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Encurtou. Avaí 0 x 0 Corinthians. 

Leia o post original por Mauro Beting

Deve ter sido a melhor atuação do Avaí no BR-17. Não foi a melhor partida do Corinthians no campeonato que ainda lidera com folga. Já foi mais absurda a diferença. Ainda é bastante considerável. Mas não tão confortável. O que não é surpresa. 

O Corinthians foi o de sempre. Sólido na zaga mesmo perdendo de novo Pablo por lesão. Ainda que sofrendo mais perigos do que o normal, também os criou na frente. Douglas, mais uma vez, como já havia feito em outra grande atuação contra o mais que competente Grêmio, negou as oportunidades. 

O Avaí conquistou mais do que o empate. Partida para servir de mote para a recuperação que eu não considerava possível. O Corinthians deixou dois pontos na Ressacada. Resultado que ainda serve apenas de alerta. O que é possível fazer está sendo muito bem feito em Itaquera. 

Aliados criticam Leco por multa paga a Ceni e escolha de executivos

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL em São Paulo

A multa de R$ 5 milhões paga para rescindir o contrato do técnico Rogério Ceni e a nomeação de conselheiros e associado para ocupar cargos na diretoria executiva (remunerados) fazem o presidente do São Paulo ser criticado até por importantes aliados. Os descontentes admitem a insatisfação com as medidas, porém negam ter rompido com Carlos Augusto de Barros e Silva.

A situação aumenta a pressão política sobre Leco no momento em que o presidente tem como foco afastar o time da zona de rebaixamento do Brasileiro.

José Francisco Mansur, vice-presidente na gestão anterior de Leco, está entre os que discordam de nomeações de conselheiros para a direção-executiva. Ele não se manifestou publicamente, mas recentemente, conforme apurou o blog, fez suas críticas diretamente para o presidente. Afirmou que ao escolher membros do conselho para a direção executiva, o dirigente não seguiu o espírito do novo estatuto que é de nomear profissionais experientes desvinculados do ambiente político tricolor. A medida visa aumentar a eficiência administrativa e diminuir a influência política na gestão são-paulina.

Leco ouviu de seu ex-presidente que deveria ter contratado uma empresa especializada em buscar executivos no mercado para preencher os cargos. O blog apurou que um dos argumentos usados pelo presidente para rebater os críticos é de que não encontraria no mercado executivos dispostos a aceitar os mesmo salários pagos a conselheiros.

Por meio de sua assessoria de imprensa, Leco respondeu que todos os diretores executivos foram referendados pelo Conselho de Administração do São Paulo.

Os conselheiros nomeados são Rodrigo Gaspar, diretor executivo administrativo, Elias Barquete Albarello, diretor executivo financeiro, e Eduardo Rebouças, diretor executivo de infraestrutura. Vinícius Pinotti, que comanda o futebol, não é membro do conselho, mas foi um importante colaborador da campanha de Leco enquanto atuava no marketing do clube.

Rogério

A multa paga a Ceni gera descontentamento até entre gente da atual diretoria, que discorda da decisão de Leco e dos antigos responsáveis pelo departamento de futebol.  Cobrado por conselheiros, Pinotti tem explicado que ele não participou da confecção do contrato do treinador, pois ainda não estava no cargo. Participaram da negociação, Marco Aurélio Cunha (sem negociar valores), José Jacobson Neto e José Alexandre Médicis, além de Leco.

A queixa central é de que o São Paulo não tinha o costume de colocar multas rescisórias nos acordos com treinadores e que foi imprudência aceitar uma quantia alta para um técnico iniciante.

O blog apurou que a antiga diretoria chegou a contestar o valor sugerido por Rogério, mas no final aceitou. Considerou o pedido de multa um instrumento normal exigido pelos treinadores diante da instabilidade normal na profissão. Os dirigentes acreditavam que o clube estava protegido com os critérios de desempenho que poderiam até zerar a multa a partir de 2018. Havia na diretoria quem acreditasse que Rogério poderia decolar, atrair o interesse de clubes estrangeiros dispostos a pagar pela rescisão do treinador.

Também por meio da assessoria de imprensa, Leco afirmou que esse assunto será tratado internamente.

Nesta quarta, ele deverá ser indagado por membros do Conselho de Administração sobre a decisão de aceitar a inclusão da multa rescisória no contrato de Ceni. Uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, pedida principalmente por membros da oposição, também terá pedido de explicações sobre esse tema e a respeito dos critérios usados para a indicação de diretores executivos.

Loas e luvas de Jailson. Flamengo 2 x 2 Palmeiras. 

Leia o post original por Mauro Beting

– Esse pênalti eu dedico ao Prass e ao Vinicius, que trabalham duro e só um pôde jogar. 
Esse é o cara que evitou que o Flamengo voltasse a vencer na Ilha do Urubu. Levou o primeiro gol na primeira conclusão rubro-negra, no desatino de Luan, na desatenção de Dudu que não acompanhou Pará, e na finalização precisa do lateral que ganhou de Michel Bastos, de volta à lateral (no primeiro tempo). 
Com 21 minutos, mais na bola alçada do que na trabalhada, Jailson apareceu bem três vezes. Salvando um sistema defensivo mal disposto com Bruno Henrique e Tchê Tchê pouco marcando Diego e a chegada de Cuellar, com Everton Ribeiro e Everton dando suporte pelos lados, em ótimos e intensos 30 minutos do Flamengo.  Zé Roberto só foi se achar como terceiro armador mais do que como terceiro volante no belo passe para Willian empatar, aos 31, depois de falta de Mina na origem da jogada. 
Aos 42, nova bela enfiada para a escapada da virada. Róger Guedes aproveitou a assistência de Mina para marcar o belo gol que, um minuto depois, Luan (que se sente mesmo torto pela esquerda) bobeou para Guerrero empatar, depois de um chutão de Thiago. 
Cuca voltou com Thiago Santos na cabeça da área. Zé Roberto foi pra lateral, Michel Bastos foi atacar pela esquerda, e Dudu foi encostar em Borja (que substituiu o lesionado Willian). O Palmeiras chegou mais na segunda etapa. Mas a chance da partida foi do Flamengo. Ainda que Zé Ricardo tenha demorado a mexer. De novo. E mal. Novamente. 
Michel Bastos cometeu pênalti infantil, aos 28. Diego bateu bem. Mas Jailson mandou muito melhor. Na véspera do seu aniversário, ele mandou a escanteio a vitória rubro-negra, justificando a escolha do novo goleiro de Cuca. 
Não só pelo arqueiro que segue invicto em jogos de Brasileiro. Também pelo caráter do novo titular. Um que merece todas as loas e as mesmas luvas de outro atleta de caráter. Prass. Goleiro que pode ser reserva. Só não pode ser achincalhado e desrespeitado como tem sido. 
Processo parecido com o que sofre Zé Ricardo. Claro que, mais uma vez, com o time que pode ter, com o elenco que tem, e com o tempo de casa, ele merece ser mais cobrado. 
Mas é o caso de mudar?

Veja a análise de GUSTAVO ROMAN

Volantes de qualidade. Vitória 1 x 3 Grêmio.

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Uma das posições mais importantes no futebol moderno é a de volante. Quem atua nessa posição não pode mais apenas roubar a bola e ter um passe deficiente. Hoje, é preciso se posicionar corretamente. Cobrir avanços de laterais e até de zagueiros. Mas principalmente, é fundamental que se tenha um bom passe. Que consiga assim dar início a transição ofensiva com qualidade e rapidez.

Ramiro, Maicon e Arthur tem todas essas qualidades. Com eles, o Grêmio consegue ser letal fora de casa. Diante do Vitória, fez o primeiro gol numa falta muito bem cobrada por Fernandinho. Um suplente que substituiu a altura o melhor jogador do campeonato. É a força de um elenco por muitas vezes subestimado.  Em vantagem, o Tricolor recuou. Compactou suas linhas. Chamou o Rubro-Negro para seu campo de defesa. Teve menos a bola. Finalizou a metade das vezes do oponente. E mesmo assim praticamente não sofreu na retaguarda. E ainda ampliou aos 43, em jogada de Pedro Rocha, que tocou para Fernandinho. Dele para Arthur. Mostrando a importância fundamental de ter um volante no campo de ataque.

O vaiado e ameaçado Gallo voltou com Deivid, um atacante lo lugar do marcador (ou seria cabeça de área) Renê Santos. O Vitória melhorou. Equilibrou o jogo e diminuiu na falha da defesa gaúcha após cobrança de escanteio. Mas o Grêmio é muito seguro. Seis minutos depois, Éverton fez grande jogada pela esquerda e achou Ramiro livre para marcar um golaço.

Três gols marcados. Dois deles por volantes. Um dos segredos para o sucesso do Tricolor é poder contar com esse tipo de jogador. Uma pena que nem todos os treinadores apostem em atletas com características semelhantes. Ou que muitos torcedores ainda se contentem em ver o volante roubar a bola e dar um passe de meio metro para o lado ou para trás. Isso quando não devolvem a posse para o adversário. Por isso, vida longa a Ramiro, Arthur e aos que marcam como volantes e criam como meias.

ESCREVEU GUSTAVO ROMAN

Veja a análise de Gustavo Roman 

Barcelona vê como certa contratação de Paulinho

Leia o post original por Perrone

Após seguidas recusas do Guangzhou Evergrande em negociar Paulinho, o Barcelona vê uma reviravolta na situação e já dá como certa a contratação do volante.

O clube catalão se recusa a pagar a multa rescisória de 40 milhões de euros (R$ 146,6 milhões), mas se vê perto de fechar a operação na casa dos 30 milhões de euros (R$ 109,9 milhões).

A conversa entre as duas agremiações evoluiu após a postura inicial dos chineses de só aceitarem a liberação mediante o pagamento da multa. O volante da seleção brasileira insistiu com seus patrões que quer jogar no Barça, o que pesa na negociação.

O clube asiático chegou a recusar uma oferta de 20 milhões de euros (R$ 73,3 milhões) e outra de 27 milhões de euros (R$ 98,9 milhões).

Entre Paulinho e Barcelona nunca houve entraves. O jogador mostra entusiasmo pela oportunidade de atuar ao lado de alguns dos principais atletas da atualidade, como Messsi e Neymar, desejado pelo PSG.

Jogar no Barcelona representaria para ele a chance de se preparar para a Copa do Mundo da Rússia em um nível mais alto do que disputando o Campeonato Chinês.

 

Deputados cartolas fazem projeto de lei contra veto a times caloteiros

Leia o post original por Perrone

Projeto de lei de autoria de deputados cartolas, entre outros, prevê que para disputar competições nacionais os clubes não precisarão mais apresentar documentos que combatiam clubes com dívidas fiscais e salariais. Ele determina o fim da exigência de CND (Certidão Negativa de Débitos), certificado de regularidade do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e comprovação do pagamento das remunerações dos atletas.

Assinam a proposta como autores Vicente Cândido (PT-SP), diretor de assuntos internacionais da CBF, Marcus Vicente (PP-ES), vice-presidente da CBF, Andrés Sanchez (PT-SP), ex-presidente do Corinthians, José Rocha (PR-BA) e Rogério Marinho (PSDB-RN). Os dois últimos têm bom trânsito entre os dirigentes.

As medidas contra times caloteiros foram incluídas em 2015 no Estatuto do Torcedor por meio da lei 13.155, conhecida como Profut, o programa que refinanciou os débitos fiscais dos clubes. Porém, a exigência começa a valer a partir do ano que vem.

A apresentação do novo projeto aconteceu no último dia 28. Agora ele aguarda despacho do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) para seguir seu curso.

“Cinco deputados assinam o projeto, mas é uma iniciativa de clubes, federações e da CBF. Houve muito debate para chegarmos a essa conclusão. Não poder disputar as competições sem as certidões é uma punição muito rígida. O clube não vai poder jogar nenhuma divisão e terá que fechar as portas. É o mesmo que obrigar um empresário que tem dívidas a encerrar as atividades de sua empresa”, afirmou Cândido ao blog.

O argumento é semelhante ao usado na justificativa do projeto. “Lá atrás, eu defendia até a perda de pontos, mas evoluímos para esse modelo depois de muito debate e vendo o que é feito em outros países. O que é conquistado dentro de campo deve prevalecer”, completou o deputado e diretor da CBF.

Outra justificativa é de que a lei fere a autonomia das entidades esportivas de definirem os critérios para a organização de suas competições. Há uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) que discute a constitucionalidade da exigência.

Apesar de o texto do projeto excluir o trecho que falava da obrigatoriedade de comprovação de pagamento de remunerações dos atletas em dia, Cândido declarou não se lembrar de esta determinação ser excluída na mudança. Já o deputado José Rocha afirmou que precisa fazer uma consulta, pois não se lembrava de ter assinado o projeto.

A mesma proposta pede mudanças na legislação que deixarão mais claros os critérios de definição de clube formador, que são os que têm direito ao mecanismo de solidariedade da Fifa, responsável por reservar 5% dos valores envolvidos nas vendas de jogadores às agremiações envolvidas em sua formação.

Se tivéssemos ouvido o choro de Pelé. Vasco 0 x 0 Santos.

Leia o post original por Mauro Beting

Foi num clássico entre Vasco x Sant0s, em novembro de 1969, no Maracanã com muita gente, que o Rei marcou o milésimo gol, e o dedicou às criancinhas desamparadas de 1969.

Algumas que já partiram – também por isso. Algumas criancinhas de 2019 que já são pais de crianças em 2017 ainda mais desalmadas desde então. Ou desarmadas pelo espírito.

Esses que não foram cuidados é que deixam a nossa vida tão triste. Deplorável como um clássico com público zero e futebol pouco acima disso no zero a zero no Engenhão.

Muito mais não podemos cobrar atletas do Vasco e do Santos. Não é fácil jogar sem público.

Mas é muito difícil quando se mata ou se machuca por futebol.

Um pouco mais de educação e muito mais de tolerância evitariam o que se viu no clássico passado em São Januário.

 

 

Duque da nobreza corintiana

Leia o post original por Mauro Beting

Duque foi vice-campeão brasileiro perdendo na casa do rival em jogo único para o campeão brasileiro com o melhor desempenho da história. O Internacional bicampeão do Brasil em 1976. 
Uma semana antes, com boa reza, muita mandinga, um toró daqueles, e uma história absurda de procissão e invasão, ele comandou o inferior time corintiano a desmontar a máquina do Tricolor de Rivellino. Nos pênaltis. No gramado impraticável. Na fé mais do que no pé. 

Duque, dizem, não só conhecia futebol. Sabia muito de outros jogos de outros campos. Às vezes jogava mais fora dele que lá dentro. 

Quem é que sabe?

Ele soube. E ficou na história por uma invasão que independe de título. É a própria conquista. 

Duque partiu nesta segunda. Com o Corinthians líder meio que de modo inexplicável. Como não tem palavras e nem números para aquele 5 de dezembro de 1976. 

Podem mais. Cruzeiro 1 x 1 Flamengo. 

Leia o post original por Mauro Beting

Mano e seu Cruzeiro jogaram o melhor futebol do país no começo do ano. Quando perdeu o MG-17, já não era o mesmo. E nunca foi igual nesse Brasileiro imenso, por vezes insano, quase sempre intenso. Normalmente instável. 
Zé Ricardo e seu rico Flamengo nunca jogaram o esperado. Nem na conquista do RJ-17, certamente não na eliminação precoce no grupo complicado da Libertadores, nem mesmo quando chegou mais próximo do líder do BR-17. Falta algo. As antigas incursões de Arão, talvez. O tão cobrado passe mais precioso de Diego. Laterais mais contundentes. Bolas mais trabalhadas que cruzadas. Ter mais paciência quando enfrenta times bem posicionados defensivamente como o de Mano. 
Falta algo ao Cruzeiro. Falta algo ao Flamengo. O bom clássico no Mineirão mostrou. Mais que um ponto, as equipes parecem ter mesmo perdido dois. 
O Flamengo tem que se inspirar em Everton. Não o Ribeiro, que está se soltando e jogando melhor. Mas no que sempre é sacado das escalações ideais. E sempre fica no time. Não, não é Márcio Araújo. É o Everton mesmo. Faz os gols que os muitos artilheiros da Gávea nem sempre marcam. E tecnicamente é também taticamente  cumpre bem pela esquerda. Sem badalação e nem bajulação. Faz o dele. 

O problema é que outros nem sempre fazem. Como o Cruzeiro que ainda não achou seu time e seu jogo. Depende demais da inspiração de Thiago Neves, de boa apresentação. Sente saudade de Arrascaeta. E, ao apostar pela velocidade de Élber e Alisson, soube criar problemas ao Flamengo. Ainda que sem a melhor solução ao próprio Cruzeiro. Time que muitas vezes se perde na bola cruzada como no gol de Everton. Equipe que até sabe o que precisa fazer. Mas não faz. 

O empate acabou justo. Mas com o gostinho de que é preciso mais para ambos. 

SPFC luta contra queda em meio a fim de plano que reduz força de técnico

Leia o post original por Perrone

No final de maio do ano passado, com o time nas semifinais da Libertadores, Gustavo Vieira de Oliveira, então diretor executivo do São Paulo, celebrava o início de um projeto a longo prazo para o clube. O plano previa o fortalecimento da comissão técnica fixa tricolor, a efetivação de um modo de jogar que seria aplicado também nas categorias de base e a diminuição do poder do treinador. Entre outros benefícios para a agremiação, ele previa que as trocas de treinadores seriam menos traumáticas. Sairia o comandante, ficaria a maioria da comissão, e o novo trabalho não começaria do zero.

Hoje, pouco mais de um ano depois, vítima da combinação entre política conturbada e maus resultados em campo, o sistema idealizado pelo filho do ex-jogador Sócrates está aniquilado.

Em meio a uma de suas maiores crises técnicas e da luta contra o rebaixamento no Brasileiro, o São Paulo enfrenta praticamente tudo que o plano do ex-dirigente queria evitar: instabilidade técnica e tática, mudanças radicais na comissão técnica e  treinadores com amplos poderes.

Em setembro do ano passado, golpeado pela eliminação na Libertadores e por uma forte pressão política pela sua saída de seu mentor, o projeto de Gustavo começou a virar pó com a saída dele. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que havia abençoado o planejamento do executivo, não resistiu às cobranças de conselheiros e diretores, trocando o ex-dirigente por Marco Aurélio Cunha.

Seguidas mudanças na direção de futebol e no comando técnico também ocorreram. Depois da saída (contra a vontade da diretoria) de Edgardo Bauza, que simbolizava o projeto de diminuição do poder de treinadores no Morumbi, passaram pelo comando técnico Ricardo Gomes e Rogério Ceni antes da chegada do atual treinador, Dorival Júnior, sem contar os interinos.

Foram diversas as transformações de filosofia de jogo enfrentadas pela equipe, ao contrário do que previa o projeto de Gustavo.

Com a chegada de Rogério para a temporada de 2017, foi abandonada a ideia do treinador com poderes limitados. Ele trouxe dois auxiliares estrangeiros e filosofias próprias para implantar no clube.

Ceni não aguentou aos seguidos fracassos do time. Viu um de seus assistentes pedir as contas dias antes dele ser demitido.

Em seguida, veio o golpe fatal no sistema de estabilidade idealizado anteriormente. A comissão técnica fixa, antes vista como fundamental, foi parcialmente destruída. Acabaram demitidos o preparador físico José Mário Campeiz e o treinador de goleiros Haroldo Lamounier, alvos de pressão de conselheiros.

O auxiliar técnico permanente, Pintado, também não resistiu e foi convidado para atuar na integração entre as categorias de base e o time principal. Ele era fundamental no antigo projeto para diminuir o poder dos treinadores. Cabia a ele dialogar com os técnicos e trabalhar pela filosofia do clube.

Dorival chegou com um auxiliar, um analista de desempenho, um preparador físico e ainda indicou um preparador de goleiros. Ou seja, a ideia de as trocas no comando provocarem menos traumas no clube e não representarem o recomeço do zero também foi sepultada.

A atual diretoria, comandada pelo mesmo presidente que avalizou as ideias de Gustavo e com Vinícius Pinotti como executivo, nega interferência política nas trocas realizadas. Internamente, são feitas críticas à decisões do passado, da época em que o filho de Sócrates estava no comando e que estariam sendo corrigidas agora.