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Mistão goleia o Galo

Leia o post original por Odir Cunha

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MISTÃO GOLEIA O GALO

Quando faço textos para mexer com a autoestima dos jogadores do Santos, é porque confio que, se quiserem mesmo, podem ganhar de qualquer time desse Campeonato Brasileiro, com torcida a favor ou contra. Essa vitória que torna o Dia dos Pais mais alegre prova isso. Jogar com o time misto e enfiar um sonoro 3 a 0 no Atlético Mineiro, que alguns já diziam ser o melhor time do Brasil, prova que este Santos tem tudo para ser o campeão brasileiro deste ano. Eu acredito que espero que os jogadores e o técnico Dorival Junior não deixem de acreditar nunca.

Não farei análises individuais, pois em uma vitória assim, em que todos se dedicaram, poderia ser injusto criticar um ou outro. Porém, confio no poder de análise dos comentaristas desde blog. Só digo que gostei muito da entrega e da aplicação de Vladimir, Gustavo Henrique, Caju, Vitor Bueno e do artilheiro Ricardo Oliveira.

Linda vitória, conquistada com muita luta, talento e inteligência. Houve momentos em que o time todo teve de defender, e foi possível perceber que jogaram como homens, como bravos. O contra-ataque final foi escrito por um roteirista de Hollywood. Depois de segurar lá trás, Ricardo Oliveira selou a sorte da partida, aproveitando o ótimo passe de Vitor Bueno.

Porém, o campeonato ainda não terminou. O Santos não pode perder o foco depois dessa grande vitória. Todo jogo é importante. Como eu escrevi há seis rodadas, é essencial enfileirar uma sequência de bons resultados. E caso esqueçam as desculpas e joguem da mesma forma que fizeram contra o ótimo Atlético Mineiro, poderão, muito bem, vencer o Coritiba no próximo domingo, dia 21, às 18 horas, em Curitiba; e o Figueirense, dia 28, também domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro.

Mais essas duas vitórias e o Santos deve abrir alguns pontos na liderança do Campeonato. São resultados plenamente possíveis com o elenco que que tem à disposição. Espero que Dorival Junior esqueça quem está fora do time e comece a falar em vitórias e título, porque é isso que o santista quer.

Santos 3 x 0 Atlético/MG
Campeonato Brasileiro
Vila Belmiro, 14/08/2016, 1ª rodada do segundo turno
Público: 10.250 pagantes. Renda: R$ 410.170,00.
Santos: Vladimir, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato (David Braz 37’2ºT), Léo Cittadini (Rafael Longuine 46’2ºT) e Jean Mota (Yuri 30’2ºT); Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Atlético Mineiro: Victor; Carlos César, Erazo, Leonardo Silva e Fábio Santos; Rafael Carioca, Leonardo Donizete e Maicosuel (Carlos 30’2ºT); Lucas Pratto, Robinho (Clayton 40’2ºT) e Fred (Otero 18’2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.
Gols: Gustavo Henrique, aos 12 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveria aos 23 e aos 48 do segundo.
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ), auxiliado por Rodrigo Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (RJ).
Cartões amarelos: Luiz Felipe, Victor Ferraz, Gustavo Henrique e Yuri (Santos); Fred, Victor, Fábio Santos e Rafael Carioca (Atlético/MG).

E pra você, o que significou a vitória do Santos?


1 falha = + 1 derrota

Leia o post original por Odir Cunha

Valdívia cruza, erra o chute, pega Vladimir adiantado e faz, aos 32 minutos do segundo tempo, o gol solitário da vitória do Inter. Para completar, David Braz, que não tem jogado bem, reclama do árbitro Dewson Freitas Silva – um tipo que só tem coragem para expulsar jogador do time visitante – e leva o segundo amarelo e o vermelho. Assim, em alguns segundos, o Santos, que fazia um jogo equilibrado, perdeu mais uma partida neste Brasileiro.

Digo que foi uma falha porque sair do gol é a grande dificuldade do goleiro santista. No primeiro tempo ele já tinha ficado no meio do caminho em um cruzamento cabeceado no travessão. No lance de Valdívia adiantou-se para cortar o cruzamento e foi encoberto.

Arrisco-me a dizer que se este jogo fosse na Vila Belmiro, no Pacaembu, ou em qualquer lugar com mando de campo e torcida do Santos, o Alvinegro Praiano poderia vencer até com facilidade, pois o time gaúcho, recheado de jogadores de sua base, não chegou a dominar a partida e apresentou muitas falhas, mesmo atuando no Beira-Rio.

O Santos não jogou mal, mas faltou algo intangível, que é a vontade, a determinação de sair de campo com a vitória, algo que ele só demonstra quando joga em casa. O time foi melhor e teve mais oportunidades no primeiro tempo. Caiu um pouco, mas ainda equilibrava a partida no segundo quando sofreu o gol espírita de Valdívia, a 15 minutos para o final.

De qualquer forma, deu para constatar, mais uma vez, que mesmo sem Robinho o Santos pode jogar bem e aspirar vitórias, até em partidas fora de casa. É mais uma questão psicológica do que técnica ou tática. Mas quem sabe se Rafael Longuine pudesse jogar, a sorte da equipe seria diferente.

O certo é que será preciso ter tranqüilidade para buscar os pontos necessários para fugir do rebaixamento, o que parece ser o único objetivo da equipe neste campeonato. Com 10 pontos em nove jogos, o Santos ocupa a 14ª posição e está três pontos acima da zona de rebaixamento. Na próxima quinta-feira jogará contra o Fluminense no Rio de Janeiro, em outro jogo no qual o adversário será o favorito.

Mesmo fazendo campanha ruim no Brasileiro, o Inter atraiu um público de 22.495 pagantes (26.143 no total, com renda de R$ 618.895.

Atuações dos santistas

Vladimir – Teve altos e baixos, mas sai mal do gol, solta muitas bolas e não inspira confiança. Muitos santistas ainda o veem como o reserva de Vanderlei que entrou nas finais do Campeonato Paulista e foi ficando. Mas acho que está na hora de o titular voltar. 4.
Daniel Guedes – Está tendo oportunidades para mostrar que merece ser titular. E não está aproveitando. 4.
Werley – Regular, mas não pode sair jogando. 5.
David Braz – Tem jogado mal partidas seguidas. Expulsão boba tirou a chance de reação do time. 3.
Victor Ferraz – Melhorou quando passou para a lateral-direita. Regular. 5.
Lucas Otávio – Perde todos pelo alto e no jogo de corpo, mas mesmo assim rouba muitas bolas e erra poucos passes. 5,5.
Thiago Maia – Para um rapaz tão jovem, mostra personalidade. Agradável surpresa. 5,5.
Lucas Lima – Comandou o meio-campo, mas desta vez não encaixou nenhuma grande assistência. Pena não ter um chute potente. 7.
Geuvânio – Tentou, correu, batalhou. Caiu muito no segundo tempo. 5,5.
Ricardo Oliveira – Isolado, pegou pouco na bola e fez o que pode. 5,5.
Gabriel – Continua com os problemas crônicos de só jogar com a esquerda e errar a última bola, mas se esforçou mais e ajudou a defesa. 5,5.
Marcelo Fernandes/Serginho – Não tiveram culpa no resultado. Armaram o time para jogar de igual para igual e isso foi feito. As chances surgiram, mas não foram aproveitadas. O gol da derrota veio em um lance fortuito. 6.
Dos jogadores que entraram, Caju, mesmo um tanto estabanado, mostrou que deve voltar a ser titular da lateral-esquerda, com Victor Ferraz passando para a direita. 5. Neto Berola produziu menos do que Gabriel. 4,5. Marquinhos Gabriel também fez menos do que Geuvânio. 4.

E você, o que achou de Internacional 1 x 0 Santos?


A chance de ouro dos reservas contra o motivado Maringá

Leia o post original por Odir Cunha

Elano

Elano e Lucas Crispim (Fotos: Ricardo Saibun/ Santos FC)

Lucas Crispim e Paulo Ricardo

Lucas Crispim e Paulo Ricardo

Marquinhos Gabriel e Lucas Otávio

Treino no CT Rei Pelé

Elano, Caju e Gabriel

Dos que entraram em campo domingo passado, na vitória sobre o Palmeiras que acabou dando ao Santos, nos pênaltis, o seu 21º título paulista, apenas o goleiro Vladimir, o lateral Cicinho, o zagueiro Gustavo Henrique e o meio-campo Leandrinho estarão em campo esta noite, em Maringá, contra o Maringá, às 22 horas, pela segunda fase da Copa do Brasil. O time local, bastante motivado, terá todos os titulares possíveis. O estádio Willie Davids estará lotado. A partida será transmitida pela TV Bandeirantes.

O jogo é uma ótima oportunidade para alguns jogadores do Santos mostrarem o que se poderá esperar deles no Campeonato Brasileiro, que começa neste final de semana, com o Santos enfrentando o Avaí, domingo, às 18h30, em Florianópolis.

Quem sabe se a partir desta partida jogadores como o zagueiro Paulo Ricardo, que vinha tão bem na primeira partida da final, até ser expulso; o experiente Elano, que parece estar magrinho, mas ainda não conseguiu realizar uma boa partida; o meia lucas Crispim, tão bem no Vasco em 2014, e o garoto Gabriel, artilheiro do Santos no ano passado, entre outros, não conseguem jogar bem e aumentar as opções para o técnico Marcelo Fernandes?

Na verdade, todos os jogadores santistas estarão em teste. Vladimir está titular, mas Vanderlei, que já treina com máscara, vinha jogando muito bem antes de sofrer a grave contusão diante da Ponte Preta; caju volta à lateral-esquerda depois de longo tratamento de uma contusão no púbis; Lucas Otávio volta a ter outra oportunidade de mostrar que pode ser mais eficiente do que Valencia e Marquinhos Gabriel, que tem entrado com muita vontade, buscará encaixar uma ou outra jogada para se tornar um nome mais frequente no ataque santista.

Assim, o Santos terá esta noite: Vladimir, Cicinho, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio, Leandrinho, Elano e Marquinhos Gabriel; Lucas Crispim e Gabriel.

Quanto ao Maringá, equipe de nível equivalente ao Londrina, que o Santos eliminou na primeira fase, o objetivo na partida desta noite, ao menos segundo o técnico Claudemir Sturion, é a vitória. O time não terá o artilheiro Edmar, com entorse no tornozelo, mas poderá contar com todos os outros titulares, que são: Ednaldo, Reginaldo, Juninho, Fabiano e Fernandinho; Zé Leandro, Serginho Paulista, Léo Maringá e Renan Tavares; Cristiano e Gabriel Barcos.

Esse Gabriel Barcos, obviamente, não tem nada a ver com Hernan Barcos, centroavante que foi do Palmeiras e o Grêmio e hoje está no Tianjin Teda, da China. Mas é bom tomar cuidado com ele, já que genéricos como o Valdívia do Internacional e o Robinho do Palmeiras também são bons jogadores.

A arbitragem será de Thiago de Alencar Gonzaga, auxiliado por Leandro dos Santos Ruberdo e Claysson Vieira de Morais, todos do Mato Grosso do Sul. Esperemos que não sejam caseiros e trabalhem bem.

Como você acha que este Santos se sairá em Maringá?


O título ficou com o time que teve mais coração

Leia o post original por Odir Cunha

Quando o primeiro tempo terminou, o Santos vencia por 2 a 0 e o título parecia apenas uma questão de tempo. Mas o gol do Palmeiras marcou o seu gol, aos 19 minutos do segundo tempo, todos os fantasmas do passado pareceram assombrar a Vila Belmiro. Mesmo com jogador a mais, o Santos parecia receoso de ir com tudo para o ataque e permitir ao adversário o gol do empate que lhe daria o título. Ao final, com a disputa de pênaltis no gol onde estava torcida do Palmeiras, outra conquista parecia estar prestes a escapar das mãos do Alvinegro Praiano. Mas aí surgiu o coração, a fé.

A torcida incentivou o goleiro Vladimir a cada pênalti, ele pegou a cobrança de Rafael Marques. Jackson também acertou o travessão. E com dois erros, o Palmeiras só torceu contra os santistas, em vão. David Braz, Gustavo Henrique, Victor Ferraz e Lucas Lima marcaram, decretando a vantagem decisiva nos pênaltis e dando o 21º título paulista ao Santos.

Foi um título com a cara do Santos, que praticou o futebol mais vistoso, terminou com o ataque mais positivo (36 gols) e o artilheiro da competição (Ricardo Pereira, 10 gols). Essa conquista fecha uma década extraordinária do Santos no Campeonato Paulista. Desde 2006, quando foi campeão depois de 21 anos de fila no Estadual, o Santos já foi campeão seis vezes e conseguiu mais três vice-campeonatos. Ou seja: desde 2006 o Glorioso Alvinegro Praiano só não foi campeão ou vice do Paulista em 2008, quando o título ficou com o Palmeiras.

A conquista dá ao Santos um prêmio de R$ 3 milhões, que certamente servirá para aliviar a pressão das dívidas do clube. Ela não esconde alguns problemas do time e do clube, mas melhora muito a motivação da equipe e certamente melhorará ainda mais o ótimo ambiente entre os jogadores e a comissão técnica.

Nas entrevistas, Robinho falou que o Santos “tem tudo” para ser campeão da Copa do Brasil e também fazer um bom papel no Campeonato Brasileiro. Bem, ele entende mais de futebol que a gente. Tomara esteja certo.

Dois tempos distintos


Por que o maior medo dos santistas é a arbitragem

Leia o post original por Odir Cunha


Marcelo Rogério e Valdívia, ambos do time da Crefisa, durante jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Sinto que muitos santistas ficaram bem desconfiados depois do primeiro jogo da decisão, no estádio palmeirense. A arbitragem de Vinicius Furlan, extremamente danosa ao Santos, foi decisiva para a vitória do time da casa e aumentou o temor de que as coisas já estejam encaminhadas neste Paulistão.

Por tudo que se ouve e se lê, parece que os “astros” estão convergindo para tirar o Palmeiras de uma fila sem títulos. Do site Yahoo Esportes leio a seguinte frase de um artigo do colunista Jorge Nicola: “O mais curioso é que nenhum outro clube tem tão boa relação com a cúpula da FPF quanto o Palmeiras. A sintonia tem a ver com a amizade entre Nobre e Marco Polo Del Nero… Del Nero votou em Nobre nas últimas duas eleições presidenciais do Verdão. Sucessor de Del Nero na Federação, Reinaldo Carneiro Bastos também é alinhado ao Palmeiras…).

Então, temos uma Federação simpática ao Palmeiras? Isso não é novidade, já que se chegou ao cúmulo de o clube da Água Branca e a equipe de árbitros estampar no uniforme o mesmo patrocínio da Crefisa. Imagine o Museu Pelé com seu nome nas camisas do trio de arbitragem e o Santos, com o mesmo patrocínio, decidindo o título em casa, ao lado do Museu do Rei do Futebol… Seria uma falta de ética incrível, não é mesmo? Pois é o que está havendo, só que do outro lado.

O que posso dizer, sem tirar os méritos do Palmeiras, é que o alviverde realmente tem tido, digamos, muita sorte com as arbitragens, que têm errado em lances capitais a seu favor. Na partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelas quartas-de-final, já se anulou equivocadamente o gol do time do Interior, que terminaria o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0.

Sei que alguns árbitros, como Sálvio Spínola, mais um que veio do futebol para virar jornalista esportivo, dizem que houve falta em Fernando Prass, porque ele já estava com a bola dominada naquele gol do Botafogo. Mas não mesmo. Quantas vezes você já não viu, querido leitor e leitora, um goleiro fazer uma ponte, dominar a bola com categoria, e soltá-la ao cair ao gramado? Pois a defesa só está completa quando o lance termina e o goleiro tem a bola totalmente dominada.

Naquela jogada da partida do Botafogo, ato contínuo ao pegar a bola, Prass se chocou contra o jogador adversário e a soltou, propiciando o gol contra sua equipe. Em nenhum país do primeiro mundo do futebol seria marcada falta naquele lance.

Dois pesos e duas medidas

Vamos, agora, ao jogo deste domingo, em que Vinicius Furlan aplicou dois pesos e duas medidas em várias jogadas, invariavelmente beneficiando o time patrocinado pela mesma empresa que patrocina o departamento de árbitros da Federação Paulista de Futebol. Logo no início, causou espécie a inversão de dois laterais, um deles contrariando a sinalização do bandeirinha, que confirmava o arremesso para o Santos.

Cobrado rapidamente, quando os jogadores do Santos já tomavam posição de ataque, o lateral pegou a defesa santista desprotegida e quase provoca um lance de gol para o Palmeiras. Depois, houve o impedimento mal marcado de Geuvânio, que teria a oportunidade de penetrar pela esquerda, levando perigo à meta palmeirense.

Isso tudo logo nos primeiros minutos, enervando os jogadores do Santos e criando um clima de insegurança na equipe. Pois, experientes que são, jogadores profissionais de futebol sabem que no dia em que a arbitragem está errando muito para o adversário, tudo fica muiiito mais difícil.

Então, aos 29 minutos de um jogo equilibrado e até certo ponto amarrado, em que o Palmeiras não tinha dado um único chute ao gol, veio o lance que abriu o marcador. Já falei sobre ele e volto a repetir: um jogador que recebe a bola naquelas circunstâncias e faz um corta-luz que engana o defensor e favorece a penetração de seu companheiro, obviamente influiu na jogada e, como estava em impedimento, a jogada deveria ter sido imediatamente paralisada pelo bandeirinha – que, diga-se de passagem, estava a dois metros dela.

Depois, em outro lance decisivo, tivemos a marcação do pênalti e a expulsão do zagueiro do Santos, Paulo Ricardo. Nessa hora, todos nós sabemos que a marcação depende dos humores do árbitro. Se ele quiser, marca quando a falta começou, bem fora da área; se também quiser, dá o cartão amarelo. Mas, se preferir, dá pênalti e expulsa o defensor, usando da maior severidade que a regra lhe confere. Okay. Vamos aceitar que tenha agido corretamente neste caso.

Porém, se a intenção do árbitro era seguir a regra à risca, deveria, no mínimo, ter aplicado o cartão amarelo, por simulação, ao jogador palmeirense que deu um salto acrobático quando foi marcado por Geuvânio na área santista. Você já viu um jogador ser calçado e, ao invés de cair ao chão, voar pelos ares? Pois foi exatamente isso que o palmeirense fez, tentando forçar um pênalti no qual nem foi tocado, jogando o estádio lotado contra a arbitragem.

Aliás, vendo e ouvindo as reclamações de alguns palmeirenses da mídia, fico aqui pensando quantos gols irregulares, quantos pênaltis e quantas expulsões de santistas eles ainda queriam para achar que a arbitragem de Vinicius Furlan foi boa para eles?

Enfim, como todo santista, eu só quero que a arbitragem na Vila Belmiro seja justa, imparcial, e que ganhe o melhor time. E, é claro, que o título fique com a melhor equipe ao longo de todo o campeonato. E quero também que o Santos entre em campo com o mesmo espírito que o levou ao título brasileiro de 2004: que às vezes é preciso marcar dois gols para valer um.

Vladimir

Contra o Palmeiras, por duas vezes Vladimir foi abalroado por jogadores adversários ao interceptar um cruzamento. Esta foi uma delas. Em nenhuma das oportunidades foi marcada falta no goleiro santista. Fernando Prass já teve mais sorte contra o Botafogo de Ribeirão Preto (Ivan Storti/ Santos FC).

E você, acha que o santista tem motivos para temer a arbitragem na Vila?


Os fortes e os fracos do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

A mídia tem ressaltado a diferença de arrecadação de bilheteria entre Santos e Palmeiras este ano. Realmente, é abissal. O Santos também tem tido problemas sérios para aumentar o seu quadro associativo e conseguir patrocínio, mas todas essas dificuldades estão no mesmo pacote que trata da gestão, do marketing, da administração do clube. Se futebol fosse só isso, o Santos estaria perdido. Mas, felizmente, não é. Ainda há futebol no futebol e esta é a tábua de salvação do Glorioso Alvinegro Praiano.

Ainda há lugar para dribles como os de Robinho, arrancadas como as de Geuvânio, controle do tempo e do espaço em campo, como faz Lucas Lima. Ainda há lugar para a habilidade, a beleza, a emoção. Temos de admitir que se o Santos, hoje, é um clube pobre no aspecto financeiro, que não consegue segurar seus ídolos e fatia o passe de suas revelações para se manter vivo, a verdade é que é de uma riqueza enorme quando o assunto é apenas e tão somente futebol.

Isso porque há uma cultura no Santos voltada para o talento, o virtuosismo, o trato carinhoso com a bola e a busca eterna do gol – qualidades que ainda tornam o futebol brasileiro digno de ser visto. Sim, porque por mais que estádios novos sejam atraentes, as pessoas não pagam para vê-los, e sim para apreciar os artistas que se apresentam neles.

Cultivar essa cultura da habilidade e aperfeiçoar indefinidamente esse dom de transformar jovens tímidos em deuses dos gramados são prerrogativas essenciais para que o Santos se mantenha no topo do futebol, apesar de suas agruras financeiras. Por isso, nós, santistas, chegamos a ser chatos com o jogador sem familiaridade com a bola, com aquele que não consegue dominá-la e muito menos dar a ela um destino nobre.

Por isso também, outro dia, critiquei Gabriel por não ter o pé direito. Um atacante precisa ter, pois lhe dá 100% a mais de possibilidades de criar jogadas e chegar ao gol adversário. Mas não dá para ser um craque apenas com o pé esquerdo? Sim, mas é muito mais difícil. E se me preocupo com Gabriel é porque sei que ele pode vir a ser um dos grandes atacantes do futebol brasileiro. Desde que esteja disposto a pagar o preço desse status.

Sempre elogiei a versatilidade de Felipe Anderson, muito mal aproveitado no Santos. Hoje vejo que o rapaz é considerado um craque na Lazio e um dos destaques do futebol italiano. Mesmo sendo prioritariamente destro, está fazendo jogadas e marcando gols com os dois pés, até de fora da área. O que nos dá orgulho é que se formou no CT Rei Pelé, onde absorveu muito bem a cultura atávica do Santos que valoriza o talento.

Ao vermos uma partida de futevôlei entre Renato/Edinho contra Robinho /Elano, ou uma brincadeira de freestyle entre Robinho e o goleiro Vladimir (que Robinho anuncia como o goleiro mais habilidoso do mundo), percebemos como ser um bom jogador de futebol, como exercer controle sobre a bola é essencial para os jogadores do Santos.

Um dia o Santos terá um estádio à sua altura, bons patrocinadores, muitos associados e não viverá às voltas com dívidas e gestões pouco transparentes. O importante, porém, é que mantenha essa alegria de jogar e esse respeito pela essencial e adorada bola.

A seguir, imagens do jeito santista de lidar com a bola:

E pra você, quais são os pontos fortes e fracos do Santos?


Você contrataria o Felipe?

Leia o post original por Odir Cunha

O ex-goleiro dos dois times bajulados pelo sistema está desempregado. Com mais de 30 anos, personalidade rebelde, Felipe não está conseguindo arrumar emprego. Tecnicamente não é ruim, mas sua boca é grande e já andou falando mal do Santos por aí. Nos bastidores da Vila Belmiro tem gente importante que quer traze-lo, diante do afastamento de Vanderlei e da pouca confiança em Vladimir, Gabriel Gasparotto e demais. O que você faria se fosse o presidente do Santos? Esqueceria o passado e traria, quase de graça, o ex-goleiro desafeto do Santos?

Só neste mês de aniversário do Santos você encontra aqui o livro “Segundo Tempo”, de Pelé, por apenas R$ 74,90. Não perca o melhor presente que um santista pode dar e receber em abril.
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Salário atrasado tem cura

O salário dos jogadores está atrasado de novo e a dívida, a curto prazo, é de R$ 20 milhões. Teme-se, a meu ver sem motivo, que o time não jogue tudo o que pode domingo, desmotivado pela falta de pagamento. Acho justamente o contrário. O jogo de domingo é tão importante, que quem dar um salto na carreira tem de comer grama pela vitória. Profissional é profissional e, se aceitou entrar em campo, é porque vai jogar como homem. Agora, a falta de dinheiro tem cura. Para começar, a diretoria tem de deixar de ser teimosa, deixar de ouvir meia dúzia de formadores de opinião da cidade, e passar a jogar onde o time tem visibilidade e pode atrair mais do que a turma de sempre que vai aos acústicos na Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira fica

Com propostas que, em cerca de um ano, elevarão seu salário para 200 mil reais, Ricardo Oliveira parece ter sido convencido pelo Santos a ficar no clube. O contrato não está assinado, mas ao menos o jogador está motivado para o clássico de domingo e até fala em fazer gols…

Robinho de grátis?

Como Robinho – a exemplo de Neymar – só joga muito e dá show com a camisa do Santos, o Alvinegro Praiano usará isso para fazer uma proposta quase indecente ao Milan: proporá ficar com o jogador até o final de 2016 sem gastar um tostão, só salário. A alegação do Santos é a de que Robinho aparece mais e é mais valorizado no Brasil, a ponto de ter sido convocado para a Seleção Brasileira mais uma vez. Com isso, se souber esperar, o Milan poderá negociar o passe de Robinho por um valor melhor no futuro. O clube italiano pagou 22 milhões de euros por Robinho e não sabe como recuperar o investimento. Se mantiver Robinho no Santos, ao menos o clube italiano não precisará pagar seu salário e poderá esperar um melhor momento para negociá-lo. Resumindo: Robinho é o Leandro Damião do Milan.

Que o Santos, geograficamente, é de Santos, todo mundo sabe, principalmente o Armando Gomes e sua trupe. Agora, quando se pensa em algo maior, como o sentimento de paixão pelo time que envolve a todos os santistas, não dá para negar que o Santos, na verdade, é de todos que o amam, como esses felizes e apaixonados santistas de Londrina:

Surge um novo matador? Decida você mesmo ao ver esses dois gols de André, o 9 do Santos, pela Copa do Brasil Sub-17. No primeiro, uma bela roubada de bola e uma conclusão melhor ainda. Depois, um gol no estilo Ricardo Oliveira, com direito a chapéu no goleiro. Veja os gols de Santos 2 x 0 Chapecoense, pela Copa do Brasil Sub-17:

E aí, você ficaria com o Felipe? O Ricardo Oliveira? O Robinho?


Com essa atitude dá até pra sonhar

Leia o post original por Odir Cunha

Calçadas, ou armadilhas? Artigo atual da página Etc

Ao contrário do que disseram Vanderlei Luxemburgo e Leonardo Moura, o Santos jogou melhor do que o Flamengo, no Maracanã – por ter feito um gol, criado mais algumas oportunidades e ao mesmo tempo ter permitido muito pouco ao ataque do Flamengo. O Alvinegro Praiano desta vez jogou fora de casa determinado a vencer, mostrou qualidades, atitude, e conseguiu seu objetivo. Enfim, uma vitória a ser valorizada. Ponto.

O jogo foi decidido em jogada de craque de Geuvânio, que aos 23 minutos do primeiro tempo aplicou uma meia-lua no marcador e rolou para Robinho marcar um gol bonito e inanulável. Sim, porque se fosse possível anular, sei não se o juizão Marielson Alves Silva, da Bahia, deixaria passar.

Mas é claro que o Santos não ganhou apenas por esta jogada. Sem Lucas Lima, mas com Alison, Arouca e Alan Santos, o time teve um meio-campo mais sólido e marcador, que não deu espaço e nem tranquilidade para as jogadas do adversário. No ataque, Enderson Moreira preferiu manter Leandro Damião no banco e escalou os lépidos Geuvânio, Robinho e Gabriel, que se deslocavam para confundir a defesa do Flamengo quando tinham a bola, e depois fechavam para dar o primeiro combate quando a perdiam.

Na defesa, gostei do goleiro Vladimir, que fez a melhor partida com a camisa do Santos, e de Edu Dracena. Com o reforço do meio-campo, que jogou com três volantes, e a sábia decisão do zagueiro capitão de não abandonar a área, ele não precisou apostar corrida com os atacantes adversários e se saiu muito bem jogando na sobra. O ponto fraco foi, novamente, Cicinho, que é driblado mesmo nos espaços mais exíguos do campo.

Sem pressão, já que agora o craque do time é Robinho, Geuvânio tem jogado mais solto e se destacado. Gabriel também está melhorando aos poucos. Enderson Moreira está tendo coragem de fazer o óbvio. Leandro Damião e Thiago Ribeiro não merecem mesmo serem titulares. Que agora quem comprou o passe de Leandro Damião trate de vendê-lo (pelo mesmo valor que foi pago é impossível, pois não há no planeta clube com “especialistas” em futebol tão cegos como neste Santos, mas que se assuma algum prejuízo antes que este seja ainda maior).

Vitória dá esperança…

Nem vou dizer aonde o Santos pode chegar se continuar assim, pois gato escaldado tem medo de água fria, mas todos sabemos que se continuar jogando dessa maneira, o time poderá brigar por algo melhor do que terminar o campeonato no meio da tabela. Tenho gostado da postura do técnico, que mesmo depois do triunfo destacava que é preciso uma sequência de vitórias para se conseguir alguma coisa a mais neste Brasileiro.

Os próximos jogos do Santos serão contra o Bahia, quinta-feira, às 19h30, marcado para a Vila Belmiro (olha aí a chance de se ter um grande público na Vila!), e diante do Criciúma, domingo, às 18h30, em Criciúma. Serão confrontos contra dois adversários movidos pela motivação desesperada da fuga do rebaixamento. Time por time, o Santos poderá vencer ambos, mas em campo haverá muita luta, muita entrega, o que exigirá, acima de tudo, calma e inteligência para se obter um bom resultado.

Assim como é obrigatório respeitar mesmo os adversários que estão no fim da tabela, é aconselhável reconhecer a vitória sobre o Flamengo, no Maracanã, como um passo importante para mudar o destino do Santos na competição. Não só porque o triunfo quebrou uma escrita de quatro meses sem vencer fora de casa neste Brasileiro, como pela sabida dificuldade de se bater este adversário diante de sua torcida.

Já li comentários de que o Santos não fez grande coisa, pois o Flamengo é um time ruim. Ora, esse mesmo time ganhou de Corinthians e Atlético Mineiro. E, como eu já prevenia, não é só o futebol que resolve quando se vai ao Rio jogar contra o Flamengo. Sempre ocorrem coisas estranhas para atrapalhar o time adversário. Por exemplo:

Aos 14 minutos do segundo tempo, Geuvânio ia aparecer livre na frente do goleiro quando foi tocado na grande área e caiu. O próprio Edinho, comentarista do Sportv, achou pênalti. E ainda teve a cotovelada de Chicão em Geuvânio, que não resultou nem em falta, muito menos em cartão amarelo. Houve também uma falta não marcada em Arouca, já nos acréscimos. Caso marcada, o jogo terminaria ali, pois o tempo já se extinguia.

Por falar em acréscimos, o árbitro só costuma dar cinco minutos quando o time da casa está perdendo. Também achei preciosismo demais o cartão amarelo para o goleiro Vladimir por cera na hora de cobrar o tiro de meta. Já vi goleiro demorar muito mais e ficar por isso mesmo. Por fim, o caso inexplicável da troca de uniforme do Santos no segundo tempo…

Como bem disse Paulo Vinícius Coelho, da Espn, o Santos usou no primeiro tempo o mesmo uniforme que o Botafogo de Garrincha usava quando enfrentava o Flamengo. Por que, então, teve de mudar o uniforme na segunda etapa? Se o árbitro disse que por ele estava bem, quem pressionou para que houvesse a mudança? Para mim, foi mais uma manobra para desestabilizar o time, que terminou a primeira etapa com a vantagem que levaria até o final.

Público evidencia a popularidade do Santos – e de Robinho – no Rio

Um outro detalhe que provavelmente passou despercebido de muitos é que o público no Maracanã foi de 37.204 pagantes, quase cinco mil pagantes a mais do que os 32.400 que assistiram à vitória do Flamengo sobre o Corinthians, por 1 a 0, no mesmo estádio, no domingo, 14 de setembro. E isso, apesar da maior divulgação que o jogo dos queridinhos teve. Aliás, Flamengo e Santos, fizeram o jogo de maior público na história dos Campeonatos Brasileiros, em 1983, quando 155.523 pessoas estiveram no Maracanã na segunda partida da final do Campeonato Brasileiro de 1983.

Flamengo 0 x 1 Santos – Ficha técnica

Maracanã, 4 de outubro de 2014, sábado, às 16h20
Público: 37.204 pagantes. Renda: 1.340.195,00
Flamengo: Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Samir e João Paulo; Victor Cáceres (Luiz Antônio), Márcio Araújo, Héctor Canteros (Elton) e Everton; Gabriel (Eduardo da Silva) e Alecsandro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Santos: Vladimir, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Robinho (Neto), Geuvânio (Patito Rodríguez) e Gabriel (Rildo). Técnico: Enderson Moreira.
Gol: Robinho, aos 23 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).
Cartões Amarelos: Cáceres, Gabriel, Canteros (Flamengo); Vladimir e Alison (Santos).
Incidente: Santos teve de trocar o uniforme no segundo tempo e passou a usar o seu tradicional fardamento todo branco.

E você, acha que agora vai, ou é melhor esperar mais um pouco?

O santista que se acostume, pois os altos e baixos prosseguirao

Leia o post original por Odir Cunha

churrasmarlene 017 Eu e Conrado, o maior santista de Michigan.

Depois da melhor vitoria no Campeonato Brasileiro, a pior derrota no Campeonato Brasileiro. E justo quando o time estava a tres pontos de pular para a quinta posicao… Isso deve acabar com os nervos dos santistas mais exaltados. Porem, se analisarmos friamente as limitacoes do elenco e as condicoes instaveis da propria competicao, chegaremos a conclusao de que esses altos e baixos do Santos prosseguirao ate o final do campeonato e cabe ao time, a comissao tecnica e ao torcedor erguerem a cabeca a cada resultado adverso e ficarem prontos para outra.

Vejo nos comentarios que ja ha leitor do blog ironizando o goleiro Vladimir ou execrando Cicinho. Outros preferem criticar a postura conservadora do tecnico Claudinei Oliveira e a falta de criatividade do time. Talvez todos tenham um pouco de razao, mas ao lembrarmos que essa mesma Portuguesa aplicou 4 a 0 no campeao do mundo e depois perdeu pelos mesmos 4 a 0 para o Cruzeiro – este sim um time estavel, que faz jus a lideranca no Brasileiro – perceberemos que o sistema tatico da Lusa depende de sair na frente. Com um gol de vantagem o time passa a jogar no contra-ataque e se torna perigosissimo.

O time da colonia portuguesa venceu, e com meritos. Parabens. Mas uma partida nao muda todo o panorama de um campeonato. O Santos deve prosseguir, aos trancos e barrancos, sua luta para conseguir uma vaga no G4, enquanto o simpatico rubroverde do Caninde tentara evitar novo rebaixamento. O importante, como sempre, e aprender com as derrotas, e para isso e preciso ter sangue-frio e inteligencia.

Como muito ja se tem dito por ai, o futebol brasileiro esta mesmo nivelado por baixo. Os melhores jogadores sairam do Pais, os destaques do Campeonato Brasileiro tem sido os veteranos defenestrados pela Europa ou alguns jovens valores que logo tambem irao embora. A atuacao conjunta de empresarios interesseiros e jornalistas mal intencionados fez do nosso futebol um mercado secundario propicio para laboratorios e exploracoes. A Copa do Mundo aumenta as possibilidades para os oportunistas desonestos. Nao ha esperanca a curto prazo.

Os problemas de um time e de um clube como o Santos a gente ja sabe, o negocio e encontrar as solucoes. Se a TV, parcial, nao lhe da a visibilidade necessaria para um grande contrato de publicidade, entao e preciso usar as armas que se tem para buscar essa visibilidade e administrar de maneira super eficiente o dinheiro que entra. E inadmissivel, por exemplo, que cerca de 30% da folha salarial, pelos meus calculos, seja destinada a jogadores inativos ou nao aproveitados.

O fincamento da bandeira santista no coracao de Sao Paulo, por meio da tomada do Pacaembu, e outro gesto necessario para expandir os horizontes do clube. Estou absolutamente certo de que as acoes virao, mas no momento ha um campeonato a se jogar e uma classificacao ao G4 a se conquistar. E ela vira, desde que o time e os santistas nao percam a confianca.

Voce esta disposto a suportar os altos e baixos do Santos neste Brasileiro?