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A queda do Zé, bola cantada

Leia o post original por Antero Greco

Até demorou para Zé Ricardo cair. A demissão era bola cantada havia já um bom tempo. Custou a concretizar-se por resistência do presidente Bandeira de Mello, sobretudo, e também pelo apoio do diretor Rodrigo Caetano. Com o público, o desgaste era enorme.

Zé Ricardo ficou mais de um ano no cargo, que herdou com o afastamento de Muricy Ramalho. Pegou o time no começo do Brasileiro de 2016, em turbulência, e teve uma trajetória interessante: terminou em terceiro lugar, atrás de Palmeiras e Santos.

A boa campanha fez com que fosse confirmado para a temporada atual. A perspectiva era de sucesso, com a chegada de jogadores renomados e com a permanência dos principais nomes do ano passado. O aperitivo foi a conquista do título estadual, embora continue a ser parâmetro pouco confiável para avaliar capacidade de técnicos e elencos.

Ficou só no tira-gosto. A eliminação na primeira fase da Libertadores, com futebol fraco, marcou o início do fim da aventura de Zé Ricardo. Dali em diante, não conseguiu transmitir segurança para equipe e principalmente para torcedores. A cada tropeço que distanciava a equipe do topo, crescia a oposição a sua permanência. A derrota para o Vitória foi demais.

Zé Ricardo é o exemplo do bom sujeito e profissional digno: educado no trato com as pessoas, estudioso, funcionou bem como auxiliar. Tem talento. Mas lhe falta, ainda, lastro como treinador de clubes de ponta, com o peso do próprio Fla. Não criou a couraça que protege “professores” em períodos ruins, até que tudo se acalme.

O susto com a pressão ficou evidente nas últimas entrevistas. Zé Ricardo manteve-se sempre na defensiva, com respostas evasivas e olhar apreensivo. Mudou a escalação, após enxurrada de críticas. Tanto que neste domingo abriu mão de Márcio Araújo, um de seus titulares irremovíveis e que agora, por ironia, se torna o símbolo de uma experiência interrompida.

Zé Ricardo leva lições desse ano e tanto que ficou à frente do Fla: a principal delas é a de que o prestígio de técnico despenca rapidinho. Basta acumular tropeços que vai do céu para o limbo. Lembro que, em determinado momento do Brasileiro de 2016, escrevi que talvez estivesse “verde” para a missão. Na época, não foram poucos os xingamentos que recebi de torcedores do Fla, que enxergavam nele o maestro ideal para orquestra rubro-negro.

Agora, coitado, sai com desaprovação geral. Mas é assim mesmo: o torcedor é volúvel. E, convenhamos, as escorregadas seguidas do Fla não estavam ajudando muito a vida do Zé.

Não aguenta manda EMBORA! URGENTE!

Leia o post original por Craque Neto

Nesta quinta-feira vi torcedores no aeroporto do Rio protestando na chegada do time do Flamengo. Teve um grandão lá que até ameaçou o Guerrero de porrada. Uma coisa ridícula que tinha que acabar no futebol, diga-se de passagem! Mas essa turma e boa parte da nação rubro-negra só está desviando o foco do verdadeiro problema da equipe: o técnico Zé Ricardo. Juro que não tenho nada pessoal contra ele, que até me parece um bom sujeito e identificado com o clube. Mas taticamente ele não sabe nada e aparentemente está perdendo o comando do vestiário. Na derrota para o Santos […]

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Diferente e muito mais eficiente

Leia o post original por Craque Neto

Juro que não tenho nada contra ninguém. Pra falar a verdade nem conheço nenhum dos dois pessoalmente. Mas falem a verdade, se fosse pra escolher um dos dois, qual vocês escolheriam para dirigir o seu time? Zé Ricardo e Jair Ventura, dois treinadores jovens, cariocas da gema e comandam dois dos principais clubes do futebol brasileiro: Flamengo e Botafogo respectivamente. A diferença? Um tem nas mãos talvez o principal elenco do futebol brasileiro com jogadores gabaritados e salários milionários. O outro uma equipe modesta de nomes pouco conhecidos mas de resultados bem eficientes. Aos 46 anos Zé Ricardo assumiu o […]

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O fator Flamengo

Leia o post original por Rica Perrone

Eu fiquei com pena do Bandeira.  Pelas ameaças, pela postura do torcedor em não saber pensar nem por um minuto antes de tratar o presidente da forma que ele merece, pelo emocional abalado, pelos lances polêmicos que criou em sua cabeça pra explicar um resultado normal. Não houve “roubo” algum.  Se você quiser achar um …

Alô, flamenguistas: um dia Tite também já foi odiado pelos corintianos!

Leia o post original por Milton Neves

Por Marcondes Brito
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É difícil você saber quem é mais odiado pela torcida do Flamengo: o técnico Zé Ricardo ou o volante Márcio Araújo.

Ontem, mesmo depois de um empate importante diante do Cruzeiro, fora de casa, flamenguistas destilaram todo o veneno possível nas redes sociais contra Zé e Márcio.

MIREM-SE NO EXEMPLO DE TITE

Recordem-se que Tite, o mais respeitado técnico brasileiro na atualidade, já passou por situação semelhante, quando dirigia o Corinthians, em 2010. Depois da vergonhosa eliminação para o Tolima, na Libertadores, dez entre dez corinthianos (incluindo torcedor, cartola ou jornalista) pediam a demissão do treinador.

Quem segurou a onda foi Andrés Sanchez. Outros dirigentes do clube queriam alguém de “mais peso”, como Dunga ou Felipão. Entenderam, flamenguistas?

Tite continuou o seu trabalho, ganhou Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e Mundial. Quer mais o quê?

A questão é a seguinte: apesar das críticas, Zé Ricardo foi campeão estadual e está no G4 do Campeonato Brasileiro. Vem aí o goleiro Diego Alves, que era do Valência, o maior defensor de pênaltis do futebol europeu na temporada passada. É um baita reforço.

Além do mais, a mudança de técnico não garante que o time vai se transformar imediatamente numa máquina de jogar futebol. O Palmeiras é outro exemplo que podemos citar aqui. Diziam que Eduardo Baptista não estava à altura do elenco palmeirense. Chamaram Cuca, campeão de 2016, e as coisas continuaram rigorosamente do mesmo jeito. Possivelmente o time tenha até piorado…

“Você entrar numa competição e ser campeão é uma coisa. Entrar numa competição com a pressão de ser campeão é outra coisa”, lamenta-se Zé Ricardo.

Se pararem de cornetar, se deixarem Zé Ricardo trabalhar, talvez um dia seja possível colher frutos.

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo e Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians