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Com vitória “Canto do Cisne”, Mano Menezes pode se despedir da Seleção Brasileira

Leia o post original por miltonneves

A típica vitória “Canto do Cisne” de Mano Menezes.

Assim como a bela ave que passa sua vida toda muda e só canta antes de morrer, o treinador da Seleção Brasileira pode se despedir de seu cargo com um resultado expressivo.

Não que bater a limitada e modesta Suécia seja lá grande coisa.

Afinal, como diria o venenoso Mauro Beting, os suecos são bonitos e cheios de pose, mas não jogam nada.

E o Brasil fez sua parte na despedida do estádio Rasunda, onde conquistamos a primeira Copa do Mundo.

Coincidência ou não, a partida pode marcar mais um adeus.

Pois o destino do técnico gaúcho também já está traçado.

A conquista da prata olímpica ainda não foi digerida e, muito provavelmente, alguém terá que pagar pelo tropeço.

Alguma dúvida sobre qual o lado mais frágil deste “cabo de guerra”?

OPINE!!!

Seleção tem dez meses para resolver ao menos dez problemas até Copa das Confederações

Leia o post original por Perrone

A vitória sobre a Suécia nesta quarta marcou o início da contagem regressiva de dez meses para a Copa das Confederações no Brasil. Até lá, a seleção tem pelo menos dez obstáculos para tirar do caminho:

1 – Indecisão sobre quem vai ser o treinador.

2 – Falta de um goleiro que seja o titular absoluto, capaz de dar confiança aos colegas e intimidar os rivais.

3 – Dificuldade de Neymar em partidas decisivas.

4 – Pouca rodagem internacional de Neymar, Oscar, Lucas e Damião.

5 – Ausência de um medalhão do nível de Kaká para liderar o time.

6 – Encontrar sombras para os laterais Daniel Alves e Marcelo.

7 – Os problemas físicos de Ganso.

8 – Evitar que a concentração vire um balcão de negócios às vésperas da competição, como aconteceu na Olimpíada. Thiago Silva, Oscar e Lucas assinaram contratos com times europeus enquanto estavam convocados.

9 – Blindar a comissão técnica da briga política no futebol brasileiro. Hoje, a rivalidade entre Juvenal Juvêncio e Andrés Sanchez atrapalha Mano Menezes.

10 – Ganhar a simpatia do torcedor.

Os personagens do fechamento do grupo D da Euro

Leia o post original por André Rocha

Rooney: De volta após suspensão, o camisa dez compôs melhor o 4-4-2 inglês recuando para ajudar no combate e articulando os contragolpes com Gerrard. Também cumpriu sua função de atacante e apareceu na frente para errar feio uma cabeçada perdendo gol feito no primeiro tempo, mas se redimir logo no início da segunda etapa aproveitando a falha da defesa ucraniana e do goleiro Pyatov e marcando o tento único da vitória que colocou o English Team na liderança do Grupo D. A melhor notícia: tirou a Espanha da rota. A Inglaterra é favorita contra a Itália nas quartas-de-final;

A bola que entrou: Parece uma sina inglesa estar envolvida em jogos com lances que geram a mesma dúvida, ao menos antes do replay: a bola entrou ou não? O chute de Devic que tocou em Hart e foi cortado por Terry já tinha ultrapassado totalmente a linha. Era lance para o assistente, que não se manifestou e a Inglaterra ganhou o “troco” pelo gol de Lampard sobre a Alemanha nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2010. Ou o erro há dois anos serviu para “compensar” o gol de Hurst na final do Mundial de 1966 e o time britânico ficou novamente em vantagem?

Rooney foi atacante e voltou para combater no 4-4-2 inglês; Ucrânia no mesmo desenho tático, mas sem presença de área e eficiência nas conclusões.

Schevchenko: Iniciou no banco de reservas e viu sua Ucrânia pressionar, manter 60% de posse de bola, ter volume de jogo no 4-4-2 com Devic e Milevskyi no ataque e mais uma boa atuação de Konoplyanka pela esquerda, criar oportunidades, mas falhar nas conclusões. Entrou na segunda etapa, lutou pela sobrevivência da seleção e da própria carreira. Não conseguiu, mas levou como prêmio o reconhecimento da torcida em Donetsk, dos companheiros e até dos adversários. É personagem da última rodada e da própria Euro. Se não mudar de ideia, virou história;

No final, Inglaterra resistiu à pressão e a Ucrânia, mesmo com Schevchenko, não consegui se impor.

Ibrahimovic: Marcou o mais belo gol da Euro até agora em lindo voleio. Foi o primeiro dos 2 a 0 sobre a França em Kiev. O sueco apareceu mais na área adversária jogando com Toivonen no 4-4-2 na mexida equipe de Erik Hamrén. Depois ficou mais à frente no 4-4-1-1 que negou espaços à França e ainda ampliou com Larsson em contragolpe letal. Ibra é craque, foi o melhor de sua seleção e não se omitiu. Mas sempre deixa a impressão de que falha quando a Suécia mais precisa e brilha quando não é necessário;

Suécia no 4-4-2 com Ibrahimovic mais próximo da meta adversária; França no 4-2-3-1 habitual, mas sem o mesmo interesse.

O “blasé” francês: Impressionante a indiferença em campo dos Bleus, que pouco fizeram para evitar o fim da invencibilidade de 23 jogos e o cruzamento com a Espanha campeã mundial e europeia. Com M’Vila no lugar do lesionado Cabaye (que fez falta) e Ben Arfa aberto à direita na vaga de Ménez, a equipe de Laurent Blanc, novamente no 4-2-3-1, até demonstrou algum interesse no primeiro tempo. Curiosamente, o gol inglês que lhe tomava a liderança aumentou a preguiça da França, que sofreu o golaço de Ibrahimovic e seguiu sendo pressionada. Blanc tentou aumentar a força ofensiva com Giroud substituindo M’Vila e se juntando a Benzema na frente em um 4-4-2 com Malouda e Ménez nas vagas de Nasri e Ben Arfa. Nas poucas oportunidades criadas, Isaksson evitou a reação. O desleixo e a postura “blasé” podem custar caro.

No final, França em ofensivo 4-4-2 não furou o 4-1-4-1 sueco e ainda sofreu o segundo gol no contragolpe.


Os personagens do fechamento do grupo D da Euro

Leia o post original por André Rocha

Rooney: De volta após suspensão, o camisa dez compôs melhor o 4-4-2 inglês recuando para ajudar no combate e articulando os contragolpes com Gerrard. Também cumpriu sua função de atacante e apareceu na frente para errar feio uma cabeçada perdendo gol feito no primeiro tempo, mas se redimir logo no início da segunda etapa aproveitando a falha da defesa ucraniana e do goleiro Pyatov e marcando o tento único da vitória que colocou o English Team na liderança do Grupo D. A melhor notícia: tirou a Espanha da rota. A Inglaterra é favorita contra a Itália nas quartas-de-final;

A bola que entrou: Parece uma sina inglesa estar envolvida em jogos com lances que geram a mesma dúvida, ao menos antes do replay: a bola entrou ou não? O chute de Devic que tocou em Hart e foi cortado por Terry já tinha ultrapassado totalmente a linha. Era lance para o assistente, que não se manifestou e a Inglaterra ganhou o “troco” pelo gol de Lampard sobre a Alemanha nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2010. Ou o erro há dois anos serviu para “compensar” o gol de Hurst na final do Mundial de 1966 e o time britânico ficou novamente em vantagem?

Rooney foi atacante e voltou para combater no 4-4-2 inglês; Ucrânia no mesmo desenho tático, mas sem presença de área e eficiência nas conclusões.

Schevchenko: Iniciou no banco de reservas e viu sua Ucrânia pressionar, manter 60% de posse de bola, ter volume de jogo no 4-4-2 com Devic e Milevskyi no ataque e mais uma boa atuação de Konoplyanka pela esquerda, criar oportunidades, mas falhar nas conclusões. Entrou na segunda etapa, lutou pela sobrevivência da seleção e da própria trajetória na seleção. Não conseguiu, mas levou como prêmio o reconhecimento da torcida em Donetsk, dos companheiros e até dos adversários. É personagem da última rodada e da própria Euro. Se não mudar de ideia, virou história;

No final, Inglaterra resistiu à pressão e a Ucrânia, mesmo com Schevchenko, não consegui se impor.

Ibrahimovic: Marcou o mais belo gol da Euro até agora em lindo voleio. Foi o primeiro dos 2 a 0 sobre a França em Kiev. O sueco apareceu mais na área adversária jogando com Toivonen no 4-4-2 na mexida equipe de Erik Hamrén. Depois ficou mais à frente no 4-4-1-1 que negou espaços à França e ainda ampliou com Larsson em contragolpe letal. Ibra é craque, foi o melhor de sua seleção e não se omitiu. Mas sempre deixa a impressão de que falha quando a Suécia mais precisa e brilha quando não é necessário;

Suécia no 4-4-2 com Ibrahimovic mais próximo da meta adversária; França no 4-2-3-1 habitual, mas sem o mesmo interesse.

O “blasé” francês: Impressionante a indiferença em campo dos Bleus, que pouco fizeram para evitar o fim da invencibilidade de 23 jogos e o cruzamento com a Espanha campeã mundial e europeia. Com M’Vila no lugar do lesionado Cabaye (que fez falta) e Ben Arfa aberto à direita na vaga de Ménez, a equipe de Laurent Blanc, novamente no 4-2-3-1, até demonstrou algum interesse no primeiro tempo. Curiosamente, o gol inglês que lhe tomava a liderança aumentou a preguiça da França, que sofreu o golaço de Ibrahimovic e seguiu sendo pressionada. Blanc tentou aumentar a força ofensiva com Giroud substituindo M’Vila e se juntando a Benzema na frente em um 4-4-2 com Malouda e Ménez nas vagas de Nasri e Ben Arfa. Nas poucas oportunidades criadas, Isaksson evitou a reação. O desleixo e a postura “blasé” podem custar caro.

No final, França em ofensivo 4-4-2 não furou o 4-1-4-1 sueco e ainda sofreu o segundo gol no contragolpe.


A lógica por linhas tortas no Grupo D da Euro

Leia o post original por André Rocha

Após o empate na estreia, França e Inglaterra confirmaram o favoritismo, principalmente pela tradição, na segunda rodada. Mas os triunfos vieram por caminhos, e protagonistas, inesperados.

Les Bleus mudaram para melhor com Clichy acelerando pela esquerda com Ribéry no lugar de Evra e Ménez na vaga de Malouda, deixando Nasri na articulação central do 4-2-3-1 de Laurent Blanc, mais nítido pelo recuo de Cabaye.

O 4-2-3-1 francês com Cabaye mais contido, Nasri na articulação central, Clichy pela lateral esquerda e Ménez à direita no meio-campo.

Tocando a bola e atacando com mais intensidade após a paralisação pelas fortes chuvas em Donetsk, a França foi aos poucos desmontando o 4-4-2 ucraniano – também mais perceptível, porém muito acuado, com Nazarenko próximo de Tymoshchuk e Voronin voltando para fazer “sombra” em Alou Diarra.

O 4-4-2 ortodoxo ucraniano, normalmente com todos os jogadores no próprio campo (imagem: reprodução Sportv)

Ofensivamente, a seleção anfitriã comandada por Blokhin segue muito dependente de Schevchenko. Mas errava a saída de bola para a marcação avançada do oponente e cedia contragolpes seguidos. No primeiro tempo, o goleiro Pyatov conseguiu evitar o revés, inclusive na forte cabeçada de Mexés.

Para superar o sistema defensivo ucraniano, esperava-se mais de Benzema. Dentro da área, marcando os gols que saíram aos borbotões pelo Real Madrid em uma temporada fantástica. No entanto, o atacante seguiu recuando para armar e serviu Ménez e Cabaye nos gols franceses, marcados em um intervalo de dois minutos. O ótimo volante (ou meia central) do Newcastle, melhor em campo, ainda acertou a trave e se contundiu na jogada.

A França voltou ao 4-1-4-1 com M’Vila, Martin e Giroud nas vagas de Cabaye, Ménez e Benzema e só ameaçou em cobrança de falta de Nasri na décima e última conclusão do favorito à primeira colocação do Grupo D.

A Ucrânia não saiu do sistema inicial com as substituições, que também acrescentaram pouco ofensivamente (apenas uma finalização na direção do gol). Para a decisão da última rodada, Schevchenko continua sendo a esperança única de classificação. Não é pouco, mas pode não ser suficiente.

No final, França no 4-1-4-1 e Ucrânia no mesmo 4-4-2, mas ainda sem força ofensiva e dependente de Schevchenko.

No duelo em Kiev, poucas surpresas no aspecto tático. A Inglaterra teve Ashley Young voltando ao lado esquerdo na vaga de Chamberlain e Andy Carroll fazendo companhia a Welbeck em um 4-4-2 típico, ortodoxo.

Mesmo desenho da Suécia, que teve o gigante Jonas Olsson na zaga ao lado de Mellberg, Elm deslocado pela esquerda para Svensson fazer companhia a Kallstrom como meia central e Ibrahimovic atuando como atacante, mas novamente recuando para articular atrás de Elmander, já que o meio-campo cria pouco.

Equipes no 4-4-2; Inglaterra com Carroll na frente e Ibrahimovic recuando para armar a Suécia.

O inglês tinha Gerrard, que comandou o trabalho entre as intermediárias com a excelência de um dos melhores meias centrais da história do futebol britânico. O centro na cabeça de Carroll, companheiro de Liverpool, foi tão perfeito quanto o movimento do camisa nove no gol único do primeiro tempo.

A Suécia, dependente de Ibrahimovic, contou com os dois gols do zagueiro Mellberg – ainda que a UEFA tenha considerado o toque de Glen Johnson no primeiro – para virar e tornar eletrizante uma disputa que não prometia nada muito especial.

Roy Hodgson foi feliz na troca de Milner por Walcott, que deu velocidade, profundidade e contundência ao lado direito inglês. A sorte também ajudou o winger do Arsenal no chute que desviou em Larsson – um dos melhores suecos, aberto pela direita e preciso no centro do segundo gol – e também no passe que Welbeck consertou desviando de calcanhar e decretando a virada definitiva com o gol mais bonito da Eurocopa até agora.

No último contragolpe inglês, novo passe de Walcott, mas o bom goleiro Isaksson da eliminada Suécia evitou o gol de Gerrard que colocaria o English Team na liderança do grupo.

Os desenhos táticos seguiram os mesmos, mas a Inglaterra ganhou velocidade e contundência pela direita com Walcott; A Suécia seguiu com os mesmos problemas, mas proporcionou disputa eletrizante.

A noite não era dos protagonistas, mas a lógica norteou os resultados e deve seguir dando as cartas. A tendência é que França e Inglaterra ratifiquem a previsão antes da bola rolar e cheguem às quartas-de-final.


Novo empate entre gigantes e Schevchenko histórico no Grupo D

Leia o post original por André Rocha

Fragilizada por crises e desfalques, a Inglaterra de Roy Hodgson teve a humildade de reconhecer a superioridade francesa em técnica, tática e até no momento psicológico pela invencibilidade de 22 partidas. Compactou duas linhas de quatro com Ashley Young à frente para acionar em velocidade o único atacante, Welbeck.

O 4-4-1-1 encaixou a marcação sobre a França, que alternava o 4-2-3-1 e o 4-1-4-1 de acordo com a movimentação de Cabaye – ora volante ao lado de Alou Diarra, ora um quarto meia se juntando a Nasri, Malouda e Ribéry na articulação para Benzema.

A movimentação foi a arma francesa para desarticular o bloqueio adversário. Nasri saiu do lado direito e foi dar trabalho ao goleiro Hart à esquerda. O English Team respondeu no contragolpe, com passe preciso de Young e infiltração em diagonal de Milner, que chegou a driblar o arqueiro Lloris, mas desperdiçou e segue sem gols pela seleção.

França no móvel 4-1-4-1, alternando com o 4-2-3-1 de acordo com a movimentação de Cabaye; Inglaterra no 4-4-1-1 encaixando a marcação e jogando em contra-ataques.

O zagueiro Lescott não perdeu sua oportunidade e aproveitou falha de Diarra para abrir o placar, completando centro de Gerrard em cobrança de falta pela direita. O experiente meia central e capitão inglês pouco aparecia no jogo, liberando Parker para o apoio e travando duelo com Malouda que anulava os dois.

Gerrard só voltou a ser notado ao chegar atrasado para bloquear o chute de Nasri, novamente pela esquerda. No lance, nada menos que sete ingleses na própria área não evitaram o empate. Também porque recuaram demais as linhas e Young falhou em sua atribuição defensiva: marcar Diarra. Ficava à frente com Welbeck e dava liberdade ao meio-campo francês.

As duas linhas de quatro da Inglaterra compactas, mas muito recuadas e afastadas de Young, que nem aparece na imagem (reprodução Sportv).

A Inglaterra só não sofreu mais porque Benzema teve atuação apagada, sem movimentação e presença de área. Parece esgotado fisicamente pela dura temporada no Real Madrid e só apareceu em dois chutes de fora da área que Hart defendeu.

Laurent Blanc trocou Malouda e Cabaye por Martin e Ben Arfa, que foi jogar aberto à direita, com Nasri centralizado. Hodgson manteve o 4-4-1-1 com Defoe, Walcott e Henderson nas vagas de Chamberlain, Welbeck e Parker.

No final, França de Blanc no 4-2-3-1 com Ben Arfa à direita e Nasri centralizado; Hodgson manteve o 4-4-1-1, negando espaços ao rival.

A França seguiu melhor em Donetsk e teve ampla superioridade nos números: 60% de posse de bola, 19 a 3 em finalizações. Mas sem a contundência para garantir três pontos na estreia e encaminhar a classificação. A Inglaterra, de impressionantes 28 desarmes, saiu no lucro pelas circunstâncias.

Mas a vantagem maior foi da anfitriã Ucrânia de Shevchenko, 35 anos. Craque veterano que deve se aposentar após a Eurocopa, mas ainda é a referência de sua seleção, junto com Tymoshchuk, volante mais plantado do 4-4-2 armado por Oleg Blokhin.

Mesmo desenho da Suécia, com Ibrahimovic voltando mais para trabalhar com os meio-campistas e isolando Rosenberg na frente. A cautela das equipes foi potencializada pelo empate entre as favoritas e o primeiro tempo foi mais marcado que jogado.

Ainda assim, a Ucrânia foi mais ousada e envolvente. Chegava com Sheva e Voronin e também Yarmolenko, Nazarenko e, especialmente, Konoplyanka. Meia destro jogando pela esquerda, cortava para dentro e centrava ou concluía a gol. A chance mais cristalina, porém, foi de Ibrahimovic, em cabeçada no contrapé do goleiro Pyatov que bateu na trave.

Equipes no 4-4-2; Suécia com Ibra recuando para trabalhar com o meio-campo e Ucrânia com Tymoshchuk mais plantado à frente da zaga e Schevchenko na frente com o suporte de Voronin, Yarmolenko e Konoplyanka.

O craque sueco não desperdiçou o passe de Kallstrom logo aos seis minutos da segunda etapa e aqueceu de vez a disputa em Kyev. Também levou a Ucrânia para o campo sueco com marcação avançada e toque de bola. A pressão teve resposta imediata com Yarmolenko centrando para Shevchenko começar a fazer história com o empate.

Foi a senha para a virada épica que transformou o atacante – fantástico goleador na década passada pela seleção e, principalmente, pelo Milan – no grande personagem da primeira rodada da Eurocopa. Cabeçada precisa se antecipando a Ibra, completando centro de Konoplyanka, o melhor em campo. Mais simbólico impossível.

O técnico Erik Hamrén trocou os improdutivos companheiros de Ibra no ataque sueco: Svensson, Wilhelmsson e Elmander entraram nas vagas de Larsson, Toivonen e Rosenberg. O meia central Elm foi jogar à direita e tabelou com Ibrahimovic, que chutou forte para grande defesa de Pyatov. A Suécia pressionou e teve mais oportunidades, com Elmander e o zagueiro Melberg, no “abafa”.

Mas a noite em Kyev era de Sheva, ovacionado como heroi na saída de campo. A precisão foi dos melhores anos da vitoriosa carreira: quatro conclusões, três na direção do gol, duas vezes com sucesso. Decisivo, histórico e que abre a disputa em mais um grupo do torneio continental.