Arquivo da categoria: Torcida do Santos

Vamos falar do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje eu falo na Rádio Transamérica

Nesta sexta-feira, a partir das 20 horas, participarei do programa esportivo da Rádio Transamérica ao lado do lendário Silvio Luiz. Pelo amor dos seus filhinhos ouça o programa. Falarei, entre outras coisas, da campanha para lançar o livro histórico Santos FC o maior espetáculo da Terra, cuja campanha de pré-financiamento ainda não atingiu metade da verba necessária para a impressão da obra e só faltam 20 dias para encerrar o prazo de arrecadação.

torcida jovem

O Santos que queremos

A torcida do Santos é bem maior, mais abrangente e mais relevante do que a maioria das pesquisas de torcidas brasileiras tem mostrado. Darei mais algumas informações sobre isso, abordando ângulos esquecidos pela grande imprensa, e estarei à disposição para ouvir considerações e responder perguntas amanhã, no seminário O Santos que queremos . Participe. A inscrição é gratuita.

Com a presença confirmada de Amir Somoggi, um dos maiores conhecedores de marketing esportivo no Brasil; Marcelo Unti, Isabela Balsimelli e minha, será realizado amanhã, no auditório do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, na rua São Bento, 413, o seminário intitulado O Santos que queremos.

O evento começará às 9 horas da manhã e prosseguirá até às cinco da tarde. O Sindicato dos Bancários fica no histórico Edifício Martinelli, situado na rua São Bento, 413, ao lado da estação São Bento do metrô.

Programação

9 horas – Recepção aos participantes e convidados

Composição da 1º Mesa e objetivos do seminário

Exibição de vídeo

1º Tema: Arenas, Pacaembu e Vila Belmiro
Palestrante: Marcelo Unti

9h30 às 10h10 – Apresentação

10h10 às 10h40 – Debate com a participação do público

10h45 às 12 horas – 2º Tema: Dívida

12h10 às 13h10 – Horário de almoço

Tarde
3º Tema: A Marca Santos Futebol Clube
Palestrantes: Odir Cunha – Amir Somoggi
Das 13h15 às 14h35.

4º Tema: Programa Sócio Torcedor
Palestrantes: Amir Somoggi – Isabella Balsimelli
Das 14h40 às 16h00.

Cerimônia de encerramento e congraçamento das 16h15 às 17h00.

Seminário O Santos que queremos
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A palavra dos organizadores

Somos sócios preocupados com o presente e o futuro do Santos Futebol Clube. O que nos motiva e aproxima é a busca de planos e propostas para superar as consequências de gestões irresponsáveis, que colocam em risco a sobrevivência da entidade.

Também nos identifica a certeza de que o Santos precisa de união, do desapego e do envolvimento de todos os que acreditam na sua grandeza.
Dos que desejam mantê-lo no caminho traçado por Urbano Caldeira e Athié Jorge Cury, dos que sonham vê-lo sempre na vanguarda do futebol.

Entendemos que o clube tem de debater e conhecer seus torcedores e associados e junto deles encontrar seu caminho de gigante também no século XXI.

Neste seminário juntamos santistas de todos os cantos com o mesmo ideal: ter o Santos que queremos !!!

Defendemos princípios como a democracia, a transparência e a modernidade na gestão.

Entendemos que eventos como este devam fazer parte da vida cotidiana do clube.

Manter vivo o debate e o diálogo com nossos sócios e torcedores é um exercício que deve ser incorporado e podemos realizar nas mais diversas cidades.

Nós que convidamos e organizamos este seminário, temos o intuito de conhecer as ideias de sucesso no mundo do futebol e trazê-las para o debate de todos os santistas.

É esse o clube que desejamos. E ele será possível na medida em que estivermos unidos.

Às vezes, parece ser só um sonho bonito de sonhar, mas nós sabemos que o Santos é a realidade que mais vale a pena viver.

Seminário O Santos que queremos
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Por uma eleição de ideias

Ainda com esperanças de que os movimentos oposicionistas se unam em prol de um Santos melhor, assumo o ônus e o bônus de ter decidido participar ativamente das próximas eleições no Santos. Faço parte do movimento Somos todos Santos, que já conta, além do meu, com os grupos liderados por José Carlos Peres e Orlando Galante Rollo.

Como fui o primeiro pré-candidato dessa eleição, divulguei minhas ideias, ouvi e li sugestões de muitos santistas para construirmos um Santos melhor, e como agora apoio o amigo José Carlos Peres, assim como fiz em 2014, é natural e justo que tenha de dar explicações a respeito dessa minha escolha e esclarecer todos os pontos com relação a ela. Vamos lá:

Fiz e faço minha parte pela união da oposição

Abri mão de minha candidatura para tentar a união dos movimentos de oposição à complicada gestão atual. Até agora não consegui, mas não desisti da união total. Porém, se há duas tendências, sou obrigado a optar por uma delas. Como sabem, sou muito grato ao Peres por ter me convidado para o trabalho que resultou na unificação dos títulos brasileiros.

Responsabilidade com os que acreditaram em mim

Sou responsável pelas pessoas que dividem comigo os mesmos ideais para o nosso Santos. Responsável pelas propostas, sinceras, que tenho recebido, discutido e divulgado. O fato de não ser mais candidato a presidente não quer dizer que tenha esquecido o que discutimos e decidimos ser o melhor para o Santos.

Possibilidade de atuar diretamente na administração do Santos

Eu precisaria estar ao lado de um futuro presidente que me desse liberdade para trabalhar e ser ouvido em pontos essenciais para um Santos melhor. Encontrei na aliança com José Carlos Peres e Orlando Rollo as condições ideais para defender os desejos dos santistas que me queriam como presidente do clube e confiam em minha honestidade e capacidade de trabalho.

O que falar de José Carlos Peres

Desde 2000, com a fundação da Ong Santos Vivo, José Carlos Peres tem realizado inúmeras ações em prol do Santos, ligado ou não ao clube. Por sua conta e risco criou o prêmio anual Ong Santos Vivo, patrocinou o programa diário na Rádio Trianon, tornou-se empresário de Gabigol e o entregou de graça para o Santos e cedeu seu imóvel, próximo à avenida Pacaembu, como subsede do clube em São Paulo. Como funcionário do Santos trouxe inúmeros novos negócios para o clube, como o camarote Visa, e entre eles comandou o trabalho de unificação dos títulos brasileiros, para o qual fui convidado como pesquisador e escritor.

Nesse ínterim, foi diretor da Federação Paulista de Futebol; administrador do G4 Aliança Paulista, que congregou os quatro grandes de São Paulo; iniciou os trabalhos de coordenação das festividades do Centenário do Santos e, em sua última passagem pelo clube, abriu e tentou abrir novas frentes internacionais para o Santos. Jamais se furtou a trabalhar pelo clube, qualquer que fosse a administração, assim como promete abrir sua administração para as melhores cabeças e os melhores profissionais de outras correntes políticas do clube.

Peres foi o segundo colocado na última eleição para presidente do Santos, em 2014, com menos de 200 votos de Roma. Portanto, tem todo o direito de concorrer ao pleito novamente.

O que falar de Orlando Galante Rollo

Uma jovem e dinâmica liderança política de Santos que estou tendo prazer de conhecer melhor agora. Uma pessoa afável, simpática, que cativa seus seguidores pela sinceridade e camaradagem. Um homem que valoriza a honestidade e a lealdade. Vítima de calúnias, processou o blogueiro caluniador e ganhou a causa. É uma pessoa do bem e se sente cada vez mais preparado para assumir cargos importantes na vida pública. Sua juventude forma, com a maturidade de Peres, uma receita ideal para comandar um Santos que respeite sua tradição e ao mesmo tempo seja ousado e irreverente.

Orlando Galante Rollo foi o quarto colocado na eleição de 2014. Teve votação expressiva em Santos, principalmente entre os associados mais jovens. Agora, mais experiente, pode contribuir ainda mais para a administração do clube.

Minha participação

Vejo minha participação nesse processo como mais técnica e estratégica. O conhecimento da história do Santos, acredito, me dá uma visão holística que mistura o passado e o presente do clube, delineando o futuro que podemos e devemos construir juntos. Estou tranquilo e consciente de ter feito a melhor opção, mas, como sempre, respeito a todos que se propõem a discutir apenas ideias, deixando as impressões pessoais de lado.

O espaço deste blog está garantido a todas as correntes políticas do Santos, até mesmo aos seguidores da gestão atual, desde que não o usem para provocações baratas e preconceituosas. A hora é delicada, e de união em torno dos interesses maiores do clube.

Mudança na enquete

Pessoalmente, por e-mails e comentários na mídia social, fui contestado por santistas que me consideraram parcial por fazer uma enquete sem incluir o nome de Andrés Rueda, segundo eles um empresário capaz, também de boa aderência entre muitos sócios, que pode ser escolhido como o candidato do grupo União Santástica. Para ser justo, refaço a enquete acima com as novas informações de que agora Peres está apoiado por Orlando Rollo e por mim.

Agora quero saber sua opinião sobre tudo isso


Under dogs x queridinhos

Leia o post original por Odir Cunha

O Santos representa a arte e a beleza do futebol, a meritocracia, o time que ganha títulos limpamente, contra tudo e contra todos, o melhor que o futebol brasileiro já produziu, aquele que mais ajudou a Seleção Brasileira a conquistar a Jules Rimet. O Flamengo é um grande time, porém protegido pelo sistema, que parte da mídia tenta empurrar goela abaixo de todos os brasileiros. Eles se enfrentarão hoje, a partir das 21h45, no Pacaembu, e o Brasil estará dividido para acompanhar esse grande jogo.

Não creio que haverá espírito de vingança por parte dos santistas devido à forma como foram prejudicados pela arbitragem na semana passada. Haverá, sim, motivação, a mesma que existe quando se enfrenta uma equipe que não joga apenas com 11 jogadores, mas tem a arbitragem, as instituições do futebol e parte influente da mídia ao seu lado. E por essa motivação, somada ao incentivo incondicional dos santistas que estarão no Pacaembu, acredito que o Santos, mais uma vez, se sairá bem contra o ardiloso rival.

Pena que o copeiro Vecchio não possa jogar, mas Renato provavelmente retornará ao time e sua experiência poderá ser vital em um jogo eletrizante como deve ser o de hoje. Outra esperança santista é a de que Lucas Lima e Ricardo Oliveira voltem a mostrar ao menos um pouco do que sabem. Faz tempo que o habilidoso meia e o artilheiro não dão o ar de sua graça. A certeza, porém, é a de que jogadores como Bruno Henrique e Copete se empenharão bastante em busca da vitória.

O Santos tem sido muito mais eficiente no ataque com o técnico Levir Culpi. Parou com aquela frescura de tocar indefinidamente a bola, sem objetividade. Sua defesa também está bem mais firme, o que não é o caso da defesa do Flamengo. Por isso, o jogo deve ser equilibrado, mas as chances de uma boa vitória santista são grandes.

O Santos sempre foi do povo

Com o déficit educacional que grassa no País e com a tevê substituindo a sagrada e imparcial difusão de conhecimento, que deveria ser sua obrigação, pela lavagem cerebral dos seus telespectadores, ultimamente se quer impor apenas dois times como os do povo brasileiro, em uma enorme falácia. Se o futebol é o esporte mais popular, todos os times profissionais têm sua parcela de popularidade, principalmente os de grande torcida, que no Brasil ultrapassam duas dezenas.

Se para analisar as raízes dessa popularidade tivermos de ir até as origens dos clubes, veremos que o Santos, fundado por abolicionistas, já nasceu popular e sem preconceito, pois tinha jogadores negros em seus quadros em 1913, enquanto o Flamengo se conservava rigorosamente elitista décadas depois. Sobre isso, no livro “O Negro no Futebol Brasileiro”, escreveu o notável jornalista Mario Filho, o mesmo que dá nome ao Maracanã:

O Flamengo não podia ter nenhum preto em futebol. Em futebol precisava ser branco, tão branco como o Fluminense. Não era de admirar, portanto, que quando gente do Flamengo e do Fluminense se juntava para formar um escrete carioca, o escrete saísse todo branco, do quíper ao extrema-esquerda.

Um detalhe: Mário Filho era flamenguista. Pertencia, porém, a uma época em que jornalistas priorizavam a verdade. E a verdade é que orubro-negro, instalado confortavelmente na Zona Zul do Rio, jamais foi tão ligado ao povo simples como o Vasco, por exemplo, este sim um clube do subúrbio que se abriu aos negros, pobres e nordestinos e por isso foi marginalizado pelos outros grandes do Rio. E ao inaugurar o seu estádio, em 1927, construído com o esforço de seus aficionados, foi o Santos, outro under dog de São Paulo, que os vascaínos convidaram para o jogo inaugural. Essa é a história. Essa é a verdade.

Em 1935, ano em que o Santos conquistou o seu primeiro título paulista, a situação do Campeonato Carioca mostrava o Fluminense com nove títulos, o Botafogo com oito e, empatados, América e Flamengo com seis cada um. Depois vinha o Vasco, com quatro. Há informações de que a partir dali é que surgiu um plano, com apoio de parte da mídia, para que o Flamengo se tornasse, ou parecesse, mais popular. O domínio da Rede Globo, a partir da década de 70, trouxe a cereja que faltava.

Mas mesmo esses científicos homens do marketing sabem que os mercados mais ricos do Brasil são a capital e o interior do Estado de São Paulo, e nesses dois mercados cobiçadíssimos a torcida do Santos é dez vezes maior do que a do clube carioca. Jamais farão com que uma criança paulista engula um time carioca, ainda mais um de elite disfarçado de popular.

Esses mesmos marqueteiros já devem saber que uma pesquisa internacional recente mostrou que o Santos tem 1,2 milhão de aficionados no exterior, contra 700 mil do rival carioca.

Bem, vamos ao jogo. Ao entrar no Pacaembu, logo mais, olhe bem as arquibancadas, as numeradas, o tobogã, e perceba que a proporção entre torcedores do Santos e do Flamengo será a mesma que distingue a importância de um e outro na história do futebol mundial. Quem reinou no planeta, sempre será majestade.


Quantos são os santistas

Leia o post original por Odir Cunha

Até hoje não me conformo do dia em que José Carlos Brunoro, responsável pelo marketing do Santos, foi ao Conselho Deliberativo dizer que a torcida santista era a décima do Brasil e estava envelhecida e diminuindo. Não é isso que dizem as pesquisas mais abrangentes.

Não me refiro a essas enquetes sem nenhum valor científico, que ouvem 1.000 pessoas e querem definir o percentual de torcedores de uma cidade como São Paulo, com 12 milhões de habitantes. Veja as duas abaixo, que envolvem milhões de pessoas e tirem suas conclusões. A primeira reúne, principalmente, jovens, e a segunda, senhores de 40 anos para cima. A torcida do Santos está entre a quarta e a quinta do Brasil. Ponto.

Na mídia social:

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A pior derrota

Leia o post original por Odir Cunha

Perder para o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por 1 a 0, é normal. Porque o Santos estava desfalcado de Lucas Lima, o único que se assemelha a um craque nesse time; porque o Cruzeiro é uma equipe de respeito e porque jogar em um estádio envidraçado por camarotes que abafam os gritos do torcedor, com apenas 7.025 pessoas presentes, não mete medo em ninguém. O que não é normal, o que significa a maior derrota do Santos no momento, é a mentalidade vigente no clube de que encastelar-se nos muros de sua cidade vai salvá-lo das tristezas do futebol.

Muitos santistas, até alguns que trabalham para a gestão que domina o clube, alertaram que três jogos seguidos na Vila Belmiro seria uma fórmula pronta de prejuízo. Nesse domingo, por exemplo, não havia jogo na capital, então por que não marcar Santos e Cruzeiro para o Pacaembu? Sabe-se, porém, que os assessores mais radicais do presidente defendem que só jogos sem expressão sejam levados para São Paulo. Como é ano de eleição, Modesto Roma não quer contrariá-los.

Assim, ignorando o bom senso e os mínimos princípios de planejamento que se espera de um clube de futebol profissional, o Santos fez os três jogos na Vila Belmiro, e obteve os públicos de 5.921 pessoas contra o Coritiba, dia 20 de maio, sábado passado; 6.632 espectadores contra o Sporting Crystal, dia 23, terça-feira, e agora, 7.025 torcedores contra o Cruzeiro, em uma média de 6.526 espectadores por partida.

Contra o Coritiba, segundo o balanço financeiro divulgado pela CBF, o jogo proporcionou um lucro líquido de 32 mil e 661 reais, mas só as “despesas diversas” chegaram a 44 mil e 891 reais. É fácil prever, portanto, o montante que o Santos deixou de ganhar ao contrariar a maioria de seus torcedores e marcar três jogos seguidos para o Urbano Caldeira.

Se o Pacaembu fosse um estádio maldito, onde o Santos perdesse todos os seus jogos, ainda se entenderia. Mas no estádio municipal de São Paulo o Alvinegro Praiano é o detentor do recorde de 19 vitórias consecutivas e mantém uma média de público que se aproxima de 25 mil pessoas. É incompreensível, amadora e discriminatória essa aversão ao estádio mais bem localizado do Brasil, onde o Santos tem uma tradição de grandes públicos, vitórias memoráveis e títulos históricos.

No Campeonato Brasileiro do ano passado foram as derrotas na Vila Belmiro que tiraram do Santos a chance de lutar pelo título. Neste ano o time ganhou do Coritiba devido a uma atuação extraordinária do goleiro Vanderlei e agora perdeu do Cruzeiro em um jogo no qual foi dominado boa parte do tempo. Não dá para dizer que o time jogaria melhor e ganharia no Pacaembu, mas também não dá mais para dizer que na Vila ele ganha todas. Nem uma criança acredita mais nessa crendice.

Assim, é irrelevante destacar quem jogou bem ou mal contra o Cruzeiro. Acho que o time todo se esforçou e deu o máximo que pode. Ocorre que os jogadores não podem dar mais do que isso. Falta ao time, principalmente, um armador talentoso e inteligente, que possa substituir ou jogar ao lado de Lucas Lima. Falta também um atacante mais jovem, rápido e com alguma técnica. Ricardo Oliveira tem técnica, mas já lhe faltam pernas. Na defesa, se continuasse de pé e não desse o carrinho, provavelmente Lucas Veríssimo não teria sido driblado. Porém, são detalhes.

O mais importante não é só ganhar os jogos, mas planejar uma trajetória que torne o Santos saudável financeiramente, com possibilidade de contratar melhores jogadores e se manter ainda mais cativante para os jovens, abrindo assim novas possibilidades mercadológicas. Mas não será jogando para um público médio de 6.500 pessoas que ele conseguirá isso.

E você, o que acha?

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Hoje tem Santos na Vila

Leia o post original por Odir Cunha


Em Lima foi assim. Nesta terça-feira o Santos tem tudo para conseguir uma boa vitória sobre o Sporting Crystal, na Vila Belmiro e se classificar entre os melhores para a fase eliminatória da Copa Libertadores. É hora da torcida santista lotar o Urbano Caldeira.

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O melhor de dois mundos

Leia o post original por Odir Cunha

A Grande São Paulo, com seus mais de 21 milhões de habitantes, permite ao Santos estádios repletos, dezenas de milhares de associados, uma convivência mais próxima com a imprensa e os maiores patrocinadores, o que resulta em incrível fortalecimento de sua marca. A cidade de Santos, a capital da Baixada Santista, região com um milhão e meio de habitantes, significa a base histórica e cultural do Glorioso Alvinegro Praiano, lugar ideal para a construção de um amplo, moderno e exemplar centro de treinamento para infanto-juvenis, município que, otimizando os seus equipamentos voltados ao esporte, entre eles museus, estádios, pontos históricos, deverá se transformar na Cidade do Futebol.

Sem as possibilidades de ascensão empresarial representadas pela Grande São Paulo, o Santos definhará como clube grande; sem a cidade de Santos, o time perderá suas raízes. Ambas as regiões são essenciais. Abrir mão de uma delas significa enfraquecer o Santos, que pode e deve saber utilizar, com inteligência e sem vaidades, o melhor de seus dois mundos. Este é o maior desafio dos futuros administradores do clube, mas tem tudo para ser vencido, desde que as artimanhas da política não superem a lógica, a lucidez e a vontade honesta de trabalhar pelo bem comum dos santistas.

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Na garra e na marra!

Leia o post original por Odir Cunha

Deficiências? Sim, o time continua tendo. Mas a vitória sobre o Santa Fé, por 3 a 2, em um Pacaembu embaixo de chuva e com cerca de 30 mil santistas deve ser comemorada, pois encaminha bem a classificação do Santos para a fase de mata-mata da Copa Libertadores.

Um detalhe é que quando faltou a técnica veio a garra e sem ela não se consegue nada na Libertadores. Outro aspecto importante é que Dorival Junior e Vitor Bueno falaram em lutar pelo título da competição. Mesmo com todos os problemas da equipe, se houver luta tudo será possível. Particularmente, eu acredito, sempre.

Gostei do empenho de todos. Concordo que Renato marcou mal e acho que Vanderlei abusou do golpe de vista, mas são os chamados titulares absolutos. Destaco ainda a ótima cobertura da Fox. O fato de o jogo ser o único do horário permitiu um espaço bem mais generoso.

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Média no Pacaembu pode ser superior a 20 mil pagantes

Leia o post original por Odir Cunha

Histórico recente comprova: atingir e manter uma média superior a 20 mil pagantes no Pacaembu é totalmente viável para a torcida santista. Para comprovar isso, pesquisei os jogos do Santos no Estádio Municipal de São Paulo durante a gestão de Modesto Roma. Foram 13 partidas ao todo, mas incluirei nesse estudo apenas 12 delas, pois uma teve mando de campo e torcida única do adversário, no caso o São Paulo (São Paulo 0 x 1 Santos, em 13/10/2016, com 28.321 pagantes e um total de 29.314 pessoas).

Excluindo-se esta partida com o São Paulo, todas as outras tiveram mando de campo do Santos ou uma grande maioria de torcedores santistas, como nos casos dos jogos contra o Red Bull e a Portuguesa, que detinham o mando de campo. Assim, levo em conta 12 partidas e apenas o público pagante, mesmo sabendo que os não pagantes também importam, principalmente quando crianças, e representam, em média, um acréscimo de 2,5 mil pessoas por jogo.

Bem, vamos então ao público dos jogos do Santos no Pacaembu, com maioria de torcedores santistas, durante a gestão atual:

Portuguesa 1 x 3 Santos – 14.361 pagantes
Santos 4 x 2 Linense – 10.954 pagantes
Santos 1 x 0 Osasco Audax – 9.113 pagantes
Santos 3 x 2 Figueirense – 25.930 pagantes
Santos 4 x 1 Mogi Mirim – 9.897 pagantes
Santos 1 x 0 Água Santa – 16.035 pagantes
Santos 3 x 0 Botafogo (RJ) – 16.530 pagantes
Santos 3 x 0 São Paulo – 19.748 pagantes
Santos 3 x 2 Santa Cruz – 24.586 pagantes
Santos 5 x 1 Kenitra – 10.350 pagantes
Red Bull 2 x 3 Santos – 20.412 pagantes
Santos 1 x 0 Ponte Preta – 33.236 pagantes

O total destes públicos dá 211.052 pessoas, que dividido por 12 resulta na média de 17.587 pagantes por partida.

Coincidentemente, se somarmos os não pagantes, teremos a média praticamente exata de 20 mil pessoas por partida do Santos no Pacaembu. Entretanto, vamos continuar falando apenas dos pagantes.

Todo o santista que costuma ir aos jogos do time sabe que das imensas dificuldades que o torcedor do Santos costuma ter para obter informações precisas sobre a venda dos ingressos, comprá-los e adentrar o estádio.

Não se consegue escapar das imensas filas e dos desconfortos provocados pela estrutura do futebol brasileiro e também pela precariedade do sistema adotado pelo clube, que só agora começa a ser mudado.

Não se podia comprar ingressos com cartão de crédito. Toda a operação precisava ser em dinheiro e o sócio não podia simplesmente passar a carteirinha na catraca e entrar. Os pontos de venda também não eram espalhados geograficamente pela Capital Paulista. Os três – Pacaembu, Ginásio do Ibirapuera e loja do Santos na Rua Augusta – ficam todos na mesma região da cidade.

Apenas com a melhoria e a agilização de todo o sistema, com pontos de venda nos pontos cardeais da cidade e também no Centro, o número de ingressos vendidos subiria, no mínimo, de 20 a 30%. Se a divulgação das partidas fosse feita com maior antecedência e fossem criadas promoções para o torcedor que vai ao estádio, isso também atrairia um público maior.

Por tudo isso, atingir a média de 22 a 25 mil pagantes a cada partida com o mando do Santos no Pacaembu não é nenhuma utopia. Mas deixo claro que não defendo todos os jogos do Alvinegro Praiano no estádio da Capital.

Creio que um rodízio entre Pacaembu e Vila Belmiro melhorará a média dos dois estádios e dará fôlego para torcedores santistas de ambas as regiões assistirem ao menos a duas partidas do time a cada mês. Essa estratégia foi usada no Paulista de 1978 e no brasileiro de 1983, nas quais o Santos conseguiu suas melhores médias de público nas duas competições.

Deixemos a política de lado e, a exemplo do prefeito João Dória, pensemos como gestores. O mercado do Santos é enorme. Não pode ser diminuído por interesses pessoais.

E você, o que acha disso?

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Grandeza para ser gritada

Leia o post original por Odir Cunha


Em 2006 foi assim. Eu, Suzana, Marcos e Daniel estávamos lá.

Não é surpresa nenhuma que os santistas lotem o Pacaembu na segunda-feira. Lotar estádios na Capital é o roteiro natural do Santos desde que a geração de Pelé deu ao clube a herança preciosa de uma das maiores torcidas do País. Só mesmo quem não quer admitir a enorme popularidade e carisma do Alvinegro Praiano, ou trabalhe contra ela, se interessa por vê-lo se exibindo para uma média de sete mil torcedores.

O Santos é muito maior do que isso, muito maior do que a cidade de Santos e maior até do que a metrópole paulistana. Por tudo que é, foi e representa o Santos merece jogar, sempre, para grandes públicos. E merece ter sua história conhecida e reconhecida de geração a geração. Como, no meu papel de torcedor, só posso ser um, escrevo livros, mantenho um blog a fim de manter viva e eternizar a rica história do nosso clube, com a intenção de contribuir, dentro da minha área, para o aumento de nossa torcida.

Tenho a doce ilusão de que, mesmo após a minha morte, as nossas mortes, se um dia vencerem as forças que querem apequenar o Santos e mantê-lo ad eternum sob o seu jugo, quando a imprensa esquecer definitivamente do nosso time e ele chafurdar por divisões inferiores contanto apenas com torcedores da Vila Belmiro e adjacências, ainda assim, em algum lugar do Brasil, um adolescente pegará em uma prateleira qualquer um livro com a história do Alvinegro Praiano e se apaixonará por ele da mesma forma que nós nos apaixonamos, e a saga persistirá.

Por isso que, dos 27 livros que escrevi e foram publicados, 12 falam do Santos. Destes, os mais importantes foram Time dos Sonhos, que levou mais de dez anos para ser concluído e foi lançado em dezembro de 2003, com a história do clube desde sua fundação até o título brasileiro de 2002; e o Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros, que fiz em parceria com José Carlos Peres e que, para nossa extrema felicidade, conseguiu que os campeões brasileiros de 1959 a 1970 fossem reconhecidos oficialmente, o que recuperou seis títulos brasileiros para o Santos.

Neste mês de abril, no dia 14, o Santos Futebol Clube completa 105 anos e por isso a livraria deste blog está oferecendo os livros Time dos Sonhos e Dossiê a valores inferiores ao preço de custo dessas obras. Tanto Time dos Sonhos, com 528 páginas, cerca de cem mil informações sobre a história do Santos e o perfil detalhado dos onze titulares do melhor time de futebol de todos os tempos, como o Dossiê, 323 páginas de papel couché, com toda a história dos campeonatos nacionais e os fatos e argumentos irrefutáveis que levaram ao reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa estão sendo oferecidos por apenas 39 reais o exemplar, incluído nesse preço a despesa de correio, além de minha dedicatória. Na compra de dois exemplares, em vez de 78 reais, o leitor pagará apenas 59 reais.

Se você já os tiver, por que não comprá-los para presentear uma pessoa sem recursos ou momentaneamente parte das estatísticas terríveis de desemprego no Brasil? Todos nós, engajados na luta pela grandeza do Santos, contrários ao processo de apequenamento movido pela atual direção do clube, temos de fazer a nossa parte. Ir ao Pacaembu e provar que o Santos é time para atrair multidões aos seus jogos, é uma das tarefas obrigatórias. A outra é conhecer e difundir a incomparável história do Glorioso Alvinegro Praiano.

Até a meia-noite do dia 30 de abril, um domingo, manterei esses valores para os livros Time dos Sonhos e Dossiê. Também estou oferecendo, a preços simbólicos, não superiores a quatro reais e cinquenta centavos, os PDFs dos livros Donos da Terra, Na Raça!, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Na compra deste último, oferecido por apenas dois reais e cinquenta centavos, autorizo o comprador reencaminhá-lo para uma criança santista ou indecisa com relação a que time escolher para torcer. Pode parecer pouco, mas atitudes assim é que construirão um futuro melhor para o nosso Santos.

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Movimento por um Santos Melhor – Encontro em São Paulo

Dia 18, a partir das 18 horas, encontro no Murymarelo Bar

Venha conhecer nossas ideias e também dar as suas para um futuro melhor para o Santos Futebol Clube

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Roma não cumpre palavra

Leia o post original por Odir Cunha

Libertem o gigante!

Na saída do jogo, domingo, um senhor me dizia que estava organizando uma caravana com amigos do Taboão da Serra para voltar ao Pacaembu sábado, às 19h30, a fim de assistir ao jogo contra a Ferroviária. Grupos de santistas de Osasco e Guarulhos também tinham me avisado, por e-mail, que fariam a mesma coisa. Afinal, jogo no Pacaembu, com mando de campo do Santos, é coisa rara e o presidente Modesto Roma já tinha anunciado a partida contra a Ferroviária para o estádio paulistano. Agora, porém, chega a notícia de que Roma voltou atrás e fará a partida na Vila Belmiro.

A matéria que saiu no Globo Esporte, assinada por Lucas Musetti, diz que o Peixe não concluiu transferência do mando da partida, ou seja, faltou apenas enviar um papel assinado para oficializar o mando de campo. Pelo público de quase 24 mil pessoas que mostrou contra o Red Bull (mais de 20 mil pagantes), em um horário ruim e com mando de campo do adversário, era fácil prever que o jogo contra a Ferroviária teria grande possibilidade de atrair um número ainda maior de torcedores.

Bem, recentemente tivemos a demissão do gerente de futebol Sergio Dimas sob a alegação de este ter se esquecido de inscrever o Santos na Copa Libertadores da América. Pois bem. Mas se agora alguém do clube não “concluiu a transferência do mando da partida” contra a Ferroviária para o Pacaembu, não é de se esperar que alguém também seja punido? Ou esse “esquecimento” era mesmo a vontade de Modesto Roma?

Sem todas as informações e sem os depoimentos dos responsáveis nunca poderemos ter uma opinião definitiva sobre o caso. Ocorre que por todos os fatos anteriores, depreende-se que não há a mínima vontade dessa gestão de permitir que santistas de fora da cidade, principalmente de São Paulo, tenham participação ou influência nos rumos políticos do clube. Mesmo com a consequência natural de se perder dinheiro e visibilidade ao ignorar o Pacaembu, não interessa às pessoas que controlam o Santos correr o risco de vê-lo escapar de suas mãos.

É como se quisessem que o Santos deixasse de ter os torcedores que angariou durante décadas além dos limites de sua cidade. Isso parece suicídio mercadológico, pois que presidente de uma organização preferiria que ela encolhesse? Quem gostaria de transformar um baobá em bonsai? Pois é. Essa administração santista parece pensar assim.

Engraçado é que há algum tempo entrevistei o presidente da Portuguesa Santista, o senhor Lupercio Conde, e lhe perguntei se, caso a Briosa tivesse muito mais torcedores em São Paulo, como ocorre com o Santos, em que cidade faria seu novo estádio. Ele não demorou nem dois segundos para responder: “Em São Paulo, claro!”.

Ficou evidente ali, naquela resposta curta e grossa, a visão, a inteligência, e o desprendimento do presidente da Portuguesa Santista, pois provou que pensa no sucesso do clube em primeiro lugar, sem bairrismos nem personalismos. Gostaria e acho que boa parte dos santistas também, que o Glorioso Alvinegro Praiano fosse dirigido por um líder assim.

Frustrar dezenas de milhares de santistas que já se preparavam para tomar o Pacaembu no próximo sábado não foi, positivamente, uma atitude inteligente e nem politicamente correta do presidente santista. Assim está se afastando cada vez mais dos santistas do planalto e cavando um abismo que pode engolir o seu sonho de reeleição.

Clique aqui para ler a matéria do Globo Esporte.

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Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

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E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

Para quem comprar os livros “Time dos Sonhos”, ou “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, o blog ainda enviará, gratuitamente, as versões eletrônicas dos livros Donos da Terra, Ser Santista e Na Raça!

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