contra Globo e cartolas da CBF

Leia o post original por Perrone

As recentes denúncias de propinas pagas por emissoras de TV para adquirir direitos de transmissão de jogos na América do Sul deixam claro que os clubes brasileiros estão entre os principais prejudicados. Isso se as acusações forem comprovadas.

Se cartolas de entidades nacionais e da Conmebol receberam suborno na venda de direitos da Libertadores, por exemplo, obviamente, os times perderam dinheiro. Eles sempre reclamaram de cotas baixas na competição continental. O dinheiro que deveria ir para os clubes, teria abastecido contas pessoais de corruptos.

Nesse cenário, dirigentes demoram para agir no sentindo de resguardar os direitos de suas agremiações. Na opinião deste blogueiro, representantes dos clubes brasileiros deveriam primeiro se apresentar à Justiça dos Estados Unidos como parte interessada no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas, no qual acusações têm se tornado públicas.

Domesticamente, eles precisam solicitar à cúpula da Globo detalhes da investigação interna que a empresa afirma ter feito para apurar supostas irregularidades com resultado negativo.

Em outra esfera, deveriam cobrar explicações da CBF e pessoalmente de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e um dos suspeitos.

Também é necessário cobrar Marcelo Campos Pinto, ex-executivo da Globo, tratado como parceiro pelos dirigentes de clubes nacionais, e que estaria envolvido no esquema.

O ex-diretor da Globo Esportes foi acusado por Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, de participar de reunião na Argentina com Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas. A emissora, assim como a CBF, Marin e Del Nero, nega ter cometido irregularidades.

Tais medidas seriam preparatórias para uma eventual ação dos clubes para serem ressarcidos, no caso de comprovadas as irregularidades e prejuízos decorrentes dela. Também seriam uma demonstração pública de que as agremiações repudiam tais atos. Porém, por enquanto, nenhum sinal público de indignação foi dado por pare dos cartolas.

Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF

Leia o post original por Perrone

Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Sem receber propostas, Lucca vê indefinição do Corinthians

Leia o post original por Perrone

O Corinthians quer um atacante para se reforçar na próxima temporada. Mesmo assim, não existe certeza no clube em relação ao aproveitamento de Lucca, emprestado até dezembro para a Ponte Preta.

De acordo com a diretoria, a palavra final sobre todos os jogadores que voltarão de empréstimo será de Fábio Carille, mas o treinador não quer pensar nisso agora, antes de o Brasileirão acabar, mesmo com o título já conquistado pelo alvinegro.

Pelo menos parte da direção entende que a melhor opção é negociar o atacante, autor de 11 gols pela Ponte no Nacional. Porém, até agora nenhuma proposta apareceu para ele. Assim, Lucca vive uma indefinição sobre sua próxima temporada, apesar do bom desempenho.

Na janela europeia no meio do ano, o Nantes, da França, acenou com  cerca de US$ 3 milhões pelo jogador, mas a direção alvinegra achou pouco. O clube do Parque São Jorge tem 60% dos direitos econômicos do atleta.

Ingresso em nome de candidato a vice do Corinthians é revendido na arena

Leia o post original por Perrone

Nesta quinta, o blog ouviu o relato de um torcedor corintiano que afirma ter comprado ingresso para o jogo com o Fluminense de um homem que se dizia conselheiro e candidato a vice-presidente do Corinthians. Para comprovar sua versão, enviou fotografia da entrada. Nela aparece o nome de Augusto Melo. É como se chama o postulante à  vice-presidência pela chapa do opositor Antonio Roque Citadini.

O preço de face registrado no tíquete é de R$ 125, mas o torcedor conta que o vendedor cobrou R$ 100. Ou seja, agiu de maneira diferente da prática adotada por cambistas que aumentam o preço em relação à comercialização oficial. A venda, de acordo com o relato, foi feita perto do portão de acesso de um dos setores da arena e pouco antes de a bola começar a rolar.

O bilhete é de meia-entrada do setor oeste inferior. No espaço destinado à identificação do cliente está escrito: “Augusto Melo – Conselho”.

Indagado pelo blog, o candidato a vice-presidente negou que tivesse revendido para um desconhecido entrada para o jogo em que o Corinthians confirmou a conquista do título brasileiro. “Comprei dois ingressos dentro da cota que cada conselheiro pode comprar, por R$ 125. Repassei para dois amigos pelo mesmo preço. Talvez um deles não tenha ido e decidiu vender o ingresso. Não vejo problema. Se ele vendeu abaixo do preço de bilheteria, pra mim tá ótimo. Não agiu como cambista”, disse Melo.

Abaixo, veja a fotografia do bilhete.

 

Foto: Arquivo pessoal

 

Um quase livre. Outro cada vez mais ameaçado. Coritiba 1 x 0 Flamengo.

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Tina tudo para ser um ótimo jogo. Afinal, mesmo que com objetivos completamente diferentes as duas equipes necessitavam demais de uma vitória. Taticamente, ambos os times entraram espelhados num 4-2-3-1. Com a posse da bola os donos da casa foram menos “engessados” e transformavam Alan Santos num quarto homem para apoiar Tiago Real na construção ofensiva, passando para um 4-1-4-1.

O Flamengo começou melhor. Com duas boas chegadas. Porém, logo aos oito minutos, Carleto cobrou uma falta da intermediária. Cléber Reis subiu mais que Juan (mesmo que com as duas mãos nas costas do zagueiro Rubro-Negro, lance que acabou gerando muita reclamação. Eu não marcaria a falta) e testou. A bola ainda bateu na cabeça de Juan e matou Diego Alves.

Com a vantagem, o Coxa praticamente abdicou do jogo. Se fechou todo atrás da linha da bola e deu a redonda ao time carioca. Os visitantes ficaram muito mais tempo com ela nos pés. No entanto, a rigor, só criaram uma chance. Aos 17, depois de uma forte pressão, Éverton bateu. Wilson soltou nos pés de Lucas Paquetá que, da pequena ´rea, com goleiro caído, conseguiu perder. Incrível o lance. E digno da camisa do Inacreditável Futebol Clube. Aos 25, a equipe ainda perdeu Éverton, que deixou o campo sentindo uma lesão muscular. Felipe Vizeu veio para o jogo. Paquetá passou a ocupar o lado esquerdo do ataque.

O panorama não se alterou na etapa complementar. O Mengo tinha a bola. Pressionava. Mas finalizava pouco e cruzava muitas bolas altas. Consagrando assim o zagueiro Cléber Reis, o melhor em campo. Os treinadores resolveram então mexer. Marcelo Oliveira tirou Henrique Almeida, Rildo e Dodô. Colocou Kléber, Geterson (para ajudar Carleto na marcação pelo lado esquerdo da defesa) e Matheus Galdezani. Rueda sacou Márcio Araújo e Diego e pôs Vinícius Júnior na esquerda e Geuvânio na direita. Centralizou Éverton Ribeiro. E recuou Lucas Paquetá para pensar o jogo por trás ( a terceira posição que o garoto atuou em 90 minutos). Não funcionou. Só aos 48 o Fla ameaçou numa cobrança de falta de Paquetá que raspou o travessão de Wilson

No fim, o Coritiba venceu e praticamente se livra do fantasma do rebaixamento. Mostrou muita vontade e se defendeu com afinco. Já o Flamengo mostrou mais uma vez o pouco repertório ofensivo que vem preocupando seu torcedor. Tem a bola. Mas não acha soluções. E fica cada vez mais ameaçado de não conseguir a vaga para a Libertadores via campeonato nacional. Com o investimento feito seria o maior mico do ano futebolístico sem sombra de dúvidas.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise do jogo de Gustavo Roman

Forma de pagamento é o que falta para Pablo renovar

Leia o post original por Perrone

Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Pablo aceitou a quantia oferecida pelo Corinthians para renovar contrato com o clube, mas o negócio ainda não foi fechado. Fernando César, empresário do jogador, apresentou uma contraproposta por escrito sugerindo apenas mudanças na forma de pagamento do montante total previsto para os próximos 48 meses em relação a salários e luvas. Por sua vez, a diretoria ainda não respondeu se aceita a alteração. O blog não teve acesso aos números.

Flávio Adauto, diretor de futebol alvinegro, confirmou que recebeu a contraproposta, mas não revelou detalhes. Ele disse ainda que a negociação avançou.

A oferta corintiana representa uma redução de aproximadamente 30% no valor de salários, luvas e comissão para o agente em relação ao que o alvinegro estava disposto a pagar anteriormente, quando o acordo quase foi selado. Ainda assim, o zagueiro receberá mais do que ganha atualmente.

Pablo está emprestado pelo Bordeaux, e o Corinthians tem até o final de novembro pra dizer se vai pagar os 3 milhões de euros (cerca de R$ 11,5 milhões) pedidos pelos franceses para liberar o jogador definitivamente.

Assegurar a permanência do beque é uma das prioridades da diretoria, que busca manter a base do time campeão brasileiro deste ano.

Corinthians reduz proposta para Pablo, mas está otimista sobre renovação

Leia o post original por Perrone

Em reunião na última terça-feira, o Corinthians remodelou a proposta que havia feito de um novo contrato para Pablo. O blog apurou que o clube ofereceu redução de cerca de 30% nos valores que tinha apresentado ao jogador. Mesmo assim, ele terá aumento em comparação com o que ganha hoje.

No encontro, o empresário Fernando César aceitou estudar as novas condições, por isso há otimismo na diretoria em relação a um acerto rápido. “As conversas estão caminhando e ficamos de conversar de novo ainda nesta semana”, disse ao blog Flávio Adauto, diretor de futebol corintiano.

Pablo está emprestado pelo Bordeaux, e o Corinthians tem prioridade até o fim deste mês para dizer se vai pagar 3 milhões de euros (R$ 11,5 milhões) para ficar definitivamente com o beque.

Os franceses permitiram as conversas entre a direção alvinegra e o jogador sobre um novo contrato. O acerto esteve perto de acontecer, mas a negociação travou. O Corinthians decidiu tentar a redução de valores e está perto de conseguir. As quantias envolvidas têm sido mantidas em sigilo.

Corinthians foi Corinthians heptacampeão brasileiro

Leia o post original por Mauro Beting

O Corinthians da virada não havia virado placar em 2017. Começou perdendo com um minuto para o Fluminense.

Recomeçou o segundo tempo empatando aos 55 segundos com o artilheiro Jô. Virou aos 3 com o goleador Jô.

Em 76 segundos, tudo virou Corinthians.

76.

O ano da Invasão do Maracanã contra o mesmo

Fluminense.

76 segundos.

O tempo da Proclamação da República Do Hepta do Timão.

O Corinthians foi Danilo em 2017. Campeoníssimo, história de superação de antologia, e uma lesão que quase o fez perder a perna. Mas não a fé. Ele lutou bravamente contra as limitações, foi se recuperar todo dia sorrindo no CT, e mais uma vez inspirou uma conquista corintianíssima. Não apenas por ser o maior campeão brasileiro deste século. Não só por ser o primeiro a gritar hepta (Palmeiras e Santos ainda não tinham os títulos unificados em 2010 quando venceram pela sétima vez, em 1993, e em 2002). Não apenas por ser o maior vencedor nos pontos corridos, desde 2003. Brasileiro corintianíssimo também porque vencido por um elenco desenganado em um clube com dificuldades financeiras. Quando nem os próprios torcedores davam bola, quem deu as cartas, as caras e saiu mais barato que a encomenda foi o campeão com quatro rodadas de antecedência. Dono da melhor campanha de um turno por pontos corridos. Com um returno horrível como o nível do pior Brasileirão já visto. Mas com um campeão que honra a história de fazer a hora como Corinthians. Campeão.

Corinthians foi Jô. Mais jovem goleador da história do clube há 13 anos. “Velho” com apenas 29 anos, driblou as desconfianças pela carreira pregressa tão vencedora quanto devassa ralando desde outubro do ano passado para não deixar escapar a segunda chance no clube do coração. Com qualidade e gols, trabalho e sorte, cavou espaço, escavou chances, e guiou um ataque tão criticado. Mas poucas vezes tão eficiente nas poucas chances criadas. Letal no clássico do título.

Corinthians foi Cássio. Campeão de quase tudo, perdeu a posição em 2016 e estava se perdendo pelo que falava e falhava. Fechou a boca ao microfone e na mesa. Respondeu pela bola. Fechou a meta, recuperou a posição, ganhou espaço até na Seleção, e calou críticas e calou fundo ao ser o gigante que é nos pênaltis defendidos. Ao ser não só um goleiro grande. Foi um grande alvinegro para defender o time das críticas e das bolas ainda possíveis.

Corinthians foi Balbuena. Zagueiro dos bons, personalidades das fortes, soube tanto defender quanto atacar. Com seriedade bateu continência a cada gol marcado. Com serenidade fez dupla excelente com Pablo. Novela discutível de renovação fora de campo, muitas lesões para superar, mas, lá dentro da cozinha, foi outro que fez a sala de bem estar corintiano desde o Paulista notável. E inesperado.

Corinthians foi Romero. Paraguaio como Balbuena e não como o cavalo que passou e o Timão desmontou. O artilheiro da Arena. O marcador de lateral rival. O cara que ficou meses sem marcar até o primeiro gol no Derby que pintava ser o da virada do rival e foi de mais uma revirada do líder. O Corinthians voltava a depender só dele. Ou muito melhor: de milhões que jogam por ele. Não é o painel “jogai por nós” de Itaquera que vale. É o corintiano que joga melhor que o time limitado que se supera como campeão estadual do torneio onde é o maior. É o fiel que tem fé até quando não acredita e não tinha elenco para tanto. A quarta força paulista que mais uma vez foi a primeira. A ainda menos favorita no BR-17 que foi mais uma vez do Corinthians cada vez mais Paulista e Brasileiro.

Corinthians foi Guilherme Arana, espetacular no turno, decepcionante no returno. Fruto da essência do terrão, talento puro correndo pela lateral como outro da base que voltou para continuar sendo vencedor: Fagner. Os melhores laterais do torneio. Ainda mais quando o Corinthians também soube jogar bem e até bonito no primeiro turno. Antes de cair de produção e não pelas tabelas quando alguns trocaram treinos pelas taras.

Corinthians foi o redivivo Gabriel, de terceira opção do campeão de 2016 à primeiríssima cabeça da área como bicampeão nacional em 2017. Parceiro de Maycon, um que saiu do clube para voltar o que já era na base: vencedor. Marcando como volante, armando como meia, atacando até como lateral.

Corinthians foi Jadson. Sabe muito, joga bastante, vencedor, experiente, inteligente, tão técnico quanto tático, mas que ficou devendo bola. Não desistiu. No jogo do título entrou e em três minutos tudo virou. Estava 2 a 1 e ele mandou uma na trave. Na sequência arriscou de novo. Como ele ao voltar da China para o clube. Acertou de novo: 3 a 1. Mais um gol de mais um título.

Corinthians foi Rodriguinho. Até Seleção foi, mesmo não jogando muito. Mas fazendo bonito na hora de decidir. Superando desconfianças. Organizando quando outros se bagunçavam.

Corinthians foi Clayson saindo do banco com crédito limitado para fazer saldo quando o cinto apertava. Dando o empate contra o Flu para Jô, cruzando a bola que bateu no travessão e fez história no rebote com Jô. Foi Kazim fazendo de peito (depois de 266 dias) e na graça das entrevistas (todas as vezes) o espírito da favela gringa ou da ginga da comunidade carente de ídolos.

Corinthians foi Walter que sempre representou. Pegou pênalti depois de quase um ano sem jogar, sentiu lesão na mesma partida, e deixou o gramado chorando pelas contusões que impedem que seja o que Cássio foi tudo e quase todo o elenco foi em 2017. Não apenas um vencedor incontestável. Mas um campeão inesperado. Daquelas histórias que poucos clubes têm. Daquele Corinthians de anedota. E antologia.

Corinthians que se gaba de dizer que nunca é fácil… Será? Nadou de braçada no deserto técnico do BR-17. Deixou de jogar no returno e ainda parecia que abria vantagem de pontos mesmo perdendo e se perdendo nos destemperos do craque Neto, nos temores da torcida receosa e ressabiada, na falta de desempenho e resultados mais condizente às limitações de qualidade e quantidade do elenco. Foi aquela loucura de um time histórico no turno e histérico no returno. Em duas semanas passou de ameaçadíssimo a campeão antecipadíssimo. De time prejudicado pela arbitragem no impedimento mal marcado absurdo de Jô contra o Flamengo à mão na bola abusiva do artilheiro contra o Vasco. Como todo campeão, também tem menos erros de arbitragem contra. Lá e cá.

Mas ali é Corinthians. E poucas vezes foi tão Corinthians como em 2017. Quando apostou em gente da casa – e barata – para reconstruir a própria com pouco material. Alguns até de demolição.

Arrumou do jeito que dava para o SP-17. Fez o muro para se proteger das primeiras investidas. Deu certo. Resolveu dar uns passeios nas redondezas quando viu que os vizinhos também não eram tudo isso que pintavam e investiam. Acabou conquistando a rua, o bairro a cidade e todo o Estado.

Mais seguro, foi dar uma volta pelo país. E voltou com o Brasil nos braços e nos pés para Itaquera. Graças ao trabalho da direção vencedora, da comissão técnica competente como Walmir Cruz, e do guia dessa expedição que dormiu em albergues, lanchou frugal, passeou sem regalias, e volta para casa com mais una vitória inesquecível como o clube.

O Corinthians foi do Carille.

O cara da conquista. Arma e alma do hepta. Condutor de um time que jogou com quem podia e muito mais do que sabia. Líder de um grupo que estava se perdendo até ele dar a dura necessária e acabar com as goteiras da casa. Arrumou os vazamentos sem deixar de dormir o sono dos justos sobre o leito da paz.

Foi do Carille o hepta. É do Corinthians o time que mais uma vez supera tudo, todos e até o Corinthians para ser o que vocês sabem que são. E todos detestam admitir que sejam.

Campeões. Heptacampeões.

Um time sem muitos craques, sem um grande futebol. Mas um time de loucos, não um bando em campo. Um time com espírito de equipe. Milhões por um e 11 por todos. Não o lema dos Três Mosqueteiros, mas de todos eles. Exemplo para o futebol e para a vida. Como se fossem 11 Danilos, 11 Carille, 11 Jôs. Ou muito melhor: milhões de vocês.

O Corinthians foi Corinthians.

Por isso sempre devemos dizer, mesmo não querendo:

Vai, Corinthians.

Campeão, Corinthians ensinou nova fórmula para vencer o Brasileirão

Leia o post original por Perrone

Consagrado como campeão brasileiro de 2017 nesta noite diante do Fluminense, o Corinthians deixa como principal legado uma nova forma de disputar o principal torneio do país. O alvinegro provou que é possível praticamente assegurar a conquista já no primeiro turno, ainda que o rendimento da equipe despenque na etapa final.

O desempenho quase perfeito do time de Fábio Carille na primeira “perna” da competição entrou para a história e sustentou os corintianos na liderança mesmo com a perda de gás na metade final da disputa. Fica a lição para os próximos anos. Concentração total na primeira parte do Nacional pode tornar o triunfo irreversível. Principalmente com a Libertadores mais longa, como foi esse ano.

Não estar na competição sul-americana e não ter ido longe em outros torneios ajudou o Corinthians, mas o título veio muito mais por méritos do clube do que por adversários terem escalados reservas em determinados momentos. Os corintianos também sofreram baixas e superaram os problemas com elenco mais modesto do que os favoritos Flamengo e Palmeiras.

Outra herança deixada pelos alvinegros foi seu estilo de jogo,  que acabou sendo adotado por parte significativa das equipes. A estratégia de recuar a marcação, minimizando a importância da posse de bola, e apostando em contra-ataques, virou tendência.

Porém, seria injusto lembrar do novo campeão nacional como um time que joga na retranca ou por uma bola. Dos pés dos alvinegros  também saíram golaços, dribles desconcertantes e fulminantes triangulações.

Para escolher um imagem que simbolize o campeão, fico com a de dois ou três jogadores rodando perto da bola para da opção a um colega marcado. Esse carrossel, frequente na etapa inicial do Brasileirão, costumava desorientar rivais. Mas a cena rareou no segundo turno.