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Campeões pelo mundo – Por Daniel Barud

Leia o post original por Mauro Beting

 

Este final de semana definiu mais alguns campeões nacionais pelo mundo. Depois de PSV, Olympiakos, Bayern de Munique, Juventus e Chelsea conquistarem o caneco, chegou à vez do Benfica, Barcelona, Paris Saint Germain e do Zenit levarem mais uma conquista para suas respectivas salas de troféus.

BENFICA

Em Portugal, o Benfica conquistou o bicampeonato, o que não acontecia desde 1984, somando seu 34º título. A equipe benfiquista não saiu do 0 a 0 com o Vitória de Guimarães, fora de casa, mas se aproveitou do empate do rival Porto, contra o Belenenses, para comemorar a conquista.

BARCELONA

Na Espanha, o Barcelona faturou o 23º título, o 5º nos últimos sete anos. Jogando fora de casa, os Culés venceram o rival Atlético de Madrid no estádio Vicente Calderón, com gol de Lionel Messi e confirmaram a conquista. Como a vantagem para o vice-líder, Real Madrid, se manteve quatro pontos e, faltando apenas uma rodada, a equipe catalã não pode ser mais ultrapassada.

PARIS SAINT GERMAIN

Na França, o PSG alcançou o tricampeonato nacional, somando seu quinto título na história. Após vencer o Montpellier, fora de casa, por 2 a 1 com gols de Matuidi e Lavezzi, a equipe da capital francesa não consegue ser mais alcançada pelos demais adversários. Mounier ainda descontou para o Montpellier.

ZENIT

O Zenit faturou seu quarto título russo, que se junta a outro, obtido na época da URSS. Com um gol de falta do brasileiro Hulk, a equipe do técnico português André Villas-Boas não saiu do empate com a equipe do UFA, mas conquistou o caneco. Com o empate, a equipe de St. Petesburgo chegou a 64 pontos e não pode ser mais ultrapassado.

ESCREVEU DANIEL BARUD

Hulk pode ser melhor aproveitado na Seleção

Leia o post original por Neto

Hulk foi eleito o melhor jogador da Rússia na última temporada

Hulk foi eleito o melhor jogador da Rússia na última temporada

Apesar de ser escalado como atacante nesta Seleção Brasileira do Felipão, o Hulk esteve longe de exercer essa função nos últimos amistosos e torneios que disputou. Isso porque o treinador gosta de fazer com que ele ajude na marcação dos laterais. Colabora com a equipe muitas vezes fechando o meio com os volantes. Mas com toda a sinceridade vejo isso como um baita de um desperdício de talento. Afinal qual a maior qualidade desse jogador? A força física, não é? Chute potente e arrancada. Pois então, vai limitar um cara desse para marcar? Aí é brincadeira, viu?

Há algumas temporadas o Hulk vem sendo um dos principais artilheiros do planeta. Ele já foi artilheiro do Campeonato Japonês pelo Tokyo Verdy e na Europa virou ídolo no Porto de Portugal atingindo números expressivos de gols e títulos. No Zenit já chegou e foi vice-campeão russo e também um dos principais goleadores do torneio. Foi eleito inclusive o melhor jogador da Rússia da última temporada. Dizer mais o que? Aí o Felipão limita o cara dizendo que ele tem que marcar? Que dureza!

É verdade que jogar com três atacantes poderia deixar o time muito ofensivo, o que convenhamos não é uma característica marcante do gaúcho Felipão. Mas ainda assim ele poderia testar variáveis táticas para dar liberdade ofensiva ao Hulk. Acho que pode valer a pena em alguns momentos dessa Copa.

Confesso que não acreditava muito no potencial dele com a camisa do Brasil. Mas o paraibano de Campina Grande provou que tem muita qualidade e capacidade para estar nesse Mundial. Vou torcer por ele.

Com venda de Hulk, transferências de jogadores da seleção olímpica superam R$ 460 milhões

Leia o post original por Perrone

Com a venda de Hulk para o russo Zenit por  R$ 153,5 milhões, a negociação de cinco jogadores que estavam em Londres com seleção olímpica do Brasil atinge a espetacular marca de R$ 467,6 milhões.

Nessas contas estão as transferências de Thiago Silva (PSG, 107 milhões), Lucas (PSG, R$ 108 milhões), Oscar (Chelsea, R$ 80,7 milhões) e Bruno Uvini (Napoli, R$ 17,9 milhões).

Os números comprovam a vocação do time olímpico de vitrine de luxo do futebol mundial, com direito a balcão de negócios debaixo das asas da CBF. Sobraram bons negócios, faltou a medalha de ouro.

Zenit 3×2 Benfica – A vitória de Spalletti e da força mental

Leia o post original por André Rocha

O Benfica entrou no gelado Estádio Petrovskyi em São Petersburgo com respeitável currículo: líder invicto na liga portuguesa, primeiro colocado e também sem conhecer derrotas no duro Grupo C da Liga dos Campeões que eliminou o Manchester United, vice-campeão da última edição.

Mas valeu mesmo a força da equipe russa em seus domínios – foi a 16ª partida em torneios continentais sem ser superada em casa. Mais que isso, o trabalho do técnico italiano Luciano Spalletti fez a diferença nas substituições que mudaram o jogo. Assim como a força mental de seus comandados, que reagiram imediatamente aos gols sofridos e não permitiram que o oponente ficasse confortável na partida.

Taticamente, o técnico Jorge Jesus, por força das circunstâncias, trabalhou com suas duas variações básicas ao longo da temporada: 4-4-2 inicial com Gaitán e Bruno César alternando pelos flancos, o paraguaio Cardozo aparecendo na frente como atacante de ofício, mas voltando com o volante Denisov na recomposição. No meio, o sérvio Matic substituiu o lesionado Javi García ao lado de Witsel.

Assim o time luso abriu o placar com Maxi Pereira no rebote de cobrança de falta de Cardozo. Também sofreu o gol do empate em falha de Gaitán, que não acompanhou o improvisado lateral Hubocan e o centro encontrou Shirokov na área para vencer o goleiro Artur.

Com a contusão de Rodrigo após entrada duríssima do português Bruno Alves, Jorge Jesus mandou a campo o argentino Pablo Aimar e reorganizou sua equipe em um 4-2-3-1. O Benfica ganhou toque de bola, mas precisava de força e velocidade nos contragolpes diante de um oponente que pressionava a saída e avançava suas linhas.

Quando a pressão não funcionava, o Zenit se defendia em um 4-1-4-1 deixando Kerzhakov à frente, um pouco mais à direita. Com a bola, os ponteiros Kannunikov e Fayzulin se juntavam ao centroavante e o time atacava no 4-3-3. Mesmo com desfalques importantes, como o goleiro Malafeev, o português Danny e o italiano Criscito, o Zenit era ousado na proposta de jogo.

Depois do empate, alternou momentos de pressão e de sofrimento na defesa, muito pela insegurança do goleiro Zhevnov, substituto de Malafeev que falhou no primeiro gol. Equilíbrio na posse de bola antes do intervalo: 50% para cada lado. Mesmo acuado em alguns momentos do jogo, os encarnados chutaram mais na direção do gol: 6 a 5.

Início do primeiro tempo: Zenit defendendo no 4-1-4-1 e atacando no 4-3-3, forçando pela esquerda; Benfica no 4-4-2 com Gaitán e Bruno César alternando pelos lados e Cardozo mais recuado que Rodrigo.

O nível técnico caiu vertiginosamente na segunda etapa e o jogo esfriou no ritmo da temperatura: de 9 para 15 graus negativos. Com o veterano Semak na vaga de Zyryanov, Spalletti manteve o desenho tático e a postura de sua equipe. Porém mudou o posicionamento: Semak ficou à direita, Kannunikov trocou de lado e Fayzulin foi para o meio-campo.

Mas foi a entrada de Bystrov que mudou o jogo. O substituto de Kannunikov foi jogar à direita e Semak procurou o lado esquerdo. Por ali saiu a jogada da partida: toque de calcanhar de Kerzhakov, centro de Bystrov e gol de letra de Semak. Golaço!

Quando o time russo controlava o jogo e parecia perto do terceiro gol, Zhevnov novamente vacilou e deu rebote em chute defensável de Gaitán. Cardozo aproveitou aos 42 minutos.

Abatimento pelo empate nos últimos minutos? A resposta do Zenit foi novo “abafa” e mais um gol de Shirokov. Jogada pela direita de Anyokov, mais confiante para o apoio pela parceria com Bystrov, e falha grotesca de Maxi Pereira, que entregou a bola ao artilheiro do jogo.

Nolito, que entrara pouco antes na vaga de Bruno César, quase empatou em chute que por pouco encobriu Zhevnov. Desta vez o goleiro não falhou e garantiu triunfo importante, mas que nada decide.

Com as mexidas de Spalletti, o Zenit ganhou força pela direita com Bystrov e manteve a pressão; Benfica no 4-2-3-1 desde a troca do lesionado Rodrigo por Aimar ainda no primeiro tempo.

No Estádio da Luz, o Benfica pode se impor e aproveitar os gols marcados em São Petersburgo. Mas a invencibilidade foi congelada pelas mexidas de Spalletti e o poder de recuperação do time russo, que eliminou o Porto na fase de grupos e pode surpreender mais uma vez um gigante luso na Liga dos Campeões.