Arquivo da categoria: vilão

Não sejamos covardes

Leia o post original por Rica Perrone

Quando algo arriscado é feito, imediatamente surge a turma do “eu avisei”. Esses caras são os que nunca arriscaram nada na vida e vivem enchendo o saco de toda tentativa ousada de sucesso alheio. Maicon pode valer ou não 20 milhões. Vai de cada um. Esperar o jogo de hoje, onde fazia ótima atuação pra …

Bruno, vilão e vítima. Os dois lados do goleiro

Leia o post original por Mion

Bruno de ídolo rodeado por fãs, agora vive cercado de policiais e  é estrela das páginas policiais..

Bruno, de ídolo rodeado por fãs, agora vive cercado de policiais e é estrela das páginas policiais.

    As questões relacionadas ao processo do goleiro Bruno já estão na mídia em grande profusão. Badalação total, coberturas exponenciais, mais de 70 veículos nacionais presentes, enfim um pandemônio. Culpado ou não, quem decidirá será o júri. O caso Bruno faz refletir sobre outros aspectos relacionados especificamente ao futebol. Ainda menino Bruno não recebeu o preparo psicológico bem alicerçado para chegar aonde chegou: um dos melhores goleiros do país, vestir a camisa do Flamengo, inclusive cotado à seleção brasileira. Hoje poderia ser titular absoluto já que continuamos sem um goleiro titular de verdade.

De origem humilde criado em um bairro cercado de violência e pobreza. Passou por diversas dificuldades na infância. Em poucos anos conquistou uma posição que a esmagadora maioria do povo brasileiro não atingiu e nunca chegará: dinheiro, fama e poder. Afinal, ser goleiro do Flamengo não é para qualquer um, isso com apenas 22 anos. Ainda garoto, Bruno já era titular do clube mais popular do país. E como goleiro… pressão total, posição solitária e fatal. Rapidamente virou ídolo e antes de enfrentar o problema do assassinato de Elisa Samudio tinha pré-contrato com o Milan (dizem que aí surgiu o problema entre os dois porque Elisa queria ir de qualquer jeito com Bruno para a Itália, caso não fosse contaria alguns “podres” à imprensa)

A partir deste episódio começou o dilema: até que ponto esse ser humano estava preparado psicologicamente, com estrutura cultural suficiente para ostentar tal responsabilidade e usufruir da situação com a cabeça equilibrada buscando corretamente espaços profissionais e pessoais. Para se ter ideia, hoje Bruno está com apenas 28 anos (recém completados em dezembro), caso seja absolvido ainda tem mais 10 anos de carreira. É bom lembrar, está preso há 3 anos, em que estágio profissional poderia ostentar atualmente caso não ocorresse a tragédia.

Só pelo tipo de gente que Bruno vivia cercado (o tal Macarrão, por exemplo, o melhor amigo do goleiro) já dá para avaliar que Bruno saiu do lugar barra pesada onde foi criado e continuou ligado aos seus costumes. Tanto que o destino de Elisa foi decidido como o de outras tantas mulheres que se atrevem a contrariar os machistas. O caso do goleiro serve de exemplo a muitos clubes. Não adianta um garoto talentoso se não tiver cabeça bem formada, sem acompanhamento psicológico e de assistência social.

Para exemplificar, Messi é argentino, porém desde aos 13 anos vive em Barcelona tem uma formação cultural, educacional e comportamental europeia. Mascherano, Tévez entre outros argentinos vivem cercados de celeumas e confusões. Messi é craque e profissional exemplar. Desde adolescente o  Barça soube trabalhar, avaliar caráter e o potencial de um futuro craque.

No Brasil há necessidade de além de cuidar da parte física, tática e técnica, dar maior atenção à formação do ser humano, cidadão e depois pensar no jogador. Capacitar o garoto a chegar ao estrelato. Ele deve compreender como conviver com fama e dinheiro, conscientizado de que independente do status sempre será um simples jogador de futebol e não um deus supremo que pode tudo… até mesmo mandar matar.

Técnico de futebol não é super-herói e nem vilão

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

Fico muito incomodado com a supervalorização dos méritos e das culpas incutidas aos técnicos. Na última década principalmente são considerados estrelas máximas, super-heróis ou vilões, ganham jogos e quando o time vai mal são culpados de tudo.  Há uns dois meses o sempre coerente e transparante Muricy falou: “técnico representa 20 ou 30% de um time, o resto é por conta dos jogadores”. Concordo plenamente. Os dirigentes formam equipes limitadas e depois de uma série de maus resultados fogem da responsabilidade jogando tudo nas costas do técnico. Até os jogadores fazem isso, muitas vezes abusam de noitadas, bebidas e festas, redem pouco e a saída do treinador tira o foco do mau comportamento tanto dentro quanto fora de campo. E os torcedores vão no embalo, estão viciados em descarregar no técnico toda a ira.

Quando a equipe é formada por jogadores de qualidade tudo é diferente. O competente Guardiola deixou o Barcelona e na semana passada em jogo válido pela Supercopa da Espanha enfiou três no Real Madri. Sofreu dois gols, porque no segundo o goleiro Valdéz foi driblar Di|Maria e perdeu a bola, isso aos 40 minutos do segundo tempo. Uma tremenda bobeira, se não falhasse vergonhosamente o Barça venceria por 3 a1. Como informação, na Europa o conceito é bem diferente. Guardiola comandou o Barça por 4 anos ( saiu porque quis), Alex Ferguson dirige o Manchester United há 25 anos, ganhou muito mas perdeu bastante e nem por isso teve o cargo ameaçado. Arséne Wenger completou 15 anos no Arsenal. Vicente Del Bosque chega a 5 anos na seleção espanhola, Joaquim Low não ganhou nada com a seleção alemã, mas em seis anos de trabalho colocou a Alemanha como a segunda melhor do mundo, teria outros exemplos, acho que estes já comprovam o que estou dizendo.

Aos poucos no Brasil esse conceito de “fritar” o técnico está mudando:  Tite tem uma posição sólida no Timão, o mesmo ocorre com Abel Braga no Flu, Muricy no Santos, Felipão no Palmeiras e Marcelo Oliveira no Coritiba. Em alguns casos o técnico deve receber uma valorização um pouco maior. É o caso de Tite, tem um time competente, eficiente sem grandes craques, chegou ao título Brasileiro e faturou a Libertadores. Vou citar um exemplo negativo: o Internacional, tem um elenco de encher os olhos, digno de ser campeão brasileiro. Nos últimos tempos trocou de técnico toda hora: Falcão, Celso Roth, Dorival Júnior entre outros.

O técnico tem quatro responsabilidades: liderar, manter o grupo unido e confiança com metas traçadas, treinar, organizar taticamente, dar um padrão de jogo constante e ter intuição nas substituições de jogadores no decorrer de um jogo. O restante é com os jogadores dentro de campo. Quem ganha ou perde uma partida é o time. Técnico não corre, não passa a bola, não faz e nem perde gol. O treinador é tipo um gerente que coordena, orienta o trabalho. Se um profissional comprova competência e o trabalho é correto, tem que mudar alguns jogadores e não o técnico. Aos poucos o Brasil está aprendendo, os dirigentes estão mais maduros e corajosos em assumir erros e acertos. É o primeiro passo para que trabalhos profissionais e bem estruturados vinguem e possam dar resultados positivos.

Ronaldinho, o desequilibrista vilão

Leia o post original por Mion

Ronaldinho não decide e ainda compromete a meia-cancha flamenguista.

Quando no ano passado o Flamengo anunciou a contratação de Ronaldinho Gaúcho, a primeira reação foi a seguinte: o Mengão ficará muito forte, trouxe um craque diferenciado que vai desequilibrar. Depois de um ano, realmente Gaúcho desequilibra, mas a favor do adversário. De herói passou a ser vilão.  Além de não definir a maioria dos jogos, ocupa uma vaga que poderia ser mais bem aproveitada por outro, talvez não tão talentoso, mais produtivo e eficiente. Isso sem contar os problemas táticos ocasionados por sua escalação.

Com Ronaldinho em campo, o argentino Botinelli não tem a oportunidade de deslanchar. Já provou muita qualidade, mas Gaúcho centraliza as jogadas, amarra o jogo e Botinelli muitas vezes fica no banco. Por quê? No jogo diante do Vasco, Joel errou ao deixar Bottinelli no banco, mas entendo a sua opção.

E a justificativa é simples: Ronaldinho não marca, não ajuda a recompor a meia-cancha. Obriga o treinador a escalar dois volantes mais marcadores, casos de Airton e Willians, além de necessitar de mais um. Renato Abreu recebe muitas críticas, o papel dele não é fácil. É o responsável por iniciar as jogadas ofensivas e ainda correr atrás do adversário para compensar a falta de colaboração de Ronaldinho na marcação. Renato atua como armador, mas com a obrigação de ser também, o terceiro volante.

A meia-cancha flamenguista fica pobre e distorcida. Gaúcho é um peso que os demais precisam carregar. Se ainda definisse os jogos, o Flamengo colecionaria vitórias e títulos. Ronaldo desequilibra porque não decide os jogos e o Flamengo joga só com 10.

Sempre a defesa é a vilã da estória

Leia o post original por Mion

Com o retorno de Elano, Arouca terá mais apoio na marcação.

E eu pergunto: como pode uma defesa ruim ganhar a Libertadores? Aí eu respondo: não pode. Questionar a defensiva do Santos é cair na mesmice. O futebol é um esporte coletivo. Se uma equipe sofre gols é porque o “sistema” defensivo está mal. O sistema não é composto isoladamente por zagueiros e laterais.

Qual foi a escalação da meia-cancha do Santos na decisão da Libertadores diante do Peñarol? Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso. Adriano exímio marcador, Arouca rouba a bola e sabe sair jogando como pouco volantes no Brasil. Elano auxilia na marcação e ajuda na armação e até finalização. Ganso, o cérebro do time com mais liberdade. E hoje?

No final de semana perdeu para o Fluminense com a meia-cancha formada com Henrique, Arouca e Elano. A diferença é clara. Muricy está optando em jogar com 3 atacantes, Alan Kardec, Borges e Neymar. Não que deseje, mas por falta de opções para armar o setor de meia-cancha.

O Fluminense venceu porque tinha no setor central Edinho, Diguinho, Marquinho e Lanzini. E Neymar estava inspirado. Isso comprova: não adianta o craque arrebentar se não existe um time compacto, também competente na defensiva. Enquanto Muricy não puder arrumar a sua meia-cancha o Peixe vai continuar patinando.