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Palmeiras vence em semana maluca

Leia o post original por Flavio Prado

A semana do Palmeiras mostrou a loucura que é o futebol brasileiro. Domingo passado ainda havia a expectativa de título, time e torcida estavam confiantes em uma vitória contra o líder Corinthians. Rapidamente tudo mudou.

Depois da derrota no clássico, o time perdeu também para o Vitória e os jogadores que eram exaltados passaram a ser extremamente criticados.

O torcedor é paixão, mas deve existir o mínimo de racionalidade e respeito aos profissionais. Natural que o torcedor se anime no bom momento e fique triste e irritado com as derrotas, mas o exagero nunca é bom.

O Palmeiras tinha uma expectativa muito grande para 2017. A cobrança foi enorme desde o início, mesmo com o título brasileiro de 2016, aliás o torcedor brasileiro poderia curtir mais os grandes momentos. O Palmeiras não conquistava o Brasileiro desde 1994, era um momento mais para celebração do que para uma cobrança exagerada.

Essa pressão pelo próximo título tem sido muito comum no Brasil. Claro que o time não vai parar depois de uma conquista, mas essa cobrança sufocante acaba deixando o futebol muito tenso e pesado para os profissionais e para os torcedores.

São Paulo respira

Leia o post original por Flavio Prado

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O São Paulo conseguiu vitória importante contra o Flamengo no Pacaembu. Foi um bom primeiro tempo do time paulista e uma queda no segundo tempo com alguns sustos.

O time é irregular, ainda não conseguiu duas vitórias consecutivas no campeonato, mas se pelo menos fizer sua parte em casa, permanece na primeira divisão.

Difícil imaginar que o time mostre grande evolução no campeonato, as mudanças com bola rolando, a pressão pelo resultado e a troca de técnico são alguns fatores que pesam contra um melhor jogo coletivo, depende muito do dia e das circunstâncias.

Contra o Flamengo, Jucilei retornou ao time como primeiro homem no meio, Petros e Hernanes com mais liberdade e Cueva com liberdade de movimentação, o peruano não ficou preso do lado esquerdo do campo.

O ganha e perde deve continuar até o final do campeonato, o time é o pior visitante, mas pelo menos tem alguns bons momentos como mandante.

Pelo visto, o Santos quer mesmo entregar a taça para o Timão!

Leia o post original por Milton Neves

Santos 2 x 2 Vitória

Do que adianta o Corinthians tropeçar tanto neste segundo turno?

Ninguém aproveita, pô!

O Santos, que depois da queda da Libertadores se tornou o maior perseguidor do líder, mais uma vez PIPOCOU!

Agora diante do Vitória, e em casa!

Assim não dá!

E o pior é que o time baiano merecia melhor sorte no duelo.

Isso porque os comandados de Vagner Mancini criaram mais chances de gol do que a equipe da casa.

Ah, se não fosse o Vanderlei…

E por falar em Vagner Mancini, andam dizendo por aí que se Levir não quiser ficar na Vila, a diretoria do Peixe correrá atrás do comandante do Vitória.

Um ótimo nome!

Bom, e agora, entre Santos, Grêmio, Palmeiras e Cruzeiro, vejamos quem ficará com o segundo lugar no Brasileirão.

Afinal, a CBF já pode muito bem mandar a taça para a Rua São Jorge, 777.

Opine!

Grande rodada para Corinthians e São Paulo

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

São Paulo e Corinthians se enfrentarão no próximo domingo no Morumbi, depois de uma rodada positiva para os dois, cada um dentro do seu objetivo.

O São Paulo venceu um confronto direto contra o Vitória. Nas rodadas anteriores , o time não conseguiu superar seus adversários mais próximos. Além do resultado, um aspecto muito positivo do jogo foi a atuação de Cueva. O peruano é um dos jogadores mais qualificados do elenco e faz péssimo campeonato. Cueva bem ajuda muito o São Paulo.

O Corinthians abriu ainda mais vantagem no campeonato. Mesmo com 3 derrotas em 5 jogos no returno, o time não sofreu na matemática. O líder somou 6 pontos na segunda etapa da competição, o segundo colocado fez apenas 4. A vantagem é enorme, dificilmente o título vai escapar e com a vitória o time poderá seguir mais tranquilo seu caminho na competição.

Mancini se desculpa

Leia o post original por Antero Greco

O episódio de final de semana mexeu com Vagner Mancini e teve repercussão ainda nesta terça-feira. Aliás, episódios. Lembra quais foram? Não?! Faço um resumo.

O Vitória ganhou do Corinthians, em Itaquera, e botou fim na invencibilidade do líder no Brasileiro. Após o jogo, Mancini não gostou da forma como Felipe Garraffa, repórter da Rádio Bandeirantes, abordou o desempenho da equipe. Na opinião dele, o jornalista se errou ao dizer que o time baiano “jogou por uma bola”. De fato, o Vitória jogou bem.

Só que, para reforçar o argumento e rebater a crítica, o treinador sugeriu que o rapaz era corintiano. Um falou, outro respondeu, e a entrevista acabou. Na sequência, justiceiros de internet foram procurar posts de sete anos para provar que Garraffa de fato era corintiano. Detalhe: em 2010, não passava de um adolescente de 13 anos, ainda no ensino médio…

No domingo, vazou áudio no qual Mancini conversava com um amigo, comemorava a proeza e dizia que tinha sabor especial ganhar do Corinthians. E, além disso, estava eufórico por ter dado “uma patada num jornalista corintiano babaca”.

Ficou chato. Sem contar que ali houve, aparentemente, comportamento de amigo urso. Injusto, desonesto e reprovável tornar público um áudio pessoal, privado, particular. Fosse comigo, eu cortava papo com o sujeito. Com amigos desses, nem precisa de inimigo.

Pois Mancini comunicou nesta terça-feira que telefonou para Roberto Andrade, presidente do Corinthians, e para Felipe Garraffa, para desculpar-se. Afirmou, em nota, que nunca desrespeitaria o clube e desejou sorte ao jornalista. Desce o pano.

Entendo o gesto de Mancini como preocupação com a imagem – e é um direito que tem. Ele sabe o quanto prejudica ser malvisto por uma torcida, seja ela qual for.

Poderia também enxergar gesto de boa vontade com Corinthians e Garraffa. Atitude de maturidade e humildade. Tomara seja isso mesmo. Com um detalhe: teria agido ainda no domingo mesmo, para sufocar na raiz episódios que não levam a nada.

Treinador x Repórter: quem está com a razão???

Leia o post original por Craque Neto

No último sábado o atrito entre o técnico Vágner Mancini e o repórter Felipe Garraffa, da Rádio Bandeirantes, ganhou mais repercussão que a quebra da invencibilidade do líder Corinthians para o Vitória em plena Arena de Itaquera com mais de 42 mil torcedores presentes. Muita gente me perguntou quem eu acho que teria razão em toda essa polêmica. Olha só, conheço os dois personagens. O primeiro, o treinador, é meu amigo há mais de 35 anos. Jogamos juntos nas categorias de base do Guarani nos anos 1980. O segundo é um menino gente boa e repórter do programa ’90 minutos’ […]

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Quatro sinais de alerta que a primeira derrota dá ao Corinthians

Leia o post original por Perrone

1 – Problemas em casa

A derrota em Itaquera para o Vitória, por 1 a 0, neste sábado, reforça o que já tinha sido sinalizado no primeiro turno. O Corinthians tem mais dificuldades como mandante do que como visitante. Dos 13 pontos perdidos pelos alvinegros até aqui, nove foram deixados em sua própria casa. Os outros foram nos empates contra Chapecoense, Flamengo e Atlético-PR.

2 – Eficiência nas finalizações (todos os dados estatísticos deste post a partir de aqui são do site footstats)

Desperdiçar poucas chances de gol foi uma das marcas do Corinthians no primeiro turno do Brasileirão. Na abertura do segundo, porém, não foi assim. No campeonato, em média, a equipe alvinegra faz um gol a cada sete finalizações. Ontem foram 14 arremates sem conseguir balançar a rede. Foram mais conclusões do que a média do time na competição, que é de 11 por jogo.

3 – Nervosismo

Outra característica corintiana até aqui tem sido a tranquilidade mesmo em momentos difíceis. Diante do Vitória, porém, os comandados de Fábio Carille demonstraram afobação, especialmente no segundo tempo. O zagueiro Balbuena avançando como se fosse meia foi um dos sintomas. Outro sinal de nervosismo foi o abuso da ligação direta entre defesa e ataque, a partir da metade do segundo tempo, fugindo da característica de troca de passes. O resultado foi uma piora no índice de acerto de lançamentos. Em sua primeira derrota no campeonato, o Corinthians só acertou 29%  do lançamentos. A média de acerto alvinegro na disputa é de 42,8%.

4 – Dependência dos laterais títulares

Quando Fágner e Arana não estão bem ou não jogam, as dificuldades corintianas aumentam significativamente. Na única derrota até aqui na competição, Arana, contundido, foi substituído no intervalo e Fágner foi recordista de passes errados ao lado de Jô com dez erros. O lateral-esquerdo ainda foi quem mais errou lançamentos pelo lado corintiano: 5. Os números de Fágner foram bem piores em relação ao que ele apresenta no campeonato. Sua média de passes errados por jogo é de 6,2 enquanto a de lançamentos defeituosos fica em 2,4. Fágner ainda foi o jogador de seu time que mais errou cruzamentos: 7. Sua média de erros nesse fundamento é de 3,8. Por outro lado, nenhum companheiro seu acertou tantas bolas cruzadas como ele contra o Vitória. Foram 4 acertos contra média de 1,3 por partida. Depois da derrota, Carille reclamou que o time explorou pouco as laterais, concentrando seu jogo pelo meio.

Uma hora ia acontecer…

Leia o post original por Antero Greco

Secadores de plantão, incluídos torcedores de 19 times brasileiros da Série A, enfim viram o que parecia distante, coisa do século passado: o Corinthians perdeu uma. E a proeza ficou com o Vitória, que sapecou 1 a 0, na tarde de chuva em Itaquera. Depois de um turno inteiro sem ser superado por ninguém, a turma de Carille saiu de campo sem um ponto sequer.

Resultado fora do padrão, pelas circunstâncias e colocação das duas equipes. Uma lidera com ampla folga, outra luta para não cair. Nem por isso significa que o placar tenha sido uma aberração, produto de injustiça, arte dos deuses da bola e bobagens do gênero. O rubro-negro ganhou porque soube ser eficiente, teve fôlego e força para segurar um rival equilibrado.

A proposta do Vitória ficou evidente de cara: aguentar a barra, voltar para casa pelo menos com o empate. Não era o ideal, mas o possível. Só que foi além da conta: num contragolpe primoroso, com trocas de passes perfeitas, Trellez venceu Cássio, fez 1 a 0, o gol decisivo. Houve um desvio em Arana, para tirar qualquer chance de defesa.

Daí em diante o cenário não mudou: era o Corinthians a ir pra cima e o Vitória a suportar, na boa, com calma, sem bobeira. Os donos da casa tiveram oportunidades para empatar e chiaram com um suposto pênalti sobre Jô (para mim, no mínimo, duvidoso). Os rubro-negros protestaram, com razão, de gol mal anulado no segundo tempo.

O jogo serviu para mostrar que o Corinthians também pode sofrer, como os demais. A serenidade, a frieza na decisão de jogadas, desta vez não apareceram. Houve até algum nervosismo. Jogadores importantes estiveram aquém do habitual.

O 1 a 0 também serviu de alento para o Vitória em sua caminhada para reagir e espantar ameaça de cair. E, por tabela, colocou pressão em outros candidatos às quatro vagas do descenso. Avaí e São Paulo, por exemplo, que se enfrentam neste domingo.

Não custa lembrar que a vantagem do Corinthians sobre o Grêmio se mantém em oito pontos. Ao menos até o tricolor gaúcho entrar em campo amanhã. E, ainda para recordar: falta o jogo com a Chapecoense, no meio da semana.

Ou seja, perder não foi um drama. Mas deu uma esquentada no campeonato.

A queda do Zé, bola cantada

Leia o post original por Antero Greco

Até demorou para Zé Ricardo cair. A demissão era bola cantada havia já um bom tempo. Custou a concretizar-se por resistência do presidente Bandeira de Mello, sobretudo, e também pelo apoio do diretor Rodrigo Caetano. Com o público, o desgaste era enorme.

Zé Ricardo ficou mais de um ano no cargo, que herdou com o afastamento de Muricy Ramalho. Pegou o time no começo do Brasileiro de 2016, em turbulência, e teve uma trajetória interessante: terminou em terceiro lugar, atrás de Palmeiras e Santos.

A boa campanha fez com que fosse confirmado para a temporada atual. A perspectiva era de sucesso, com a chegada de jogadores renomados e com a permanência dos principais nomes do ano passado. O aperitivo foi a conquista do título estadual, embora continue a ser parâmetro pouco confiável para avaliar capacidade de técnicos e elencos.

Ficou só no tira-gosto. A eliminação na primeira fase da Libertadores, com futebol fraco, marcou o início do fim da aventura de Zé Ricardo. Dali em diante, não conseguiu transmitir segurança para equipe e principalmente para torcedores. A cada tropeço que distanciava a equipe do topo, crescia a oposição a sua permanência. A derrota para o Vitória foi demais.

Zé Ricardo é o exemplo do bom sujeito e profissional digno: educado no trato com as pessoas, estudioso, funcionou bem como auxiliar. Tem talento. Mas lhe falta, ainda, lastro como treinador de clubes de ponta, com o peso do próprio Fla. Não criou a couraça que protege “professores” em períodos ruins, até que tudo se acalme.

O susto com a pressão ficou evidente nas últimas entrevistas. Zé Ricardo manteve-se sempre na defensiva, com respostas evasivas e olhar apreensivo. Mudou a escalação, após enxurrada de críticas. Tanto que neste domingo abriu mão de Márcio Araújo, um de seus titulares irremovíveis e que agora, por ironia, se torna o símbolo de uma experiência interrompida.

Zé Ricardo leva lições desse ano e tanto que ficou à frente do Fla: a principal delas é a de que o prestígio de técnico despenca rapidinho. Basta acumular tropeços que vai do céu para o limbo. Lembro que, em determinado momento do Brasileiro de 2016, escrevi que talvez estivesse “verde” para a missão. Na época, não foram poucos os xingamentos que recebi de torcedores do Fla, que enxergavam nele o maestro ideal para orquestra rubro-negro.

Agora, coitado, sai com desaprovação geral. Mas é assim mesmo: o torcedor é volúvel. E, convenhamos, as escorregadas seguidas do Fla não estavam ajudando muito a vida do Zé.